Plataforma AdaptaClima envolve vários atores para promover ações e disseminar conhecimento

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Iniciativa Empresarial em Clima (IEC) organizou evento na Fiesp nesta sexta-feira (10 de agosto) para divulgação da Plataforma AdaptaClima. Além da apresentação da plataforma e seus recursos, foram relatados cases de adaptação.

As alterações climáticas globais causam impactos relacionados ao clima, como ondas de calor, secas, inundações e ciclones, afetando infraestrutura e a oferta de serviços básicos e provocando outros danos irreparáveis, como a perda de vidas. A redução de níveis de precipitação compromete diversas atividades econômicas, inclusive a indústria.

Na abertura, Mario Hirose, diretor-adjunto do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Fiesp, explicou que o tema clima é transversal a diversas áreas, tais como relações internacionais, energia, infraestrutura e desenvolvimento sustentável. A Fiesp participa, por meio de seu Comitê do Clima, desde 2009, das discussões globais, as COPs, que culminaram na COP21 com o Acordo de Paris e a necessidade de implementação na NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira e seus compromissos de metas de desenvolvimento sustentável. É preciso pensar em ações eficazes a médio e longo prazos, mitigação e principalmente adaptação.

De acordo com o IEC – que envolve a cooperação do CEBDS, CDP, Ethos, Pacto Global, Neomondo,  Envolverde e FGV-EAESP, mesmo que os compromissos ambiciosos de mitigação sejam alcançados, faz-se necessário investir na redução de impactos e construção de resiliência nos sistemas socioeconômicos; a ação orientada para criar este tipo de capacidade constitui o eixo de trabalho dedicado à adaptação. Trata-se de uma agenda importante para o Brasil, pois envolve a competitividade da indústria.

No foco da AdaptaClima estão a disseminação do conhecimento desta ferramenta e a otimização da agenda junto aos integrantes da rede.

Nelcilandia de Oliveira Kamber (coordenadora-geral substituta do Ministério do Meio Ambiente) apresentou o Plano Nacional de Adaptação, a situação atual da adaptação, no Brasil, e a introdução ao Adaptaclima neste contexto. “A mudança climática afeta o setor empresarial, traz impactos, as medidas de adaptação trazem novas oportunidades de negócio”, afirmou, enfatizando o necessário reforço de uma resposta global à mudança climática. Kamber apresentou as etapas e as ações realizadas no Plano Nacional de Adaptação (PNA) de diversos projetos abrigados no guarda-chuva do tema, tais como projeto de biodiversidade e MC na Mata Atlântica, os desastres, enchentes e deslizamentos, além da seca que afeta a agricultura e a disponibilidade hídrica. O Readapta, por exemplo, contribui para a agenda nacional de adaptação.

A Mariana Nicolletti (gestora e pesquisadora no Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV EAESP-FGVces) coube discorrer sobre o projeto Adaptaclima e seu processo de construção, seus recursos e esta ferramenta como apoio para as empresas implementarem suas ações de adaptação. Ela também apresentou desafios para sua implementação, objetivos, produtos, seus eixos e conteúdos. Nesse sentido, o AdaptaClima é uma rede constituída por diversos atores.

Entre os cases apresentados, Eduardo Hosokawa, como coordenador da Comissão Municipal de Adaptação de Mudança do Clima de Santos, exibiu os resultados obtidos. Já Francisco Maciel (CEO CIOESTE, Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo) tratou das vulnerabilidades climáticas em São Paulo.

A moderação foi realizada por Reinaldo Canto (colunista da Carta Capital, da Envolverde e do ROL-Rede On-Line da Cidadania).

Para saber mais, visite o site do Ministério do Meio Ambiente.

Reunião sobre a plataforma AdaptaClima na Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIesp

Reunião sobre a plataforma AdaptaClima na Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIesp

Foto: Fiesp participa da XVI Fimai

Agência Indusnet Fiesp

Mario Hirose, do DMA, participa da abertura da Fimai. Foto: Beto Moussali/Fiesp

 

Foi inaugurada nesta terça-feira (11/11), no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo (SP), a Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade – XVI Fimai, que acontece até quinta-feira (13/11).

Considerada como a mais importante feira do setor de meio ambiente industrial na América Latina, a Fimai apresenta o que há de melhor e mais avançado em nível mundial, sendo um grande atrativo para investidores e empresários nacionais e internacionais que desejam estreitar contatos com empresas do setor, fazer negócios e expandir sua rede de relacionamentos comerciais.

Mario Hirose, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), participou da solenidade de abertura da exposição.

Além do apoio institucional, a Fiesp possui um estande na feira para apresentar serviços e ações realizadas pela entidade no setor.

Especialista em mobilidade destaca iniciativas para transporte sustentável

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O arquiteto Luiz Antônio Cortez Ferreira, coordenador executivo da Iniciativa Latino-Americana para o Transporte Sustentável (Ilats) foi o convidado da reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) desta sexta-feira (27/06).

No encontro, realizado na sede da entidade, o especialista em transporte sustentável listou iniciativas em prol da mobilidade urbana e do transporte sustentável, as quais julga necessárias para a melhoria da qualidade de vida em centros urbanos como São Paulo.

Para ver a apresentação da palestra, clique aqui.

Ferreira: desenvolvimento sustentável de meios de transporte eficientes e inclusivos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ferreira: desenvolvimento sustentável de meios de transporte. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para Ferreira, a melhoria dos serviços de transporte passa por oito iniciativas, as quais têm como objetivo o desenvolvimento sustentável de meios de transporte eficientes e inclusivos, com diminuição da poluição do ar e sonora, e redução da dependência de veículos baseados em fontes fósseis.

Na visão do especialista, é preciso ampliar as redes de metrô e trens metropolitanos, “ordenando a ocupação territorial através da criação de redes de trens regionais”. Além disso, é importante o incentivo à mobilidade ativa e ao transporte não motorizado, com a criação de programas de incentivo para, principalmente, o uso da bicicleta.

Outra meta que na visão do especialista deveria ser pauta dos planos de governos federais, estaduais e municiais é a busca pela redução de acidentes de transito em 7,5% ao ano. Para tal, “dever-se-ia profissionalizar a gestão do transito, com a criação de cursos de formação de gestores de transporte e transito”, afirmou Ferreira.

 

A reunião do Cosema: debate envolveu ainda a renovação da frota e a promoção do uso do etanol. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A reunião do Cosema: debate envolveu ainda a renovação da frota e a promoção do uso do etanol. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Medidas para controle da poluição do ar, a renovação “rápida” da frota, a redução das emissões de precursores de ozônio, a promoção do uso do etanol, e a melhoria da eficiência do transporte de cargas também são ações importantes, na visão do convidado.

O presidente do Cosema, Walter Lazzarini Filho, o diretor do conselho, Mario Hirose, e o vice-presidente do grupo, Celso Monteiro de Carvalho, também participaram do encontro.

Alcance do Jornalismo Ambiental é discutido na 16ª Semana de Meio Ambiente

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

A presença da temática ambiental na grande mídia esteve em debate na 16ª Semana de Meio Ambiente, evento promovido pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) com o apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Aberta nesta segunda-feira (02/06), a Semana terá prosseguimento até sexta-feira (06/06).

No painel “Meio Ambiente e Comunicação da Indústria”, palestrantes e debatedores foram unânimes em afirmar que a indústria precisa intensificar seus esforços em comunicar mais e melhor suas ações sustentáveis, desmitificando a antiga e equivocada imagem de que o setor produtivo é destruidor do meio ambiente.

Mario Hirose, diretor do Departamento do Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, relembrou que a preocupação ambiental dentro da indústria não é recente. “Há 40 anos foi criado na casa o Departamento de Meio Ambiente, logo depois da Conferência de Estocolmo, em 1972. Essa criação é bem anterior à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)”.

Hirose relembrou que a Fiesp nos últimos 20 anos vem valorizando e destacando as boas práticas ambientais da indústria, por meio do Prêmio Mérito Ambiental que chegou, hoje, a sua 20ª edição.

Hirose: destaque para o Prêmio Mérito Ambiental. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Hirose: destaque para o Prêmio Mérito Ambiental. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em sua palestra, Walter Lazzarini Filho, presidente do Conselho do Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, lamentou o fato de grande mídia privilegiar a divulgação de notícias negativas, em detrimento a notícias de fatos edificantes e inspiradores. Um exemplo claro disso, segundo ele, é a própria repercurssão do Prêmio Mérito Ambiental da Fiesp. “Embora haja uma divulgação boa do ponto de vista interno, há uma divulgação muito pobre da grande imprensa, que, de maneira geral, sempre noticia algum fato negativo que é provocado pela indústria”, afirmou.

Lazzarini também criticou o enfoque exclusivamente momentâneo dados as notícias, especialmente na era atual, de total confluência de mídias, com disseminação rápida e quase instantânea das informações. Ele relembrou que o o poeta sul-americano Jorge Luis Borges costumava dizer que, para a imprensa, o agora é o ápice do tempo. “È o que vemos hoje. O que vale é o momento. E o pior:  só aquele momento que se divulga a notícia, sem a preocupação de quais são as causas e consequências”.

Lazzarini Filho: grande mídia privilegia a divulgação de notícias negativas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Lazzarini Filho: grande mídia privilegia a divulgação de notícias negativas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Citando o exemplo da cadeia produtiva da construção civil, muitas vezes criticada pela geração de resíduos sólidos, Lazzarini afirmou que é preciso se divulgar também o que se tem feito de inovador no setor, tanto na reciclagem desses resíduos como nas tecnologias ambientais aplicadas, altamente sustentáveis.

Espaço na TV aberta

O jornalista Figueiredo Junior, que apresenta o programa sobre FJR Sustentabilidade na Mix TV e locutor na Rádio Iguatemi, destacou que a grande imprensa tem pouco interesse em falar da temática ambiental. “A imprensa não gosta de falar sobre meio ambiente. Se tiver nove atitudes do bem pra falar aqui e cair um avião na Avenida Paulista tenho certeza que o espaço vai ser da tragédia. É o efeito aqui agora”.

Segundo Junior, na televisão aberta brasileira o espaço dedicado a programas voltados à sustentabilidade e ao meio ambiente é pequeno. “É muito pouco perto do que eu tenho observado, nos últimos três anos, e em relação ao que a indústria tem feito”.

O disse que ao conhecer o trabalho de reuso de água de uma indústria paulista ficou impressionado e decidiu visitar outras indústrias. “A conclusão a que eu cheguei é de que, de cada 20 indústrias que visitei, 18 tinham programas de reuso”. E acrescentou: “Eu sinto que chegou a hora da indústria ter um programa próprio para divulgar o que tem feito”.

Figueiredo Junior: “A imprensa não gosta de falar sobre meio ambiente”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Figueiredo Junior: “A imprensa não gosta de falar sobre meio ambiente”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Bons exemplos setoriais

Para o empresário do setor do agronegócio, Maurílio Biagi Filho, que é presidente da Agrishow e membro do Cosema da Fiesp, a falta de investimentos em comunicação por parte das empresas contribui negativamente para a distorção das informações. “Os empresários de usinas nunca acreditaram em comunicação, acham que isso é despesa e não investimento. Por isso deu no que deu”.

Comentando números sobre áreas proteção ambiental de outros países, Biagi Filho citou a atuação do setor sucroalcooleiro. “A cana (de açúcar) recicla anualmente cerca 200 toneladas de carbono por hectare. Eles são retirados da atmosfera como CO2 durante o crescimento e cultivo. Nenhuma vegetação nativa apresenta tal produtividade”, disse. “A cana é cortada, o bagaço é queimado, o etanol é usado nos veículos. Esse carbono acumulado retorna à atmosfera na forma de CO2, mas será retirado com o novo ciclo e crescimento da cana. O balanço anual desse ciclo será zero. Por isso o etanol é um combustível renovável”.

Biagi Filho:  “Os empresários de usinas nunca acreditaram em comunicação”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Biagi Filho: “Os empresários de usinas nunca acreditaram em comunicação”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Biagi Filho destacou que a inovação e o empreendedorismo voltados aos resíduos da cana de açúcar no estado de São Paulo e a gradual mecanização das lavouras estão contribuindo ainda mais para a proteção do meio ambiente e a qualidade do ar.

Não compreensão

O gerente de Sustentabilidade da Votorantim Industrial, David Conassa, apontou que um grave problema em termos de comunicação ambiental decorre da não compreensão dos conceitos dentro da própria empresa.

“Nós, no Brasil, temos uma das leis ambientais mais rigorosas do planeta. Isso nos últimos anos levou a indústria nacional a um patamar de excelência muito diferenciado em relação aos nossos concorrentes internacionais. E as pessoas não sabem disso.”

Conassa sugeriu que os empresários divulguem de forma direta e com uma linguagem simples o que suas empresas estão fazendo.  “Precisamos nos comunicar melhor e mostrar essas coisas para a população. A indústria tem que ter orgulho do que faz”.

Antes de abrir para perguntas dos participantes, a especialista Laura Maria Regina Tetti, que moderou os debates, deu exemplos de divulgações equivocadas veiculadas na mídia, em virtude tanto da falta de uma apuração mais aprofundada por parte dos jornalistas, como as decisões editoriais das emissoras de TV. Segundo ela, que foi consultora na área ambiental para a Rede Globo, muitas vezes, uma reportagem é mutilada devido a falta de tempo e espaço na programação, comprometendo seriamente a qualidade e veracidade da informação. “Nesse sentido, eu concordo com o Figueiredo Junior. É  importante a indústria ter um espaço próprio para fazer a sua  pauta. Desta forma, ela [a indústria] também vai pautar a grande mídia”, afirmou.

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp

Empresas preparadas para gerir gases de efeito estufa terão vantagens competitivas, afirma diretor da Fiesp em seminário

Ariett Gouveia e Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Foi realizado nesta quarta-feira (04/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o seminário “Gestão dos gases de efeito estufa: um novo mercado para pequenas e médias empresas”.  O encontro foi mediado por Mario Hirose, diretor da divisão de Mudanças Climáticas do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da instituição.

 

Hirose abriu o seminário realizado na Fiesp

Hirose abriu o seminário realizado na Fiesp. Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

Durante seu discurso, Hirose ressaltou a importância do tema.  “A Fiesp  sabe que questões relacionadas à gestão dos gases de efeito estufa são de extrema importância para a competitividade de um novo mercado que está surgindo”, afirmou.

Segundo Hirose, já em 2014 muitas empresas vão exigir a contabilização dos efeitos dos gases estufa por parte de empresas fornecedoras. “Sendo assim, as empresas preparadas para essa demanda serão diferenciadas e terão vantagens competitivas”.

De acordo com o diretor do departamento, países como China e Estados Unidos começam, nesse momento, a dar mais atenção a esse tema, que “está muito próxima de toda a cadeia produtiva da indústria”.

Para ele, todas as cadeias produtivas precisam estar preparadas para o novo mercado que está nascendo. “A gestão do gás é uma das ações estratégicas das grandes empresas. Entretanto, sua implantação e difusão é ainda um desafio para as empresas de menor porte”, afirmou.

Hirose falou também sobre as ações realizadas DMA/Fiesp. “Preparar os empresários e empresas para uma atuação melhor na questão ambiental é um dos focos. A questão ambiental é uma questão de sobrevivência e competitividade para algumas empresas”.

Ao participar do seminário, Marco Antonio dos Reis, diretor titular adjunto do Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp, explicou a atuação do departamento.

“Noventa e nove por cento  das indústrias, das 100 mil que existem no Estado de São Paulo, são pequenas e médias. Trabalhamos para representar esse setor tão importante da economia. Capacitamos empresas e sindicatos. Realizamos salas de crédito e, anualmente, fazemos o Congresso das Pequenas e Médias Indústrias, que acontece dia 10 de outubro”, disse.

Em seguida, Júlio Jemio, consultor do projeto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de fomento e gestão dos gases de efeito estufa, explicou o funcionamento do projeto. “O projeto do ABNT/BID visa conscientizar as pequenas e micro empresas sobre a importância da gestão consciente dos gases de efeito estufa.”

Jemio: projeto do ABNT/BID visa conscientizar pequenas e micro empresas. Foto: Julia Moraes.

Jemio: projeto do ABNT/BID visa conscientizar pequenas e micro empresas. Foto: Julia Moraes.

 

Jemio detalhou objetivos da empreitada: “preparar a ABNT para ser o primeiro organismo para a validação e verificação de gases de efeito estufas na indústria brasileira, disseminar informações e conhecimentos do projeto e, por fim, desenvolver a implantação do Programa de Gestão dos Gases do Efeito Estufa em pequena e média empresa”.

No fechamento do encontro, Stefan Jacques David, consultor de sustentabilidade e meio ambiente da Abividro e gerente de negócios da MGM Innova, trouxe um pouco da sua experiência nas duas instituições para alertar os empresários sobre a necessidade de “fazer a lição de casa” com relação às emissões de carbono. “Muitos disseram que as mudanças climáticas eram balela, interesses de determinado país, mas isso é passado, ficou para trás. Não se discute mais isso, é irreversível. A questão, agora, é como se preparar para o cenário regulatório e para a competição internacional, em que o carbono já faz parte”, declarou.

“Se eu quiser me preparar para o futuro, eu preciso aprender a gerenciar as emissões de carbono. Não adianta só pensar em eficiência energética e melhoria de processos. Se não trabalhar na gestão do carbono, provavelmente, vai ter problemas”, concluiu.

Gestão de Gases de Efeito Estufa é tema de debate na sede da Fiesp nesta quarta-feira (04/09)

Agência Indusnet Fiesp 

Durante o seminário “Gestão de Gases de Efeito Estufa: novo mercado para pequenas e médias empresas”, que acontece nesta quarta-feira (04/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), serão avaliadas as oportunidades que a economia de baixo carbono e a gestão dos Gases de Efeito Estufa (GEE) oferece às pequenas e médias empresas nesse mercado competitivo.

No evento será possível conhecer como contabilizar e elaborar inventários, fazer cálculos de emissão, além da sua gestão e redução. O tema está a cargo de Luiz Claudio Lemos, Consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)/Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Também será analisado o Projeto ABNT/BID e seu fomento à gestão dos Gases, com o consultor Julio Jemio, além da estratégia a ser adotada para uma eficiência energética. A experiência industrial, bem como a Gestão dos GEEs, será apresentada por Mario Hirose, Diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp.

Clique aqui para conferir a programação completa do evento.

Serviço
Seminário “Gestão de Gases de Efeito Estufa: novo mercado para pequenas e médias empresas”
Data e Horário: 04 de setembro, quarta-feira, das 13h30 às 16h30
Local: Edifício-sede da Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – São Paulo)