Grupo de Trabalho de Segurança em Edificações do Deconcic discute ações para 2014

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O melhor andamento do Grupo de Trabalho Segurança em Edificações, do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foi debatido em reunião, na manhã desta quinta-feira (20/02), na sede da entidade. O encontro foi conduzido pelo coordenador de segurança em edificações do Deconcic, Valdemir Romero.

A discussão teve como foco o andamento de projetos de lei em discussão no momento, com a decisão de realizar mais reuniões para debater os assuntos de interesse dos subgrupos do Grupo de Trabalho Segurança em Edificações. São eles: Legislação, Normatização e Estratégico, Financiamento e Seguradora e Mão de Obra Qualificada e Certificação.

De acordo com Romero, dez associações ligadas à indústria manifestaram interesse em participar do subgrupo Legislação, Normatização e Estratégico, três do Financiamento e Seguradora e nove do subgrupo Mão de Obra Qualificada e Certificação.

A reunião do Grupo de Trabalho de Segurança em Edificações: mais ações em 2014. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A reunião do Grupo de Trabalho de Segurança em Edificações: mais ações em 2014. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Em termos de legislação, ficou decidida a apresentação de sugestões ao Projeto de Lei 6014, de 2013, sobre inspeções técnicas realizadas nas edificações. “Nosso grupo de trabalho discute os interesses de todos os setores da cadeia da construção”, disse Romero.

Participou da reunião ainda a diretora titular adjunta do Deconcic Maria Luiza Salomé.

Novo grupo de trabalho do Deconcic discute problemas de incêndios em edificações

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Aconteceu na manhã desta quinta-feira (30/01), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a primeira reunião do Grupo de Trabalho Segurança em Edificações, um dos principais projetos do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da instituição para 2014.

O objetivo do grupo é reunir entidades do setor diretamente envolvidas na questão de segurança de edificações e de suas instalações para o desenvolvimento de ações relacionadas ao tema.

Segundo o coordenador do novo grupo, Waldemir Romero, também diretor do Deconcic, o projeto será focado principalmente em garantir a melhoria das condições de segurança em edificações antigas, tanto residenciais como comerciais.

Romero: melhoria das condições de segurança em edificações antigas, tanto residenciais como comerciais. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Romero: melhoria das condições de segurança em edificações antigas, tanto residenciais como comerciais. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Representantes do setor privado, de associações e organizações marcaram presença na reunião de abertura da iniciativa.

“O trabalho do grupo será sempre visando a segurança em edificações antigas”, disse Romero. “Precisamos agir rápido para evitar problemas dessa natureza. Todo os setores das construção civil precisam estar a par dessa situação. Estamos lidando com a segurança das pessoas”, afirmou.

Participou da reunião ainda Hilton Moreno, consultor do Programa Casa Segura- iniciativa criada em 2005, cujo objetivo é a conscientização e orientação sobre os riscos de acidentes causados por instalações elétricas inadequadas.

“Atualmente, a situação é alarmante na área elétrica em edificações antigas”, alertou o perito. “Foi feito um diagnóstico das instalações elétricas nas edificações antigas residenciais e comerciais, e o resultado preocupa. São milhares de mortes por ano no Brasil”.

De acordo com Moreno, pesquisas recentes mostram que, em certos locais do Brasil,  97% das residências e edificações estão em péssima situação.

“As instalações que usávamos na década de 1970 e 1980 não suportam a demanda de energia que temos hoje”, analisou. “O número de equipamentos elétricos é muito maior do que tínhamos antigamente, a oferta não acompanhou a demanda”.

A reunião do Grupo de Trabalho nesta quinta-feira (30/01): demanda urgente. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A reunião do Grupo de Trabalho nesta quinta-feira (30/01): demanda urgente. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Conforme Maria Luiza Salomé, diretora titular adjunta do departamento, o tema é urgente. “É preciso uma readequação das instalações elétricas. Iniciativas como a criação deste grupo são benéficas para toda sociedade”, opinou.

 

Missão empresarial presente à Batimat 2013 participa de curso da Cátedra da Fiesp com a Universidade Sorbonne

Agência Indusnet Fiesp, com informações de Gabriel Rocha Gaspar 

Durante a Batimat Paris 2013, principal feira internacional do setor da construção, que aconteceu entre os dias quatro a oito de novembro, a missão empresarial organizada pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) participou do curso de Gestão Empresarial, primeiro produto da Cátedra “Globalização e Mundo Emergente” criada pela Fiesp em parceria com a Universidade Sorbonne.

De acordo com a representante do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Beatriz Stevens, a cátedra é um “canal institucional para o desenvolvimento de projetos de interesse de ambas as instituições”, além de ser uma plataforma de “aproximação entre os dois países, tanto nos planos acadêmico e cultural, quanto empresarial”.

O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e membro do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Fiesp, Cláudio Conz, que participou da missão, concorda. “Fiz questão de participar e é sempre muito útil porque um professor internacional dá uma versão bastante macro das questões. A sala estava lotada, muita gente interessada em trocar esses conhecimentos e se prepara para esse mercado cada vez mais globalizado, em que nós vamos ter que nos inserir. Ou através das grandes corporações ou sendo grandes corporações”, disse.

Uma das precursoras da ideia desde 2009, a diretora titular-adjunta do Deconcic, Maria Luiza Salomé, resumiu o sucesso em números. “Era um curso que tinha um mínimo de 25 participantes e um máximo de 40; a gente levou 37. Então, acho que tá bom, né?”

Do lado francês, a iniciativa também agradou. O organizador pedagógico do curso, Guillaume Chanson, que dá aulas de economia no curso de mestrado da universidade, escolheu dividir os palestrantes, alternando pesquisadores acadêmicos e profissionais do mercado de construção civil. “Conseguimos fazer um equilíbrio perfeito”, avaliou. “Nos três dias que tivemos, foram quatro intervenções: dois professores da Sorbonne e dois profissionais, que costumam dar palestras no mestrado.”

Chanson também destacou um trabalho que, se for muito bem feito, passa despercebido dos participantes. “Fiquei muito feliz com a qualidade da tradução, que permitiu que nós que não falamos português nos entendessemos sobre temas complexos com aqueles que não falam francês”, observou. “Ainda que eu não tenha conseguido fazer intervenções mais interativas, como as que faço com meus alunos – o formato teve de ser um pouco mais expositivo –, foi possível trocar e debater ideias graças à tradução. O que também ajudou neste sentido foi o fato de que os palestrantes enviaram modelos de suas apresentações aos tradutores para que eles pudessem se familiarizar com termos e conceitos, visto que não são especialistas em gestão”.

Também professor na Sorbonne Paris 1, Claude Ménard não ministrou curso nesta primeira edição, mas participou ativamente da formação da cátedra, uma experiência que ele espera que seja duradoura. “O seminário obteve uma resposta muito boa. Mais de 20 projetos surgiram entre trabalhos de planificação urbana, gestão e gerenciamento. Acredito que criamos uma dinâmica entre nossas instituições. Estou otimista como os brasileiros”, brincou.

Para o ministro da embaixada, José Sarkis, as atividades de pesquisa entre acadêmicos e professores do Brasil e da França têm potencial de expansão para além dos limites da universidade e devem servir aos governos e setores privados dos dois países. “França e Brasil têm uma convergência muito forte em termos de valores, sabem trabalhar juntos, sabem estabelecer parcerias juntos, são dois países que avançaram bastante tecnologicamente na área de construção civil”, avalia.

E essa convergência natural é ainda mais arraigada na academia, de acordo com Sarkis. “Há uma comunhão em termos de percepção da engenharia. Muitas das escolas de engenharia no Brasil foram fundadas nos termos das escolas de engenharia francesas. Os termos das escolas de engenharia da França e do Brasil são parecidos, os engenheiros brasileiros e franceses têm facilidade em desenvolver parcerias, conceber novos projetos e executar esses novos projetos. Acho que Brasil e França começam um momento de resgate do potencial e realização deste potencial”, concluiu.

Veja como foi a missão empresarial da Fiesp ao Salão Internacional da Construção, a Batimat 2013

Agência Indusnet Fiesp 

Entre os dias 01 e 10 de novembro, o Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) organizou uma missão empresarial para participar do Salão Internacional da Construção, Batimat Paris 2013, principal feira do setor.

Veja a seguir um resumo das atividades realizadas durante a missão.

03/11 (domingo) – O primeiro dia de atividades começou com um tour por monumentos e atrações do patrimônio artístico, histórico e cultural de Paris. A agenda foi encerrada com uma cerimônia de boas-vindas oferecida aos mais de 60 integrantes da delegação.

No evento, a diretora-titular-adjunta do Deconcic, Maria Luiza Salomé, aproveitou para apresentar detalhes da programação prevista. Já o diretor-titular-adjunto do departamento, Mario William Esper, comentou a importância do Salão Internacional da Construção para cadeia produtiva do setor.

Ele destacou ainda que a realização da missão foi possível graças à confiança dos integrantes da delegação e ao apoio das entidades participantes, em especial a Embaixada do Brasil em Paris, a Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, por meio da Cátedra “Globalização e Mundo Emergente” em parceria com a Fiesp, e a Fundação Carlos Alberto Vanzolini.

04/11 (segunda-feira) – Na data de abertura do Salão Batimat 2013, a delegação foi recebida pelas diretoras da Reed Expositions, Stéphanie Auxenfans, responsável pelo evento, e Marie-Ange Joarlette. Ambas apresentaram a estrutura e organização dos pavilhões temáticos, assim como os seminários e encontros técnicos programados para aquela semana.

Na ocasião, os diretores Maria Luiza Salomé e Mario William Esper agradeceram a receptividade dos organizadores e destacaram a participação da Fiesp em edições anteriores. Após a recepção, o grupo visitou os estandes e as novidades expostas em instalações dedicadas a estruturas, acabamentos, tecnologia da informação, esquadrias, máquinas e equipamentos voltados à construção.

05/11 (terça-feira) – O dia foi marcado por seminários que abordaram dois temas atuais e de grande relevância para o setor. No período da manhã, houve a apresentação do “Encontro de Sustentabilidade na Construção: desenvolvimento urbano, projetos, obras e operação de empreendimentos”. A palestra foi ministrada pelo arquiteto francês Gilles de Mont-Marin, que apresentou a experiência da Semapa [Société d’Économie Mixte et d’Aménagement de la Ville de Paris] em projetos de desenvolvimento urbano e bairros sustentáveis em Paris.

À tarde, outro seminário tratou da tecnologia BIM [Building Information Modeling – Modelagem de Informação da Construção], prática cada vez mais adotada em projetos no mundo todo, que permite construir modelos virtuais de edificações, simulando as reais características e comportamentos dos elementos empregados na obra. O evento teve a palestra “BIM-IFC e os indicadores de sustentabilidade da SBAlliance”, proferida pela responsável do setor de desenvolvimento internacional da Association Qualitel pour la Qualité du Logement, Ana Cunha e por Pierre Judde.

06/11 (quarta-feira) – Os integrantes da missão participaram de uma conferência sobre o legado dos Jogos Olímpicos na cidade de Londres em 2012. O evento teve abertura do embaixador britânico na França, Sir Peter Ricketts, e contou com apresentações de executivos e autoridades públicas do Reino Unido, incluindo Ken Livingstone, ex-prefeito de Londres (2000 a 2008), e Kathryn Firth, diretora de design da London Legacy Development Corporation.

O dia também foi marcado pelo início do curso de Gestão Empresarial, no âmbito da Cátedra “Globalização e Mundo Emergente Fiesp-Sorbonne”, com palestra do professor Jean-Michel Netter que abordou o tema “Inovação e Gestão”. Na ocasião, participaram 34 integrantes da missão empresarial.

07/11 (quinta-feira ) – Na sequência ao curso de Gestão Empresarial, o tema “Inovar em seu Business Model” contou com palestras do professor Guillaume Chanson e do CEO do Group Élysées, Jean-Louis Coville, especialista do setor imobiliário. No período da tarde, ocorreu uma visita técnica organizada pela Fundação Vanzolini aos bairros Tolbiac e Masséna, onde os participantes puderam conhecer projetos de planejamento urbanístico e construção sustentável, com empreendimentos certificados.

08/11 (sexta-feira) – O dia começou com o terceiro e último módulo do curso Gestão Empresarial, que tratou sobre “Estratégias e desempenho dos campeões mundiais de alto consumo”, com apresentação do professor Jesus Martinez-Dorronssoro.

Após a aula, ocorreu a entrega dos certificados de conclusão pelo vice-reitor de Relações Internacionais da Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, Jean-Marc Bonnisseau. O vice-reitor destacou a importância do curso realizado dentro da parceria lançada entre as duas instituições (Fiesp e Sorbonne), e concluiu esperar que a cátedra possibilite uma efetiva aproximação entre França e Brasil, multiplicando iniciativas desta natureza e fomentado a relação bilateral.

O diretor-titular-adjunto, Mario William Esper, reforçou a importância de que as empresas brasileiras se atualizem constantemente em novas práticas de gestão e inovação, para o pleno desenvolvimento da indústria da construção. Após a cerimônia, houve uma visita cultural às dependências da Universidade Paris 1.

O encerramento da missão empresarial foi marcado com cerimônia especial para a delegação da Fiesp, na sede da Embaixada do Brasil em Paris, com mais de 70 convidados, entre empresários e representantes do setor, membros da Universidade Sorbonne, membros do corpo diplomático e demais autoridades.

Em discurso na ocasião, Esper destacou a importância de aplicar no Brasil as últimas tecnologias de gestão de obras, em especial o BIM – cuja utilização em construções na França já se encontra em estágio avançado. Desta forma, solicitou ao conselheiro Sarquis José Buainain Sarquis, que representava o Embaixador José Maurício Bustani, apoio à realização de uma missão técnica, política e estratégica na França em 2014, com o objetivo de trocar experiências para a implementação dessa tecnologia.