Eike Batista (Grupo EBX) e Murilo Ferreira (Vale) encerram seminário no Humanidade 2012

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

No encerramento do seminário “Lideranças Empresariais”, no penúltimo dia de agenda do Humanidade 2012, Eike Batista e Murilo Ferreira, presidentes do Grupo EBX e da mineradora Vale, respectivamente, falaram de iniciativas das companhias na área de desenvolvimento sustentável. Participaram do evento o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, e o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira.

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João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp

Ometto ressaltou que o evento realizado no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, mostrou que a indústria brasileira está atenta à sustentabilidade. “Estamos fazendo muito para as futuras gerações, e os encontros com os cidadãos nestas duas semanas do evento mostraram a valia da cidadania.”

Já o presidente do Sistema Firjan ressaltou a união das indústrias. “[Ela] Multiplica seu poder de atuação e transformação, ultrapassando os muros das próprias indústrias e chegando até a sociedade.”

Veja o resumo do painel:

Eike Batista (EBX) – O presidente do Grupo EBX mostrou as ações de sua companhia, entre elas o programa “Gestão Integrada de Território”, que tem o compromisso de colaborar com o entorno de suas unidades em operação. Detalhou ainda os resultados da adoção da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro pelo Grupo EBX, onde o nível de coliformes fecais de suas águas apresentou queda de 90%.

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Eike Batista, presidente do Grupo EBX

Apesar do resultado positivo, Eike lamentou os 500 quilos de lixo retirados por dia na lagoa, metade orgânico, metade descartado pela comunidade. “As pessoas têm que entender que a Lagoa Rodrigo de Freitas não é minha, é de todos. É preciso uma contrapartida, uma conscientização das pessoas do entorno e de localidades mais distantes”, advertiu. “A Rede Globo”, prosseguiu Eike, “poderia realizar uma novela com um personagem ‘sujismundo’ da vida para fazer com que todos os brasileiros entendam que tudo aquilo é nosso.”

O empresário ressaltou que até 2014 mais de 250 mil brasileiros serão capacitados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e outras escolas técnicas. “O Brasil está se instrumentalizando para fazer isso tudo acontecer. E continuem cobrando de mim, pois meu sonho é ver um Brasil mais verde e um mundo mais azul”, arrematou.

Murilo Ferreira (Vale) – O presidente da Vale retomou um tema que, para ele, já deveria estar superado: a pobreza mundial. “É uma violação dos direitos humanos o fato de 1,3 bilhões de pessoas viverem com US$ 1,25 por dia, que as coloca abaixo da linha da pobreza, é inaceitável”, disparou. “Nosso desafio”, disse Ferreira, “é oferecer tratamento digno a essas pessoas; o meio ambiente é tema das discussões, mas não dá para resolver um problema se a pobreza não for resolvida.”

Murilo Ferreira afirmou que é necessário trabalhar de forma mais consistente a cultura dos cidadãos, além de reforçar o papel da responsabilidade social nos locais onde a Vale opera. “Não podemos ignorar isso. Tem que haver uma alternativa para as pessoas desenvolverem seus próprios negócios, com economia verde e direito ao rendimento mínimo para viver decentemente”, concluiu.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi Rio e Senai Rio, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal, concebida para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 22 de junho. O espaço de exposições é aberto ao público e a agenda completa de eventos pode ser consultada no site www.humanidade2012.net.

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Energia renovável: veja o resumo dos debates no Humanidade 2012

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Políticas públicas que estimulem a produção de energia sustentável e a diversificação das matrizes energéticas foram os temas abordados durante o painel “Energias para um Novo Mundo”, do seminário “Lideranças Empresariais”, promovido as Federações  das Indústrias do Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro (Fiesp e Firjan), nesta quarta-feira (20/06), no  Humanidade 2012 – iniciativa das duas entidades com a Fundação Roberto Marinho, em paralelo à Rio+20.

Moderado por Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Mariani Bittencourt, vice-presidente do Sistema Firjan, o evento teve a participação de Adriano Pires (diretor geral do Centro Brasileiro de Infraestrutura-CBIE), Luís Pescarmona (presidente da IMPSA), Paulo Stark (CEO Brasil da Siemens), Eduardo Leão (diretor-executivo da União da Indústria de Cana de Açúcar-Unica) e Marcelo Soares (presidente e CEO da GE Energy América Latina).

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Diretor-titular do Deinfra da Fiesp, Carlos Cavalcanti: 'Brasil precisa investir na produção de energias complementares'


Veja o resumo do evento:

 Carlos Cavalcanti (Fiesp/Deinfra) – O diretor-titular do Deinfra lembrou que 66% das emissão mundiais dos gases do efeito estufa (GEE) são resultantes da produção de energia. Na avaliação de Cavalcanti, o Brasil em breve se tornará uma das grandes matrizes energéticas, mas, para isso, o país precisa investir na produção de fontes de energias complementares, como a eólica e bioletricidade. “A América do Sul, a África e a Ásia possuem vastos potenciais hídricos não utilizados, que devem ser a base da expansão de seus sistemas elétricos. Temos que encarar este desafio”, afirmou.

Adriano Pires (CBIE) – O diretor geral da CBIE criticou as construções de hidroelétricas na Amazônia e disse que o país precisa investir na diversificação das matrizes energéticas. “O Brasil tem tudo para se tornar uma liderança mundial no setor de energia limpa. Para isso, precisamos de políticas públicas adequadas”, analisou.

Pires também reprovou o valor da tarifa energética brasileira, considerada uma das mais caras do mundo. “O governo precisa criar política pública que façam com que a população usufrua desse recurso. Não é possível que um país com reservas de energia limpa abundante tenha uma das tarifações mais caras do mundo”, argumentou.

Paulo Stark (Siemens) – O CEO da Siemens Brasil destacou os investimentos da empresa na produção de energia elétrica por meio da biomassa. “Precisamos aproveitar uma situação absolutamente singular que está acontecendo no mundo. O Brasil é um país de vanguarda na produção de energia limpa e precisamos tirar um bom proveito disto”, afirmou.

Marcelo Soares (GE) – O presidente e CEO da Energy América Latina destacou os investimentos da indústria na produção de energia eólica e solar. De acordo com o executivo, o país precisa desenvolver ações efetivas para atrair investimentos do setor industrial. “A busca por eficiência na fabricação dos equipamentos vai tornar o mercado um pouco mais competitivo e mais atrativo para o setor industrial. O governo já adotou algumas medidas, mas não foram suficientes. Precisamos baixar os custos”.

Luís Pescarmona (IMPSA) – Durante sua explanação, o presidente da IMPSA defendeu a abertura do mercado de energia limpa brasileiro. “Com a crise internacional, o Brasil tem uma oportunidade única de atrair investimentos para o setor de energia limpa. O maior mercado está aqui e capacidade técnica e financeira para custear estes projetos também”, disse.

Eduardo Leão (Unica): Segundo o diretor-executivo da Unica, o setor sucroenergético brasileiro gera uma receita de US$ 50 bilhões/ano e oferece mais de um milhão de empregos aos trabalhadores de 20% dos municípios brasileiros. “A cana-de-açúcar tem capacidade de trazer o desenvolvimento regional, econômico e social para o interior do país”, afirmou o executivo, que criticou a criação de políticas de incentivo, adotadas pelo governo, para uso da gasolina. “O preço administrado pelo governo não foi alterado nos últimos seis anos. Além disso, o preço do imposto da gasolina é reduzido. O governo precisa criar medidas para oferecer mais competitividade para os combustíveis limpos e renováveis”, apontou Leão.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma iniciativa é resultado de uma realização conjunta da Fiesp, Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo é realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.


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Humanidade 2012: lideranças empresariais debatem caminhos para uma nova economia

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

No primeiro dia de programação do “Seminário Lideranças Empresariais”, nesta quinta-feira (20/06), no Rio, executivos de três grandes corporações debateram desafios e possíveis contribuições do setor empresarial para o equilíbrio entre os pilares social, ambiental e econômico no desenvolvimento sustentável.

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Empresários discutem alternativas sustentáveis para a economia

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Eduardo Gouvêa, presidente da Firjan; e Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, participaram do evento.

Leia a seguir o resumo do painel:

Ricardo Antonio Mello Castanheira (CCR) – O vice-presidente de relações institucionais da CCR, uma das maiores empresas de concessão de infraestrutura do mundo em transporte, aeroportos, metrô, barcas, que administra 2.800 quilômetros de rodovias, disse que para prestar serviços de qualidade aos usuários é preciso pensar no equilíbrio entre os três modais de sustentabilidade.

“O que temos feito para transitar nessa economia verde são os mais de 80 programas nas áreas sociais e ambientais, com uma infraestrutura que pode ajudar evitando desperdício de recursos”, apontou o executivo da CCR.

Castanheira destacou ainda o desenvolvimento de asfalto ecológico, feito a partir de pneus usados, opção que, segundo ele, torna a rodovia mais segura e confortável aos usuários.

“A cada quilômetro pavimentado com asfalto ecológico, tira-se mil pneus usados de circulação. Cerca de 15% das rodovias administradas pela CCR são feitas com esse asfalto ecológico”, revelou.

O vice-presidente de Relações Institucionais da CCR incluiu também os programas de educação de trânsito e de saúde do caminhoneiro, além da inspeção veicular na cidade de São Paulo – “responsável pela baixa de 7% da emissão de carbono na capital paulista, segundo pesquisa realizada pela USP [Universidade de São Paulo]”, informou.

Jorge Soto (Braskem) – O diretor de sustentabilidade da Braskem informou que a indústria química está presente em 95% dos produtos e até dos serviços utilizados. “Estamos constantemente buscando algo novo para favorecer a sociedade, e as questões sociais e ambientais estão sendo cada vez mais lembradas.”

Soto apresentou ainda como exemplo concreto da Braskem o desenvolvimento de um polímero feito a partir de etanol de cana de açúcar, utilizado na produção de plásticos.

O diretor da Braskem alertou que é preciso ter consumidores conscientes no ato de comprar. “Mas também deve haver informação suficiente”, ressalvou.

Os consumidores do futuro, segundo ele, devem tomar privilegiar basear decisões de compra nas informações mais do que no preço. “Daqui a 20 anos, espero que o Brasil tenha capacidade de se tornar uma potência da economia verde.”

Milton Seligman (Ambev) – Segundo o vice-presidente de relações corporativas da multinacional de bebidas, desde 1994 o sistema de gestão ambiental está implantado em toda a companhia, o que apresentou resultados objetivos e concretos no aproveitamento de resíduos sólidos de 98,3%.

Seligman destacou a redução de 35% da emissão de CO2 nos últimos cinco anos. Já no mais importante insumo de produção da companhia, a água, houve redução de 33% de uso nos últimos dez anos. “Temos uma dependência de água na faixa de 92% em relação aos produtos fabricados, portanto, não há ninguém mais interessado na manutenção de volumes disponíveis deste recurso natural em qualidade e quantidade do que a Ambev.”

A forte reinserção das embalagens retornáveis também foi mencionada como ação ambiental que não pode ser feita apenas pelas companhias. “É preciso um esforço anticíclico, do descartável ao retornável”, disse o vice-presidente de relações corporativas da Ambev.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma iniciativa é resultado de uma realização conjunta da Fiesp Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo é realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.

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