Ana Marcela Cunha vive a melhor fase da carreira e já vê Rio-2016 na linha de chegada

Agência Indusnet Fiesp

Ana Marcela vive o seu melhor ano. Tricampeã da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas – com duas rodadas de antecedência – a baiana de apenas 22 anos continua destruindo marcas e recordes como uma onda avassaladora por onde passa. No último domingo (07/09), a nadadora do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu os 36km da tradicional travessia de Capri-Napoli com autoridade e ainda diminuiu o tempo da prova em sete minutos, completando o percurso em 6h24min47s, quase 10 minutos antes da argentina Pilar Geijo, segunda colocada.

Com o tri da Copa do Mundo praticamente assegurado (precisa apenas cair na água na última prova, em Hong Kong), Ana já começa a pensar na próxima missão que é assegurar vaga nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Mas, como uma autêntica maratonista, a atleta prefere continuar seguindo o planejamento por etapas, para não dar um sprint errado e perder o fôlego na hora decisiva.

“Como já disse no começo do ano, vamos passo a passo. Agora quero pensar nas etapas da Copa do Mundo. Acabando as 2 etapas que faltam, aí sim o próximo passo será pensar e treinar para Kazan e buscar a vaga para as Olimpíadas. Quando se tem objetivos claros, fica mais fácil treinar e “nadar” atrás deles. Por isso acredito no passo a passo”, disse a maratonista, que quer chegar no pódio das duas últimas etapas da Copa do Mundo, completando o ciclo inteiro, feito inédito para uma campeã da modalidade.

Os dez melhores do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2015, que será disputado em Kazan, na Rússia, de julho a agosto, se classificam automaticamente para Rio-16. Hoje, Ana é “A maratonista”, mas para conseguir manter o nível até o Mundial, a baiana sabe que tem um oceano de trabalho pela frente.

“É a primeira vez que chego a esse nível. É muito bom ser a atleta a ser batida. A sensação de subir no pódio e escutar o Hino Brasileiro é muito boa, por isso procuro fazer tudo da melhor forma possível”.

Melhor fase da carreira? Sim, segundo a própria, mas ainda pode melhorar. “Acredito que estou melhor do que nunca, mais quero estar ainda melhor até Kazan 2015”.

A ótima fase de Ana é resultado de muito trabalho, foco e vontade de superar e chegar mais longe. Essas são as palavras do técnico Fernando Possenti, seu principal parceiro nessa maratona mundial. E mesmo após um resultado tão expressivo, ele diz que cobrará por mais.

“Não existe segredo. O que existe é treino, é preparo, é foco e principalmente sempre querer mais. Eu quero que ela faça essa prova de novo e não só bata o recorde. Que vá abaixo de seis horas. Se é possível, não sei, mas é o que eu quero e é para isso que nos preparamos”, afirma Fernando, que vê Ana acima das demais, mas sem poder se descuidar para não perder a vantagem.

“Hoje ela se encontra num patamar físico, técnico e de experiência que está, sim, acima das demais. Não tão acima, não é uma superioridade tão absurda a ponto que as demais não possam alcançá-la. Ela precisa ficar alerta para manter a distância, que não é tão grande, mas tá, sim, fisicamente acima, tecnicamente muito bem e com muita experiência acumulada”.

Ainda de acordo com o treinador, para esta temporada foi feita uma reformulação dos treinamentos de toda equipe de Maratonas Aquáticas do Sesi-SP. A comissão técnica entendeu que seria melhor disputar menos competições, mas as mais importantes, dando espaço para recuperação e treinamentos entre as provas. Os resultados comprovam o acerto na estratégia.

A prova, segundo relato de Fernando Possenti

“A Ana largou bem, nadando na frente com os homens. Foi assim por uns 22km. Por diversas vezes, os atletas da frente deram alguns sprints para separar e diminuir o pelotão, até restarem 10 nadadores. No caso, nove homens e ela. Inclusive, essa foi a posição final da Ana, no geral. Depois de 4h40 de prova, cerca de 25km, o grupo masculino abriu e tivemos que deixar isso acontecer, pois ela tinha que se alimentar. Já estava há 30 minutos sem se hidratar. Era a estratégia, até não perder o vácuo. Ali a gente optou que ela se alimentasse e perdesse o pelotão. Aí, nos últimos 11 quilômetros, fomos só eu, no barco, e ela, sem o pelotão.

A Ana sentiu um pouco, cansou, teve dores e se superou muitas vezes. Eu usei a lousa com mensagens dizendo o quanto faltava, passando informações verdadeiras das demais concorrentes e perguntando se queria comer. De verdade, porque em outras provas eu usei a lousa falando que as outras estavam perto, quando na verdade estavam bem longe, para estimular mais a Ana. Só que lá eu avisei o real, mesmo.

Os três últimos quilômetros, onde já se avista Napoli e a chegada, foram a pior parte da prova. Ali, entra uma correnteza contra que atrapalha e dificulta muito. Não bastassem os 36km, chega essa correnteza e você vê a Ana dando braçada atrás de braçada e praticamente sem sair do lugar. Foi mais uma superação, acho que a vigésima dela só naquele dia, mas no final foi só alegria. Seis horas e meia nadando. Chegou 10 minutos na frente da segunda colocada.”

Ana Marcela retorna ao Brasil nesta quarta-feira, retomando os treinos no CAT do Sesi-SP na Vila Leopoldina na quinta, pela manhã.

Ana Marcela é tricampeã da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas

Agência Indusnet Fiesp

Ela só precisava de um quinto lugar para garantir o tricampeonato da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas. Mas Ana Marcela Cunha, nadadora do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) entrou para vencer a prova e ganhou o ouro na etapa do Canadá, realizada neste sábado (09/08), em Lac Megantic.

Campeã da Copa do Mundo em 2010 e 2012, Ana Marcela somou 114 pontos na edição de 2014 e ficou com o título por antecipação. Apesar de ainda estarem previstas mais duas etapas (Hangzhou e Hong Kong, ambas na China, nos dias 12 e 18 de outubro, respectivamente), a segunda colocada, a brasileira Poliana Okimoto tem 56 pontos, sem possibilidade de alcançar Ana Marcela.

O ouro foi a sexta medalha da nadadora do Sesi-SP em seis etapas da Copa do Mundo. Em fevereiro, foi prata na Argentina. Depois, em Cancún, México, ficou com o bronze, no mês de abril. Daí em diante, foi só ouro: Setúbal, em Portugal, em junho; e as três em lagos canadenses, uma em julho e duas em agosto.

Na prova do Canadá Ana Marcela foi a única nadadora que conseguiu seguir o sprint da argentina Cecilia Biagioli, imposto ainda no oitavo quilômetro da prova, e as duas formaram o pelotão principal. Nos últimos 800 metros a brasileira forçou o ritmo e assumiu a dianteira da etapa até vencê-la, com 2h28m03. O pódio ainda contou com Cecilia Biagioli, medalha de prata com o tempo de 2h29m08, e Emily Brunemann (Estados Unidos), bronze com 2h32m56.

“Começamos com um ritmo mais tranquilo até a Cecilia apertar mais, mas quando abri uma distância, consegui administrar bem e vencer”, contou a atleta, em entrevista para a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). “Foi mais um passo importante para conseguir o nosso objetivo principal deste ano, o terceiro título do Circuito e nos preparar bem para o Mundial do ano que vem e chegar bem aos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.”

Ana Marcela teve mais um motivo para comemorar: a vitória no masculino do seu conterrâneo Allan do Carmo. “Ver dois baianos vencendo uma etapa de Mundial é muita alegria. Allan estava batendo na trave fazia um tempo e merecia muito esta vitória. Isso só vem comprovar o trabalho sério que fazemos e reforçar que somos os atuais campeões mundiais por mérito. Toda a equipe está de parabéns”.


Atleta do Sesi-SP recebe medalha de bronze no Sul-Americano Juvenil de Esportes Aquáticos

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Em sua estreia no Sul-Americano Juvenil de Esportes Aquáticos, realizado na cidade de Lima, no Peru, o atleta Lucas Cortini, de 15 anos, conquistou a medalha de bronze na prova Maratonas Aquáticas, circuito de 5 km. Convocado pela primeira vez para integrar a seleção juvenil de natação brasileira, ele fez bonito no circuito internacional.

Durante a prova, o mar agitado e ondas com cerca de 1,5 metro de altura representaram um grande empecilho para os competidores. A disputa acirrada pela medalha de prata, protagonizada por Lucas e seu companheiro de seleção, Diogo Villarinho, foi o ponto alto da competição. No final, venceu o argentino Juan Marcos, de 18 anos.

Segundo Nilson Garbaz, supervisor de natação do Sesi-SP, Lucas é um dos grande talentos da categoria de base da instituição. Em 2010 o atleta brasileiro sagrou-se campeão brasileiro das maratonas aquáticas e dos 1500 metros em piscina.

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