Segundo vice-presidente da Fiesp destaca Acordo de Paris em artigo no UOL

Agência Indusnet Fiesp

O segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, publicou, nesta sexta-feira (04/11), artigo na seção de opinião do portal UOL, artigo sobre a entrada em vigor do Acordo de Paris, um tratado das Nações Unidas sobre as mudanças do clima, com medidas de redução da emissão de dióxido de carbono a partir de 2020. O acordo foi negociado em Paris, na França, e aprovado em 2015.

Em seu texto, Ometto destaca o fato de que a indústria sustentável será vital para a economia daqui por diante:

“Há tempos a Fiesp, que representa quase 50% do PIB industrial brasileiro, vem atuando nos debates mundiais sobre o aquecimento global, culminando com a criação do seu Comitê de Mudança do Clima, em 2009. Nesse contexto, a contribuição decisiva da indústria para a redução das emissões de gases de efeito estufa ganha escala a partir da entrada em vigor do novo acordo, com a necessária contrapartida de transferência de tecnologia entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”.

Além disso, a Fiesp publicou anúncio sobre o acordo em jornais como a Folha de S. Paulo. Vale a pena conferir ainda o site Clima em Debate, da federação, que a acompanha as novidades sobre o tema.

Para ler o artigo de Ometto no UOL, só clicar aqui.

Cosag discute projetos logísticos para o estado de São Paulo

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Os custos para escoar a produção agrícola paulista podem afastar algumas indústrias do estado, alertou o diretor do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mário Cutait. “Já temos um obstáculo na questão da guerra fiscal, e o alto custo nos portos é outro grande empecilho.  A produção agrícola até fica no estado, mas a indústria vai para outro lugar”.

“Temos indústrias que afirmam que o transporte rodoviário do interior de São Paulo ao Porto de Santos é mais caro do que de Santos para Tóquio, no Japão. Outras mandam seus produtos para os Estados Unidos e de lá exportam para o Chile e Argentina, pois essa logística seria mais barata do que [o trajeto] Santos – Chile e Santos –Argentina”, contou o diretor ao participar nesta segunda-feira (6/4) da reunião mensal do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp.

Convidado para palestrar sobre o tema, o secretário estadual de Transportes e Logística, Duarte Nogueira, afirmou que a diferença entre os preços afeta, principalmente, produtos de baixo valor agregado e que, por isso, é importante continuar investindo nas demais modalidades.

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Secretário estadual de Transportes e Logística, Duarte Nogueira, fala sobre a importância de se investir em diferentes modalidades de transporte. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“Sem dúvida alguma, para alguns produtos, o transporte hidro marítimo acaba sendo menos oneroso do que as dezenas de quilômetros que você roda dentro de um continente”, explica. “E isso demonstra que temos que melhorar nossa eficiência logística, reduzindo custos e ampliando a intermodalidade”.

Segundo o secretário, o estado tem se esforçado para manter os investimentos em rodovias e aeroportos, mesmo “neste momento de restrição orçamentária”, e trabalha com a modelagem de concessões e a parceria privada para fomentar os investimentos nas demais modalidades, como ferrovias, dutovias e hidrovias.

Também presente na reunião, o primeiro vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, concordou com a importância de se ter outras alternativas, que não a rodoviária, para o escoamento da produção agrícola.

“Não adianta você fazer um produto barato apenas dentro da porteira da fazenda. É preciso fazê-lo chegar até a dona de casa – do Brasil, da China ou da Europa – com um preço acessível”, ressalta. “A quantidade de pedágios pelos quais um caminhão passa, hoje em dia, para atravessar as estradas encarece em muito esse produto. Precisamos de opções mais baratas, como a ferrovia, por exemplo”, completou Ometto.

Em artigo na Folha, Ometto diz que mudanças climáticas exigem ações urgentes

Agência Indusnet Fiesp

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João Guilherme Sabino Ometto: fenômeno, se não for controlado logo, aumentará a probabilidade de impactos severos, invasivos e sem volta para os ecossistemas. Foto: Everton Amaro/Fiesp (Arquivo)

É importante, mas ainda insuficiente o acordo bilateral firmado na quarta-feira (12/11) por China e Estados Unidos, em que as duas potências mundiais – que, juntas, são responsáveis por cerca de 45% da produção de gases estufa – estabelecem metas para limitar essas emissões na atmosfera. A opinião é do segundo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto.

Em artigo publicado na sexta-feira (14/11) na página Tendências e Debates do jornal Folha de S.Paulo, Ometto observa que os alertas feitos na recente apresentação do relatório-síntese do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), na Dinamarca, tornam decisivas as próximas negociações mundiais, que, segundo ele, precisam ir além de acordos bilaterais como o firmado pelo presidente americano, Barack Obama, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim.

“O entendimento e a adoção de providências são impreteríveis, pois o fenômeno, se não for controlado logo, aumentará a probabilidade de impactos severos, invasivos e sem volta para os ecossistemas. Foi instigante a ponderação feita pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na apresentação do documento do IPCC, de que se não forem tomadas as providências necessárias, a oportunidade de manter o aumento da temperatura global abaixo da meta de 2ºC não será mais possível em menos de 10 anos”, sustenta o segundo vice-presidente da Fiesp, que também coordena o Comitê de Mudanças do Clima da entidade.

Segundo Ometto, o cenário torna justa a proposta defendida pelo Brasil, de que o acordo a ser firmado na 21ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP 21), em Paris, em novembro de 2015, considere as ações já realizadas e estabeleça metodologia para quantificar e qualificar as responsabilidades anteriores pelas emissões de carbono.

“A Fiesp, que concorda com essa posição e espera que ela seja acolhida, participa oficialmente das COPs desde 2009”, afirma Ometto.

“A federação defende ainda que as decisões ligadas à agropecuária garantam a segurança alimentar e os sistemas produtivos, mas sem medidas disfarçadas que permitam a adoção de barreiras ao comércio. Além de engajada à agenda internacional, a entidade realiza ações para contribuir com a sustentabilidade ambiental, social e econômica da indústria”, conclui o segundo vice-presidente da Fiesp.

>> Leia o artigo na íntegra no jornal Folha de S. Paulo (sujeito a paywall)


Fiesp, Ciesp, entidades e empresas assinam ‘Pacto pela mediação’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) e entidades da sociedade civil assinaram, na manhã desta terça-feira (11/11), o “Pacto de Mediação”. O objetivo da iniciativa é estimular a mediação na solução de conflitos entre empresas em lugar do litígio, ação predominante no Brasil atualmente.

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Da esquerda para a direita: Angelica Walker (CPR), Marcio Olivio Fernandes da Costa (Fecomércio), Carlos Alberto Carmona (USP), Sydney Sanches (Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem Ciesp/Fiesp), Kazuo Watanabe (Conselho de Mediação, Conciliação e Arbitragem do Ciesp/Fiesp), Murilo Portugal (Febraban)e José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro (Iasp). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Por meio do pacto, entidades e empresas assumiram o compromisso de incentivar práticas de métodos consensuais na solução de conflitos, como a mediação e a conciliação, antes de ingressar no Judiciário.

Assim, as entidades buscam fortalecer a cultura da pacificação, que tem como benefícios a solução mais rápida das disputas, redução de custos e do desgaste de relacionamentos, diminuição da incerteza quanto aos resultados, adequação da solução às peculiaridades das partes e a natureza do conflito.

A assinatura fez parte da programação de um evento organizado pela Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Ciesp/Fiesp.

O ministro Sydney Sanches, presidente da Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem Ciesp/Fiesp defendeu a necessidade urgente de encontrar outras saídas para a solução de conflitos no país.

“Aprendemos, na faculdade de direito, a litigar, a propor a ação e nos defender de uma ação em juízo. Essa cultura levou a isso que acontece com a Justiça atualmente. A solução não é mais a Justiça, que deve ser evitada ao máximo, até porque isso interessa ao país. Precisamos encontrar meios alternativos”, afirmou o ministro, que lamentou que apenas 32% da população aprove a Justiça brasileira hoje.

“Um dos meios é a negociação entre as próprias partes. O outro é a mediação, em que as partes não querem negociar diretamente e contam com um terceiro para encontrar o caminho. E o verdadeiro sucesso da mediação é a conciliação, em que se consegue fazer as partes chegarem a um acordo. É disso que vamos tratar: formar mediadores.”

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Sydney Sanches: solução não é mais acionar o poder judiciário. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Sanches também leu o artigo do vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, publicado em junho, no jornal O Estado de S. Paulo, sobre eficiência na gestão de conflitos.

Outro defensor do pacto, o professor Kazuo Watanabe, presidente do Conselho de Mediação, Conciliação e Arbitragem do Ciesp/Fiesp, acredita na transformação da cultura para resolver a grave questão da morosidade do Judiciário.

“A assinatura desse pacto tem uma importância histórica para a sociedade brasileira, porque procede uma reflexão sobre a situação da nossa Justiça e sobre um dos problemas mais sérios do país: a morosidade e a incerteza das decisões judiciais”, disse ele.

Watanabe citou dados recentes sobre a justiça, como os 95 milhões de processos que tramitaram em 2013 – sendo que 60% deles já estavam pendentes do ano anterior, e o progressivo e constante aumento de 3,4% do número de processos por ano. Mas, além da questão do desentrave judiciário, ele afirma que a mediação traz ainda outras vantagens.

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Kazuo Watanabe: solução adjudicada pela sentença judicial não é a mais adequada porque não pacifica as partes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“A mediação se impõe pela qualidade própria. Muitos conflitos que ocorrem na sociedade, principalmente naqueles que há uma relação permanente entre as partes e necessidade de continuidade do relacionamento, a solução adjudicada pela sentença judicial não é a mais adequada porque não pacifica as partes”, defende.

“Quando a gente cita os números gigantescos do Judiciário, não procuramos que esses meios alternativos sejam utilizados para solucionar o passivo, mas dar uma solução adequada para determinados tipos de conflito.”

Representantes de entidades que assinaram o pacto também falaram sobre a importância desse compromisso.

Leia um resumo dos discursos:

Murilo Portugal, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) – “Buscamos, diuturnamente, adotar diversas medidas para desafogar o Judiciário, seja com a desistência de milhares de ações para as quais já existe jurisprudência firmada, seja participando ativamente das semanas nacionais de conciliação, seja firmando convênios com tribunais de justiça de vários estados para recebermos citação sob a forma eletrônica. Os números indicam que o problema do Judiciário é difícil de ser resolvido se não houver meios alternativos. Os bancos têm mecanismos diretos, como por meio dos serviços de atendimento ao cliente e ouvidorias, para tentar fazer a negociação direta entre as partes. Também reformulamos contratos com escritórios de advocacia e cobrança para remunerar melhor o acordo que o litígio. Quero manifestar a total disposição da Febraban de aderir ao pacto e fazê-lo funcionar na prática.”

Marcio Olivio Fernandes da Costa, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) – “Os mecanismos alternativos de solução de controvérsias representam um pacto importante do Brasil no rumo à modernização. Permite que as empresas possam resolver conflitos em menos tempo e possam também ter menores custos e significam a oportunidade de superar o clima atual de saturação do Judiciário. Ao mesmo tempo em que configura um avanço da sociedade civil, a substituição da cultura do litígio por outra, que privilegia a pacificação e a busca do consenso. Reafirmamos nossa certeza e nosso compromisso que esse movimento, em breve, estará disseminado por todo o país.”

José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro, presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp) – “Vivemos um caos do processo judicial: insegurança jurídica, desrespeito à jurisprudência, o juiz que desrespeita a lei como no caso da fixação de honorários nas ações condenatórias. Tudo isso cria uma situação de absoluto descrédito da Justiça. Somente esse cenário de caos não é suficiente para uma mudança. A mudança de cultura deve ser não só praticada, mas principalmente temos que dar o exemplo, como estamos fazendo assinando esse pacto de mediação. Ele não só retrata eficiência, mas também economia para todas as partes envolvidas. Acho importante que fosse pensada uma estratégia para que a administração pública, responsável pela maior parte dos litígios judiciais, possa também aderir à mediação e efetivamente pacificar um conflito fundamental: o descrédito que a sociedade tem com o Estado.”

Angelica Walker, consultora jurídica internacional do CPR (Institute for Dispute Resolution) – “Inovação é essencial na expansão do conhecimento das disputas alternativas. Sei que no Brasil temos os melhores profissionais do campo da resolução de disputas. Não perde nada para nenhum lugar do mundo. Só precisamos mesmo dos apoios das empresas, da decisão dos advogados para a mediação acontecer de forma decisiva. É uma honra para mim e para a CPR estar nesse evento histórico, que vamos lembrar no futuro da importância que é a assinatura do pacto. A sociedade precisa mudar o modo de resolver os seus conflitos. O pacto é uma excelente iniciativa, mas somente quando voltarmos para os nossos escritórios e empresas podemos de fato mudar a cultura do litígio no nosso país. O pacto é um compromisso de ação. Por isso, faço um apelo para que não fique só na assinatura o nosso desejo de mudar essa cultura. E quero deixar uma reflexão: a mediação é o instrumento favorito dos grandes empresários no mundo. Se as empresas brasileiras não abraçarem a mediação como política empresarial, a exemplo de seus colegas norte-americanos e europeus, haverá uma desvantagem de competitividade? Que a gente pense sobre isso também.”

Carlos Alberto Carmona, professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) – “Em um primeiro momento, parece que a mediação vai funcionar porque o Judiciário não funciona, mas não é assim. Estamos falando de meio adequado de solução de controvérsias. O que temos pela frente não é um mecanismo de equilíbrio do poder judiciário, mas da sociedade, que é muito mais importante. Precisamos criar a consciência de que esse é um mecanismo para resolver algumas controvérsias, mas não todas. Um sistema multiportas é sinônimo de país evoluído. Para isso estamos criando também um novo profissional. Vamos incentivar nossos alunos para que cada um encontre o mecanismo de solução de litígios onde se adapte melhor. Não é um mecanismo de solução de controvérsias para equilibrar um momento ruim do Judiciário. Estamos criando uma iniciativa para o futuro. Seja o que tiver que acontecer com o poder judiciário, a mediação e a conciliação vão sempre encontrar lugar em qualquer sociedade. Na nossa, em especial, pela cordialidade inata do brasileiro. Vamos investir, portanto, em nossos alunos. Apesar das nuvens pretas que se avizinham, temos uma luz no fim do túnel, que são os nossos estudantes.”

No Brasil Econômico, Ometto defende posição brasileira na Cúpula do Clima da ONU

Agência Indusnet Fiesp

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João Guilherme Sabino Ometto: Fiesp concorda com a posição brasileira e espera que ela seja acolhida na COP 21. Foto: Everton Amaro/Fiesp

No artigo “Quem deve não pode temer pactos com o planeta”, publicado na segunda-feira (03/11) no jornal Brasil Econômico, o segundo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, comenta um dos temas centrais da 21ª Conferência das Partes da Convenção—Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (COP 21), agendada para novembro de 2015, em Paris.

Segundo ele, é preciso analisar com isenção e bom senso a recusa brasileira, na Cúpula do Clima da ONU, dia 23 de setembro, de aderir à Declaração de Nova York sobre Florestas.

No artigo, o coordenador do Comitê de Mudanças Climáticas da Fiesp afirma que não se pode entender que o Brasil esteja se negando a contribuir para conter o aquecimento e o desmatamento ou desmerecendo a proposta europeia de destinar US$ 1,2 bilhão às nações que reduzirem perdas de cobertura vegetal.

“Ao contrário”, exclama Ometto. “O Brasil foi um dos países que mostraram resultados concretos no evento. De 2010 a 2013, deixamos de lançar 650 milhões de toneladas anuais de dióxido de carbono (CO²) na atmosfera e, nos últimos dez anos, reduzimos o desmatamento em 79%”, ressalta.

Para o segundo vice-presidente da Fiesp, é justa a proposta brasileira de que os futuros acordos considerem as ações já realizadas e estabeleçam metodologia para quantificar e qualificar as responsabilidades anteriores pelas emissões de carbono.

“A Fiesp concorda com a posição de nosso país e espera que ela seja acolhida na COP 21”, completa.

Fiesp e Basf assinam compromisso para implantar Programa ‘Meu Novo Mundo’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) deu um importante passo para a evolução do programa “Meu Novo Mundo”, iniciativa em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP) que tem a finalidade de preparar pessoas com deficiência (PCDs) para a efetiva inclusão no mercado de trabalho.

Em cerimônia na tarde desta terça-feira (28/10), a entidade assinou com a Basf um termo de cooperação em que a multinacional de origem alemã adere ao programa. Além de São Paulo, a Basf vai implementar o programa em suas unidades de São Bernardo do Campo e de Guaratinguetá. As atividades começam em dezembro de 2014.

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Fiesp e Basf assinam acordo de cooperação para inclusão de pessoas com deficiência. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O “Meu Novo Mundo” proporciona a PCDs o acesso à profissionalização por intermédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e, com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), trabalhar autoestima e habilidades intelectuais e corporais.

Na avaliação de Thomas Reineke, vice-presidente de Recursos Humanos da Basf para a América do Sul, o termo de compromisso representa um esforço da companhia, da Fiesp e do Ministério Público para fomentar a inclusão social de PCDs.

“A Basf tem um compromisso com a diversidade. Pessoas com deficiência fazem parte desse conceito e via esse programa conseguimos combinar essa ideia de fomentar a diversidade com a inclusão social, disse Reineke, que vê nesse projeto um piloto, com possibilidade de expansão para outras unidades produtivas da Basf do Brasil.

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Thomas Reineke, João Guilherme Sabino Ometto e Sylvio de Barros. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

De acordo com o 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, a adesão demonstra a visão empresarial da Basf e serve como estímulo para que outras empresas de todos os portes possam ingressar no programa.

“Ela realmente é pioneira, está abrindo caminhos. E isso é muito bom ser divulgado. O programa é muito importante e mostra o nosso trabalho de inclusão. Tenho certeza que vai dar grandes resultados. Não é apenas com leis que se regulam as coisas, mas com boa vontade, tecnologia, inovação, para que as pessoas que estão começando a entrar no mercado de trabalho sejam respeitados e possam ter uma integração com a sociedade.”

Guilherme Bara, gerente de Diversidade e Inclusão da Basf para a América, disse que para a Basf é um privilégio participar do programa. “Isso complementa as nossas ações. Hoje temos mais de 140 pessoas com deficiência trabalhando na Basf em diversos cargos, desde o assistente até um vice-presidente. E trabalhar essa parceria com a Fiesp – onde a gente consegue fazer o que chamamos de inclusão 360 graus, com inclusão no trabalho, na cultura, no esporte – vem ao encontro do nosso desejo para contribuir para uma sociedade mais inclusiva.”

Para o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, a adesão de uma companhia com a Basf é uma mensagem importante para todas as demais. “Era preciso assinar o termo com uma empresa que trouxesse uma segurança para o mercado. É uma empresa multinacional, que estudou todos os instrumentos jurídicos. É uma empresa que entendeu que tem uma segurança jurídica entrando no programa.”

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Para Guilherme Bara, gerente de Diversidade e Inclusão da Basf para a América, é um privilégio participar do programa. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

De acordo com Sylvio de Barros, a assinatura é importante também porque o primeiro mês de inscrições revelou um surpreendente interesse de PCDs. “Temos muito mais candidatos do que empresas estruturadas para participar”, explicou o diretor, revelando que a expectativa do programa até o final de 2015 é de atingir 10.000 participantes contratados por intermédio do programa.

“O próximo passo é difundir esse programa para que a gente não frustre as 380 pessoas que estão aguardando uma oportunidade.”

Também participaram da assinatura do termo de compromisso o gerente de Assistência a Empresa e a Comunidade do Senai-SP, Celso Taborda Kopp, e o diretor de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho.

Para o Estado de S. Paulo, Ometto fala sobre a necessidade de impedir ‘evasão da ética’

Agência Indusnet Fiesp

No artigo “Evasão da ética”, publicado no sábado (18/10) pelo jornal Estado de S.Paulo, o 2º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, comenta ser constrangedor para o povo e prejudicial ao ambiente de negócios a informação de que mais de US$ 30 bilhões em dinheiro ligado ao crime, à corrupção e à sonegação de impostos saem do Brasil a cada ano.

“O dado, divulgado pela Global Financial Integrity (GFI), grupo de pesquisa sediado em Washington (EUA) e defensor da transparência financeira, impõe reflexão sobre o que queremos para o presente e para o futuro, porque é premente combater esse mal”.

Ometto recorda que, em 2010, o Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp produziu o estudo “Relatório Corrupção: custos econômicos e propostas de combate”, com base no modelo de Transparência Internacional.

“Em valores de 2010, o custo anual médio da improbidade corresponde a R$ 60,7 bilhões, algo muito próximo do agora pautado pela GFI, referendando a gravidade do problema”, calcula o 2º vice-presidente da Fiesp.

“Temos, no Brasil, instituições sólidas, Estado organizado de acordo com padrões avançados da democracia, empresários e trabalhadores com grande capacidade laboral e pautados pela correção de conduta, bem como governantes e parlamentares eleitos pelo voto direto. Contamos, assim, com os elementos necessários para impedir que a minoria desonesta promova a evasão da ética no setor público e na iniciativa privada, pulverizando recursos gerados pelo trabalho de nossa gente”, conclui Ometto.

>> Leia o artigo na íntegra no site do Estado de S. Paulo

Ometto: ‘Estamos perdendo competitividade e posição no mercado internacional’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil vem passando por um processo de desindustrialização e o momento pede um grande diálogo entre todos os setores, para que o país tenha condições de crescer. A opinião é do segundo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, ao abrir um debate no segundo dia de programação do 11o Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).

“Estamos perdendo competitividade industrial, perdendo posição no mercado internacional”, disse Ometto na manhã desta terça-feira (16/09).

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Ometto: Se a gente não conversar vai ser muito difícil de o país avançar”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“Uma coisa é estar em Brasília e outra coisa é a realidade no chão de fábrica que vemos na produção. Tem muita regulamentação de trabalho impossível de as empresas cumprirem”.

Segundo Ometto, quem quer produzir enfrenta o custo da burocracia, a falta de segurança jurídica e o que ele classificou como uma “parte fiscal pesada, complicada”.

“Há que ter ter uma compreensão, um diálogo muito grande entre todos os setores: trabalhadores, empresários e governo. Se a gente não conversar vai ser muito difícil de o país avançar”, concluiu Ometto.

Foto: vice-presidente da Fiesp em almoço em homenagem ao diretor-geral da FAO

Agência Indusnet Fiesp,

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Vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, e o diretor-geral da FAO, José Graziano. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, participou nesta sexta-feira (22/08) de um almoço em homenagem ao diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.

Também participaram do encontro o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o senador Romero Jucá, a secretária de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Monika Bergamaschi, o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o membro do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), Roberto Rodrigues.


Unidade do Senai-SP recebe ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A ministra de Estado de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, visitou, na tarde desta segunda-feira (21/07), a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) “Conde José Vicente de Azevedo“, escola especializada na área de automobilística no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Durante a visita, a ministra conheceu as dependências do local acompanhada pelo presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Senai-SP, João Guilherme Sabino Ometto.

“O Senai-SP de Ipiranga é uma escola de referência mundial no setor de automobilística, com alunos do mundo inteiro e com convênios com as principais empresas da cadeia produtiva”, explicou o diretor da unidade, Fabio Rocha.

Segundo Rocha, a unidade prepara o aluno a enfrentar os desafios do setor automobilístico no Brasil.

A partir da esquerda: Rocha, Ometto e Tereza: Senai-SP é referência em integração com o mercado. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A partir da esquerda: Rocha, Ometto e Tereza: Senai-SP é referência em integração com o mercado. Foto: Everton Amaro/Fiesp


A ministra, que conheceu as principais instalações da unidade, as salas de aula e os laboratórios de Funilaria, Hidráulica e Pneumática, Metalografia e Autotronica, falou sobre a evolução do Pronatec durante a visita.

“A parceria entre o Pronatec e o Senai-SP ajuda a levar a formação profissional para cerca de 1 milhão e 300 mil brasileiros de baixa renda”, disse.

Segundo a ministra, o principal desafio do programa é ampliar “ainda mais” a oferta do curso para esse público. Atualmente, o Senai-SP é responsável por 47% das matrículas do programa. Foram 316 mil inscrições somente em 2011 e 2012.

No âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, a unidade do Senai-SP de Ipiranga oferece ao Ministério do Desenvolvimento Social cursos de Mecânico de Motores Ciclo Otto, Mecânico de Motores a Diesel, Mecânico de Motocicletas, Eletricista de Automóveis, Mecânico de Sistemas de Freios, Suspensão e Direção de Veículos Rodoviários Pesados, Instalador de Acessórios Automotivos e Mecânico de Freios, Suspensão Direção de Veículos Leves.

O Pronatec foi criado pelo Governo Federal, em 2011, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica.


Foto: Presidente da Fiesp recebe secretário estadual da Fazenda

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, recebeu em almoço, na sede da federação, na capital paulista, nesta segunda-feira (14/07), o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Andrea Calabi.

Estiveram presentes ainda o segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, o vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil), Elias Miguel Haddad, e o diretor titular do Departamento Jurídico (Dejur) da entidade, Helcio Honda.

Steinbruch, ao centro, com Calabi (à direita) e Ometto (à esquerda): encontro na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Steinbruch, ao centro, com Calabi (à direita) e Ometto (à esquerda): encontro na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp




Procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo é homenageado na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo, Marcio Fernando Elias Rosa, foi homenageado, na noite desta segunda-feira (09/06), com um jantar na sede da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp), na capital paulista. Participaram do evento o presidente em exercício da Fiesp, Benjamin Steinbruch, o segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, e o presidente do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) da federação, Sydney Sanches, entre outros nomes.

Em seu pronunciamento de boas-vindas ao homenageado, Sanches fez questão de destacar o seu apreço e o da diretoria da Fiesp pelo Ministério Público. “Digo com toda a alegria que nunca tive um desentendimento com qualquer membro do MP”, afirmou.

Sanches: admiração pelo trabalho do MP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Sanches: admiração pelo trabalho do MP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

De acordo com ele, o procurador geral de Justiça de São Paulo ingressou no MP em 1986 e desde 2009 atua como procurador. Mestre e doutor em Direito pela PUC – SP, é autor de diversos livros jurídicos e artigos na área, além de sua atuação como professor.

Decado do MP presente ao jantar, José Roberto Dealis Tucunduva também registrou a sua admiração por Rosa. “Ele sempre trouxe ideias relevantes para o desenvolvimento institucional”, disse.

O mesmo compromisso

Para o homenageado da noite, foi “uma honra participar de um evento dessa natureza”. “Sei que esse encontro se deve a um excesso de generosidade daqueles que o idealizaram”, disse Rosa. “Mas acredito que pode e deve ser dado o devido merecimento a todos aqueles que fizeram e fazem o MP, aos que colaboram para que a instituição seja o que é, uma grande instituição que atua em favor da cidadania e da promoção da Justiça”.

Segundo Rosa, a Fiesp e o MP têm “o mesmo compromisso”. “É a ideia de criar uma rede informal de apoio à cidadania”, explicou. “Que todos estejam juntos para a ideia do bem comum. E que o Brasil se desenvolva de forma justa”.

Rosa: em favor da cidadania e da promoção da Justiça. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Rosa (ao microfone), com Ometto e Steinbruch ao centro, ao fundo: em favor da cidadania e da promoção da Justiça. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Mais de 11% das áreas de pastagens brasileiras estão em estágio degradado

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Mais de 11% das áreas de pastagens visitadas pelas equipes do Rally da Pecuária,  expedição de especialistas que analisa a qualidade das pastagens a da produção pecuária na maior parte dos estados do país,  apresentaram estágio avançado de degradação ou estão degradadas, o que significa uma necessidade de intervenção para reforma ainda este ano ou nos próximos 24 meses. A afirmação foi feita,  na noite desta quarta-feira (04/06), pelo  sócio e coordenador de Pecuária da consultoria Agroconsult, responsável pela iniciativa, Maurício Nogueira.

Segundo Nogueira, que participou do encerramento do Rally da Pecuária na Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), 9,4% das áreas de pastagens do país estão semidegradadas enquanto 2,3% estão degradadas.

“Se eu extrapolar esse resultado para a área de pastagem brasileira, estou falando de 5 milhões de hectares que teriam de ser refeitos esse ano”, explicou ele.   “E há mais 14 milhões que, em 20 a 24 meses, estariam degradadas”, avaliou.

Nogueira: necessidade de ação em até 24 meses em algumas áreas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Maurício Nogueira, coordenador da Agroconsult, durante encerramento do Rally da Pecuária na Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Um pasto que não volta mais 

Ao participar da cerimônia de encerramento, o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessoa, esclareceu que o conceito de degradação aplicado durante as amostragens é de um pasto que não volta mais. “Acabou. Tem de ser reformado. E aqueles pastos em estágio avançado de degradação podem caminhar para degradados em muito pouco tempo”.

Também presente, o diretor do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira, reiterou a urgência em rever a utilização de áreas dedicadas à pastagem.

“Fala-se muito da possibilidade de avançarmos de forma expressiva a produção agrícola em áreas de pastagens, mas a pergunta fundamental é:  como está o nível de degradação desses pastos? Será que uma pecuária muito bem produzida é capaz de entregar resultados econômicos parecidos com os de uma lavoura de soja, por exemplo?”, questionou o diretor da Fiesp.

Ferreira: pecuária equivalente à produtividade dos grãos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ferreira: pecuária equivalente à produtividade dos grãos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo Nogueira, a expedição deste ano verificou um incremento acima do esperado de plantação de grãos em áreas anteriormente usadas para pastagens em regiões como o sul do Pará. “Estamos vendo muito mais soja em regiões nas quais nem esperávamos que fossem plantar tão cedo. Na medida em que a gente passava pela estrada, víamos muito milho safrinha plantado com bastante toco de lado na cerca, mostrando que aquilo era pasto até o ano passado ou retrasado”, contou o coordenador da Agroconsult.

Infraestrutura

O Rally da Pecuária percorreu 55 mil quilômetros pelo país e, segundo Nogueira, mais de 40% das estradas apresentaram deficiências de infraestrutura.

“Muitas vezes a gente se deparava com estrutura precária. Infelizmente, por questões de logística e custo, não conseguimos ir em regiões do Rio Grande do Sul com muitos rebanhos, regiões do Acre e no nordeste do Pará, mas no futuro pretendemos ir”, contou.

O presidente em exercício da Fiesp, Benjamin Steinbruch, acompanhou parte da apresentação dos resultados do Rally da Safra. Além dos entraves de logística, ele mencionou o preço da arroba, que na véspera ficou estável, em R$ 120 à vista, segundo a Scot Consultoria. “O preço está bom, mas poderia estar melhor. Está razoável”, disse.

Steinbruch: preço razoável da arroba. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Steinbruch: preço razoável da arroba. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Produção

Segundo a Agroconsult, a produção de carne bovina do Brasil deve registrar um incremento de 4% este ano, para 10,65 milhões de toneladas (equivalente carcaça).

Nogueira ponderou, no entanto, que as demandas local e externa devem ser suficientes para absorver esse crescimento. “Mesmo assim a demanda vai ser suficiente para manter os preços nos patamares mais elevados que estamos vivendo”, acrescentou.

O Rally da Safra entregou 415 questionários, realizou 76 entrevistas completas com produtores e promoveu 12 eventos regionais. A expedição que atingiu pelo menos 1.100 pecuaristas se encerrou na noite desta quarta-feira (04/06), na sede da Fiesp.

Feito bandeirantes

Ometto: informações para melhorar a competitividade da carne brasileira. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ometto: informações para melhorar a competitividade da carne brasileira. Foto: Everton Amaro/Fiesp

De acordo com segundo vice-presidente da entidade, João Guilherme Sabino Ometto, ao menos 30% dos sindicatos da Fiesp são ligados à cadeia do Agronegócio.

“Queremos prestigiar o trabalho que os profissionais da Agroconsult têm feito, saindo como verdadeiros bandeirantes entrando pelo Brasil e trazendo todas as informações para melhorar a competitividade da carne, o abastecimento e a segurança alimentar do país”, disse Ometto.

16ª Semana do Meio Ambiente vai debater consequências das mudanças do clima

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Os impactos, vulnerabilidades e a adaptação às mudanças do clima serão os assuntos centrais da 16ª Semana do Meio Ambiente, promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a partir desta segunda-feira (02/06). O evento segue até sexta-feira (06/06).

A iniciativa é uma realização da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp

Participaram da abertura da Semana  o vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê de mudanças do clima, João Guilherme Sabino Ometto, o vice-presidente e diretor titular do Departamento de meio ambiente (DMA) da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Rubens Naman Rizek Junior, o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos A. Klink, e o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Vanderlei Meira Nascimento.

Nelson Pereira dos Reis destacou os eventos que serão promovidos pela Fiesp e também pelo Sesi-SP e pelo Senai-SP no decorrer da semana, entre eles a entrega do 20º prêmio de mérito ambiental, na noite desta segunda (02/06).

“Durante esses dias vamos desenvolver uma série de atividades, lembrando toda questão do meio ambiente e fazendo reflexões sobre os temas que vivemos diariamente e sobre os quais nem sempre temos oportunidades de refletir, discutir e trazer propostas e soluções”, disse Reis.

16ª Semana do Meio Ambiente: abertura com debate sobre parcerias com a indústria para discutir questão. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

16ª Semana do Meio Ambiente: abertura com debate sobre parcerias com a indústria. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Educação ambiental

A importância da educação ambiental foi destacada pelo secretário municipal do Verde, que falou sobre as ações desenvolvidas pela Prefeitura, como a criação do projeto de compostagem nos parques, a implantação da coleta seletiva em toda a cidade e a construção da primeira central de triagem automatizada da América Latina, que será inaugurada no dia 5 de junho.

“A educação ambiental é o investimento nº 1 nessa área, porque nenhum outro tipo de mitigação vai chegar a lugar nenhum se não tivermos mudança de hábitos”, afirmou Nascimento. “Nesse momento, o investimento fundamental, sem prejuízo das tecnologias e de outros projetos, é a educação”.

O representante do governo estadual aproveitou para agradecer a parceria com a Fiesp em diversas áreas. “Graças à parceria do governo com a Fiesp, avançamos em questões como resíduos sólidos, qualidade do ar, recuperação de áreas contaminadas, inventário de emissões e a comissão paulista de biodiversidade”, declarou Rizek Junior, que destacou que, com ajuda da Fiesp, mais de 10 mil CNPJs firmaram termos de compromisso de logística reversa.

Rizek Junior: avanços em função da parceria com a Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Rizek Junior: avanços em função da parceria com a Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mas, segundo ele, há ainda outros temas a serem desenvolvidos em parceria com a indústria paulista. “Falta melhorar a questão da construção civil sustentável, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), a organização da legislação ambiental, os acertos fiscais e a renovação de frota de veículos.”

A Fiesp e o meio ambiente

Falando sobre o trabalho realizado pelo Comitê de Mudanças Climáticas, formado por representantes dos departamentos de Meio Ambiente, Infraestrutura, Agronegócio, Competitividade e Comércio Exterior da federação, Ometto mostrou a importância que a Fiesp dá ao meio ambiente.

“Há vários anos, a visão da Fiesp é que as questões ambientais são transversais aos processos econômicos e sociais. A conservação e o uso racional dos recursos naturais é essencial para os processos industriais e para a manutenção da qualidade de vida.”

Para o vice-presidente da Fiesp, é fundamental o equilíbrio entre meio ambiente, economia e sociedade. “Estamos construtivamente trabalhando em prol do meio ambiente somando esforços para que as soluções sejam práticas, economicamente viáveis e com a colaboração de todos os órgãos ambientais”, explicou. “Na gestão ambiental, social e econômica, o objetivo é melhorar a qualidade de vida e gerar riqueza para o País, em um ambiente de sustentabilidade.”

No L.E.T.S., Fiesp pede investimentos em hidrelétricas com reservatórios

Alice Assunção e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti, afirmou na tarde desta quinta-feira (22/05) que aumentar investimentos em usinas hidrelétricas é essencial para o setor energia. Ele também afirmou que a Fiesp defende o uso de biomassa na diversificação da matriz.

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Carlos Cavalcanti: “É essencial no setor de energia aumentar os investimentos em hidrelétricas com reservatórios e diversificar a matriz, investindo em termonucleares”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“É essencial no setor de energia aumentar os investimentos em hidrelétricas com reservatórios e diversificar a matriz, investindo em termonucleares”, afirmou Cavalcanti em seu discurso de encerramento da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S), encontro da Fiesp sobre planejamento integrado de infraestrutura.

Na segunda-feira (19/05), após a abertura do encontro, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, informou que o governo pretende realizar no segundo semestre do ano um leilão de energia de reserva dedicado a projetos de energia solar, eólicos e termoelétricos movidos a biomassa.

Sobre o provável leilão, Cavalcanti afirmou que a federação apoia o uso de biomassa. Mas sobre os projetos de energia solar, o diretor afirmou que “a Fiesp vai reagir contra isso”.

O segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto também participou do encerramento do L.E.T.S.

“Este é um encontro onde chamamos aqueles que têm a responsabilidade dos setores de infraestrutura para ir além dos interesses individuais. Este é um encontro onde debatemos o Brasil”, afirmou o segundo vice-presidente da (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, que também participou da cerimônia de encerramento.

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João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp: encontro fez chamamento aos setores de infraestrutura para ir além de interesses individuais. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Licenciamento Ambiental

Ainda durante seu discurso, Cavalcanti afirmou que uma das conclusões do evento, que durou quatro dias, é que o licenciamento ambiental, no molde que está, não reduz impactos, mas obstrui o desenvolvimento econômico.

“O licenciamento ambiental deve ser um norteador para o desenvolvimento sustentável. Entretanto, como está estruturado hoje, é um entrave porque o processo não tem como propósito mitigar os impactos de determinado empreendimento, mas impedir sua construção”, esclareceu.

O diretor da Fiesp criticou ainda a falta de titularidade no caso da prestação de serviços de saneamento básico no país. Segundo ele, a maior dificuldade para ampliar a cobertura do serviço está “no impasse institucional”.

Monitor Banda Larga

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Carlos Cavalcanti: Monitor Banda Larga teve mais de 20 mil acessos em três dias. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo Cavalcanti, em apenas dois dias, o aplicativo Monitor Banda Larga, lançado na segunda-feira (19/05) durante a abertura do evento, já teve mais de 20 mil acessos. “Nem todos esses acessos geraram downloads, porque a versão mobile ainda não está disponível, mas é um número significativo”, explicou.

O objetivo da ferramenta é melhorar a qualidade da banda larga fixa, necessária ao desenvolvimento da indústria e de todo o país, auxiliando qualquer usuário a verificar se sua prestadora de serviços está entregando a internet banda larga de acordo com o contratado e com os parâmetros da Anatel, de maneira simples e de fácil entendimento.

Inicialmente o produto é compatível com o sistema operacional Windows e conta com três tipos de medição: padrão, automaticamente configurada com a instalação do aplicativo e que realiza testes diários a cada 6 horas; instantânea, que verifica a qualidade da conexão imediatamente e programada, que possibilita a seleção de intervalos de medição a cada 2, 4, 6 ou 8 horas. Após a escolha das opções de medição, o usuário visualizará um relatório simples e objetivo, que indicará a velocidade e qualidade da internet.

Para garantir a segurança, o aplicativo possui um parecer do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), que certifica o funcionamento e a confiabilidade da ferramenta.

L.E.T.S

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento aconteceu entre os dias 19 e 222 de maio (segunda a quinta-feira), no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Vice-presidente do Uruguai quer aumentar o número de empresas brasileiras em seu país

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O Uruguai pode ser uma base importante de crescimento das nações vizinhas, com todas as condições de abrigar centros de serviços compartilhados e centros de distribuição e fornecimento de mercadorias. A conclusão é do vice-presidente daquele país, Danilo Astori, que participou, na manhã desta terça-feira (29/04), do seminário “Uruguai – Plataforma de Expansão Regional”, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. Desde o início deixando claro que os brasileiros são “sócios fundamentais” dos uruguaios, Astori veio com a missão de apresentar as possibilidades de investimento na terra da seleção celeste.

Os serviços, aliás, respondem hoje por 60% do Produto Interno Bruto (PIB) uruguaio. “Temos que trabalhar para aumentar a presença de empresas regionais, principalmente brasileiras, no Uruguai”, afirmou Astori. Segundo ele, a exportação de serviços vem sendo crescente em seu país, com destaque para as áreas de “tecnologia da informação e serviços financeiros”.

Além dessa vocação, Astori destacou como atrativos para os empresários brasileiros “a localização estratégica para receber centros de distribuição”, devido à proximidade com o Brasil, e a “segurança e qualidade de vida” observadas por lá. “Temos uma boa rede rodoviária e fluvial, além de conectividade aérea com toda a América do Sul, Europa, México e países árabes”, explicou.

Astori:  destaque para as áreas de “tecnologia da informação e serviços financeiros” no Uruguai. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Astori: destaque para as áreas de tecnologia da informação e serviços financeiros. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Em termos de bons indicadores sociais, o vice-presidente uruguaio citou números como o primeiro lugar no índice de democracia na América do Sul, segundo levantamento da revista The Economist e no ranking de países com baixo nível de corrupção na região, conforme dados da Transparência Internacional. Além disso, 70% dos uruguaios têm computador e 87% dos estudantes frequentam universidades públicas.

A economia também vai bem, obrigado. “A taxa média de crescimento do PIB do Uruguai cresceu, em média, 5,6% entre 2005 e 2013”, disse Astori. “Em 2013, esse aumento foi de 4,5%”.

Os uruguaios vendem seus produtos e serviços para 140 países em todo o mundo.

Acordo de cooperação

Astori lembrou que o Brasil e seu país firmaram um acordo para aprofundar as suas relações comerciais em julho de 2013. Por meio da medida, foi criada a Comissão de Comércio Bilateral Uruguai-Brasil. “Além disso, a Lei de Investimentos 16.906 trata estrangeiros e locais em igualdade de condições para investir”, explicou.

Há ainda a desoneração do Imposto de Renda, com reembolso entre 20% e 100% do montante investido. “O Uruguai tem portos e aeroportos livres”, disse.

Outro ponto destacado por Astori para o fortalecimento do comércio regional foi a necessidade de firmar um acordo do Mercosul com a Europa. “O Mercosul passa por muitas dificuldades e um acordo com a Europa pode ajudar na recuperação dos níveis de liberalização do comércio perdidas nos últimos anos”, explicou. “Essa deve ser uma das nossas prioridades”.

Coração

Muito solícito e à vontade na Fiesp, o vice-presidente do Uruguai disse que o “dinamismo da indústria” é um ponto a ser destacado na economia brasileira. “A indústria é o coração dessa fortaleza econômica que é o Brasil”.

Representante da casa no seminário, o segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, também destacou a necessidade de estreitar os laços com os vizinhos. “Precisamos resgatar a competitividade das nossas economias e ampliar a globalização dos nossos produtos”, disse. “Temos condições de avançar muito mais”.

Ometto: “Precisamos resgatar a competitividade das nossas economias”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ometto: “Precisamos resgatar a competitividade das nossas economias”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, Antonio Bessa, também participou do evento. Assim como o embaixador do Uruguai no Brasil, Carlos Amorim.

Tratados como reis

Outros convidados foram os empresários com empresas instaladas em território uruguaio Gabriel Rosman, presidente da Tata Consultancy Services Iberoamérica, de serviços de consulta de dados, e Renato Ferreira, presidente da brasileira Lobraus, de logística.

“É fácil trabalhar num país pequeno e com o governo que o Uruguai tem”, disse Rosman.

Vestido com a camisa da celeste como prova da sua admiração, Ferreira contou que já teve empresas “em várias partes do mundo”, mas que nunca foi tão bem tratado como na nação vizinha. “Todos os impostos aqui são federais”, disse. “Somos tratados como reis”.

O seminário “Uruguai – Plataforma de Expansão Regional” na Fiesp: integração. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O seminário “Uruguai – Plataforma de Expansão Regional” na Fiesp: integração. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Empreendedores do agronegócio premiados pelo Rally da Safra na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A noite desta terça-feira (01/04) foi de reverência aos empreendedores do agronegócio nacional. Para fechar as atividades do Rally da Safra 2014, levantamento com projeções da safra de grãos no país, foram premiados os destaques do setor em cerimônia realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento teve a participação do diretor da Agroconsult, André Pessoa, que apresentou os resultados do estudo de campo realizado este ano. A consultoria é a responsável pela iniciativa.

Além disso, estiveram presentes na ocasião o segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Nery Geller, o membro do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues e o diretor titular do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira.

“O André Pessôa, como um verdadeiro bandeirante, adentrou as áreas de plantio do país para fazer o Rally da Safra”, disse Ometto.

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, 24% da representação da entidade está ligada à indústria de insumos e alimentos. “Temos uma grande vocação na área”, disse. “Estamos aqui para trabalhar para o Brasil, todas as nossas posições são construtivas”.

Ometto: “Estamos aqui para trabalhar para o Brasil, todas as nossas posições são construtivas”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ometto: “Estamos aqui para trabalhar para o Brasil”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Segundo diretor titular do Deagro, as condições enfrentadas pelos produtores rurais muitas vezes são “adversas”. “Por isso a importância de iniciativas como essa: a cada edição do Rally da Safra nos sentimos mais motivados a estreitar essa parceria”.

Em sua apresentação, Pessôa lembrou que o Rally é um esforço no sentido de “reduzir a assimetria das informações no agronegócio”. “Percorremos 65 mil quilômetros de praticamente todas as regiões do país, mobilizando uma equipe de 112 pessoas e envolvendo 2,2 mil produtores”, afirmou.

Ao longo do levantamento feito pelo Rally da Safra, conforme Pessôa, até mesmo as condições das estradas e as características físicas e nutricionais da soja no Brasil foram consideradas.

Quem tem compromisso

Para o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é preciso ajudar a “reduzir os gargalos que atrapalham o desenvolvimento”. “Temos que trazer para dentro do agronegócio quem tem compromisso com a produção”, disse Geller.

Geller: para promover a inovação tecnológica. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Geller: foco na inovação tecnológica. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“No ministério, estamos focados em trazer conhecimento para ajudar a resolver problemas”, afirmou. “Não é só disponibilizar recursos, mas também promover programas de acesso à inovação tecnológica”.

O homem que empurra o barco

Alvo da homenagem especial do prêmio Rally da Safra 2014, o fundador do Grupo Manah, de fertilizantes, Fernando Penteado Cardoso, emocionou a plateia ao destacar a “força humana” do agronegócio. “Parabenizo todos os premiados pela sua eficiência”, disse. “Que continuem a representar a força humana da nossa agricultura. A qualidade do homem que empurra o barco é muito importante”.

Representante do Grupo Bom Jesus, do Mato Grosso, na cerimônia, Nelson Vígolo recebeu o prêmio de “Produtor do Ano”. “Essa é uma grande satisfação para mim e para a minha família, que acreditou no cerrado e na produção de soja”, disse. “O Brasil é gigante na agricultura e pode crescer bem mais”.

Já a jornalista Sônia Bridi, da Rede Globo, destacada com o “Prêmio Especial Régis Alimandro de Jornalismo”, fez questão de citar a sua história pessoal com o campo. “Fiquei mais do que envaidecida e orgulhosa com esse prêmio: sou da primeira geração da família Bridi que nasceu fora da lavoura”, contou. “Foi a expansão da lavoura no país que mudou o meu destino”.

Para Sônia, é importante lembrar que existe um Brasil agrícola “eficiente e de altíssima produtividade”.

Confira abaixo a relação completa de premiados pelo Rally da Safra 2014:

Produtividade

Irmãos Cambruzzi (SC)

Excelência Agronômica

Geraldo H. Morsink (PR)

Gestão da Propriedade Agrícola

Fazenda Progresso (PI)

Produtor do Ano

Grupo Bom Jesus (MT)

Prêmio Régis Alimandro de Jornalismo

Gustavo Bonato – Thomson Reuters

Prêmio Especial Régis Alimandro de Jornalismo

Sônia Bridi – Rede Globo

Homenagem Especial

Fernando Penteado Cardoso (Fundador do Grupo Manah, de fertilizantes)

O Rally da Safra

Iniciado em 2004, o Rally da Safra vai a campo, todos os anos, para avaliar as condições das lavouras de soja e milho no Brasil. A expedição é realizada entre janeiro e março. O roteiro é escolhido com o objetivo de percorrer os principais polos produtores.

Fiesp recebe seminário sobre Gestão de Gases do Efeito Estufa

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta quinta-feira (05/12), a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) recebeu o Seminário sobre Gestão de Gases Efeito Estufa. Durante o evento, foi apresentado o projeto de Fomento a Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil, que é desenvolvido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pelo Banco Internacional do Desenvolvimento (BID), em parceria com a Fiesp.

A sessão foi aberta por Mario Hirose, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação. Hirose apresentou a entidade e os projetos ligados às alterações climáticas que vêm sendo desenvolvidos desde 2009, quando a Fiesp criou o Comitê de Mudanças do Clima, coordenado pelo segundo vice presidente da entidade,  João Guilherme Sabino Ometto.

Hirose chamou a atenção para o envolvimento das pequenas e médias empresas diante do assunto. Para ele “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Ensinar o pequeno e médio empresário a cuidar das emissões de gases do efeito estufa não é, para Hirose, apenas uma questão ambiental, mas também uma questão financeira.

Em seguida, o consultor da ABNT e do BID Julio Jemio, apresentou o projeto em si. Ele esclareceu que são três os grandes objetivos: preparar a ABNT como um órgão de validação e verificação de gases de efeito estufa na América Latina, desenvolver a implementação dos programas de gestão do efeito estufa em pequenas e médias empresas e disseminar as informações desenvolvidas para o projeto.

Hirose: “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Hirose: “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para tanto, a ABNT desenvolveu cursos internos e também um guia, que deve ser publicano no ano que vem, com apoio do Sebrae e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), para formar consultores e verificadores, além de orientar empresários na realização de inventários de emissões dos gases do efeito estufa.

Segundo Jemio, a meta é que a ABNT, através de suas parcerias, subsidie parte desses inventários para pelo menos 220 empresas e que os verificadores formados por ela não tenham ligação com os consultores, para que a avaliação seja 100% isenta, podendo ser aplicada a toda e qualquer empresa interessada.

Preparação para as mudanças

A terceira palestra do encontro foi feita pela também consultora Isabel Sbragia, que apresentou o histórico dos efeitos e protocolos que motivaram o desenvolvimento do projeto. “A influencia do homem no meio é muito grande e nós temos que ver o que estamos fazendo. E se [o aquecimento global] está acontecendo por nossa causa ou por causa natural, a gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”, afirmou Sbragia.

Isabel: “A  gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Isabel: “A gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A especialista esclareceu que a principio o projeto estaria focado no mercado de carbono, mas, em função de mudanças no cenário internacional e da dificuldade que as pequenas e médias empresas teriam de se inserir nesse mercado, os planos foram alterados.

“A gente quer que a pequena e a média empresa olhem para as mudanças que podem ser feitas”, afirmou a palestrante sobre o foco definitivo do projeto de Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil.


Fiesp divulga seu posicionamento para a COP 19; conferência global acontece em Varsóvia

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) integra a delegação brasileira na COP19, por meio do seu Comitê de Mudança do Clima. A 19ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas, de 11 a 22 deste mês, ocorre em Varsóvia, na Polônia.  O objetivo da equipe técnica da Fiesp é compreender os possíveis reflexos das negociações internacionais na Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) contribuindo na construção de uma agenda positiva e de um cenário de baixo carbono com foco no desenvolvimento sustentável.

Por isso, a Fiesp contribui com os trabalhos da delegação brasileira ao elaborar seu Documento de posicionamento sobre o processo negocial na COP19 com reflexões por parte da indústria paulista. A avaliação é que a COP será crucial para o futuro das regras multilaterais em função de três vertentes.

A primeira delas diz respeito à intensificação das negociações em torno do protocolo legalmente vinculado à Plataforma de Durban; o segundo item é que os debates se dão em torno das responsabilidades históricas pelas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs); e, por último, o papel do Brasil. Assim, a Fiesp trabalha com seis pontos centrais:

1. Em seu entendimento, as negociações no âmbito da Plataforma de Durban para Ações Avançadas (ADP) têm dois pilares: os elementos que darão base ao novo acordo a ser adotado em 2015, com compromissos pós 2020, e o fomento a metas mais ambiciosas levando-se em conta as responsabilidades históricas pelas emissões e os princípios de equidade e das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Essas discussões também envolvem o formato legal do novo acordo e uma arquitetura que articule temas como mitigação, adaptação, transferência de tecnologia, capacitação e financiamento.

2. A Fiesp defende que ações positivas de mitigação, mensuradas, reportadas e verificadas, sejam reconhecidas nos compromissos que vigorarão a partir de 2020. O reconhecimento das emissões históricas permitirá que o novo acordo seja ambicioso, inclusivo e incorpore ações nacionais. Entende-se que a concentração de GEEs na atmosfera se dá, principalmente, pelas emissões históricas e não pode ser confundida com o nível atual de emissão dos países. A Fiesp concorda com a proposta brasileira ligada à criação de uma metodologia no Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) com vistas a criar metodologia que permita quantificar e comparar essas responsabilidades históricas das emissões.

3. Os compromissos de redução do desmatamento (80% na Amazônia e 40% no Cerrado) refletem a importância das ações antecipadas (early actions) a serem reconhecidas no futuro acordo. Em 2012, 76,7% da redução do desmatamento na Amazônia foi atingida, e 60,5% no Cerrado, o que sugere que o Brasil deverá ultrapassar a meta comprometida até 2020, no Acordo de Copenhagen, em 2009. O esforço deve ser reconhecido bem como as ações nacionais voluntárias de mitigação promovidas pelos planos setoriais no âmbito da PNMC (Planos ABC, Indústria, Decenal de Expansão de Energia, Siderurgia, de Transportes e Mobilidade Urbana). O não reconhecimento das ações antecipadas e realizadas no período de 2015 a 2020 pode levar os países sem obrigações no segundo período de Quioto a adiar suas ações para depois de 2020. A Fiesp enfatiza, portanto, a importância do reconhecimento expresso dessas ações antecipadas.

4. As negociações sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação devem ser centradas no financiamento e no desafio de mensurar, reportar e verificar projetos. O financiamento é essencial por dar escala à adoção de projetos nacionais e subnacionais. A Fiesp defende que os projetos REDD plus, financiados pelo setor privado e que contemplem as salvaguardas, tenham níveis de referência e critérios de monitoramento transparentes e cientificamente fundamentados. Entende-se que esses projetos poderão ser adicionais à mitigação das emissões desde que garantida a integridade ambiental. No tocante à questão de Monitoramento, Reporte e Verificação (MRV), a capacitação dos países em empregar tais sistemas em florestas, a fim de mensurar e quantificar as reduções, deve ser a base da adoção de projetos REDD plus.

5. As ações de mitigação propostas pelo Brasil também contemplam reduções no setor agropecuário. Deve-se salientar a importância do estímulo ao conhecimento científico e à produção de baixo carbono. O Novo Código Florestal Brasileiro traz avanços e diferenciais que devem ser creditados para o país, como a agenda de regularização para recuperar ao menos 4,8 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a recuperação ou compensação de até 21 milhões de hectares de áreas de Reserva Legal. A Fiesp entende que uma decisão ligada à agropecuária precisa garantir a segurança alimentar e os sistemas produtivos, evitando-se decisões que permitam a adoção de barreiras ao comércio disfarçadas com objetivos ligados à mudança do clima.

6. O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é ferramenta para adoção de ações de mitigação apropriadas às necessidades de cada país, e adicionais, desde que tenham a integridade ambiental como premissa.

Portanto, o Comitê do Clima da Fiesp, que hoje integra a delegação brasileira na COP19, nasceu da necessidade em acompanhar temas transversais à indústria, com foco em uma agenda positiva, a fim de agregar valor e fortalecer os mecanismos econômicos, demonstrando seu compromisso com a sustentabilidade e o Brasil.

Por fim, a Fiesp entende que o êxito das negociações na COP19 é vital para um futuro acordo abrangente e com a ambição necessária em termos de mitigação a fim de aprofundar a adoção de ações de adaptação e incentivo à transferência de tecnologias e capacitação. Sem isso, não será factível criar um novo acordo, com visão de longo prazo, que reconheça as realidades, capacidades e responsabilidades de cada país em relação à mudança climática que promova a melhoria da qualidade de vida e redução da fome e pobreza no planeta.

“A continuidade do Protocolo é importante para que não haja lacuna no processo e nem dê margem para que os países retrocedam em tudo o que vem sendo negociado nos últimos anos”, na expectativa do segundo vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê de Mudança do Clima da entidade, João Guilherme Sabino Ometto.

Breve histórico da Fiesp nas negociações mundiais do clima

A Fiesp participa desde 2009 das Conferências Climáticas Mundiais, ou seja, quando foi assinado o Acordo de Copenhagen, negociado pelos Estados Unidos, China, Brasil, Índia e África do Sul, entre outros países, mas que não resultou em consenso. No entanto, foi reconhecido que o aumento da temperatura global não deve exceder 2º Celsius para evitar mudanças no sistema climático, conforme apontou o 4º relatório do IPCC, e as partes devem cooperar a fim de diminuir as emissões globais de GEE.

Desde então, a Fiesp tem integrado a delegação brasileira, chefiada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o intuito de compreender como se dão as negociações e os reflexos possíveis para a indústria. O apoio se dá por meio de seu qualificado corpo técnico do Comitê de Mudança do Clima. A intenção é contribuir com o processo de discussão e negociação para que sejam levadas em conta o modelo de desenvolvimento e sua aplicação nos processos produtivos nacionais.

A Fiesp também participou ativamente das discussões sobre biodiversidade ocorridas em Montreal, no Canadá, em outubro deste ano. O objetivo foi avaliar o acesso e a repartição de benefícios econômicos resultantes do uso dos recursos genéticos determinados pelo Protocolo de Nagoya, um regime jurídico internacional a ser seguido por provedores e por aqueles que os utilizam, que entra em vigor a partir de 2014. O grupo da Fiesp ressaltou alguns pontos ligados ao processo de ratificação do Protocolo pelo Congresso Nacional e a implementação das Metas de Aichi. A delegação brasileira anunciou, em Montreal, que já internalizou as Metas de Aichi como Metas Nacionais de Biodiversidade para 2020 e trabalha no Plano Estratégico de implantação a ser apresentado na COP em 2014.

A Fiesp sempre manteve o foco no desenvolvimento sustentável e equilibrado. Nesse sentido, não só premia empresas por boas práticas ambientais, por meio de seu Departamento de Meio Ambiente que existe há 40 anos, como projetou o Humanidade 2012 no Forte de Copacabana (RJ), com público estimado de mais de 210 mil pessoas. O megaevento paralelo à Rio+20 foi realizado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e Fundação Roberto Marinho, com patrocínio da Prefeitura do Rio, Caixa e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No evento, Fiesp e Firjan divulgaram o documento “A desigualdade é insustentável”, com a visão da indústria sobre os temas que envolvem o desenvolvimento sustentável.

Outra importante ação foi o acordo de cooperação na área ambiental entre a Fiesp e o  Reino dos Países Baixos, em outubro deste ano, com foco em novas tecnologias. A Holanda, por exemplo, conta com larga experiência em reciclagem.

Delegação da Suécia debate relações com o Brasil em visita à Fiesp; Skaf propõe intercâmbio na área educacional

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) recebeu nesta segunda-feira (11/11) a visita da Academia Real Sueca de Ciências e Engenharia. O patrono da academia, o rei da Suécia Carl XVI Gustaf, esteve presente no encontro. Além de participar de debates sobre inovação e competitividade nas relações entre o Brasil e a Suécia, a delegação se reuniu com a diretoria e com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

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Ao lado do rei da Suécia Carl XVI Gustaf (à direita na foto), Paulo Skaf disse que o Brasil precisa de muitos parceiros. “Tenho certeza que a Suécia pode ser um grande parceiro brasileiro.” Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Skaf agradeceu a presença da delegação, em nome de todos os setores produtivos brasileiros, e reforçou a importância de aumentar os negócios entre os dois países.

“A corrente de comércio da Suécia em 2012 foi de US$ 340 bilhões. A brasileira ficou em torno de US$ 500 bilhões. Isso nos estimula a procurar as razões pelas quais a nossa troca de comércio é tão modesta. Deveríamos estar comprando muito mais da Suécia e também vendendo mais para eles, assim como deveria ser maior o investimento de um país para o outro”, afirmou o presidente da Fiesp.“O Brasil tem um grande potencial e precisa de muitos parceiros. E tenho certeza que a Suécia pode ser um grande parceiro brasileiro.”

Ao falar dos investimentos da indústria paulista em educação, o presidente da Fiesp aproveitou a oportunidade para propor um intercâmbio entre as universidades da Suécia com as entidades da indústria como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

O presidente do Conselho da Academia e líder da delegação, Leif Johansson, disse que a Suécia tem muito interesse no Brasil. “Nossa meta é fazer a imersão profunda em coisas brasileiras, comparar o Brasil e a Suécia e avaliar como os países podem se desenvolver de forma independente e também em conjunto”, declarou. “Temos muito interesse em participar na economia crescente do Brasil, promovendo a ciência em áreas como estrutura energética, inovação, empreendedorismo e sustentabilidade. Sem dúvida, a Fiesp é uma organização importante para chegar a esse objetivo.”

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Leif Johansson (2º da esquerda para a direita): “Temos muito interesse em participar na economia crescente do Brasil”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Perguntas

Os principais temas questionados pelos membros da delegação sueca foram competitividade, infraestrutura, pré-sal e investimentos do país em educação.

Sobre a competitividade, o diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), José Ricardo Roriz Coelho, citou alguns dos entraves que o Brasil precisa enfrentar nessa questão. “Um dos problemas é o câmbio, porque durante um tempo tivemos o real sobrevalorizado, o que desorganizou os preços relativos no Brasil e perdemos a competitividade para exportar e no mercado interno. Também temos o custo de produzir no Brasil, que é muito caro”, explicou Roriz, que incluiu nesse custo as questões da infraestrutura e da baixa qualidade dos serviços públicos.

Roriz falou ainda que o Brasil precisa fazer um grande trabalho na área de inovação e tecnologia, para melhorar sua competitividade, além de fazer as reformas – tributária, jurídica e política.

O impacto dos investimentos do pré-sal para o Estado de São Paulo também foi tema de uma pergunta da delegação sueca. “De 2012 a 2016, o investimento do estado na área de petróleo e gás vai ficar na casa de R$ 175 bilhões. Em termos de serviços e produtos, São Paulo é responsável por 50% de tudo que se faz nessa área, mas, hoje, representa só 2% da produção. Esse número vai crescer para cerca de 20%, depois de desenvolvidos os campos do pré-sal”, disse Roriz, que avalia o pré-sal como uma grande oportunidade para São Paulo.

O diretor do Decomtec falou ainda sobre a questão da infraestrutura. “Embora o Brasil tenha imensos desafios pela frente, também é um país de grandes oportunidades. E pode trabalhar em conjunto com a Suécia para desenvolver esse potencial.”