‘A empresa do século 21 deve entender a sustentabilidade como valor estratégico’, diz diretor do DMA em congresso

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A sustentabilidade como valor estratégico é um conceito novo que está sendo incorporado às organizações, além da tradicional busca pela qualidade, excelência, preços compatíveis e inovação. A reflexão feita por Nelson Pereira dos Reis, diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ao representar o setor na abertura do IV Congresso de Boas Práticas Socioambientais, nesta terça-feira (20/08). O evento foi realizado na  Universidade Anhembi-Morumbi, na capital paulista, com o apoio do Instituto Mais.

No cenário global, conforme Reis, a sociedade não é passiva e está atenta à elaboração de produtos feitos com responsabilidade socioambiental. O mercado de capitais também tem seus motivos para acreditar nessa tendência: investidores de longo prazo e acionistas buscam dividendos e boa governança corporativa, não aceitando mais passivos ambientais.

Reis: sociedade atenta à conduta mais responsável por parte das empresas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Reis: sociedade atenta à conduta mais responsável por parte das empresas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Por isso mesmo, é preciso transparência. A empresa do século 21 tem como meta zerar a desconformidade ambiental, ser eficiente, evitar desperdícios e a geração de resíduos, adotando práticas de reciclagem e reúso”, afirmou Reis, em sua apresentação. Para ele, é preciso ter responsabilidade social com colaboradores, fornecedores, clientes e comunidade. Ele ainda alertou para a emergência nas discussões em torno da “nossa capacidade de fazer transformações essenciais diante de um planeta que dá sinais de esgotamento de seus recursos naturais”.

Uma emergência também pontuada por Gilberto Natalini, vereador e idealizador da Conferência Produção + Limpa da Cidade de São Paulo. Na ocasião, ele lembrou que há 450 anos “tratamos mal a nossa cidade, poluindo o solo, os rios, o ar”. E isso com “passivo alto e problemas de mobilidade urbana e falta de permeabilidade”. “É um processo misto de mudança de hábitos, que envolve a produção científica, o comércio, a indústria e as tradicionais práticas agrícolas”.

Também participaram da abertura do Congresso, que se encerra no dia 22, Sergio Forini (relator da Comissão Especial de Resíduos Sólidos do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável/Cades), Luciana Dorta (especialista em Educação Ambiental e Diretora da Agência de Comunicação Sustentável – Soma) e Maria José Rosolino (coordenadora do Curso de Relações Públicas da Universidade Anhembi-Morumbi).