Seis atletas do Sesi-SP representam o Brasil nos Jogos Mundiais Militares

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

A seleção brasileira militar contará com seis atletas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) nos 6º Jogos Mundiais Militares (JMM), realizados entre os dias 2 e 11 de outubro na Coreia do Sul. Etiene Medeiros e Daynara de Paula, da natação, Reinaldo Colucci e Luísa Baptista, do triathlon, e os levantadores do vôlei Vinhedo e Pri Heldes são os atletas da indústria que também seguem carreira militar e estarão entre os 286 competidores que representarão o Brasil na competição.

A sexta edição espera receber 8.700 atletas de 110 países, que disputarão em 24 modalidades distribuídas em oito cidades (Mungyeong, Pohang, Gimcheon, Andong, Yeongju, Yeongcheon, Sangju e Yecheon). Atual campeão do quadro de medalhas dos Jogos Mundiais Militares de 2011, no Rio de Janeiro, com 114 conquistas, sendo 45 de ouro, 33 de prata e 36 de bronze, o Brasil chega à Coreia com a sua maior delegação na história. A meta para 2015 é repetir e melhorar o feito anterior. China e Rússia são as grandes concorrentes.

Embarcando na madrugada desta sexta-feira (2/10), Etiene Medeiros encara o seu primeiro mundial militar, e mesmo recém-chegada das férias, a nadadora comemora a oportunidade de mais uma vez poder representar o seu país em uma competição.

“Estamos em uma fase de treinamento logo após as férias, então temos que tomar muito cuidado, vou para competir de acordo com o nível que eu estou e acho que todo mundo está assim, não só a equipe do Brasil. Independentemente do nível da competição eu estou indo para ajudar a equipe, as forças armadas, e espero que o Brasil consiga fazer uma competição muito boa”, comentou a pernambucana, que ainda comemorou a oportunidade de conhecer mais um país.

“Estou feliz, vou para Coreia, nunca fui para lá, vai ser legal. Estarei com a equipe, tenente, capitão, todo mundo junto, será uma energia bem positiva, um ambiente diferente para mim, mas vai ser bem bacana, todo mundo está bem preparado para isso”, finalizou.

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Etiene Medeiros, atleta do Sesi-SP que integra equipe brasileira no mundial militar. Foto: CBDA/Divulgação


Daynara de Paula já encarou um mundial militar e obteve bons resultados. No ano passado, no 46º Mundial Militar de Natação, a nadadora não só conquistou um ouro no 100m borboleta como quebrou o recorde mundial no revezamento 4x100m livres. Para esse ano Daynara quer mais.

“Eu acho que o mundial militar é uma competição muito importante, são equipes fortes teoricamente, algumas seleções militares são as equipes principais dos países. Tenho a expectativa de representar bem o exército. No ano passado tive a oportunidade de ser campeã e bater o recorde no revezamento, então vou com a mentalidade de melhorar esses resultados. Usarei essa competição como mais uma forma de preparação para 2016, será um mundial pesado para mim porque eu só estou com três semanas de treino, não estou na minha melhor fase mas quero representar bem o país, o Exército e as Forças Armadas. Estou animada, bem confiante, espero que dê tudo certo”, finalizou.

Após participar do mundial de triathlon em Chicago, há duas semanas, Luísa Baptista encara neste domingo (4/10) mais uma etapa da ITU Triathlon World Cup, em Cozumel (México) e na sequência segue para mais uma competição de peso. Depois de encarar sua primeira prova no grupo de elite, a triatleta encara a prova da Coreia como mais um desafio para sua carreira.

“Estou muito feliz com mais essa oportunidade, será mais uma boa chance de somar pontos e experiência para a minha carreira. Competimos em Cozumel e vamos direto para o mundial militar.”

Na Coreia, o vôlei será uma das primeiras modalidades disputadas no mundial, com partidas já neste sábado (3/10). A natação inicia sua briga por medalhas na próxima quarta-feira (7/10) e vai até sábado, 10 de outubro, mesmo dia que o triathlon entra em ação.

Fiesp homenageia atletas medalhistas na 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

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Paulo Skaf ladeado por diretores, autoridades militares e atletas medalhistas da 5ª edição dos Jogos Mundias Militares



Cerca de 50 pessoas, entre autoridades militares, diretores da federação e atletas, compareceram, na noite desta quarta-feira (10), ao espaço de eventos da Fiesp, para prestigiar os atletas brasileiros medalhistas na 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares, realizada em julho, na cidade do Rio de Janeiro.

Durante a competição, a equipe brasileira conquistou o primeiro lugar no quadro de medalhas, somando 114, sendo 45 de ouro, 33 de prata e 36 de bronze – o melhor resultado da delegação brasileira na história do torneio.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, parabenizou os atletas pela conquista: “A gente sabe que para ter sucesso é preciso muita dedicação, perseverança e se entregar à causa. Em nome da sociedade e de todos os setores produtivos, quero agradecer a todos pelo fantástico resultado”.

Skaf garantiu o apoio da federação para captação de recursos na disputa de torneios internacionais. “Quando um atleta perde uma oportunidade é o Brasil que perde a chance de conquistar uma medalha, de mostrar as coisas boas do nosso país e representar nosso povo talentoso. Queria realmente assumir este compromisso. Vamos nos dedicar para que tudo aconteça nas melhores condições possíveis”, afirmou.

Reconhecimento

Bernardo José Pierantoni Gambôa, vice-almirante e presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB), recebeu das mãos de Skaf uma placa em homenagem ao trabalho prestado durante a 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares.

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Vice-almirante Bernardo José Pierantoni Gambôa recebe de Skaf placa em homenagem ao trabalho prestado durante os Jogos Militares

Emocionado, Gambôa agradeceu a garra dos atletas militares brasileiros e disse que o resultado serviu para ratificar a eficácia do binômio esporte/militarismo, presente na história olímpica brasileira.

“Hoje é um dia de muita alegria para nós. O sucesso que tivemos nos Jogos Militares foi um trabalho conjunto do Ministério da Defesa com as três Forças (Aeronáutica, Exército e Marinha).” E completou: “Durante toda a competição os atletas mostraram uma garra tremenda. Eu não fiz nada. Eles fizeram. Competimos contra países muito fortes e no início sabíamos que seria muito difícil, mas conseguimos superar”, declarou.

O vice-almirante agradeceu a torcida e o apoio do presidente da Fiesp, grande entusiasta do esporte brasileiro. “Quero agradecer ao Skaf e todos os setores produtivos, por investirem na marca Brasil. Acredito que nós, militares, estamos colocando um tijolinho para construção deste Brasil olímpico. Todas as grandes potências investem no esporte, e não é por menos que a Fiesp está incentivando a prática esportiva”, analisou.

Torneio

Criados em 1995, como celebração dos 50 anos da Segunda Guerra Mundial, os Jogos Mundiais Militares reuniram em sua quinta edição, na cidade do Rio de Janeiro, 4.218 atletas de 111 países. Pela primeira vez na história, as provas do torneio ocorreram fora dos quarteis militares, aproximando ainda mais a população das diversas modalidades de esporte de rendimento.

Mais de 25 mil pessoas trabalharam na organização do torneio, sendo 2.267 voluntários. Para realização do evento, o Brasil investiu cerca de R$ 1,4 milhão.