Talmo de Oliveira: ‘O time está pronto. Agora é jogar a final’

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Foco e trabalho. Essas são as palavras preferidas de Talmo de Oliveira. No comando do time feminino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) desde o início do projeto, em 2011, o técnico sempre teve a visão de que os objetivos do grupo só são atingidos através de muito suor e concentração a cada partida.

Campeão olímpico em Barcelona (em 1992) e vice-campeão da Superliga Masculina 2009/2010, pelo Montes Claros, Talmo construiu um perfil no Sesi-SP ao longo desses três anos de trabalho, que culminou com a espetacular campanha na atual temporada. Dos cinco campeonatos disputados, a equipe da Vila Leopoldina chegou às finais de todos, conquistando dois títulos. A terceira taça, a da Superliga 2013/2014, inédita tanto para as meninas do Sesi-SP como para Talmo, poderá sair neste domingo, no templo do voleibol brasileiro, o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, contra o Unilever, a partir das 10h.

Talmo: quadra é extensão da família, em ambiente que estimula a busca por bons resultados. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Talmo: muito suor e concentração rumo à reta final. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Na entrevista abaixo, o treinador fala um pouco da agitada temporada, com fases bem difíceis, mas também de muita alegria. Foram três anos para chegar à primeira decisão da principal competição nacional e logo contra uma equipe que está em sua décima decisão seguida. Mas isso não assusta em nada o medalha de ouro de Barcelona, nem sua equipe. Afinal, para Talmo, o caminho da vitória passa por duas palavras: foco e trabalho.

Fiesp: Em 2010, você fez sua primeira final de Superliga, pelo Montes Claros (com derrota para o Cimed). Desde então, o que mudou no Talmo para a final deste domingo?

Talmo: Mudei muito. Se eu continuasse sendo a mesma pessoa de quatro anos atrás, estaria errado, não é? Mudou a experiência e também a maturidade. Trabalhar com masculino e feminino é um aprendizado muito grande. Eu chego muito mais maduro para esta final.

Fiesp: O quanto é diferente o trabalho com o masculino e o feminino?

Talmo: É bem diferente. Muito mesmo. A essência do voleibol, ali dentro da quadra, não. Mas, em termos de comportamento e tratamento dos atletas, é bem diferente.

Fiesp: A equipe deste ano é nova e chegou a todas as finais do ano (Copa São Paulo, Paulista, Copa Brasil, Sul-Americano e Superliga). Se a de domingo fosse a primeira, a equipe poderia sofrer com inexperiência. Mas as finais anteriores serviram como uma espécie de vestibular para este jogo?

Talmo: Não só as finais. Durante toda a temporada nós tivemos momentos bem diferentes uns dos outros, com altos e baixos muito distintos. Foram esses momentos que fizeram o time ganhar a maturidade necessária para esta partida.

Fiesp: Como você vê a final contra uma equipe extremamente experiente em decisões de Superliga?

Talmo: A experiência delas é incontestável. São dez finais já. Mas o time de lá também tem jogadoras novas e com a função de decidir. As duas equipes chegaram à final e estão credenciadas para o título. O grande diferencial será o momento de cada uma, no jogo. Quem suportar melhor a pressão, quem tiver um comportamento melhor e quem iniciar o jogo buscando mais o equilíbrio técnico, tático e psicológico terá grandes chances de conquistar o título.

Fiesp: Você algumas vezes disse que os playoffs eram outro campeonato, com menos possibilidades de erros. Agora, a final é em um jogo só. Você prefere assim ou um playoff de três partidas?

Talmo: Temos que parar de contestar o que já foi acordado. Se foi acordado assim, se os clubes aceitaram, então é assim. Tem os riscos e as oportunidades. Pode ser ruim e pode ser bom. E temos que trabalhar o tempo inteiro com o lado positivo. Temos que tirar dessa situação o melhor possível.

Fiesp: Você já decidiu uma vez e foi derrotado. Acha que a decisão em um único jogo é cruel?

Talmo: Acredito que você pode explorar o glamour do jogo. É decisivo. A atenção estará toda nesse jogo. A imprensa, mídia, público, atletas, amantes do voleibol, estarão todos ligados. Esse é o lado positivo. E é essa a realidade. Na outra nós nem pensamos.

Fiesp: No final de 2013, o time teve um momento complicado com derrotas inesperadas e contusões. Mas o time superou tudo e conseguiu os excelentes resultados. Qual foi o aprendizado que você e a equipe tiraram daquela fase?

 Talmo: Antes é preciso lembrar que até aquele momento, de duas competições disputadas, nós tínhamos chegado às duas finais. As pessoas precisam entender que existe um processo e um resultado final. No resultado, tínhamos atingido os objetivos. No processo, existiu o amadurecimento de uma equipe nova, que foi remontada esse ano e que conquistou os seus objetivos. As derrotas fazem parte. Nossa trajetória na Superliga foi de 31 partidas, onde vencemos 21 e perdemos 10. Nos playoffs, nós tiramos uma equipe que esteve invicta o tempo todo. Então, qual a verdade aí? Quem foi o maior? Quem está saindo com a credencial de ter passado à final? O time teve um calo, uma casca que teve que ser fortalecida. Não vejo uma árvore grande e forte sem uma casca grossa também. O que para muitos poderia ser um momento desesperador, para nós foi um processo de maturação, aprendizado e evolução. Nós sabíamos onde a equipe poderia chegar.

Fiesp: Qual foi a fórmula? Teve muita conversa?

Talmo: Trabalho. Seguimos trabalhando, trabalhando e trabalhando com todo mundo concentrado. A derrota que mais chamou a atenção foi a do Maranhão. Ali a gente teve que dar mais atenção e ter mais foco. Passamos o Natal e veio o início do ano, quando treinamos com muito foco, com uma entrega total para cada detalhe. Esse foi um grande diferencial. Quando enfrentamos o Araraquara, muitos diziam que já estávamos fora dos oito. Ganhamos e passamos para sétimo. No início da temporada, lá trás, nós fizemos um planejamento para ficar entre os quatro e ter o mando de campo. Conseguimos. Com todos os atropelos, conseguimos. Com toda a turbulência. Mas em nenhum momento entramos em desespero. Nossa realidade era bem diferente. Ganhamos do Araraquara, passamos para sétimo lugar e fomos crescendo. Perdemos uma partida para Osasco, mas continuamos crescendo e tivemos uma sequência de vitórias muito grande. Na Copa Brasil, fomos para a final e conseguimos a vaga para o Sul-Americano. Toda aquela fase serviu como amadurecimento da equipe. Acho que ter chegado àquela final nos fez pensar que estávamos grande. O vice da Copa Brasil foi o grande passo para ser campeão Sul-americano. Ali vimos que ganharíamos a competição. Trabalhamos para ganhar o tempo inteiro. Ali foi o grande passo que demos.

Fiesp: No início da temporada, você disse que o Sesi-SP era ainda uma equipe em formação. Então aconteceu essa temporada 2013-2014 fantástica, com o time chegando a todas as finais. A temporada foi acima do que esperavam, ou era esse o planejamento desde o início?

Talmo: De forma nenhuma foi acima. A gente sabia que tinha uma equipe com atletas de qualidade. Termos chegado a todas as finais não foi surpresa nenhuma, vendo o trabalho que a gente faz aqui. O que nos dá uma certeza muito grande é que a cada temporada a gente vem evoluindo e amadurecendo com a equipe. Estamos sempre buscando novos potenciais e qualidades técnicas. As estratégias dos demais anos também foram muito bem traçadas. Na primeira temporada ficamos em quinto. Na segunda, em quarto. Na terceira temporada estamos na final. Isso é a evolução normal quando se tem planejamento, organização e uma instituição que preza pelo trabalho. No primeiro ano, quando montamos o time, tivemos problemas na pontuação. A equipe estava no limite, com pontuação estourando, e não conseguimos trazer muitas jogadoras. Alguns não viram credibilidade no projeto, que era novo, e não quiseram vir. E nisso nós tiramos o chapéu para a Dani Lins. Ela comprou o projeto, acreditou. Assumiu a responsabilidade e agora vemos a sua evolução depois de todo esse tempo.

Fiesp: Nesta temporada o time chegou ao topo. Como será a cobrança para manter o nível para a próxima? Você pensa isso?

Talmo: Ninguém busca mais a performance e o rendimento do que eu. Eu amo o que eu faço aqui na quadra. Ninguém trabalha mais do que nós aqui. Independentemente do time que tiver na próxima temporada, vamos trabalhar pelo melhor. Mas hoje o foco está na final da Superliga. Gastar energia com isso, com o futuro, agora, não vale.

Fiesp: Sendo um time novo, com todo o entrosamento que isso requer, em que ponto está a equipe para a decisão? Está pronto, ou você gostaria de ter tido mais tempo?

Talmo: Está pronto. Agora é colocar a cabeça na final. Mas sem a cobrança excessiva que possa travar tudo. Estamos focados, mas vamos lá para nos divertir dentro de quadra. Todo mundo está seguro do que precisa ser feito.

Fiesp: A Unilever terminou a série dela há mais tempo e descansou mais. Isso pesa ou faz alguma diferença?

Talmo: É uma comissão técnica experiente ali. Já passaram por isso de ter que esperar mais tempo ainda e sabem lidar com a situação. Nós terminamos uma semifinal difícil, puxada, desgastante, mas focada para o próximo jogo. Não faz diferença, não.

Fiesp: Como está o Talmo na semana da final? Tem alguma superstição? Perde o sono analisando o jogo?

Talmo: Não tenho nada diferente. Sou eu mesmo. A vida é maior do que aqui. Dentro de quadra eu fico 100%, mas fora, tem a família, que está sempre acompanhando, sempre junto. Fora daqui eu desligo. Quando chega perto do jogo, aí sim eu começo a treinar, estudar. Mas eu também preciso tocar minha vida.

 

Sesi-SP perde no Maracanãzinho e fica fora da Superliga em jogo marcado por susto com Sassá

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Sassá: atacante do Sesi-SP sentiu o calor no ginásio e saiu no meio do primeiro set. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em partida de 1h39 de duração, o Unilever/Rio de Janeiro venceu na manhã deste sábado (16/03), no ginásio do Maracanãzinho, a equipe do Sesi-SP por 3 sets a 0 (25/18, 25/21 e 25/23).

Com o resultado, a equipe carioca fechou a série melhor de três por 2 a 0 na semifinal da Superliga feminina 2012/13, encerrando a participação do Sesi-SP.

Mas por cerca de 45 minutos, o confronto passou para segundo plano.

Dentro e fora de quadra, apreensão total pelo estado de saúde de Sassá, atacante do Sesi-SP, que, no meio do primeiro set, sentiu falta de ar e deixou o ginásio de maca.

Enquanto o jogo continuava, a atacante recebia atendimento médico em uma sala com ar condicionado. No final, tudo não passou de um susto. Sassá sentiu o forte calor carioca – o ar condicionado central do ginásio havia sido desligado em função de obras no Maracanã – e a ponteira-passadora acabou sofrendo uma queda de pressão.

Para mostrar que estava melhor, a campeã olímpica voltou ao ginásio entre a parada do segundo e do terceiro sets. Aplaudida de pé pelo público, Sassá foi cumprimentada por atletas e comissão técnicas das duas equipes.

Sassá com a mãe Sônia no Maracanãzinho logo após o susto. Foto: Lucas Dantas

Na partida, depois de perder a concentração no primeiro set, o Sesi-SP jogou melhor na sequência mas mostrou dificuldades com o saque adversário na reta final dos sets seguintes.

Tandara fez 14 pontos, dois a menos que a oposta Sarah Pavan, maior pontuadora da partida. As centrais Fabiana Claudino e Bia marcaram dez e oito pontos, respectivamente. O Troféu Viva Vôlei, em escolha feita sempre pela comissão técnica do time vencedor, foi concedido à jogadora Amanda, que ajudou a decidir o segundo set com bons saques.

Liberada pelos médicos, Sassá acompanhou o final do terceiro set nas cadeiras do Maracanãzinho ao lado da mãe Sônia.

O jogo

Bia foi um dos destaques do Sesi-SP na partida diante do Unilever. Foto: Everton Amaro/Fiesp

No primeiro set, o Sesi-SP começou bem e abriu 03/00, mas o Unilever fez quatro seguidos e chegou à parada obrigatória em vantagem: 08/07. O Sesi-SP virou para 10/08, mas a equipe dona da casa – com Fabi defendendo muito e o bom trabalho de Natália e Sarah Pavan – chegou ao segundo tempo técnico com margem confortável: 16/11. O mal estar de Sassá interrompeu a partida por alguns minutos. Atordoado, o time do Sesi-SP voltou com muitas mudanças (Roberta, Carol Albuquerque e Jessica) e demorou a reencontrar-se no jogo. O suficiente para a equipe carioca chegar a oito pontos de vantagem (22/14). O Sesi-SP melhorou, Tandara foi descontando, mas o Unilever confirmou o set em 30 minutos: 25/18.

Torcida do Sesi-SP (área vermelha na arquibancada) compareceu ao ginásio do Maracanãzinho. Foto Everton Amaro.

No segundo set, disputado ponto a ponto, o Sesi-SP mostrou mais regularidade, com destaque para a central Bia, muito acionada por Dani Lins. O Unilever chegou à primeira parada obrigatória com 08/07 e ampliou pra dois pontos (14/12), mas o Sesi-SP virou para 16/15 com ponto de Bia, de bloqueio. O Sesi-SP continuou bem e abriu dois pontos, levando Bernardinho a pedir tempo. O técnico do Unilever escalou Amanda para sacar. Deu certo e as donas de casa empataram (20/20, forçando um pedido de tempo do técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira. A equipe carioca prosseguiu melhor, aproveitando os contra-ataques e chegou ao set point depois de fazer seis pontos seguidos. A canadense Sarah Pavan fechou o set pela saída de rede (25/21) em 28 minutos.

No terceiro set, mais tranquila após ver a companheira Sassá recuperada do susto, a equipe do Sesi-SP voltou melhor, com Dani Lins distribuindo bem as jogadas. A equipe paulista abriu 06/04 em ace de Elisângela e chegou ao primeiro tempo técnico com um ponto de Fabiana Claudino (08/06). O jogo seguiu equilibrado, com viradas sucessivas das duas equipes. Jéssica empatou (12/12) e a jovem Gabi, ponteira do Unilever, colocou seu time em vantagem (14/12). Tandara começou a se destacar, marcando três pontos seguidos, deixando o Sesi-SP no comando do placar na reta final (22/19). Mas a exemplo do segundo set, a equipe do Rio de Janeiro voltou melhor depois de um pedido de tempo e aproveitou bem os contra-ataques nos ralis. O jogo foi fechado com um bloqueio duplo do Unilever sobre a atacante Jéssica: 25/23 e 3 sets a 0.

Tandara tenta superar bloqueio do Unilever com largadinha. Atleta do Sesi-SP marcou 14 pontos. Foto Everton Amaro.

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Sesi-SP dá o troco no RJX em pleno Maracanãzinho: 3 sets a 2 pela Superliga masculina

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp, com site da CBV

Depois de perder por 3 sets a 2 para o RJX na Vila Leopoldina, em dezembro, pelo primeiro turno da Superliga masculina, o Sesi-SP devolveu a derrota no returno, batendo na manhã deste sábado (26/01) o rival em pleno Maracanãzinho pelo mesmo placar (21/25, 22/25, 25/20, 26/24 e 15/12) em 2h29 de jogo.

Giovane Gávio e equipe no Rio de Janeiro com o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf. Com o resultado, o Sesi-SP conquista sua décima vitória e chega a 33 pontos, aproximando-se das posições de liderança. Foto: Junior Ruiz

O levantador Everaldo, do Sesi-SP, recebeu o Troféu Viva Vôlei, concedido ao jogador eleito melhor em quadra. Lorena foi o maior pontuador do jogo, com 26 acertos.  Também pontuaram, pelo Sesi-SP, Murilo (15 pontos), Eder (11) e Sidão (09), Ary (09), Cleber (04) e Everaldo (01).

“Não considero que mudei a história do jogo. Eu estava machucado, fiquei quatro meses parado, e estou voltando agora que o Sandro (levantador titular) machucou e a única coisa que eu poderia fazer era tentar ajudar o grupo. Tentei dar um pouco mais de gás e deu certo. A equipe do RJX é muito forte e não é a toa que está em primeiro lugar e foi muito importante conseguir reverter o resultado”, disse Everaldo ao site da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

Para o líbero Serginho, manter a calma durante a partida foi importante. “Tivemos paciência e isso foi fundamental. O Everaldo entrou muito bem, em um jogo difícil e conseguiu manter o padrão da nossa equipe, mesmo entrando em uma situação delicada. Fico feliz de ver que, mesmo em dificuldades, ele conseguiu nos ajudar tanto”, afirmou Serginho, também ao site da CBV.

O Sesi-SP jogou com Thiaguinho, Lorena, Sidão, Éder, Murilo, Cléber e o líbero Serginho. Entraram: Mão, Léo Mineiro, Everaldo e Ary. O RJX atuou com Bruno, Paulo Victor, Lucão, Riad, Thiago Alves, Dante e o líbero Mário Júnior. Entraram: Guilherme, Theo, Thiago Sens e Ualas. Com o resultado, o Sesi-SP conquista sua décima vitória e chega a 33 pontos, aproximando-se das posições de liderança.

Murilo foi um dos destaques do Sesi-SP, com uma atuação espetacular no quarto set. Foto: InovaFoto/Divulgação RJX

O jogo

O jogo começou equilibrado, mas o RJX gradualmente foi liderando o placar, chegando ao segundo tempo técnico com 16/14 . O Sesi-SP empatou em contra-ataque com Cleber: 16/16. Mas o RJX retomou o comando do jogo, abrindo abriu 21/18 em ataque de Murilo para fora. Thiago Alves parou Lorena no bloqueio e RJX fez 23/19. Na sequência, o oposto do Sesi-SP Lorena conseguiu o ponto (23/20), mas desperdiçou largadinha e o RJX chegou ao set point: 24/20. A equipe carioca fechou o parcial em 25/21.

Sesi-SP não se intimidou com torcida do RJX. Foto: InovaFoto/Divulgação RJX

No segundo set, o Sesi-SP começou bem, com 03/01, mas o RJX fechou o primeiro tempo técnico em vantagem (08/07). A diferença aumentou (11/08) – o suficiente para um pedido de tempo do técnico do Sesi-SP, Giovane Gávio. Não funcionou. Depois de dois erros de Sidão em jogadas pelo meio, o RJX chegou ao 14/10 e foi para o segundo tempo técnico com 16/12. Um ace de Thiago Alves ampliou a vantagem (18/13).

Giovane mexeu na equipe, colocando o levantador Everaldo e tirando Sidão. Deu certo e o Sesi-SP melhorou, encurtando a diferença para apenas um ponto: 19/18. O jogo seguiu equilibrado, mas depois de um ponto de Ary, do Sesi-SP, escalado no lugar de Cleber, o RJX fez 23/21 e, em boa passagem de Lucão pelo saque chegou ao set point com Thiago Alves (24/21). Lorena salvou a primeira chance pela saída de rede., mas o RJX fechou em 25/22 e chegou aos 2 sets a 0.

No terceiro set, o Sesi-SP voltou melhor e fez 07/04 em boa sequencia de Eder no saque, chegando ao primeiro tempo técnico com 08/05. Em rali, o RJX desperdiçou um ataque e chegou ao 11/07. Eder, bem pelo meio, fez 13/09. Murilo, em dois ataques seguidos, ampliou para 15/10. O segundo tempo técnico veio com um ataque rápido de Murilo, que atingiu Thiago Alves: 16/14. Lorena, bem pela saída de rede, fez 17/15.

Depois de um bonito rali, o oposto fez mais um (18/15) e vibrou muito com Giovane.  O meia Riad, o RJX, diminuiu para 18/16. Em bom bloqueio, Sidão fez 20/16. Em bola de Cleber, o Sesi-SP chegou aos 21/17. Eder, pelo meio, fez mais um: 22/18. Aproveitando o contra-ataque, Lorena conseguiu o set-point: 24/19. Em erro de saque de Paulo Silva, o Sesi-SP fechou o set em 2 sets 1.

Everaldo, aproveitando um erro de recepção depois de um saque demolidor de Lorena, fez o ponto do set e da vitória: 15/12, 3 sets a 2. Foto: Junior Ruiz

A boa atuação no quarto set deu mais fôlego para o Sesi-SP. Giovane manteve Ary e Everaldo na equipe, que fez 03/02 com Ary. O RJX empatou e virou com dois aces de Lucão: 06/04. Com Lorena no saque, o Sesi-SP diminuiu no bloqueio de Eder e empatou em 07/07, em bloqueio duplo de Eder e Ary.

O RJX chegou ao primeiro tempo técnico com 08/07, bloqueando Lorena. O Sesi-SP empatou em 11/11 e, em boa jogada de Murilo, fez 12/11 pela ponta. Sidão, pelo meio, fez 14/12. Thiago Alves, atacando atrás da linha de três metros, diminuiu, mas o Sesi-SP chegou ao 16/14 em erro de saque de Lucão. Theo, em duas boas jogadas, empatou. Com Ar e Murilo, o Sesi-SP fez 18/16. O capitão explorou o bloqueio para abrir 19/17 e, com maestria, evitou tocar na rede para fazer mais um: 20/17.

Na reta final do set, Murilo fez 22/18. O RJX diminuiu para 22/20, mas Murilo, atacando pela saída de rede fez 23/20. Em ponto muito discutido, o RJX diminuiu para 23/22 e aproveitou contra-ataque para empatar: 23/23. Lorena conseguiu o set point 24/23, mas o RJX empatou. Lorena fez o 25/25 e foi para o saque , fechando em 26/24 e vibrando bastante, ante as provocações da torcida adversária.

No tie-break, muito equilibrado, as equipes foram aproveitando seus ataques até o quarto ponto. O RJX conseguiu abrir para 06/04, mas Ari, pela ponta, diminuiu: 06/05. Murilo explorou o bloqueio para reduzir a margem. Sidão, bem no bloqueio, empatou: 07/07. Thiago Alves, explorando o bloqueio, colocou os cariocas em vantagem: 08/07. O Sesi-SP empatou em erro de saque adversário, mas na sequência Lucão, pelo meio, manteve a vantagem mínima. Em ponto contestado, Murilo ficou no bloqueio: 10/08 para os donos da casa. Sidão, pelo meio, diminuiu para 10/09.

O empate veio em erro de ataque carioca. Na volta do tempo técnico, Theo acertou e fez 11/10. Lorena empatou, explorando o bloqueio. Lucão, em bola rápida, fez 12/11. Ary conseguiu atacar uma bola difícil e empatou: 12/12. O Sesi-SP virou em bloqueio e chegou aos match point (14/12) em ponto de ataque. Everaldo, aproveitando um erro de recepção depois de um saque demolidor de Lorena, fez o ponto do set e da vitória: 15/12, 3 sets a 2.

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