Em reunião com empresários na Fiesp, governador do Maranhão pede investimentos no agronegócio

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Inaugurado oficialmente nesta segunda-feira (10 de julho), o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) do Porto de Itaqui, em São Luís, já movimentou 1,7 milhão de toneladas de março a junho deste ano. E o governador do Estado, Flávio Dino, estima que até o final de 2015, as movimentações de carga devem atingir as 20 milhões de toneladas.

“O nosso diferencial competitivo é a logística. Não há nenhum Estado do Norte e Nordeste que tenha a logística que o Maranhão possui: modal rodoviário, o Porto de Itaqui e a estrada de ferro de Carajás”, afirmou Dino em reunião nesta terça-feira (11/8) com membros do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Se há duas locomotivas que podem tirar o Brasil desse momento difícil é, sem dúvida nenhuma, a exportação e o agronegócio”, completou.

Com capacidade estática para 500 mil toneladas de grãos e quatro armazéns independentes, o Tegram recebeu investimentos de R$ 578 milhões.

Acompanhado de uma delegação de secretários da Agricultura, Indústria e Comércio, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Maranhão, Dino veio à Fiesp em busca de investimentos em seu Estado.

“Temos terra, água, gente, governo ajustado e sério, que sabe o que está fazendo, que tem planejamento. Agora, não vamos conseguir substituir o mercado”, disse.

Outro diferencial, segundo ele, é a matriz energética, que deve ser ampliada a partir da 13ª rodada de concessões de blocos para exploração de gás, prevista para 7 de outubro.

Redefinição

À frente do governo estadual há pouco meses de sete meses, Flávio Dino afirmou, durante a reunião na Fiesp, que o Maranhão enfrenta um “momento de redefinição” da economia e da sociedade.

“Estamos no momento de novas bases para organização da economia e da sociedade. É impossível melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano sem que antes haja riqueza para que depois possa se transformar em arrecadação e oferta de serviços públicos melhores para todos”, argumentou.

Segundo Dino, há 2.000 quilômetros de obras em curso ou que começarão até o primeiro semestre de 2016 nas estradas do Estado. Ele informou ainda que outras 300 obras públicas estão sendo conduzidas no Maranhão, “desde escolas até hospitais”. Uma das unidades hospitalares deve ser entregue em Balsas, importante região produtora de soja que integra o território Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

De acordo com o governador, há mais de 1.000 escolas de taipa e barro no Maranhão, e o governo deve licitar projetos para pelo menos 200 novas unidades.

Ritmo do Agronegócio

Ao conduzir a primeira parte da reunião do Cosag, o diretor do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Mário Cutait, afirmou que, apesar da crise, o setor continua mantendo o ritmo de sua atividade.

“Sabemos das nossas dificuldades, mas costumo dizer que, se o mundo vai produzir entre 1% e 1,5% a mais de alimento, o Brasil vai produzir 2% a 4% a mais”, afirmou Cutait.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539966020

O governador do Maranhão, Flávio Dino, durante reunião do Cosag da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp