Compete Brasil: Fiesp deve propor ao governo desoneração para softwares BIM

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A equipe do Programa Compete Brasil, criado pelo Departamento da Indústria da Construção Civil (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), fez mais uma reunião na manhã desta sexta-feira (31/09). Em debate, os principais entraves à competitividade do setor.

Na ocasião, os membros do grupo concluíram que é necessário enviar uma proposta ao Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior (MDIC) e ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) para desoneração na compra e manutenção de softwares para implementação da tecnologia BIM [Building Information Model ou Building Information Modeling],  tipo de tecnologia que permite a construção virtual de edifícios em terceira dimensão, antes que sejam erguidos de fato.

Desoneração das licenças e dos serviços de suporte do BIM foi um dos temas da pauta da reunião. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

O economista Fernando Garcia explicou que o valor maior de imposto para a utilização dos softwares está no serviço de suporte técnico, uma vez que estes não produzidos no Brasil. Há também a tributação de todas as medidas de faturamento na compra da licença do software.

“A desoneração é um dos itens que vai nessa questão de estender a desoneração de PIS e Cofins para serviços de suporte do BIM e criar uma lei federal que preveja a compensação de municípios que tenham perda de receita por conta desse imposto”, afirmou Garcia.

O economista acredita que seja possível propor a inclusão de softwares de BIM na lei 11.196/05, a Lei do Bem, que concede incentivos fiscais às empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica.

“Pedir a desoneração dos impostos e a criação de uma caixa de compensação em que o governo federal repasse ao município os recursos”, sugeriu Garcia.

Na avaliação do diretor titular adjunto do Deconcic e coordenador do Compete Brasil, Mario William Esper, a prioridade para avançar na desoneração de softwares para implantação de BIM é reunir informações e argumentos para defender a medida em Brasília.

Mario William Esper, coordenador do Compete Brasil: reunir informações e argumentos para defender a medida junto ao MDIC e ao MCT. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Proponho fazermos uma reunião com o MDIC, procurar também o MCT. Antes será necessário reunir todas as informações e de posse disso nos reunimos em Brasília”, disse Esper.

Ele pediu aos membros do Compete Brasil a compilação das informações até o final da próxima semana.

Presente na reunião, o representante do MDIC, Marcos Otavio Bezerra Prates, orientou o grupo a procurar a Secretaria de Comércio e Serviços do ministério.

“O problema não é barreira, mas há uma regra geral para importação de softwares e tem de abrir a exceção para esse software, propor um caminho específico”, disse Prates.

Membro do programa e coordenador do Grupo de Trabalho de Segurança em Edificações do Deconcic, Valdemir Romero, apoiou a iniciativa. “Há várias oportunidades para desonerar. Não adianta reclamar e não tentar contribuir”.


Licenciamento de obras

Os representantes da construção civil e membros do programa também discutiram a implantação de um sistema integrado de licenciamento de obras, o SILO.

O consultor Sergio Leusin apresentou uma versão piloto do projeto de licenciamento de obras para o Compete Brasil.

“Até final de novembro, sistema deve estar em planejamento operacional, mas não em uso. A partir do ano que vem ele será implantado”, afirmou Leusin.

Ele explicou que todo o processo de licenciamento é integrado e pode ser acompanhado simultaneamente por todos os atores envolvidos. “A estratégia é mostrar que a ferramenta funciona e, a partir daí, obter a adesão de todos os órgãos que participam do licenciamento”.

Importados

Os membros do Compete Brasil também discutiram a proposta de criar uma cartilha que oriente empresários contra a importação de produtos de construção civil que não atendem a conformidades técnicas estabelecidas.

“Já temos a estrutura de uma cartilha. Agora, é só complementar, finalizar. Eu proponho que o Deconcic faça uma pesquisa rápida aos setores que têm interesse em participar [da elaboração da cartilha] ou em fazer um controle de produtos importados no seu segmento”, afirmou Esper.

No final da reunião, a diretora do Deconcic e da Associação Brasileira da Indústria dos Materiais de Construção (Abramat), Laura Marcellini, apresentou os avanços do Grupo de Trabalho da Construção Industrializada, um dos organismos do departamento da Fiesp, em desafios que devem ser apresentados e debatidos durante o Congresso Brasileiro de Construção, o ConstruBusiness, em dezembro deste ano.

Segundo Laura, o principal desafio a ser discutido é a isonomia tributária do setor, seguido pela inadequação dos modelos atuais de contratação no segmento.

“Os modelos existentes de contratação precisam ser revistos”, reiterou Laura.

Outro entrave que deve levado ao debate do Construbusiness, segundo a diretora, é a resistência cultural dos agentes do segmento à novas tecnologias e materiais.

Dados que serão apresentados no Construbusiness 2014 são avaliados

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) realizou, na manhã desta sexta-feira (17/10), mais uma reunião do Programa Compete Brasil.

Reunião do Programa Compete Brasil reúne representantes da cadeia produtiva da construção na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com o diretor titular ajunto do Deconcic e coordenador do Programa Compete Brasil, Mario William Esper, o objetivo do encontro foi conhecer e avaliar os principais dados que irão compor o caderno técnico que será apresentado na 11ª edição do Congresso Brasileiro da Construção – Construbusiness 2014, a ser realizado em 4 de dezembro na Fiesp.

Esper destacou a importante colaboração dos representantes da cadeia produtiva na elaboração do conteúdo e citou os capítulos da publicação que dará um panorama da situação atual do setor, do cenário macroeconômico, além de avaliar temas essenciais como desenvolvimento urbano, com o foco nas necessidades, e os investimentos nas áreas de habitação, saneamento e mobilidade urbana.

Fernando Garcia: "E como os custos continuam crescendo o PIB da construção vai cair”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O economista Fernando Garcia, da Ex-Ante (consultoria econômica que está compilando o caderno técnico), ressaltou que o objetivo da publicação é apresentar os dados mais atuais do setor. “Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trazem informações da cadeia produtiva da construção até 2013. Como o caderno será lançado no final de 2014 e  já temos dados até agosto e setembro de 2014, decidimos fazer uma projeção desses dois meses, e fazer uma apresentação consolidada e preliminar do ano de 2014”, explicou.

De acordo com Garcia,  entre os anos de 2007 a 2012, percebeu-se uma trajetória de crescimento dos investimentos feitos pelas construtoras, saltando de R$ 133 bilhões para R$ 336 bilhões.  “Esse crescimento nominal mostra toda aquela fase de ‘crescimento chinês’ vivida pelo setor, por conta das obras Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Minha Casa Minha Vida e toda recuperação de crédito imobiliário que fez o mercado crescer de forma muito intensa nesses anos”, explicou.

Tendência de queda

Contudo, de 2012 a 2014  a tendência verificada foi de redução do ritmo de crescimento do volume das obras, avaliou o especialista: “Tivemos uma expansão ainda boa em 2013, quando se concentrou uma parte grande das obras da Copa do Mundo, mas já em 2014, quando foram acabando essas obras, se percebe que o faturamento e o volume das obras foi ficando abaixo da inflação e caindo em termos reais”.

Sobre o ano de 2014, a estatística preliminar, segundo Garcia, é que o mercado estagnou e apresentou uma ligeira tendência de queda. “Não estamos falando do PIB da Construção, mas de valor de obras e investimentos das construtoras. E como os custos continuam crescendo o PIB da construção vai cair”, afirmou.

Fernando Garcia também comentou os valores da produção nos segmentos de autoconstrução e reformas. “De 2007 a 2012, muito concentrado em 2010 e 2011, houve crescimento econômico e forte expansão do crédito e depois uma tendência de queda”, pontuou.

Para o economista o aumento da taxa Selic afetou bastante o segmento que depende praticamente do crédito de curto prazo. ““Essa evolução crescente da taxa Selic nos últimos dois anos, restringiu esse mercado e teve queda de faturamento nominal. Isso segurou as vendas no comércio varejista e a produção do material de construção”.

Um fator positivo verificado no  período percebeu-se foi o aumento da formalização da mão de obra no setor. “Os construtores passaram a assinar a carteira de uma proporção maior de funcionários. o que refletiu no aumento da atividade formal da cadeia da construção. A atividade informal caiu para 9%, e vale lembrar que na década de 1990 a proporção era meio a meio. De 52% caiu para 9%. E, de fato a informalidade perdeu o sentido”, destacou.

Deconcic da Fiesp avalia propostas para o programa Compete Brasil

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Mario William Esper, do Deconcic/Fiesp: ConstruBusiness vai se concentrar em propostas para eliminar os gargalos que o setor enfrenta. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na manhã desta sexta-feira (03/10), o Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou mais uma reunião temática e preparatória do Compete Brasil, programa que reúne propostas para o desenvolvimento e competitividade da cadeia da construção. O resultado desse trabalho será apresentado no dia 4 de dezembro, durante o 11º ConstruBusiness – Congresso Brasileiro da Construção.

No encontro, estiveram em debate temas como o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), a desoneração da folha de pagamento, a proposta de desburocratização do Registro Imobiliário e de Letra Imobiliária Garantida (LIG) e as Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Mario William Esper, diretor titular adjunto do Deconcic, ressaltou que o próximo ConstruBusiness não vai se concentrar em diagnósticos, mas em propostas para eliminar os gargalos que o setor enfrenta. Também serão apresentados cases bem sucedidos.

Na sequência da reunião, a diretora de Qualidade da Beltrame Engenharia, Fabíola Rago Beltrame, apresentou a proposta para diminuir o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) das empresas do setor. “A proposta do Deconcic é reduzir o FAP aplicado na construção, com base na Certificação das Pessoas. Isso ocasionará a redução de acidentes de trabalho, tendo como impacto a bonificação”, explicou.

Fabíola: proposta do Deconcic é reduzir o FAP aplicado na construção, com base na Certificação das Pessoas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“As empresas do setor de construção pagam 3% da folha ao INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] devido ao nível de risco de atividade. E o FAP serve para flexibilizar isso”, afirmou a executiva, relembrando que, recentemente a Fiesp realizou um seminário sobre o tema e lançou uma cartilha sobre o assunto.

Fabiola também destacou que já existem numerosas normas para certificação de pessoas, muitas delas, inclusive, propostas pelas associações setoriais. “É necessário que as empresas encaminhem os profissionais para essa certificação e isso tem que ser feito em grande volume, para se ter efeito”, ressaltou.

Segundo a diretora, existem no país cerca de 16 centros de exame de certificação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e 11 do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon), mas há pouca procura das empresas por esse serviço. “Se houver uma certificação em massa, o número desses centros de certificação irá a aumentar. E quanto tivermos um maior número de pessoas certificadas é possível, então, discutir o percentual do FAP da empresa e conseguir um bônus”, concluiu.

Uma das queixas apresentadas no encontro sobre o FAP é quanto ao uso da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), que nem sempre representa a atividade real da empresa. Embora exista para apuração estatística e para comparação com dados internacionais, a CNAE é aplicada indevidamente para se definir uma tributação, alertaram os participantes,  Mario William Esper ressaltou que irá propor diálogo entre a Fiesp, por meio do Deconcic, e outras federações sobre esse tema para que seja feita alguma proposta de mudança.

Desburocratização

O diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Filipe Pontual, abordou duas leis, que hoje aguardam sanção da Presidência da República, e que podem proprocionar benefícios ao setor.

Uma refere-se à desburocratização do registro imobiliário. “Ao negociar um imóvel, pelo termo de garantia, você não precisará buscar certidões nos diversos cartórios”, explicou.

Filipe Pontual, da Abecip: aprovação de MP pode proporcionar aumento de funding para crédito imobiliário. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo o especialista, o objetivo é simplificar esse procedimento e deixar um registro na matrícula do imóvel sobre as irregularidades porventura existentes em algum cartório.

A outra Medida Provisória, que aguarda a aprovação da Presidência, refere-se  aos títulos de dívida bancária lastrado por créditos imobiliários, que passam a ser objeto de segregação patrimonial.

Pontual acredita que se a medida for aprovada e, à medida que se absorvam as novas regras, é possível que haja aumento de funding para crédito imobiliário e atração de capital estrangeiro, além de aumento do mercado de renda fixa e da oferta de crédito em decorrência do surgimento de novos bancos de médio porte.

Modelos de PPPs

Durante o encontro, os participantes puderam conhecer os casos bem sucedidos de Parcerias Públicas Privadas (PPPs) realizados em outros estados brasileiros.

Márcio Galvão: case da primeira PPP na área habitacional no país. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O Secretário Executivo do Conselho Gestor de PPPs do governo federal, Márcio Galvão, apresentou o case da primeira PPP na área habitacional no país, o projeto Jardins Mangueiral, 100% concluído e entregue. Ele citou ainda outras PPPs como a construção do Centro Administrativo, que deverá ser entregue em junho de 2015, e o Centro de Gestão Integrada, que é a primeira PPP na área de infraestrutura de TI.

De acordo com Galvão, outras parcerias estão em desenvolvimento, como a construção de hospitais, centros de atendimento de serviços “Na Hora” (similar ao serviço Popuatempo, de São Paulo) e a nova Saída Norte com uma ponte projetada por Oscar Niemeyer, em que, segundo ele, o governo do Distrito Federal não desembolsará dinheiro dos cofres públicos, pois pagará em terrenos.

Há ainda estudo sobre PPPs  para construção de estações de metrô, unidades prisionais, estação de resíduos sólidos, passagens subterrâneas, entre outras.

O gestor de núcleo de apoio aos contratos de PPPs da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado de Minas Gerais, Mauricio de Sena Milagres, apresentou o case de sucesso do Complexo Penitenciário de Ribeirão das Neves.

O diferencial dessa parceria, segundo ele, é que ela foi estabelecida em cima de resultados. “O governo não entregou um projeto pronto para que a iniciativa privada executasse. Toda a parte de projeto, construção, tecnologia ficou a cargo do parceiro privado e não houve nenhuma ingerência por parte do governo de Minas nesse aspecto”.

Segundo ele, o governo entregou o terreno e exigiu que o parceiro privado cumprisse os indicadores de desempenho estabelecidos. No caso do Complexo Penitenciário, totalizam 380 critérios.

Hoje,  possuem cinco unidades penais, mas quando o Complexo estiver completamente finalizado serão 10 unidades penais.

De acordo com Mauricio Milagres, há, atualmente, 29 PPPs em operação no estado de Minas Gerais e elas atendem a setores diversos, desde habitação, rodovias, projetos ambientais, entre outros.

‘Virada Sustentável’: especialistas discutem eficiência hídrica em seminário da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Empresários e especialistas discutiram na tarde desta quinta-feira (28/08) como ampliar o uso da tecnologia retrofit em instalações hídricas. Os debates aconteceram em meio à crise hídrica em São Paulo.

O diretor titular adjunto do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), Mário William Esper, apresentou equipamentos que podem reduzir o consumo de água a partir das descargas em edifícios e casas.

Mário William Ésper: importância do retrofit. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo Esper, 60% do consumo de água em uma residência corresponde ao uso de descargas. Para reduzir o uso de água, o diretor do Deconcic apresentou um mecanismo com bacia de 4,8 litros, equipamento também desenvolvido pela fabricante de bacias sanitárias, Hervy, o qual, segundo ele, reduz em até 68% o consumo em termos financeiros.

Normalmente, as bacias sanitárias instaladas em edifícios residências e comerciais são de 15 litros. O diretor defendeu a aplicação do conceito retrofit, capaz de tornar construções antigas em edifícios inteligentes, para adequar esse tipo de recurso para um consumo mais eficiente. Na avaliação de Esper, essa é uma questão de gestão pública.

“O estado de São Paulo vem adotando esse conceito, está sendo estruturado um programa de incentivo a substituição de bacias. Em Atibaia serão trocadas 37 mil”, afirmou ao participar do seminário Eficiência Hídrica e Edifícios Inteligentes, organizado pelo Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, com o apoio do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da entidade, para contribuir com Virada Sustentável, movimento de mobilização na capital paulista em torno de ações sustentáveis.

Marcello Sesso: arquiteto defendeu instrumentos de reutilização da água da chuva em prédios residenciais e comércio e a individualização da cobrança de água nos condomínios da cidade Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O arquiteto e urbanista Marcello Sesso, da Sesso & Dalanezi Arquitetura, também participou do encontrou e defendeu instrumentos de reutilização da água da chuva em prédios residenciais e comércio e a individualização da cobrança de água nos condomínios da cidade.

“Com a medição individualizada aquele que gasta aleatoriamente começa a sentir no bolso porque vai pagar uma conta muito maior e isso é um incentivo [à redução do consumo]. É percebido que essa economia, geralmente de 30% a 40%, reflete diretamente no seu bolso. Esse é um dos métodos mais utilizados e é possível fazer isso em retrofit de edifícios antigos”, explicou.

Segundo o diretor de sustentabilidade do grupo Whirpool Latin America, fabricante dos eletrodomésticos Consul e Brastemp, Vanderlei Niehues, a companhia adota há 12 anos medidas de uso eficiente da água em suas instalações no Brasil.

A fabricante no Brasil reduziu o consumo de água por produto fabricado em 69% nos últimos 12 anos.
“Também temos o processo de coleta de água de chuva. Estamos atuando bastante na questão de reuso da água, essa é uma das áreas onde há mais investimento”, comentou.

O diretor também fez uma comparação entre as atuais lavadoras de roupas e as fabricadas pela companhia há 10 anos. Segundo Niehues, as novas máquinas consomem até 60% menos de água do que as da década passada.

“Nenhum produto é lançado sem que a gente faça o footprint [pegada hídrica – cálculo desse produto e defina as novas metas de redução para a edição seguinte, a gente se compara com a gente mesmo para inovar”, completou.

Nascentes e falta de chuva

Entre as iniciativas do setor privado apresentadas na programação do evento na Fiesp, a gerente de Desenvolvimento Ambiental da fabricante de embalagens de alimentos Tetra Pak, Valeria Michel, apresentou o projeto Nascentes, desenvolvido pela companhia.

O programa tem a intenção de recuperar e preservar berços do rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A área piloto do projeto é a microbacia da região do Sistema da Cantareira, na cidade de Vargem.

Por intermédio do programa, que começou no ano passado, já foram implantadas 116 das 200 das bacias de captação previstas para o final do ano, de acordo com Valeria. A escassez de chuvas esse ano, no entanto, atrapalhou o trabalho de captação das águas.

“Começamos o projeto há um ano e um dos estudos que fizemos foi baseado na média histórica de chuvas da região. Mas, se não houvesse um ano tão atípico, as 116 barreirinhas já construídas teriam captado 60% do volume de água das chuvas”, explicou.

Crise

Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o nível do Sistema Cantareira, que abastece parte da Grande São Paulo, voltou a cair no último domingo. O volume de água armazenado no reservatório é de 12%. O Sistema Alto do Tietê também anotou baixa. No último final de semana, o nível chegou a 16,9%.

Na avaliação do arquiteto Marcello Sesso, o Brasil precisa aprender com os exemplos de outros países em termos de inovação e buscar soluções adequadas para a realidade do país para superar e evitar crises como a do abastecimento de água em São Paulo.

“Se a gente não pegar essas referências e não for atrás de novas soluções, não vamos conseguir escapar de algo desagradável como racionamento”, disse.

Também participou do seminário da Fiesp a engenheira Roseane Garcia Lopes de Souza, do Centro de Apoio à Faculdade de Saúde Pública da USP; Marcus da Matta, diretor executivo da Ecoadviso; e Maria Augusta Pires Pinto, do Instituto Jatobás.

Diretores da Fiesp participam da solenidade de abertura da Feicon Batimat

Agência Indusnet Fiesp

Diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) participaram na manhã desta terça-feira (18/03), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, da solenidade de abertura da 20ª edição da Feicon Batimat, principal salão da construção da América Latina, com mais de 1.000 marcas em 85 mil m² de área expositiva.

Na ocasião, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi representado pelo diretor titular adjunto do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), Mario William Esper.

Na foto, da esquerda para a direita, Paulo Safady Simão, Claudinei Florencio, Roberto Petrini, Maria Salette de Carvalho Weber, Maria Luiza Salomé, Elisabete Rodrigues, Dilson Ferreira e Claudio Conz. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O evento contou com a presença da diretora titular adjunta do Deconcic, Maria Luiza Salomé, além de mais quatro diretores do departamento: Carlos Roberto Petrini, Dilson Ferreira, Elisabete Alves de Oliveira Rodrigues e Maria Salette de Carvalho Weber – coordenadora do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) do Ministério das Cidades .

A Feicon Batimat prossegue até 22 de março. De acordo com a organização, a estimativa é de 130 mil visitantes.

Em 2014, competitividade segue como prioridade na agenda do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp, diz diretor

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp 

“O nosso objetivo vai ser continuar levantando a bandeira de tornar o setor da construção mais competitivo como foi feito durante este ano. A competitividade da indústria vai ser a palavra de ordem para 2014”, afirmou diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, na última reunião plenária do ano do Deconcic.

O encontro foi realizado na manhã desta segunda-feira (02/12), na sede da Fiesp, e contou com a presença de diretores do Deconcic, representantes de entidades do setor e do governo, como Milton Dallari, presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e Quênio Cerqueira de França, secretário executivo do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Segundo Auricchio, durante o mês de novembro, o Deconcic fez contato com algumas entidades para conhecer a visão de cada uma sobre os principais gargalos do setor.

Entre os pontos que devem merecer atenção em 2014 estão os seguintes temas: melhorias no modelo de gestão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), controle das contas públicas, respeito a contratos, ações para desburocratização das atividades de construção e ajustes no Regime Diferencial de Contratação (RDC ).

E, ainda, entraves jurídicos como questões tributárias e legais, programa Federal de Concessões em Infraestrutura de Transportes, desburocratização e maior flexibilidade para o financiamento e acesso aos recursos do Governo, Saneamento, e Parceria Público-Privada (PPP). Outra questão importante a ser tratada no ano que vem será a questão da modernização da Lei.8666.

Outro ponto abordado na reunião foi a participação do departamento em eventos das entidades do setor e da Fiesp.

O diretor titular adjunto, Mario William Esper, listou as demandas de 2013 no programa Compete Brasil tratadas como prioridade nas esferas de planejamento e gestão, aspectos institucionais e segurança jurídica, funding, mão de obra, impactos tributários e custos produtivos e sustentabilidade. Segundo Esper, algumas delas permanecem no calendário no próximo ano. “Para o ano que vem, por exemplo, estamos organizando a Missão Empresarial Técnica do Building Information Modeling (BIM), que deverá ser realizado em março de 2014, na França. O objetivo é trocar experiências para a implementação desta tecnologia no Brasil, com o apoio da Embaixada do Brasil em Paris”, completou.

Um dos pontos levantados por alguns representantes na reunião foi a questão da segurança dentro da indústria da construção. Foi sugerido que haja uma inspeção periódica dentro dessa área. Para tanto, Auricchio convocou a formação de um grupo de trabalho. “A partir daí, já iniciaremos uma agenda específica para alimentar essa demanda no âmbito do Compete Brasil”, afirmou o diretor.

Sobre a Batimat 2013, a diretora titular adjunta Maria Luiza Salomé apresentou um resumo das atividades realizadas durante a missão da Fiesp. Para a diretora, a missão empresarial foi muito consistente. “Gostaria de agradecer toda a equipe e os participantes envolvidos, a Batimat 2013 foi um sucesso. Conseguimos cumprir tudo o que foi programado. A visita técnica, organizada pela Fundação Vanzolini aos bairros Tolbiac e Masséna, foi uma das melhores que já fizemos”, acrescentou Salomé. A diretora destacou também sobre o curso de Gestão Empresarial, no âmbito da Cátedra “Globalização e Mundo Emergente Fiesp-Sorbonne”.

O secretário executivo do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Quênio Cerqueira de França, fez uma apresentação institucional sobre o FGTS, que foi amplamente discutida durante a reunião, e disse estar à disposição do Deconcic/Fiesp para mais informações.

Com a relação a economia setorial, os representantes das entidades do setor acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) da Indústria da Construção será maior que a do Brasil, já que historicamente o número sempre fecha em dobro.

Por fim, Aurrichio agradeceu imensamente a colaboração de todas as entidades. “Gostaria de agradecer o empenho de cada um de vocês durante este ano. Que 2014 continue nesse ritmo para contribuirmos nos avanços da competitividade do setor da indústria da construção”.

Veja como foi a missão empresarial da Fiesp ao Salão Internacional da Construção, a Batimat 2013

Agência Indusnet Fiesp 

Entre os dias 01 e 10 de novembro, o Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) organizou uma missão empresarial para participar do Salão Internacional da Construção, Batimat Paris 2013, principal feira do setor.

Veja a seguir um resumo das atividades realizadas durante a missão.

03/11 (domingo) – O primeiro dia de atividades começou com um tour por monumentos e atrações do patrimônio artístico, histórico e cultural de Paris. A agenda foi encerrada com uma cerimônia de boas-vindas oferecida aos mais de 60 integrantes da delegação.

No evento, a diretora-titular-adjunta do Deconcic, Maria Luiza Salomé, aproveitou para apresentar detalhes da programação prevista. Já o diretor-titular-adjunto do departamento, Mario William Esper, comentou a importância do Salão Internacional da Construção para cadeia produtiva do setor.

Ele destacou ainda que a realização da missão foi possível graças à confiança dos integrantes da delegação e ao apoio das entidades participantes, em especial a Embaixada do Brasil em Paris, a Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, por meio da Cátedra “Globalização e Mundo Emergente” em parceria com a Fiesp, e a Fundação Carlos Alberto Vanzolini.

04/11 (segunda-feira) – Na data de abertura do Salão Batimat 2013, a delegação foi recebida pelas diretoras da Reed Expositions, Stéphanie Auxenfans, responsável pelo evento, e Marie-Ange Joarlette. Ambas apresentaram a estrutura e organização dos pavilhões temáticos, assim como os seminários e encontros técnicos programados para aquela semana.

Na ocasião, os diretores Maria Luiza Salomé e Mario William Esper agradeceram a receptividade dos organizadores e destacaram a participação da Fiesp em edições anteriores. Após a recepção, o grupo visitou os estandes e as novidades expostas em instalações dedicadas a estruturas, acabamentos, tecnologia da informação, esquadrias, máquinas e equipamentos voltados à construção.

05/11 (terça-feira) – O dia foi marcado por seminários que abordaram dois temas atuais e de grande relevância para o setor. No período da manhã, houve a apresentação do “Encontro de Sustentabilidade na Construção: desenvolvimento urbano, projetos, obras e operação de empreendimentos”. A palestra foi ministrada pelo arquiteto francês Gilles de Mont-Marin, que apresentou a experiência da Semapa [Société d’Économie Mixte et d’Aménagement de la Ville de Paris] em projetos de desenvolvimento urbano e bairros sustentáveis em Paris.

À tarde, outro seminário tratou da tecnologia BIM [Building Information Modeling – Modelagem de Informação da Construção], prática cada vez mais adotada em projetos no mundo todo, que permite construir modelos virtuais de edificações, simulando as reais características e comportamentos dos elementos empregados na obra. O evento teve a palestra “BIM-IFC e os indicadores de sustentabilidade da SBAlliance”, proferida pela responsável do setor de desenvolvimento internacional da Association Qualitel pour la Qualité du Logement, Ana Cunha e por Pierre Judde.

06/11 (quarta-feira) – Os integrantes da missão participaram de uma conferência sobre o legado dos Jogos Olímpicos na cidade de Londres em 2012. O evento teve abertura do embaixador britânico na França, Sir Peter Ricketts, e contou com apresentações de executivos e autoridades públicas do Reino Unido, incluindo Ken Livingstone, ex-prefeito de Londres (2000 a 2008), e Kathryn Firth, diretora de design da London Legacy Development Corporation.

O dia também foi marcado pelo início do curso de Gestão Empresarial, no âmbito da Cátedra “Globalização e Mundo Emergente Fiesp-Sorbonne”, com palestra do professor Jean-Michel Netter que abordou o tema “Inovação e Gestão”. Na ocasião, participaram 34 integrantes da missão empresarial.

07/11 (quinta-feira ) – Na sequência ao curso de Gestão Empresarial, o tema “Inovar em seu Business Model” contou com palestras do professor Guillaume Chanson e do CEO do Group Élysées, Jean-Louis Coville, especialista do setor imobiliário. No período da tarde, ocorreu uma visita técnica organizada pela Fundação Vanzolini aos bairros Tolbiac e Masséna, onde os participantes puderam conhecer projetos de planejamento urbanístico e construção sustentável, com empreendimentos certificados.

08/11 (sexta-feira) – O dia começou com o terceiro e último módulo do curso Gestão Empresarial, que tratou sobre “Estratégias e desempenho dos campeões mundiais de alto consumo”, com apresentação do professor Jesus Martinez-Dorronssoro.

Após a aula, ocorreu a entrega dos certificados de conclusão pelo vice-reitor de Relações Internacionais da Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, Jean-Marc Bonnisseau. O vice-reitor destacou a importância do curso realizado dentro da parceria lançada entre as duas instituições (Fiesp e Sorbonne), e concluiu esperar que a cátedra possibilite uma efetiva aproximação entre França e Brasil, multiplicando iniciativas desta natureza e fomentado a relação bilateral.

O diretor-titular-adjunto, Mario William Esper, reforçou a importância de que as empresas brasileiras se atualizem constantemente em novas práticas de gestão e inovação, para o pleno desenvolvimento da indústria da construção. Após a cerimônia, houve uma visita cultural às dependências da Universidade Paris 1.

O encerramento da missão empresarial foi marcado com cerimônia especial para a delegação da Fiesp, na sede da Embaixada do Brasil em Paris, com mais de 70 convidados, entre empresários e representantes do setor, membros da Universidade Sorbonne, membros do corpo diplomático e demais autoridades.

Em discurso na ocasião, Esper destacou a importância de aplicar no Brasil as últimas tecnologias de gestão de obras, em especial o BIM – cuja utilização em construções na França já se encontra em estágio avançado. Desta forma, solicitou ao conselheiro Sarquis José Buainain Sarquis, que representava o Embaixador José Maurício Bustani, apoio à realização de uma missão técnica, política e estratégica na França em 2014, com o objetivo de trocar experiências para a implementação dessa tecnologia.