Skaf anuncia renovação de apoio a equipe brasileira em competição aeroespacial

Agência Indusnet Fiesp

Destacando que os recursos fornecidos pela Fiesp à equipe ITA Rocket Design para participar de competição aeroespacial são investimento, e não um gasto, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, anunciou nesta segunda-feira (12/9) o apoio ao projeto para 2017. Será o quarto ano em que o time brasileiro terá aporte financeiro da Fiesp para a construção de um foguete.

Skaf fez o anúncio da extensão do apoio durante reunião com integrantes da equipe na sede da Fiesp. A verba poderá incluir também a construção de um segundo foguete, para ser testado antes da competição, chamada Intercollegiate Rocket Engineering Competition (Irec), que em 2017 será realizada no Novo México (EUA).

No evento, Eduardo London, aluno de engenharia aeroespacial e integrante do time, explicou o desempenho na edição 2016, realizada em junho em Green River (Utah, EUA). A equipe ITA Rocket Design ficou em 11º lugar, apesar de ter sido a primeira ou segunda colocada em 6 dos 7 itens considerados na pontuação. Conseguiu a pontuação máxima em 3 categorias, incluindo Technical Application, correspondente ao projeto de engenharia). Um problema no paraquedas, que se abriu antes da hora, impediu o foguete (ITA-Fiesp) de chegar à altitude estipulada na competição. Com isso, a pontuação geral da equipe foi prejudicada. Para 2017 está em estudo a mudança no sistema de acionamento do paraquedas.

>> Ouça boletim sobre o foguete ITA-Fiesp

Outra possível novidade é uma parceria com o Sesi-SP, atualmente em estudo. London destacou a admiração de longa data que sente pela instituição, vinda dos tempos em que disputava competições de robótica e observava o desempenho das equipes do Sesi-SP.

Luiz Hoffmann, diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp, lembrou que a Ita Rocket Design fabrica o motor de seu foguete, o que nem todas as equipes fazem. E o brigadeiro Aprígio Azevedo, diretor executivo de Projetos da Fiesp, destacou a importância do apoio da entidade a um projeto que ajuda a divulgar a capacidade brasileira no setor.

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Paulo Skaf com integrantes da equipe ITA Rocket Design, que tem aporte financeiro da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Presidente da Fiesp recebe participantes de torneio de lançamento de foguetes

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, recebeu, na tarde desta sexta-feira (15/08), um grupo de alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) que, com o apoio da entidade, participaram, entre os dias 25 e 29 de junho, do Intercollegiate Rocket Engineering Competition (Irec), competição internacional de criação de foguetes realizada em Green River, cidade do estado de Utah, nos Estados Unidos.

Na ocasião, depois de ouvir uma exposição dos alunos sobre a participação brasileira e assistir a um vídeo que registrou o exato lançamento do foguete, Steinbruch disse que a Fiesp vai apoiar o desenvolvimento de um novo projeto em 2015, recomendando uma parceria com a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) em São José dos Campos, especializada em aeronáutica.

Outra sugestão do presidente da Fiesp é o envolvimento da Embraer no projeto. “A única coisa é que vamos ter que ganhar”, brincou Steinbruch, que incubiu o  diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, de cuidar dessa articulação.

ITA-Fiesp

No encontro, os jovens explicaram como foi a participação do ITA-Fiesp (nome dado ao foguete brasileiro) na disputa que reúne estudantes da área de engenharia aeroespacial de vários países.

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Os estudantes com Gomide, à esquerda, e Steinbruch ao centro: apoio da Embraer e do Senai-SP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


O foguete foi totalmente construído e idealizado pelos estudantes, que, juntos, formam um grupo de 22 participantes. Doze eles viajaram para os EUA. São alunos dos cursos de engenharia aeronáutica, eletrônica e aeroespacial da instituição, de anos variados e idades entre 19 e 27 anos.

O artefato chegou a uma altura de mais de 3.000 metros, mas apresentou uma falha no sistema de abertura do paraquedas. Com o choque após queda livre, a cápsula de 2,07m sofreu severas avarias. E foram perdidos todos os sistemas eletrônicos que registraram os dados do lançamento do foguete.

De acordo com um dos integrantes da equipe, Raphael Ribeiro, o plano para 2015 é de que a cápsula tenha duas aberturas, uma para um paraquedas menor (que abre depois que a máquina atinge o ápice) e outra para um maior (que dispara quando o foguete está a aproximadamente 500 metros do solo). Na avaliação deles, o fato de o foguete ter chegado um pouco mais alto do que o normal, a uma velocidade estimada em 700 km/h, pode ter contribuído para danificar o dispositivo que aciona o paraquedas. Outra mudança é a substituição de pólvora para gás na propulsão.

Respondendo a uma pergunta do presidente da Fiesp, os alunos disseram que, em 2015, pretendem modificar a estrutura da cápsula para torná-la mais resistente a adversidades como a aceleração e umidade. A ideia, ainda, é poder fazer mais testes, visando a correção de falhas antes da competição.