Empresas que não se atualizam na era digital correm risco de desaparecer, alerta docente da ESPM

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Com o crescimento da internet, as empresas brasileiras precisam investir os seus esforços na criação de estratégias de comunicação digital para atrair novos clientes. Pelo menos está é a opinião do professor e coordenador do curso de Comunicação e Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Pimenta.

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Marcelo Pimenta, da ESPM

“Há uns anos atrás o investimento em marketing digital não era uma preocupação das empresas. Hoje, as empresas precisam pensar em como colocar as suas marcas na internet”, disse Pimenta, emendando com um alerta: “A empresa que não aderir a esta nova onda [digital] corre o risco de desaparecer”.

Durante a sua apresentação, Pimenta alertou os pequenos empreendedores sobre os benefícios de inserir a sua marca na rede virtual. Segundo o especialista, a estratégia permite uma interação maior entre a empresa e o cliente, que estimulam a troca de informações valiosas para o crescimento do negócio.

O docente da ESPM foi um dos convidados do painel “Micro e Pequena Empresa no Comércio Eletrônico e nas Mídias Sociais”, agenda da tarde desta quarta-feira (10/10) no VII Congresso da Micro e Pequena Indústria Fiesp, realizado no Hotel Renaissance, em São Paulo.

O painel foi moderado pelo diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), Augusto Boccia, e contou com a participação do gerente de negócios da Google Brasil, Paulo Cabral; do diretor executivo sênior de Produtos da Visa do Brasil, Percival Jatobá; do diretor de Pequenas e Médias Empresas no Facebook, Partick Hruby; e do diretor da Digipronto, Cristiano Miano.

Google e Facebook: marketing digital

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Paulo Cabral, da Google Brasil

O gerente de negócios da Google Brasil, Paulo Cabral, apresentou aos participantes ferramentas de baixo custo disponíveis na internet: o SEO (Search Engine Optimization) e o SEM (Search Engine Marketing), que possibilitam uma visualização privilegiada ne sites no sistema de busca do Google.

“Quanto mais pessoas estiverem conectadas, a gente vai ter um comércio eletrônico muito mais ativo, ainda mais nas grandes cidades onde você não tem muito tempo de comprar. Cada vez mais a gente vai usar o meio eletrônico como forma de comércio”, avaliou.

O diretor de Pequenas e Médias Empresas do Facebook Brasil, Patrick Hruby, lembrou aos participantes que 60 milhões de brasileiros estão conectados ao Facebook. Segundo ele, a página de relacionamento permite que as empresas conheçam melhor os clientes e conquistem novos consumidores. “Estejam onde os seus consumidores estão. Participem deste diálogo e vocês vão ver os resultados”, afirmou.

Entre as alternativas apresentadas por Hruby está a criação de páginas, mais conhecidas como fanpages. Os empresários que desejam conhecer um pouco mais sobre a ferramenta devem acessar o Facebook Empresa.

Segurança em operações com cartões

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Patrick Hruby, do Facebook

O diretor executivo sênior de produtos da Visa Brasil, Percival Jatobá, acredita que a internet é uma forma segura e cômoda do consumidor realizar as suas compras. Para isso, Jatobá aconselha que as empresas desenvolvam páginas com sistema acessível que facilite a navegação do cliente no processo de escolha e compra de produtos.

“Segurança, conveniência e educação é um tripé fundamental para que qualquer iniciativa digital possa ter sucesso. Se um deles falhar provavelmente você demorará muito mais tempo para alcançar o seu objetivo”, avaliou.

Opinião compartilhada por Cristiano Miano, diretor da Digiponto que há anos realiza compras na internet. “Compro na internet há 14 anos, sempre com o mesmo cartão. E a única vez que clonaram meu cartão foi no caixa eletrônico. A internet é uma ferramenta segura”, afirmou.

Além disso, o diretor da Digiponto acredita que a internet pode ser uma excelente ferramenta de comunicação entre a empresa e o consumidor: “Hoje o consumidor quer ser ouvido. E com a internet as empresas têm a oportunidade de ouvir ideias dos clientes que gostam da sua marca e, quem sabe, criar novos produtos”, disse.