Iniciativas Sustentáveis: Korin – Bem estar animal é prioridade

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Por Karen Pegorari Silveira

É cada vez maior o número de consumidores que buscam alimentos mais saudáveis e produtos sustentáveis: sem adição de fertilizantes químicos, agrotóxicos ou produtos reguladores de crescimento. Nos Estados Unidos, cerca de 40% dos consumidores já compram ocasionalmente algum produto desse tipo. E no Brasil, cerca de 17% da população, adquire as versões mais saudáveis. A grande São Paulo, por exemplo, representa metade desse consumo nacional de produtos orgânicos e movimenta em torno de 10 milhões de dólares por ano.

Para atender esse mercado em crescimento, a brasileira Korin Agropecuária, localizada na cidade de Ipeúna, interior do Estado de São Paulo, mantém uma granja sustentável, adepta da Agricultura Natural, foi pioneira na produção de frango orgânico e também a primeira e única empresa brasileira a produzir frangos e ovos livres de antibióticos e promotores artificiais de crescimento em escala industrial. O que garantiu a ela o certificado de produção de animais livre de qualquer tipo de sofrimento: o Certified Humane.

Na fazenda da empresa, todas as galinhas poedeiras são criadas no chão, fora de gaiolas e escolhem os ninhos nos quais vão botar os ovos, se preferem ficar nos poleiros ou comer vegetais na área externa. São criadas sem antibióticos ou ração com substâncias químicas – elas comem ração feita de milho e soja orgânicos, óleos essenciais, extratos vegetais, ácidos orgânicos e probióticos.

O veterinário e diretor industrial da Korin, Luiz Demattê Filho, diz que devido a seu posicionamento como uma empresa aderente aos princípios da Agricultura Natural, a Korin buscou meios de trazer maior nível de conforto e bem estar aos animais. “O fato de não utilizarmos antibióticos, medicamentos e promotores de crescimento, nos fez buscar as condições mais adequadas com o fim de preservar a boa funcionalidade do sistema imune das aves. Assim, mesmo antes que as questões de bem estar animal ganhassem a relevância que têm na atualidade, já há mais de 20 anos, introduzimos noções que hoje são consideradas essenciais, como por exemplo a redução da densidade de alojamento das aves (nº aves/m²), períodos de escuro de pelo menos 6 horas ininterruptas e outras práticas. Desta forma a certificação foi um processo bastante natural para nós. A reputação da marca, somada ao selo de certificação em bem estar animal, vem ampliando a confiança dos consumidores em nosso trabalho”, conta o executivo.

Demattê relata ainda que, além da produção mais natural, a empresa estimula e capacita tecnicamente os 36 pequenos e médios produtores com os quais trabalha, transferindo tecnologia capaz de gerar desenvolvimento econômico e social. “São feitos treinamentos e reuniões de caráter técnico sobre os diferenciais da empresa. Os funcionários da Korin visitam os produtores. Alguns deles são mais ligados à filosofia de agricultura natural, outros, nem tanto, mas, em linhas gerais, são passados todos os níveis da organização, porque isso faz parte do DNA da Korin e está na base da formação de toda uma rotina de trabalho. Assim, os fornecedores tiveram que se adaptar para atender as nossas condições de produção.  No começo, as ideias não estavam de todo estruturadas, mas, ao longo do tempo, foram ganhando forma. Criamos, então, normas, que passaram, mais à frente, por um crivo. Fizemos uma auditoria para que se transformassem em regras auditáveis, que possam ser fiscalizadas”.

Segundo o diretor geral da empresa, Reginaldo Morikawa, “o objetivo principal é fornecer à sociedade alimentos mais seguros e saudáveis”.

Sobre a Korin

Em 1995, quando a empresa foi criada, eram abatidos 12 mil frangos por mês. Hoje são 450 mil abates, com a expectativa de dobrar a produção em dois anos. A empresa produz também produtos como mel, extrato de própolis, aromatizante bucal, água mineral, sopa instantânea sem aditivos químicos e conservantes e com frango orgânico, vegetais orgânicos cozidos e congelados, e o tradicional portfólio de frutas, verduras e legumes in natura orgânicos, além da linha de insumos para agricultura (Bokashi).

Sesi-SP promove capacitação de professores do ‘Atleta do Futuro’ na região de Rio Claro

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Rio Claro

O Programa Atleta do Futuro (PAF), promovido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), chegou a mais de 250 cidades no estado de São Paulo. Por meio dele, cerca de 110 mil crianças e jovens de 6 a 17 anos têm acesso à prática esportiva em diversas modalidades.

Para colocar o PAF em prática, são feitas parcerias com as prefeituras – que oferecem os locais de treinamento – e com a iniciativa privada. Cabe ao Sesi-SP treinar e capacitar os professores, para que eles desenvolvam não só a parte técnica do esporte, mas também valores como o trabalho em equipe, a disciplina e a dedicação.

Nos dias 13 e 14 de agosto, profissionais das cidades da região de Rio Claro receberam a capacitação, com carga horária de 16 horas. O treinamento envolveu desde o plano de aulas até as formas de usar o esporte como ferramenta educacional. Na quarta-feira (14/08), o Sesi-SP realizou ainda a entrega de uniformes para os alunos das cidades de Ipeuna e Tirapina, na mesma região.

Dedicação e responsabilidade

No segundo dia de treinamento, eles assistiram a uma apresentação do gestor do vôlei do Sesi-SP e medalhista olímpico de prata no Jogos de Los Angeles (84), José Montanaro Júnior. O objetivo da palestra foi passar conceitos e valores que devem estar presentes nas aulas do PAF, como espírito de equipe, excelência, dedicação e responsabilidade.

“O grande recado que eu espero ter passado para eles é a importância da escola e dos professores. Eles são os agentes transformadores, são eles que vão fazer acontecer”, afirma Montanaro, que destacou o trabalho feito pelo Sesi-SP no esporte e na educação.

Montanaro: “Todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Montanaro: “Todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“O contato com o esporte logo na infância, que é a proposta do PAF, ajuda muito em vários aspectos. Nem todos vão seguir carreira no esporte, se tornar atletas olímpicos, mas todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”, completa o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei.

Para os professores que participaram da capacitação, a experiência está sendo muito positiva. “Essa capacitação trouxe um novo conceito de trabalho de educação física. Espero que a gente consiga levar tudo isso para as crianças e ajudar a formar cidadãos mais completos”, diz Cleber Luis Teixeira de Miranda, professor de Ipeuna.

Para Luiz Paulo Franco, de Araras, é grande a expectativa de iniciar o projeto e fazer um grande trabalho. “Por meio do esporte, conseguimos criar cidadãos mais capacitados para enfrentar o dia a dia. Esse é o trabalho do educador”, declara. “Hoje em dia, a concorrência é muito grande com a internet, videogame e telefone. O esporte tem que ter um atrativo, como as aulas diferenciadas e a qualidade de ensino que teremos no PAF.”

Pedagogia do exemplo

A pedagogia do exemplo é outro diferencial do Sesi-SP, como destacou a professora de Rio Claro, Priscila Matheus Encinas. “Ter atletas de alto rendimento no Sesi-SP ajuda porque o esporte aparece mais em época de Copa ou Olimpíada. Ver várias modalidades sendo trabalhadas sempre faz com que as crianças tenham os atletas como espelho e vejam que podem chegar lá também”, diz ela, que foi atleta de judô.

“Na minha época, não tinha nenhum tipo de apoio. O PAF dá a estrutura, como materiais e locais de prática adequados, aproxima a família, traz as condições de competição, essencial para quem quer ser atleta”, afirma. “O esporte também ajuda na formação de qualquer pessoa, colabora para que tenhamos cidadãos críticos e participantes.”

Alunos

Na cidade de Ipeuna, os alunos participaram da cerimônia de entrega dos uniformes. Todos animados com o começo das atividades na modalidade futebol de campo. Entre eles, apenas uma menina, Vanessa Rodrigues do Reis, de 12 anos. “Sou zagueira e quero ser jogadora de futebol profissional”, conta ela, que é fã dos goleiros Cassio e Julio Cesar e do atacante Neymar.

Crianças durante a entrega dos uniformes do PAF em Ipeuna. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Crianças durante a entrega dos uniformes do PAF em Ipeuna. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Os amigos Luis Otávio Palavan, de 12 anos, e Espedito Bezerra da Silva, de 13 anos, também sonham em chegar a um time profissional e aproveitam as horas vagas no campo. “As aulas de futebol são às terças e quintas, antes da escola. Mas às segundas, quartas e sextas a gente também aproveita para jogar futebol em um campo perto de casa”, diz Luis.

Ambos destacam os benefícios que o esporte traz. “O futebol dá mais habilidade e também ajuda a ter mais amigos”, declara Luis. “Jogar bola traz alegria para a gente”, diz Espedito.