Internet das Coisas e sistemas cognitivos trazem oportunidades para empresas

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O terceiro painel do 12º Congresso da Micro e Pequena Indústria, promovido por Fiesp e Ciesp nesta segunda-feira (22 de maio), teve como tema O Futuro das Coisas – Encontrando Novas Oportunidades para MPIs.

Paulo Roberto Santos, sócio diretor da Zorfatec, consultoria em Inovação Tecnológica, e especialista em Indústria 4.0, disse que não há mistério na Internet das Coisas (IoT, de Internet of Things). É trazer informação de forma automática, explicou. Ela está muito mais próxima de nós do que imaginamos, afirmou, dando como exemplo o smartphone, que a maioria das pessoas tem. A IoT tem papel importante na Indústria 4.0, destacou.

Praticamente tudo hoje em dia pode ser conectado – e vai ser, cada vez mais, ajudando a ganhar tempo e agilidade nas tarefas rotineiras, segundo Santos. Há ganhos expressivos esperados em setores como saúde e logística, disse.

Ficou muito mais simples inserir sensores nas coisas, e a estimativa é de haver 50 bilhões de equipamentos conectados até 2020. O fluxo de informações e as oportunidades que isso gera são enormes, segundo o consultor. A indústria está no centro disso.

A Internet das Coisas na indústria vai gerar valor para os negócios, levando à Indústria 4.0 (a quarta revolução industrial). Nela, que estamos vivendo, há a integração do digital e do virtual ao mundo real. Para ela são necessários sistemas que tornam a informação segura e permitem sua integração.

As pessoas que trabalharão na empresa precisam ter novo perfil, sendo capazes de tomar decisões complexas, fazer monitoramento e agir.

O fluxo de informações em toda a cadeia, enviadas para a nuvem e analisadas, permite tomar decisões, reduzindo custos e aumentando a eficiência das empresas.

Para chegar à Indústria 4.0, há 6 passos, que passam pela criação de uma estratégia de longo prazo, pelo estabelecimento de um piloto, definição dos recursos necessários, tornando-se perito na análise de dados. Daí a empresa deve ser tornar digital. O sexto passo é adotar uma perspectiva por ecossistema.

Para pensar na estratégia, é preciso considerar a Cultura 4.0, os Produtos 4.0 e o Mercado 4.0, disse Santos.

Elias Aoad Neto apresentou o case da startup Autosmart Tech. É uma plataforma que usa algoritmos de análise (Watson, da IBM), mobilidade no chão de fábrica para coleta de dados e armazenamento em nuvem para aumentar a eficiência e evitar perdas na produção. Destacou ter se formado no Senai de São Caetano, tendo trabalhado 11 anos no chão de fábrica. E a startup foi acelerada pela Fiesp.

Daniel Reis, arquiteto de soluções (Client Technical Leader) da IBM, fez a apresentação O Futuro das Coisas. Na visão da IBM, capacidades cognitivas e a nuvem são a base para a inovação de mercado e a disrupção. As plataformas de nuvem estão gerando novos modelos de negócios, afirmou Reis, graças a seu baixo custo.

Somente 19% das empresas usam tecnologias avançadas atualmente, disse. “Os dados são o novo petróleo”, segundo Reis, porque o que pode ser extraído deles gera valor. O mercado cognitivo em 2025 representará US$ 2 trilhões. Para a IoT, ainda há muito espaço. Atualmente, segundo Reis, cerca de 90% dos dados colhidos por sensores são perdidos ou eliminados.

Sistemas cognitivos, explicou o especialista da IBM, entendem dados e linguagem natural, de modo análogo ao cérebro humano, geram hipóteses com base em evidências e contexto, adaptam-se num processo contínuo de aprendizado e especialização e se tornam conselheiros, trabalhando junto com as pessoas.

O sistema Watson, da IBM, tem como núcleo um sistema de aprendizagem que entende questões e um conjunto de conhecimento. Enquanto para um ser humano pode demorar décadas para se tornar um especialista, o Watson pode fazer isso em poucas semanas, para temas menos complexos.

Entre os casos de uso citados por Reis estão o da BuildIT, para controle de qualidade na linha de produção de uma indústria química, e o da Solis, para análise de bulas de remédio em busca de interações que possam auxiliar o trabalho dos médicos. Outro exemplo é da BeeNoculus, de realidade virtual, com uma solução de baixo custo que emprega smartphones como base, com potencial de uso em games e na educação, por exemplo.

O painel O Futuro das Coisas – Encontrando Novas Oportunidades para MPIs teve a participação de Daniel Reis, da IBM. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Coordenado por Beatriz Cricci e Augusto Dalman Boccia, diretores do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp (Dempi), o painel foi moderado por Martha Gabriel, palestrante sobre tendências digitais, comportamento, mercado e inovação. Ela comparou os sensores para as fábricas aos sentidos para as pessoas e perguntou aos palestrantes o que os empresários devem fazer para adotar a tecnologia.

“Não comece gastando dinheiro”, disse Paulo Roberto Santos. É preciso primeiro saber onde se quer chegar com o negócio. Ao se conseguir imaginar a empresa num cenário futuro, bastará implementar.

Reis recomendou começar pequeno e expandir depois.

Martha Gabriel também fez a palestra motivacional de encerramento do 12º Congresso MPI. “Uma ideia ocupa menos de 2 neurônios”, disse em seu apresentação. “Sem ação planejada e rápida, a ideia não faz qualquer sentido. Fica para trás ou morre! Como transformo ideia em inovação? Sem dúvida por meio da tecnologia digital!”

Ao encerrar o congresso, o diretor titular do Dempi, Milton Bogus, destacou o sucesso das salas interativas oferecidas ao longo do dia. “O Brasil é muito grande e vai sempre precisar de indústrias fortes.”

Congresso de Direito Digital da Fiesp e do Ciesp discute Internet das Coisas

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Ao abrir nesta quarta-feira (17 de maio) o III Congresso de Direito Digital, o diretor titular do Departamento Jurídico da Fiesp e do Ciesp (Dejur), Helcio Honda, frisou a rápida evolução da tecnologia. A Internet vem invadindo todos os campos e agora também as coisas, disse. Daí o tema do congresso promovido pela Fiesp e pelo Ciesp – A Internet das Coisas e a Indústria.

O recente ciberataque em escala mundial é mostra, disse Honda, da necessidade de acompanhar com atenção a tecnologia.

A internet, lembrou Humberto Barbato, vice-presidente da Fiesp e presidente executivo da Abinee, provoca mudanças na indústria. Afeta também o funcionamento das cidades. Graças à tecnologia elas são capazes de oferecer melhor qualidade de vida.

A comunicação máquina a máquina, que permite a internet das coisas (IoT), evolui com muita velocidade, o que pode tornar obsoleta a legislação a seu respeito, disse Barbato.

A infraestrutura pública pode ser beneficiada pela IoT, destacou o presidente da Abinee, que participa da elaboração do Plano Nacional de Internet das Coisas, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), concebido para analisar o cenário nacional e internacional e criar políticas sobre o tema.

Maximiliano Martinhão, secretário de Política de Informática do MCTIC, destacou que IoT vai muito além da questão tecnológica. A criação de padrões para IoT e a segurança estão entre os aspectos centrais do plano. Ele elogiou a iniciativa da promoção do congresso e sua temática e fez à Fiesp convite –aceito de imediato por Honda- para participar da elaboração do plano.

Internet das coisas é um tema literalmente de hoje, disse, citando reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada no mesmo dia segundo a qual 50% da mão de obra do país pode ser substituída por robôs. A questão é como criar empregos nessa nova realidade, afirmou.

Para a indústria a IoT traz uma série de vantagens, em termos por exemplo de flexibilidade das linhas de produção e de personalização de produtos. O tema é prioridade do MCTIC, afirmou. O MCTIC está criando um “atlas” de IoT no Brasil, revelou. Quem está fazendo, o que está fazendo, o que está oferecendo. O resultado ficará disponível no site do ministério.

Áreas de destaque no plano de IoT são cidades inteligentes, agricultura inteligente e manufatura avançada.

Impactos e riscos

Luiz Hoffmann, diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE), moderou o primeiro painel do congresso.

Renato Leite Monteiro, professor de Direito Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie, destacou que surgiu uma terceira certeza na vida, ao lado da morte e dos impostos: que os dados vão vazar.

Uma questão polêmica é como evitar que argumentos sobre os usos benéficos do big data e do IoT se sobreponham a medidas para garantir direitos fundamentais.

O privilégio da eficiência sobre a segurança é outro ponto importante, disse. Também como mitigar a influência de atores nacionais e internacionais para flexibilizar as regras de proteção de dados e responsabilidade.

Monteiro também frisou a necessidade de discutir o regime adequado de responsabilidade nos casos relacionados à tecnologia. Outros pontos são autoridade de proteção de dados e (fuga do) consentimento.

Abertura do III Congresso de Direito Digital, promovido por Fiesp e Ciesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

De forma direta ou indireta, na IoT se aplica o Marco Civil da Internet, lembrou. Dados colhidos de equipamentos não são a priori pessoais, mas quando agregados passam a ser.

A questão do consentimento é importante, disse, destacando que é preciso discutir o que deve ser feito com os dados após o tratamento dado a eles para a finalidade consentida. A proteção aos dados pessoais deve ser pensada desde a concepção do produto, disse.

“Temos que ir além da autorregulação”, defendeu. Há vários exemplos na história recente que mostram a necessidade de ir além disso, segundo o professor do Mackenzie.

Caio Carvalho Lima, advogado e professor, membro do Grupo de Trabalho de Segurança Cibernética da Fiesp, também participou do painel. Destacou usos da IoT como casas inteligentes, que aprendem os hábitos de seus moradores, e a nanotecnologia.

Listou cinco desafios jurídicos:

Responsabilidade civil: do desenvolvedor, do programador ou de quem?

Segurança da informação: o que acontece caso o usuário não reprograme adequadamente por exemplo a senha padrão;

Educação digital, para que as pessoas saibam efetivamente adquirir algo;

Como conciliar privacidade e proteção de dados e consentimento, o que não é possível pela legislação atual;

Propriedade dos dados, especialmente se não forem pessoais, e propriedade intelectual.

Rafael Zanatta, pesquisador do Idec, falou sobre a preocupação quanto ao transporte dos direitos do consumidor para a nova realidade, com a IoT. O Idec, disse, lançará em outubro um estudo aprofundado sobre IoT e direitos dos consumidores.

Uma questão a ser reinterpretada no Código de Defesa do Consumidor, segundo o pesquisador, é o conceito de defeito e segurança. E a franquia de dados na era da IoT se torna mais importante. Zanatta defendeu o fim da franquia na internet fixa, por não ter justificativa técnica.

A fragilidade dos sistemas proprietários é outro tema importante, destacou o pesquisador do Idec, citando o ciberataque de 12 de maio.

Marcelo Crespo, subcoordenador do Grupo de Estudos Temáticos de Direito Digital e Compliance do Dejur, destacou que em termos de segurança relacionada a IoT é preciso pensar no enorme volume de dados criados a cada ano. Há vulnerabilidades crescentes. De um lado há a insegurança, os crimes praticados com uso de equipamentos interconectados. Ataques podem impedir o funcionamento de dispositivos e propiciar extorsões. E pode haver o efeito indireto de ataques, por meio do roubo de dados. “Não adianta ficar discutindo coisas que não vão resolver”. O problema não é ter ou não leis nacionais quando um ataque vem de fora. Os países precisam se estruturar para fazer o combate a isso. “É preciso pensar fora da caixa”, defendeu.

Pelo lado positivo, pode ser mais fácil em algumas situações desvendar crimes, porque vai haver rastros. Mas é preciso pensar também na estrutura interna de investigação, para lidar com os problemas já existentes no Brasil. E também os advogados precisam se preparar.

Com lançamento previsto para 2020, 5G promete revolucionar a velocidade de transmissão de dados

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O mundo das telecomunicações nunca esteve tão aquecido e se movimentando de uma forma tão dinâmica como nos últimos anos. Antenada com as principais evoluções do mercado a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou um workshop, na manhã desta segunda-feira (18/4), para discutir o 5G e o futuro das comunicações móveis no país e no mundo.

Jesper Rhode, diretor de marketing da Ericsson para a América Latina, disse que o 5G não é só uma tecnologia, é mais um conceito. “É uma rede só para vários tipos de cenários e utilizações dependendo da necessidade de cada um. É preciso entender que essa nova tecnologia vai abraçar muitos tipos de uso e que vai conectar modelos de negócios, pessoas, indústrias”, disse.

Segundo Rhode, o 5G é um grupo de tecnologias que vem atender uma série de demandas simultaneamente. “Daqui 5 a 10 anos teremos capacidade de transmissão mil vezes maior do que temos. Talvez conectar centenas de milhares de dispositivos. A expectativa é que traga a estrutura necessária para que a internet das coisas (Iot) de fato aconteça, pois ambos estão vinculados”, afirmou.

Nesse sentido, Eduardo Tude, presidente da Teleco, ressaltou que a mudança que veremos com o 5G é profunda, e a internet das coisas é uma das questões principais. “Toda tecnologia desenvolvida até agora foi para conectar pessoas, e agora o desafio é conectar coisas.” Ele disse que somos obrigados a repensar em todo contexto de como oferecer nova conectividade, e é isso que o novo “G” propõe, pois a internet é muito maior do que a conectividade. “O Brasil precisa discutir essa tendência e tomar atitudes para que quando a tecnologia estiver madura ela realmente aconteça de forma rápida”, alertou.

Roberto Falsarella, gerente de soluções da Nokia Networks, também falou da quinta geração como sendo um conceito. “É uma tecnologia que está sendo desenvolvida para o mercado com uma transmissão melhor, menor latência e maior eficiência. Tem o objetivo de fomentar mais serviços e aplicações diferentes num ecossistema muito maior. Cada pessoa terá dezenas de dispositivos conectados”, afirmou. Para ele, é uma explosão de possibilidades, e os interessados precisam se juntar para tornar isso real.

Cenário mundial

Amadeu Castro Neto, diretor da GSM Association no Brasil, informou que há três grandes movimentos políticos que acabam impulsionando a indústria para o 5G: Copa da Rússia, em 2018; Olimpíadas de Tóquio, em 2020, e uma reação da União Europeia por conta do avanço da China, Japão e Coreia, que estão avançando estrategicamente no assunto e buscando fazer do 5G uma oportunidade de negócios para os seus fornecedores.

“Em janeiro, a União Europeia convidou as principais operadoras da Europa para pressioná-las a se movimentarem em direção do novo negócio, para que China, Japão e Coreia não saiam na frente. É uma disputa de regiões, isso é mercado”, disse.

Cronograma

Durante o encontro, Neto falou sobre o cronograma que se espera para a quinta geração. “Oficialmente temos uma primeira fase, que estaria disponível no segundo semestre de 2018.” Depois, com as primeiras definições, que é o que a indústria precisa para produzir os equipamentos, entra a segunda fase, que acontece em 2020. Falsarella endossou dizendo que atualmente a quinta geração está em fase de especificação e será lançada em fases. “Meados de 2018 e lançamento comercial para meados de 2020.”

Participaram também da reunião Ruy Botessi, diretor adjunto de Telecomunicações da Fiesp, Helcio Binelli, diretor da Divisão de Telecomunicações da Fiesp, e Agostinho Castro Neto, gerente geral da Gerência de Espectro, Órbita e Radiodifusão da Anatel. O encontro foi mediado por Victor Olszenski, diretor da Divisão de Telecomunicações da entidade.

Workshop do Departamento de Infraestrutura da Fiesp sobre tecnologia 5G. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Internet das Coisas pode injetar até US$ 14,4 trilhões no mercado corporativo

Katya Manira e Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

Algumas empresas projetam incrementos da ordem de US$14,4 trilhões, outros especialistas acreditam que o montante girará em torno de US$ 7,4 trilhões. O número pode até causar discórdias, mas o que ninguém duvida é que até 2025 a Internet das Coisas (IoT) será o grande motor da economia mundial.

Tema de workshop realizado na tarde desta quarta-feira (29/07) pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a IoT é considerada por  muitos um fenômeno próximo ao que foi a Revolução Industrial no século 19.  Isto porque a plena conectividade dos itens usados no nosso dia a dia à rede mundial de computadores mudará completamente o modo como cada um de nós consome. Consequentemente, a forma de produzir produtos, vendê-los, entregá-los e convencer o consumidor a comprá-los também será afetada.

“A comunicação machine to machine (M2M) envolve praticamente todas as esferas de ações humanas. Desde a parte de infraestrutura mais básica – como cabeamento e antenas – até questões de éticas que estão no limite da compreensão do homem, tais como privacidade e segurança”, explica Américo Tristão Bernardes, diretor do Departamento de Infraestrutura para Inclusão Digital dos Ministérios das Comunicações.

 

Workshop na Fiesp sobre Internet das Coisas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Workshop na Fiesp sobre Internet das Coisas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Ao conectar pessoas, processos, dados e objetos, a IoT permite que as empresas acumulem e acessem informações sobre o movimento de nossos corpos e nossos hábitos de consumo com uma precisão muito maior. Com esses registros, por exemplo, elas conseguirão reduzir, otimizar e economizar recursos naturais e energéticos, ampliando assim a sua produtividade.

Não à toa, empresas brasileiras estão investindo US$ 79 milhões em Internet das Coisas somente neste ano, de acordo com pesquisa divulgada pela empresa de tecnologia Tata Consulting. Entre as 795 empresas entrevistadas, 12% dos líderes de negócios planejam investir US$ 100 milhões em 2015, e 3% buscam fazer um investimento mínimo de US$ 1 bilhão – cada. O relatório também mostrou que as empresas esperam que seus orçamentos para a IoT continuem crescendo ano a ano, com valores que devem aumentar 20% até 2018, somando US$ 103 milhões.

IoT no Brasil

Apesar de pouco conhecida, a tecnologia IoT já está presente no Brasil, conforme mostrou o diretor de Soluções para Governo e Cidades no Brasil da Microsoft CityNext, João Thiago Poço, durante o worshop.

Na cidade de Petrópolis o monitoramento dos pluviômetros para a detecção de calamidades utiliza a tecnologia IoT. A mesma que faz funcionar os radares de trânsito da cidade de São Paulo que transmitem informações diversas sobre um veículo diretamente para uma viatura da polícia. Outro exemplo em território nacional são as lixeiras do Paraná, que emitem avisos a uma central de gerenciamento quando estão cheias. Assim, os órgãos públicos conseguem evitar o acúmulo de lixo e, consequentemente, reduzir o risco de enchentes em regiões vulneráveis.