Sesi-SP encara Brasil Kirin para fechar primeira fase do Paulista com vitória

Agência Indusnet Fiesp

Sem chances de assumir a liderança da fase classificatória do Campeonato Paulista Masculino de Vôlei 2014, o time de vôlei masculino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) enfrenta nesta sexta-feira (19/09), às 20h30, em São Carlos, o Vôlei Brasil Kirin. A missão é apagar a imagem deixada pelas duas derrotas e definir sua colocação nos playoffs em seguida. O jogo tem transmissão pelo SporTV.

Atualmente na terceira colocação com nove pontos, o Sesi-SP terá como adversários um time entre São Bernardo, Santo André ou Rio Claro nas quartas de final. Mas, para o técnico Marcos Pacheco, não há a menor possibilidade de “escolher” adversário e a equipe vai entrar para vencer o time de Campinas.

“Não tem essa de escolher com quem vamos jogar. Força máxima e vamos buscar a vitória. Não tem outro resultado”, disse Pacheco, que já pensa na volta de Lucarelli, Murilo e Lucão, à serviço da Seleção Brasileira no Mundial da Polônia.

“Temos que terminar a fase de classificação com o time estruturado, montado e pronto, para quando os jogadores da Seleção chegarem, encontrem uma equipe estruturada. Esses três jogadores conhecem o time do ano passado. A intenção é trabalhar com os jovens e quem veio de fora, para mostrar o processo. Precisamos ter melhoras nos resultados e também em alguns pontos individuais, mas, no coletivo, todo mundo sabe o que tem que fazer”, finalizou o treinador.

Para a próxima fase do Campeonato Paulista, os confrontos serão: 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º, com o time de melhor campanha jogando a segunda melhor partida em casa. As vagas na semifinal serão em melhor de dois jogos. Em caso de empate, será disputado o golden set (um set extra de 15 pontos para definição do vencedor). A tabela com datas e locais ainda será divulgada pela Federação Paulista de Vôlei.

Atletas olímpicos e técnicos do vôlei participam de evento sobre a Pedagogia do Exemplo

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Dedicação, garra, perseverança, espírito de equipe, responsabilidade, disciplina. São todos valores relacionados com o esporte e, com base neles, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) criou a Pedagogia do Exemplo. Por meio dela, atletas de alto rendimento vestem a camisa do Sesi-SP e se transformam em modelo para as crianças e jovens.

No evento de lançamento, duas palestras reforçaram a importância da Pedagogia do Exemplo. No bate-papo olímpico, mediado pelo gestor do vôlei do Sesi-SP e medalhista olímpico em 1984, José Montanaro Junior, quatro atletas do Sesi-SP que já participaram de Jogos Olímpicos falaram sobre suas experiências no esporte e na vida.

O primeiro conselho veio do próprio Montanaro, que defendeu a seleção brasileira em 304 jogos. “Quando a gente ama aquilo que faz, a gente não desiste, a gente corre atrás. A sorte é muito subjetiva. Mas quando você se dedica, você consegue se capacitar e buscar uma oportunidade e vai encontrar”, declarou. “Não desista nunca. Vá atrás dos seus sonhos.”

Ex-aluno do Sesi-SP de Descalvado, sua cidade natal, o triatleta Reinaldo Colucci, contou que seu primeiro esporte foi a natação. Mesmo não tendo bons resultados, ele continuou praticando, até ser convidado para participar de uma prova que juntava natação e corrida. Na prova de natação, ele não se saiu muito bem, mas quando passou para a corrida, superou todos os competidores e acabou em primeiro.

Depois dessa prova, ele não parou mais. Com 18 anos venceu a primeira prova na categoria elite e aos 22 participou da primeira Olimpíada. “Representar uma nação em um evento tão grandioso foi a realização de um sonho. Quando você veste o uniforme e vê, no meio de um monte de bandeiras, um torcedor brasileiro com a bandeira do Brasil, é um orgulho muito grande”, disse.

“Melhor ainda é poder estar hoje transmitindo as experiências positivas que o esporte trouxe para minha vida aos jovens.”

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Os olímpicos (da esquerda para direita): Colucci, Marcão, Montanaro, Murilo e Tony Azevedo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Do Atletismo Paralímpico, Marco Aurélio, conhecido como Marcão, falou sobre a mudança de trajetória que ele teve que fazer depois de perder uma perna em um acidente de moto.

“Sempre soube que o esporte ia me abrir oportunidades. Por meio dele, me formei em dois cursos universitários, fui a diversos países. Daqui a um mês, vou pra Tunísia e poderei dizer que já competi em todos os continentes do mundo”, contou ele, que disputou a Paralímpiada de Pequim, em 2008. “Meu objetivo era aproveitar tudo que o esporte podia me oferecer, principalmente a educação, por meio das bolsas de estudos.”

Nascido no Brasil, Tony Azevedo foi muito cedo para os Estados Unidos. E foi lá que ele começou a praticar polo aquático. “Lembro dos Jogos Olímpicos de 1996, vi a final do polo aquático entre Croácia e Espanha e, quando a Espanha venceu, eu disse para o meu pai que eu queria jogar uma Olimpíada. Ele me ajudou muito e disse que eu tinha que começar com objetivos pequenos e ir conquistando até chegar ao maior.”

E Tony chegou. Em 2000, foi o atleta mais jovem de polo aquático a chegar em uma Olimpíada. Ele participou de mais três Jogos Olímpicos. “Espero jogar minha quinta olimpíada no Rio de Janeiro”, afirmou.

Irmão mais novo de Gustavo, outro grande jogador de vôlei, Murilo contou que, desde cedo, eles sempre foram incentivados no esporte pelos pais e pelos tios. “Tudo que eu conquistei foi uma consequência do que eu comecei quando eu era criança. Quando eu assisti a geração de 92 ganhando uma medalha olímpica e tive o sonho de vestir a camisa da seleção brasileira de vôlei”, lembrou Murilo, que já disputou duas olimpíadas e ainda busca a medalha de ouro.

“Daqui a 10 anos talvez vocês sejam os profissionais que estejam sentados aqui, falando sobre a carreira de vocês”, disse Murilo para as crianças. “Querendo ser um profissional do esporte ou não, a atividade física é fundamental para que a gente seja uma pessoa saudável e um cidadão de valor.”


Técnicos

A segunda palestra do dia juntou no palco dois técnicos campeões: Talmo de Oliveira, da equipe feminina, e Marcos Pacheco, da equipe masculina, ambos do Sesi-SP. Com o tema “Em busca do sonho”, eles lembraram o caminho que os levou à posição que ocupam hoje.

“Meu sonho era participar de uma seleção, como jogador de vôlei. Mas não deu, tive minhas limitações, minha realidade”, contou Pacheco. “Hoje eu sei que os sonhos podem ser alcançados de maneira diferente. Mesmo não sendo um grande atleta, tenho a oportunidade de estar aqui hoje, como técnico, convivendo com jogadores de alta qualidade.”

O técnico da equipe masculina do Sesi-SP também comentou a felicidade por trabalhar pela entidade. “Quantos clubes tem essa gama de modalidades, de atletas, de possibilidades? Quantos sonhos e quantos exemplos as crianças e jovens do Sesi-SP têm estando em um lugar como esse?”

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Pacheco (à esq.) e Talmo: em busca dos sonhos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Já Talmo fez parte da equipe olímpica que conquistou a medalha de ouro em 1992, mas também compartilhou as dificuldades que atravessou nessa trajetória. “Só nós sabemos o quão difícil é ser a gente mesmo.”

Depois de muitas tentativas de tentar ser jogador profissional, Talmo, aos 19 anos, pensou em desistir e chegou a se inscrever para trabalhar na mesma empresa em que o pai dele trabalhava. “Foi quando meu pai me chamou e perguntou: ‘filho, qual é o seu sonho?’. Eu olhei pra ele e falei que meu sonho era ser jogador de vôlei”, lembrou.

“Ele me disse, então, para lembrar sempre de duas coisas: fazer sempre o meu melhor e nunca passar por cima de ninguém. ‘Se você fizer essas duas coisas eu tenho certeza que você vai conquistar seus sonhos’. Foi ali que eu comecei minha caminhada”, contou Talmo, emocionado, que aproveitou para deixar um recado aos pais.

“Muitas vezes queremos que nossos filhos sejam perfeitos. Mas nem sempre plantamos essa sementinha, para que eles sejam o que desejamos”, aconselhou. “Faça sempre o melhor para o seu filho, queira sempre o melhor para ele.”

Sesi-SP anuncia manutenção das comissões técnicas do vôlei para temporada 2014/2015

Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) anuncia a manutenção das comissões técnicas do vôlei para a temporada 2014/2015. Marcos Pacheco e Talmo de Oliveira continuam como técnicos dos times masculino e feminino, respectivamente, juntamente com a comissão técnica.

De acordo com o gestor do vôlei do Sesi-SP, José Montanaro, não apenas os resultados foram analisados, mas também a forma de trabalhar de cada comissão, em conformidade com os objetivos da área de esporte do Sesi-SP.

“Avaliamos o projeto como um todo: planejamento, desenvolvimento, execução. Todo o trabalho foi excelente. Chegamos em todas as finais dos campeonatos que disputamos, e tivemos 33 atletas e três técnicos convocados em diversas categorias das seleções”, afirma Montanaro.

Na temporada 2013/14 da equipe feminina, o Sesi-SP conquistou o Sul-Americano de Clubes e o bicampeonato da Copa São Paulo, além de fazer as finais do Paulista, da Copa Brasil e da Superliga. No masculino, o time conquistou o tricampeonato paulista (quatro títulos ao todo) e chegou às finais da Copa Brasil e da Superliga.

Para Talmo de Oliveira será o quarto ano à frente do time. Sem esconder que sua ideia é continuar por muito mais tempo, o treinador destaca a importância do projeto do Sesi-SP como um todo, não só no vôlei.

“Estamos entrando no quarto ano. A instituição me acolheu muito bem e desde meus tempos de jogador eu sempre entro numa equipe pensando em nunca mais sair. Agora teremos novos objetivos e metas e a continuidade é essencial para o trabalho. E o Sesi-SP privilegia o trabalho e a dedicação, dando tranquilidade para os profissionais”, diz Talmo.

Segundo Talmo, no Brasil ainda são poucos os projetos com maior tempo de duração em nível de clubes. “Precisamos desses trabalhos para desenvolver melhor os atletas, não só dentro de quadra, mas fora também. Não somos só treinadores, mas também educadores. É nossa função e o Sesi-SP nos permite executá-la com segurança”, completa o técnico que comanda a equipe que disputa o Mundial Feminino de Clubes a partir de quarta-feira (07/05), na Suíça.

Com menos tempo de casa, Marcos Pacheco comemora a oportunidade de poder trabalhar mais uma temporada no Sesi-SP, valorizando a estrutura física e metodológica da entidade.

“Vamos dar continuidade ao trabalho. Fizemos um ano que, se não foi maravilhoso, foi muito bom. Dos objetivos traçados em conjunto com a Diretoria de Esportes alcançamos boa parte deles, chegamos a todas as finais e é importante dar continuidade. Implantamos um esquema de trabalho em que o tempo e a continuidade são importantes para que o time alcance os resultados desejados”, diz Pacheco, que também elogia a estrutura e os conceitos do Sesi-SP.

“Gosto de como o Sesi-SP trabalha o vôlei. O time é muito mais do que uma equipe que joga vôlei. Envolve disciplina, conceitos, organização, trabalho e responsabilidade. O Sesi-SP é uma instituição que promove e privilegia uma postura diferente da que existe no mercado, valorizando as pessoas, e isso é muito bom para mim.”

Vôlei: equipe do Sesi-SP lamenta derrota e elogia desempenho do adversário

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Belo Horizonte

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Sidão: saque foi um dos maiores problemas do Sesi-SP na partida. Foto: Fiesp

Passado o calor da derrota por 3 sets a 0 para o Sada/Cruzeiro, na final da Superliga masculina de vôlei na manhã deste domingo (13/04), a equipe do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) atendeu a imprensa.

Em comum, a mesma avaliação: o Sesi-SP rendeu menos do que suficiente para superar a força e a regularidade do adversário.

“Não conseguimos em momento algum colocar a equipe deles em dificuldade, não jogamos na frente em nenhum momento”, disse o ponteiro Murilo.

“ Tivemos alguma oportunidade de igualar o placar, de passar na frente, mas não concluímos o contra-ataque, não marcamos bem no bloqueio, o que a gente tinha planejado não funcionou”, emendou o camisa 8.

“Faltou tudo hoje. Principalmente essa capacidade de entender a equipe deles e usar a nosso favor os poucos pontos fracos que eles têm.”

Na análise do central Sidão, o saque foi um dos maiores problemas do Sesi-SP na partida. “A nossa equipe não entrou como deveria. Faltou muito saque. Frisamos muito durante a preparação, porque com uma equipe com potencial de ataque como a deles, a gente tinha que sacar muito bem para o bloqueio funcionar. Não sacamos, a rodada de bola não foi tão boa”, lamentou o camisa 9.

“Parabéns para o Cruzeiro, equipe que conquistou tudo nessa temporada. Eles mereceram, jogaram melhor do que a gente hoje. Cabe a nós aprender e começar a construir de novo para a próxima temporada”, assinalou Sidão.


Marcos Pacheco: grupo pode evoluir

O técnico Marcos Pacheco disse que a equipe não conseguiu equiparar o padrão de jogo do Sada/Cruzeiro.

“Trabalhamos sempre sabendo que a equipe do Sada é de uma regularidade altíssima. Para vencer esse jogo, teríamos que ter esse padrão. Um saque eficiente, uma virada de bola consistente, que conseguimos no começo do jogo”, explicou Pacheco.

“Mas tivemos problemas no saque: ou errávamos, ou colocávamos um saque inoperante. Com o volume de jogo e a intensidade que tem o Sada, isso dificultou muito. Eles faziam uma virada rápida, o que acabava nos pressionando a fazer uma virada, o que desequilibrou o jogo.”

De acordo com o técnico, três vezes campeão da Superliga quando dirigiu o Cimed/Florinópolis, o Sesi-SP não teve capacidade para superar o time mineiro nesse jogo.

“Chegamos a todas as finais disputadas. O time foi construído para isso, pelas peças, pelo investimento e pelo trabalho que tem. A intenção era chegar às finais e sermos campeões. Enfrentamos o Sada em duas finais e eles foram mais competentes que nós. Mas foi uma temporada muito boa, atingimos quase todos os nossos objetivos. E esse grupo tem muito evoluir, muito a render, muito a crescer ainda. A próxima temporada já começa amanhã.”

>> Sesi-SP é derrotado pelo Sada/Cruzeiro e fica com o vice na Superliga



Marcos Pacheco: uma bola pode fazer a diferença em uma final de vôlei

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Belo Horizonte

Além dos treinos físicos, os jogadores também precisam entender o adversário, por meio de orientações técnicas e táticas. É o que acontece nas preleções, encontro dos técnicos e jogadores para repassar a melhores estratégias para uma partida.

Quem conta um pouco do que acontece nesse momento é o técnico Marcos Pacheco, que comanda a equipe masculina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), finalista da Superliga 2013/2014.

Com base nas informações passadas pela equipe técnica, o desafio é difícil: descobrir qual a jogada do adversário. “As preleções são em cima de questões técnicas e estratégicas”, explica Pacheco, Tricampeão da Superliga como técnico pela Cimed/Florianópolis.

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Marcos Pacheco passa instruções a Murilo e Serginho. Preleção pode fazer a diferença. Foto: Arquivo Fiesp

“Durante toda a temporada, a gente estuda e busca entender os adversários, com a pretensão de saber como a cabeça do técnico adversário funciona durante o jogo, como o time age em momentos de dificuldade ou quando o time está na frente.”

O técnico conta que cada time tem características específicas e cada situação de jogo é diferente. Por isso, algumas preleções precisam de mais tempo. “Algumas equipes têm um arsenal de ataque ou de saque maior, por exemplo. Então, tem que estudar um pouco mais”, diz ele, que revela que, para a final, colocou o foco nos detalhes.

“A final é um jogo único, em que tivemos uma semana, um pouco mais de tempo, para nos preparar. Por isso ficamos muito atentos aos detalhes. Não temos outra chance, é só um jogo. Então, uma bola, uma rotação, uma sequência, detalhes que durante a sequência de jogos da Superliga podem ter passado despercebidos, podem fazer a diferença agora.”

Mais do que a estratégia de jogo, nas preleções também há espaço para a motivação. “Naturalmente, em uma final de Superliga, em um ginásio como esse, lotado, a motivação já existe nos jogadores. Se alguém chegar nesse ginásio para o jogo, sentir esse astral e ficar neutro, alguma coisa está errada”, comentou o técnico, que conta com a ajuda dos auxiliares para incentivar a equipe.

“A gente sempre busca alguma coisa que possa fazer a diferença para a equipe. O meu auxiliar, Marcel [Matz], com quem já passei por muitos momentos decisivos, me ajuda muito nisso. Ele é o nosso George Lucas, o Spielberg, que monta os vídeos. O Henrique [Modenesi], estatístico, também está buscando coisas para ajudar. Tudo dá uma temperada a mais e ajuda a conquistar nosso objetivo.”

Entrevista: Marcos Pacheco, técnico do Sesi-SP, e a decisão da Superliga

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Quando assinou com o Sesi-SP, em abril de 2013, Marcos Pacheco disse que sentia saudades de disputar mais uma decisão. “Estou há muito tempo vendo final pela TV”. Afinal, a última havia sido em 2010, no Maracanãzinho. Neste domingo (13/10), às 10h, no Mineirinho, em Belo Horizonte (MG), Marcos poderá matar essa saudade, quando comandará o Sesi-SP na finalíssima da Superliga 2013/2014 contra o Sada Cruzeiro.

No total de sua carreira como técnico foram dez finais, com sete títulos (três como técnico e quatro como auxiliar). E mesmo com toda a experiência acumulada, a ansiedade e o frio na barriga continuam lá. Para o experiente treinador, se não tiver mais isso, é porque tem algo errado. Marcos admite, inclusive, que já está dormindo pouco e não consegue desviar sua cabeça para outro assunto. Até o lugar onde os familiares vão sentar no ginásio é importante nessa hora.

Em entrevista à equipe da Fiesp, o técnico do time masculino de vôlei, Sesi-SP, contou como passa os dias antes da final e como pensa que será a decisão de domingo, a quarta partida entre as equipes na temporada. No primeiro encontro na temporada, pela Superliga, na Vila Leopoldina, vitória mineira por 3×0. Na final da Copa Brasil, deu Sada de novo, por 3×2. Mas no jogo do returno do campeonato brasileiro, em Contagem, o Sesi-SP venceu por 3×2 e mostrou que estava pronto para o desafio. No domingo, os dois times se reencontrarão para a derradeira decisão.

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Marcos Pacheco durante treino com a equipe masculina de vôlei do Sesi-SP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Foram quatro anos desde a última final. Você já disse que sentia saudades da decisão, e terá a chance de se reencontrar com ela no domingo. O que pode falar dessa partida?

Pacheco: A última final que disputei foi 2009/2010 (Cimed 3 x 0 Montes Claros). Faz tempo. Eu participei da primeira em jogo único, em 2007/2008 (Cimed 3 x 2 Minas), no Maracanãzinho. É um jogo diferente, complicado, especial. Falando como técnico, você não tem outra chance. Em contrapartida, todas as atenções estão naquele jogo. É um momento muito bacana. É duro, estressante, mas é muito legal participar, para um técnico, para quem trabalha, é um momento mágico.


Tony Azevedo, finalista olímpico e atleta mais experiente do Polo Aquático do Sesi-SP, disse que a final é o jogo mais fácil de jogar, que o difícil é chegar. Mas uma vez lá, a missão é jogar com coração e curtir o momento. Você concorda?

Pacheco: O Tony é bem experiente, tem uma vivência grande e muitos títulos. Respeito e concordo em parte. Aquela ansiedade, a dor de barriga, tudo isso faz parte e tem que ter. Quando você não sentir isso, algo está errado. Entrar no ginásio para um confronto desse nível, entre duas verdades, dois sistemas, com uma rivalidade grande, isso gera uma ansiedade, uma vontade de vencer, tem todos esses ingredientes que fazem o espetáculo ser diferente. Faz valer a pena estar ali, passar por tudo aquilo na fase de classificação, as dificuldades e felicidades. É um jogo para curtir, sim. Não é para rir dentro de quadra, mas para curtir o objetivo da temporada.


Você prefere final em um jogo só ou com playoff de três ou cinco partidas?

Pacheco: Eu sigo o regulamento. Disputei três finais em jogo único. Tive a felicidade de ganhar as três. Eu sinto que é um jogo muito pesado. Determinar tudo em uma temporada, em um jogo só, me parece pesado. Para mim, seria mais natural ou justo um playoff de três partidas. Em contrapartida, as grandes competições são em uma final única. É muito cruel. É bacana para quem ganha, mas não dá chance para quem perde.


Como você avalia o estágio que o Sesi-SP chegou a essa final? É como você planejava?

Pacheco: Como time não está 100%. Poderia ser um pouquinho melhor, em termos de sincronismo, entrosamento, por n motivos. Mas, ainda assim, chega muito bem. É experiente, mescla jogadores experientes com alguns que estão na final pela primeira vez, com tudo o que isso representa. Essa mescla é importante. Alguns já sabem o caminho, outros não, mas têm muita vontade de vencer. Chegamos muito bem para a final. Talvez não no ponto máximo, mas chegamos muito bem.


Você não teve força máxima em nenhum dos momentos decisivo do ano. Nos jogos em que mais precisou do time completo, jamais teve essa opção. Contusões atrapalharam o planejamento para essas partidas. E para a final de domingo, não terá o Evandro. Você lamenta os problemas ou entende que faz parte do jogo?

Pacheco: É do jogo. Gostaria, sim, de ter o time completo, 100%, mas infelizmente antes de todos os jogos decisivos este ano algo aconteceu. Faz parte. Para mim, a Superliga começa na contratação. Ali começam os duelos, as disputas dos time por cada jogador. Eu tive a felicidade de estar em uma equipe que me possibilitou ter o Evandro e o Renan. Em alguns momentos não tivemos o Murilo, mas tivemos o Manius, o Ary e o Mão, que fizeram muito bem a função. Não tivemos o Sidão, mas tem o Rogério, o Aracajú. Não tivemos o Serginho, mas o Lucianinho segurou muito bem. Aconteceu, faz parte do jogo. Não é o ideal, mas é assim.


Numa final é sempre coração e tática lado a lado? Chega algum momento em que passa a ser raça e bola no chão e a tática é deixada de lado, ou até o fim é um jogo de xadrez? Ou isso depende de como o jogo segue?

Pacheco: Eu acredito em estratégia, em coletivo, em harmonia, mas tem jogos em que o coração faz a diferença. A final da Copa Brasil foi, como no boxe, uma luta franca, aberta. Os dois foram pro combate. E eu acredito que final de domingo será bem próxima a isso. Os dois vão pro jogo. O Sada vem de uma sequência maravilhosa, manteve um grupo e o trabalho muito bem feito. Mas o SESI-SP é competente também e acredito que será um jogo bem aberto e franco. Os dois times vão para a guerra.


Você acabou de lembrar que o Sada manteve a base do grupo da última final. Mas o Sesi-SP também. Quatro dos seis jogadores que entram em quadra estiveram na decisão de 2010/2011 (Nota: pelo Sesi-SP, Sandro, Murilo, Sidão e Serginho jogaram a partida, além do líbero reserva Lucianinho, que fazia parte do grupo).  Qual a diferença para os dois times no caso, uma vez que a base do Sesi-SP é até bastante experiente, com finalistas e campeões olímpicos entre eles?

Pacheco: Porque lá se manteve uma equipe vencedora. Esse ano, o Sesi-SP foi reformulado demais. Lógico que mantivemos uma base, mas fizemos mudanças. Existem jogadores que são peças-chave no processo da equipe. O Sada manteve o oposto, já o Sesi-SP mudou. Eles mudaram os dois centrais, o que foi a grande mudança para a guinada da equipe e suas conquistas. Nós mudamos um só. Um jogador muito importante que chegou foi o Lucarelli, enquanto eles mantiveram a dupla de ponteiros. Os dois lados tiveram mudanças ao longo do tempo, mas as peças-chave deles continuaram a mesmas, e no Sesi-SP algumas mudaram ou vivem momentos diferentes, como o Murilo, que ainda está se recuperando.


Você observa algum favoritismo de algum lado?

Pacheco: Não. Não vejo favoritismo algum. A história recente do confronto mostra que existe um equilíbrio muito grande. Porém, o Sada oscila muito pouco, mantendo uma regularidade muito alta, impressionante mesmo. Cabe a nós fazermos um padrão de jogo próximo a isso. Se o Sesi-SP não fizer um jogo de altíssimo nível, a final será muito rápida, porque dificilmente o Sada vai baixar seu nível.


Lucão disse que na final do ano passado (RJX 3 x 1 Sada) o time que ele jogava (RJX) entrou muito afobado e tomou uma aula no primeiro set. Depois acalmou e conseguiu reverter a partida até conquistar o título. Como segurar o ímpeto para não entrar gastando tudo e depois perder o controle da partida?

Pacheco: O time vai ser agressivo desde o começo do jogo, mas existem variáveis importantes como encaixe das rotações, por exemplo, que ditam o ritmo. Ninguém vai para a decisão forçando o saque e pensando no erro. Todo mundo quer acertar, mas o erro é inerente ao jogo. Se entrarmos com uma sequência forte e errar, mudamos a estratégia. Nós montamos a nossa estratégia, eles montam a deles. Por exemplo: montamos uma para fechar o jogo nas pontas. E o Sada monta uma que prioriza os nossos ponteiros. Opa, encaixou. Essas coisas são importantes antes do jogo. A gente percebe isso no primeiro set. Temos uma comissão que fica olhando e vendo o que precisa mudar. Com 21 pontos, tudo passa muito rápido. Se conseguirmos identificar deslocamentos, podemos ou não mudar a estratégia. Para perceber isso, é muito importante observar os centrais. Se eles jogam na espera, se jogam antecipando, queimando… isso você consegue ver mais rapidamente e a partir daí você percebe se aquilo que você estudou do adversário está sendo cumprindo ou se ele mudou para aquele jogo.


O time para a final já está na sua cabeça?

Pacheco: Sim, está pronto, sem nenhuma dúvida.


O Marcos Pacheco tem superstição? Muda algo no comportamento antes da final?

Pacheco: Já acreditei em superstição. Já tive isso de caneta, tênis, meia, hoje sou desapegado. É uma semana de pouco sono, eu durmo muito pouco e o coração dá uma acelerada. Fico ansioso, se as coisas darão certo, se o ginásio está ok, se a programação está ok, se os familiares sentaram em lugares legais. Tem muitas variáveis, muitos interesses nos bastidores. Dez equipes da Superliga já estão negociando e fica procurador em cima querendo atrapalhar. É muita coisa envolvida e fico preocupado se não tem nada influenciando os caras. Como tá a cabeça dos jogadores, os novos, experientes, como estão… Fico louco se algo me escapa e fico perguntando tudo para as pessoas que trabalham comigo cada detalhe, perturbo mesmo. Na minha primeira final, eu não tinha referência nenhuma de como seria. Não sabia o que fazer, se mudava o time que vinha jogando, se mantinha o esquema. Hoje eu tenho histórico da final. Sei como funciona e o que tenho que fazer. Mas continuo muito ansioso e esperando o momento da partida. Isso não muda.

Sesi-SP derrota Brasil Kirin/Campinas e fica a um passo da final da Superliga

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Em jogo eletrizante no ginásio da Vila Leopoldina, a equipe masculina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu na noite de terça-feira (25/03) o Brasil Kirin/Campinas por 3 sets a 1 (30/28, 17/21, 21/14 e 22/20), em 2h02, na primeira rodada da série melhor de três das semifinais da Superliga 2013/14.

Com o resultado, o Sesi-SP pode assegurar a vaga na final já na próxima rodada, marcada para o primeiro sábado do mês de abril (05/04), às 9h no ginásio do Taquaral, em Campinas (SP). Para isso, basta uma vitória por qualquer placar. Se perder, o Sesi-SP tem a vantagem de jogar em casa a terceira partida.

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Murilo entrou no decorrer do jogo e contribuiu com pontos importantes no ataque e no bloqueio. Foto: Fiesp

No primeiro jogo, o público que lotou a Vila Leopoldina acompanhou um confronto marcado pelo equilíbrio,  especialmente no primeiro set, que durou quase 40 minutos, chegando ao placar de 30/28 em favor do Sesi-SP.

De acordo com o técnico Marcos Pacheco, os times se conhecem muito bem, tanto na estratégia de jogo como nas características individuais, o que leva ao equilíbrio.

Segundo ele, o time precisa melhorar em um fundamento. “Nós temos que ser um pouquinho mais agressivos no saque. O time foi construído para isso”, afirmou, acrescentando que o central Lucão passou a sacar flutuante para aumentar o índice de acerto. “O mundo espera que o Lucão saque forte. A gente espera que no treinamento volte a acontecer isso.”

Na análise do levantador Sandro, as duas equipes fizeram um bom trabalho no bloqueio. “O time deles tem um bloqueio bem forte, principalmente algumas redes como João Paulo, Gustavão e Riva, uma rede bem alta, que toca bastante na bola, e às vezes a gente não teve muita paciência de trabalhar para não enfrentar muito o bloqueio, mas tivemos um pouquinho mais de calma nos momentos decisivos”, destacou.

“A partir do terceiro set encaixou o [saque] flutuante e a gente conseguiu fazer com que eles tivessem que virar as bolas em vez de ganhar o ponto de graça.”

Para o ponteiro Murilo, que recebeu o troféu Viva Vôlei, o bloqueio do Sesi-SP funcionou bem, mesmo com um saque mais tático. “Predominou nossa força no bloqueio, nossa virada de bola. E nossa cabeça está no lugar porque a gente precisa se preparar. Lá [no ginásio do Taquaral] é um caldeirão e o jogo vai ser ainda mais difícil.”

O Sesi-SP entrou com Sandro, Renan, Lucão, Sidão, Lucarelli e Mão, além do líbero Serginho. Entraram: Manius, Murilo, Rogério e Thiaguinho. O Brasil Kirin/Campinas do técnico Alexandre Rivetti atuou com Paulo Renan, Rivaldo, Gistavão, Vini, Diogo e João Paulo Tavares, além do líbero Alan. Entraram: Bergamo, Rodriguinho e Mineiro.

O ponteiro Lucarelli, do Sesi-SP, foi o maior pontuador da partida, com 16 pontos.

O jogo

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Murilo e Sidão comemoram ponto em jogo que teve muita alternância no placar. Foto: Fiesp

O primeiro set começou como era de se esperar, com muito equilíbrio, com saques bem forçados e bonitas defesas de lado a lado. Os visitantes marcavam bem o ataque do Sesi-SP, que precisou de paciência para superar o bloqueio do Brasil Kirin. Foi assim que veio a vantagem no primeiro tempo técnico, com o ponteiro Mão, pela entrada de rede (07/05). Falhando na recepção, o Sesi-SP viu o adversário abrir dois pontos de vantagem (09/07), o que levou o técnico Marcos Pacheco a um pedido de tempo. Não adiantou e a equipe continuou com dificuldades para virar suas bolas. Pacheco decidiu tirar Renan e escalar Manius para reforçar o passe. Em ataque de Gustavão, a vantagem chegou a 12/08. O Brasil Kirin chegou à segunda parada técnica com 14/12. Em bola dividida na rede, os visitantes levaram a melhor e aumentaram a vantagem: 16/13. Um ataque de Renan e um erro do levantador reduziu a margem para apenas um ponto (18/16). Depois de ponto de Diogo (19/17), Pacheco pediu mais um tempo na tentativa de buscar o empate. Rivaldo comemorou bastante ao marcar o set point (20/18). O empate e a virada do Sesi-SP vieram em dois erros do time de Campinas. As equipes passaram a disputar ponto a ponto, até que Lucão, em bloqueio simples, garantisse o triunfo em 30/28, em 37´36.

No segundo set, o oposto Renan fez 04/03, mas o Brasil Kirin conseguiu virar e chegar à primeira parada técnica em vantagem: 07/06. Na volta, o bloqueio dos visitantes começou a funcionar (06/09). O Sesi-SP diminuiu em boa passagem de Sandro pelo saque, com Murilo aproveitando falha de recepção dos visitantes. O empate veio com bloqueio de Renan (09/09). O segundo tempo técnico veio em favor do Brasil Kirin (14/12). A vantagem campineira voltou a aumentar e Marcos Pacheco pediu tempo. Mas o time de Campinas soube ter tranquilidade para vencer o parcial em bloqueio de Gustavão e João Paulo: 21/17, em 23’59.

Na volta do terceiro set, Gustavão contou com a sorte para fazer  02/00 de saque. O Sesi-SP empatou depois de bola recuperação de bola e virou com Lucarelli pela saída de rede: 04/03. Em bola trabalhada várias vezes, Lucarelli soube explorar o bloqueio para abrir 06/04. Lucão, bem no bloqueio, parou duas vezes o ataque adversário para marcar 07/04 no primeiro tempo obrigatório. Em bela largadinha, Renan fez 09/06 e, depois, 10/07 com ataque pela saída. Lucarelli, em jogada de muito talento, soltou a bola no fundo da quadra e fez 12/08. Sidão conseguiu um ace e marcou o 14º, levando o jogo à segunda parada técnica: 14/09. Na maior diferença da partida até então, o Sesi-SP abriu seis pontos em bloqueio de Lucarelli (16/10). O Brasil Kirin diminuiu com Vini no saque (17/13), o que levou Marcos Pacheco a pedir tempo. Em bloqueio de Murilo em cima de Rivaldo, o Sesi-SP chegou ao set point: 20/13. O parcial foi fechado em 21/14.

No quarto set, Lucarelii errou um saque e os visitantes chegaram ao primeiro tempo técnico com dois de vantagem: 07/05. Depois de ace do adversário, a diferença em favor dos visitantes subiu para quatro (09/05) e Marcos Pacheco pediu tempo. O bloqueio voltou a funcionar bem com Sidão (08/09). Novo bloqueio de Sidão e o Sesi-SP empatou em 10/10. Murilo, no bloqueio, fez o ponto da virada (11/10) e Alexandre Rivetti pediu tempo. O Brasil Kirin virou o placar em ataque de Gustavão pelo meio (12/11). Murilo, bem na partida, fez o do empate (12/12). O Sesi-SP passou na frente em erro de Gustavão (13/12). Num belo ataque de Lucarelli, o Sesi-SP conseguiu chegar na frente na segunda parada técnica obrigatória (14/13). O Brasil Kirin virou novamente (16/15) e Marcos Pacheco pediu tempo. O empate veio com Sandro em bloqueio simples (18/18). Lucão foi para o saque balanceado e o Sesi-SP passou na frente: 19/18. O time de Campinas chegou ao set point (20/19), mas uma boa passagem de Sandro pelo saque ajudou na vitória por 22/20 e 3 sets a 1.

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Tony Azevedo, craque do polo aquático, entregou o Troféu Viva Vôlei a Murilo. Foto: Fiesp

Sesi-SP é derrotado pelo RJ Vôlei e perde chance de assumir a liderança da Superliga

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, do ginásio da Vila Leopoldina

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Jogo teve em 2h06 de duração. Reprodução: SporTV

O time de vôlei masculino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) perdeu a partida contra o RJ Vôlei por 3 sets a 2, na noite de sábado (22/02), no Ginásio da Vila Leopoldina. As parciais foram de 21/18, 18/21, 20/22, 21/12 e 20/22 em 2h06 de jogo.

Se vencesse, o Sesi-SP assumiria o primeiro lugar na tabela da Superliga, mas com o resultado, a equipe somou apenas um ponto, chegando a um total de 52 – um a menos que o líder Sada Cruzeiro.

Agora, para terminar em primeiro lugar na etapa de classificação, o Sesi-SP precisa vencer o Montes Claros Vôlei (MG), na próxima quarta-feira (26/02), às 19h, no ginásio Tancredo Neves, em Montes Claros (MG), e torcer por uma derrota do Sada Cruzeiro diante do RJ Vôlei, no mesmo horário, no ginásio do Tijuca T.C., no Rio de Janeiro (RJ). O dois jogos valem pela 22ª rodada da Superliga, última antes dos playoffs.

Maior pontuador do confronto, com 34 acertos, o oposto Evandro lamentou o resultado. “Infelizmente, fazer muitos pontos não vale muito se a equipe perde. A equipe do Rio de Janeiro se superou, veio com tudo e conseguiu jogar bem. Nós cometemos muitos erros e o resultado disso foi a derrota.”

Para o técnico Marcos Pacheco, o Sesi-SP falhou como time. “A gente fez uma trajetória e nosso objetivo era chegar em primeiro. Hoje, nós falhamos como time, como grupo. Porque perdemos o jogo e o primeiro lugar, que era algo que a gente queria muito, em casa. O mundo não acabou, mas a minha tristeza hoje é porque não poderíamos ter falhado como time, que é mais triste do que uma falha técnica.”

A formação inicial do Sesi-SP foi com o levantador Sandro, o oposto Evandro, o ponteiro Mão, o central Rogério, o ponteiro Ary, o central Sidão e o líbero Serginho. Também entraram o ponteiro Murilo, o levantador Thiaguinho e o oposto Renan. O RJ Vôlei atuou com Índio, Bob, Rodriguinho, Vini, Riad e Uallas, além do líbero Mário Jr. Entraram: Satiro e Guilherme. O Sesi-SP teve o maior pontuador do confronto, Evandro, com 34 acertos. O ponteiro Rodriguinho, do RJ Vôlei, recebeu o Viva Vôlei.

O jogo

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RJ Vôlei venceu quinto set por 22/20. Reprodução: SporTV

Diante de um ginásio lotado, o Sesi-SP liderou o primeiro set do começo ao fim, tendo sempre o RJ Vôlei em seu encalço, com pouca diferença no placar. Mas o Sesi-SP não permitiu a reação do adversário e fechou o set por 21/18.

No segundo set, o jogo seguiu equilibrado e, apesar da vantagem da equipe paulista na maior parte do tempo, o RJ Vôlei conseguiu passar na frente e devolver o resultado do primeiro set, vencendo por 21/18.

O placar continuou apertado no terceiro set e os times chegaram empatados ao 18º ponto. Mas o time do RJ Vôlei levou a melhor e ganhou por 22/20.

No quarto set, o Sesi-SP precisava vencer. Caprichou no ataque, bloqueou tudo e levou a partida para o tie-break, marcando 21/12.

O quinto set foi disputadíssimo, ponto a ponto. Nenhuma das equipes desistiu da vitória e prolongaram enquanto puderam o set, que teoricamente é o mais curto. No fim, deu RJ Vôlei, que venceu por 22/20.

Com recuperação mais rápida que o previsto, Murilo volta ao time do Sesi-SP neste sábado (30/11), contra o Moda Maringá

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

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Após 10 meses fora das quadras, Murilo volta a jogar contra o Moda Maringá. Foto: Everton Amaro/Arquivo Fiesp

De 30 de março a 30 de novembro: 245 dias sem jogar uma partida valendo três pontos. Neste sábado, contra o Moda Maringá, pela Superliga, às 19h30, na cidade paranaense, Murilo Endres finalmente dará fim a este período fora do time do Sesi-SP. Sua participação na partida ainda depende do treinador Marcos Pacheco, mas ele já está garantido entre os 12. E o jogador, que nunca ficou tanto tempo fora de uma equipe, está ansioso para entrar em quadra.

“Nunca fiquei tanto tempo afastado. Tive poucas lesões na minha carreira. Torci o joelho, em 2001, tive uma lesão na panturilha, e agora essa do ombro. Mas já está acabando. Estou ansioso para jogar, treinando muito e bem motivado para ajudar a equipe”, declarou o camisa 8, que admitiu um certo receio sobre como se comportará o seu ombro.

“Tenho um pouco de medo mesmo. Não consigo fazer um ataque a 100% e não sei quando será que vai acontecer. Pode ser naturalmente no meio de um jogo, eu simplesmente faço o movimento e o ombro responde. Como será? Não sei. Hoje eu tenho um pouco de receio sim, estou me virando bem, mas só com tempo para saber como vai ser.”

A última partida de Murilo pelo Sesi-SP foi na derrota para o Cruzeiro pela semifinal da Superliga 2012/13, na Vila Leopoldina. Desde então, o ponta operou o ombro direito, foi procurado por outros times, mas renovou com o Sesi-SP, anunciou a tão esperada paternidade e treinou com muita dedicação para voltar. Seu prazo era janeiro. Voltou antes de dezembro. Agora, ele encontrará uma equipe campeã paulista, que perdeu apenas um jogo em toda a temporada. Segundo Murilo, isso só facilita as coisas para os dois lados, pois ele entra para ajudar e acredita que a equipe não dependerá tanto dele.

“A equipe está bem redonda, vimos nas finais que o time se impôs bastante, está todo mundo bem fisicamente. Não quero que minha volta vire um peso, que o time jogue em função do Murilo, nada disso. Só iria atrapalhar. Vou voltar para ajudar a melhorar o que já está muito bom. O que eu mais quero é voltar a ser aquele jogador de alguns anos atrás e o pessoal vai me ajudar a conquistar esse espaço”, afirmou o jogador, que não sabe como será marcar um ponto depois de tanto tempo. “Não sei como vai ser. Posso nem fazer nada, como posso comemorar bastante. O que eu quero é voltar bem e depois comemorar com o time um da vitória.”

Quem comemorou, mas com ressalvas, a volta do craque foi Marcos Pacheco. Para o treinador, Murilo ainda deverá levar um tempo para para atingir sua melhor forma, mas a sua recuperação e o ritmo dos treinos na Vila Leopoldina foram sinais de que podemos esperar ótimos dias.

“Tem que entender a etapa da recuperação dele. Está voltando muito bem, mas temos que construir a volta do fundo para a rede. Murilo tem uma recepção muito boa, muito talento e aos poucos vai voltar a ser um jogador importante no ataque. Ele bloqueia muito bem, mas no ataque teremos que dar tempo ao tempo e ter muita paciência. Hoje seu único limitador é força, do fundo para o ataque. Mas seus treinos foram espetaculares e sua recuperação motiva o time inteiro”, disse Pacheco.

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Murilo: "Estou ansioso para jogar, treinando muito e bem motivado para ajudar a equipe." Foto: Everton Amaro/Arquivo Fiesp

Moda Maringá

Sobre o adversário de sábado, jogo válido pela oitava rodada do primeiro turno, Pacheco não poupou elogios e disse esperar um jogo muito difícil no ginásio Chico Neto.

“O Maringá tem uma equipe muito competitiva, ótimos jogadores e ainda conta com o fator casa. Tivemos uma boa pausa para trabalhar e descansar, mas não contei com a equipe inteira para trabalhar. Mas ainda assim foi bastante proveitoso e o time está pronto para a volta da Superliga”, finalizou o técnico, se referindo às ausências de Lucao, Sidão, Evandro e Lucarelli, a serviço da Seleção Brasileira na Copa dos Campeões, no Japão.

Pela Superliga masculina, Sesi-SP derrota Brasil Kirin por 3 sets a 0

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Em jogo na noite de sábado (02/11), o time masculino do Serviço Social da Indústria venceu pela terceira vez seguida o do Brasil Kirin/Campinas por 3 sets a 0 (21/15, 21/11 e 21/17) – desta vez pela Superliga masculina 2013/14. O jogo foi realizado no ginásio do Sesi Vila Leopoldina, em São Paulo.

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Sidão e Lucarelli. Bloqueio do Sesi-SP funcionou. Foto: Lucas Dantas/Fiesp


Com o resultado, o Sesi-SP chega à sexta vitória em seis jogos na competição – bateu o Funvic/Taubaté, UFJF, São Bernardo Vôlei, Voltaço e Kappesberg Canoas. O time do técnico Marcos Pacheco é o terceiro na tabela de classificação, com 17 pontos, um atrás do líder Sada Cruzeiro e do vice-líder RJX.

Depois de superar o Brasil Kirin duas vezes consecutivas pelo Campeonato Paulista, o Sesi-SP não perdeu a concentração, pressionando a equipe visitante desde o início de cada set, com saques demolidores de Evandro e Lucão, e bem em todos os fundamentos. O bloqueio funcionou, a linha de passe distribuiu a bola na mão do levantador e Sandro variou bem as jogadas.

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Evandro, oposto do Sesi-SP, com o goleiro Cássio. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

“A gente está numa sequência boa. Conseguimos jogar bem, muito bem”, comentou o oposto Evandro depois de receber o troféu Viva Vôlei das mãos de um convidado especial: o goleiro Cássio, do Corinthians. O reconhecimento é concedido ao atleta melhor em quadra em escolha do treinador da equipe vencedora – Marcos Pacheco, no caso.

“Foi uma vitória importantíssima, que dá confiança. Foram duas semanas duríssimas, com três jogos por semana, mas está todo mundo de parabéns”, disse o central Sidão.

Uma das novidades do jogo foi a camisa customizada usada pelo líbero Serginho, em alusão ao apoio do Sesi-SP ao movimento Novembro Azul, alertando para a necessidade do exame de prevenção ao câncer de próstata.

O Sesi-SP entrou com Sandro, Ary, Sidão, Lucão, Evandro, Sidão e Serginho (líbero). Entraram Renan, Thiaguinho e Rogerio.

A equipe volta às quadras pela Superliga somente no último dia do mês (30/11), às 19h30, no ginásio Chico Neto, onde enfrenta o Moda Maringá (PR).

O jogo

Serginho - Vôlei

Serginho com camisa em alusão à campanha "Novembro Azul". Foto: Lucas Dantas

O primeiro set começou equilibrado. Alexandre Rivetti, técnico do Brasil Kirin, surpreendeu ao escalar Bergamo e Mineiro. Lucão, pelo meio de rede, levou o jogo para a primeira parada técnica: 07/06. Bem nos fundamentos, o Sesi-SP fez 10/07 com Lucarelli, em ponto de bloqueio. Lucão soltou o braço, a recepção devolveu e Lucarelli matou o ponto (15/08). Depois de uma sequência de pontos dos visitantes, que reduzira a diferença para 17/12, o técnico Marcos Pacheco pediu tempo. O Sesi-SP  voltou a rodar e o oposto Renan fechou o jogo em 21/15.

No segundo set, o Sesi-SP seguiu com ritmo forte no saque e bem em todos os fundamentos – a vantagem chegou a sete pontos quando Sidão, pelo meio, levou o jogo para a segunda parada técnica obrigatória. O set point veio com um ace de Evandro: 20/11. Um erro de Bergamo, do Brasil Kirin, decretou o fim do parcial: 21/11.

O terceiro set começou mais equilibrado depois de uma mudança na equipe visitante, que escalou o oposto Rivaldo, preterido na formação inicial. Lucão, que vinha bem no saque e no ataque, fez um ponto de bloqueio para levar o jogo para a primeira parada obrigatória do terceiro set. A vantagem aumentou depois de um erro de recepção do Brasil Kirin: Sandro não perdoou e fez o 08/05. Na segunda parada técnica, o técnico Marcos Pacheco, percebendo o risco de a equipe diminuir o ritmo, pediu mais concentração aos jogadores. Deu certo e a equipe conseguiu rodar até abrir cinco pontos de diferença em bloqueios de Lucarelli (17/13) e Sidão (18/13). Foi o suficiente para fechar o jogo com tranquilidade, em bola do ponteiro Ary: 21/17 e 3 sets a 0.

>> Conheça o elenco da equipe masculina do Sesi-SP 

Sesi-SP supera São Caetano e avança para semifinal do campeonato paulista

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Sem dificuldades, o time masculino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) confirmou seu favoritismo, venceu novamente o time de São Caetano (3 sets a 0, parciais de 21/10, 21/10 e 21/15) e garantiu vaga na fase semifinal do campeonato paulista.  O jogo foi disputado no ginásio do Sesi Vila Leopoldina, na noite desta quinta-feira (19/09), em São Paulo.

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Lucão ataca pelo meio. Foto Lucas Dantas Fiesp


Mostrando superioridade física e técnica desde o início da disputa, o time comandado por Marcos Pacheco soube utilizar a altura dos jogadores Manius e Lucão, no bloqueio, e a força de Sidão, no saque, e não encontrou dificuldades para superar o rival do ABC paulista na segunda e decisiva partida das quartas de final.

Se no primeiro jogo entre as equipes – na semana passada, em São Caetano – o Sesi-SP perdera rendimento no segundo e terceiro sets da disputa, desta vez o time soube manter a intensidade e sufocar o adversário desde o início.

“O fator fundamental para a vitória foi o nosso saque”, analisou Lucão. “Temos condições de sacar assim todo o jogo. E se fizermos isso, podemos vencer sempre.”

O técnico Marcos Pacheco também elogiou a qualidade saque de seus comandados. “Entramos com muita força e dedicação. Quando sacamos com essa qualidade tudo fica bom, o passe, a recepção, os ataques.”

A equipe iniciou o jogo com Renan, Alisson, Sandro, Sidão, Lucas e Manius.   Luciano foi o líbero. Técnico: Marcos Pacheco.


O jogo

Utilizando a altura e a força física de seus jogadores, com destaque para Manius e Lucão, na rede, o Sesi-SP logo abriu vantagem no placar, dominando a primeira etapa da disputa desde o primeiro saque.

Já no primeiro tempo técnico, aos dois minutos, pedido pela equipe do São Caetano, a vantagem do Sesi-SP era de três pontos (04/01).

Após a primeira pausa, os donos da casa seguiram explorando o bloqueio de seus jogadores de frente e o forte saque de Sidão, dilatando a diferença para 13/06, com pouco mais de nove  minutos de partida, encaminhando a conquista do primeiro set.

Com vantagem expressiva, o Sesi-SP fechou o primeiro set (21/10), em pouco mais de 15 minutos de disputa.

O segundo set também foi de pleno domínio do time da casa, que, com oito minutos, tinha 11 pontos contra cinco do rival.  Para tal, a equipe seguiu se aproveitando da altura de Renan e Lucão, para anular os ataques do São Caetano, e os ataques de Manius e Sidão.

Com a mesma pontuação da primeira etapa, 21/10, o Sesi-SP faturou o segundo set, em 17 minutos.

O começo do terceiro e último set foi um pouco mais difícil para o Sesi-SP. A equipe demorou até abrir a dianteira na pontuação, devido, principalmente, a erros de saque. Com oito minutos da etapa, o time da casa tinha apenas dois pontos de vantagem (10/08).

Porém, conforme o set avançou, a equipe soube restabelecer o domínio e venceu a etapa com 21/15 , em 20 minutos, eliminando o São Caetano, que não conseguiu ficar à frente do placar uma vez sequer.

Vôlei: Sesi-SP estreia com vitória na Superliga masculina: 3 sets a 0 sobre o Funvic/Taubaté

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp, de Taubaté

Começou bem a campanha do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) na temporada 2013-14 da Superliga masculina de vôlei. Com a vitória fora de casa por 3 sets a 0 (21/14, 21/16 e 21/14) sobre o Funvic/Taubaté, o time conquistou três pontos e a tranquilidade necessária para a segunda partida das quartas de final do campeonato paulista, diante do São Caetano, na quinta-feira (19/09), no ginásio do Sesi-SP Vila Leopoldina. O troféu Viva Vôlei foi entregue ao oposto Evandro, maior pontuador do Sesi-SP, com 12 pontos.

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Sidão ataca pelo meio da rede. Central marcou oito pontos. Foto: Lucas Dantas/Fiesp


O resultado aparentemente fácil não surpreendeu o treinador Marcos Pacheco. Ele elogiou a postura a equipe, que fez exatamente o combinado, não dando muitas chances a um adversário que ainda não conta com Giba – o campeão olímpico (2004) é o principal reforço do Funvic para a temporada.

Segundo Pacheco, o volume de jogo do Sesi-SP é que definiu o resultado.

“Os jogadores sabem que, com o sistema de 21 pontos, precisam entrar em quadra muito ligados e com um ritmo muito forte. E eles fizeram isso hoje. Temo suma equipe muito talentosa que está começando a ter cara de time. As individualidades são importantes, mas como conjunto é que vamos vencer. E hoje o time se apresentou muito bem”, comentou o técnico, que agora poderá pensar na próxima partida, pelo campeonato paulista.

“Nós trabalhamos jogo a jogo, sempre. Não adianta pensar em cinco rodadas, ou um mês lá na frente. Temos agora uma missão em casa e vamos pensar nesse jogo. Outro estilo, outra [marca de] bola. Uma situação nova. Nunca disputei competições paralelas à Superliga. E olha que já joguei 20 superligas.”

O Sesi-SP entrou em quadra com Sandro, Evandro, Lucão, Sidão, Lucarelli, Manius e o líbero Serginho. Entraram Thiaguinho, Renan, Aracajú e Ary. Além de Evandro, Lucão e Lucarelli marcaram nove pontos, cada um. Sidão fez oito e Manius, dois.

O Funvic/Taubaté do técnico João Conceição entrou com Bernardo, Lukianetz, Jotinha, Leandrão, Tiago Barth, Jurquin e o líbero Diego.

O jogo

O primeiro set começou equilibrado. Empurrado pela torcida, o Taubaté forçou o jogo e conseguiu virar bolas importantes, aproveitando também os erros de saque do time da indústria, que ainda se acostumava com o espaço. Aos poucos, o Sesi-SP foi se acertando e, forçando o saque no cubano Jurquin, virou a partida. Com a entrada de Thiaguinho no saque e uma sequência de quatro bolas boas, o Sesi-SP abriu ótima vantagem fechando o set em 21/14 em 18 minutos.

O segundo set foi mais disputado que o primeiro. Com boas alternâncias nas jogadas e variações, o time da casa não deixou o Sesi-SP escapar no placar. Mas embalados por Lucão, Lucarelli e, principalmente, Evandro, o time impôs seu volume de jogo e manteve-se sempre à frente no placar, até terminar a etapa em 21 minutos: 21/16.

O jogo seguiu à feição do Sesi-SP no terceiro e definitivo set. Sem fazer muitas alterações no time, Pacheco apenas deu orientações para os jogadores que mantiveram o controle da partida. Estava tudo dando tão certo que até Serginho fez ponto. Ao final de 19 minutos, vitória por 21/14 e três pontos na conta.

Pela Superliga, o próximo confronto será fora de casa contra o UFJF, em Juiz de Fora, no sábado (21/09).

Em busca da vaga na semifinal, Sesi-SP encara São Caetano fora de casa

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Mesmo com toda a luta no sábado (31/08), o time masculino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) foi derrotado pelo Brasil Kirin por 3×2 e não conseguiu a vaga direta para a semifinal do campeonato paulista. Desta forma, a equipe terá que disputar as quartas de final e a primeira partida será já nesta quarta-feira (11/09), contra o São Caetano, fora de casa, às 19h30.

As quartas serão disputadas em duas partidas. Caso cada equipe vença um jogo, após o segundo confronto será disputado um sexto set de 21 pontos, chamado golden set, novidade do campeonato paulista desta temporada.

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O técnico Marcos Pacheco durante treino com a equipe masculina de vôlei do Sesi-SP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para o técnico Marcos Pacheco, apesar da vitória por 3×0 na primeira fase, nada de achar que o confronto será fácil. O foco é total em uma fase que não se pode errar, sob pena de não conseguir recuperar mais à frente. “Agora não tem direito de errar. O campeonato é o mesmo, mas é outra fase, é eliminatória. Não tem mais aquele jogo lá na frente, tabela, nada disso. Uma derrota e complica demais. O time tem que estar muito focado, mas sabemos onde queremos chegar e precisamos entrar bem”, avaliou o treinador, que não poupará ninguém visando a Superliga que se inicia sábado (14/09), contra o Funvic, em Taubaté (SP).

Pacheco garante que o time da indústria irá com ‘força máxima para os dois jogos’. “As pessoas não estão falando muito, está muito esquecido, mas o primeiro turno da Superliga é o que vai definir o balizamento da Copa Brasil, que dá vaga para o Sul-Americano. Em termos de campeonato, podemos até pensar ‘tem jogo de volta’, mas agora não mais é assim. Precisamos encarar já e fazer o máximo de pontos para conseguir se classificar bem para essa nova competição”, afirmou.

A Copa Brasil será disputada em janeiro de 2014 pelos oito melhores colocados no primeiro turno da Superliga, em sistema mata-mata. O campeão se classificará direto para o Sul-Americano de 2014.

Novas regras

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Marcos Pacheco. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Após seis partidas da primeira fase do Paulista, era de se esperar uma adaptação ao novo sistema de 21 pontos, certo? Não. Para o Pacheco, a mudança ainda não foi completamente absorvida e o foco é muito maior para não perder o tempo com as mudanças de jogo. E se pudesse, voltaria para 25 pontos. “Não quero entrar no mérito de como foi decidido ou por qual motivo, não é isso, mas se pudesse escolher, eu preferia 25 pontos. Tinha mais tempo para tentar reverter um quadro, uma situação negativa. Eu ainda não tenho o timing do jogo naturalmente. Meu foco precisa ser muito maior, não deu para acostumar”, declarou.

Sobre o golden set, recurso que poderá decidir a vaga, em caso de uma vitória para cada time no confronto de dois jogos, Pacheco também vê como novidade. “É uma situação que nunca vivi na vida. Não deve ser fácil. Decidir em um set é pesado. Não tenho ideia nenhuma do que esperar. Deve ser desgastante técnica e fisicamente, mas não temos como saber agora como cada jogador estará ou como time estará ao final de cinco sets. Numa referência grosseira, é como a disputa por pênaltis no futebol. Depois de uma partida dificílima, mais um set de 21 pontos para decidir tudo. Mas só poderemos saber na hora, se acontecer”.

Após a partida de quarta-feira, o Sesi-SP retoma os treinos na quinta à tarde visando a estreia na Superliga contra o Taubaté, no sábado, fora de casa, às 18h. O jogo de volta contra o São Caetano está marcado para quinta-feira (19/09), na Vila Leopoldina. O vencedor enfrenta o time que ganhar o confronto entre São José dos Campos e Atibaia.

Serviço

Campeonato paulista – Quartas de Final – Primeiro jogo
Jogo: São Caetano x  Sesi-SP
Data e Horário: 11 de setembro, quarta-feira, às 19h
Local: Ginásio Lauro Gomes (Av. Walter Thomé, 64 – Bairro Olímpico, São Caetano do Sul, SP)

Ainda buscando entrosamento, vôlei masculino do Sesi-SP perde em casa para Brasil Kirin

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Na estreia oficial de Lucarelli e Renan, a equipe masculina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) mostrou poder de reação, mas acabou sofrendo seu primeiro revés na temporada 2013/14. Jogando em casa, na Vila Leopoldina, o Sesi-SP foi derrotado no início da noite deste sábado (31/08) pelo Brasil Kirin, equipe que tem como base o extinto Medley Campinas. Os visitantes venceram por 21/17, 21/18, 13/21, 18/21 e 15/12) em 1h44 de tempo jogado.

Com o resultado, o Sesi-SP perdeu a chance de acesso direto às semifinais do campeonato paulista e precisará decidir a vaga com o sétimo colocado da tabela de classificação, a ser definido, possivelmente Atibaia ou São Caetano.

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Lucarelli ataca pela entrada de rede. Ponteiro marcou 16 pontos em sua estreia pelo Sesi-SP. Foto: Lucas Dantas/Fiesp


Para o técnico do Sesi-SP, Marcos Pacheco, o Brasil Kirin mereceu ganhar. “Jogou melhor que nós, teve um volume maior de jogo que o nosso”, avaliou.

De acordo com Pacheco, o Sesi-SP tem atletas excepcionais, mas ainda é preciso melhorar o conjunto para formar um time. “Eles são espetaculares um por um. Nós temos que fazer uma equipe espetacular.”

“Precisamos de tempo para entrosar o time. Tivemos oportunidade de fazer algo melhor hoje, mas passou. Não vamos ficar chorando”, resumiu o técnico do Sesi-SP.

Segundo André Heller, central do Brasil Kirin, a vitória foi boa, mas ainda não representa muito nas atuais circunstâncias. “É muito cedo, é o nosso sexto jogo oficial na temporada. Tenho muito os pés no chão, temos muito a melhorar, erramos muito”, disse o campeão olímpico.

Afirmando estar feliz em jogar pelo Sesi-SP, Lucarelli lamentou a derrota na estreia. “O time de Campinas mudou muito pouco e o entrosamento deles está mais afinado”, disse o ponteiro, que disse ter estranhado a bola, de um fabricante diferente daquele que faz a bola com a qual vinha  jogando pela seleção brasileira. “Eu fiquei treinando  quatro meses seguidos com uma bola. Treinei só dois dias com essa. Isso pesa um pouco, mas não pode ser desculpa. O jogo dava para ter ganhado se a gente errasse um pouco menos, mas bola pra frente.”

Outro estreante, Renan elogiou o adversário. “O time deles está bem consistente, grandes jogadores”, afirmou destacando que entrou na inversão do 5-1 com Bernardo Roese pelo maior entrosamento com o levantador reserva.

Na análise de Sandro, levantador do Sesi-SP, o jogo foi equilibrado. “Eles jogaram muito bem, nós jogamos um pouco abaixo. Nosso saque não entrou muito, mas dá para ter um parâmetro do que vamos enfrentar na Superliga”, disse Sandro, para quem o Sesi-SP precisa agora treinar pensando na equipe que enfrentará nas quartas de final – possivelmente Atibaia ou São Caetano.  “Nossa equipe tem muita coisa para melhorar. É só o início de trabalho.”

Evandro foi o maior pontuador da partida, com 22 pontos, seguido por Lucarelli (16 pontos), Lucão (11 pontos), Sidão (10 pontos), Renan (cinco) e Manius (quatro).

Pela equipe de Campinas, Rivaldo liderou a pontuação, com 20 pontos, seguido por Diogo (15 pontos), Bravo e Gustavão (ambos com oito pontos), André Heller (seis) e Rodriguinho (um).


Escalações

O Sesi-SP jogou com Sandro, Evandro, Sidão, Manius, Lucão e Lucarelli. Serginho foi o líbero. Entraram Renan, Alisson, Roese, Lucianinho e Tarcisio. Técnico: Marcos Pacheco. Assistente técnico: Marcel Matz.

O Brasil Kirin entrou com Bravo, Diogo, Gustavão, Rodriguinho, Rivaldo e André Heller. Alan jogou de líbero. Jogaram Bergamo, Paulo Renan e Juninho. Técnico: Alexandre Rivetti. Assistente: Fabiano Ribeiro.

O jogo

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Lucão disputa bola. Sandro e Lucarelli observam. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

O primeiro set começou muito equilibrado, com ligeira vantagem para o Brasil Kirin, que chegou ao primeiro tempo obrigatório na frente: 07/06. Os visitantes abriram dois pontos (13/11) e Marcos Pacheco pediu tempo. Evandro, em belo ataque pela saída de rede, diminuiu, mas o time de Campinas seguiu comandando o placar, chegando ao segundo tempo obrigatório com 15/13. Rodriguinho, variando muito as jogadas, acionou Rivaldo para marcar 17/14. Os visitantes não desperdiçaram ataques e chegaram a 19/16, forçando novo pedido de tempo de Marcos Pacheco, que tentou a inversão do 5-1, tirando Evandro e Sandro, e colocando Renan e Bernardo Roese. Na volta, Sidão, bem marcado, sofreu o bloqueio e os visitantes chegaram ao set point: 20/16. Os visitantes fecharam o parcial por 21/17.

O segundo set começou equilibrado, com as equipes aproveitando as jogadas pelo meio –Lucão pelo Sesi-SP e André Heller pela equipe de Campinas, que chegou na frente no primeiro tempo obrigatório: 07/05. O Sesi-SP voltou bem e marcou dois pontos seguidos. Depois de um belo rali, Evandro virou a bola e colocou o Sesi-SP na frente. Os adversários aproveitaram contra-ataque para retomar a dianteira e fazer 13/11. O Brasil Kirin chegou à segunda parada obrigatória com 15/12. O Sesi-SP voltou bem e empatou com Lucarelli, pela ponta. Na sequência, o Brasil Kirin abriu dois pontos (18/16) e Marcos Pacheco pediu tempo. Na volta, o Sesi-SP acertou o passe e Sidão fez pelo meio: 17/18. Mas, com erros de saque e de ataque do Sesi-SP, o time de Campinas fechou o parcial em 21/18.

No terceiro set, Sesi-SP voltou bem melhor, explorando o saque forçado de Lucão e, com o bloqueio bem postado, chegou ao primeiro tempo obrigatório com 07/01. A vantagem foi reduzida em um bom momento do central do Brasil Kirin, Gustavão. Depois de marcar pelo meio, o gigante foi para o serviço e os visitantes marcaram quatro pontos seguidos, forçando pedido de tempo de Marcos Pacheco. Manius, bem no bloqueio, fez 09/05. No saque, Sidão soltou o braço e fez 11/07. O Sesi-SP chegou à segunda parada obrigatória com um ataque forte de Lucarelli pela ponta: 15/09. Renan entrou bem – no bloqueio, o atleta de 2,17m fez 18/11. Manius fechou o terceiro set, explorando o bloqueio, depois de um pequeno rali: 21/13.

No quarto set, o Sesi-SP continuou bem, aproveitando os contra-ataques e com o bloqueio bem posicionado. Lucarelli fez o ponto da primeira parada obrigatória (07/03). O estreante seguiu bem no jogo começou a pontuar, marcando o ponto da segunda parada, depois de subir da linha atrás dos para atacar pelo meio de rede. O Brasil Kirin se recuperou com Rivaldo no saque e encostou: 15/14. Marcos Pacheco pediu tempo, mas Rivaldo continuou acertando o braço e empatou. Na sequência, Sandro recebeu a bola na mão e deixou Evandro em situação privilegiada para marcar o 16/15. No rali mais emocionante do jogo, novamente Evandro aproveitou e fez 17/15. O oposto do Sesi-SP, maior pontuador do jogo, fez mais um no bloqueio (19/17) e depois conseguiu o set point (20/18). O Sesi-SP  fechou o set em erro do adversário: 21/18.

No tie-break, o Brasil Kirin conseguiu abrir três pontos (06/03). Marcos Pacheco pediu tempo e Sidão, em jogada rápida, diminuiu: 04/06. Rivaldo explorou o bloqueio e faz 08/05.  Em lance polêmico, o árbitro deu invasão e os visitantes abriram quatro pontos (09/05). O time de Campinas ampliou a diferença: 11/06. Lucarelli diminuiu para 09/13. Em saque que resvalou na rede, caindo na quadra adversária, o Sesi-SP diminuiu e deu esperanças para a torcida: 10/13. A diferença caiu para dois pontos: 11/13, mas, com Rivaldo, o Brasil Kirin chegou ao match point: 11/14. Evandro diminuiu para 12/14, mas os visitantes não desperdiçaram a chance e fecharam por 15/12: 3 sets a 2.

Retrospecto

Este foi o sexto jogo do Sesi-SP na competição. Nas partidas anteriores, o Sesi-SP venceu, pela ordem, São Caetano (3 sets a 0), São José dos Campos (3 sets a 2), Climed/Atibaia (3 sets a 0), Funvic/Taubaté (3 sets a 2) e São Bernardo (3 sets a 0).

Público

O jogo teve na plateia alunos da escola municipal Pedro Nava, no bairro Rio Pequeno, em São Paulo, e jovens que integram o programa “Atleta do Futuro” no bairro de Guarapuã, no município de Dois Córregos, que tem uma parceria com o Sesi-SP de Jaú. Após a partida, atletas e comissão técnica do Sesi-SP posaram para uma foto com os jovens.

Na estreia de Lucão, Sesi-SP vence São Bernardo: 3 sets a 0

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Em partida válida pelo campeonato paulista, o time masculino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu o São Bernardo por 3 sets a 0 (21/18, 21/18 e 24/22). O jogo aconteceu na tarde deste sábado (24/08), no ginásio da Vila Leopoldina.

O compromisso marcou a estreia do ponta Manius Abbadi e do central Lucas Saatkamp, o Lucão, campeão mundial, medalhista olímpico em Londres e campeão da Superliga 2012/13 pelo RJX.

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Lucão fez nove pontos em seu primeiro jogo pelo Sesi-SP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Após a partida, Lucão avaliou sua atuação. “Foi um jogo bom. Mesmo no primeiro jogo, deu para acertar a primeira bola do [levantador] Sandro”, disso o central, que marcou nove pontos.

Ao avaliar sua estreia, o reforço do Sesi-SP disse que ainda tem muito a evoluir. “Fui bem no ataque. No saque e no bloqueio, um pouco irregular. Dá para melhorar bastante. Treinei muito pouco depois de uma semana parada”, comentou, referindo-se ao período de férias depois de atuar pela seleção brasileira na conquista do sul-americano e do vice da Liga Mundial.

Lucão aproveitou para elogiar o novo clube. “O Sesi-SP tem uma estrutura espetacular. Montaram aqui algo de primeiro mundo. Tem pessoas que gostam de voleibol. É sempre muito bom jogar aqui.”

Satisfeito com mais uma vitória, que credencia o Sesi-SP a buscar o primeiro lugar na tabela de classificação, o treinador Marcos Pacheco analisou a atuação da equipe. “O que a gente pode melhorar: o entrosamento no bloqueio. Com o saque que a gente tem, pode evoluir muito mais no bloqueio. Isso é treinamento. Tem que dar tempo ao tempo”, ressaltou Pacheco.

De acordo com Sidão, maior pontuador do Sesi-SP na partida, com 14 acertos, a presença de Lucão desafoga o ataque. “Eu acho que, com o passe chegando na mão, eu e ele vamos dar bastante trabalho [para os adversários].”

Para o camisa 9 do Sesi-SP, mesmo nos momentos em que os visitantes estiveram na frente do placar, a equipe manteve a cabeça no lugar e soube aproveitar as oportunidades.” A postura foi muito legal. A gente entrou com muita determinação”,  afirmou, revelando que ainda não s habituou ao novo placar, que encerra os sets aos 21 pontos.“Eu até tinha esquecido”, confessou,  referindo-se- ao “súbito” final do primeiro set, fechado pelo Sesi-SP em 21/18.

O Sesi-SP atuou com Sandro , Evandro, Sidão, Manius, Lucão e Alisson. Serginho foi o líbero. Entraram: Lucianinho e Tarcisio.

O São Bernardo começou com Leozão, Luis, Matheus, Ceará. Michael e Canhoto. Felipinho foi o líbero. Entraram no decorrer da partida os atletas Rodrigo, Luizinho, Joel e Felipe Grah.

A próxima partida será novamente em casa, no ginásio da Vila Leopoldina, no sábado (31/08), às 17h, diante do Campinas. A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos uma hora antes da partida, obedecendo a ordem de chegada.

O jogo


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Ponteiro passador Manius Abaddi: mais um reforço do Sesi-SP. Foto Helcio Nagamine Fiesp

A partida começou equilibrada, com as equipes alternando dianteira no placar, mas o São Bernardo conseguiu chegar ao primeiro tempo técnico em vantagem (05/07) em pontos de Leozão (ex-oposto do Sesi-SP) e num erro de ataque dos donos da casa. Na volta, Lucão fez seu primeiro ponto com a camisa do Sesi-SP. O adversário continuou mais regular, abrindo 11/08 e forçando um pedido de tempo de Marcos Pacheco. O Sesi-SP voltou melhor e, depois de um belo rali, diminuiu com Sidão, chegando ao empate no ponto seguinte (11/11). A partida prosseguiu disputada ponto a ponto até que Lucão, pelo meio, chamou a segunda parada técnica (15/14). O Sesi-SP conseguiu abrir dois pontos (17/15) – foi a vez do treinador Cezar Douglas pedir tempo. Lucão fez o 18/16, mas os visitantes reduziram para 19/18. O set point veio com Alisson. Um erro de recepção do São Bernardo depois de saque de Lucianinho deu números finais ao parcial: 21/18.

Na retomada do segundo set, o Sesi-SP manteve o ritmo e um ataque do oposto Evandro fez com que o técnico visitante pedisse novo tempo. O primeiro tempo técnivo veio depois de erro de saque dos visitantes: Sesi-SP 07/05. Na volta, Evandro continuou bem e o Sesi-SP abriu três pontos: 09/06. O São Bernardo melhorou, com a atuação do ponta Luis, e Leozão fez o ponto da virada (10/11). O Sesi-SP empatou com Sidão, depois de mais um rali. Na sequência, Lucão levou o jogo para a segunda parada técnica em ponto muito comemorado por estudantes do Sesi-SP (15/14). Em ponto de bloqueio triplo, o Sesi-SP fez 18/16 e forçou novo pedido de tempo do adversário. O ponta Luis, maior pontuador do São Bernardo, continuou bem, mas Sidão fez o set point: 20/18. O ponteiro passador Manius fechou o set com ponto pela entrada de rede: 21/18.

No terceiro set, o São Bernardo seguiu mostrando consistência, chegando a abrir dois pontos de vantagem. Sandro começou a acionar os centrais, ambos da seleção brasileira – Lucão e Sidão – e o Sesi-SP conseguiu virar (07/06). O equilíbrio continuou sendo a tônica do jogo, e os visitantes viraram novamente, abrindo 10/12, Marcos Pacheco preferiu pedir tempo. Mas os visitantes continuaram bem e chegaram à segunda parada técnica na frente: 13/15. Melhor na sequência, o Sesi-SP virou de novo o placar (16/15). O São Bernardo empatou (18/18) e Marcos Pacheco pediu tempo. Foi o suficiente para a equipe se acertar e ter vários set points seguidos. Sidão deu números finais ao jogo: 24/22 e  3 sets a 0.

O Sesi-SP pontuou com Sidão (14), Evandro (11), Lucão (nove), Alisson (sete), Manius (quatro), Sandro (um) e Lucianinho (um). Pelo São Bernardo, Luiz fez 12 pontos, seguido por Leozão (11), Matheus (10), Ceará (seis), Felipe Grah (quatro) e Michael (um).

De virada, vôlei masculino do Sesi-SP vence Funvic/Taubaté por 3 sets a 2

Agência Indusnet Fiesp

O time masculino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) continua invicto no campeonato paulista de vôlei.

Em compromisso fora de casa, no ginásio do Abaeté, na noite deste sábado (17/08), a equipe comandada pelo técnico Marcos Pacheco superou, de virada, o Funvic/Taubaté por 3 sets a 2 (18/21, 21/19, 19/21, 21/17 e 17/15) em 1h52 de jogo.

O oposto Evandro (22 pontos) e o central Sidão (21) foram os principais pontuadores do Sesi-SP. A partida foi acompanhada pelo presidente do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

É a quarta vitória do Sesi-SP em quatro jogos na competição. Nos jogos anteriores, o Sesi-SP venceu os times do São Caetano, do São José dos Campos e do Climed/Atibaia.

O próximo jogo do Sesi-SP está programado para sábado (24/08), em casa, no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, onde recebe o contra São Bernardo.

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Equipe de vôlei e comissão técnica com presidente do Sesi-SP e da Fiesp. Paulo Skaf. Foto: fanpage no Facebook do jogador Sidão

O jogo

No primeiro set, o placar foi dominado pelos donos da casa, que chegaram em vantagem de quatro pontos no primeiro e no segundo tempos obrigatórios. O Sesi-SP chegou a encostar, mas o Funvic/Taubaté conseguiu fechar em 22 minutos: 18/21. O Sesi-SP voltou melhor e liderou o marcador nas paradas obrigatórias. Chegou a sofrer virada, mas eve mais consistência no final para encerrar a contagem em 24 minutos: 21/19.

No terceiro set, os mandantes foram melhores e devolveram o placar: 19/21. Perdendo por 2 a 1, o Sesi-SP voltou mais decidido e manteve vantagem durante todo o parcial: 21/17 em 23 minutos. O tie-break foi marcado pelo equilibrio. O Sesi-SP chegou a ficar em desvantagem (11/12), mas teve tranquilidade para dar números finais ao set (17/15) e à partida: 3 sets a 2.

Sesi-SP vence São Caetano em estreia no campeonato paulista de vôlei

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

No primeiro jogo oficial sob o comando do técnico Marcos Pacheco, o time masculino do Sesi-SP venceu neste sábado (03/08), na Vila Leopoldina, a equipe do São Caetano por 3 sets a 0 (21/18, 21/15 e 21/12). O jogo, válido pela primeira rodada no campeonato paulista, teve 60 minutos de duração.

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Sesi-SP precisou de 60 minutos para superar adversário da estreia. Foto: Juan Saavedra/Fiesp


No primeiro set, o Sesi-SP abriu 07/04, mas foi para o segundo tempo técnico em desvantagem (13/14), fechando o parcial em 22 minutos com 21/18. No segundo set, o Sesi-SP foi para o primeiro intervalo obrigatório atrás do placar (06/07), mas virou e manteve a dianteira (14/11), concluindo em 20 minutos com 21/15. O terceiro foi o mais tranquilo – o Sesi-SP fechou em apenas 18 minutos por 21/12. O oposto Evandro foi o maior pontuador do jogo, com 13 pontos, 10 de ataque e três de bloqueio.

Além de Evandro, o Sesi-SP atuou com o levantador Sandro, os ponteiros Ary e Mão e os centrais Rogério e Tarcisio. Serginho foi o líbero. Entraram Bernardo Roese, Lucianinho, Wagner e Alisson.

Na avaliação de Marcos Pacheco, o time como um todo funcionou bem, apesar dos erros de saque.

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Marcos Pacheco fez sua estreia oficial pelo Sesi-SP. Foto: Juan Saavedra/Fiesp

“Um fundamento importante para nós é o saque. E os jogadores que têm saque forte não foram felizes hoje – principalmente Evandro e Rogério, que erraram bastante”, disse Pacheco. “Mas o time funcionou bem como uma engrenagem.”

Ainda sem poder contar com alguns dos principais reforços contratados para a temporada, como o ponta Lucarelli e o central Lucão, ambos a serviço da seleção, o técnico Marcos Pacheco elogiou a atuação de Alisson, Wagner, Bernardo e Tarciso – todos atletas da base do Sesi-SP escalados na estreia oficial na temporada.

“Gostei muito dos garotos que entraram. São jovens, mas sabem que vão ter suas oportunidades e que, principalmente, vão ter suas responsabilidades de executar e fazer bem feito”, afirmou o técnico, que assumiu o Sesi-SP credenciado por sete títulos na Superliga, três como treinador e quatro como auxiliar.

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Sandro, levantador do Sesi-SP. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Para o levantador Sandro, o desempenho do time foi fraco no primeiro set, mas evoluiu durante a partida.  “Começou um pouco abaixo. No segundo set foi bom e no terceiro set foi ótimo.”

No próximo compromisso, marcado para sábado (10/08), o time masculino do Sesi-SP viaja até São José dos Campos, onde enfrenta a equipe local no ginásio Cidade Jardim.

“São José dos Campos é um adversário perigoso, principalmente quando joga em casa. Eles tentam de tudo. Então, vamos atentos para lá”, disse Sandro. “É um ginásio um pouco diferente dos padrões. Então, a gente vai preparar bem essa semana para não ter surpresas”, completou o capitão do Sesi-SP.

Novas regras

O campeonato paulista vai ser utilizado como evento teste para as novas regras referentes aos sets, aplicadas pela Federação Internacional de Volleyball (FIVB).

Com o objetivo deixar as partidas mais atraentes comercialmente, em função das transmissões de TV, a quantidade de pontos por set diminuiu de 25 para 21.

“A tônica do jogo muda, a dinâmica muda. O jogo se torna muito rápido e fica difícil tirar vantagem do adversário porque tem pouco tempo”, comentou Marcos Pacheco.

Os jogadores ainda terão um limite de 15 segundos para sacar. Outra mudança é o golden set para a decisão dos playoffs. Em caso de uma vitória para cada time, na segunda partida, será disputado um set a mais, para desempatar.

“Como em toda mudança, e essa é uma mudança radical, precisamos de um tempo de adaptação”, completou Pacheco.

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Sets foram reduzidos - de 25 para 21 pontos. Foto: Juan Saavedra/Fiesp

Equipe masculina de vôlei do Sesi-SP estreia no campeonato paulista com time mesclado e muitas novidades

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Um novo ciclo se iniciará neste sábado (03/08), quando o primeiro saque for dado no jogo Sesi-SP x São Caetano, às 17h, na Vila Leopoldina, na estreia do atual campeão paulista de vôlei masculino. Marcos Pacheco, sete vezes campeão da Superliga, terá seu primeiro jogo oficial pela frente e a responsabilidade de liderar um elenco tão diversificado não lhe assusta. Pelo contrário.

“Quando me apresentei, eu disse que montaria um time com a minha cara e estou bastante feliz com essa equipe. É um grupo que me dá muitas opções de jogo e mescla uma juventude cheia de garra e vontade de vencer, com a experiência de craques como Serginho, Sidão e Sandro, que conhecem o SESI-SP há muito tempo e sabem guiar o time”.

Além da prata da casa e dos “veteranos”, Pacheco também contará com os reforços no decorrer da competição, deixando o time ainda mais forte em busca do quarto título estadual. Evandro e Rogério estão confirmados para a partida sábado. Renan ainda dependerá de conversa com o técnico, enquanto Lucão, Maurício e Lucarelli estão a serviço da Seleção Brasileira, mas se juntarão ao elenco para a disputa tão logo sejam dispensados.

“Para essas primeiras rodadas, ainda não poderemos contar com todos os reforços, mas teremos um time forte e competitivo. Eu conto com todos eles, e também os jovens que estão nas seleções de base, para as fases finais da competição. Por enquanto, também vou aproveitar para observar opções no time visando a Superliga, onde sempre temos que mudar alguma coisa por conta de contusões e outros imprevistos”, completou o treinador.

O Campeonato Paulista será disputado por sete equipes em um único grupo, jogando em turno único. A equipe com melhor campanha garantirá presença direto na semifinal. As outras seis disputarão as quartas de final, passando as três melhores para a semifinal. Os vencedores das semifinais decidirão o título de 2013.

As novas regras referentes aos sets também serão aplicadas. Cada set será disputado até 21 pontos – o quinto set continua até 15 pontos. O Paulista será utilizado com evento teste para a Federação Internacional de Volleyball (FIVB). Mais uma novidade será a inclusão do Golden Set nos playoffs. Em caso de empate em vitórias em partida, uma para cada lado, será jogado o Golden Set após a segunda partida, com limite de 21 pontos, para a classificação.

Serviço
Campeonato Paulista de Vôlei Masculino – 1ª rodada
Sesi-SP x São Caetano
Data e horário: Sábado, 03 de julho de 2013 – 17h
Local: Sesi Vila Leopoldina – Rua Carlos Weber, 835

Na primeira partida da temporada, vôlei masculino do Sesi-SP derrota São José dos Campos

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A equipe de vôlei masculino do Sesi-SP estreou na temporada 2013/14 venceu o São José dos Campos por 3 sets a 0 (21/13, 21/13 e 21/15), em amistoso realizado nesta sexta-feira (26/07) no Ginásio da Vila Leopoldina.

O técnico Marcos Pacheco, que também fez sua estreia no comando do Sesi-SP, não pode contar com alguns jogadores, como Lucão e Lucarelli, que estavam com a seleção vice-campeã da Liga Mundial. Mesmo assim, o time dominou toda a partida, sem permitir a reação do São José dos Campos.

O jogo da equipe masculina do Sesi-SP contra o São José dos Campos: estreia com vitória. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O jogo da equipe masculina do Sesi-SP contra o São José dos Campos: vitória. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


O time ainda disputou mais um set, com os jogadores juvenis, que perderam do São José dos Campos por 18/21.

A partida já foi disputada no novo sistema de pontuação, com sets terminando aos 21 pontos.

>> Voleibol tem novas regras nas competições oficiais

O central Rogério destacou a importância do entrosamento dos jogadores. “Nossa equipe vem treinando bem e está preparada para disputar o Paulista. Mesmo estando com nosso time desfalcado, o amistoso foi muito bom. A partir desses amistosos, para acertar as bolas, para se entender. A expectativa é a melhor possível. Estou muito contente de estar aqui, trabalhando nessa equipe muito forte, conquistar títulos.

O técnico falou sobre a mudança nas regras. “Além do primeiro jogo, a gente estava com a expectativa da nova regra. Os timings para os 25 pontos, eu tinha todos, agora tenho que descobrir os timings dos 21 pontos”, disse Pacheco, que elogiou a entrada dos jogadores juvenis Tarcisio  e Wallace, que entraram no lugar de Sidão e Mão, lesionados.

“Gostei muito do time, que está aprendendo a jogar em cima de um conceito em que eu acredito e foi obediente. Vamos entrar sempre para ganhar, mas, nesse momento, placar é um objetivo menor. O importante é o que o time faz dentro de quadra.”

A expectativa do técnico é chegar longe nas próximas competições. “O Sesi-SP tem uma história vitoriosa e, a cada ano, tem a oportunidade de escrever mais uma página. Com a predisposição que o nosso grupo está, temos tudo para escrever uma página muito importante na história do Sesi-SP.”

Com mudanças de agenda, equipe masculina de vôlei do Sesi-SP estreia na temporada contra São José dos Campos

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Depois de muito treino, hora de ir para a quadra e matar as saudades da torcida e da disputa. O time masculino do Sesi-SP fará nesta sexta-feira (26/07) seu primeiro jogo na temporada, contra o São José dos Campos, no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, às 19h, com entrada aberta ao público.

A agenda, originalmente, previa um amistoso contra o São Bernardo, na casa do adversário, mas a partida foi cancelada e a programação foi alterada, no mesmo horário, mas diante do São José dos Campos, na Vila Leopoldina.

O amistoso servirá para o técnico Marcos Pacheco fazer algumas observações em seu primeiro compromisso oficial pelo time da indústria. Mas o próprio treinador avisa que “o resultado é o que menos vale”.

“O objetivo da partida é, além e botar o pessoal para jogar um pouco e não só treinar, observar como eles se comportam e ver um pouco da estrutura que quero colocar em quadra. Quero observar, mais do que qualquer outra coisa. O resultado final não terá muita importância agora”, declarou Pacheco, que também adiantou que utilizará um time mesclado, devido às diversas ausências na equipe.

“Vamos usar jogadores mais jovens para suprir algumas vagas onde teremos ausências. Tem jogador na seleção brasileira juvenil, tem gente voltando da Liga Mundial, então não conto com os atletas que estavam na Seleção agora. Mesmo assim, o jogo é muito importante, pois será o primeiro compromisso da provável equipe que disputará o Campeonato Paulista e precisamos ir para a quadra fora do treino. O pessoal está com saudades do jogo”, disse o treinador.

A partida terá a estreia do oposto Evandro e do central Rogério, que se juntam aos veteranos de Sesi-SP, Sandro e Serginho, além de jogadores conhecidos da torcida, com Ary, Wagner e Mão. A presença do oposto Renan, que também poderá fazer seu primeiro jogo pelo time, dependerá de conversa com Pacheco, tal como Sidão que ainda está voltando às atividades após a cirurgia.

O jogo será disputado dentro das novas regras do vôlei, com cada set indo até 21 pontos e com tempo técnico aos 7 e 14 pontos.

Serviço

Sesi-SP x São José dos Campos 
Data e horário: 26/07/2013, às 19h
Local: Ginásio da Vila Leopoldina (Rua Carlos Weber, 835 – São Paulo)
Entrada Franca