Presidente e vice-presidente do Instituto Iris prestigiam exposição do Sesi-SP com fotos feitas por deficientes visuais

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

A mostra fotográfica Olhar a toda prova, sobre os atletas do Sesi-SP,  em exposição no Centro Cultura Fiesp – Ruth Cardoso, recebeu uma vista especial na tarde desta quarta-feira (24/04): o presidente e a vice-presidente do Instituto Responsabilidade e Investimento Social (Iris), Marcelo Panico e Ersea Alves, ambos deficientes visuais e membros do projeto Cão Guia, iniciativa que conta com o apoio do Sesi-SP.

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Da esquerda para a direita: O presidente e a vice-presidente do Iris, Marcelo Panico e Ersea Alves; o fotógrafo deficiente visual, Marco Óton; e o curador da mostra, João Kulcsár. Foto: Talita Camargo/Fiesp

Acompanhados do curador da mostra, João Kulcsár, e do fotógrafo de algumas das obras expostas, Marco Óton, que também é deficiente visual, eles vieram celebrar o Dia Mundial do Cão Guia, comemorado em 25 de abril e, ao visitarem a exposição, encantaram-se com as obras com acessibilidade aos deficientes visuais. “Achei sensacional a audiodescrição. É fantástico. E as imagens em alto-relevo, perceptíveis ao tato, são muito interessantes. Todos os museus de São Paulo deveriam ter uma situação como esta”, afirmou Panico ao parabenizar o Ses-SP e à Fiesp pela iniciativa.

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Marcelo Panico, presidente do Iris. Foto: Talita Camargo/Fiesp

Ersea conta que já enxergou um dia e pôde conhecer a fotografia, que se tornou uma paixão. “Achei a iniciativa do Sesi-SP maravilhosa. Termos a áudio-descrição é como se estivéssemos vendo as fotos mesmo. A Fiesp está de parabéns”, elogiou a vice-presidente.

A mostra conta com nove fotos perceptíveis pelo tato, com legendas em braile e audiodescrição, feitas por seis fotógrafos com deficiência visual que são alunos de Kulcsár, que há cinco anos ensina a deficientes visuais a arte de fotografar. “Tanto deficientes visuais como todos que tiverem interesse podem explorar diferentes sentidos nas visitas guiadas. Os visitantes são convidados a perceber a exposição pelo tato e audição, e quem quiser pode vendar os olhos”, explica o curador.

Para Panico, essa exposição é fundamental para conscientização da sociedade. “A pessoa cega tem muito mais do que perda visual, perde no profissional e na maneira de enxergar algumas situações, e a fotografia é um fator muito interessante de incluir as pessoas na sociedade”.

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