Parceria no setor de insumos de fertilizantes do Brasil é principal foco da China

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Durante encontro empresarial promovido pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quinta-feira (29/11), empreendedores chineses manifestaram interesse em estabelecer parcerias comerciais com o Brasil, principalmente, no setor de insumos de fertilizantes.

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Embaixador Sérgio Amaral: Brasil pode ampliar oferta de produtos manufaturados para China, particularmente no setor de alimentos. Foto: Everton Amaro

A iniciativa coincide com uma prioridade do governo brasileiro, já que país importa mais de 70% do insumo utilizado nas lavouras. Outros setores de interesse para o chineses são logística, rações de animais, armazenamento de portos e processamento dos produtos agrícolas.

De acordo com o presidente do conselho empresarial Brasil-China, embaixador Sérgio Amaral, a parceria comercial entre os dois países registrou um franco crescimento nos últimos anos. Prova disso, segundo o embaixador, é que nós últimos dois anos a China investiu US$ 24 bilhões no mercado brasileiro.

Manufaturados

No entendimento de Amaral, o Brasil pode ampliar a oferta de produtos manufaturados, particularmente no setor de alimentos, para o mercado chinês. Hoje, 90% das exportações brasileiras para China são de soja, ferro e petróleo, produtos estes mais baratos comparados aos importados do mercado chinês.

“A exportação de produtos primários tem, por si só, um alto valor agregado. Mas nós temos a intenção de ampliar um pouco esse nível de agregação de valor. E vamos começar pelos setores em que somos mais competitivos”, afirmou Sergio Amaral, ressaltando a “inegável competitividade” da agricultura e da pecuária brasileira.

O presidente do Conselho Empresarial Brasil-China avaliou positivamente o encontro realizado na Fiesp e se disse confiante de que ele renderá novas parcerias entre os setores produtivos dos dois países: “Esta visita foi muito oportuna e servirá como o primeiro passo na identificação de parcerias extremamente importantes entre empresas brasileiras e chinesas, que, a meu ver, devem envolver todo o espectro das relações de agronegócio brasileira.”

No final do encontro, o presidente do Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da Fiesp,  João Sampaio Filho, sugeriu que a entidade organizasse uma missão empresarial à China, no primeiro semestre de 2013, para dar continuidade ao processo de aproximação. “O desafio é muito grande, e temos uma gama variada de oportunidades”, concluiu.

Comitiva chinesa visita Fiesp em busca de oportunidades de negócios no setor de agronegócio

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Subdiretor-geral do Departamento de Cooperação Internacional da China, Xie Jianmim, quer conhecer as demandas do mercado brasileiro. Foto: Everton Amaro

Em visita ao Brasil, o subdiretor-geral do Departamento de Cooperação Internacional da China, Xie Jianmim, participou nesta quinta-feira (29/11) de um encontro empresarial promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) .

Jianmim veio acompanhado por uma comitiva de 20 pessoas, entre representantes do governo e de grupos empresariais do setor de agronegócio chinês.

De acordo com Jianmim, a visita da comitiva chinesa tem como principal objetivo conhecer as demandas do mercado brasileiro e, também, prospectar ações e projetos de cooperação comercial no setor de agronegócio entre os países, contemplando as áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

“Nós queremos ouvir o empresário brasileiro e tenho certeza de que este encontro organizado pela Fiesp vai aprofundar o nosso conhecimento sobre o mercado. Vamos saber de que forma podemos cooperar com o país”, salientou o representante do governo chinês.

O interesse da comitiva na área de inovação e tecnologia foi visto com bons olhos pelo presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João Sampaio Filho.

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João Sampaio Filho, presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag): China e Brasil têm um potencial enorme neste campo – pesquisa, tecnologia e inovação agrícola. Foto: Everton Amaro

“A China e o Brasil têm um potencial enorme neste campo [pesquisa, tecnologia e inovação agrícola] e tenho certeza que, se juntos encararmos este desafio, muito conseguiremos fazer em busca da segurança alimentar e do alimento seguro”, afirmou.

Neste sentido, o diretor de assuntos comerciais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Benedito Rosa, ressaltou a importância deste processo de aproximação comercial entre os países. “Hoje se abre uma oportunidade histórica nas relações comerciais entre Brasil e China. E o governo federal e a Fiesp passaram informações para os empresários chineses sobre o potencial de crescimento e expansão da agricultura para novas áreas no Brasil”, avaliou Rosa.

Durante o encontro, os empresários chineses manifestaram interesse em futuras parcerias comerciais no setor de insumos agropecuários – o que coincide com uma prioridade nacional, tendo em vista a grande dependência do Brasil nas importações – e, ainda, em logística, armazenamento de portos e processamento dos produtos agrícolas.

Valor agregado

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Embaixador Sérgio Amaral, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China: parceria em crescimento. Foto: Everton Amaro

De acordo com o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, embaixador Sérgio Amaral, a parceria comercial entre os países registrou um franco crescimento nos últimos anos. Prova disto, segundo o embaixador, é que nós últimos dois anos a China investiu US$ 24 bilhões no mercado brasileiro.

No entendimento de Amaral, o Brasil pode ampliar a oferta de produtos manufaturados para o mercado chinês – principalmente no setor de alimentos. Atualmente, 90% das exportações brasileiras para China são de soja, ferro e petróleo – produtos estes mais baratos se comparados aos importados que o Brasil traz do gigante asiático.

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Benedito da Silva Ferreira, diretor-titular do Departamento do Agronegócio também participou do evento. Foto: Everton Amaro

“A exportação de produtos primários, por si só, tem um alto valor de produto agregado. Mas nós temos a intenção de ampliar um pouco este nível de agregação de valor. Então, vamos começar pelos setores em que somos mais competitivos. E a competitividade da agricultura e da pecuária brasileira é inegável”, afirmou o embaixador.

Na avaliação de Amaral, o encontro na Fiesp apresentou uma série de oportunidades de novas parcerias entre os setores produtivos dos dois países: “Acredito que esta visita foi muito oportuna e servirá como o primeiro passo na identificação de parcerias extremamente importantes entre empresas brasileiras e chinesas, que, a meu ver, devem envolver todo o espectro das relações de agronegócio brasileiras”.

Missão empresarial à China

No final do encontro, o presidente do Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João Sampaio Filho, respondendo favoravelmente a um convite oficial de Xie Jiammim, sugeriu que a federação organizasse uma missão empresarial para a China no primeiro semestre de 2013. O encontro, de acordo com o presidente do Cosag, dará continuidade ao processo de aproximação entre os empresários dos dois países.

“O desafio é muito grande e temos uma grande gama de oportunidades. Então, a gente está incentivando isso: que as empresas do agronegócio lideradas pela Fiesp possam ir à China e, quem sabe, possam concretizar bons negócios” , concluiu Sampaio Filho.