Hackathon reúne 200 participantes na Fiesp com a missão de desenvolver aplicativos

Felipe Agne, Agência Indusnet Fiesp

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Sylvio Gomide: sucesso do Hackathon tem a ver com diversidade de perfis dos participantes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Começou na manhã deste sábado (26/04) a segunda edição do Hackathon, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na competição, programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores têm o desafio de criar até a manhã deste domingo (27/04) aplicativos com soluções para três áreas – saúde, educação e segurança – que proporcionem melhoria da qualidade de vida das pessoas. Mais de 200 pessoas participam da segunda edição do Hackathon, que acontece no edifício-sede da Fiesp.

“O evento superou as expectativas. Seu sucesso não tem a ver com a quantidade de pessoas, mas com o perfil. Tem que ter programador, designer e empreendedor. Nós conseguimos reunir estes públicos e a casa está cheia”, afirmou o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide.

Após a abertura, os participantes assistiram a painéis em que especialistas apresentaram um panorama com os problemas que os grupos poderiam trabalhar para resolver em cada um dos quatro temas propostos.

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Desafio dos inscritos é criar aplicativos que proporcionem melhoria da qualidade de vida das pessoas em três áreas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O evento atraiu participantes de diversos perfis e faixas etárias. “Eu me inscrevi no Hackathon para desenvolver melhor minha capacidade de empreender, de ter um network e conhecer ferramentas que não conheço”, explicou o consultor de TI Fernando Silva, de 29 anos. “Escolhemos a educação porque é uma área onde trabalho, então conhecemos mais. Pensamos em um aplicativo que oferecerá cursos.”

Segundo o economista Ricardo Carvalho de Santos, de 63 anos, desenvolver conhecimento e contribuir para o desenvolvimento de uma solução foi o que motivou. “Escolhemos a saúde porque, dentro do que foi apresentado no painel, pensamos podemos desenvolver algo mais útil nessa área, voltado a prevenção na área da alimentação.”

Mais jovem, a supervisora de RH Kelly Marques, de 19 anos, disse que se interessou em participar do Hackathon por já estar na área de informática. “Acho que a segurança é um ponto a ser investido em nossa sociedade, porque a partir de uma sociedade segura tudo fica melhor de desenvolver. No momento estamos discutindo duas ideias de aplicativos.”

Os painéis

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Ruy Baumer: reduzir perda de tempo do paciente no setor de saúde é uma das oportunidades de melhoria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em sua breve apresentação, o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde na Fiesp, Ruy Baumer, destacou os problemas que o paciente enfrenta no sistema de saúde. “Neste setor existem várias oportunidades de melhoria, e uma delas é a evitar a perda de tempo. Não existem meios de ajudar o paciente nos deslocamentos, mas podemos antecipar a triagem”, afirmou.

Para Baumer, cada vez que um paciente chega a um hospital é atendido como se fosse a primeira vez que precisa do serviço de saúde. “Se tivesse a orientação prévia de um sistema, ajudaria a preservar o paciente, a sua saúde e a diminuir os gastos”.

Na área de segurança, o coronel Alfredo Deak Junior, diretor de Serviços do Setor Público da Microsoft no Brasil, explicou a dinâmica de distribuição do efetivo no policiamento preventivo, apresentando os critérios que determinam esta atuação. “Com base no diagnóstico, o comandante daquela área definirá o que é mais importante. Isso é a distribuição inteligente do efetivo. O desafio é como a comunidade pode participar deste processo”.

Na temática de educação, o gerente de Inovação e de Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Osvaldo Maia, demonstrou que os problemas do país nessa área tem causas estruturais. “Há uma ausência de integração entre as políticas educacional, industrial e tecnológica, e uma falta de interação do aluno no contexto sócio educacional e cultural”, afirmou.

Como resultado, segundo ele, falta aos alunos a compreensão necessária para relacionar a aplicação das disciplinas no mundo real.

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Participantes podem virar a madrugada desenvolvendo o aplicativo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Cristiano Miano, coordenador do Hackathon, destacou a força que a união entre governo e sociedade pode ter para provocar mudanças. “Este tipo de evento mostra que estamos empenhados em mudar a sociedade.”

Após os painéis, os participantes foram organizados em grupos e definiram as áreas para as quais desenvolverão os aplicativos. Durante o processo, que prossegue de forma ininterrupta durante a noite e a madrugada, eles são acompanhados por mentores.

O anúncio do resultado está programado para 12h30 deste domingo (27/04).

Festemp: aplicativo para facilitar pesquisa de mercado é grande vencedor da ‘Maratona Hackaton’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Depois de 17 horas ininterruptas de competição, iniciada às 17h da quarta-feira (25/09), a “Maratona Hackaton” divulgou na manhã desta quinta-feira (26/09) seu resultado do evento, parte da agenda do Festival de Empreendedorismo (Festemp) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP).

O vencedor foi o aplicativo “Ponto Certo”, projeto que tem a finalidade de auxiliar pesquisas de mercado, buscando os preços mais acessíveis, com o objetivo de facilitar a tomada de decisão do empreendedor. Três grupos participaram da iniciativa.

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Equipe vencedora do Hackaton. Foto: Everton Amaro/Fiesp


A equipe desenvolvedora explicou o funcionamento da ferramenta gratuita e ficou bastante satisfeita com o resultado. “Foi uma experiência muito puxada, mas bem importante. Vamos levar frutos daqui, pois todos temos ideias de start-ups e vamos conversar para levar nossos projetos adiante”, afirmou a porta-voz do grupo, Glenda Alcântara, de 28 anos.

Para ela, que não tem conhecimento em programação, a Maratona Hackaton foi uma oportunidade de agregar conteúdo. “A gente se complementou durante todo esse período e foi uma experiência inesquecível”, ressaltou ao destacar que sua grande motivação para participar do evento foi o networking. “Recomendo que as pessoas participem de eventos como esse porque aqui os profissionais se complementam. Vale muito a pena”, concluiu.

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Sylvio Gomide: manter relacionamento com participantes. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Na avaliação do diretor-titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, a adoção desse formato representa uma mudança para a Fiesp. “Queremos manter esse relacionamento de parceria com vocês, que assim como a gente, acreditam na bandeira do empreendedorismo”, afirmou.

De acordo com o diretor do CJE, Cristiano Miano, os participantes são heróis. “Fiquei muito orgulhoso da garra de cada um dos participantes. Eles foram mais longe do que imaginei”, elogiou.

O método de avaliação foi baseado em três critérios: o quanto o aplicativo ajuda o empreendedor na sua jornada, se  a ideia pode dar retorno e tem potencial para ter sucesso; e a capacidade de implementação técnica, ou seja, se a equipe é capaz de produzir o aplicativo.

Segundo Miano, com base em alguns dados pré-fornecidos, as equipes refinaram as ideias, a fim de auxiliar o empreendedor. “Essa é uma oportunidade de avaliar quem foi mais longe e quem foi mais criativo.”

Passe livre para a educação

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Clayton de Oliveira. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Além da equipe vencedora, a Maratona Hackaton premiou um participante com um passe livre vitalício para os cursos oferecidos pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap): oito graduações e 18 MBAs.  O vencedor foi, 21 anos, aluno de engenharia aeroespacial da Universidade Federal do ABC.

“Ganhar esse prêmio é muito bom, principalmente porque tecnologia é o que eu quero fazer minha vida inteira. E participar do Hackaton foi uma experiência muito válida por causa do networking. Eu cresci muito”, afirmou o premiado.