Brasil cresce pouco porque modelo de 2005 a 2010 não existe mais

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Mendonça de Barros disse crer que China mantém pelo menos uma taxa de crescimento em 7% anuais e que, por isso, a demanda por alimentos vai continuar forte, o que beneficia o agronegócio brasileiro. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O crescimento da economia brasileira desacelerou porque está esgotado o modelo que deu base à forte expansão da atividade econômica entre 2005 e 2010. A análise é do economista e fundador da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros.

“O governo insiste em uma medicação para uma doença que mudou, o cenário é outro agora e nós não temos a China crescendo a 12%, não temos, e nem teremos, um crescimento acelerado da demanda interna porque o grande efeito da inclusão já passou e as famílias estão endividadas”, afirmou Mendonça de Barros nesta segunda-feira (02/06) ao participar de reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado São Paulo (Fiesp).

Segundo Mendonça de Barros, a consultoria MB Associados deve revisar para baixo sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014. “Provavelmente o crescimento deve ficar abaixo de 1%”, disse ele no encontro que reuniu empresários e especialistas, sob a condução do presidente do Cosag, João de Almeida Sampaio Filho.

Por outro lado, o economista afirmou que está otimista com a retomada de crescimento da economia norte-americana. “Esse é o fenômeno mais importante porque vai puxar o crescimento global.”

Ele também mostrou otimismo com a demanda chinesa por alimentos, apesar de expectativas com PIB menos vigoroso, abaixo dos dígitos que a China chegou a apresentar.

“Acreditamos que a China segura os 7% [de PIB] e, sendo verdade, a demanda por alimentos vai continuar forte, o que nos beneficia.”

Ao reiterar a necessidade de revisão do modelo de crescimento do Brasil, Mendonça de Barros afirmou ainda que um dos maiores desafios para o país retomar sua rota de expansão é aumentar a taxa de investimento do PIB.

O economista explicou que “o modelo de consumo estimulou uma forte queda na poupança”. Adicionado a isso, a queda da taxa de investimento do PIB desde 2010 compromete o crescimento da economia brasileira.

“A taxa de investimento tem caído sistematicamente e quem não investe, não cresce”, alertou. No primeiro trimestre de 2014, a taxa de investimento referente ao PIB caiu para 17,7%, a mais baixa para primeiros trimestres do ano desde 2009.

Produção de soja

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André Pessoa, da Agroconsult: consultoria revisou para cima a estimativa de área plantada de soja. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ao apresentar perspectivas para a produção de soja do Brasil, durante a reunião do Cosag, o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessoa, afirmou que a consultoria revisou para cima a estimativa de área plantada da oleaginosa para a safra 2014/15.

“Estávamos trabalhando com 1,2 milhão de hectares, mas subimos para 1,5 milhão de hectares para o crescimento de área plantada”, disse Pessoa. “O grande contribuinte com mais de 90% da área acrescida esse ano será, mais uma vez, a conversão de áreas de pastagem em lavoura, especialmente nas regiões leste e norte do Mato Grosso, oeste de Tocantins, sul do Pará, e sul de Tocantins.”

A Agroconsult projeta uma safra de soja de mais de 94 milhões de toneladas em 2014/2015. Pessoa reiterou, no entanto, que se houvesse uma aceleração dos investimentos em infraestrutura, para escoamento de grãos por exemplo, os produtores do setor poderiam ganhar bem além do que ganham com os avanços da produtividade da safra.

“A grande oportunidade do agronegócio, mesmo no ambiente de redução de preços internacionais, reside na logística, ou seja, na aceleração do processo de investimento em logística, o que pode dar uma contribuição para o resultado de nossos produtores muito maior que a produtividade tem dado nos últimos anos”, explicou.

Cana

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Plínio Nastari, da Datagro: subsídio do governo aos preços da gasolina importada desestimula a produção de cana-de-açúcar e provoca endividamento de produtores. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O presidente da consultoria Datagro, Plínio Nastari, também participou da reunião do Cosag. Ele reiterou a necessidade de mudança na política, sobretudo nos subsídios favoráveis ao preço da gasolina, para que os produtores enfrentem o que ele classificou como “a pior crise” da cana-de-açúcar.

Segundo os cálculos da Datagro, o subsídio do governo aos preços da gasolina importada chegou a 19,52% em 28 de maio. Para Nastari, trata-se de “uma política distorciva à gasolina” que desestimula a produção de cana-de-açúcar e investimentos em novas tecnologias para o setor, além de provocar um endividamento de produtores que comercializam etanol abaixo do seu preço de oportunidade.

“O endividamento só na região Centro Sul estimamos em R$66,3 bilhões na safra 2013/14, o que representou 112% do faturamento”, informou Nastari.

A Datagro estima uma moagem de mais de 616 milhões de toneladas de cana na safra 2014/15, enquanto a região Centro-Sul do país deve ser responsável pela maior parte desse volume, 560 milhões de toneladas. A volume é inferior aos 574,6 milhões de toneladas projetado anteriormente pela consultoria para a região.

Questão indígena é discutida na reunião mensal do Conselho Superior de Agronegócio

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (14/10), o Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) trouxe para a sua reunião mensal um debate sobre a questão indígena. A discussão contou com a participação do presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, e dos deputados federais integrantes da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. A reunião foi coordenada pelo presidente do Cosag, João de Almeida Sampaio Filho.

“A questão indígena impacta no maior e mais moderno setor da economia brasileira. A agropecuária inunda o país todo com melhoria da renda e desenvolvimento de tecnologias”, disse Ramalho. “O que o produtor rural quer é uma definição clara do governo federal sobre os indígenas.”

Ramalho: “Produtor rural quer uma definição clara do governo federal sobre os indígenas.” Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ramalho: “Produtor rural quer uma definição clara do governo sobre os indígenas.” Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Para o presidente da SRB, é inadmissível que seja colocado em dúvida, por exemplo, o direito de propriedade de escrituras centenárias. “Não podemos aceitar que as pessoas sejam expropriadas pela Funai (Fundação Nacional do Índio) sem direito a receber nada”, disse ele, que destacou que há outros segmentos empresariais que também são prejudicados pela falta de definição na questão dos índios.

Parlamentares

O deputado federal Luiz Carlos Heinze falou sobre o que está em processo na Câmara dos Deputados na questão indígena. “Acreditamos e vamos seguir trabalhando pela PEC 215, mas, nesse momento, se sair a votação da regulamentação do artigo 231 da Constituição ou o decreto, que está sendo definido por um grupo de trabalho que envolve a Embrapa e a Câmara, já resolve a questão.”

O parlamentar lembrou a questão da segurança jurídica do agronegócio do país. “Quem é que vai investir em um país que não garante a sua segurança? Uma pessoa é proprietária de uma terra, mas amanhã pode perdê-la”, afirmou. “Hoje temos 16 estados do Brasil com problemas, desde assentados da reforma agrária, que receberam terra do Incra há três anos e estão sendo tirados pela Funai, até pequenos, médios e grandes produtores.”

Heinze: preocupação quanto à segurança jurídica para os produtores rurais. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Heinze: preocupação quanto à segurança jurídica para os produtores rurais no país. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


O também deputado federal Moreira Mendes reforçou a questão constitucional, destacando o artigo 231. “Vencemos as dificuldades com os sem-terra e também sobre o código florestal e agora surge a questão indígena. Quando isso se resolver, surgem as comunidades tradicionais, depois os quilombolas. Tudo isso com o objetivo de acabar com a propriedade privada”, disse.

Membro da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, o parlamentar Alceu Moreira também mostrou preocupação com a defesa da propriedade privada. “Temos um governo urbano, um judiciário urbano e um congresso urbano em um país rural. Constituir-se maioria nesse cenário é muito difícil. O que impera é o direito ao coitadismo, um raciocínio raso”, declarou Moreira.

Sampaio Filho foi o coordenador da reunião do Cosag nesta segunda-feira (14/10). Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Sampaio Filho foi o coordenador da reunião do Cosag. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Também participaram da reunião a secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, e o diretor-titular do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira.

Preços das commodities afetam o crescimento econômico, diz consultor em reunião do Cosag na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Os ciclos de preços das commodities e a demanda por alimentos analisada do ponto de vista do varejo foram os temas da reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na manhã desta segunda-feira (02/09). O debate, coordenado pelo presidente do Cosag, João de Almeida Sampaio Filho, teve como convidados o sócio consultor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, e o diretor comercial de Perecíveis do Grupo Pão de Açúcar, Leonardo Miyao.

Alexandre Mendonça de Barros abriu a reunião apresentando um panorama dos ciclos de commodities no cenário internacional. Para ele, devem ser chamados de “super ciclos” períodos entre 10 e 40 anos. E as análises em torno do tema mudam conforme as referências de análise. “Se tomarmos 2011 como referência desde 1900, os preços das commodities subiram 252%”, explicou. “Desde 1950 foram 192% de alta e desde 1975% em torno de 46% de aumento”.

Barros: “Se tomarmos 2011 como referência desde 1900, os preços das commodities subiram 252%”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Alexandre de Barros: Entre 1900 e 20011, preços das commodities subiram 252%. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Como tendências de longo prazo, segundo Barros, os preços das commodities agrícolas têm tudo para baixar, enquanto os da energia e dos metais preciosos devem subir. Entre os fatores de influência desses comportamentos estão a maior industrialização e a urbanização em massa. “Por isso hoje vemos o aumento da demanda puxado pelos países asiáticos”, afirmou.

A reunião do Cosag  foi conduzida pelo presidente do Cosag, João de Almeida Sampaio Filho, ao centro. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A reunião do Cosag foi conduzida por João de Almeida Sampaio Filho, ao centro. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Diante desses movimentos, de acordo com o consultor, os preços das commodities afetam o ritmo de crescimento econômico. E esses valores tendem a cair nos próximos anos por conta do aumento da produtividade no campo. “As tecnologias serão decisivas”, explicou.

Em termos de oferta de produtos agrícolas, questões como restrições de terra, escassez de água e carência no fornecimento de fertilizantes podem impactar a produção.

Consumo consciente

Diretor comercial de Perecíveis do Grupo Pão de Açúcar, Leonardo Miyao falou sobre a demanda por alimentos no Brasil a partir do ponto de vista do varejo. Executivo de uma rede que vendeu R$ 57 bilhões em 2012, dos quais R$ 31 bilhões em alimentos, Miyao destacou que o setor tem o poder de influenciar o consumo e a produção.

“É crescente a busca por alimentos orgânicos e a preocupação com a origem e o modo de produção”, disse. “Nos últimos cinco anos, as vendas de orgânicos têm crescido a taxas de dois dígitos”.

Outra tendência forte, segundo Miyao, é a “valorização da origem e a busca por autenticidade e familiaridade” em relação à produção. “E os produtores familiares são os protagonistas desse processo”, disse.

Leonardo Miyao: valorização da origem dos produtos pelos consumidores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Leonardo Miyao: valorização da origem dos produtos pelos consumidores. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Nessa linha, os conceitos de sustentabilidade passaram a ser considerados fundamentais por consumidores e varejistas. “Incentivar esse tipo de consumo é um papel do varejo junto à sociedade”, explicou o executivo.

O Grupo Pão de Açúcar tem um programa de acompanhamento da qualidade dos produtos desde a sua origem. “Temos um trabalho de rastreabilidade e um check list de condutas junto aos produtores”, explicou Miyao.

Essas práticas incluem a atribuição de notas aos fornecedores. “Motivamos as cadeias a investir em qualidade”, disse o diretor comercial de Perecíveis do Grupo Pão de Açúcar. “Cerca de 80% das nossas compras são feitas diretamente com os produtores”.

Bananas no pé da serra

Como exemplo do impacto dessas medidas, Miyao citou o caso de produtores de bananas que há três gerações tinham por hábito plantar, entre outras áreas, no pé de uma serra. Parte da produção do grupo era frequentemente devolvida por não atingir os critérios estabelecidos pela rede, mas a identificação precisa do problema só veio com a adoção da rastreabilidade dos produtos. “Só assim, pelos lotes, descobrimos que as bananas devolvidas eram sempre aquelas plantadas no pé da serra”, disse. “Imagine o quanto essa família perdeu durante três gerações por não saber disso”.

Assim, o Grupo Pão de Açúcar tem hoje um percentual de 83% do volume de alimentos vendidos rastreado em suas 1,8 mil lojas em 19 estados brasileiros, mais o Distrito Federal. “Isso porque em alguns casos o controle de qualidade é feito diretamente nas lojas”, explicou.

Fiesp vai criar indicador para medir confiança da cadeia produtiva do agronegócio

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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João de Almeida Sampaio Filho. Foto: Julia Moraes/Fiesp

O presidente do Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João de Almeida Sampaio Filho, disse que a entidade terá um Índice de Confiança do Agronegócio. O anúncio foi feito nesta terça-feira (26/03) durante o evento do Rally da Safra 2012/13.

Para criar o indicador, a Fiesp conta com a parceria do Instituto de Pesquisa e Estudos Setoriais (Ipes).

“A ideia é que a gente possa medir a confiança entre todos os elos da cadeia produtiva do setor de agronegócio”, disse Sampaio Filho, citando a intenção de plantio e de investimento como um dos itens para formular o índice.

“A partir daí vamos tomar decisões que vão nortear as nossas atividades e ações dentro da cadeia”, explicou o presidente do Cosag.

Sampaio Filho aproveitou para elogiar o trabalho da Agroconsult, empresa de consultoria responsável pelo estudo Rally da Safra. “É fundamental para o setor”, resumiu.



Conheça os vencedores do Rally da Safra 2012/13

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Vencedores do Rally da Safra 2012/13. o coordenador geral do Rally da Safra, André Pessôa; a secretária da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônica Bergamaschi; e o presidente do Cosag/Fiesp, João de Almeida Sampaio Filho. Foto: Julia Moraes/Fiesp

O Rally da Safra 2013/13 teve os seguintes vencedores: Grupo Bom Futuro, na categoria “Produtor da década”; SLC Agrícola, em “Gestão de Propriedade Agrícola”; Cooperativa Agrária, na categoria “Alta Produtividade”; e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em “Excelência Agronômica”.

Cosag/Fiesp espera cenário melhor em 2013 com mais etanol na composição da gasolina

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Além de palestras de convidados como Alexandre Mendonça de Barros , diretor da MB Agro, André Pessoa , diretor da Agroconsult, e Plínio Nastari, presidente da Datagro, a reunião de segunda-feira (10/12) do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp teve outra finalidade: a de avaliar o desempenho do setor em 2012 e as perspectivas para 2013.

Reunião Cosag/Fiesp. João Almeida Sampaio. Foto: Everton Amaro

João de Almeida Sampaio Filho, presidente do Cosag/Fiesp. Foto: Everton Amaro

Entre as principais expectativas está o provável aumento da mistura de etanol anidro à gasolina no próximo ano e o impacto positivo da medida na produção açúcar de etanol.

“Para açúcar e etanol, a gente espera que o governo adote algumas medidas em relação ao aumento da adição de etanol anidro na gasolina e, por que não, aumento do preço da gasolina. Isso é importante para o país”, afirmou o presidente do Cosag, João de Almeida Sampaio Filho. “A gente espera que, com isso ocorrendo, um melhor ano para açúcar e etanol”, completou.

Em outubro deste ano, o diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Helder Queiroz, confirmou para 1º de junho de 2013 a data prevista pelo governo para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina, com o prazo podendo ser antecipado caso haja oferta de etanol suficiente para atender à demanda. A mistura pode sair dos atuais 20% e retornar para o patamar de 25%.

Novo presidente assume a direção do Conselho de Agronegócio da Fiesp

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Roberto Rodrigues, João Guilherme Sabino Ometo e João de Almeida Sampaio Filho

Sob a liderança do vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, foi realizada nesta segunda-feira (26) a troca de comando da presidência do Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da federação.

João de Almeida Sampaio Filho, ex-secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, assumiu no lugar do ex-ministro Roberto Rodrigues, que esteve à frente do Cosag nos últimos cinco anos.

Ometto fez um balanço do trabalho realizado pelo Cosag: 42 reuniões e o encaminhamento de diversas propostas, como a desoneração tributária dos alimentos, a modernização da defesa agropecuária, o debate de questões ambientais e, mais recentemente, o engajamento na campanha Sou Agro, de valorização do agronegócio no território nacional.

Roberto Rodrigues, ao deixar o cargo, elogiou a visão do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, quando criou o Cosag por entender que o agronegócio integra uma cadeia produtiva.

Sampaio afirmou que dará continuidade ao trabalho realizado por Rodrigues. Para ele, há pontos fundamentais a serem trabalhados ainda, o que inclui questões tributárias e comerciais e o acesso ao crédito. “O Cosag é uma instância propícia para se fazer esse tipo de debate, pois agrega os diversos elos do agronegócio”, disse, ao agradecer o voto de confiança. Em sua expectativa, o bom senso deve prevalecer para a aprovação do Código Florestal que, acredita, será votado ainda este ano.