Ivan Parente e seu Padre com toques de humor em ‘O Homem de La Mancha’

Fernanda Barreira, Agência Indusnet Fiesp

Ter que se conter. Esse é o maior desafio enfrentado por Ivan Parente ao interpretar o papel do Padre no espetáculo musical “O Homem de La Mancha”, em cartaz no Teatro do Serviço Social da Indústria de São Paulo, o Teatro do Sesi-SP.

Rotulado pelo amigo e diretor da peça Miguel Falabella como “palhaço”, o ator que se define como hiperativo e expansivo, precisa controlar as emoções ao soltar a voz e encenar um personagem sério, introspectivo e recatado.

Ivan Parente interpretando o papel de Padre em "O Homem de La Mancha". Foto: Beto Moussali/Fiesp

 

No entanto, Parente foi orientado pelo próprio Falabella a usar toques de humor na composição do Padre, afinal de contas, essa é uma de suas marcas registradas. Inclusive, foi com o papel cômico de o Homem da Poltrona, na peça “A Madrinha Embriagada”, que ele foi indicado pela primeira vez ao Prêmio Bibi Ferreira, na categoria melhor ator.

Parente traça um paralelo entre as tramas e seus protagonistas. Para ele, embora “A Madrinha Embriagada” seja uma comédia pastelão e “O Homem de La Mancha” tenha como objetivo levar o público à reflexão, os dois espetáculos trabalham com o imaginário e têm como foco principal a fantasia.

Sobre os personagens, ele destaca as angústias e devaneios de cada um. “Apesar de ser um personagem cômico, o Homem da Poltrona era também um solitário. Ao mesmo tempo em que construía uma relação divertida com a plateia, ele transparecia um ar de tristeza e melancolia e usava seu musical predileto para fugir das angústias. Já Dom Quixote é um homem com dramas reais, que busca na sua loucura e na ilusão uma forma de resolver os problemas”, diz o ator que ficou conhecido por integrar o grupo Teatro Mágico e pela atuação em espetáculos como “Cazas de Cazuza”, “Ópera do Malandro”, “Les Misérables” e “Godspell”.

O dia a dia de um artista de musical

Sobre emendar dois espetáculos musicais, Ivan Parente ressalta o quanto os artistas são exigidos nesse tipo de produção. “Precisamos estar 100%. Voz, corpo, tudo tem que estar perfeito. Por isso estamos sempre na fisioterapia, precisamos descansar a voz, fazer aquecimentos, ensaiar muito. É um processo bastante desgastante. Mas quando a gente recebe a energia do público como resposta ao nosso trabalho, nos renovamos.”

Por outro lado, ele destaca como ponto positivo trabalhar novamente com parte do elenco que também esteve presente em “A Madrinha Embriagada”. Além da intimidade, a afinidade entre eles colabora para um maior entrosamento no palco. Parente ressalta ainda a admiração que existe entre os atores. “A base do nosso relacionamento aqui é respeito. Convivemos muito com pessoas que admiramos.”

História e emoção

Ao falar sobre o enredo de “O Homem de La Mancha”, Parente define como excepcional o trabalho de adaptação realizado por Miguel Falabella. “Trazer a história do Bispo do Rosário, a colônia onde ele ficou internado no Rio de Janeiro, ou seja, incluir uma brasilidade à narrativa de Dom Quixote deixou a trama ainda mais rica. Isso porque estamos falando de uma das maiores obras da literatura de todos os tempos”.

Apesar de contido, Ivan Parente mantém traços de humor em sua interpretação. Foto: Beto Moussali/Fiesp

É no final do espetáculo, segundo ele, que está o trecho mais tocante por reconstruir o sentimento de fé tanto dos personagens como do público. “Dom Quixote mostrou aos loucos que era possível ter uma nova realidade. Então, a personagem Aldonza/Dulcineia [interpretada por Sara Sarres] canta ‘Um Sonho Impossível’ e renova mais uma vez a esperança de cada um”.

Para Parente, o Sesi-SP dá uma oportunidade única para quem não tem condições de frequentar um teatro. “No Brasil, educação e cultura são artigos de luxo, não um direito de todos. E o Sesi-SP está fazendo algo único, oferecendo um espetáculo de qualidade para todas as pessoas”, exalta ele ao citar a iniciativa da entidade de produzir e disponibilizar gratuitamente o teatro musical para a população.

“Você ver pessoas que jamais teriam a oportunidade de assistir a um espetáculo como esse, com essa qualidade, com uma produção de primeira, uma história clássica, é único. Ao sair da peça e conversar com o público eu vejo o agradecimento nos olhos deles e isso me comove. Eu só espero que o Sesi-SP continue incentivando a apresentação de musicais desse tipo e de graça para sempre”, completa.

‘A Madrinha Embriagada’ tem maior número de indicações ao Prêmio Bibi Ferreira

Agência Indusnet Fiesp 

Na segunda edição do mais importante prêmio do teatro musical brasileiro, o Bibi Ferreira, o espetáculo “A Madrinha Embriagada” recebeu 10 indicações. É o musical que concorre no maior número de categorias.

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, que lembram lingerie. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Sara Sarres concorre ao prêmio de melhor atriz pela interpretação de Jane Valadão em “A Madrinha Embriagada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“A Madrinha Embriagada” foi indicada aos prêmios de melhor musical, melhor atriz (Sara Sarres), melhor ator (Ivan Parente), melhor atriz coadjuvante (Kiara Sasso), melhor direção (Miguel Falabella), melhor coreografia (Kátia Barros), melhor direção musical (Carlos Bauzys), melhor figurino (Fause Haten), melhor desenho de som (Gabriel D’Angelo) e melhor versão (Miguel Falabella).

Produzido pela Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), “A Madrinha Embriagada” ficou em cartaz por 11 meses, no Teatro do Sesi São Paulo, com a distribuição gratuita de cerca de 150 mil ingressos (saiba mais no infográfico sobre o espetáculo).

As indicações divulgadas são para a escolha do júri. Os indicados a melhor musical – voto popular serão divulgados no dia 15 de agosto. O prêmio será entregue no dia 13 de outubro, em uma cerimônia que terá Chico Buarque como homenageado.

Mais informações no site do Prêmio Bibi Ferreira.

Miguel Falabella: ‘A Madrinha Embriagada’ foi um momento especial para todos nós’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em noite de emoção no palco e na plateia, com direito a muitos aplausos em cena aberta, chegou ao final, neste domingo (29/06), a temporada do musical A Madrinha Embriagada no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista. O espetáculo, montado com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), estreou em agosto de 2013 e teve 325 apresentações gratuitas, com público de 150 mil pessoas.

A Madrinha Embriagada foi um momento especialíssimo na vida de todos nós”, afirmou o diretor da peça, Miguel Falabella, no palco, ao final da apresentação. “O teatro musical chega com mais facilidade que outros gêneros ao coração das pessoas”.

Falabella: “O teatro musical chega com mais facilidade que outros gêneros ao coração das pessoas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella: “O teatro musical chega com mais facilidade ao coração das pessoas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella agradeceu o empenho do elenco, da equipe técnica e do então presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, pelo apoio para a realização do projeto.

Presente à última sessão da temporada, uma das autoras das músicas e letras do musical, uma adaptação de The Drowsy Chaperone, Lisa Lambert, fez questão de registrar a sua admiração pela montagem brasileira comandada por Falabella. “Essa foi a performance mais emocionante que eu já vi do espetáculo”, afirmou Lisa. “Nunca fui tão tocada pela peça quanto esta noite”.

Para a superintendente do Sesi-SP, Débora Botelho, a expectativa de é que o musical seja “o primeiro de muitos” a ser montado com o apoio da instituição e da Fiesp. “Vocês são todos brilhantes”, elogiou.

Débora: que 'A Madrinha Embriagada seja o primeiro de muitos musicais montados com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Débora: que 'A Madrinha Embriagada seja o primeiro de muitos musicais montados com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Outro que não conteve a emoção foi o diretor geral de produção e intérprete do personagem Aldolpho, Cleto Bacicc. “Foi muito bom participar de um projeto de cunho social e cultural com essa qualidade e com 150 mil ingressos distribuídos gratuitamente”, disse. “Sem falar que os embriagados nos surpreenderam com todas as suas participações”, afirmou ele numa alusão aos fãs da peça, que lotaram o Teatro do Sesi-SP e cantaram muitas canções, de cor, com os atores.

Um doce para O Homem da Poltrona

Além de palavras de carinho ao elenco e muitos aplausos em cena aberta, até mesmo de pé, em alguns momentos, os fãs do espetáculo surpreenderam os artistas com iniciativas como a entrega de um doce para Ivan Parente, que interpreta o Homem da Poltrona, numa das cenas. O ator devorou o mimo na hora.

Ao final da apresentação, os “embriagados” entregaram presentes a todos os integrantes do elenco, que também receberam flores da produção.

Com o palco lotado por todos os envolvidos na produção, incluindo as mais variadas equipes técnicas, como a de fisioterapeutas, Falabella fechou a noite com um convite: “Em setembro, teremos O Homem de La Mancha aqui no Teatro do Sesi-SP”, contou ele, animado com o seu próximo projeto de teatro musical a ser viabilizado com o apoio da indústria paulista.

Falabella, ao centro, com o elenco e a equipe técnica de 'A Madrinha Embriagada': noite de emoção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella, ao centro, com o elenco e a equipe técnica de 'A Madrinha Embriagada': emoção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Atores de ‘A Madrinha Embriagada’ falam sobre a peça e seus personagens

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Ansiosos para a estreia, marcada para sábado (17/08), no Teatro do Sesi-SP, os atores da comédia musical “A Madrinha Embriagada” participaram nesta terça-feira (13/08) de uma coletiva de imprensa para apresentar o espetáculo, uma realização do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No encontro com jornalistas, o elenco falou sobre os ensaios e a construção dos personagens.

 

Na foto, da esquerda para a direita: Saulo Vasconcelos, Kiara Sasso, Paula Capovilla, Stella Miranda, Ivan Parente, Sara Sarres, Fred Reuter e Cleto Baccic. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Antes de assumir o papel de Jane Valadão, a atriz Sara Sarres estava em cartaz com o musical “Shrek”. Ela foi questionada sobre o motivo que a levou a trocar uma produção por outra.

“O ‘Shrek’ foi uma produção muito gostosa, além de ter sido meu primeiro contato com a comédia”, contou. “Mas a paixão por esse texto e por tudo que está acontecendo por trás dessa história que o Sesi-SP está ajudando a construir no teatro musical, não me deixou dúvidas. Eu me entreguei no primeiro segundo e estou imensamente feliz e orgulhosa por fazer parte desse projeto.”

Para Ivan Parente, o desafio foi fazer parte do elenco de um musical sem ter que cantar, já que ele faz o Homem da Poltrona, narrador da história. “Quando li as primeiras páginas da adaptação do Miguel [Falabella], eu me apaixonei, mesmo sabendo que meu personagem não iria cantar. Porque quando o narrador conta a história, que é também a história dele, ele acaba cantando por dentro”, disse o ator, emocionado.

“Da mesma forma que o narrador se identifica com os personagens, o mesmo vai acontecer com público. E, no palco, nós também vamos nos identificar com a plateia. É nesse momento é que há troca, que há teatro.

Kiara Sasso disse que precisou treinar o físico para dar conta dos ensaios do espetáculo. “A posição vocal que eu uso para a Eva nem exige tanto da minha voz. Então me preocupei mais com a dança, algo que eu não fazia tão intensamente há muito tempo. Nos ensaios, ou eu cantava ou dançava, não conseguia fazer os dois e aos poucos criei físico para conseguir fazer isso de novo”, confessou a atriz, que revelou estar apaixonada pela personagem. “Eva é hilária, só fala besteira e tem tiradas incríveis. Por causa dela, estou casando com o Saulo Vasconcelos pela quinta vez nos palcos”, brincou Kiara.

Intérprete da “madrinha embriagada”, Stella Miranda viu a produção original, mas fez questão de afirmar que sua personagem é 100% brasileira. “Claro que é imprescindível assistir o original, até pela base estrutural. Mas o teatro é uma coisa efêmera, que só acontece ao vivo. Eu sentiria até dificuldade se tivesse que fazer algo igualzinho ao original. Como não é o caso nessa peça, eu me inspirei e fiz a nossa ‘madrinha embriagada’. E confesso que quando vejo o nosso espetáculo, gosto mais dele do que o original, que me perdoem os autores!”

Emoção e magia no primeiro ensaio aberto de ‘A Madrinha Embriagada’

Juan Saavedra e Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Depois de dois meses de trabalho intenso, o elenco de “A Madrinha Embriagada” finalmente fez na noite de segunda-feira (12/08), para convidados, seu primeiro ensaio aberto no Teatro do Sesi-SP.

A apresentação serviu como um apronto para a estreia oficial, marcada para sábado (17/08), ponto de partida em uma temporada de aproximadamente 11 meses com entrada gratuita, resultado de uma realização conjunta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Miguel Falabella: espetáculo investe na magia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Minutos antes da exibição, o diretor Miguel Falabella, responsável pela adaptação do texto original “The Drowsy Chaperone”, falou brevemente sobre a produção.

“É um espetáculo encantador, que investe na magia e nos personagens para que a gente esqueça a dura realidade que nos espera lá fora. Espero que vocês sonhem conosco, que vocês se divirtam conosco”, disse Falabella.

O convite é a senha para a entrada no palco de Ivan Parente, ator que interpreta o Homem da Poltrona, um dos principais personagens de “A Madrinha Embriagada”.

Menos de duas horas depois, Parente admitiu a emoção desse primeiro contato com o público. “É inexplicável porque a gente fez o espetáculo tantas e tantas vezes sem público e sem ninguém, só com o Miguel [Falabella], que dava risada. Ele é muito nosso amigo. Então, eu não sei se ele dava risada porque gosta da gente, mas quando a gente viu esse público, ficamos muito extasiados, emocionados. A gente viveu um sonho, tanto quanto eles devem ter vivido com a gente”, revelou o ator.

Ivan Parente: 'ficamos muito extasiados, emocionados.' Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

“Foi especial. A gente não tinha menor ideia em que trecho eles [público] responderiam, quando dariam risada. Mas eles responderam e, agora, a gente está feliz. Foi lindo.”

De acordo com Fred Reuter, que vive o personagem Roberto Marcos, os bastidores tiveram muita comemoração ao final do primeiro ensaio aberto.

“É uma confraternização. Todo mundo abraçado, dando parabéns. São dois meses de trabalho, dez horas por dia, seis vezes por semana. E, quando finalmente nasce a criança, é uma comemoração do elenco, da equipe técnica, com Miguel [Falabella], com todo mundo.”

Reuter não escondeu ter as melhores expectativas para a temporada. “Acho que vai ser um sucesso. O musical é lindo, é encantador, não cansa porque não tem 3 horas e meia de duração, e o elenco está muito afinado.”

Fred Reuter (à esquerda): temporada vai ser um sucesso. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Par romântico do personagem de Reuter, a atriz Sara Sarres, a Jane Valadão, ficou satisfeita com o ensaio aberto. “É muito legal ver onde o público dá risada, ver onde [originalmente] não tinha piada e as pessoas riem. É uma preparação final para a estreia.”

Segundo Kiara Sasso, a Eva, faltam poucos ajustes para o começo oficial da temporada. “É só um aperta aqui, aperta ali. E também o fato de fazer para o público vai ajudar a gente. Tem muita troca, tem muita comédia”, avaliou.

“É uma peça que quebra muito os moldes do teatro musical. As pessoas vão se surpreender para o lado bom. Vão sair satisfeitas apesar de ser uma linguagem diferente”.

Ainda sem poder interpretar o Aldolpho, em função de um período convalescente que lhe custou perder parte da preparação, o ator e diretor geral de produção Cleto Baccic disse ter ficado comovido ao ver, nos palcos, o resultado de um projeto de dois anos.

“É uma emoção muito grande ver o esforço de todo mundo, ver a genialidade do Miguel [Falabella] impressa nessa adaptação, na contextualização para o nosso país. Isso enriquece muito o espetáculo. A produção está riquíssima. Claro, ainda faltam alguns ajustes; é nosso primeiro [ensaio] aberto, mas estamos num caminho muito bom. Em paralelo a isso, o projeto educacional já está acontecendo na Vila Leopoldina, com as oficinas; logo mais tem o curso profissionalizante. Está tudo nascendo. É um filho de três cabeças.”

Ivan Parente, Kiara Sasso e Saulo Vasconcelos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Fio condutor em ‘A Madrinha Embriagada’, Ivan Parente fala sobre andamento dos ensaios antes da estreia

Dulce Moraes e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Em “The Drowsy Chaperone”, musical de Bob Martin e Don McKellar, um personagem – “The Man in the Chair” – é o fio condutor da narrativa vista no palco. Em “A Madrinha Embriagada”, montagem brasileira do espetáculo, com estreia marcada para o dia 17 de agosto, no Teatro do Sesi-SP, o “Homem da Poltrona” já tem dono.

É o ator Ivan Parente, cujo currículo ostenta musicais como “Alô Dolly”, “Pinóquio” e “O Mágico de Oz”. “Tenho que estar o tempo todo nos ensaios para saber o que eles estão fazendo e ver como posso interagir”, revela Parente.

Ivan Parente: o "homem da poltrona" a todo vapor nos ensaios do musical. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Em entrevista durante os ensaios, ele fala sobre como está o andamento dos trabalhos com o diretor Miguel Falabella e os colegas do elenco – formado por nomes como Stella Miranda (“South American Way”) e Paula Capovilla (“A Família Addams”), entre muitos outros.

O ator comenta ainda o desafio de encenar a peça oito vezes por semana, conforme prevê a programação do espetáculo – uma realização do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em projeto educacional que, além de formar plateias, inclui oficinas de vivência em teatro musical para alunos do Sesi-SP e um curso de formação de atores para esse segmento.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista de Ivan Parente.

O ritmo dos ensaios

“Estamos num ritmo enlouquecido de ensaios, das 9h às 18h, de terça a sábado. É bem puxado, tem muita coreografia, tem muito texto e o Miguel [Falabella] está com a gente quase todos os dias. Para mim está sendo cansativo porque eu estava no elenco de “Alô Dolly” [musical também dirigido por Falabella, que ficou em cartaz até 14/07, em São Paulo]. Mas é ótimo!”

Interação dos personagens

“Quando chegamos [ao local de ensaios], aquecemos a voz e o corpo e já vamos para a parte de coreografia. Na verdade, eu não tenho muita coreografia porque interpreto o “Homem da Poltrona” e fico bastante tempo sentado. Mas estou sempre interagindo com o elenco. Então, tenho que estar o tempo todo nos ensaios para saber o que eles estão fazendo. Temos que estar super focados e com o texto na ponta da língua. Tenho textos de uns 40 minutos falando sem parar, contando essas histórias deliciosas dos personagens de “A Madrinha Embriagada”, que está ambientada em 1928. Está sendo cansativo. Temos que preservar a voz e não conseguimos sair à noite, mas é uma delícia!”

Uma temporada ‘intensa’

“Estamos acostumados a fazer de cinco a seis espetáculos por semana. Mas “A Madrinha Embriagada” terá oito apresentações semanais. E, realmente, teremos que estar bem descansados, bem preparados, muito focados e muito tonificados porque não vai ser fácil. Duas horas de espetáculo é um tempo curto perto de outros musicais, mas como o espetáculo é uma fantasia da cabeça do “homem da poltrona”, tudo tem muita intensidade, pois é como um sonho. Tudo é três vezes maior. Os personagens têm três vezes mais energia.”

O elenco

“O Miguel [Falabella] escolheu um elenco delicioso. E é um privilégio estar com eles. Todo mundo faz musical há anos, mas mesmo assim temos que nos cuidar porque a experiência não significa que estamos acostumados.”

Ponto alto 

“Para o “Homem da Poltrona” há vários momentos muito emocionantes na peça. De certa forma, parece que é um pouco da vida dele em cada momento do espetáculo, mesmo que pareça aquela maluquice que todo mundo vai ver. Mas acho que o momento mais emocionante é quando ele fala de relacionamento. Ele é uma pessoa muito sozinha. É muito difícil para ele se relacionar. Então, ele fica dentro do apartamento, escutando seus discos, não sai muito. Assim, quando fala em relacionamento – seja com homem ou mulher –, ele fica muito tocado. Acho que esse é o momento mais emocionante dele na peça. E o final, que não dá para contar (risos), também é muito emocionante.”

Saiba mais sobre o projeto educacional do Sesi-SP em teatro musical: www.sesisp.org.br/Cultura/teatro-musical-espetaculo.htm

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