Jogos Olímpicos transformarão o Rio de Janeiro, afirma gerente do Comitê Organizador Internacional

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

João Saraiva, gerente de suprimentos do Comitê Organizador Internacional dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro de 2016, falou sobre os intensos preparativos para os eventos, durante painel do segundo dia do Festival de Empreendedorismo (Festemp). O evento é realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai-SP) no Anhembi, na capital paulista.

Saraiva, responsável por contratar servidores e fornecedores para atuaram diretamente durante o “maior evento da humanidade”, contou que jamais pensou em trabalhar com administração esportiva. “Os jogos sempre pareceram longe da nossa realidade. Nunca havia trabalhado com administração esportiva. Era apenas um fanático por esportes”, lembrou.

Saraiva em sua palestra no Festemp: preparação para as competições de 2016 no Rio a todo o vapor. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Saraiva em sua palestra no Festemp: preparação para as competições de 2016 no Rio. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


De acordo com ele, trata-se de uma organização complexa, afinal, “são dois grandes eventos, a Olimpíada e a Paralimpíada”.

De acordo com o dirigente, as duas atrações não são uma conquista do Rio de Janeiro. “É uma conquista do Brasil. Muita gente vem trabalhando há três anos para realizar uma competição de alto nível”, disse.

Números olímpicos

“Realizaremos, em 15 dias, 41 campeonatos mundiais”, disse Saraiva.

Os números dos jogos comprovam a complexidade para a organização. “São 10.500 atletas de 204 países, 25.100 profissionais de mídia credenciados e 70 mil voluntários”, explicou. “E isso com uma estimativa de 8,8 milhões de ingressos vendidos”.

Os Jogos Paralímpicos, que acontecem duas semanas após o encerramento das Olimpíadas, também são de encher os olhos. “São 22 categorias em 12 dias, 4.200 atletas de 164 países e 30 mil voluntários”, detalhou.

A vez do Rio

Segundo Saraiva, as Olimpíadas de 2016 serão diferentes de todas as anteriores. “Terão a nossa cara”.

Saraiva listou os “pilares estratégicos da competição”.  “Precisamos de excelência técnica, trabalhamos ao lado de grandes empresas para entregar celebrações memoráveis. Trabalhamos, também, com a imagem que o mundo terá do Brasil”.

Para o dirigente, a capital carioca precisa se servir dos Jogos.  “Usaremos o evento para desenvolver a cidade, com investimentos pesados em infraestrutura”.

Segundo ele, a rede hoteleira dobrará até 2016. “Para isso, trabalhamos com empresas estrangeiras para que se estabeleçam por lá e desenvolvam a capacidade local”, afirmou.

“Os jogos transformarão completamente a cidade maravilhosa”, prometeu.

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