Comitê da Cadeia Produtiva do Couro da Fiesp planeja parceria com Forças Armadas para o fornecimento de calçados

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Hora de planejar o ano, unir forças e ir em busca de novas oportunidades. Realizada na tarde desta segunda-feira (06/02), na sede da Fiesp, em São Paulo, a reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva de Couro, Calçados e Artefatos (Comcouro) da federação destacou algumas metas dos empresários do setor para 2017.

“Temos que aproveitar toda a força nós temos por estarmos nessa casa”, afirmou o coordenador do Comcouro, Samir Nakad.

Entre os planos do comitê, está uma parceria com o Departamento da Indústria da Defesa (Comdefesa), para a tentativa de fornecimento de produtos como calçados masculinos e femininos para a Marinha. “O Comdefesa nos procurou para aproximar as nossas indústrias das Forças Armadas”, disse Nakad. “Vamos organizar uma reunião com representantes dos dois lados”.

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A reunião do Comcouro: fornecimento de calçados masculinos e femininos para a Marinha. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Fiesp recebe ministro e oferece jantar em homenagem às Forças Armadas

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ofereceu na noite desta sexta-feira (31/10) um jantar em homenagem às Forças Armadas.

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Jairo Cândido, Celso Amorim e Paulo Skaf no jantar. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O jantar, servido para aproximadamente 140 convidados, entre autoridades militares e diretores da Fiesp, contou com a presença do presidente da entidade, Paulo Skaf, do ministro da Defesa, embaixador Celso Amorim, e dos comandantes das três Forças: almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto (Marinha), general Enzo Martins Peri (Exército) e tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito (Aeronáutica).

Também participou o diretor titular do Departamento da Indústria da Defesa (Comdefesa), Jairo Cândido.

Em um breve discurso, Skaf cumprimentou o ministro e os comandantes. “As Forças Armadas, como sempre, serviram à pátria nas nossas regiões em todo o canto de nosso país, de diversas formas. Então, muito obrigado em nome de todos os setores produtivos a todos que fazem o dia a dia da nossa Marinha, do nosso Exército, da nossa Aeronáutica”, disse Skaf, pedindo um brinde às Forças Armadas e ao país.

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Cosme Degenar Drumond autografou exemplares do livro “Indústria de Defesa do Brasil”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A noite teve ainda uma sessão de autógrafos de Cosme Degenar Drumond, integrante do Comefesa/Fiesp e autor do livro “Indústria de Defesa do Brasil” (editora ZLC Comunicações), cujo prefácio foi escrito por Jairo Cândido.

>> Na Fiesp, Escola Superior de Guerra realiza formatura de Curso de Gestão de Recursos de Defesa

Estado-Maior da Armada destaca a importância da indústria em projetos da Marinha

Dulce Moraes e Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Com a presença de empresários e autoridades, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou na tarde desta segunda-feira (20/10) o “Fórum com o Estado-Maior da Armada da Marinha do Brasil”.

O encontro, que contou com a participação do diretor titular do Departamento de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Jairo Cândido, e do chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Carlos Augusto de Sousa, teve o objetivo de apresentar aos empresários a estrutura da instituição, os projetos já desenvolvidos em parceria com a indústria e o modelo de financiamento dos projetos estratégicos da Marinha do Brasil.

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Evento apresentou a empresários projetos da Marinha já desenvolvidos em parceria com a indústria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


O diretor titular do Comdefesa/Fiesp deu as boas-vindas, enaltecendo a primeira visita do Estado-Maior da Armada à entidade. “Costumo dizer que a Fiesp é uma federação de bastante prestigio e que só aumenta e amplia a sua importância quando recebe um Fórum dessa magnitude e com a presença de tão importantes autoridades˜, disse Cândido, acrescentando que uma das missões do departamento é  fortalecer a indústria brasileira e que o evento foi organizado também com esse propósito.

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Jairo Cândido: evento é mais uma iniciativa do Comdefesa/Fiesp para fortalecer a indústria brasileira. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em seu discurso, o chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Carlos Augusto de Sousa, enfatizou a crescente percepção da sociedade sobre a importância de o Brasil proteger a soberania de seu território e de seus recursos naturais. “A sociedade vem paulatinamente se conscientizando da imperiosa necessidade de um país possuir um Poder Naval forte, balanceado e dotado de credibilidade a fim de resguardar principalmente a plena soberania sobre a Amazônia Azul”, afirmou, destacando que a proteção a “este mar que nos pertence” é de responsabilidade de todos os brasileiros.

Souza observou que um dos benefícios para o país foi constatado pela própria indústria brasileira. “É fato que o conhecimento alcançado pela Marinha no desenvolvimento de projetos de engenharia e arquitetura naval, assim como a tecnologia absorvida pelo arsenal de Marinha do Rio de Janeiro na construção de fragatas e submarinos associada pelos estaleiros privados nas décadas de 1970 e 1980, contribuíram de maneira sinérgica para a capacitação da indústria naval brasileira.”

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De acordo com o chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Carlos Augusto de Sousa, efetivação de projetos da Marinha será possível com o trabalho conjunto com iniciativa privada. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo ele, o incremento desse segmento implica processos evolutivos em outros setores e segmentos: eletroeletrônico, metalúrgico, mecânica pesada, motores de propulsão marítimos, armamentos e tecnologia da informação, entre tantos outros.

“Por outro lado, o emprego de alta tecnologia e a necessidade de autossuficiência na construção e manutenção desses meios têm feito que o Brasil intente alcançar a independência e a inovação tecnológica em distintas áreas, especificamente para a Defesa”, destacou Souza.


Amazônia Azul e o papel estratégico do Brasil

O chefe do Estado-Maior da Armada ressaltou que a Política de Defesa Brasileira se firma no “binômio indissociável Desenvolvimento/Defesa” e que o Brasil tem uma importância geopolítica.

“Neste momento acresce a percepção da importância do Atlântico Sul, como área de diálogo, de paz, livre de armas de destruição em massa e caracterizado por avanços permanentes em vários campos, dentre eles, o da segurança marítima.”

“Na Amazônia Azul, parcela brasileira desse espaço oceânico, circula cerca de 95% do comércio externo internacional e é onde estão situadas enormes reservas minerais e petrolíferas, e abundantes recursos de biodiversidade. O Brasil possui ainda milhares de quilômetros de rios navegáveis, dezenas de portos marítimos ao longo de cerca 8.500 quilômetros de costa de onde chegam e partem mais de 1.400 navios ao dia, revelando a importância da atuação da Marinha em uma extensa área continental.”

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Segundo o contra-almirante Flavio Augusto Viana Rocha, dos 52 projetos prioritários para nacionalização de tecnologia, ainda há oito que precisam de parcerias com a indústria brasileira. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Diante dessa responsabilidade foram estabelecidos os projetos estratégicos do Plano de Articulação da Marinha. Na elaboração atentou-se para a necessidade de desenvolver projetos guiados pela independência nacional e pela capacitação tecnológica e autonomia. E a efetivação desses projetos, segundo ele, só será possível com o trabalho conjunto com a iniciativa privada.

Na sequência, o contra-almirante Flavio Augusto Viana Rocha, sub-chefe de estratégia do Estado Maior da Armada, destacou vários projetos já em andamento na Marinha, que estão sendo desenvolvidos com a participação da iniciativa privada.

Ele esclareceu que a Marinha Brasileira atua em apoio à política externa brasileira e também em missões de paz, citando como exemplo a missão Haiti, e também informou que a Marinha Brasileira pode assumir o comando de uma Força-Tarefa marítima sob mandato da Organização das Nações Unidas (ONU).

Entre as outras atividades desenvolvidas estão a de orientar e controlar a Marinha Mercante, no que interesse à defesa nacional; prover segurança da navegação; implementar e monitorar o cumprimento das leis e regulamentos no mar e nas águas interiores; atuar na prevenção e repressão de crimes ambientais no mar.

Segundo o contra-almirante Rocha, dentro da postura dissuasória adotada pelo Brasil está a negação do uso do mar para práticas hostis. Ele destacou entre os projetos já em andamento duas iniciativas: o Programa de Desenvolvimento do Submarino Brasileiro (Prosub) e a instalação da segunda Esquadra da Marinha na região Nordeste, que irá ampliar o alcance do Sistema de Vigilância da Amazônia Azul (SisGAAz), que, no primeiro momento, priorizará a vigilância das áreas do Pré-Sal.

Dos 52 projetos prioritários para nacionalização de tecnologia, ainda há oito que precisam de parcerias com a indústria brasileira. São projetos que necessitam desde fabricantes de hardware, sistemas de detecção de incêndios, queimadores catalíticos, blocos de conexão de alta pressão, console de governo, entre outros equipamentos e tecnologias.

O contra-almirante Rocha destacou que a participação das indústrias em projetos estratégicos, bem como o aumento da sinergia entre a Marinha e a indústria, terão claros reflexos no desenvolvimento do país, em benefício da população. “Isso trará a redução de custos e a tão almejada geração de empregos. O desenvolvimento da indústria nacional com a transferência de tecnologia de maneira sustentável gerará capacitação para a indústria e para a Marinha também.”


Financiamento a projetos da Marinha

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Vice-almirante Anatalício Risden Junior: “Sem patamar orçamentário, dificilmente conseguimos prosseguir em grandes projetos” Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O vice-almirante Anatalício Risden Junior, diretor de Coordenação do Orçamento da Marinha, também participou do fórum.

Ao apresentar modelos de financiamento interno e externo para o setor, ele destacou a necessidade de robustez orçamentária, sem os quais os projetos da Marinha ficam inviáveis. “Sem patamar orçamentário, dificilmente conseguimos prosseguir em grandes projetos”, disse o vice-almirante.

Ele também avaliou, durante sua exposição, a influência da demanda ao longo do tempo, sobretudo do próprio Estado, para manter os investimentos em projetos da Marinha de qualquer país.

“Se estudarmos os grandes clusters dos países, a base nacional de defesa funciona com subsídio, demanda do Estado ou com viabilização de financiamento para outros países comprarem da base industrial de defesa local. Não é milagre, é só isso”, explicou.


Sobre o Estado-Maior da Armada

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Contra-Almirante Paulo Ricardo Finotto: o papel do Estado-Maior da Armada. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O Contra-Almirante Paulo Ricardo Finotto deu um panorama sobre toda o organograma da Marinha do Brasil e a missão da Armada. “Estado-Maior da Armada é o órgão de direção geral”, resumiu.

As principais atribuições do órgão são coordenar as atividades desenvolvidas pela Marinha, assessorar o Comandante e atuar como interlocutor com o Ministério da Defesa, demais ministérios, entre outros atores.

De acordo com Finotto, ter um Estado-Maior da Armada não é exclusividade da Marinha do Brasil – diversos outros países têm órgão semelhante, assim como as outras duas Forças Armadas: Exército e Aeronáutica.

Programa de reaparelhamento da Marinha inclui modernização de navios e submarinos

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Contra-Almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar: Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Concretizar o programa de reaparelhamento da Marinha é uma ação decisiva para o fortalecimento do país, segundo o coordenador do programa de reaparelhamento da Marinha brasileira, contra-almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar.

“Nossa prioridade é a construção do poder naval brasileiro”, disse na manhã desta quinta-feira (04/04) o representante da Marinha no seminário Defense Industry Day na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“O programa colabora diretamente para o desenvolvimento do parque industrial brasileiro e incentiva a criação de milhares de empregos, diretos e indiretos”, emendou Aguiar.

‘Amazônia Azul’

De acordo com o contra-almirante, o programa de reaparelhamento da Marinha é alinhado com os planos de governo e passam por reavaliação sistemática, observando recursos financeiros.

A ação inclui vários modelos de novos navios e submarinos, além de um sistema de gerenciamento da chamada “Amazônia Azul”.

“Há importantes aspectos de riquezas e responsabilidades no nosso espaço geográfico de interesse”, afirmou Aguiar ao lembrar que a Marinha Brasileira é responsável por uma área de 200 milhas náuticas, o que equivale a 3,6 milhões de Km². “A proposta é aumentar essa zona, obtendo um resultado final equivalente a 4,6 milhões de Km². Seria a verdadeira ‘Amazônia Azul’”, explicou.

O coordenador destacou que o subsolo marinho tem papel fundamental na exploração de petróleo e gás. “Notamos uma crescente evolução das bacias petrolífera no Brasil e a riqueza de óleo e gás vem crescendo nos últimos anos.”

Aguiar falou ainda sobre a importância da área marítima para as importações e exportações: “95% do comércio exterior brasileiro é realizado pelo mar”, afirmou ao lembrar que as atividades pesqueiras na Amazônia Azul contribuem para geração de postos de trabalho.

Ao explicar detalhadamente os projetos de modernização dos novos navios, submarinos e equipamentos, o contra-almirante destacou o programa tem grande vulto tecnológico e orçamentário e exige alto grau de comprometimento.

Na opinião de Aguiar, não basta apenas adquirir e construir navios: “Temos que extrair todos os meios de inteligência”.

Paulo Skaf em homenagem às Forças Armadas: ‘Agradecemos por tudo que fizeram e fazem pelo Brasil’

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Em solenidade na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta sexta-feira (26/10), autoridades militares do governo foram reconhecidas pelo trabalho de manutenção da soberania nacional.

Receberam as homenagens os Comandantes das Forças Armadas: General de Exército Enzo Martins Peri; Almirante de Esquadra, Fernando Studart Wiener; e o Tenente-Brigadeiro-do-Ar, Juniti Saito. Em jantar oferecido pela entidade, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, destacou a consideração pelas Forças Armadas pela soberania brasileira.

“Eu, como 2º Tenente de Infantaria do Exército, tenho de uma forma natural a importância das Forças Armadas. Um país de extensão continental – e com tantos desafios como o Brasil – não pode deixar de valorizá-las. Para nós, é uma honra promover este encontro”, discursou Skaf.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, discursa durante homenagem aos Comandantes das Forças Armadas do Brasil. Foto: Ayrton Vignola

Ao ressaltar a importância da indústria de defesa nacional, o presidente da Fiesp lembrou que a casa da indústria está à disposição das Forças Armadas. “A indústria de defesa brasileira está se recuperando depois de algumas décadas esquecida. E hoje temos empresas que deram a volta por cima, com potencial muito grande. E, sendo assim, oferecemos nossa ajuda da melhor forma possível”, acrescentou.

‘Missão precípua’

Em retribuição, o General de Exército Enzo Martins Peri disse que as Forças Armadas brasileiras, como instituições permanentes, têm plena noção de sua responsabilidade e não podem descuidar da defesa do país.

“Felizmente estamos em um continente que não tem conflito entre suas nações, mas temos que nos preocupar com nossa defesa, é nossa missão precípua. Estamos felizes por ver nos últimos tempos um despertar da indústria de defesa, o que alavanca o desenvolvimento tecnológico da indústria em geral”, sublinhou Enzo Martins Peri.

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À direita, General de Exército Enzo Martins Peri recebe homenagem de Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Foto: Junior Ruiz

 O General de Exército comentou que é “significativa e tranquilizadora” a participação de empresas nacionais na indústria de defesa. “O Brasil tem o privilégio de também ter outras ações subsidiárias de apoio ao desenvolvimento nacional, e isso as confere um alto grau de credibilidade. Sempre contamos com a Fiesp como um poderoso apoio para nossas necessidades e no atingimento de nossas metas”, finalizou.

Estiveram presentes à homenagem autoridades militares e civis do governo; Oficiais-Generais da Secretaria de Produtos de Defesa; Comandantes Militares de Área; o diretor do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Jairo Cândido; e outros diretores de departamentos da federação.

Marinha inicia diálogo com possíveis fornecedores nacionais

Agência Indusnet Fiesp,

“Vamos mostrar a importância que a Marinha dá à indústria nacional”. A frase foi dita nesta segunda-feira (26), na Fiesp, pela maior autoridade da instituição, o Almirante-de-Esquadra, Júlio de Moura Neto.

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Seminário de Defesa

Ele ministrou palestra a 150 industriais de 18 setores sobre o projeto de reaparelhamento da Marinha. O comandante da instituição apresentou o projeto de aquisição de equipamentos até 2050, previstos na Estratégia Nacional de Defesa (END).

“O Brasil tem um novo papel no mundo”, defendeu. Ele reconhece que a descoberta de petróleo na camada do pré-sal é um fator importante para justificar os investimentos, e disse que “as jazidas estão cada vez mais afastadas da costa, a cerca de 160 milhas de distância”.

Parte do processo de reaparelhamento da Marinha já está definido, como o programa para a construção de cinco submarinos (sendo quatro convencionais e um de propulsão nuclear). Como previsto na END, a construção será feita no Brasil com transferência de tecnologia.

Entretanto, o Almirante disse que ainda não é possível informar quais serão as próximas compras da Marinha. O projeto de reaparelhamento está sob análise do Ministério da Defesa (MD), que será responsável por definir a prioridade dos investimentos.

Em 2010, a Marinha do Brasil deverá ter orçamento de R$ 4,3 bilhões, mas o valor dependerá de negociações no Congresso Nacional e da previsão orçamentária do Governo Federal.

Indústria

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Jairo Cândido, do Comdefesa Fiesp. Foto: Arquivo Fiesp

O seminário de reaparelhamento reuniu mais de 150 empresas que participaram de 130 rodadas de negócios. “A presença da indústria assegura o interesse do Brasil para com a Marinha e vice-versa”, afirmou Cândido.O diretor-titular do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Jairo Cândido, disse que a decisão do Brasil em reequipar suas Forças Armadas representa uma oportunidade para as indústrias do País.

“A indústria de Defesa tem grande potencial, e a Marinha tem sinalizado que seus equipamentos serão desenvolvidos no Brasil”, explicou. Para o diretor, a participação industrial é importante do ponto de vista estratégico, “para manter a soberania do Estado brasileiro”.