Participante do Núcleo Sesi-British Council vence 4º Prêmio Luso-brasileiro de Dramaturgia

Fabricia Morais, Agência Indusnet Fiesp

No último dia 9, o escritor Marco Catalão, que participou da 1ª turma do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council, em 2008, venceu a quarta edição do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva, com a montagem Agro Negócio.

Concedido pela Funarte em parceria com o Instituto Camões, Ministério da Cultura e o Teatro Nacional D. Maria II, de Portugal, o prêmio tem por objetivo incentivar novos escritores de língua portuguesa e reforçar as atividades entre o Brasil e Portugal.

Agro Negócio aborda uma investigação policial sobre a morte de um influente industrial, dono de uma usina de cana-de-açúcar. Um detetive é contratado para investigar o caso. De forma inusitada, a cabeça do industrial continua a falar mesmo depois de ter sido arrancada do corpo e talvez isso ajude a elucidar o mistério. No decorrer da trama outros mistérios surgirão e o crime talvez seja apenas um detalhe.

Para esta edição concorreram 255 trabalhos inéditos de todos os gêneros, criados por dramaturgos brasileiros e portugueses. Deste total, 226 textos foram elaborados por escritores do Brasil.

A comissão julgadora, composta por três especialistas de cada país, analisou sete textos finalistas: três portugueses e quatro brasileiros. O júri brasileiro foi formado por Antonio Gilberto, diretor e produtor teatral; Irene Brietzke, professora, diretora e atriz; e Roberto Alvim, dramaturgo, diretor e professor de artes cênicas.

Em 2009, a peça O Vizinho, de Fernanda Jaber, também da 1ª turma do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council, foi uma das finalistas do Prêmio.

O autor

Nascido em São Paulo, Marco Catalão, 36 anos, é dramaturgo e poeta. Em 2008, participou da primeira turma do Núcleo de Dramaturgia do Sesi/British Council.

No mesmo ano foi contemplado com uma bolsa para autores com obra em fase de conclusão, da Biblioteca Nacional, com o livro O Cânone Acidental. Recebeu o primeiro lugar no II Concurso Nacional de Poesia Violeta Branca Menescal, organizado pela Prefeitura de Manaus, com

Palimpsestos 
e no 18º Concurso Nacional de Contos Luiz Vilela, com o conto Kenji.

Em 2009, com No cravo e na Ferradura, venceu o III Concurso Literatura Para Todos, promovido pelo Ministério da Educação, na categoria Textos da Tradição Oral. Neste ano, com o livro inédito Sob a Face Neutra, foi contemplado pela Bolsa Funarte de Criação Literária.