Em seminário na Fiesp, britânicos apresentam experiência em tecnologia de grandes eventos

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nesta quarta-feira (04/12), profissionais de Tecnologia da Informação (TI), software e comunicação que trabalharam nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, participaram do seminário “Tecnologia de Grandes Eventos”, realizado pelo UK Trade & Investment/Consulado Britânico em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Thomaz Zanotto, do Derex/Fiesp: “A Fiesp está extremamente preocupada em provocar um upgrade de tecnologia na indústria brasileira”.Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


A abertura do evento foi feita pelo diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Thomaz Zanotto, e pelo cônsul-geral britânico, John Doddrell.

“A Fiesp está extremamente preocupada em provocar um upgrade de tecnologia na indústria brasileira. A principal preocupação da instituição hoje é a competitividade da economia e da indústria. E os pilares para garantir essa competitividade são inovação e tecnologia”, afirmou Zanotto.

“Nosso objetivo é mostrar como nós usamos a tecnologia para facilitar nossos grandes eventos”, disse o cônsul britânico. “Vamos compartilhar nossa experiência com o Brasil, que está se preparando para a Copa e para as Olimpíadas e, por meio dessa parceria entre nossos países, podemos atingir níveis cada vez mais altos e melhores.”

O consultor em tecnologia, Nitin Dahad, fez uma breve apresentação dos temas abordados no seminário. “É um desafio desenvolver inovação e novas tecnologias para atender às expectativas das pessoas, em especial em grandes eventos”, declarou o consultor, que mostrou números sobre o aumento não só de aparelhos como smartphones e tablets durante os Jogos Olímpicos de 2012, como também de conteúdo on-line.

Desafios

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John Dodrell: “Nosso objetivo é mostrar como nós usamos a tecnologia para facilitar nossos grandes eventos”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para falar dos desafios do Brasil no desenvolvimento de tecnologia em grandes eventos, o palestrante foi o professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Marcelo Knörich Zuffo.“As áreas em que o Brasil precisa focar são os estádios, os aeroportos, a questão da energia, da mobilidade urbana, a segurança, o turismo e as telecomunicações. Em todos eles, o uso de tecnologia é fundamental”, explicou.

De acordo com Zuffo, o Brasil tem potencial para produzir serviços de qualidade para grandes eventos. No entanto, é preciso observar alguns pontos. “Os investimentos dos governos precisam resultar em um legado para a população em todas as áreas. Além disso, é preciso que as lições aprendidas sejam utilizadas nos próximos eventos”, disse o professor, que também destacou a necessidade de um trabalho conjunto com a universidade e outros países que já realizaram grandes eventos.

Representando a empresa BT Global Services, Alex Ingles falou sobre o as lições dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2012. Para ele, o segredo do sucesso é o planejamento. “Três pontos são importantes para garantir que um grande evento, como a Copa e os Jogos Olímpicos, deem certo: selecionar as pessoas certas, investir na tecnologia adequada e planejar, planejar e… planejar ainda mais”, afirmou Ingles.

Ao final do evento, empresas britânicas de tecnologia apresentaram seus produtos e falaram de questões técnicas observadas em Londres-2012. John Naylon, da Cambridge Broadband Networks, e Hebert Sedas, da Axel Wireless, falaram sobre infraestrutura de redes sem fio. Jon Payne, da Intercede, e Rodrigo Carvalho, da Knowledge Now, fizeram apresentações sobre o uso da tecnologia para segurança cibernética, identidade digital e gerenciamento de espectadores. Donald McGarva, da Amino Communications, tratou do tema conteúdo digital.