“Redução é positiva, mas insuficiente”, diz João Guilherme Ometto

Nota oficial

O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12% a.a., demonstrando timidez diante do quadro de arrefecimento da economia doméstica e internacional.

A crise financeira internacional faz estragos consideráveis nas economias americana e europeia. Ao preservar uma postura pouco sensível ao momento global e nacional, a autoridade monetária brasileira pode, assim como aconteceu na crise de 2008, estar incorrendo no grave erro do excesso de conservadorismo e intensificando a desaceleração da atividade econômica, já em curso.

“Só uma forte redução de juros pode fazer com que o País mantenha o ritmo de crescimento, sem comprometer o controle dos preços. Hoje ainda temos no Brasil o que o resto do mundo não tem, a demanda interna. Ao manter os juros elevados, o Copom acaba retraindo o consumo e trazendo para o Brasil os efeitos da crise internacional”, afirmou João Guilherme Ometto, presidente em exercício da Fiesp.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)