Dilma assina decreto que permite funcionamento da Embrapii

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, anunciou, na manhã desta terça-feira (03/09) que a presidente Dilma Rousseff assinou nesta segunda (02/09) um decreto que estabelece a Associação Brasil de Pesquisa e Inovação Industrial (Emrapii) como uma organização social. A informação foi dita na abertura do 5º Congresso Nacional de Inovação da Indústria, no Centro de Convenções WTC Sheraton, na capital paulista. O evento é organizado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“A partir de agora podemos prosseguir como contrato de gestão que está sendo preparado para colocarmos a Embrapii em funcionamento”, afirmou Raupp.

No mês passado, o Conselho de Administração da Embrapii confirmou a eleição do engenheiro João Fernando Gomes de Oliveira como diretor-presidente da entidade.

Raupp em sua apresentação no congresso, ao lado do ministro Fernando Pimentel: mais competitividade. Foto: Divulgação

Raupp (à esquerda), ao lado do ministro Fernando Pimentel: mais competitividade no país. Foto: Divulgação

 

Para a CNI, a criação da Embrapii deve fortalecer um novo ciclo de políticas de investimentos públicos em uma fase pré-competitiva do processo de inovação, uma medida decisiva para o desenvolvimento tecnológico da indústria.

Com a assinatura do decreto pela presidente Dilma, a Embrapii poderá receber recursos públicos e, ao mesmo tempo, ter agilidade administrativa para aplicação do dinheiro, explicou Raupp.“Um aspecto da Embrapii que merece consideração é a questão da burocracia zero”, afirmou o ministro.

O Congresso

Centenas de empresários e autoridades se reuniram nesta terça-feira (03/09), no 5º Congresso Nacional de Inovação da Indústria, para discutir caminhos para criar melhores políticas públicas e parcerias para estimular a inovação no país.

Em seu discurso de abertura no evento, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirmou, no entanto, que “a importância desse congresso não é só discutir as condições para tonar a indústria mais inovadora, mas também levar exemplos às empresas do que a inovação é capaz de fazer pela indústria”.

“Essas parcerias entre os grandes empresários e o governo brasileiro tem dado frutos significativos”, concluiu.

Embrapii, segundo Marco Antônio Raupp, tem papel de catalisar crescimento de empresas brasileiras

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Para Marco Antonio Raupp, Embrapii é um catalizador (foto: Julia Moraes)

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, detalhou nesta sexta-feira (19/04), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os objetivos e metas da  Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organismo criado recentemente pelo governo federal.

Raupp participou de uma reunião com o Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp, onde  explicou que a Embrapi visa dar apoio a projetos entre empresas nacionais e instituições de pesquisa, incentivando a inovação e a competitividade da indústria nacional.

“A Embrapii serve como catalizador para promover crescimento, aproximando empresas e institutos de pesquisa, gerando recursos humanos. As empresas utilizarão a infraestrutura laboratorial disponível. O grande objetivo é transformar o Brasil em uma sociedade inovadora. Ciência, tecnológica e inovação são eixos para a construção de uma sociedade sustentável”, disse Raupp.

É o início de um projeto que, segundo ele, pretende atuar principalmente no campo da pesquisa e desenvolvimento.

“Queremos aproveitar toda a infraestrutura que já existe para promover crescimento nas empresas brasileiras. A criação da empresa pressupõe uma governança de 50% do governo e 50% do setor privado. Queremos trabalhar com apoio da Fiesp e ao lado da sociedade civil”, disse. “A Embrapi terá recursos para investir em projetos. Temos um bilhão de reais disponíveis para um período de dois anos. Um terço do projeto será bancado pela iniciativa”, acrescentou.

Durante o encontro, o ministro apontou a falta de profissionais qualificados como um entrave para a inovação brasileira. “Precisamos de engenheiros, de cientistas, de gente. E para isso precisamos de investimentos em instituições de ensino e pesquisa, o que o governo já está fazendo”, afirmou. “O esforço de criarmos uma base científica e técnica é recente. Por anos, a educação técnica foi deixada de lado. A ciência brasileira viveu dentro de quatro paredes, sem contato com empresas. Tivemos muitas deficiências”, afirmou Raupp.

“Estou muito otimista em relação à forma como o tema está sendo tratado hoje no Brasil. O governo está, de fato, empenhado no tema. A Fiesp acredita que a inovação é a principal estratégia de competitividade para as empresas e o país”, afirmou Rodrigo Costa da Rocha Loures, presidente do Conic/ Fiesp, que coordenou o encontro.

Na reunião, a professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EASP-FGV), Silvana Santos Pereira, fez uma breve apresentação em que apontou os principais desafios do Brasil na área de inovação.

Para a professora da FGV, o Brasil tem todas as condições de criar uma sociedade inovadora. Para isso, precisa adotar uma visão integradora e de colaboração entre os setores. “O problema da inovação e da competitividade exige de todas as organizações uma visão de integração. Precisamos deixar a fragmentação para trás. Precisamos aprender a trabalhar de forma colaborativa, como um conjunto. Além da desburocratização, precisa haver uma cooperação permanente entre governo, academia e empresas”, encerrou Pereira.

‘Não aceitarei burocracia’, diz ministro sobre implementação do plano Inova Empresa

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Marco Antonio Raupp: 'Queremos dar agilidade'. Foto: Fiesp

Depois de apresentar a empresários a proposta de criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), em encontro nesta sexta-feira (19/04) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, afirmou em entrevista coletiva que não vai aceitar burocracia e que os benefícios do plano Inova Empresa, lançado pelo governo em março, devem ser sentidos pelo empresariado em 2014.

A criação da Embrapii faz parte do plano Inova Empresa, que prevê investimentos de R$32,9 bilhões para tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global. Os recursos devem ser aplicados entre 2013 e 2014 e beneficiar empresas de todos os portes dos setores industrial, agrícola e de serviços.

“Nosso papel é criar essas condições. Na parte que se refere a políticas, nós vamos estimular fortemente”, afirmou Raupp. “O governo estimula os empresários, mas as ações são deles. A inovação não ocorre só em universidades, muitos menos no governo – é nas empresas”, completou.

Ele participou da reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Fiesp e falou em rapidez na implementação do Inova Empresa e desburocratização.

“Queremos ter agilidade para colocar as condições a disposição”, disse Raupp. “Eu não sou burocrático e não aceitarei burocracia”.

Foto: Paulo Skaf recebe ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp

Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta sexta-feira (19/04), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, recebeu o ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

Paulo Skaf recebe ministro Antonio Raupp. Foto: Junior Ruiz/FIESP

 

O ministro participou, nesta manhã, da reunião do Conselho Superior de Inovação e Tecnologia (Conic) da Fiesp, com o objetivo de anunciar a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Agenda: ministro Raupp anuncia nesta sexta-feira (19/04), na Fiesp, a criação da Embrapii

Agência Indusnet Fiesp 

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, anuncia nesta sexta-feira (19/04), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), além de adiantar detalhes do Plano Nova Empresa.

As informações serão feitas durante a reunião com o Conselho Superior de Inovação de Tecnologia (Conic) da Fiesp, que tem como objetivo agir para garantir política pública eficiente e o melhor funcionamento de agências do governo voltadas para a inovação, desenvolvimento e pesquisa.

Serviço
Criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii),
Data: A partir das 10h
Local: edifício-sede da Fiesp (Avenida Paulista, 1313)

Governo anuncia novo regime automotivo brasileiro

Agência Indusnet Fiesp

Ministros Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (MDIC) e Marco Antônio Raupp (MCTI) anunciam o novo regime automotivo brasileiro, o Inovar Auto. Foto: Jefferson Rudy

Em edição extra do Diário Oficial da União, o governo federal publicou na quarta-feira (03/10) o Decreto nº 7.819/2012, que regulamenta o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores.

O programa, chamado de Inovar-Auto, é o novo regime automotivo brasileiro. As medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (04/10) pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, da Fazenda, Guido Mantega, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp.

De acordo com o governo, o principal objetivo do programa é criar condições de competitividade e incentivar as empresas a fabricar carros mais econômicos e mais seguros, investir na cadeia de fornecedores e em engenharia, tecnologia industrial básica, pesquisa e desenvolvimento e capacitação de fornecedores.

Ainda segundo o governo, são beneficiárias do novo regime as empresas que produzem veículos no país, as que não produzem, mas comercializam, e as empresas que apresentem projeto de investimento no setor automotivo.

Ministro Fernando Pimentel (MDIC) explica o novo regime. Foto: Jefferson Rudy

Regras

Para estarem habilitadas ao novo regime, as empresas terão de se comprometer com uma série de metas – entre elas, a de eficiência energética conforme níveis estabelecidos pelo programa. Uma vez credenciadas, poderão fazer jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de até 30 pontos percentuais.

O Inovar-Auto estabelece ainda regras para a cadeia de autopeças. O cálculo do crédito presumido se dará pela multiplicação do valor gasto nas aquisições de insumos por um fator criado para medir a contribuição da empresa para os objetivos do regime automotivo.

O programa prevê ainda a concessão de créditos presumidos adicionais de IPI para incentivar as empresas a extrapolarem as metas estabelecidas para habilitação ao Inovar-Auto.

Também são fixadas regras específicas para os novos investimentos, estabelecendo condições para empresas que ainda não têm fábricas no Brasil, mas pretendem investir no País, ou a novas fábricas e novos projetos.

Veja mais informações sobre as medidas no site do MDIC.

O site do ministério disponibiliza ainda um vídeo com a coletiva e uma apresentação com as regras do Inovar-Auto