Bruno Ramalho é um dos competidores do Senai-SP que representará o país no WorldSkills 2013

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp 

Bruno Ramalho, 20, é ex-aluno do curso técnico de mecânica do Senai Roberto Simonsen, localizado no Brás, bairro da capital paulista. Atualmente, seu maior objetivo é conquistar a medalha de ouro no WorldSkills.

A 42ª edição de um dos maiores torneios de ensino profissionalizante do mundo acontece entre os próximos dias 2 e 7 de julho, em Leipzig, na Alemanha. Entre os integrantes da delegação brasileira há 16  estudantes do Senai-SP, que representarão o país em 14 categorias, como é o caso de Bruno Ramalho, da construção de moldes.

O estudante, que deseja estudar tecnologia de polímeros, na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec), ou engenharia de automação, na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), conta que seu espírito competitivo foi o que despertou seu interesse para a rotina de treinamentos. Para ele, a oportunidade de algum dia participar da Olimpíada do Conhecimento e do WorldSkills era a sua principal motivação.

“Eu vi os alunos treinando. O professor me falou que havia uma competição que selecionava os melhores estudantes e me interessei. Comecei a me esforçar no curso e todos os professores me elogiavam na oficina prática e na teórica. A  partir dali comecei a treinar para a Olimpíada”, afirma.

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Bruno Ramalho: "Comecei a me esforçar no curso e todos os professores me elogiavam na oficina prática e na teórica. A partir dali comecei a treinar para a Olimpíada”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para Bruno, além da paixão pela competição, o WorldSkills também trará oportunidades de crescimento profissional. Hoje, ele já é um dos trainees contratados pelo Senai-SP e atua como assistente técnico de serviços, dando aulas e, sobretudo, ajudando outros alunos da instituição.

Histórico

O histórico de treinamento de Bruno é extenso. Segundo ele, a preparação para as competições começou em 2008, assim que ingressou no Curso de Aprendizagem Industrial (CAI). No início, se dedicava à ferramentaria de corte, dobra e repuxo. No ano seguinte, porém, foi convidado por um professor a treinar em outra categoria: tecnologia de plástico, baseada na construção de moldes. Assim, participou da etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento e ficou com o terceiro lugar.

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Bruno Ramalho é um dos representantes do Brasil no WorldSkills 2013. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em 2011, voltou a disputar a Olimpíada.  Venceu as fases estadual e nacional e superou o Senai de Minas Gerais na primeira seletiva para o WorldSkills, que ocorreu em janeiro deste ano. Agora, Bruno se prepara para a última classificatória antes do mundial e enfrenta uma rotina árdua de treinamentos, com atividades de segunda à sexta-feira, das oito horas da manhã às dez da noite; e aos sábados, das oito da manhã ao meio dia ou às cinco da tarde.

Apesar de suas conquistas, Bruno admite que no princípio não contava o apoio de seu pai, que não concordava que o filho adiasse a entrada no mercado de trabalho por conta dos treinos. No entanto, o estudante afirma que, durante o encerramento do torneio estadual de 2009, seu pai conheceu a fundo o treinamento e a olimpíada, passando a lhe incentivar, ao lado de sua mãe. “Minha família me apoia bastante e está bem confiante, tanto que talvez minha mãe vá me assistir [no WorldSkills]. Ela está juntando dinheiro para ir com meu pai e minhas tias.”,  relata.

Preparação

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Bruno tem uma preparação especialmente voltada para esta competição. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Atualmente, Bruno passa por uma preparação especialmente voltada para o WorldSkills 2013. Além das horas de treinamento, o estudante trocou as máquinas convencionais pelo programa CNC, através do qual fica a cargo de todo o processo de construção do molde: realização e geração do programa de usinagem pelo computador e transmissão deste para a máquina.

Bruno também já tem acesso ao mesmo equipamento que será utilizado no torneio. De acordo com ele, a empresa DMG, patrocinadora da modalidade na olimpíada, liberou uma maquina para que fosse possível  aprimorar suas técnicas e habilidades.

Em relação aos competidores, Bruno explica que os adversários mais difíceis serão os estudantes da Coreia do Sul e do Japão, devido ao histórico de vitórias e ao nível de investimento destes dois países na disputa. “Lá, a infraestrutura funciona assim: o aluno que vai a para a etapa mundial é encaminhado para uma república. Nesta república tem um prédio com diversos instrumentos  e máquinas, onde ele treinado. Esse treinamento dura 16 horas por dia”, afirma.

Centro Cultural Fiesp exibe mostra de cinema francês

Marilia Carrera, Agência Indusnet Fiesp

O Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso exibe até o dia 5 de junho uma seleção de dez fimes franceses que retratam o universo jovem e adolescente europeu. A programação faz parte da  mostra de cinema “Cine Sesi no Mundo – França para todos”, realizada em parceria com a Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e com o apoio do Institut Français.

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A mostra estreou com a animação “O Quadro”, que conta a história de personagens de um quadro inacabado, que procuram o artista original para convencê-lo a finalizar o seu trabalho e restaurar a harmonia da obra.

Na comédia dramática “A Cabeça de Mamãe”, a jovem Lulu convive com sua depressiva mãe. Mas, ao encontrar uma fotografia antiga, em que a mãe parece estar feliz nos braços de um homem desconhecido, Lulu decide empreender uma busca pra lhe trazer esperança e recuperar o gosto pela vida.

Outros destaques são o documentário “Espinho no Coração”, integrante da seleção oficial do Festival de Cannes de 2009, e o drama histórico “O Desafio de Jean de la Fontaine”.

No Centro Cultural Fiesp, a temporada começou dia 3 de abril e segue até 5 de junho, com exibições às quartas-feiras, às 20h30.

Veja a programação de filmes que foram ou serão exibidos no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Espaço Mezanino), na avenida Paulista, em São Paulo:

03/04 – “O Quadro”
10/04 – “Nós, Princesas de Cleves”
17/04 – “O Verão de Giacomo”
24/04 – “A Vida no Rancho”
01/05 – “Mão aos Alto”
08/05 – “Nénette”
15/05 – “Meu Querido Planetinha”
22/05 – “A Cabeça de Mamãe”
29/05 – “O Espinho no Coração”
05/06 – “O Desafio de Jean de la Fontaine”

Os filmes também entrarão em cartaz em outras unidades do Sesi, por todo o Estado de São Paulo.

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Grupo Patérnope, de música erudita, faz apresentação no Centro Cultural Fiesp neste domingo (14/04)

Marilia Carrera, Agência Indusnet Fiesp 

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Patérnope se apresenta domingo (14/04), no Teatro do Sesi-SP. Foto: Divulgação

A programação musical do Sesi-SP continua privilegiando a pluralidade de gêneros, do popular ao erudito, para agradar todos os públicos e gerações.

Neste mês de abril, o Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso recebe nacionais e internacionais, começando pelo  grupo húngaro Budapest Bár, que teve apresentações nos dias 3 e 7 de abril.

No domingo (14/04) é a vez do grupo de música erudita Patérnope, que interpreta as canções que marcaram o repertório e o cenário artístico dos séculos 15 e 18, como as peças teatrais de William Shakespeare.

Para aproximar mais o público da música clássica, os integrantes fazem uso de instrumentos poucos conhecidos no Brasil, como a viola da gamba, além de explorarem instrumentos tradicionais da cultura inglesa – flauta doce, virginal e cravo, por exemplo.

O espetáculo acontece às 12h, no Teatro do Sesi-SP, na Avenida Paulista, 1313. A entrada é gratuita.

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Embaixador Rubens Barbosa considera Defense Industry Day um ‘marco’

Marilia Carrera e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Emabaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex, na abertura do seminário Defense Industry Day. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp

“Essa reunião é um marco porque é a primeira vez que um grupo de empresas norte-americanas e brasileiras está discutindo possibilidades de cooperação”, afirmou o presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), embaixador Rubens Barbosa, durante a abertura do seminário Defense Industry Day. O evento aconteceu na manhã desta quinta-feira (04/04), na sede da entidade.

De acordo com Barbosa, o seminário é uma iniciativa positiva para que empresas do Brasil e dos Estados Unidos coloquem-se abertas e em contato para desenvolver oportunidades conjuntas no setor de segurança.

“Nos últimos anos, o Brasil inaugurou uma nova política de estímulo à indústria nacional de defesa e as possibilidades de cooperação entre os dois países são muito grandes”, destacou Barbosa.

“A nossa ideia é transmitir oficialmente ao Ministério da Defesa, através do Comdefesa [Departamento da Indústria de Defesa da Fiesp], esse documento para que os interesses concretos das indústrias norte-americanas e brasileiras possam ser incluídos nos diálogos estratégicos de defesa”, concluiu o embaixador.

Mulheres lideram, pela primeira vez, rodada de negócios na Fiesp

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

Rodada de Negócios com Empresárias Turcas. Foto: Helcio Nagamine

Vinte empresas da Turquia e cem do Brasil reuniram-se na Fiesp para discutir oportunidades de negócio entre os dois países. Foto: Helcio Nagamine

Na semana internacional da mulher, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio  Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promoveu nesta quarta-feira (06/03), pela primeira vez, uma rodada de negócios liderada exclusivamente por mulheres.

O evento – 32º encontro bilateral entre Turquia e Brasil realizado na Fiesp – reuniu 22 empresárias turcas, responsáveis por compor as 20 mesas de negociação da rodada. Além delas, estavam presentes cerca de 120 empresas – 20 da Turquia e 100 do Brasil –, com o objetivo de discutir oportunidades de negócio entre os dois países.

Para o vice-presidente da Fiesp, Elias Miguel Haddad, a ocasião é um expressivo marco representativo das relações diplomáticas entre Brasil e Turquia e demonstra, com fatos e dados concretos, a potencialidade do comércio bilateral de ambas as nações.

Rodada de Negócios com Empresárias Turcas. Foto: Helcio Nagamine

Da esq. p/ dir.: consul Mehmet Özgün Arman, Elias Miguel Haddad, Yuksel Nalbant e Guray Sirkecioglu. Foto: Helcio Nagamine

“Países com as dimensões territoriais e com os históricos desafios de desenvolvimento, como o Brasil e a Turquia, podem e devem trabalhar unidos para a busca da desejada prosperidade econômica”, salientou Haddad.

De acordo com o presidente da Associação Empresarial Brasil-Turquia (ASEBT), Güray Sirkecioglu, a Fiesp é pioneira nas relações comerciais entre Brasil e Turquia. A oportunidade de investimento no Brasil, segundo ele, é de 200 bilhões de dólares, o que torna o país um polo acessível aos empresários turcos.

Também participaram do evento o diretor-titular-adjunto do Derex, Antonio Fernando Guimarães Bessa; o cônsul geral da Turquia em São Paulo, Mehmet Özgün Arman; e a vice-presidente da Confederação de Industriais e Empresários da Turquia (Tuskon), Yuksel Nalbant.

Primeiro módulo do NAGI-PG agrega novos conhecimentos e experiências ao setor petrolífero, diz representante da Microblau

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

Profissionais e empresários participaram ao longo desta terça-feira (29/01), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), do primeiro módulo do Núcleo de apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (NAGI-PG), o qual abordou temas referentes à gestão da inovação, ao planejamento e à gestão estratégica da informação no setor petrolífero.

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Flavio Nakashima, da Microblau

O programa criado pela Fiesp e o Ciesp em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) tem como objetivo treinar, até 2014, 400 empresas para atuam ou desejam atuar no setor. O primeiro módulo de treinamento prossegue em outra sessão no dia 06/02.

Dentre os participantes estava o representante da Microblau – empresa de controle e automação fornecedora indireta da Petrobrás –, Flávio Nakashima, para quem os conhecimentos adquiridos neste módulo inicial são importantes à medida que auxiliam as empresas no desenvolvimento de suas estratégias.

“O foco, aqui, são empresas nacionais de pequeno e médio porte. Saber elaborar uma estratégia e trabalhá-las é um desafio comum para todos”, salientou Nakshima, que também considera enriquecedora a troca de experiências proporcionada pelo NAGI-PG, já que os problemas enfrentados pelas empresas do setor são bastante comuns e o compartilhamento de novos conhecimentos e informações acaba beneficiando todas elas.

“A competição é bastante grande, todos estão pressionados para melhorar os seus processos e custos. Então, é bastante rica essa troca [de experiências] para, no fim, todo mundo conseguir aproveitar oportunidades que estão surgindo, principalmente, nesta área de Petróleo e Gás”, concluiu.

Departamento de Meio Ambiente faz balanço do setor e fala sobre expectativas para 2013

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

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Diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis

O balanço de 2012 para a indústria paulista no setor de meio ambiente é positivo. De acordo com a análise do diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis, neste ano aconteceram eventos importantes que ajudaram empresas a incorporarem práticas mais sustentáveis às suas atividades.

Pereira apresentou o panorama nesta terça-feira (18/12), durante coletiva sobre o balanço do ano e as perspectivas para 2013. Segundo ele, o projeto Humanidade 2012 foi um dos marcos este ano e “o ponto alto das atividades do departamento”.

O evento promoveu uma série de seminários sobre os principais temas ambientais, como resíduos sólidos, água e governança. O projeto foi realizado pela Fiesp e outros parceiros no Forte de Copacabana (RJ), paralelamente à Rio+20, e contou com a participação de todos os departamentos da federação.

Outro assunto que ganhou notoriedade em 2012 foi a Política Nacional de Resíduos Sólidos, avaliou o diretor do DMA/Fiesp, que citou a realização de diversos debates, visando à negociação de projetos em diferentes segmentos da indústria, como pneus, cosméticos, pilhas e eletroeletrônicos. “Nosso objetivo é implantar uma política consistente e que realmente funcione”, frisou.

Pereira dos Reis também destacou conquistas obtidas durante o ano, a exemplo do trabalho de análise e legislação realizado em torno das normas ambientais do Estado de São Paulo. Ao todo, enumerou, foram ordenadas e classificadas 563 normas responsáveis, de alguma forma, por provocar impactos nas cadeias produtivas de empresas paulistas.

“[Agora], temos que analisar a qualidade desta legislação, no sentido de motivar a sociedade de que nós temos um código ambiental que vai facilitar a atividade da indústria”, explicou.

Planos para 2013

De acordo com o diretor, um dos principais projetos do DMA para o ano que se inicia é a Política de Meio Ambiente, que tem por objetivo estabelecer metas de redução de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE).

Pereira dos Reis explicou, entretanto, que algumas questões ainda precisam ser equacionadas, a fim de que não comprometam as atividades de diversos setores. Para isso, informou, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) irá desenvolver um estudo, que fornecerá informações para orientar profissionais da indústria quanto à nova política.

Ao longo de 2013, o diretor do DMA ainda espera que seja formado um banco de dados ambientais voltados para pequenas e médias empresas e que sejam discutidos os padrões de qualidade do ar no Estado de São Paulo que adotou padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Conversando com setores da indústria e com o governo, poderemos formatar projetos de acordo com esses padrões. Isso também influenciará questões de energia que implicam na qualidade do ar”, concluiu.

Ministério do Planejamento destaca importância de investimentos em infraestrutura para setor da construção no Brasil

Marília Carrera e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Em palestra ministrada durante o Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção – evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (03/12) –, a chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Esther Dweck, apontou as vantagens da captação de investimentos para a indústria da construção no Brasil.

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Esther Dweck: 'Crescimento da indústria da construção vem se consolidando pelo consumo e pelo mercado interno'. Foto: Julia Moraes

De acordo com ela, o setor no país é puxado, principalmente, pelos investimentos em edificações, em montagem industrial e em obras de infraestrutura. “A capacidade de mobilizar recursos é essencial para garantir as obras de infraestrutura”, afirmou ao ressaltar que os investimentos cresceram ao longo dos tempos, devido à capacidade da cadeia produtiva da construção em reter o capital que recebe.

Esther Dweck destacou que o crescimento da indústria da construção vem se consolidando pelo consumo e pelo mercado interno, cujo papel é ampliar a demanda e a capacidade de investimentos em diversos setores da indústria nacional.

“O Brasil virou um país de oportunidades. E um dos objetivos do segmento da construção é desenvolver-se de forma sustentável, estabelecendo uma aliança entre novos empregos, aumento da produção, gestão de recursos naturais e competitividade, o ponto central do “ciclo virtuoso” do setor no país”, enfatizou a palestrante.

Ela frisou a importância das colaborações do governo federal para a indústria da construção no Brasil, estendendo-as ao âmbito dos transportes; da energia, ressaltando aqui a necessidade de sua universalização, qualidade e custo acessível; e do eixo social e urbano, como exemplo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“O PAC é uma nova maneira de pensar como os programas de infraestrutura precisam ser feitos”, sublinhou, destacando a importância do planejamento de outros os fatores que condicionam a melhoria dos projetos de construção no país, como visão de futuro, articulação intersetorial, pactuação federativa e parcerias do setor privado.

Segundo a chefe de Assessoria Econômica, o PAC inovou como novo processo de gestão de monitoramento, ampliação da participação do setor privado e ampliação dos mecanismos fiscais, de financiamentos e garantias e qualificação de mão de obra.

Esportes

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Elder Vieira destacou importância de o governo criar um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento econômico e diminuir as desigualdades sociais. Foto: Julia Moraes

O gerente de projetos do Ministério do Esporte, Elder Vieira, lembrou a importância de o governo federal criar um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento econômico e diminuir as desigualdades sociais. E destacou nesse sentido o papel do Ministério dos Esportes, que investe em infraestrutura esportiva de alto rendimento e de esporte e lazer social.

Como exemplo prático, citou a construção da Arena Corinthians, o Itaquerão. “Este é um investimento que impulsiona os demais investimentos na região”, afirmou Vieira, ao citar o desenvolvimento da região do bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo. “Além dos empresários, a prefeitura e o governo do Estado também investem, principalmente nas áreas de educação e cultura”, explicou.

Vieira elencou outros projetos do Ministério do Esporte, como as praças de esporte e cultura e os centros de treinamentos de alto rendimento. “Esse tipo de investimento gera empregos e colabora com a melhoria da mobilidade da cidade, ressignificando o espaço público e impulsionando o desenvolvimento social de um município”, afirmou.

O gerente de projetos explicou que tudo isso vai “redimensionando e repensando o espaço urbano”. E concluiu: “É dessa maneira que o Ministério do Esporte, em conjunto com os demais ministérios do governo federal, propicia a ambiência para que se manejem os elementos de desenvolvimento social por parte da sociedade”.

CEO do LinkedIn mostra como a rede social profissional transformou os processos de recrutamento no Brasil

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

Convidado a falar sobre “Transformando atração de talentos e o marketing através de redes sociais profissionais” durante o Pocket Jovem Empreendedor – Inovações por minuto, realizado nesta segunda-feira (26/11) pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o CEO do LinkedIn Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira, explicou a missão do site de relacionamento e de que forma ele vem transformando os paradigmas dos setores de recrutamento e marketing no interior das empresas.

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Osvaldo Barbosa de Oliveira: “Cada vez mais, as pessoas devem pensar suas marcas pessoais como negócio” Foto: Everton Amaro

Segundo dados apresentados por ele, com mais de 187 milhões de usuários, o LinkedIn é hoje uma das redes sociais profissionais mais utilizadas do mundo. Só no Brasil são 10 milhões de usuários, que elevam o país à 3ª posição do ranking mundial de audiência do site, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia, com aproximadamente 66 milhões e 15 milhões, respectivamente.

Ao contrário do que muitos pensam, no entanto, sua principal missão não é a oferta de novas vagas de emprego. De acordo com Oliveira, o objetivo da rede é conectar profissionais do mundo, a fim de torná-los mais produtivos e bem-sucedidos nos negócios que realizam hoje. As futuras oportunidades de trabalho seriam apenas consequências do processo.

Para isto, informou o CEO, o LinkedIn conta com uma série de funções responsáveis por tornar a navegação do site mais dinâmica, disponibilizando aos seus usuários “insights”. Isto é, informações de negócio, compartilhadas por profissionais, líderes e empresas, que agregam conhecimento à carreira profissional.

Por meio de ferramentas, a exemplo dos grupos de discussões, o LinkedIn permite que seus usuários construam uma identidade profissional atualizada, que seja interessante a outros contatos e segmentos empresarias presentes na rede.

Para o CEO do sistema, o sucesso não depende somente das pessoas e do conhecimento; também está associado aos relacionamentos: “Cada vez mais, as pessoas devem pensar suas marcas pessoais como negócio”, ressaltou Oliveira.

Recrutamento e marketing

Osvaldo Oliveira salientou que hoje o LinkedIn vem se consolidando como um espaço ideal para as empresas recrutarem novos profissionais e promoverem sua marca. Por meio de buscadores e filtros de pesquisa, o site possibilita que recrutadores encontrem candidatos específicos para determinada oportunidade de emprego. “Ao invés de publicarem suas vagas, as indústrias acham seus candidatos”, reforçou.

No que diz respeito ao marketing, acrescentou Oliveira, as empresas podem utilizar as career e company pages para propagar valores internos aos profissionais da rede. Além disso, os próprios funcionários da organização atuam como “embaixadores” da marca, propagando o que ela faz e o que ela é.

Assim como os perfis de candidatos que aparecem aos recrutadores, completou o CEO, a publicidade no LinkedIn também é segmentada de acordo com a atualização dos usuários do site, de modo que elas sejam direcionadas para aqueles que realmente constituem público alvo da empresa.

Deseg/Fiesp realiza missão empresarial de segurança na Itália

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

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Ricardo Lerner e Selma Migliori (do Deseg, ao centro), com Claudinei Freire (vice-presidente da Abese-BR), Jincai Yang, (presidente da Feira de Segurança de Shenzhen), Giuseppe Garri (gerente da Unidade de Tecnologia do Grupo Feira Milano) e Flávio Peres (diretor do Ciesp Marilia) e empresários da missão, na Feira Sicurezza 2012


O Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) liderou um grupo de empreendedores do setor de segurança empresarial e monitoramento eletrônico durante uma missão realizada em Milão, na Itália, entre os dias 5 e 9 de novembro.

A missão teve como objetivo promover o conhecimento de tecnologias e processos em instalações como aeroportos, centros de comando e controle de arenas esportivas, além de promover relações institucionais e empresariais entre profissionais do ramo.

De acordo com diretor-titular do Deseg, Ricardo Lerner, cada vez mais a segurança tem sido demandada em nível estratégico nas organizações empresariais de qualquer setor industrial. “Ela está deixando de ser tratada como despesa e sendo devidamente classificada como investimento, tanto por seus colaboradores quanto nos demonstrativos e controles orçamentário”, explicou.

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Antonio Amato, subcomandate da Polícia de Milão, Selma Migliori, diretora do Deseg, Flávio Perez, diretor do Ciesp Marília e empresários integrantes da missão durante visita ao QG da Polícia de Estado da Itália, em Milão

Durante a missão empresarial de segurança, o grupo brasileiro teve a oportunidade de conferir e participar de reuniões da Feira Internacional de Segurança Sicurezza 2012, um dos principais eventos mundiais da indústria de segurança.

Lerner e a diretora do Deseg, Selma Migliori, conversaram com líderes internacionais do setor, como o gerente geral da Unidade de Tecnologia do Grupo Feira Miliano, Guiseppe Garri, e com a comitiva chinesa liderada pelo presidente da Shenzhen Security & Protection Industry Association, Jincai Yang, que apresentou a feira de segurança Shenzhen 2013.

Aproveitando o período de exposição da feira, o grupo brasileiro também fez visitas técnicas a organizações de segurança empresarial e entidades que prezam pela utilização de alta tecnologia no combate e prevenção a violações em seus estabelecimentos. Entre as quais, o Aeroporto de Malpensa, em Milão; a empresa de automação comercial e residência, Dummegi, no Estádio Giuseppe Meazza, em San Siro; a Questura di Milano, Polizia de Istato de Milão; e a empresa de monitoramento eletrônico de segurança, Axitea.

O Deseg/Fiesp contou com o apoio da Feira Milano e da agência para a promoção no exterior e internacionalização das empresas italianas (ICE – Escritório São Paulo) para a organização desta missão.

Edificações: Fiesp sediará o seminário ‘A qualidade do ambiente interior’

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544942640Aspectos referentes à qualidade do ambiente interior em edificações de qualquer natureza. É este o tema principal do seminário A qualidade do ambiente interior, que acontece terça-feira (13/11) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O debate irá tratar de itens como a dimensão do ambiente interior, uso e relação com a saúde e o meio ambiente, e terá a participação de especialistas de diversas áreas, envolvendo saúde, bem-estar, engenharia, meio ambiente e sustentabilidade.

A organização é do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, do Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (Sindratar-SP) e do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) da Fiesp.

Entre os convidados estão a consultora em avaliação de fatores de risco para contaminação microbiológica em ambientes internos, Cristiane de Gobbi, e o coordenador da Comissão de Aspectos Jurídicos da Qualidade do Ar de Interiores na Comissão de Sustentabilidade e Meio Ambiente, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de São Paulo (OAB-SP), Sidney de Oliveira.

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Seminário sobre mercado chinês aborda panorama atual e ambiente de negócios na China

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

O atual cenário macroeconômico chinês e suas perspectivas para os anos de 2020 e 2030. Este foi o tema da palestra proferida nesta terça-feira (06/11) por Marcos Caramuru de Paiva, sócio e gestor da Kemu Consultoria em Xangai, durante o seminário “Mercado Foco China”, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Marcos Caramuru de Paiva, da Kemu Consultoria em Xangai. Foto: Everton Amaro

Ao abordar o período de crise mundial, Paiva chamou atenção para a necessidade da China em realizar reformas tanto políticas, quanto econômicas. “A crise acelera a necessidade de reformas”, afirmou.

Em sua análise, a China é um país pobre, mas bem gerido, o que fará com que continue crescendo a uma taxa de pelo menos 6%, nos próximos dez anos. Para que este crescimento seja efetivo, entretanto, algumas transformações no cenário socioeconômico chinês são altamente recomendadas, como melhorias na competitividade do sistema financeiro, sofisticação do mercado de capitais, aceitação da mobilidade geográfica da população e mudanças na lógica fiscal do país, apontou.

A China do futuro

Em relação às aplicações financeiras, Paiva salientou que os investidores devem enxergar a China com uma visão do futuro. “Quem olhar a China, tem que olhar a China de dez anos adiante. Até 2020, ela será um país importador de bens, exportador de capitais e, possivelmente, gerará inovação numa proporção maior do que gera hoje”, explicou.

As perspectivas, segundo ele, são de que, entre 2020 e 2030, o país oferecerá condições de negócios muito mais vantajosos àqueles que desejarem realizar seus investimentos ali. “Além de se tornar um ambiente propício para as operações de joint-ventures”, destacou.

As regras do mercado financeiro chinês também terão sofrido algumas mudanças, pontou o especialista, as quais culminarão numa maior seletividade de investimentos externos, sendo priorizados aqueles que levarem mais inovação e aporte econômico ao país.

Quanto ao mercado, completou Paiva, a expectativa é de que a China estabeleça uma relação mais intensa com o restante do mundo, principalmente com os países do sudeste asiático: “Ela abrirá cada vez mais sua conta de capital e apreciará sua moeda, atraindo, assim, mais investimentos de portfólio”.

Ambiente de negócios

Ao abordar as principais características do ambiente de negócio com o dragão asiático, o gestor explicou que, para os chineses, o país apresenta alguns fatores que os levam a aplicar seu capital em outras regiões (Europa, EUA, América Latina e África). Entre eles, salários mais elevados, leis trabalhistas e regras mais rígidas e a análise e o equilíbrio dos riscos de investimentos, segundo os próprios investidores.

Ele frisou ainda, apesar do protecionismo da China em relação a alguns de seus setores produtivos, não há grandes dificuldades para a realização de negócios dentro o país. Mas ressaltou a necessidade de o empresário estrangeiro ficar atento a alguns costumes locais e diferenças culturais que facilitam o sucesso do empreendimento na China, como a valorização do contato pessoal em detrimento dos contratos e a lentidão nas decisões perante a rapidez na implementação de acordos e medidas.

“Não se conquista a China; é preciso chegar aos segmentos da China falando a língua de cada um deles”, concluiu.

Fiesp terá estande em feira internacional de meio ambiente industrial

Marília Carrera e Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) marcará presença com seu estande (Rua 3, nº 25B) na XIV Feira e Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (Fimai), que se realizará de 6 a 8 de novembro, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, na capital.

A entidade terá um estande no qual divulgará informações, produtos e serviços auxiliares à indústria em suas atividades de sustentabilidade. Entre as ferramentas, publicações técnicas impressas e disponíveis para download, sobre gestão ambiental, áreas contaminadas, Política Nacional dos Resíduos Sólidos, mudança do clima, licenciamento ambiental, reuso de água e efluentes industriais.

Também serão divulgados os dois Prêmios Ambientais anuais promovidos pela Fiesp: de Mérito Ambiental e de Conservação e Reúso de Água, sob responsabilidade do Departamento do Meio Ambiente (DMA).

Representantes da Fiesp

A abertura da Fimai, no dia 6/11, às 14h, contará com a presença de Nelson Pereira dos Reis, diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp.

No estande da Fiesp será possível conhecer as atividades desenvolvidas por parceiros, que divulgarão suas ações ambientais, como os sindicatos de refrigeração, aquecimento e tratamento de ar (Sindratar), Pneumáticos, Câmaras de Ar e Camelback. (Sinpec), indústrias gráficas (Sindigraf)e Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).  

Fimai

Considerada a mais importante feira do setor de Meio Ambiente Industrial na América Latina, organizada pelo Grupo RMAI (que publica a Revista Meio Ambiente Industrial), reúne especialistas nacionais e internacionais. Além de apontar tendências e inovações tecnológicas, promoverá rodada de negócios.

A Fimai terá, ainda, dois eventos paralelos: o XIV Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (Simai) e o ciclo de debates e intercâmbio sobre gerenciamento de resíduos, o VIII Recicle Cempre.

No dia 7, haverá a participação de dois diretores ambientais da Fiesp:

  • Eduardo San Martin (diretor-titular-adjunto do Departamento de Meio Ambiente e diretor do Ciesp) dará palestra sobre a responsabilidade da indústria em função da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)
  • José Valverde (representante do Comitê de Jovens Empreendedores) tratará dos planos de gerenciamento de resíduos sólidos.


De 6 a 7 também haverá ciclo de palestras da rede Senai de Meio Ambiente e Energia, sobre cálculo de emissão de CO2. Para mais informações, acesse o site do evento.

Serviço
XIV Fimai
Data/horário: 6 a 8 de novembro, das 14h às 21h
Local: Expo Center Norte – Pavilhão Azul
Endereço: Rua José Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo, SP
Estande da Fiesp: Rua 3, nº 25B

Especialistas discutem soluções para distribuição e abastecimento de água na região metropolitana de SP

Marília Carrera e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Da esquerda para a direita: José Eduardo Cavalcanti, Giuliano Deliberador, Nadia Paterno e Julio Cerqueira Neto. Foto: Julia Moraes

O 2º Seminário de Saneamento Básico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizado nesta terça-feira (30/10), debateu o abastecimento e mananciais de água em São Paulo, durante o painel O futuro do abastecimento de água na macrometrópole de São Paulo, coordenado pela  diretora-adjunta do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Nádia Taconelli Paterno.

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Giuliano Savioli Deliberador, chefe de gabinete da Superintendência do Daee. Foto: Julia Moraes.

O chefe de gabinete da Superintendência do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), Giuliano Savioli Deliberador, apresentou o plano diretor de recursos hídricos para a macrometrópole paulista, cujo principal objetivo é garantir segurança hídrica para o território até 2035.

Ele destacou as vantagens locais da macrometrópole, como a infraestrutura mais desenvolvida do Brasil (rodovias, aeroportos e portos); e os tecnopolos, como São Carlos, Campinas e São José dos Campos, que possuem tradições universitárias de pesquisas. “A macrometrópole possui um território favorável para desenvolvimento econômico”, afirmou.

O chefe de gabinete ressaltou, ainda, que para garantir a salubridade hídrica da bacia é necessário um incremento de 60 m³/s em termos de demanda de água, sendo 25m³/s só na área urbana.

Deliberador alertou que para superar os conflitos regionais “há a necessidade de planejamento estratégico em nível estadual, porque soluções locais não têm mais condições de resolver problemas estratégicos”.

Além disso, ressaltou a necessidade de parcerias público-privadas. “O que vemos hoje é a iniciativa privada pouco comprometida com essa questão. É necessário que especialmente as indústrias e associações atuem com bastante força, a fim de elevar o patamar de discussão do tratamento e distribuição de água”, concluiu.

Demandas

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José Eduardo Cavalcanti, membro do Conselho Consultivo do Instituto de Engenharia. Foto: Julia Moraes.

O membro do Conselho Consultivo do Instituto de Engenharia, José Eduardo Albuquerque  Cavalcanti, afirmou que a carência de água da região metropolitana de São Paulo, já se faz sentir notadamente em setores da zona oeste, onde a produção dos sistemas Alto e Baixo Cotia é insuficiente. Em 2010 já havia um déficit de 1,5 m³/s entre demanda media estimada e oferta na região metropolitana da cidade.

O engenheiro  explicou que “não há  falta de água em São Paulo porque a situação hidrológica é favorável; as estações de tratamento de alguns dos sistemas podem produzir mais por algum tempo; e existe uma demanda reprimida de água, situação que atinge 3,7 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo”.

Segundo Cavalcanti, as ampliações em curso dos sistemas produtores que captam água de mananciais próximos à região metropolitana não serão suficientes para atender a demanda futura em curto prazo desta mesma região”.

De acordo com o engenheiro, a implantação do Sistema Produtor São Lourenço pela Sabesp, a partir da reversão das águas da bacia do Alto Juquiá, segundo uma vazão outorgada de 4,7 m³/s  também será insuficiente para atender a demanda da região metropolitana em questão e, mesmo assim, só estará disponível em 2017.

Como solução, ele defendeu o aproveitamento imediato de  toda a disponibilidade hídrica daquele manancial estimada em cerca de 22 m³/s com 95% de garantia, mas que está atualmente comprometida com a geração de energia elétrica para a extração da bauxita até 2016, quando expira a outorga.

Sistema crítico

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Julio Cerqueira Cesar Neto, coordenador da Divisão Técnica de Engenharia Sanitária Ambiental do Instituto de Engenharia de São Paulo. Foto: Julia Moraes

De acordo com o coordenador da Divisão Técnica de Engenharia Sanitária Ambiental do Instituto de Engenharia de São Paulo, Julio Cerqueira Cesar Neto, o sistema de água na região metropolitana de São Paulo é extremamente crítico. Ao lembrar que São Paulo é a segunda metrópole do mundo em termos de população, frisou: “São Paulo já consome mais de 80m³/s de água”.

Cesar Neto lembrou que, na década de 1980, a região metropolitana de São Paulo conseguiu atingir a excelência de distribuição de água, com a inauguração do Sistema Cantareira, tanto no sentido de quantidade de água (atendia a mais de 100% da necessidade local) quanto na qualidade e segurança.

“A nossa deficiência hídrica é de quase 10m³/s. A providência seria o provável início da obra de São Lourenço, que começa em 2014 e que estará à disposição daqui a sete anos”, afirmou ao lembrar a necessidade do diálogo com as autoridades responsáveis.

Ao concluir, Cesar Neto alertou para o fato de que o atual sistema de tratamento de água é muito antigo e compromete sua qualidade. “Temos hoje mananciais de média e péssima qualidade”, afirmou.

Decomtec lança nova versão do aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria

Marília Carrera e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Demonstração do módulo "Demanda de Mercado"

Visando ampliar o êxito nos negócios da indústria paulista, o Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançou, na manhã desta quinta-feira (18/10), a versão atualizada do aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria. 

O software foi apresentado por Silas Lozano Paz, do Decomtec, durante o seminário A Indústria e a necessidade de conhecer seu mercado. A ferramenta é composta por três módulos. O primeiro, Demanda de produtos, mostra o valor gasto pelas famílias segmentado em faixas de rendimentos e regiões geográficas para 3.630 produtos e serviços. O segundo é chamado de Canais de comercialização e contém dados cadastrais de 3.800 milhões de estabelecimentos comerciais (atacado, varejo e representantes de todo o Brasil). O terceiro e último módulo, Dados socioeconômicos dos municípios do Brasil, fornece dados demográficos oficiais de 5.564 municípios do país.

O aplicativo possui um sistema de consulta de CNPJ através de dígitos totais ou parciais, com os endereços da matriz e filiais das empresas; o Ranking de Dinamismo, que classifica os municípios numa escala de 1 a 10 conforme seu grau de dinamismo e de concentração de riqueza; e um tutorial autoexplicativo de multimídia.

O software será distribuído gratuitamente aos associados das entidades ligadas à Fiesp e ao Ciesp.


Indústria paulista deve fechar 2012 com 80 mil empregos a menos, mas “o pior já passou”, diz diretor da Fiesp

Alice Assunção e Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor-titular do Depecon Fiesp, divulga resultados da Pesquisa de Nível de Emprego

A indústria paulista não criou vagas de trabalho em setembro, uma vez que demissões no setor sucroalcooleiro anularam a geração de empregos no mês, informou a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) nesta terça-feira (16). E a esperada recuperação da atividade no setor manufatureiro está acontecendo com intensidade abaixo do esperado. A avaliação é do diretor de Economia das entidades, Paulo Francini, que espera um cenário mais otimista em 2013.

O diretor estimou que até o final deste ano a indústria paulista terá demitido entre 75 e 80 mil empregados, o equivalente a uma queda de 3%. Segundo levantamento da Fiesp e do Ciesp, a variação do emprego ficou negativa em 0,28% no mês passado em relação a agosto, na leitura com ajuste sazonal.

“Nota-se uma melhoria, porém, de intensidade menor do que gostaríamos”, afirmou. Ele ponderou, no entanto, que a tendência para o próximo ano é de uma recuperação mais forte na geração de emprego.

“Devemos assistir certa estabilização e um pequeno aumento do nível de emprego no ano que vem. Eu diria que o pior já passou; o que é uma mensagem otimista. O futuro há de ser melhor”, afirmou o diretor.

Ganhos ao longo do tempo

Francini  avaliou que  o conjunto de medidas de incentivo à produção industrial,   incorporado pelo governo, entre elas a redução contínua da taxa básica de juros Selic e o Programa de Investimentos em Logística, deve abrir portas para mudanças positivas na atividade da indústria brasileira, mas que esses esperados ganhos serão contabilizados ao longo do tempo.

Ao anunciar a redução na última quarta-feira (10), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deu continuidade a um ciclo de mais de um ano de cortes consecutivos da taxa.

“A redução da Selic veio pra ficar. Acredito não há risco de a taxa voltar a crescer”, ponderou Francini sobre o corte da Selic para 7,25% ao ano.

Sobre o Programa de Investimentos em Logística, lançado pelo governo em agosto deste ano, Francini acredita que o plano de aplicar R$133 bilhões na reforma e construção de rodovias federais e ferrovias é importante “mas para isso gerar atividade econômica de fato tem um tempo a decorrer, 12 meses no mínimo, talvez 18 meses para ocorrer as primeiras licitações.”

A pesquisa

No acumulado do ano a indústria paulista gerou 25 mil empregos, com uma variação positiva de 0,95% para o período, com ajuste sazonal. Apesar de positiva esta é a menor taxa de criação de vagas desde 2006, início da pesquisa, com exceção da crise de 2009, quando índice computou perdas de 1,51% no acumulado daquele ano.

Na leitura dos 12 meses, houve o fechamento de 76,5 mil postos de trabalho, um recuo de 2,85% em relação ao mesmo período imediatamente anterior.

A demissão de 1.278 empregados por parte do setor de açúcar e álcool em setembro anulou a criação dos 1.278 postos de trabalho pela indústria restante.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, 11 apresentaram efeitos negativos, nove fecharam o mês em alta e duas ficaram estáveis. Os setores de Confecção de Vestuários e Acessórios e de Fabricação de Coque, Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis apresentaram as maiores quedas em setembro, com -1% e -0,5% respectivamente.

Já os segmentos de Bebidas e Móveis apuraram ganhos no mês de 1,5% e 0,9% respectivamente. A pesquisa mostra ainda que das 36 regiões analisadas, 17 apresentaram quadro negativo, 12 ficaram positivas e sete regiões encerraram o mês estáveis.

Matão foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 2,36% em setembro, impulsionada por Produtos Alimentícios (11%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (0,30%). A região de Santo André registrou ganho de 0,92% também sob influência positiva dos setores de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (2,57%) e Produtos de Minerais Não Metálicos (2,16%). Enquanto São Caetano do Sul subiu 0,62%, influenciado por Máquinas e Equipamentos (0,69%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (2,4%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Cubatão que computou a queda mais expressiva do mês com 1,96%, abatida pelas perdas em Celulose, Papel e Produtos de Papel (-7,32%) e Metalurgia (-3,01%). Santos fechou o mês com baixa de 1,14%, pressionado pelo desempenho ruim dos setores de Confecção de Artigos do Vestuário (-8,03%) e Produtos Químicos (-5,04%). São José dos Campos encerrou setembro também com queda de 0,85%, com perdas em Produtos de Borracha e Material de Plástico (-2,44) e Produtos Alimentícios (-2,10%).

Universidades e instituições financeiras apresentam serviços no VII Congresso da MPI

Marilia Carrera, Agência Indusnet Fiesp

Além de debater os temas que afetam a competitividade das micro e pequenas empresas no Brasil, o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria – promovido pela Fiesp na manhã desta quarta-feira (10/10), no Hotel Renaissance, em São Paulo – também incluiu em sua programação a apresentação de serviços educacionais e financeiros, como suporte aos empresários.

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Sala de Crédito no VII Congresso da MPI

Em espaços reservados os participantes do evento puderam conhecer as opções de cursos e capacitações de conceituadas instituições de ensino e universidades e também participar da Sala de Crédito.

Os bancos Santander, Bradesco, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil  e a Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista participaram da Sala de Crédito ofertando linhas de financiamento, capital de giro e apresentando outros programas de interesse das micro e pequenas indústrias.

O gerente de relacionamentos do Banco do Brasil, Pedro Luís Mesquita, afirmou que o banco tem o compromisso de avaliar as necessidades da empresa e seu potencial de crescimento e, desta forma, direcionar a linha de crédito que mais se adapta aos objetivos do empresário.

Para ele, a parceria entre banco e empresa é fundamental para fomentar o desenvolvimento de negócios e empreendimentos de diversos segmentos.   “Esta é uma parceria sustentável. Ela não só fortalece a empresa no mercado, como também oferece condições de retorno de trabalho ao banco. No entanto, para que isso ocorra é importante que a agência priorize a visão do cliente em detrimento do produto”.

Cursos tecnológicos e universitários

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Instituições de Ensino no VII Congresso da MPI.

Conceituados centros de ensino, como Universidade São Judas, a Universidade Santo Amaro e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) apresentaram seus cursos destinados aos profissionais da indústria.

Segundo Augusto Lins de Albuquerque Neto, diretor do Senai Anchieta, localizado no bairro da Vila Mariana em São Paulo, o intuito da faculdade no VII Congresso da MPI foi informar e responder as dúvidas de empresários quanto aos cursos universitários e tecnológicos e auxiliá-los em questões envolvendo inovação do produto e de produção.

O diretor destacou a importância dos cursos do Senai para as micro e pequenas empresas. “São quinze faculdades Senai-SP espalhadas pelo estado que  colaboram na formação de mão de obra qualificada em nível superior e tecnológico, agregando aos estudantes um profundo conhecimento prático e teórico”.

Patrocinadores

Além das salas, o  VII Congresso da MPI ainda contou  com os stands dos patrocinadores do evento, como as empresas Dell, Claro, Visa, Banco do Brasil, Caixa e a Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista.

Ao longo do dia, os bancos e as empresas divulgaram serviços e produtos especialmente voltados para o setor, por meio do atendimento personalizado ao público e distribuição de brindes e informativos.

Gestão de pessoas e inovação estão na pauta do VII Congresso da Micro e Pequena Indústria

Agência Indusnet Fiesp

Estão abertas as inscrições para o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria (7º MPI). O evento, que tem realização da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp), acontece no dia 10 de outubro, no hotel Renaissance, em São Paulo.

O congresso anual – realizado sempre em outubro, mês da micro e pequena indústria – é dirigido a empresários de diversos segmentos, com o objetivo de apresentar estratégias e perspectivas para o setor, além de proporcionar um espaço para networking e troca de experiências entre profissionais.

A programação desta sétima edição é composta por quatro painéis com debates e palestras sobre temas como gestão de pessoas, inovação, crédito, empreendedorismo, marketing e vendas digitais.

A palestra de abertura tem como convidado o professor-doutor e consultor Antonio Correa de Lacerda. Seu tema é “Cenários Econômicos, tendências e oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas”.

Ao longo do dia acontecem mais três painéis: “Financiamento para o crescimento”, “Inovar para agregar valor ao seu negócio” e “A micro e pequena empresa no comércio eletrônico e nas mídias sociais”.

Um talk show encerra a programação: Sandra Boccia, diretora da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN), modera uma conversa com o empresário Carlos Alberto Mestriner, da Klin Produtos Infantis. O tema é “Erros e Acertos: Empresários de Sucesso contam suas Histórias”.

O 7° MPI conta com o patrocínio do Banco do Brasil, Caixa, governo federal, Agência de Desenvolvimento Paulista, governo do Estado de São Paulo, Claro, Dell, Visa Empresarial, Sebrae-SP. O apoio de mídia é da revista PEGN.

As inscrições (gratuitas) podem ser feitas no hotsite do evento, que traz a programação completa do evento.