CJE recebe empreendedores de sucesso em palestra na Campus Party 2013

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Na noite desta quinta-feira (31/01), durante a Campus Party 2013, o diretor-titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio Gomide, mediou o Talk Show Empreendedor. O convidado a apresentar o painel com o seu case de sucesso foi o sócio-fundador da Dry Wash, Lito Rodriguez.

Lito Rodrigues, sócio-fundador da Dry Wash, durante palestra na Campus Party 2013. Foto: Mauren Ercolani

 

Rodriguez declarou que a ideia inicial de se criar Dry Wash não era com o intuito de diminuir o impacto ambiental ou preservar o meio ambiente, pois  na época nem se falava em sustentabilidade. “O objetivo de lavar carro sem água era lavar o carro onde estava”. Porém, segundo o empreendedor sempre houve preocupação social: “nos preocupamos em valorizar a mão de obra”.

A tecnologia foi um elemento  importante para o crescimento da Dry Wash. “Criamos um sistema, um software, com o objetivo de  que permitisse que nosso aproveitamento fosse acima da média do mercado, que produzir um resultado mais significativo e crescermos efetivamente”, explicou.

Ao concluir, Rodriguez relacionou o sucesso da empresa ao investimento em tecnologia da informação: “Não é a toa que a empresa cresce mais de dois dígitos todos os anos”, afirmou.

Transformando sonhos em ideias

Público durante o Talk Show Empreendedor, promovido pelo CJE/Fiesp, na Campus Party 2013

 

“O mais importante não é o design, é a ideia”, afirmou o sócio-fundador da Soap (State of the Art Presentations), Joni Galvão, que também participou do Talk Show, contou ao público,  através de sua história pessoal, como chegou ao sucesso profissional.

Galvão ensinou que não existe história sem protagonista e ela deve sempre ser estruturada por meio daa própria história de quem a está contando. “Qual é a coisa que só você pode fazer por você e que ninguém pode copiar?”, indagou. E logo respondeu: “É a sua própria história. Essa é a única coisa que só você pode contar por você”.

“Nós ajudamos os clientes a terem boas performances em suas apresentações por meio da ambição de acabar com as apresentações chatas e trazer emoções a elas, como no cinema”, explicou.

Ao relatar como montar uma boa apresentação, Galvão enfatizou a necessidade de dividir a história em atos, destacando algumas etapas importantes no processo, como: introduzir o personagem; apresentar o desejo; deixar uma marca; contar histórias verdadeiras; criar conexão emocional com a audiência, sempre com relevância; conquistar a atenção; gerar entendimento; conquistar a adesão; agregar conflito; apresentar as forcas antagônicas; e, finalmente, criar uma solução para o dilema.

Joni Galvão, sócio-fundador da Soap, em palestra na Campus Party 2013

 

“Uma apresentação é uma conversa um a um, como um bate-papo. É preciso esquecer os paradigmas de que não se pode colocar a mão no bolso, ou não pode passar na frente do slides durante a apresentação: pode sim. É um bate-papo”, afirmou.

Para ele, a apresentação precisa deixar uma marca para que não seja esquecida. “Histórias pessoais, com relevância, têm muito mais interesse do que histórias sobre casos aleatórios de sucesso”, explicou.

Galvão destacou que o objetivo de toda apresentação, mesmo que for apenas de uma ideia, é a adesão. “Numa apresentação, você compra a atenção da sua audiência o tempo todo, mas você precisa sustentar isso”, alertou. Para ele, uma crise pode significar perigo ou oportunidade: “O dilema deve saciar a emoção da audiência, e você tem que sair com credibilidade”.

Ao concluir, o fundador da Soap lembrou: “uma apresentação e um negocio precisam ter o equilíbrio: o lado da emoção e o lado da razão”.

Entre erros e acertos, empresários relatam suas experiências no VII Congresso da Micro e Pequena Indústria

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O último painel do VII Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado na quarta-feira (10/10) no hotel Renaissance, em São Paulo, reuniu empresários bem sucedidos de diferentes ramos em talk show mediado pela jornalista Sandra Boccia, diretora da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN).

Sérgio Gracia, diretor comercial da Kidy Calçados; Lito Rodriguez, fundador e presidente da Dry Wash; e Pierre Ziade, sócio-diretor da Eco-X (usina de processamento e reciclagem de resíduos) contaram um pouco de suas experiências no comando de seus negócios, com ênfase em erros e acertos. Responderam ainda a perguntas da plateia formada por empresários, estudantes e profissionais de diversos segmentos.

Da esquerda para a direita: Lito Rodriguez, fundador e presidente da Dry Wash; Sandra Boccia, diretora da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios; Sérgio Gracia, diretor comercial da Kidy Calçados; e Pierre Ziade, sócio-diretor da Eco-X. Foto: Julia Moraes

Participação ativa

Pierre Ziade lidera a empresa Eco-X, em Guarulhos (SP), onde há quatro anos revende entulho de construção civil como insumo para novas obras. Ele contou que os dois primeiros anos do negócio foram conturbados – assim como para a maioria do empresariado brasileiro que decide empreender.

A empresa conta com três sócios, mas é ele quem diz estar na “linha de frente” no dia a dia. “Aprendi a lidar com a ‘solidão’ e a não tomar decisões por impulso. Avalio a situação e busco algum empresário mais experiente para me orientar”, afirmou Ziade, que ressaltou também a necessidade de se adquirir formas próprias de lidar com problemas.

“Controlo o fluxo de caixa diariamente, participo da área administrativa. Tínhamos uma pessoa que cuidava disso, mas não deu certo”, contou, aconselhando os microempresários presentes a acompanhar os processos e não delegar tarefas logo de início. “Foi um aprendizado importante, acompanho o dia a dia financeiro da empresa e sei de todas as contas que são pagas. Nada mais passa sem meu conhecimento”, concluiu Pierre Ziade.

Vontade de vencer

Sergio Gracia, diretor comercial da Kidy Calçados, de Birigui (SP), contou que sentiu medo no começo do negócio, em 1990. “Mas não o suficiente para dominar nossa vontade de vencer”, pontuou. Ele, que cursou veterinária no Rio de Janeiro nesta época, chegou a vender o próprio sapato que calçava para um amigo, “pelo triplo do preço que paguei”, lembrou, rindo.

No segundo ano de empresa, um grande erro: a empresa triplicou a produção do fim do ano acreditando nas vendas sazonais aquecidas. “Recebemos um mês e meio de produção de volta, não vendeu conforme a expectativa”, disse. A grande lição, segundo Gracia, foi a de não querer evoluir sem planejamento.

“Crescer sem planejar não dá. Nunca me distanciei das finanças da empresa. Elas são fundamentais, principalmente para se ter mais coragem de expandir, investir e acertar nas decisões”, ressaltou o diretor da Kidy Calçados. Nos momentos cruciais, Gracia revelou que aprendeu a compartilhar as deliberações com o irmão, seu sócio na empresa, que hoje exporta para 40 países.

Empreender ‘a seco’ 

Quando teve a ideia de oferecer o serviço de lavagem de carros sem utilizar água, Lito Rodriguez criou a Dry Wash, empresa que começou em 1994 e hoje soma franqueados em várias partes do mundo.

Rodriguez, que é presidente da Dry Wash, citou experiências da empresa em países como Índia, Austrália e Portugal. “Na Índia, por exemplo, alguém se interessou pelo conceito da empresa: o indiano quer oferecer a mão de obra e o consumidor é interessado no produto e no serviço”, detalhou o fundador da Dry Wash, ao afirmar que foi preciso criar uma cultura e alinhar a expectativa.

Entre outras passagens, Lito Rodriguez revelou que o primeiro plano de negócios foi feito no 18º ano de empresa. “Foi um erro. Sempre houve o plano mas não o consolidamos”, revelou . O grande acerto, de acordo com ele, foi a criação de franquias, com cerca de 200 contratos assinados. “É e sempre será importante para abrir canal de venda e conceituar o negócio. Lide bem com os problemas: alivia o peso e facilita as coisas”, arrematou.

Veja como foi o TEDa-Like, evento do Comitê de Jovens Empreendedores

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promoveu na noite de terça (17/07) a conferência TEDa-Like, com cinco convidados: o escritor Augusto de Franco, o empresário Lito Rodriguez (DryWash), o executivo Carlos Gustavo Filgueiras (Hotel Emiliano), o técnico do Sesi-SP, Giovane Gávio, e a fundadora da Casa do Zezinho, Tia Dag.

Depois de uma breve apresentação de Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE, os convidados tiveram 18 minutos para disseminar suas ideias, falar de suas trajetórias ou de seus empreendimentos.

Veja um resumo das palestras:

Augusto de Franco (Escola de Redes) – O escritor falou sobre a imersão da sociedade em rede e o que isso está causando para as empresas. “Acho que hoje em dia temos 100 milhões de iniciativas de negócio. Imaginem quando passar para 700 milhões”, projetou. Franco disse que o mundo dos negócios na sociedade em rede é outro mundo. “Negócios são para qualquer um, não só para alguns. O conhecimento está mais disponível, não é possível trancar o conhecimento. O capital inicial é menos relevante. Hoje temos negócios de bilhões de dólares que começam com capital zero. Não é preciso manter aliança com o Estado para manter o negócio”, explicou. De acordo com o escritor, na sociedade em rede a inovação será o negócio, em vez de os negócios serem inovadores, citando iniciativas como crowdsourcing e crowdfunding. “A grande descoberta que nós fizemos nos últimos 10, 15 anos é que tudo que é sustentável está organizado em rede. Tudo que está em rede tem membranas”, afirmou.

Lito Rodriguez (DryWash) – O publicitário falou sobre a cultura empresarial da DryWash, empresa que fundou em 1994 com uma visão de sustentabilidade. Utilizando uma batedeira da sogra, e com a colaboração de alguns químicos, Rodriguez desenvolveu uma fórmula que dispensava o uso total de água na lavagem de veículos. Segundo ele, o entendimento da empresa é que sustentabilidade significa perpetuidade. “A gente entende que o lucro não é o vilão dos negócios. A companhia que não gera resultado não gera lucro e não é sustentável”, afirmou. Lito Rodriguez destacou, ainda, a preocupação de profissionalizar o mercado de lavagens de carro, investindo na formação e retenção de talentos, nos diversos níveis socioeconômicos, e em assumir compromissos com o respeito à diversidade.

Carlos Gustavo Filgueiras (Emiliano) – O executivo fez do Emiliano o primeiro hotel butique de luxo do Brasil. Lançou uma butique virtual, em que disponibiliza produtos exclusivos para venda na web. Este conceito, de acordo com Filgueiras, fez com que o Emiliano passasse incólume pela crise hoteleira. O hotel quebrou o paradigma de atendimento, com uma média de quatro funcionários por hóspede enquanto a média do setor seria de 0,8. O relacionamento com os colaboradores é baseado na cultura da empresa, com ênfase na transparência e alegria. “Acreditamos que é preciso contratar a pessoa certa para o cargo certo”, disse o CEO do Emiliano, que apresentou testemunhais de clientes como a topmodel Gisele Bundchen e o chefe de escuderia da F-1, Flavio Briatore.

Giovane Gávio (Sesi-SP) – “A glória é fruto do trabalho”, enfatizou Giovane Gávio, técnico do Sesi-SP e ex-jogador da seleção brasileira masculina de voleibol. Contando passagens de sua vida de atleta, Gávio disse que, na vida, as pessoas devem sempre estar antecipando as possibilidades de problemas, preparando-se previamente para todas as situações. De acordo com o bicampeão olímpico (92/04), é preciso criar novos desafios, quando tudo está dando certo, e não ficar apenas na zona de conforto. Giovane Gávio disse valorizar a dedicação nos períodos de rotina. “Eu gosto do dia a dia porque é lá que eu ganho jogo.” O técnico encerrou sua fala valorizando o papel do trabalho em equipe: “Não adianta a gente brilhar sozinho. Quanto mais gente nós trouxermos para brilhar conosco, melhor”.

Tia Dag (Casa do Zezinho) – A educadora e fundadora da Casa do Zezinho contou um pouco da trajetória que levou a instituição a começar seu trabalho com 12 crianças e hoje atender cerca de 1.500 crianças e jovens. “A Casa do Zezinho hoje está adiante de qualquer escola. É uma referência”, disse Tia Dag ao comentar a pedagogia do Arco-íris, criada por ela.