Sesi Ipiranga vence torneio internacional de robótica na África do Sul

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

A equipe Sesi Robonáticos, do bairro do Ipiranga, foi a grande vencedora o FLL Open African Championship, torneio internacional de robótica realizado em Johanesburgo, África do Sul. A competição terminou nesta quinta-feira (7/5) com a vitória do time do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), que também conseguiu a primeira colocação na categoria “Desempenho do Robô”.

Outros três times da entidade se destacaram durante as disputas. Na categoria “Inspiração”, o primeiro e segundo lugares ficaram, respectivamente, com os times Sesi Fênix, de Bauru, e Sesi Turbotubies, de Valinhos. A Escola Sesi de Boituva obteve o segundo lugar em “Desempenho do Robô” com a equipe Sesi Mega Snakes.

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Time Sesi Robonáticos, da escola Sesi do Ipiranga. Foto: Divulgação/Fiesp


No último mês, alunos de Birigui (Sesi Big Bang) representaram o Brasil no FLL World Festival, disputado Em St. Louis, nos Estados Unidos. Em julho será a vez dos estudantes de Itapetininga (Sesi ItapêRobota) e de São José do Rio Preto (SesiI Robotic Generation) embarcarem para a Austrália, onde representarão o Brasil no FLL Asia Pacific Open.

O torneio

Na competição, além de construírem e programarem robôs, os alunos elaboram um projeto de pesquisa e criam uma solução inovadora para o problema levantado.

Nesta temporada, que tem como tema World Class, os competidores buscam estratégias para aperfeiçoar a aprendizagem em sala de aula.

Nas escolas do Sesi-SP, os alunos têm iniciação à robótica a partir do primeiro ano. Os trabalhos na área são desenvolvidos em sala de aula e supervisionados por analistas de suporte em informática.

‘O Senai-SP tem mais estrutura do que muitas escolas da França’

Isabela Barros

Funcionário do Ministério da Educação da França, o professor Alain Leroux, de 50 anos, não imaginava que a sua vida pudesse mudar tanto depois de aceitar o convite para vir trabalhar no Brasil em 2001. Mais especificamente em São Paulo, na Escola Senai “Conde José Vicente de Azevedo”, no bairro do Ipiranga, especializada em sistemas automotivos. Francês, Leroux até hoje se impressiona com a determinação e vontade de aprender dos alunos da unidade, principalmente os da graduação em Sistemas Automotivos que estudam à noite “depois de trabalhar o dia inteiro”.

Tendo se instalado na capital paulista por conta de uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), o Ministério de Educação da França, as montadoras Peugeot e Citroën e a empresa Exxotest, de soluções para automóveis, ele ajudou a criar o curso superior na área na instituição. E a instalar a pós-graduação em motor aberta em março de 2015. Isso entre várias outras missões.

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Leroux: determinação dos alunos é destaque nas salas de aula do Senai-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Mestre em Tecnologia Mecânica pela Universidade de Maine, em Le Mans, Leroux conta, na entrevista abaixo, que o trabalho com a indústria paulista rendeu vários outros frutos além de ter conhecido, aqui, a mulher com quem está casado desde 2002. E com direito a um filho paulistano, nascido em 2005.

Como é a sua rotina de trabalho no Senai-SP?

 Ajudei na montagem do curso de graduação em automobilística que foi aberto em janeiro de 2012 e na criação da pós-graduação em motor iniciada em março de 2015. Também         colaboro com o intercâmbio de professores do Senai-SP na França e na formação dos docentes aqui. Além disso, contribuo com a preparação de conteúdos de formação usados na graduação e na pós, entre outras atividades.

Essa é a sua segunda passagem pela instituição, certo?

Sim. Cheguei aqui pela primeira vez em 2001, ficando até 2006. Voltei em 2012 e espero ficar pelo menos até julho de 2016.

Que avaliação você faz do trabalho do Senai-SP?

Em termos de recursos, o Senai-SP tem mais estrutura do que muitas escolas da França. Todas as montadoras estão instaladas no Brasil e essas parcerias com as indústrias são muito boas para os alunos. A unidade do Ipiranga é, sem dúvida, a melhor do país em sistemas automotivos.

Que destaques o senhor apontaria no trabalho desenvolvido pela instituição?

Os recursos oferecidos, o ambiente, a organização.

E entre os alunos, o que mais chamou a sua atenção?

O esforço para estudar. Fico impressionado com os alunos que chegam à noite para assistir as aulas depois de trabalhar o dia inteiro. As pessoas se dedicam para vencer as adversidades. Na França, a formação vem antes da entrada dos profissionais no mercado.

Alguma história em especial?

Pessoas de todas as idades têm boas histórias de dedicação. Um aluno que tinha muita dificuldade de falar em público, por exemplo, nos surpreendeu apresentando um dos melhores trabalhos de conclusão de curso da sua turma. Outro estudante, de 50 anos, trabalha num banco e veio para cá porque quer abrir uma oficina.

Para você, existe uma cultura própria do Senai-SP nesse sentido? Esse clima de esforço e dedicação?

Existe sim. Não temos problemas de disciplina, há um envolvimento com os estudos, com o trabalho. Cada um faz a sua tarefa.

O fato de ser estrangeiro fez alguma diferença em seu trabalho aqui?

Não, nunca me senti discriminado por ser estrangeiro. Sempre quis trabalhar em outro país e não perdi a oportunidade quando vi o panfleto com o anúncio para vir para o  Brasil. Aqui conheci a minha mulher, o meu filho nasceu num hospital na Avenida Paulista. Na rua, as pessoas me pedem informação como se eu fosse daqui. 


‘Olimpíada prepara os alunos para a vida, que é uma competição’, diz diretor do Senai

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Fabio Rocha: medalha de ouro é importante, mas o mais importante é o processo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Nos laboratórios da unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) no Ipiranga, especializada em automobilística, montadoras concorrentes estão lado a lado. Veículos nacionais e importados, motos, carros e até caminhões, são quase 60 empresas parceiras que confiam na escola para treinar seus funcionários.

Resultado de um trabalho que inclui investimento, formação de docentes e busca constante por melhores, ela é uma das escolas de referência da rede Senai-SP e com ótimos resultados na Olimpíada do Conhecimento. O diretor da escola do Ipiranga, Fabio Rocha, é um incentivador da competição, por já ter participado na década de 90, quando chegou ao Mundial.

“Qual o legado da Olimpíada? Prepará-los para a vida, porque a vida é uma competição. No trabalho, é entregar uma peça com boa qualidade, na hora certa, no prazo certo”, diz Fabio.

“É o que a Olímpiada exige: planejamento, experiência em competir, ter que apresentar resultado de qualidade, trabalhar sob pressão, com metas e resultados. Os competidores carregam isso para a vida. A medalha de ouro é importante, mas o mais importante é o processo.”

Além do benefício para o aluno que participa da competição, Fabio defende a importância da Olimpíada para a escola, que recebe equipamentos e ferramentas atualizadas com o que há de melhor mundialmente e mantém os professores treinados. Mas acredita que a Olimpíada é um dos processos educacionais do Senai.

“Ao longo dos 50 anos dessa escola, o Senai sempre vem fazendo um trabalho sério. Por isso, a cada ano conquistamos novos parceiros, melhora a formação dos docentes e mais gente quer estudar aqui”, diz o diretor que chega a ter uma média de 15 inscrições por vaga no curso e forma 18 mil profissionais por ano.

As empresas da área automobilística também dão o aval de qualidade do Senai-SP do Ipiranga. “Não sou eu que digo que essa escola é uma referência, é o mercado. Temos muito orgulho por ter o reconhecimento das marcas que estão aqui. E por meio dessas parcerias, estão sempre atualizados com relação ao veículo, equipamento, ferramenta, insumos.”

Para o professor de funilaria Francisco Ivo Miranda, no Senai-SP há 17 anos, colocar o que se aprende em prática, uma característica de todos os do Senai, é o que garante o interesse dos alunos. “A parte teórica é 25% do curso, ou seja, 75% é de prática, em que o aluno vai realmente para a oficina fazer o serviço. No Senai, o aluno aprende fazendo.”

Mais do que isso, os professores vão além da técnica e buscar formar cidadão. “A gente não está ensinando apenas alunos, estamos formando homens para o mercado de trabalho, passando conceitos de organização, limpeza, responsabilidade. Queremos que eles saiam da escola como profissionais completos, sabendo teoria e prática, cumprindo horário, entregando trabalhos com perfeição.”

Alunos

Os competidores da unidade do Senai-SP do Ipiranga na Olimpíada do Conhecimento são a prova que o investimento (que inclui equipamentos, capacitação dos docentes, acompanhamento psicológico, preparação física, nutricionista e assistência médica e odontológica) dá resultado.

“No Senai-SP que eu descobri a vocação para a funilaria. Eu conhecia, mas não atuava nessa área”, conta Fernando Marcos José Reis Silva, 19 anos, competidor da modalidade funilaria automotiva.

“Antes eu não sabia muito o que eu queria, em que área ia trabalhar, que é normal para qualquer jovem quando acaba o ensino médio, pensar “e agora? O que eu faço?”. Mas o Senai-SP me deu essa oportunidade. Agora tenho um bom currículo, me sinto mais capacitado para o mercado de trabalho. Como pessoa e como profissional, o Senai-SP me instruiu bastante”, afirma.

Para Caio Freitas, de 19 anos, competidor em pintura automotiva, o diferencial do Senai-SP é a exigência pela qualidade. “Nos treinos, o que eu sou mais demandado é O que mais sou demandado é pela qualidade do serviço, também pelo planejamento e ser criterioso”, diz o estudante.

“É uma modalidade que exige isso, desde a limpeza de uma peça que vai ser pintada até a qualidade de um lixamento. Se o trabalho tiver um defeitinho no começo, vai refletir no final, no resultado. Vou levar isso para o meu trabalho para o resto da vida”, revela Caio, que pretende seguir na carreira, mas ainda está em dúvida sobre o curso superior: química, para aprender sobre a produção da tinta, e tecnólogo em automobilística.

Com cursos voltados para pessoas com deficiência, o Senai-SP do Ipiranga também tem representante na categoria PCD: Robson Expedito de Paula Braz, de 20 anos, na modalidade mecânica.

Morador da zona leste de São Paulo, ele chega a demorar até três horas para chegar a escola, diariamente. Mas sabe que é um esforço que compensa. “A cada dia que passa, conheço coisas novas, obtenho mais conhecimento. Pretendo dar sequência na carreira de mecânica, sem deixar de lado o esporte”, conta o aluno, que é halterofilista e tem chance de disputar as Paralimpíadas.

“A deficiência é um desafio a mais para mim. Acho que se eu não tivesse uma deficiência, não teria realizado sonhos”, imagina Robson, que busca o otimismo sempre. “Todo mundo tem seus altos e baixos, mas quando estou nos meus baixos, luto para levantar a cabeça e seguir em frente.”

Unidade do Senai-SP recebe ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A ministra de Estado de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, visitou, na tarde desta segunda-feira (21/07), a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) “Conde José Vicente de Azevedo“, escola especializada na área de automobilística no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Durante a visita, a ministra conheceu as dependências do local acompanhada pelo presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Senai-SP, João Guilherme Sabino Ometto.

“O Senai-SP de Ipiranga é uma escola de referência mundial no setor de automobilística, com alunos do mundo inteiro e com convênios com as principais empresas da cadeia produtiva”, explicou o diretor da unidade, Fabio Rocha.

Segundo Rocha, a unidade prepara o aluno a enfrentar os desafios do setor automobilístico no Brasil.

A partir da esquerda: Rocha, Ometto e Tereza: Senai-SP é referência em integração com o mercado. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A partir da esquerda: Rocha, Ometto e Tereza: Senai-SP é referência em integração com o mercado. Foto: Everton Amaro/Fiesp


A ministra, que conheceu as principais instalações da unidade, as salas de aula e os laboratórios de Funilaria, Hidráulica e Pneumática, Metalografia e Autotronica, falou sobre a evolução do Pronatec durante a visita.

“A parceria entre o Pronatec e o Senai-SP ajuda a levar a formação profissional para cerca de 1 milhão e 300 mil brasileiros de baixa renda”, disse.

Segundo a ministra, o principal desafio do programa é ampliar “ainda mais” a oferta do curso para esse público. Atualmente, o Senai-SP é responsável por 47% das matrículas do programa. Foram 316 mil inscrições somente em 2011 e 2012.

No âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, a unidade do Senai-SP de Ipiranga oferece ao Ministério do Desenvolvimento Social cursos de Mecânico de Motores Ciclo Otto, Mecânico de Motores a Diesel, Mecânico de Motocicletas, Eletricista de Automóveis, Mecânico de Sistemas de Freios, Suspensão e Direção de Veículos Rodoviários Pesados, Instalador de Acessórios Automotivos e Mecânico de Freios, Suspensão Direção de Veículos Leves.

O Pronatec foi criado pelo Governo Federal, em 2011, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica.


Unidade do Senai-SP do Ipiranga celebra aquisição do prédio da escola

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Alunos da escola Senai do Ipiranga celebram formatura na noite desta quarta-feira (11/06). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Além da formatura de 130 alunos dos cursos nas áreas de automobilística e eletroeletrônica, outro bom motivo marca o dia 11 de junho na história do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Trata-se da primeira turma de formandos da unidade do Ipiranga a receber o certificado após a aquisição do edifício pela instituição.

A escola “Conde José Vicente de Azevedo” foi construída em terreno cedido em comodato pela Fundação Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga por 50 anos. O prazo venceu em outubro do ano passado e, depois de uma grande negociação, o terreno foi adquirido em definitivo, em maio deste ano, pelo Senai-SP.

“Essa formatura é especial porque reflete o esforço do Senai-SP na compra do terreno, o que deu segurança para a continuidade da escola no Ipiranga”, declarou Sylvio de Barros, diretor titular do Departamento de Ação Regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), escolhido como paraninfo desta turma.

“A pedido do então presidente, Paulo Skaf, liderei essa negociação”, afirmou Barros, destacando o risco que se teve de perder o espaço da escola. “Havia outros interessados no terreno e, inclusive, cogitou-se  a construção de um shopping onde está a escola do Senai-SP”.


Conquista 

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Aluno Rodrigo Costa, do Senai Ipiranga, e o diretor-titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio de Barros. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Corremos o risco de ter que mudar a escola de lugar e encontrar um terreno como esse em São Paulo seria muito difícil, além das indústrias parceiras estarem acostumadas com o local e o acesso à escola”, completou Barros. “Foi uma conquista para os alunos, professores, diretores, para a indústria e para o Senai-SP.”

Com cerca de 20 mil matrículas por ano, a escola do Ipiranga foi pioneira no Brasil no curso técnico em automobilística, criado em 1996, e no superior de tecnologia em sistemas automotivos, implantado em 2001. E, desde então, é referência na formação profissional no setor.

Piloto da Força Aérea Real Britânica apresenta projeto do carro mais rápido do mundo em escola do Senai-SP no Ipiranga

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Ele tem o comprimento de um ônibus londrino, daqueles vermelhos que fazem a festa dos turistas na capital britânica. Pesa 7,5 toneladas e é capaz de atingir uma velocidade de 1,6 mil quilômetros por hora com os seus 135 mil cavalos de potência. Ou seja, é mais rápido do que uma bala. Misto de carro e avião, o Bloodhound foi apresentado, na noite desta quinta-feira (21/11) na Escola Senai “Conde José Vicente de Azevedo”, no bairro do Ipiranga, na capital paulista. O evento, coordenado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e pela Rede Britânica de Ciência e Inovação, teve a participação do ministro-adjunto dos Transportes da Inglaterra, Robert Goodwill, e do comandante da Força Aérea Real Britânica (RAF), Andrew Green, o único piloto supersônico do mundo.

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Andrew Green: Bloodhound não é apenas um recorde mundial, mas um programa de educação”. Foto: Isabela Barros/Fiesp


Diante de uma plateia formada principalmente por estudantes e professores do Senai-SP, Andrew Green explicou que o projeto Bloodhound, cujo nome é inspirado numa raça de cachorro, vai muito além de superar a velocidade do som. “O Bloodhound não é apenas um recorde mundial, mas um programa de educação”, disse. “A partir das pesquisas do supersônico, damos aulas para alunos de 5,5 mil escolas do Reino Unido”.

De acordo com o comandante, é muito mais fácil atrair a atenção dos pequenos para temas como a Lei do Movimento de Newton a partir das peripécias do Bloodhound. Como o fato de que é difícil “deixar no chão” o super carro. Isso por conta da necessidade de equilibrar variáveis como potência, força e pressão numa estrutura tão sofisticada e pesada. Para se ter ideia, o Bloodhound tem a potência de todos os carros da Fórmula 1 multiplicados por seis.

“A nossa estimativa é de realizar mais testes nos próximos dois anos, colocando em uso o carro”, explicou.

E por falar em testes, o piloto explicou que quaisquer experimentos com o veículo pedem cuidados especiais, já que, a partir de 1 mil quilômetros por hora, “as ondas de choque já movimentam poeira ao redor”. Assim, para evitar acidentes, é melhor não ter espectadores nas proximidades. “Acho que, durante os testes, vamos deixar todo mundo longe”, afirmou. “Perto, só os jornalistas”, brincou.

A cabine

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Andrew Green: “Não temos nada parecido com o Senai-SP na Inglaterra”. Foto: Isabela Barros/Fiesp

Para pilotar a carro mais rápido do mundo, Green fica instalado numa cabine feita de fibra de carbono, material do qual é feita também “toda a parte da frente” do veículo. Para ajudar a registrar todos os passos do Bloodhound, há 12 câmeras de alta definição instaladas. “A minha lição de casa é vista por todo mundo”, disse.

O comandante da Força Aérea Real Britânica aproveitou a visita para elogiar o trabalho do Senai-SP. “Não temos nada parecido com o Senai-SP na Inglaterra”, afirmou.

Além das autoridades britânicas, participaram da apresentação o diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Thomaz Zanotto, e o diretor de relações externas do Senai-SP, Roberto Monteiro Spada.

“Para a Fiesp, a competitividade é um dos maiores desafios da indústria e da economia”, disse Zanotto. “Acreditamos que o que vocês estão fazendo é exatamente aquilo de que precisamos: investir em inovação”.

Para Spada, a visita dos britânicos foi “muito importante” e está de acordo com a missão de desenvolvimento educacional do Senai-SP. “Trabalhamos para manter a indústria competitiva”.

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Bloodhound: pesando 7,5 toneladas, pode atingir velocidade de 1,6 mil quilômetros por hora com 135 mil cavalos de potência. Imagem: Divulgação

CAT Roberto Simonsen participa da campanha Outubro Rosa

Agência Indusnet Fiesp

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Unidade do Sesi-SP ganhou iluminação em cor rosa. Foto: Divulgação/CAT Ipiranga

O Centro de Atividades  (CAT) Roberto Simonsen, unidade do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) no bairro do Ipiranga, na capital paulista, está engajado na campanha Outubro Rosa.

Além de iluminar a fachada com luzes cor de rosa, o CAT distribuiu folhetos, pulseiras e informativos a alunos, professores e funcionários – o conteúdo do material destaca a importância da realização dos exames preventivos na luta contra o câncer de mama.

Também foram utilizados recursos digitais. Na tela inicial dos computadores da entidade, imagens em pop-up reforçam diariamente que 95% dos casos de câncer de mama podem ser curados desde que detectados no início. A direção da escola disparou ainda e-mails marketing com mais informações sobre como prevenir a doença.

Até mesmo a assinatura eletrônica, presente no fim de cada e-mail enviado por professores e funcionários da unidade, foi adereçada com o laço que simboliza a campanha. O mesmo ícone foi aplicado na fanpage do CAT Roberto Simonsen no Facebook.

A campanha Outubro Rosa prossegue até o final do mês de outubro, mobilizando o Sesi-SP em todo o Estado.

Senai-SP dá início ao curso de formação profissional para pessoas em situação de rua

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Mais do que uma chance de ingressar no mercado de trabalho, a possibilidade de mudar de vida.  Foi com essa perspectiva que uma turma de 14 pessoas em situação de rua começou nesta segunda-feira (24/06), na unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) do Ipiranga, o curso de mecânico de motor ciclo diesel.

Resultado da parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o Senai-SP, por meio do Pronatec, a iniciativa, que abre a possibilidade de formação em diversas atividades, tem a meta de captar cerca de 2 mil pessoas até o fim de 2013.

Aula inaugural no Senai Ipiranga: oportunidade para o mercado de trabalho. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Aula inaugural no Senai Ipiranga: oportunidade para entrar no mercado de trabalho. Foto: Julia Moraes/Fiesp


“O Pronatec é uma das possíveis saídas para as pessoas em situação de rua. Por meio dele, queremos melhorar as condições das pessoas participarem e competirem no mercado de trabalho, com cursos reconhecidos, como o do Senai-SP, uma instituição com reconhecimento nacional e competência para a formação profissional”, afirma Maria Rita Gomes de Freitas, assessora da Coordenadoria de Proteção Básica da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

Para Fabio Rocha, diretor do Senai-SP Ipiranga, a parceria é importante para os futuros profissionais e também para os empresários. “Existe uma demanda muito grande de mão de obra qualificada e também uma necessidade de inserir essas pessoas no mercado de trabalho. Por isso a união do Senai-SP e da Prefeitura é de fundamental importância.”

Alunos

Na aula inaugural, os alunos receberam informações sobre o funcionamento e o programa do curso, que tem dois meses de duração. Conheceram ainda as instalações da escola, incluindo os laboratórios e oficinas.

A estrutura do Senai-SP deu ainda mais ânimo aos novos estudantes.  “É fantástica essa escola. Não tem como descrever. É um novo caminho de vida para mim”, declarou Flávio Donisete Silva, de 35 anos, que atualmente mora em uma Tenda Social.  “Vou abraçar essa oportunidade com as duas mãos, com muita força e determinação, para dar o meu melhor. Vejo no jornal que essa área de mecânico é muito solicitada pelas empresas e estou esperançoso que não vou mais ficar desempregado. Tive poucas oportunidades na vida e não soube aproveitar. Dessa vez vou até o final”, disse ele.

Também animado para começar, Paulo Antonio Gomes de Oliveira, de 33 anos, contou que já tinha trabalhado com carros e o curso vai ser a continuação do seu aprendizado. “Vivi muito tempo dentro de oficinas e tenho bons conhecimentos de funilaria. Sempre quis aprender mecânica. Espero que eu possa ter um bom desempenho, consiga o diploma, saia daqui e possa trabalhar em uma empresa, sem deixar de continuar meu aprendizado. Essa é uma oportunidade única que eu quero aproveitar da melhor forma possível.”

Única mulher do curso de mecânico, Regina Quirino dos Santos, de 37 anos, buscou no curso uma nova opção de trabalho. “Já trabalhei na área de alimentação, cozinha e serviços gerais. Mas queria fazer algo diferente. Por isso, escolhi o curso de mecânico, que é uma área com boas possibilidades de trabalho. Quero muito poder trabalhar e conseguir um lugar para morar, afirmou Regina, que atualmente mora em um albergue da Prefeitura.