Lançamento da Japan House na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, participou, nesta quinta-feira (25/2), na sede da entidade, do seminário de lançamento da Japan House, projeto do Ministério de Relações Exteriores do Japão destinado a divulgar a imagem do “verdadeiro Japão moderno”. A Japan House será construída na avenida Paulista, oferecendo atividades para representar a cultura japonesa e promover o intercâmbio entre Brasil e Japão, abordando temas como tecnologia, arte, música, esportes e design. Participou também da abertura do evento o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae.

Mesa de abertura do seminário de lançamento da Japan House, na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Momento de investir no Brasil é agora, diz Paulo Skaf a empresários japoneses

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A crise política é o que mais atrapalha a atividade econômica do país, mas o Brasil deve superá-la no longo prazo, afirmou nesta quarta-feira (2/9) o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao seu reunir com empresários e autoridades do Japão.

“O momento de investir é agora. Quem investe não vê o mês ou o ano seguinte. Os investimentos são pensados no longo – no mínimo médio – prazo”, disse Skaf ao abrir o Seminário Econômico Brasil – Japão, na sede da Fiesp.

O encontro é uma das comemorações dos 120 anos do Tratado da Amizade, Comércio e Navegação entre as duas nações.

O presidente da Fiesp afirmou não ter dúvida ou insegurança com relação ao futuro do Brasil. “Temos uma grande agenda pela frente. E esta casa estará aberta de forma permanente para tudo que representa um maior entrosamento com o Japão”, disse Skaf.

Paulo Skaf em encontro com empresários japoneses na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Paulo Skaf em encontro com empresários japoneses na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Presente ao seminário, que reuniu mais de 300 empresários e autoridades brasileiras e japonesas, o embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda, afirmou que o momento de crise do parceiro sul-americano proporciona uma “oportunidade incomum para uma perspectiva de crescimento”.

“O Brasil tem todas as condições institucionais para superar a crise atual e rumar para um país ainda mais forte e livre de corrupção”, disse Umeda. “Outro ponto positivo que merece destaque é a incrível capacidade brasileira de superar desafios. A receita, os brasileiros já conhecem bem, agora é executá-la”, completou.

Inflação convergindo
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Afonso Arinos de Melo de Franco Neto, representou o ministro Joaquim Levy no seminário na Fiesp.

Ao falar sobre reformas estruturais do governo, Arinos afirmou que as taxas de inflação do país “estão, pouco a pouco, convergindo, o que demonstra o acerto da política monetária comandada pelo Banco Central”.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve anunciar nesta quarta-feira sua decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.

Instituições financeiras consultadas pelo BC esperam uma manutenção da Selic no atual patamar de 14,25% a ano. A Selic é o principal instrumento do banco para o controle da inflação.

Infraestrutura
O secretário da Fazenda também pediu aos japoneses investimentos em obras de infraestrutura anunciadas pelo Programa de Investimentos em Logística (PIL).

“Uma área que oferece imensas oportunidades para a participação japonesa é a logística. Investimentos em infraestrutura permitem reduzir os custos das exportações brasileiras no longo prazo”, disse Arinos, lembrando que 90% das importações japonesas de carne de frango e 60% das compras de suco de laranja são provenientes do Brasil.

Ele aproveitou a ocasião para pressionar pela retirada do embargo japonês à carne suína brasileira. “Precisamos avançar na abertura do mercado para exportações brasileiras”. O Japão mantém embargo ao produto brasileiro desde 2012.

Embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda, em seminário na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda, em seminário na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Temas preocupantes
Da parte japonesa, Koichi Yajima diretor-executivo do JBIC (Japan Bank for International Cooperation, banco de fomento do Japão), destacou alguns temas que preocupam empresas japonesas que desejam investir no Brasil.

Segundo uma pesquisa do JBIC, 45,9% das empresas japoneses acreditam que a instabilidade da segurança pública e social é o maior obstáculo para investir no Brasil, enquanto 31% acreditam ser a falta de clareza do sistema legal o maior impeditivo.

Ele ainda explicou por que o México passou o Brasil no ranking de países promissores para investimento japonês. Segundo um instituto do Japão, o México assumiu a sexta colocação, no lugar do Brasil, que ficou com o sétimo lugar.

“O México tem todo um trabalho de tratados econômicos com outros países. Quando se pensa em produção, esse é um ponto muito importante que o México conseguiu ultrapassar o Brasil”, disse Yajima.

O seminário na Fiesp foi conduzido pelo diretor do Departamento de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Derex) da entidade, Thomaz Zanotto

Foto: Paulo Skaf recebe Cônsul Geral do Japão, Takahiro Nakamae

Agência Indusnet Fiesp,

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebeu nesta quinta-feira (2/7) o Cônsul Geral do Japão, Takahiro Nakamae. No encontro, que aconteceu na sede da entidade, foi discutida a situação econômica brasileira, acordos de comércio e as relações bilaterais.

O diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto, também participou da reunião, que contou ainda com a presença do chefe do Departamento Econômico do Consulado Geral do Japão, Hidetoshi Ebisu.

Paulo Skaf e Takahiro Nakamae, Cônsul Geral do Japão. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

 

Japão e Brasil trocam expertise na área de infraestrutura em seminário na Fiesp

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de ampliar a relação bilateral entre Japão e Brasil, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Ministério de Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) promoveram o Seminário de Tecnologias Japonesas para Transporte Ferroviário Urbano e Energia Elétrica, na tarde desta quinta-feira (19), na sede da entidade.

Clodoaldo Pelissioni, secretário de transportes metropolitanos de São Paulo, apresentou alguns desafios e planejamentos do setor ferroviário urbano em São Paulo. “Nosso objetivo é integrar o sistema metro ferroviário metropolitano e municipal, terminar as obras em andamento, melhorar a eficiência das redes e vias que já estão em operação, atender novas regiões do estado e pesquisar novas soluções tecnológicas e recursos para investimentos”, afirmou.

Clodoaldo Pelissioni, da Secretaria de Transportes Metropolitanos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Segundo Pellissioni, o serviço metroviário de São Paulo terá cinco novas linhas, e quatro trechos em expansão. Ele acrescentou que são mais de 116,5 quilômetros de extensão, 213 trens, e R$ 48 bilhões de investimentos.

Já para a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), a expectativa é que tenha mais de 83 quilômetros de extensão, 83 estações e um investimento de R$ 400 milhões. Para o modal VLT (trem de alta velocidade, na sigla em inglês), a ideia é que seja construído 11,2 km de extensão, 15 estações, 22 trens com um investimento de R$ 1,9 bilhão.

“Em 2014, os investimentos no sistema metro ferroviário foram 27,5% maior que 2013”, garantiu.

A secretaria tem a expectativa de interligar as regiões de Campinas, Sorocaba, Jundiaí, São José dos Campos, e Baixada Santista.

“Já temos o projeto de conexão de São Paulo para Americana, passando por Campinas. Serão nove paradas, 135 km de extensão, uma hora de viagem e terá integração com as linhas 6, 7 e 8 do metrô”, disse Pellisioni.

Energia
Durante o encontro também foram discutidas a transmissão e distribuição de energia elétrica. Carlos Eduardo Cabral Carvalho, assessor da Agência Nacional de Energia elétrica (ANEEL), disse que a missão da agência é proporcionar condições favoráveis ​​para que o mercado de energia elétrica se desenvolva com equilíbrio.

Carlos Eduardo Cabral Carvalho, assessor da Aneel. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Segundo Carvalho, mais de 75% da eletricidade produzida no Brasil vem da energia renovável. “O território brasileiro tem potencial de energia solar média anual entre 1200 e 2400 kWh/m². Os custos atuais desta tecnologia são relativamente alto, mas eles estão diminuindo”, ponderou.

Neste contexto, a tecnologia Smart Grid foi uma aposta citada por Carvalho. “Não há dúvida de que as redes inteligentes serão implementadas no Brasil. É um processo natural de evolução tecnológica. O objetivo é lidar com a nova realidade, envolver o consumidor, mostrar que a tecnologia é para seu benefício e garantir a aplicação de forma a beneficiar toda a sociedade”, disse.

Há cerca de 270 projetos de redes inteligentes no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da ANEEL, com um investimento na ordem de US$ 380,5 milhões de 2008 até 2016, confirmou Carvalho.

Na área de transmissão são 191 projetos, com um investimento total de US$ 254,7 milhões, também de 2008 a 2016. O foco dos projetos é o planejamento de sistemas de energia elétrica, operação do sistema elétrico, supervisão, controle e proteção de sistemas de potência, qualidade e confiabilidade dos serviços de eletricidade.

Durante o encontro foram apresentados cases de empresas japonesas como Hitachi, JR-East e Toshiba. Jose Augusto Corrêa, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, disse que o encontro foi útil para estreitar os laços e tornar o Japão um aliado do Brasil. E para Tomoya Sato, diretor da divisão de cooperação financeira do METI, a ideia foi incrementar ainda mais o conhecimento mútuo sobre infraestrutura entre os dois países.

Atletas do Sesi-SP estão no Japão para participarem da Copa do Mundo de Natação

Agência Indusnet Fiesp

Após conquistarem o quarto lugar no Troféu José Finkel 2014, a equipe de natação do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) desembarca nesta segunda-feira (20/10) no Japão para participarem da etapa de Tóquio da Copa do Mundo de Natação em piscina curta.

Acompanhados dos técnicos Fernando Vanzella e Fernando Possenti, os atletas Etiene Medeiros, Daynara de Paula, Giovanna Diamante, Bruna Primati, Jessica Cavalheiro, Priscila Souza e Giovani Neves ficarão no Centro de Treinamento Olímpico até o dia 23, onde participarão de um período de treinos com a seleção do Japão.

Durante o período, além de treinarem com o foco na Copa do Mundo, a equipe irá aproveitar a modernidade e os recursos do Japão para se preparar para o Mundial de piscina curta em Doha, o Open de Natação e o Pan Americano.

Na busca por medalhas, os sete atletas do Sesi-SP irão para a piscina participar das provas nos dias 27, 28 e 29 de outubro.

Sesi-SP vence Japão em amistoso internacional

Lucas Dantas, de Mogi das Cruzes, Agência Indusnet Fiesp

O time de vôlei masculino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu na tarde desta segunda-feira (01/09) a seleção do Japão, em amistoso internacional realizado no ginásio do clube de campo de Mogi das Cruzes, por 3 sets a 1 (25/20, 32/34, 25/19 e 25/21). Rafael Araújo foi o maior pontuador do time, com 15 pontos.

Times posaram para um registro do encontro amistoso. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

 

Para o técnico Marcos Pacheco, foi uma ótima oportunidade de testar os mais jovens, principalmente sem conhecer bem o adversário.

“Adoro esse tipo de jogo. Contra times paulistas e brasileiros você sabe tudo, conhece tudo. Nós não tínhamos nada deles, é uma seleção muito boa, e fomos aprendendo durante o jogo como fazer para vencê-los. Os jovens se portaram muito bem, dentro da proposta, e jogaram com tranquilidade. Uma atuação muito boa, que dá ânimo para as próximas rodadas.”

O time começou com o levantador Marcelinho, o oposto Théo, os ponteiros Mão e Alisson e os centrais Aracaju e Riad, além do líbero Serginho. Entraram Thales, Composto, Rogério, Rafael Araújo e Thiaguinho.

Pelo Campeonato Paulista, o Sesi-SP enfrenta o Funvic Taubaté, na próxima sexta (05/09), em Santos (SP).


O jogo

Jogando no “escuro”, o time demorou um pouco para se encontrar em quadra e entender o jogo do Japão, que aproveitou bem o bloqueio dos gigantes Dekita e Fushimi para abrir vantagem inicial.

Aos poucos, o Sesi-SP foi equilibrando a partida e aprendendo como seria o desafio. Marcelinho percebeu que Mão estava levando vantagem sobre a marcação e começou a usar mais o ponteiro. Riad e Alisson encaixaram aces em momentos cruciais, que ajudaram a equipe a tomar a frente no marcador em 12/11. E foi com bloqueio de Riad para cima de Ishikawa que o time fechou o primeiro set em 25/20.

No segundo set, o bloqueio da equipe paulista começou implacável, parando Shimizu três vezes para abrir 04/01. A diferença de altura da maioria dos jogadores jogou a favor do Sesi-SP nesta etapa. Marcelinho soube usar seus atacantes para encontrar as opções mais fáceis, como quando botou Alisson para subir sozinho contra o levantador japonês Fukatsu, consideravelmente mais baixo.

Mão também abusou da vantagem sobre o levantador japonês e nem precisou bater forte para superá-lo, quando os dois se encontraram na rede. Mas, apesar dessa vantagem, o Sesi-SP encontrou mais dificuldades nesse set para permanecer na liderança, até perdendo-a após ataque preciso de Shimizu sobre Thales, em 22/23. Daí o que se viu foi um set que teimou em não acabar. O Japão teve a bola para fechar oito vezes, mas o Sesi-SP sempre buscou, até que finalmente Koshikawa explorou o bloqueio de Théo e fechou em 34/32, empatando a partida.

Para o terceiro set, Pacheco mexeu no time, colocando Thales como líbero e iniciando com Rafael Araújo e Thiaguinho nos lugares de Théo e Marcelinho. Descansados, os jovens mantiveram o ritmo e controlaram bem o set, não ficando atrás do placar em nenhum momento. O Japão jogava com o time completo, mas não conseguiu repetir o desempenho do set anterior. E com Rogério, o mais experiente em quadra, o time da Vila Leopoldina fechou a etapa sem maiores sustos com 25/19.

Composto entrou no lugar de mão para o quarto set, mas não alterou a superioridade do Sesi-SP. Numa atuação muito segura contra uma experiente seleção internacional, os garotos mostraram frieza para descobrir os cantos livres na quadra. Assim, foram abrindo vantagem sem tomar conhecimento do adversários. Thiaguinho escolhia com tranquilidade as opções para o ataque, entortando a defesa nipônica. E com Rafael Araújo, o time fechou em 25/21, dando números finais à partida.

‘Medidas paliativas não adiantam’, diz presidente da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

“O Brasil precisa de medidas urgentes, estamos chegando no limite e medidas paliativas não adiantam”. O alerta foi feito, na manhã desta terça-feira (12/08), pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, que participou da 25ª edição do Congresso Brasileiro do Aço, realizado no complexo WTC, na capital paulista.

Para Steinbruch, a margem de piora em relação ao quadro atual “é imensa”. “Temos que usar a nossa criatividade, inteligência e poder de fazer para tirar o país dessa situação”.

Steinbruch: “Temos que usar a nossa criatividade, inteligência e poder de fazer para tirar o país dessa situação”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Steinbruch: “Temos que usar a nossa criatividade, inteligência e poder de fazer para tirar o país dessa situação”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Em sua participação, o presidente da Fiesp comparou o Brasil com Japão ao citar artigo de sua autoria publicado nesta terça-feira (12/08) no jornal Folha de S. Paulo. No texto, Steinbruch classifica como “louváveis” as medidas adotadas e apresentadas pelo primeiro ministro japonês, Shinjo Abe com o objetivo de combater a estagnação econômica na terra do sol nascente.

“O Japão vinha de um cenário de deflação e falta de crescimento há muitos anos, mas o ministro adotou políticas diferenciadas, criativas, que estão começando a fazer efeito”. Segundo ele, é de ações assim que o Brasil precisa. “Só uma mudança muito grande e agressiva pode corrigir essa situação”, disse, sempre lembrando que vivemos num “país fantástico e que tem tudo”.

Mais rapidez

Além de ações diferenciadas, Steinbruch defendeu que se tenha “mais proximidade e rapidez nas decisões”.

Nesse ponto, defendeu ele, o setor produtivo está a postos para colaborar. “O setor produtivo é criativo, diferenciado, está preparado. Temos empresas estruturadas e preparadas para desafios maiores, somos parceiros”, destacou. “A iniciativa privada vai na frente com uma sinalização forte de que estamos amparados no sentido de que podemos acreditar e investir”.

De acordo com o presidente da Fiesp, basta uma “sinalização”. “Precisamos dessa sinalização urgente. A partir do momento em que for dado o sinal, nós vamos avançar”.

Também participaram do  debate no Congresso Brasileiro do Aço autoridades como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Mauro Borges Lemos.

 

Momento é bom para estimular negociações entre Brasil e Japão, diz cônsul japonês

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Com a intenção de iniciar negociações de acordos bilaterais, empresários e autoridades do Brasil e do Japão se encontraram na tarde desta quarta-feira (19/03),  no seminário “Brasil-Japão – Parceria para o Desenvolvimento da Infraestrutura Brasileira”, para discutir o uso de tecnologias no desenvolvimento, sobretudo, de transportes nas cidades brasileiras.

O encontro aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Seminário Brasil - Japão tratou de parcerias entre os dois países para desenvolvimento de infraestrutura. Foto: Everton Amaro/FIESP

“O objetivo não é fazer só mais um evento, mas iniciar processo de entrosamento entre nossas economias, sempre visando um acordo de comércio entre Japão e Brasil”, explicou José Augusto Corrêa, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

Thomaz Zanotto, diretor do Departamento de Relações Internacionais da Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIESP

Também participou do encontro o cônsul geral adjunto do Consulado japonês em São Paulo, Hiroaki Sano. Segundo ele, este é um “bom momento para estimular as negociações entre os dois países.

Em seu discurso de abertura do encontro, o diretor-titular do Derex, Thomaz Zanotto, lembrou que a Agenda de Integra Externa, lançada pelo departamento da federação em meados de 2013, propunha a busca mais efetiva de um acordo de livre comércio com o Japão.

“Entendemos que a indústria brasileira precisa absorver novas tecnologias e, para isso, precisamos nos integrar mais com esses países de tecnologia de ponta nos quais se inclui o Japão”, completou.

Tomoya Sato, diretor da Divisão de Cooperação Financeira do Ministério da Economia do Japão. Foto: Everton Amaro/FIESP

Ainda durante abertura do seminário, o diretor da Divisão de Cooperação Financeira do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Tomoya Sato, afirmou que seu país “está preparado para oferecer tecnologia, cooperação e apoio para que o Brasil seja um país industrial”.

Infraestrutura brasileira

Ao apresentar panorama da infraestrutura no Brasil, o diretor-titular-adjunto da Divisão de Energia do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da entidade, Lucien Belmonte, citou a crise do setor elétrico provocada pela escassez de chuvas.

“Quando a gente tem um momento de crise, temos que fazer a maior parte dos questionamentos e buscar respostas e construir melhor o futuro, inclusive com o uso de tecnologia, evitando que os erros sejam repetidos. É nesse aspecto que a gente gostaria de discutir com o Japão, um país que tem um posicionamento de tecnologia absolutamente invejável para qualquer país”, afirmou Belmonte.

Representantes da NEC do Brasil, Hitachi e Mitsubishi apresentaram experiências bem sucedidas de suas empresas na produção de transportes de cargas, monotrilhos e tecnologias para operação de três e metrôs em grandes metrópoles.

Massato TAka, da NEC, contou a trajetória da empresa para estruturar um terço da rede de comunicação do Brasil. Já Roberto Endo, da Hitachi, trouxe para a discussão a experiência da companhia no desenvolvimento do monotrilho em metrópoles como Tóquio, no Japão, Dubai, nos Emirados Árabes, e Chong Quing, na China.

E Takayuki Nakajima, da Mitsubishi, apresentou o Sistema de Transporte Automatizado de Pessoas (APM) em transportes urbanos no Japão, Cingapura e Estados Unidos.

Retrospectiva 2013 – Fiesp reforça contatos internacionais e apoio aos exportadores

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“O Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex)  se empenhou para dar encaminhamento à agenda de competitividade e inserção internacional da indústria brasileira. Acredito que cumprimos o nosso papel”, analisou Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do departamento, sobre o desempenho da área em 2013.

Ao longo do ano, o Derex realizou 220 reuniões, dentre elas, 56 seminários, que contaram com a presença de sete chefes de estado, de governo e autoridade real, 15 ministros, sete governadores e 37 embaixadores.

De acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, 2013 trouxe grandes desafios para o Derex que “desempenhou um importante papel na coordenação da ampla agenda internacional e de comércio exterior da Fiesp. Em sintonia com o objetivo de fortalecimento da indústria, o departamento intensificou os contatos internacionais da entidade”.

Além disso, o departamento esteve envolvido em muitas outras iniciativas, que contaram com autoridades de grandes países.

Encontro Econômico Franco-Brasileiro

Em dezembro, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu a visita da presidente Dilma Rousseff e do presidente da França, François Hollande. Os dois participaram do Encontro Econômico Franco-Brasileiro.

Dilma afirmou durante o evento que um futuro acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai contribuir para o potencial “ainda inexplorado” de intercâmbio comercial entre o Brasil e a Europa. Ela acrescentou que o Mercosul e os parceiros brasileiros estão prontos para fazer uma “oferta comercial”.

“Esperamos que a troca de ofertas se realize em janeiro”, afirmou. O evento também contou com o presidente da federação, Paulo Skaf.

Skaf, Hollande e Dilma no Encontro Econômico Franco-Brasileiro, realizado na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Skaf, Hollande e Dilma no Encontro Econômico Franco-Brasileiro, na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Já Hollande afirmou que a França espera dobrar o intercâmbio monetário com o Brasil até 2020. “Quero ver maiores investimentos franceses no Brasil, que já são elevados, em torno de dois bilhões de euros”, disse.  “Desejo, também, multiplicar o investimento brasileiro na França”, acrescentou o presidente da nação europeia.

Para Skaf, é fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere. O pre3sidente da Fiesp destacou a importância da França enquanto “uma das fundadoras da União Europeia” e uma das nações “líderes do grupo” para o fechamento de um acordo comercial entre os dois blocos de países. “Uma posição francesa favorável vai fazer uma grande diferença”.

31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha

Dilma e Paulo Skaf também participaram do 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, ao lado do presidente da Alemanha, Joachim Gauck.

Na ocasião, Dilma reiterou o interesse em aprofundar parcerias estratégicas com a nação germânica e aumentar a reciprocidade de comércio entre os dois países.

“Esse encontro, com líderes da indústria e da economia dos dois países, é uma grande ponte entre a maior nação econômica da América Latina e a maior nação do ponto de vista econômico da Europa”, enfatizou Gauck.

Para Gauck, o evento reúne pessoas importantes para que a relação entre os dois países se consolide. “São testemunhas e atores da amizade entre Brasil e Alemanha, porque puderam conviver com os bons frutos dos contatos entre os dois países desde o início”, afirmou.

Skaf afirmou que o Brasil deve aprender com modelo alemão que fortalece pequenas e médias empresas. “O modelo alemão das pequenas e médias empresas é muito importante e devemos trazê-lo para o Brasil e aprender com ele”, afirmou Skaf. Segundo ele, as PMEs representam 66% do Produto Interno Bruto (PIB) alemão. “Estudos mostram que uma das razões para a resistência à crise da Alemanha é graças à política de pequena e média empresa”, completou.

Expo 2020

Ao longo de 2013, a Fiesp apoiou a candidatura da cidade de São Paulo para receber a Expo 2020 – terceiro maior evento internacional em termos de impacto cultural e econômico, atrás apenas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

As cidades concorrentes, além de São Paulo, foram: Dubai (Emirados Árabes Unidos); Ecaterimburgo (Rússia) e Izmir (Turquia).

Em novembro, Dubai foi escolhida como a cidade-sede.

Roberto Azevêdo visita Fiesp

Em maio, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o embaixador Roberto Azevêdo, se reuniu com Paulo Skaf e outros representantes do setor produtivo.

No encontro, representantes do agronegócio e da indústria de transformação falaram sobre negociações internacionais como a Rodada de Doha e incremento da participação da indústria brasileira como competidora no mercado global.

Segundo Azevêdo, o principal desafio levantado durante a reunião foi a inserção da indústria brasileira no mundo.

“Toda conversa foi exatamente em imaginar como melhorar a competitividade da indústria e como fazer que esse seja o caminho que vamos traçar daqui para frente”, afirmou o diretor da OMC.

Necessidade de reformulação da OMC

Para o embaixador Rubens Barbosa, a OMC precisa passar por reformulação. A opinião foi dada durante reunião do Conselho de Comércio Exterior em dezembro.

Segundo Barbosa, o problema atual da OMC não é isolado. “O multilateralismo como um todo vive uma crise geral”, afirmou Barbosa.

A sobrevivência da Organização Mundial do Comércio (OMC) é importante, mas a instituição precisa passar por mudanças, opinou o dirigente.

Acordo entre Mercosul e União Europeia

Acordo entre Mercosul e UE só acontece se houver vantagens para o Brasil, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC )Daniel Godinho na Fiesp.

O governo brasileiro decidiu avançar nas negociações da proposta de acordo comercial do Mercosul com a União Europeia (UE), mas ainda falta muito para que o acesso ao mercado europeu seja garantido, disse ele.

Visitas de autoridades e missões empresariais

Japão

Ao menos 80 empresários japoneses visitaram a sede da Fiesp no dia 30 de janeiro, para um encontro com Paulo Skaf. Em pauta, o incremento das relações comerciais entre o Japão e o Brasil.

Representantes de empresas japonesas estiveram na sede da Avenida Paulista para discutir temas como competitividade, tarifas de importação, infraestrutura e processos jurídicos.  O encontro culminou na apresentação de uma ampla proposta de acordo de parceria econômica entre os países, liderada pelas entidades industriais de ambas as partes.

Nova Zelândia

Primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, encontrou-se com o presidente da entidade, Paulo Skaf, e com o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad.

Na ocasião, Skaf concedeu medalha da Ordem do Mérito Industrial ao premiê da Nova Zelândia.

O comércio entre Brasil e Nova Zelândia tem muito espaço para expansão, afirmou o 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, na ocasião.

“O Brasil, que atualmente é uma das maiores economias do mundo, não está nem um pouco satisfeito em ser o 47º principal parceiro comercial da Nova Zelândia. Queremos avançar e temos certeza que esse é também o objetivo dos senhores”, disse Ometto.

Pensilvânia, Estados Unidos

Em abril, o governador Thomas Corbett, do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, visitou a entidade para conversar com o empresariado local. No encontro, Corbett apresentou as oportunidades de investimentos existentes na região e as possibilidades de cooperação entre o estado e empresas brasileiras.

Thomas Corbett apresentou as vantagens competitivas da Pensilvânia na Fiesp. Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

Novo decreto antidumping

O Derex presta assistência técnica aos sindicatos no combate às práticas desleais no comércio exterior e na interlocução de seus interesses perante o governo.  Também busca contribuir para a formulação de políticas públicas que defendam a indústria brasileira em face de irregularidades nas importações, bem como o acesso a mercados.

Dentre as principais ações promovidas pela área em 2013, destaca-se a publicação do “Guia antidumping”, visando apresentar ao público empresarial os principais aspectos relativos ao mecanismo antidumping.

O documento foi inserido no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior (MDIC) para consulta e solicitado pela Receita Federal para disponibilizar aos seus servidores. O trabalho foi precedido de uma consulta pública na qual a Fiesp coordenou uma manifestação com entidades do setor privado para alterar a principal regra relativa às medidas antidumping.

Para aprofundar o conhecimento sobre a questão, a Fiesp promoveu o seminário “Novo Decreto Antidumping: mudanças e impactos”, em setembro.

Para Felipe Hees, diretor do Departamento de Defesa Comercial (Decom) do ministério, o decreto é uma etapa na evolução da defesa comercial no Brasil, afirmou durante o seminário “Novo Decreto Antidumping: mudanças e impactos”.

195 mil certificados de origem

A Área de Certificado de Origem, cujo objetivo é fornecer aos exportadores um dos principais documentos nos processos de vendas externas, beneficiando os empresários com a redução ou isenção do imposto de importação nos países com os quais o Brasil possui acordos de comércio, foi outra área que conquistou ótimos resultados em 2013.

Foram cerca de 195.000 processos de certificação, permanecendo a Fiesp como a maior prestadora de serviço deste produto no Brasil.

Fiesp promove seminário sobre o futuro das relações entre o Brasil e o Japão

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta terça-feira (12/11), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou o seminário “O futuro das relações econômicas Brasil-Japão”, com a presença do ex-ministro de política econômica e fiscal do Japão, Heizo Takenaka, do cônsul geral do Japão em São Paulo, Noriteru Fukushima, e do economista, ex-diretor do Banco Central do Brasil e ex-professor da USP Paulo Yokota.

A coordenação e abertura do evento foi feita pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Gianetti da Fonseca.  “O Brasil e o Japão têm uma longa história de relações econômicas, construída pelo fluxo bilateral de negócios entre os nossos países”, disse Fonseca. “Agora, temos novas políticas econômicas, tanto o Brasil quanto o Japão estão reconstruindo suas economias. Por isso esse debate é importante e ajuda a prever novas áreas de cooperação e desenvolvimento entre os dois países.”

Em sua apresentação, o ex-ministro japonês comentou as recentes mudanças na economia global e traçou um panorama da economia japonesa atual, que atravessa um momento de deflação e, como o Brasil, busca estratégias para o crescimento. Para ele, é preciso investir em inovação e dar mais liberdade ao setor privado. “Estamos na era das inovações e o setor público precisa fazer os investimentos necessários para desenvolver a inovação. Da mesma forma, o governo precisar suavizar as regulações do setor privado para ativar a economia.”

Gianetti, à esquerda, e Takenaka: parceria mais ampla entre Brasil e Japão. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gianetti, à esquerda, e Takenaka: parceria mais ampla entre Brasil e Japão. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Sobre o Brasil, Takenaka afirmou que acredita ser possível uma “cooperação intensa” entre os países. “São mais de 1,5 milhão de descendentes de japoneses no Brasil, uma força que pode ser usada. O ideal é que não apenas as grandes empresas do Japão venham para o Brasil, mas também as de pequeno e médio porte, que elas criem uma relação de colaboração com as empresas brasileiras”, disse. “Juntos, os dois países podem se desenvolver e também contribuir para a construção da agenda global, que inclui a preservação do meio ambiente e a diminuição da pobreza no mundo.”

Gianetti, que fez uma ampla apresentação de dados da economia brasileira, também comentou as oportunidades de relação entre os países. “Se algo importante foi construído na relação Brasil-Japão nos últimos anos foi a confiança. As empresas e investidores japoneses vêm com capital financeiro, tecnologia, criam negócios saudáveis no Brasil – são inúmeros os exemplos em vários setores”, declarou. “Gostaríamos de acelerar e aprimorar a relação econômica com o Japão também na área de investimentos.”

Fiesp recebe governador da província japonesa de Mie, estado irmão de São Paulo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O governador da Província de Mie, no Japão, Eikei Suzuki, se reuniu na manhã desta terça-feira (20/08) com o diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para estudar possibilidades de negócios entre São Paulo e a província por meio da reformulação do Tratado de Estados Irmãos, que completa 40 anos. Outro assunto discutido foi o da parceria entre pequenas e médias empresas japonesas e indústrias brasileiras.

Acompanhado por mais 25 representantes de empresas japonesas de médio e pequeno porte, Suzuki foi recebido pelo diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, José Augusto Corrêa, e pelo diretor titular do Departamento Jurídico da entidade (Dejur), Helcio Honda. O vice-presidente da Federação das Associações das Províncias do Japão no Brasil (Keren), Nelson Maeda, também participou do encontro.

“Apesar do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estar, no momento, mais baixo, acreditamos no potencial que o Brasil ainda reserva”, disse Suzuki. “E gostaríamos que nossas empresas formassem parcerias com as indústrias brasileiras para se desenvolverem mutuamente, aumentando suas lucratividades”, afirmou, sem mencionar um setor específico.

Côrrea, ao centro, e Suzuki, à direita: mais intercâmbio comercial com o Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Corrêa, ao centro, e Suzuki, à direita: mais intercâmbio comercial com o Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Entre os empresários japoneses, estavam presentes representantes das indústrias de alimentos, de tecnologia, química, máquinas e equipamentos e outros segmentos.

O diretor do Derex Augusto Corrêa reiterou a preocupação da federação com o desempenho das indústrias de pequeno e médio porte no país. “Enxergamos com muita importância justamente as empresas menores.”, afirmou Corrêa. “Sempre falamos de grandes empresas, mas falta compreensão quanto aos desafios das pequenas empresas”, completou.

Também presente na reunião, Honda colocou do Departamento Jurídico da Fiesp à disposição dos empresários para “auxiliar naquilo que for necessário para que possam estabelecer o melhor relacionamento comercial possível, ou instalação de fábricas no Brasil”.

São Paulo e a província de Mie são estados irmãos desde 1973. No ultimo sábado (17/08), o governador Suzuki se reuniu com o governador paulista Geraldo Alckmin.  Na ocasião foi comemorado o centenário da imigração de descendentes de Mie no país.

Paulo Skaf recebe empresários japoneses na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf recebe representantes de empresas japonesas no Brasil. Foto: Junior Ruiz

Ao menos 80 empresários japoneses visitaram a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na manhã desta quarta-feira (30/01) para um encontro com Paulo Skaf, presidente da entidade. Em pauta, o incremento das relações comerciais entre o Japão e o Brasil.

“O objetivo dessa reunião é discutirmos de forma objetiva alguns pontos e daí ser uma provocação para, daqui para frente, essa integração ser cada vez maior”, afirmou Skaf ao receber a delegação japonesa.

“Que todos vocês sintam que essa é a casa daqueles que produzem, geram emprego e que lutam pelo desenvolvimento do nosso país”, completou Skaf.

Empresários dos segmentos de tecnologia, química, farmacêutica, logística, imobiliário, automotivo e serviços participaram da reunião. O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil e da Mitsubishi Corporation do Brasil S.A, Masaki Kondo, compôs a mesa do encontro.

“Que a Fiesp e a Câmara possam estreitar a sua cooperação e que os empresários participantes continuem mantendo contato posteriormente”, pediu Kondo.

A reunião contou com a presença dos diretores da Fiesp Roberto Giannetti da Fonseca (Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Derex), Nelson Pereira dos Reis (Departamento do Meio Ambiente, DMA), Helcio Honda (Departamento Jurídico, Dejur), Paulo Francini ( Departamento de Pesquisas e Estudos Econômico, Depecon), Carlos Cavalcanti (Departamento de Infraestrutura, Deinfra) e, ainda, de Ricardo Terra, diretor técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Também participaram da reunião três diretores-titulares adjuntos do Derex: Thomaz Zanotto, José Augusto Corrêa e Antonio Fernando Guimaraes Bessa.

A câmara japonesa contabiliza 340 empresas associadas, “o maior número de sua história”, afirmou o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Noriteru Fukushima.

Questionamento do Japão sobre vaca louca no Brasil deve obedecer à lógica comercialmente correta, diz sócio da MB Agro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A postura do Japão após confirmação da presença do agente causador da doença da vaca louca em uma fêmea que morreu em dezembro de 2010 no Paraná é legítima, mas deve estar dentro de uma logica comercialmente correta. A afirmação é do sócio-diretor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros.

Alexandre Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Agro, durante reunião do Cosag/Fiesp

“É natural que surja um questionamento, mas também é muito fácil ser usado comercialmente esse tipo de problema”, alertou Barros, nesta segunda-feira (10/12), ao participar da reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp.

Após receber a notícia da confirmação de proteína contaminada com encefalopatia espongiforme bovina (EEB) – conhecida como mal da vaca louca –, o Japão proibiu no sábado (08/12) as importações de carne bovina brasileira. Segundo Ministério da Saúde japonês, essa é a primeira proibição de importações de carne bovina devido à doença desde dezembro de 2003.

Barros acredita, no entanto, que o incidente não deve afetar as exportações brasileiras. “Do ponto de vista do quadro de oferta mundial, a baixa oferta de carne vermelha dos Estados Unidos tem gerado preços muito altos e isso é uma pressão em todos os países do mundo”, explicou. “Não me parece que têm muitos outros países que possam fornecer carne de qualidade abaixo dos preços norte-americanos. Então, num momento de forte matéria-prima, cedo ou tarde [o mercado] acaba cedendo um pouco mais”, concluiu.

Segundo o especialista, o rebanho de bovinos norte-americano é o menor desde 1950 e, no próximo ano, os EUA devem contar com a menor oferta de bezerros desde 1942. “No caso da carne vermelha, há um desequilíbrio sem precedentes da pecuária norte-americana, sem nenhum exagero midiático”, afirmou. “Na medida em que a arroba nos EUA vai para US$ 80, ela sustenta preços altos no mundo todo.”

O executivo da MB Agro projeta para 2013 um cenário de preço elevado para proteína animal e para a ração, mas acredita que o Brasil deve enfrentar momentos melhores. “Tivemos esse fim de ano uma recessão muito grande da oferta de soja, chegando a preços absurdos, mas alguma acomodação de preços vai vir para o próximo ano, e isso tende a melhorar um pouco as margens do setor”, completou.

Governo mais agressivo

Na avaliação de Barros, o governo foi mais agressivo ao esclarecer para o mundo que a presença do agente causador de EEB foi um problema localizado e não um caso clássico. “A postura do Brasil normalmente é mais passiva”, salientou o sócio-diretor da MB Agro. “É alguma mutação e está longe de ser um fato generalizado”, concluiu.

Brasil disputa mercado chinês com Japão, Vietnã e Coreia do Sul, afirma coordenador da Apex-Brasil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Marcos Lélis, da Apex-Brasil, analisa o mercado chinês em seminário na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

Acompanhado por países vizinhos, o Japão tornou-se um dos principais fornecedores de mercadorias para a China na última década.

Entre 2001 e 2011, 22,4% das exportações japonesas destinaram-se ao mercado chinês e apenas 0,8% foram exportados para os Estados Unidos, informou nesta terça-feira (06/10) o coordenador da Inteligência Comercial e Competitiva da Apex-Brasil, Marcos Lélis, ao participar do seminário “Mercado Foco China”, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na década anterior, entre 1990 e 2000, acontecia o inverso, já que 22,7% das mercadorias japonesas eram destinadas aos EUA, segundo números apresentados por Lélis, para quem, no que diz respeito à concorrência comercial, o foco da preocupação sobre a China deve ser ampliado aos países vizinhos, os quais vêm abocanhando fatias significativas do mercado chinês – principal destino das exportações brasileiras.

“A nossa concorrência não é só a China. Porque, quando a gente for vender sapato lá, vamos concorrer com o sapato do Vietnã. Quando for vender uma máquina lá, a gente provavelmente vai concorrer com uma máquina japonesa”, salientou o coordenador da Apex-Brasil.

De acordo com Lélis, a China compra 43% das exportações da Coreia do Sul, 35% das mercadorias exportadas pelo Japão e 20% dos produtos exportados pela Índia. O mercado chinês continua sendo o principal destino das exportações brasileiras, com uma fatia de 58% comercializada naquele país.

Foto: presidente da Fiesp recebe visita de cortesia do novo cônsul geral do Japão em São Paulo

Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, e Noriteru Fukushima, novo Cônsul Geral do Japão em São Paulo. Fukushima foi aprovado para o serviço diplomático de seu país em 1980. Antes de chegar ao Brasil, o cônsul teve passagens pelo México (como ministro da Embaixada do Japão), Itália (como ministro da Embaixada do Japão) e Espanha (como Ministro da Embaixada do Japão), entre outras missões diplomáticas. Foto: Junior Ruiz.

Fiesp e embaixada japonesa estudarão aumento de relações comerciais entre os dois países

Elcio Cabral, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/ dir.: Benjamin Steinbruch e Paulo Skaf (respectivamente, 1º vice-presidente e presidente da Fiesp) recebem Akira Miwa (embaixador do Japão no Brasil)

 

 

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebeu nesta segunda-feira (21) o embaixador do Japão no Brasil, Akira Miwa, para discutir a possibilidade de se estabelecer um Acordo de Parceria Econômica (EPA, na sigla em inglês) entre o Mercosul e o Japão.

O EPA, segundo os orientais, é mais abrangente que relações comerciais, e envolve também investimentos, desenvolvimento de recursos humanos, compras governamentais e medidas sanitárias, entre outras questões.

Durante o encontro, Skaf mostrou-se interessado na chance de aumentar as relações com o Japão: “Nós temos total interesse em estimular o comércio entre os países”.

O presidente da Fiesp lembrou da missão governamental ao Japão que chefiou a pedido do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, por ocasião da comemoração dos 100 anos da imigração japonesa para o Brasil. “A relação entre Japão e Brasil é forte, pois a comunidade japonesa escreveu muitas linhas em nossa história”, afirmou.

Ao final do encontro, Skaf determinou a elaboração de um estudo sobre as possibilidades de comércio entre o Japão e o Mercosul, e disse que envolverá representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Itamaraty e de setores comerciais e acadêmicos neste trabalho.

O embaixador japonês informou que promoverá estudo similar e, em breve, marcará uma nova reunião sobre o assunto.