Indústria precisa estar conosco para gerar soluções de engenharia, diz presidente da Petrobras

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, pediu a empresários paulistas nesta quarta-feira (10/04) empenho e investimentos em projetos da estatal para produção e exploração de petróleo. Segundo ela, o plano de negócios e gestão da Petrobras para 2013-17 apresenta uma “financiabilidade mais robusta” e projetos seguros para o potencial investidor.

“Temos 177 projetos em avaliação e precisamos começá-los. E novamente a indústria é muito importante estar conosco para nos trazer soluções de engenharia e projetos cada vez mais simples. É estar conosco a favor da produtividade”, afirmou Foster em entrevista coletiva à imprensa.

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Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras: indústria ganha expertise ao investir em projetos da empresa. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, participou da apresentação, que aconteceu na sede da entidade, e considerou o convite como “uma grande oportunidade.”

“Para tudo que tem segurança e bom retorno não falta investidor”, afirmou Skaf. “E vamos trabalhar para estimular isso”, completou.

Anunciado na segunda quinzena de março, o plano de negócios da estatal prevê para o período de 2013 a 2017 investimentos da ordem de US$236,7 bilhões para 947 projetos, dos quais 770 estão em implantação com recursos alocados de R$207,1 bilhões. “O que a gente faz é pedir o máximo de emprenho para que a gente cumpra”, disse Foster após reunião com empresários.

Segundo Foster, o resultado do investimento em projetos da Petrobras “é muito positivo” para o empresário, uma vez que ele “ganha expertise”.

Mais investimentos

O diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, reiterou a necessidade de o empresário investir nos projetos de exploração e produção da empresa.

“[O investimento] não vai se resumir aos US$ 236 bilhões porque os senhores também vão ter de fazer investimentos”, disse Barbassa sobre os recursos da estatal alocados para 2013-17.

“A nossa parte será cumprida pelo nosso planejamento rigoroso e metódico, pelo acompanhamento desse planejamento e pela gestão que estamos aplicando na companhia”, ratificou.

O plano de negócios da Petrobras é baseado no preço do petróleo Brent de US$ 107 em 2013, diminuindo para US$100 no longo prazo e em uma taxa de câmbio média de R$2 em 2013, valorizando para R$1,85 no longo prazo.

Segundo Barbassa, a companhia vai desinvestir US$ 9,9 bilhões para gerar recursos à estatal.

Vazamento

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Maria das Graças Foster comentou vazamento e especulações para o Porto do Açu. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Na coletiva, a presidente da petroleira comentou o vazamento de óleo do Terminal Almirante Barroso (Tebar), na sexta-feira (05/04), cuja mancha de óleo atingiu 11 praias dos municípios de São Sebastião e de Caraguatatuba, no litoral paulista, de acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Segundo Foster, a causa ainda não é conhecida. “Nesse acidente, criamos uma comissão para deixar clara a causa e quais as consequências. Eu não posso aqui dizer por que aconteceu o acidente porque tenho de esperar até sexta-feira (12/04)”, disse Foster.

Segundo a Petrobras, o volume de combustível que vazou foi de 3,5 metros cúbicos.  “Ele foi reconhecido pela Cetesb. Esses números podem ser contestados, que sejam, e nós temos o dever de rever”, acrescentou.

A prefeitura de São Sebastião contestou os números e afirmou que 3,5 metros cúbicos não seriam suficientes para atingir vários ecossistemas costeiros e danificar embarcações e fazendas marinhas.

Porto do Açu

Respondendo a outra pergunta na coletiva de imprensa, a presidente da Petrobras foi enfática ao comentar as especulações sobre entrada da estatal no Porto do Açu, da LLX, empresa de logística de Eike Batista, e afirmou que há conversações sobre diversas formas de “negócios”.

“Não tem nenhuma discussão para viabilização do Porto do Açu, ela não existe dentro dos escritórios da Petrobras”, afirmou Foster. “O que nós temos desde agosto setembro junto com o grupo X são discussões frequentes sobre negócios”, completou.

Foster usou como exemplo das conversações com o grupo X a possível construção de um quarto terminal de regaseificação no Porto de Açu. Segundo ela, os terminais de regaseificação da baía de Guanabara e do Ceará estão “operando até a tampa”, enquanto outro terminal que está sendo construído na Bahia deve entrar em operação em setembro deste ano.

“Talvez eu precise de um terminal para o ano de 2020”, projetou Foster. “Existe um empresário que está construindo um porto que eu não vou construir, e ele pode construir um terminal de regaseificação e eu pago, para ele, tarifa”, explicou.

Ela ponderou, no entanto, que o quarto terminal de regaseificação da estatal vai depender de uma possível vitória em leilões de energia que ainda não aconteceram. “Mas a gente prevê que pode acontecer. E se pode acontecer eu preciso de um quarto terminal. Então, temos opções em dois ou três lugares diferentes. A gente vai comparar tarifa e a confiança que a gente tem naquela produção/região”, afirmou.

“Se precisar, pode ser que a gente faça uma licitação de tarifa”.

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Coletiva de imprensa teve participação de quatro diretores da Petrobras. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


É inconcebível desqualificar trabalho da Petrobras no pré-sal, defende Maria das Graças Foster

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A presidente da Petrobras Maria das Graças Foster rebateu na manhã desta quarta-feira (10/04), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), críticas quanto à capacidade de produção da empresa na exploração do chamado pré-sal (denominação das reservas de petróleo e gás natural descobertas em subsolo marítimo na região litorânea entre os estados de Santa Catarina e o Espírito Santo).

“A produção de petróleo no pré-sal é realidade. Estamos produzindo e batendo recordes. Em 2012 atingimos 300 mil barris produzidos. Até 2017 produziremos um milhão; em 2020, mais de dois milhões. Uma produção excepcional”, disse Foster ao apresentar o plano de negócios e gestão da empresa para o período 2013-2017.

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Maria das Graças Foster: meta para 2017 é de 2,75 milhões de barris por dia. Foto: Julia Moraes/ Fiesp


“No momento nossa produção já é expressiva. Levamos apenas sete anos para produzir 300 mil barris no pré-sal depois da primeira descoberta. No Golfo do México, os Estados Unidos demoraram 17 anos para produzir a mesma quantidade. É inconcebível qualquer desqualificação do trabalho da Petrobras  referente à produção no pré-sal”, acrescentou a presidente da Petrobras.

Foster disse que nos últimos 14 meses a Petrobras fez 53 descobertas de áreas com acumulação de hidrocarboneto – 15 delas na camada do pré-sal. “Nosso sucesso exploratório é de 64%. No resto do planeta, uma taxa de 30% é considerada altíssima. Ou seja, nosso desempenho é incrível.”

Antes de apresentar o plano 2013-17, Foster agradeceu ao presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf. Em seu pronunciamento, Skaf disse que a Petrobras está em boas mãos e que Foster tem o apoio das entidades para “realizar aquilo que a Petrobras precisa.”

Metas

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Foster: total de investimentos planejados para 2013-2017 é de 236 bilhões.Foto: Julia Moraes/ Fiesp

Foster mostrou resultados da empresa em 2012 e revelou as metas de produção e investimentos para os próximos quatro anos: “Alcançamos a meta prevista para 2012, que era atingir a produção de dois milhões de barris de petróleo por dia. Mas a Petrobras  tem muito mais a produzir. Em 2013, manteremos a produção do ano passado, para no segundo semestre começarmos a rampa de crescimento da produção. Em 2017, a meta é de alcançarmos a produção 2,75 milhões de barris por dia”, afirmou.

Um dos grandes objetivos da Petrobras é alcançar, em 2020, 4,2 milhões de barris de petróleo. “É quase impossível acreditar que não alcançaremos esse volume. O plano é absolutamente factível. Temos os ativos necessários para alcançar a meta. Sete unidades estacionárias de produção entrarão em operação em 2013. Duas já estão em operação. A terceira estará funcionando em maio, no nordeste”, disse Foster.

Investimentos

A presidente da empresa apresentou também os planos de investimentos durante o período: “No último ano realizamos o maior investimento da história da Petrobras: 84,1 bilhões de reais. Nesse ano o investimento previsto é de 97,6 bilhões. O total, para 2013-2017, é de 236 bilhões”.

Segundo ela, não adianta obter resultados financeiros sem que se evolua na construção de unidades de produção, plataformas, térmicas e gasodutos. “Precisamos gerar a receita para contrairmos o menor volume de dívida. Em 2012, o físico e o financeiro andaram muito bem.”

Custos

A presidente dedicou parte de sua exposição para afirmar a necessidade de controlar custos. “A prioridade absoluta da Petrobras é a produção de petróleo e gás natural, assim como a busca pela excelência em redução de custos. A perspectiva é de dobrarmos de tamanho até 2020, mas não podemos deixar os custos subirem nessa proporção”, disse.

No encerramento de sua fala, Foster reiterou o compromisso da Petrobras com a indústria brasileira de bens e serviços. “O compromisso é cada vez maior, mas em bases sustentáveis. O trabalho é conjunto. Somos um somatório de talentos e capacidades”, encerrou.

No evento, Foster teve a companhia de quatro diretores da empresa: Almir Guilherme Barbassa (Financeiro e de Relações com Investidores); José Miranda Formigli Filho (Exploração e Produção), José Carlos Cosenza (Abastecimento) e José Alcides Santoro Martins (Gás e Energia).

Na Fiesp, presidente da Petrobras apresenta plano de negócios 2013-17; Skaf diz que Foster tem apoio da indústria

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, esteve na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), na manhã desta quarta-feira (10/04), para apresentar o plano de negócios e gestão 2013-2017.

No início de sua exposição, a presidente da Petrobras disse que em poucos meses a empresa começa a curva de crescimento para alcançar os 4,2 milhões de barris diários de petróleo em 2020.

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Na foto, da esquerda para direita: José Miranda Formigli Filho, diretor de exploração e produção da Petrobras; João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp; Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp; Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras; e Ricardo Tadeu Martins, presidente da Apimec-SP. Foto: Julia Moraes/Fiesp

“Já fizemos a contratação de 38 unidades estacionárias de produção; faltam apenas 13 para serem contratadas. E no ano de 2013 tem sete unidades estacionárias para entrar em produção. Duas delas já estão em produção e uma terceira já estará produzindo no dia 28 de maio”, anunciou Foster.

Foster disse que a empresa atingiu o centro da meta de 2012 (2,022 milhões de barris) e que em 2013 será mantida a produção. “Já no segundo semestre começamos a rampa de crescimento”, afirmou a executiva, apontando que a “financiabilidade do plano é muito mais robusta” que o anterior.

A presidente da Petrobras disse ainda que a produção de petróleo no pré-sal é realidade, rebatendo críticas. “É inconcebível qualquer desqualificação do trabalho da Petrobras  referente à produção no pré-sal.”

O evento contou com a presença de quatro diretores da empresa: Almir Guilherme Barbassa (Financeiro e de Relações com Investidores); José Miranda Formigli Filho (Exploração e Produção), José Carlos Cosenza (Abastecimento) e José Alcides Santoro Martins (Gás e Energia).

O plano 2013-17 foi apresentado pela primeira vez em São Paulo, depois de divulgação oficial no mês de março, na sede da Petrobras, em evento no Rio de Janeiro para investidores, analistas de mercado e imprensa.

Paulo Skaf

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Skaf: interesse da Fiesp é que resultado da Petrobras fique para os brasileiros. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Ao abrir o evento, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, cumprimentou Foster pelo “trabalho brilhante frente à presidência da Petrobras”.

“A sensação que temos é que isso que está acontecendo hoje na Petrobras é muito saudável, com uma nova visão, com um verdadeiro diagnóstico, novas estratégias, para fazer com que a Petrobras continue com um ótimo crescimento, com prioridades atualizadas e com os resultados que interessam ao Brasil”, disse Skaf.

De acordo com o presidente da Fiesp e do Ciesp, mais importante que a autossuficiência de petróleo e a exploração do pré-sal é o que a produção pode proporcionar para o país: “Para nós, o que interessa, principalmente, é que o fruto desse resultado, dessa produção, o que está no meio desse caminho – investimentos, equipamentos, tecnologia, inovação, empregos, oportunidades – fique para os brasileiros. E esta visão está havendo na Petrobras”.

Skaf assinalou que Foster e a diretoria da Petrobras contam com o apoio da Fiesp e do Ciesp. “Temos confiança em sua pessoa. A Petrobras está em boas mãos. A senhora tem nosso apoio para realizar aquilo que a Petrobras precisa”, concluiu Skaf.

A mesa contou com a presença do  2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto; e de titulares de departamentos da entidade, José Ricardo Roriz Coelho (de Competitividade e Tecnologia- Decomtec) e Carlos Cavalcanti (de Infraestrutura – Deinfra).

Apimec-SP

Ricardo Tadeu Martins, presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP), instituição que apoiou o evento, disse que o encontro é fundamental por gerar informação. “Nosso trabalho é justamente digerir toda essa informação e trazer para nossos relatórios a melhor recomendação possível dentro de um investimento na Bolsa de Valores.”