‘A melhor maneira de encontrar o consumidor é ser encontrado por ele’, diz consultora no VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A mudança de cenário trazida pelo marketing digital para as empresas, com todas as suas possibilidades e desafios, foi apresentada, na tarde desta quinta-feira (10/10), em painel do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, no Hotel Renaissance, em São Paulo, pela consultora Martha Gabriel. Ela é coordenadora e professora do curso de MBA em Marketing da HSM Educação, além de autora de livros na área, como o recém-lançado “Marketing na Era Digital”.

O VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria é uma iniciativa do Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Segundo Martha, a era digital veio acompanhada “da inversão do vetor do marketing”. Ou seja, agora os consumidores não são meros receptores das mensagens e conteúdos das marcas, mas se relacionam de forma ativa com elas, principalmente por meio das redes sociais. “O marketing agora é das pessoas para as marcas quando antes era das marcas para as pessoas”, explicou.

Martha Gabriel, autora do livro "Marketing na Era Digital".Foto: Beto Moussali/Fiesp

Nessa linha, para a consultora, “a melhor maneira de encontrar o consumidor é ser encontrado por ele”. “Hoje, 79% das pessoas impactadas pela mídia tradicional buscam mais informações no digital depois”, explicou. “A gente se acostumou a ser interativo e quem não levar isso em consideração não vai conseguir ganhar o consumidor”.

Outras regras de ouro para as pequenas e médias indústrias se relacionarem com os seus clientes: ter sites bem resolvidos para o acesso a partir de celulares e  desenvolver o “senso de humor”. “A gente ainda não aprendeu a ter senso de humor, o que envolve humildade, honestidade, valores e ponto de vista”, explicou. “Não adianta nada ficar com raiva e brigar com o consumidor que fez reclamações nas redes sociais. A internet força as empresas a adquirirem intimidade com os seus consumidores”.

Alguém que não gosta de você

Para deixar bem clara a sua avaliação dessa mudança total de postura, Martha lembrou que a internet “muda tudo e subverte as hierarquias”. “Por isso é tão importante ouvir o que as pessoas estão dizendo e tentar melhorar, sempre vai ter alguém que não gosta de você”.

Assim, para sobreviver ao desafio do marketing digital, é importante, além de ouvir o cliente, oferecer conteúdo relevante e atrair a atenção. “Atenção é mais importante do que audiência”, disse. E tem mais: “as entidades mais influentes da web são os sites de busca”.

De olho nas tendências

Além do cuidado de oferecer sites facilmente acessíveis por telefones (“o mobile é a grande tendência que alavanca as outras”), a consultora afirmou que produzir vídeos é outra estratégia que só tende a ganhar força. “Os vídeos how to (como fazer) são os mais acessados da internet”, afirmou.

Quer investir em redes sociais e não sabe muito bem por onde começar? Então já para o Twitter e o Facebook. “Cerca de 80% dos conteúdos publicados em mídias sociais estão no Facebook e no Twitter”, disse.

Mas isso, claro, sem perder jamais o foco nas novidades. “O que vale hoje não serve mais amanhã”, explicou Martha.

Saiba o que você quer

Ao concluir a sua apresentação, a consultora lembrou aos empreendedores presentes que de nada adiante estar atento aos rumos do marketing digital se a empresa não tiver um plano de marketing bem definido. “O que não mudou no marketing? A metodologia”, explicou. “O digital não resolve o problema do marketing ruim, é apenas um megafone do que a empresa faz”.

Ainda sobre esse ponto, Martha reforçou que “ideias ruins não se tornam melhores on line”. “É preciso identificar qual a sua estratégia para o marketing digital”, afirmou. “Conheça o seu público, saiba o que você quer, desenvolva um plano de marketing e escolhas as plataformas que vai usar”, orientou.

Acima isso tudo, segundo a especialista, há outra recomendação importante: “ser consistente”. “É mais importante ser consistente do que estar em muitas plataformas”, finalizou.

Marketing digital para pequena e média indústria será debatido em congresso da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Martha fará palestra no VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria: “Falta investir na capacitação das equipes”. Foto: Divulgação

Martha fará palestra no VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria: “Falta investir na capacitação das equipes”. Foto: Divulgação

Os pequenos e médios empreendedores têm muito o que avançar quando o assunto é marketing digital. A recomendação é de uma expert no assunto: a consultora Martha Gabriel, uma das palestrantes do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria: mercado – novas atitudes, novos negócios. O encontro, a ser realizado nesta quinta-feira (10/10), no Hotel Renaissance, na capital paulista, é uma iniciativa do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da  Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em sua apresentação, prevista para as 14h do dia 10, no painel sobre mídias digitais, Martha vai convidar os empreendedores a refletirem sobre questões como a necessidade de investir em marketing digital, ou seja, descobrir as possibilidades que a internet e as redes sociais oferecem. “Antes os empresários não acreditavam nessas ferramentas”, diz Martha. “Agora todos sabem que o digital é importante, mas falta investir na capacitação das equipes”, explica.

Segundo a consultora, serão debatidos no congresso pontos como a aproximação das empresas dos consumidores, como trabalhar o marketing digital da melhor forma no dia a dia, casos bem sucedidos na área e tendências, entre outros tópicos. “E isso com foco nas micro, pequenas e médias indústrias”, afirma.

Entre as histórias de sucesso nesse campo que Martha já acompanhou em seu trabalho está o exemplo de uma pequena empresa fornecedora de cestas de café da manhã que, com investimentos mensais de R$ 200 em links patrocinados na internet, conseguiu garantir “agenda cheia”. “Muitas empresas parecem maiores do que são a partir de ações bem feitas de marketing digital”, diz. “Ganha pontos quem sabe usar essas ferramentas”, orienta.

Martha Gabriel é coordenadora e professora do curso de MBA em Marketing da HSM Educação, além de autora de livros na área, como o recém-lançado “Marketing na Era Digital”.

Serviço

VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria: mercado – novas atitudes, novos negócios
Data e horário: 10 de Outubro, às 8h30
Local: Hotel Renaissance (Alameda Jaú, 1.620)
Acesse a programação: www.fiesp.com.br/congressompis

Empresas que não se atualizam na era digital correm risco de desaparecer, alerta docente da ESPM

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Com o crescimento da internet, as empresas brasileiras precisam investir os seus esforços na criação de estratégias de comunicação digital para atrair novos clientes. Pelo menos está é a opinião do professor e coordenador do curso de Comunicação e Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Pimenta.

Marcelo Pimenta, da ESPM

“Há uns anos atrás o investimento em marketing digital não era uma preocupação das empresas. Hoje, as empresas precisam pensar em como colocar as suas marcas na internet”, disse Pimenta, emendando com um alerta: “A empresa que não aderir a esta nova onda [digital] corre o risco de desaparecer”.

Durante a sua apresentação, Pimenta alertou os pequenos empreendedores sobre os benefícios de inserir a sua marca na rede virtual. Segundo o especialista, a estratégia permite uma interação maior entre a empresa e o cliente, que estimulam a troca de informações valiosas para o crescimento do negócio.

O docente da ESPM foi um dos convidados do painel “Micro e Pequena Empresa no Comércio Eletrônico e nas Mídias Sociais”, agenda da tarde desta quarta-feira (10/10) no VII Congresso da Micro e Pequena Indústria Fiesp, realizado no Hotel Renaissance, em São Paulo.

O painel foi moderado pelo diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), Augusto Boccia, e contou com a participação do gerente de negócios da Google Brasil, Paulo Cabral; do diretor executivo sênior de Produtos da Visa do Brasil, Percival Jatobá; do diretor de Pequenas e Médias Empresas no Facebook, Partick Hruby; e do diretor da Digipronto, Cristiano Miano.

Google e Facebook: marketing digital

Paulo Cabral, da Google Brasil

O gerente de negócios da Google Brasil, Paulo Cabral, apresentou aos participantes ferramentas de baixo custo disponíveis na internet: o SEO (Search Engine Optimization) e o SEM (Search Engine Marketing), que possibilitam uma visualização privilegiada ne sites no sistema de busca do Google.

“Quanto mais pessoas estiverem conectadas, a gente vai ter um comércio eletrônico muito mais ativo, ainda mais nas grandes cidades onde você não tem muito tempo de comprar. Cada vez mais a gente vai usar o meio eletrônico como forma de comércio”, avaliou.

O diretor de Pequenas e Médias Empresas do Facebook Brasil, Patrick Hruby, lembrou aos participantes que 60 milhões de brasileiros estão conectados ao Facebook. Segundo ele, a página de relacionamento permite que as empresas conheçam melhor os clientes e conquistem novos consumidores. “Estejam onde os seus consumidores estão. Participem deste diálogo e vocês vão ver os resultados”, afirmou.

Entre as alternativas apresentadas por Hruby está a criação de páginas, mais conhecidas como fanpages. Os empresários que desejam conhecer um pouco mais sobre a ferramenta devem acessar o Facebook Empresa.

Segurança em operações com cartões

Patrick Hruby, do Facebook

O diretor executivo sênior de produtos da Visa Brasil, Percival Jatobá, acredita que a internet é uma forma segura e cômoda do consumidor realizar as suas compras. Para isso, Jatobá aconselha que as empresas desenvolvam páginas com sistema acessível que facilite a navegação do cliente no processo de escolha e compra de produtos.

“Segurança, conveniência e educação é um tripé fundamental para que qualquer iniciativa digital possa ter sucesso. Se um deles falhar provavelmente você demorará muito mais tempo para alcançar o seu objetivo”, avaliou.

Opinião compartilhada por Cristiano Miano, diretor da Digiponto que há anos realiza compras na internet. “Compro na internet há 14 anos, sempre com o mesmo cartão. E a única vez que clonaram meu cartão foi no caixa eletrônico. A internet é uma ferramenta segura”, afirmou.

Além disso, o diretor da Digiponto acredita que a internet pode ser uma excelente ferramenta de comunicação entre a empresa e o consumidor: “Hoje o consumidor quer ser ouvido. E com a internet as empresas têm a oportunidade de ouvir ideias dos clientes que gostam da sua marca e, quem sabe, criar novos produtos”, disse.