Fiesp recebe seminário sobre Gestão de Gases do Efeito Estufa

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta quinta-feira (05/12), a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) recebeu o Seminário sobre Gestão de Gases Efeito Estufa. Durante o evento, foi apresentado o projeto de Fomento a Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil, que é desenvolvido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pelo Banco Internacional do Desenvolvimento (BID), em parceria com a Fiesp.

A sessão foi aberta por Mario Hirose, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação. Hirose apresentou a entidade e os projetos ligados às alterações climáticas que vêm sendo desenvolvidos desde 2009, quando a Fiesp criou o Comitê de Mudanças do Clima, coordenado pelo segundo vice presidente da entidade,  João Guilherme Sabino Ometto.

Hirose chamou a atenção para o envolvimento das pequenas e médias empresas diante do assunto. Para ele “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Ensinar o pequeno e médio empresário a cuidar das emissões de gases do efeito estufa não é, para Hirose, apenas uma questão ambiental, mas também uma questão financeira.

Em seguida, o consultor da ABNT e do BID Julio Jemio, apresentou o projeto em si. Ele esclareceu que são três os grandes objetivos: preparar a ABNT como um órgão de validação e verificação de gases de efeito estufa na América Latina, desenvolver a implementação dos programas de gestão do efeito estufa em pequenas e médias empresas e disseminar as informações desenvolvidas para o projeto.

Hirose: “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Hirose: “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para tanto, a ABNT desenvolveu cursos internos e também um guia, que deve ser publicano no ano que vem, com apoio do Sebrae e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), para formar consultores e verificadores, além de orientar empresários na realização de inventários de emissões dos gases do efeito estufa.

Segundo Jemio, a meta é que a ABNT, através de suas parcerias, subsidie parte desses inventários para pelo menos 220 empresas e que os verificadores formados por ela não tenham ligação com os consultores, para que a avaliação seja 100% isenta, podendo ser aplicada a toda e qualquer empresa interessada.

Preparação para as mudanças

A terceira palestra do encontro foi feita pela também consultora Isabel Sbragia, que apresentou o histórico dos efeitos e protocolos que motivaram o desenvolvimento do projeto. “A influencia do homem no meio é muito grande e nós temos que ver o que estamos fazendo. E se [o aquecimento global] está acontecendo por nossa causa ou por causa natural, a gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”, afirmou Sbragia.

Isabel: “A  gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Isabel: “A gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A especialista esclareceu que a principio o projeto estaria focado no mercado de carbono, mas, em função de mudanças no cenário internacional e da dificuldade que as pequenas e médias empresas teriam de se inserir nesse mercado, os planos foram alterados.

“A gente quer que a pequena e a média empresa olhem para as mudanças que podem ser feitas”, afirmou a palestrante sobre o foco definitivo do projeto de Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil.