Fiesp recebe vice-presidente da Costa do Marfim

Agência Indusnet Fiesp

Como parte da visita da delegação da Costa do Marfim ao Brasil, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp recebeu nesta terça-feira (12 de dezembro) o vice-presidente marfinense, Daniel Kablan, em São Paulo.

Também participaram da reunião executiva para apresentação de oportunidades de negócios e parcerias com empresas brasileiras o ministro da Indústria e das Minas da Costa do Marfim, Jean Claude Brou, o ministro do Emprego e da Proteção Social, Jean Claude Kouassi, a ministra da Saúde e da Higiene Pública, Raymonde Goudou Coffie, e a ministra da Educação Nacional, do Ensino Técnico e da Formação Profissional, Kandia Camara.

De acordo com Kablan, seu país vem trabalhando para conquistar importantes reformas a fim de garantir a consolidação de sua economia. Segundo o vice-presidente, a Costa do Marfim quer acelerar seus acordos da área de agronegócios, principal gerador de empregos do país, com destaque para produtos como cacau, café, palmito e algodão

“Queremos a implementação de zonas industriais modernas e mais parcerias com os setores privado nacional e internacional”, afirmou Kablan. “Do Brasil, também temos muito interesse pela capacidade de inovação das empresas”, completou

Na ocasião, o assessor de Assuntos Estratégicos da Fiesp, André Rebelo, apresentou um painel sobre a conjuntura econômica brasileira, assim como as principais oportunidades de cooperação e investimentos entre os dois países

Já o diretor de Relações Exteriores do Senai-SP, Roberto Monteiro Spada, detalhou como o projeto de formação técnica e profissional realizado pelo Senai tem sido transformador para a indústria brasileira e um fator essencial para sua constante atualização.

Vice-presidente da Costa do Marfim e delegação participam de reunião na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na Fiesp, presidente da Câmara Brasil-China critica juros altos

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Charles Andrew Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), participou de reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) nesta terça-feira (8 de agosto). José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, conduziu o evento, que teve também apresentação do projeto GMT, um supertelescópio no Chile que busca a participação de indústrias paulistas em sua construção.

Tang criticou os juros altos e os obstáculos ao crescimento econômico brasileiro. “Os juros brasileiros não são civilizados”, afirmou. Tang elogiou a aprovação da reforma trabalhista e disse que se forem também realizadas a da Previdência e a fiscal estarão cortadas as amarras que impedem o crescimento do Brasil.

Na avaliação do presidente da CCIBC, “o empresário brasileiro é um herói nacional. Apanha de todo lado para ter o direito de gerar empregos”. Em sua opinião, se não houver uma verdadeira política industrial o país não vai crescer. “Não podemos continuar sucateando a indústria”, defendeu. É preciso dar condições aos empresários para competir, disse.

Comparou o desenvolvimento do Brasil e da China, afirmando que a diferença de visões de prioridades econômicas entre os países permitiu à China sair de um quinto para nove vezes o tamanho da economia brasileira.

Por que a China cresceu tanto, e o Brasil não, se era muito mais rico? Seu país é um dos mais capitalistas do mundo, disse. Saiu da ideologia de Mao Tsé Tung para o pragmatismo de Deng Xiaoping, com a China fazendo tudo para crescer. No Brasil, a prioridade, em sua avaliação, nunca foi a prosperidade – sempre foi a estabilidade monetária. O Brasil, afirmou, continua persistindo no erro de quebrar periodicamente as empresas ao praticar juros altos. “Nunca permitimos no Brasil o crescimento. Cada vez que se ensaia um crescimento as taxas de juros são aumentadas, em nome da estabilidade monetária.”

O Brasil é muito fácil de mudar, disse. Dos 7 países em que morou, o Brasil tem o povo mais patriota e disciplinado, capaz de fazer sacrifícios em nome do sonho de um país melhor. Falta basicamente um plano econômico voltado ao crescimento, afirmou. A China, explicou, teve uma visão econômica.

Investimentos

A China, destacou Tang, já investiu muito no Brasil. As empresas gostam de começar aqui em projetos não muito grandes e depois ampliam os investimentos, explicou. Nos últimos 2 anos e meio, a China State Grid e a China Three Gorges, do setor de energia, investiram mais de R$ 20 bilhões. No petróleo, a Sinopec já investiu US$ 15 bilhões em ativos brasileiros. “Não é só num ramo de atividade, como energia. E há mais 6 gigantes desse setor vindo para o Brasil.” Vai vir muito mais investimento para energia, afirmou. E para ferrovias também.

Segundo Tang, a China é único país que reúne a disponibilidade financeira com a disposição de investir no risco Brasi. Há uma visão de longo prazo no país, e isso é uma grande chance para o Brasil. A vinda de mais investimentos, que vai acontecer, dará alento a construtoras e empreiteiras, disse.

As empresas e os empregos são patrimônio da sociedade, e não somente de seus proprietários, defendeu. “Na China, mais de 100.000 dirigentes estão presos por corrupção, mas nenhuma empresa foi fechada por isso.”

Reunião do Consic com a participação de Charles Tang, da CCIBC, e de representantes do projeto do megatelescópio GMT. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Essa diferente visão permitiu à China sair de um quinto para nove vezes o tamanho da economia brasileira. A China investe ao redor do mundo para ter lucro e expandir suas multinacionais e também para ter acesso aos produtos de que precisa para seu crescimento estratégico e garantir a segurança alimentar de sua população. E há também certa disputa geopolítica internacional. “O quintal norte-americano, América Latina e Caribe, está plantando um jardim chinês”, afirmou. E na África o investimento chinês em infraestrutura deu esperança ao continente, disse. Também investe porque tem excesso de capacidade em quase tudo. Ou fecha fábricas ou exporta – e ganha.

Sua visão nos negócios é de ganha-ganha. Cria infraestrutura enquanto vende seus produtos. Há, afirmou, uma transformação da liderança e da governança global. A China ganha papel de liderança, em parte por seu protagonismo e em parte pela retração dos EUA. O país tem a visão de que a prosperidade de seus parceiros trará prosperidade também à China.

Nenhum empresário, nenhum executivo graduado pode se dar ao luxo de não saber tudo que a China oferece, disse. E o melhor lugar para saber o que há é a Feira de Cantão, afirmou. Lembrou feira organizada pela Fiesp para lá, em 2005, que permitiu o fechamento de negócios lucrativos.

Oliveira Lima explicou a Tang a estrutura e funcionamento do Consic e disse que foi brilhante a palestra do presidente da CCIBC. Ressaltou que em 2005 o grupo resolveu apresentar uma forma de desenvolvimento do país ao futuro presidente, para isso contratando a Fundação Getúlio Vargas, para discutir o fomento do setor de construção e infraestrutura, com o objetivo de melhorar o IDH do Brasil, com investimentos em habitação e saneamento, o que resultou no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois foi feito outro projeto, o Minha Casa Minha Vida, por entender que a habitação leva ao desenvolvimento em geral.

Perguntou no que erramos. Tang disse que é a visão econômica errada. Enquanto persistirmos nessa visão de matar o crescimento com juros altos, o problema vai persistir, afirmou.

Competitividade

Manuel Carlos Rossitto, integrante do Consic, listou avanços do grupo Competitividade na Indústria da Construção, que coordena. Destacou a importância da participação dos conselheiros na definição de palestrantes para as reuniões do Consic.

Explicou que depois das reuniões mensais, é feita uma síntese do currículo do palestrante, com fotos do palestrante e do evento, divulgação do evento nos sites da Fiesp e resumo das palestras evidenciando seu teor, separando o que é político do que é técnico setorial.

Rossitto comentou a palestra da reunião anterior, feita pelo senador da Itália Fausto Longo, sobre efeitos da operação anticorrupção Mãos Limpas. Frisou seu impacto na indústria da construção e defendeu a discussão do setor de construção no Brasil para que aqui a retomada da atividade seja segura.

Também ressaltou a importância da interação com universidades.

Carlos Eduardo Auricchio, vice-presidente do Consic e diretor titular do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic), anunciou prioridade de seu departamento nas ações de curto prazo, para a retomada do investimento em obras. Disse também que depois de seis meses consecutivos de queda, houve recuperação nas vendas de agregados em julho.

Segundo Auricchio, o Observatório da Construção, da Fiesp, gerenciado pelo Deconcic, vai lançar o hotsite Guia da Edificação Segura, com informações para conscientizar a sociedade sobre a importância do tema. Também destacou o novo marco regulatório da mineração, instituído por meio de três medidas provisórias.

Megaobra no Chile

“Oportunidades para a Indústria Brasileira na Construção do Maior Telescópio do Mundo” foi o tema da palestra do professor José Octavio Armani Paschoal. O GMT (Telescópio Gigante de Magalhães) será o primeiro de seu tipo, o de telescópios extremamente grandes. Terá altíssima resolução e será construído por um consórcio, com a participação do Brasil. Pela primeira vez a construção será feita em concreto armado, em vez de aço. Espera-se que seja criado um consórcio brasileiro para participar da construção, que, afirmou, representa um desafio gigantesco. A cúpula rotativa terá 60 metros de altura.

Sua construção, no deserto do Atacama, no Chile, a 2.500 metros de altitude, custará US$ 1 bilhão. Deverá estar concluído em 2024. A indústria brasileira vai fornecer instrumentos para o GMT.

João Steiner, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, coordenador do Projeto GMT Fapesp e integrante do Board do GMT, explicou que após consulta à Nasa ficou estabelecido que do ponto de vista de custo/benefício seria melhor fazer a estrutura em concreto armado em vez de aço. Não há projeto detalhado nem se sabe seu custo, mas se quer saber se a indústria paulista encara o desafio.

Oliveira Lima propôs que integrantes do Consic dos diferentes segmentos se reúnam para discutir como participar do projeto do GMT.

Também integraram a mesa principal da reunião do Consic Claudio Semprine, diretor de Novos Negócios de Furnas, Renato José Giusti e Carlos Alberto Orlando, vice-presidentes do Consic. Alexandre Martins Cordeiro, superintendente executivo da Superintendência de Grandes Empresas da Construção Civil da Caixa, também compareceu ao evento.

‘Incluam Portugal no vosso mapa’, diz secretário de Estado português em seminário na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Não será por falta de convites que os empresários brasileiros vão deixar de investir por lá. Pelo menos essa foi a proposta do seminário “Investir em Portugal: Escolha Certa, Momento Certo”, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (22/09). O evento teve a participação do secretário de Estado da Internacionalização português, Jorge Costa Oliveira, e do diretor titular do departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, Thomaz Zanotto, entre outras autoridades.

“A Fiesp tem buscado uma maior integração do Brasil com a parte mais desenvolvida do mundo”, disse Zanotto. “Não temos plataforma melhor que Portugal na Europa para isso”.

Para Zanotto, a indústria nacional, que passa por uma crise, entende que a retomada do crescimento envolve “investimentos, comércio exterior e integração”.

Na mesma linha, Jorge Costa Oliveira contou que pediu que fossem organizadas missões do governo português depois de tomar conhecimento do interesse de investimento por parte das empresas brasileiras. “O momento é de boas oportunidades na economia portuguesa”, afirmou. “Podemos ser uma boa porta de entrada para outros mercados na Europa: incluam Portugal no vosso mapa”.

Oliveira: “O momento é de boas oportunidades na economia portuguesa”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Oliveira destacou ainda o estímulo à inovação produtiva e à fixação de residência com vistos especiais em seu país.

>> Ouça reportagem sobre oportunidades em Portugal

À disposição

Administrador executivo da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), Pedro Ortigão Correia apresentou um panorama dos benefícios de investir em terras portuguesas.

“O mercado português é ávido por produtos brasileiros”, disse. “Além disso, temos a sorte de ter muitas empresas brasileiras investindo conosco, como Embraer, Banco do Brasil, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Weg, entre outras”.

De acordo com Correia, Portugal é o 38º país mais competitivo do mundo segundo o ranking do Fórum Econômico Mundial e o 23º onde é mais fácil fazer negócios conforme o estudo Doing Business 2016, publicado pelo Banco Mundial. “Fizemos um esforço grande para nos tornarmos mais liberais e abertos ao investimento estrangeiro”, explicou.

Superados os efeitos da “grave crise econômica vivida há cinco anos”, os portugueses vivem hoje um novo ciclo de expansão. “Tivemos que pedir ajuda externa e o governo tomou medidas de contenção de despesas difíceis”, contou. “Exatamente o que o Brasil está passando agora, dando a volta na crise para se tornar mais competitivo”.

Dentro desse novo cenário, segundo Correia, a perspectiva de crescimento do PIB lusitano é de 1,8% em 2016. “As exportações foram destaque. Há 500 anos fazemos negócios com o mundo inteiro”.

Entre as vantagens competitivas da terra de Camões, o administrador da Aicep citou a localização, com a proximidade dos Estados Unidos, os investimentos feitos em tecnologia e a qualidade das estradas, transporte aéreo e infraestrutura marítima e ferroviária. “Temos os melhores portos da Europa”, disse.

A qualidade da mão de obra disponível é outro destaque segundo Correia. “78% dos nossos alunos aprendem duas ou mais línguas estrangeiras, para uma média de 65% na União Européia e de 53% na França”, explicou.

Portugal possui hoje dez programas de aceleração de startups e setenta incubadoras de empresas. “Ficamos com a terceira posição no ranking de Aceleração da Fundacity em 2014”, afirmou.

De acordo com Correia, Portugal está de portas abertas para os empreendedores brasileiros. “Estamos à vossa disposição”, disse. “Para tirar dúvidas sobre as primeiras questões e acompanhar os investimentos. Essa conversa não termina aqui, vai se manter”, afirmou.  “A ligação do Brasil com Portugal não poderia estar em melhor fase”.

Em 2015, o comércio bilateral entre Brasil e Portugal foi equilibrado, com saldo favorável ao Brasil em US$ 12,3 milhões, para uma corrente comercial de mais de US$ 1,6 bilhão no ano. As exportações brasileiras para o parceiro se concentraram em combustíveis minerais (25%), sementes e frutos oleaginosos (20%) e ferro e aço (10%). Já o Brasil importou de Portugal principalmente gorduras e óleos (21%), combustíveis minerais (13%) e aeronaves (11%).

Skaf: Recuo de 0,3% do PIB no 1º trimestre é mais um estrago do governo anterior

Agência Indusnet Fiesp

Os resultados negativos da economia brasileira no primeiro trimestre evidenciam que os estragos do governo anterior não pararam de aumentar. O investimento caiu 2,7%, em sua décima queda consecutiva.  O consumo das famílias, em baixa há 5 semestres seguidos, recuou 1,7%. Ou seja, até março passado, empresas e famílias continuavam contendo seus gastos e investimentos devido à falta de confiança.

Em meio a todos os recuos, o consumo do governo aumentou: 1,1%, a maior alta dos últimos 10 trimestres. “Esses dados comprovam que o crescimento do gasto público não reativou a economia e ainda deixou a herança maldita do déficit de R$ 170 bilhões”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp 

Em workshop na Fiesp, palestrantes criticam timing político na elaboração de projetos de infraestrutura

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Os problemas em relação à qualidade dos projetos de infraestrutura desenvolvidos eminentemente pelo poder público foram um dos motes discutidos durante o “Workshop Logística e Transporte – Qualidade de projetos e financiamento: como alavancar o investimento em infraestrutura”, nesta terça-feira (15/3), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Luís Felipe Valerim Pinheiro, diretor da Divisão de Logística e Transporte do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), afirmou que os projetos públicos não valorizam a técnica, sendo entregues de forma ruim e inadequada. “Com isso, temos todos os problemas de execução em relação à quebra de cronograma, sobrepreço, aditivos etc”, comentou.

Pinheiro criticou também o timing político, que leva a prazos extremamente apertados para a entrega de projetos, para cumprir intenções políticas. “Os projetos são priorizados e colocados no mercado segundo um timing político, que é muito curto para projetos de infraestrutura, então aí temos o caos instaurado”, afirmou. Segundo ele, são dois lados: o de um projeto de baixa qualidade, não executado em preço e prazo, devido ao poder público, e o outro lado da insanidade na elaboração dos projetos em timing muito apertados. “Não dá tempo, não há sofisticação suficiente, não há boa elaboração e gerenciamento de projetos”.

Marcelo Bruto, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), comentou sobre projetos em processo de concessão, que, segundo ele, têm tido grandes avanços, como o uso de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), e apresentou um balanço do que já tem sido feito e os próximos passos no que diz respeito aos projetos aprovados ou em processo de aprovação. Para ele, o uso de PMI é controverso e tem prós e contras. “A PMI antecipa e muito a interação do poder público com o setor privado em se encontrar soluções e projetos viáveis. O outro lado disso é que leva tempo, existe uma demora. Há um processo de aprendizagem e custo, pode ser que isso melhore, mas a experiência tem mostrado que há ganhos, apesar da demora”, disse.

Em relação à estruturação de projetos, Bruto acredita que há um avanço significativo com o uso de PMI, mas que de forma geral é preciso melhorar essa estruturação. “Já passou do tempo de revermos a forma de contratação de estudos e projetos.” O palestrante apontou ainda a necessidade de financiamento privado para projetos de infraestrutura, mais segurança jurídica para a atração de novos investidores e previsão de prazos e procedimentos.

Para Bruno Martinello Lima, secretário de Fiscalização de Infraestrutura do Tribunal de Contas da União (TCU), mais do que nunca o contexto atual faz necessária essa reflexão de como alavancar investimentos em infraestrutura, e apresentou projetos no âmbito do TCU. “A nossa missão estabelecida é aprimorar a administração pública em benefício da sociedade por meio do controle externo, então todas as ações do Tribunal são voltadas para alcançar essa missão, com o objetivo final de beneficiar a sociedade”, afirmou.

Lima apresentou tipos de irregularidades, diferenças entre obras públicas e privadas, prazos de análise e estatísticas das fiscalizações do TCU e comentou sobre a qualidade dos projetos. Para ele, projetos com falta de planejamento acontecem mais por urgência do que por erros cometidos e é preciso um detalhamento completo. “A falta de planejamento para contratação e prazos muito curtos para a elaboração de projetos acabam levando a um projeto deficiente, sem estudos”, disse.

O gerente do Departamento de Transportes e Logística do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Edson Dalto, explicou como o banco financia a infraestrutura logística, apresentou perspectivas de desenvolvimento, estrutura do financiamento a concessões e condições para financiar infraestrutura e política organizacional. “O BNDES busca tornar projetos viáveis financeiramente. O setor de infraestrutura sempre teve uma participação significativa na economia do país, e tem uma tendência de crescimento de acordo com os últimos anos. Logística, energia, energias alternativas, telecomunicações, saneamento, mobilidade urbana, tudo isso é infraestrutura em sua forma mais ampla”, afirmou Dalto.

Sérgio Guedelha, sócio da Guedelha e Associados, falou sobre a qualidade na gestão de projetos e também criticou os prazos muito apertados. “Pedem um prazo muito curto, com um custo muito baixo e um escopo gigantesco. Isso acaba não dando certo, e o resultado é um número enorme de obras e projetos paralisados, além do desperdício de recursos”, disse Guedelha. O palestrante mostrou exemplos de projetos bem-sucedidos, mas apresentou também algumas constatações que mostravam os motivos das falhas de projetos, como engenharia insuficiente, licitações sem projeto executivo, prazos políticos ou irreais, extrema dificuldade de obtenção de consenso e falta de adoção de metodologia na gestão de projetos.

Workshop do Departamento de Infraestrutura da Fiesp que discutiu qualidade de projetos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Mais perto de São Paulo do que Manaus, Paraguai oferece também custos menores e sistema tributário mais simples

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O Paraguai é um país de extrema estabilidade, mantém a mesma moeda há mais de 70 anos e tem custo de capital mais baixo, além de mão-de-obra mais barata devido a encargos muito menores determinados por sua legislação trabalhista. E seu sistema tributário é simples e estável. A avaliação foi feita pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, durante o seminário “Paraguai: perspectivas econômicas e oportunidades de investimentos”, realizado na manhã desta quinta-feira (10/3), na sede da Fiesp.

Durante o evento foram apresentadas iniciativas de cooperação entre Brasil e Paraguai, com ênfase na agenda de promoção de investimentos. Para Carlos Fernandez Valdovinos, presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), o seminário foi uma oportunidade para mostrar o que, de fato, está acontecendo no país, a partir de uma perspectiva econômica mundial. “A macroeconomia é fundamental para qualquer outro país que queira investir, analisando como está o entorno internacional neste momento”, disse.

“Há muita complexidade e dinamismo no mundo, e as coisas já estão diferentes do que eram em dezembro de 2015, só que para pior. Toda essa conjuntura mundial tem afetado o Paraguai, mesmo que seja um país pequeno”, continuou o presidente do BCP. Apesar disso, segundo Valdovinos, o Paraguai tem mostrado um crescimento sólido nos últimos dez anos, a uma média de quase 5%, com grande possibilidade de adaptação às novas mudanças, diversidade do setor de serviços e de indústria, com oportunidades para o setor financeiro e diversificação da economia paraguaia em suas exportações.

“Estamos muito orgulhosos da nossa estabilidade monetária, já são 72 anos com a mesma moeda, isso é importante porque implica uma história, a baixa inflação já está na sociedade”, comentou Valdovinos. “O Paraguai também tem uma localização estratégica, antes falavam que estava longe de tudo, das montanhas, das praias, e com o tempo tentamos inverter esse pensamento. Estamos mais perto de São Paulo do que Manaus, começamos a explorar a vantagem de ficar no meio e perto de todos”, enfatizou.

Valdovinos lembrou também que o Paraguai é o único país do Mercosul que tem acesso preferencial à União Europeia, sendo possível realizar a produção no país e levá-la ao mercao europeu com tarifas reduzidas.

Gestão transparente

Santiago Peña, ministro da Fazenda do Paraguai, reforçou que o país tem mantido uma taxa de crescimento muito importante nos últimos anos, mas a realidade é que ainda está correndo de um passado muito atrasado. “Nosso PIB é o segundo mais baixo de toda a região da América Latina, para nós tudo isso é um grande desafio, mas é também uma oportunidade.”

De acordo com ele, o Paraguai tem um perfil de dívida equilibrado, e a ideia é manter essa estabilidade econômica, com redução de desemprego, crescimento salarial e investimentos no capital humano e na educação. “Progresso econômico não faz nenhum sentido se não vier acompanhado de um progresso social. Os indicadores sociais têm melhorado, mas ainda estamos muito atrás. E os indicadores de investimento começaram a melhorar, hoje é favorável ao ambiente de negócios e investimento estrangeiro”, afirmou.

Outra característica importante do governo do Paraguai citada pelo ministro foi a transparência política, que, segundo ele, é uma das principais bandeiras do governo atual. “O que é público deve ser público, as pessoas precisam saber o que o governo faz, temos um firme compromisso com altos padrões de confiança”, defendeu Peña. Para ele, esse comportamento do governo de manter esse tipo de governança permite que a credibilidade do Paraguai para investimentos cresça cada vez mais. “Temos um compromisso de transparência local e internacional, é um compromisso de mostrar que nossa gestão é transparente”, concluiu.

Seminário com a participação do ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central do Paraguai. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

No meio da crise política e econômica, setor de infraestrutura “paga o pato”

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O workshop A Infraestrutura Paga o Pato, realizado nesta quarta-feira (25/11) na sede da Fiesp, discutiu os problemas atravessados pelo setor e propôs medidas para destravar o investimento. Na abertura, Carlos Antonio Cavalcanti, diretor titular do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), traçou um quadro da crise internacional, “um elemento para a crise brasileira”.

Cavalcanti alertou para a necessidade de corrigir a distorção da trajetória do orçamento brasileiro, cujo crescimento ameaça o país. “O orçamento de União, Estados e municípios não cabe no PIB do país”, disse. “É preciso entender isso para entender o mercado de infraestrutura e seu desenvolvimento.”

Com a crise internacional, a crise fiscal gravíssima, crise institucional, crise de confiança, o que um investidor vai fazer, perguntou. “Por que alguém pensaria em ampliar negócios de infraestrutura neste momento?”

Cavalcanti deixou como provocação para os primeiros debatedores do workshop a guinada nas políticas na área de infraestrutura entre o primeiro mandato de Dilma Rousseff e o segundo. Essa confusão, disse, faz com que os agentes não percebam onde o Governo quer chegar em infraestrutura. “Estamos fazendo remendos na área elétrica, na de combustíveis, estamos paralisados em ferrovias e rodovias. O mercado precisa entender as intenções do Governo. Este ano está perdido. O que vai ser de 2016?”

Workshop na Fiesp discutiu problemas do setor de infraestrutura. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Fernando Xavier, presidente do Conselho de Administração da Cia. Paranaense de Energia – Copel, disse que o potencial brasileiro é tão grande que basta ter os agentes certos para haver uma retomada. Em sua opinião, a infraestrutura é vetor mais adequado para a recuperação, e há uma oportunidade para isso.

Defendeu um programa vigoroso de investimentos em infraestrutura, por meio de parcerias público-privadas (PPPs), com a privatização, para levantar recursos, do setor elétrico e de partes da Petrobras. Isso, disse, permitiria mover esse vetor forte da economia, gerando empregos.

Numa situação destas, cabe ao Estado planejar, regular e fiscalizar. “O setor privado é naturalmente o que deve ser responsável por fazer e gerir os empreendimentos”.

Deu também como exemplo do que o Governo pode fazer sozinho para atenuar os problemas financeiros o enxugamento da máquina. E, afirmou, é “essencial também rever a questão da Previdência, que do jeito atual vai se tornar insustentável”.

Xavier relatou o processo de privatização da Telebrás, “estrutura que era do Estado empresário e agora serve ao país”, como exemplo do que pode ser feito. Um dos objetivos do processo era maximizar o preço de venda. O segundo, competição. O terceiro, universalização. Quarto, aporte para pesquisa e desenvolvimento no país. Entre os resultados obtidos com esse tipo de condução, de 7 milhões de celulares analógicos se chegou a 280 milhões, em 17 anos. Fixos, de 20 milhões para 44 milhões. A universalização foi conseguida. Banda larga, que não existia na época, hoje tem 25 milhões de assinantes. Foram feitos, disse Xavier, R% 500 bilhões em investimentos no período, sem contrapartida do Governo. Problema que permanece é a alta tributação. “Apesar de toda a contribuição dada pelo setor, Estado consome tantos recursos que não é possível um serviço a preço mais baixo”, afirmou. Redução de um terço nas tarifas seria possível com carga menor.

“O que seria a Telebrás ainda estatizada?”, perguntou. O país estaria travado, afirmou. Citando a inaceitável dívida de quase meio trilhão de reais da Petrobras, disse que ela é o contraponto que mostra o quanto a ideologia faz diferença na vida do país.

O presidente da Copel afirmou também que é fundamental fortalecer as agências reguladoras. Seus corpos técnicos têm que ser capazes de se antecipar. As agências deveriam ter autonomia financeira, defendeu, transformando-se em entidades de Estado, não de Governo.

Carlos Ari Sundfeld, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), também mencionou a competição implantada na privatização da telefonia e se disse otimista com o Brasil, apesar da sensação hoje de naufrágio. Considera fundamental agir no direito público para resolver os problemas da infraestrutura.

Um primeiro ponto a melhorar é o planeamento das obras públicas, mas para permitir isso é preciso ajustar as etapas seguintes (estruturação do contrato, liberação do empreendimento e execução). “Como o direito se insere nisso tudo?”, perguntou. A resposta é que o processo todo é tão caótico que desincentiva o planejamento pelo Estado. “Inventa” um ministro para resolver o problema, como portos e aeroportos. É a improvisação total. Se conseguirmos mexer no que vem depois, vamos melhorar o planejamento.

É preciso, disse, estimular a competição, eliminando o incentivo ao conflito, proposital, que leva à total insegurança jurídica.

Só se dispõe a atuar, explicou, quem pode cobrar alto pelo risco e consegue lidar com o Estado, manobrar no meio da confusão toda. É para elas que são direcionados os contratos públicos. Não são as melhores tecnicamente que predominam.

A redução dos conflitos permitiria atrair competidores. Risco no Brasil faz investidores estrangeiros desanimarem.

Sundfeld citou como parte da solução projeto apresentado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), para introduzir normas que aumentem a segurança jurídica na ação do Estado. É o PL 349/2015, que tem o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de outras instituições.

Outro ponto é grupo de professores de direito com atuação no Ministério da Fazenda para criar programa público privado avançado para melhorar contratos de empreendimentos públicos e criar procedimento e tipo de contrato para garantir que a ação do estado no fomento a empreendimentos públicos e privados seja coordenado e racional. Seu objetivo “é inverter completamente os pontos mencionados antes, acabando com o autoritarismo estatal e com a burocracia”.

Proposta é criar uma espécie de startup de engenharia para fazer os processos de licitação. Ganhará por serviços prestados, ficando proibida de gastar mais de 30% de sua receita com o pagamento de pessoal.

Em relação ao licenciamento, solução jurídica é complexa, mas resulta num guichê único para a decisão. Seria feito por meio do consórcio público especial, sem personalidade jurídica, reunindo todos os órgãos envolvidos em determinada obra. É preciso o acompanhamento pelos órgãos de controle, para evitar a judicialização.

Augusto Salomon, presidente executivo da Abegás, disse que é preciso criar uma agenda para destravar o país, com segurança jurídica. E o capital para investimento em infraestrutura tem que ser desonerado. Lembrou que o Governo e a Petrobras deixaram claro que têm interesse nos investimentos privados em setores em que vai desinvestir, mas os desdobramentos da operação Lava Jato levaram a uma incapacidade de planejamento do Governo, criando incerteza e instabilidade jurídica. Vários agentes estão interessados no desinvestimento da Petrobras, disse, mas a incerteza é total.

O Governo, disse, tem que parar de querer participação em todas as ações de infraestrutura e deixar os negócios fluírem. Afirmou que o setor elétrico brasileiro está integralmente judicializado, citando problemas em Belo Monte, e o setor de gás vai para o mesmo caminho.

No Painel 2, o moderador, Nelson Gomes, presidente da Cosan, disse que, como se não bastassem todas as crises, Governo e todas as estatais passam por momento de paralisação, de incerteza e até de surpresa por um Governo completamente desarticulado. Perguntou o que pode ser feito.

Fernando Camargo, sócio-diretor da LCA, lembrou que ainda não se sabe onde está o principal nó desta crise, para desatá-lo. “Vivemos hoje dificuldade muito grande para entender quem comanda dia a dia das decisões políticas.”

O foco da crise, explicou, está na infraestrutura. Em sua análise, não é exagerado dizer que ela lidera esta queda do PIB. 13% a 14% vêm do investimento, da formação bruta de capital, sobretudo da infraestrutura. O conjunto de segmentos envolvidos responde por quase 70% da formação bruta de capital, mas as empresas envolvidas na Lava Jato têm quase R$ 1 trilhão em dívidas, contando a Petrobras.

Mencionou como ferramenta para resolver o problema os acordos de leniência, com identificação e quantificação de danos ao Governo, negociando e permitindo a volta das empresas ao funcionamento normal do mercado.

Também é preciso resolver sua solvência, com recursos, “mas o Estado está muito limitado, e a sociedade se mobiliza para achar alternativa”. Vai ser necessário, disse, poupar na mesma medida da necessidade de aporte – a Petrobras precisa de cerca de R$ 100 bilhões para se recapitalizar. Isso, exemplificou, pode ser feito por meio da reforma da Previdência.

Bernardo Costa, diretor de Infraestrutura da Fitch Brasil, disse que o momento imediato preocupa. Em sua opinião, no curto prazo a solução é totalmente voltada ao fiscal. “Não vejo outra saída. Ou aumenta [impostos] ou corta”, afirmou, defendendo a necessidade de preservar o grau de investimento. Se não, não há o que conversar sobre médio e longo prazo.

Disse que o discurso não é muito claro em relação ao tipo de país e de economia que queremos ser, o que dificulta atração de investimentos de longo prazo. Afirmou também que o BNDES não deveria ser usado para subsidiar investimentos que poderiam ser financiados a taxas de mercado. “Consequência de subsidiar recursos via BNDES é que custo acaba sendo dividido pela sociedade.”

Citou também soluções para, com investimento de mercado, destravar obras em que o retorno não possa ser medido previamente, como pagamento mínimo no caso de estradas.

Marcos Augusto Perez, professor de Direito Administrativo da USP, falou da importância para o PIB brasileiro das contratações públicas. Também são estratégicas, disse, porque permitem fomentar um determinado setor, e historicamente são muito frequentes.

A Lava Jato descortina maus costumes nessas contratações, e agora, afirmou, “o desafio é jogar a água suja do banho sem despejar o bebê junto…”

Mas o setor é pujante e foi construído com dinheiro dos contribuintes, o que permitiu a formação de uma engenharia nacional. “Não podemos desperdiçar o que foi construído”, afirmou.

Houve, explicou, a modernização dos contratos a partir de 1988. Há agora um grande impasse, com o reforço do poder dos órgãos de controle tornando obsoleto o modelo de contratação. Defendeu que a reforma em gestação crie um ambiente de negócios com segurança jurídica e incentive o diálogo entre empresários e Governo, de forma transparente.

É necessário, disse, criar um espaço institucional para fomentar a iniciativa. Do jeito como as coisas são feitas atualmente, a “solidão do administrador o leva a oferecer negócios que não dão liga”, não são atraentes.

Citou como exemplo do que pode ser feito o diálogo competitivo da União Europeia para contratos mais complexos, processo com transparência, estímulo à participação e sigilo do que afete a competitividade das empresas.

É preciso, disse, criar ambiente confiável para as empresas, para não serem acusadas depois de direcionamento – e que seja seguro também para os agentes públicos. Considera isso um pequeno ponto que deve ser resolvido e destravar as contratações.

Outras agendas são mais complexas. Brasil vive muitas emergências econômicas e sempre lidou com elas por meio de medidas provisórias, que não podem mais ser reeditadas (o Plano Real, lembrou, não poderia ter valido pela nova regra – valeu-se de MP reeditada uma centena de vezes). Veto à reedição foi aposta em que não se viveria de novo situação de emergência.

Lição de casa que não foi feita, segundo Perez, foi a reforma partidária, não apenas por culpa do Congresso. O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a cláusula de barreira, que tinha sido um corte na carne feito pelo Congresso. A atual legislação incentiva criação de partidos e prejudica a governabilidade.

Conta a ser feita algum dia é em relação à explosão em torno dos direitos fundamentais que devem ser providos pelo Estado, de acordo com a Constituição de 88. “Temos que discutir o que o Estado vai bancar. Só a Previdência Social tem déficit de R$ 80 bilhões por ano. São 8 Lava Jatos por ano!”

 

Crise favorece posicionamento de longo prazo, diz especialista em fusões e aquisições durante reunião do Comtextil

Agência Indusnet Fiesp

A reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da Fiesp (Comtextil) desta terça-feira (20/10) teve a participação de Carlos Parizotto, sócio fundador da Cypress, empresa que desde 2004 atua em operações de fusões e aquisições, captações no mercado de capitais e operações estruturadas para grandes e médias empresas. Parizotto se disse satisfeito por ter sido convidado a falar sobre uma agenda positiva, enfoque adotado pelo Comtextil.

Há, disse o especialista, oportunidades de negócios durante a atual crise – que tem, em sua opinião, uma diferença importante em relação a crises anteriores, que é a existência de liquidez no mercado. “O dinheiro não sumiu; está por aí, esperando para ser alocado”, disse. E o momento é de investir. “Quem fica parado perde oportunidades”, afirmou, lembrando que há empresas que começaram a se movimentar há 18 meses.

Fontes tradicionais, como os bancos, têm menor oferta de crédito, mas Parizotto lembrou que há outros meios de financiamento. Entre eles, family offices, investidores com capital próprio que conhecem o mercado brasileiro e estão dispostos a entrar em novos negócios.

Parizotto listou seis formas de conseguir recursos para promover o crescimento das empresas. O primeiro é a captação em fundos de private equity, que têm como característica o período relativamente curto em que se dispõem a ficar na empresa. Exigem melhorias na governança corporativa e aumento dos controles financeiros, mas a hora, considera o consultor, é favorável. “Definitivamente, é um bom momento para negociar com fundos de private equity.”

A venda parcial para um sócio estratégico é outra opção. Também a venda total pode ser considerada. Captação de dívida é a quarta modalidade listada por Parizotto. E muitos empresários têm considerável patrimônio imobiliário, que pode ser empregado nas operações industrias. Por último, apesar da recente tendência de baixa, há as aberturas de capital (IPOs).

Parizotto alerta que é preciso fazer a lição de casa antes. Para começar, o empresário deve se perguntar qual é seu interesse em permanecer no negócio. Sabendo isso, pensar no ritmo desejado de crescimento. Daí, decidir se vai fazer isso com capital próprio ou com novos sócios. O primeiro passo para o acionista, diz Parizotto, é saber se consegue compartilhar o controle da empresa.

Reunião do Comtextil da Fiesp, com a participação de Carlos Parizotto, que falou sobre oportunidades na crise. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Respondendo a uma pergunta de Marcelo Villin Prado, coordenador adjunto do Comtextil, Parizotto disse que para uma empresa se preparar para a captação de recursos, ajuda muito ter conhecimento gerencial. É muito comum, disse, haver numa empresa linhas de produtos ou canais deficitários. Até uma simples planilha, explicou, ajuda no processo. “O básico é ter controle”, disse o consultor. E na hora de conversar com possíveis investidores, é muito importante ser convincente, mostrando que conhece e confia no negócio. Muitos investidores, afirmou, olham mais para o empresário que para o plano de negócios.

Para Elias Miguel Haddad, coordenador do Comtextil, a participação de Parizotto foi positiva. “Apresentou alternativas de crescimento”, disse, que talvez escapassem aos empresários.

Também compuseram a mesa do Comtextil Ramiro Sanchez Palma, Paulo Roberto Linberger dos Anjos e Ronald Moris Masijah. Alon Dayan, membro do Comtextil, deu seu testemunho sobre as vantagens de localizar os sócios certos. E deixou como dica procurar os concorrentes, em busca de sinergia.

Foto: Governador da Geórgia (EUA) visita Fiesp e fala sobre oportunidades de negócios

O governador do Estado da Geórgia (EUA), Nathan Deal, visitou nesta terça-feira (16/6) a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Deal falou sobre oportunidades nas áreas de agronegócio, bebidas, educação e saúde e ressaltou que Brasil e Geórgia têm muito em comum. Segundo o governador, um trunfo de seu Estado é a área da educação. Em sua delegação estavam representantes dos colégios técnicos do Estado e o chefe do Conselho de Regentes, órgão diretor das universidades da Geórgia. Deal foi recebido por Guilherme Ometto, vice-presidente da Fiesp, que lembrou que Brasil e Geórgia têm relacionamento de longa data. “Tenho certeza de que hoje teremos oportunidade de explorar novos segmentos e abrir um caminho ainda mais amplo para o futuro”, disse Ometto.

Governador da Geórgia (EUA), Nathan Deal, durante visita à Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Visita do governador da Geórgia (EUA), Nathan Deal, à Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Seminário da Fiesp discute meios de financiamento para a indústria de pescado

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Roberto Imai: investir em projetos por parte da indústria extrativa e esportiva da pesca podem ser alternativa para obter investimentos e financiamentos de instituições de fomento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A falta de comunicação e de projetos da indústria da pesca pode ser o principal entrave ao financiamento do setor por parte dos investidores, de acordo com Roberto Imai, coordenador titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca (Compesca) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Estou há 22 anos trabalhando na indústria de pesca e em todos os fóruns fala-se muito que faltam linhas de financiamento. Mas a gente tem de olhar para o nosso lado. O quê estamos fazendo para que as instituições que têm o dinheiro se interessem por quem precisa de dinheiro”, observou Imai nesta sexta-feira (15/08) na abertura do seminário “Meios de Financiamento para a Pesca e Aquicultura” .

O evento, destacou o coordenador do Compesca, tem como um de seus objetivos justamente chegar a uma conclusão do quê a indústria pode fazer para atrair investimentos para esse segmento.

Uma das possibilidades, segundo Imai, é a criação de projetos por parte da indústria extrativa e e do segmento da pesca esportiva.

“O próprio BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] solicitou uma reunião dentro da Fiesp porque ele tinha uma linha de financiamento, mas não havia projetos [inscritos]. Temos que nos preparar para isso”, completou.

Políticas

Helcio Honda: Brasil precisa investir mais na pesca esportiva. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Presente na abertura do encontro, o coordenador adjunto do Compesca, Helcio Honda, chamou a atenção para a falta de políticas de incentivo à produção de pescado no país.

“Vemos a pesca extrativa, por falta de políticas adequadas, praticamente se extinguindo e o objetivo do Compesca é discutir e levar aos agentes públicos as demandas para que o Brasil possa crescer neste segmento”, afirmou Honda.

Pescador esportivo, Honda também defendeu a o crescimento da indústria de pesca esportiva, segmento que, de acordo com ele, ainda carece de atenção do país.

“Eu represento o outro elo da cadeia e sou consumidor da pesca esportiva. Há um grande mercado para isso. Nós temos a indústria de hotéis, pousadas e de material de pesca. E infelizmente o país dá pouca atenção para esse mercado que é bilionário em outros países”, disse.

Marcos Pereira, superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura, sugeriu novo encontro com presença do Ibama e da Marinha do Brasil para discutir entraves ambientais à produção de pescado. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura, Marcos Alves Pereira, também participou da abertura do seminário e ouviu as primeiras reinvindicações e sugestões dos coordenadores do Compesca.

Pereira sugeriu a realização de um novo encontro com a presença de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e da Marinha para discutir os entraves ambientais à produção de pescado.

“Um evento como esse é importante para enxergar a dificuldade que o setor enfrenta e que precisa da ajuda e união dessas forças”, disse.

Caso de Rondônia

Outro objetivo do seminário do Compesca é apresentar casos de empresas bem sucedidas no segmento de pescado. Segundo o coordenador Roberto Imai, a intenção é procurar adotar e adequar práticas de empresas que deram certo em outros estados na produção de São Paulo.

“Estamos trazendo uma experiência de Rondônia para avaliar se podemos ou não ir por esse caminho”, disse.

A diretora de marketing e comércio exterior da Biofish Aquicultura, uma empresa de Rondônia, Janine Bezerra de Menezes, apresentou os ganhos da companhia com projetos de áreas de cultivo de peixe na região amazônica.

Janine Bezerra de Menezes: caso de sucesso de empresa que utilizou linha de financiamento no Norte do país. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Um dos projetos apresentados por Janine é uma área de 110 hectares, considerada de médio porte pela companhia, com lâminas de água para produção primordial da espécie de tambaqui.

“Na Amazônia utilizamos a linha de crédito do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte). Foi um investimento de R$ 8,6 milhões para os 110 hectares entre construção e primeiro ano de custeio da produção”, explicou Janine.

De acordo com a diretora da Biofish, a produção de tambaqui na área pode chegar a 800 mil quilos por ano.

>> Veja a programação do evento

 

Com robôs subaquáticos e simuladores 3D, unidade Senai-SP deve ficar pronta em 2016

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Santos

Pelos próximos dois anos, instalações temporárias vão abrigar os mais de 16 mil alunos da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) de Santos. Mas a partir de 2016, a mudança será para muito melhor: um centro de tecnologia com robôs e simuladores de ponta para operar plataformas de petróleo, portos, instalações offshore e inclusive manutenções subaquáticas em águas profundas.

A nova escola do Senai-SP em Santos terá seu ambiente de aprendizado voltado para formar profissionais para o setor petróleo e gás e portuário. Ao menos R$ 110 milhões estão sendo investidos, sendo R$ 80 milhões aportados para obras e R$ 30 milhões para aquisição de equipamentos como robôs subaquáticos e simuladores de cavernas digitais 3D.

Paulo Skaf, presidente do Senai-SP, analise maquete de nova escola da instituição em Santos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Nos últimos 10 anos, a capacidade de carga do Porto de Santos duplicou e responde a um terço da balança comercial. Isso impõe um estresse na região e um desafio muito grande para o setor operacional”, explicou o diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra.

“O desafio [do Senai-SP] não é apenas do ponto de vista quantitativo, mas também do ponto de vista qualitativo”, completou Terra.

Segundo ele, dos 21 poços produtores e óleo e gás no país, 10 estão na Bacia de Santos, o equivalente a 59% da produção do pré-sal. Em 2018, a oferta de barris do país será de 1 milhão (bpd).

“Em 2012, 32 mil pessoas trabalhavam no Porto de Santos. Em 2020 serão 51 mil pessoas com a expansão das atividades offshore e turismo marítimo. Além disso, em 2018, 74,6% dos funcionários da Petrobras serão de formação básica e técnica. Essa formação das pessoas de chão de fábrica é um movimento expressivo para a região”, explicou Terra.

Ambientes de ensino

O terreno para a construção da nova escola, no bairro Ponta da Praia, é o mesmo onde funcionava a antiga unidade da instituição, com 10,7 mil metros quadrados. A nova escola do Senai-SP terá 28,5 mil metros quadrados com dois prédios, ligados por uma passarela de vidro. Em um dos vãos entre os prédios haverá um pé direito de 25 metros para treinamento de movimentação de contêineres.

Na unidade haverá laboratórios para atender ao setor portuário e ao setor de petróleo e gás. No caso do setor portuário, a escola contará com um laboratório de inteligência, centro de operações multimodais, laboratório de automação e inovação portuária, simulador de operações com cavernas digitais 3D, laboratórios de práticas operacionais como o manuseio de empilhadeiras.

“São plataformas bastante complexas tecnológicas. Alguns dos equipamentos estarão presentes aqui nessa escola. Não vamos esperar a nova escola ficar pronta”, afirmou Terra.

Ele acrescentou que para o setor de petróleo de gás haverá um laboratório de instrumentação e controle de processos e redes industriais, laboratório de simulação de operação de guindaste, um tanque com 250 mil litros de água para a operação dos robôs ROV (Remote Operated Vehicle).

“São robôs de classe mundial que fazem profundidades. O tanque também será usado para outras tecnologias como solda subaquática e treinamento de mergulhadores”, explicou o diretor técnico do Senai-SP.

“Ter uma escola com esse grau de complexidade é uma responsabilidade muito grande e também uma contribuição para o crescimento produtivo regional”, afirmou Terra.

Para Paulo Skaf, a nova escola de Santos é muito mais um centro de tecnologia do que uma escola. “Em todas as escolas estamos dando essa mesma direção. Estamos transformando nossas escolas em centros de inovação em tecnologia que combinam com a época que estamos vivendo.”

A escola, que será o Centro de Petróleo e Gás de Santos, deve ficar pronta em dois anos. Outro investimento paralelo da indústria é a construção de uma nova unidade do Sesi-SP na região. Ao menos R$40 milhões serão investidos na construção e adequação do novo prédio com quatro andares. As novas instalações devem ser entregues também no início de 2016.

“No início de 2016, vamos inaugurar duas unidades que são investimentos da indústria de São Paulo que vão fazer a diferença para a baixada santista”, afirmou Skaf.

Senai-SP de Cubatão investe R$ 7,3 milhões em aquisição de novos equipamentos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Cubatão

Paulo Skaf, presidente do Senai-SP, visita instalações em Cubatão. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria de São Paulo (Senai-SP) investiu um total de R$ 11,7 milhões em obras e renovação de maquinários da escola de Cubatão, na baixada santista.

Desde o ano passado foram destinados R$7,3 milhões para a compra de novos equipamentos. Outros R$3,4 milhões foram aplicados em uma reforma, concluída em 2012, além de R$ 1 milhão para a aquisição de máquinas – também em 2012.

O volume contempla a modernização dos ambientes de Metalmecânica e Eletroeletrônica, com a substituição de tornos, fresadoras, máquinas de solda multiprocesso e conjuntos de Comandos Lógicos Programáveis (CLPs). O auditório da escola também foi reformado e foram construídas novas fundações dos prédios.

“Pode ter algo parecido com nossas escolas do Senai-SP e do Sesi-SP [Serviço Social da Indústria de São Paulo], mas não tem nada melhor no mundo”, disse o presidente da instituição, Paulo Skaf, nesta quinta-feira (10/04), ao apresentar os investimentos.

Em 2013 o Senai-SP de Cubatão matriculou 9.146 alunos em Aprendizagem Industrial (eletricidade, mecânica e metalurgia), Curso Técnico (metalmecânica e eletroeletrônica) e em Formação Inicial e Continuada (automação, construção civil, eletroeletrônica, gestão, logística, metalmecânica, metalurgia, siderurgia, saúde e segurança no trabalho e tecnologia da informação).

“Para construir as ocupações de hoje, e as ocupações que a gente ainda não conhece, a gente vai precisar de uma base muito forte de ciências, tecnologia “, disse o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves.

O diretor regional também ressaltou a importância de articular o ensino do Sesi-SP e do Senai-SP. “Não dá para construir a ocupação de hoje com uma educação de base de má qualidade”, disse. “O Sesi-SP pode ajudar o Senai-SP. E o Senai-SP pode ajudar o Sesi-SP”, afirmou.

Atleta do Futuro

Paulo Skaf assina Programa Sesi-SP atleta do Futuro (PAF) em Cubatão. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Após apresentar os investimentos realizados no Senai-SP de Cubatão, o presidente da instituição, Paulo Skaf, assinou mais um convênio do Programa Atleta do Futuro (PAF) – desta vez com a prefeitura de Cubatão.

Sesi-SP de Tatuí: investimento de R$ 13,2 milhões para esportes e educação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Tatuí

Os alunos da escola do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Centro de Atividades (CAT) de Tatuí, a 144 quilômetros da capital paulista, ganharam uma piscina aquecida, um campo de futebol oficial  com grama sintética e uma quadra coberta, além de toda uma estrutura para educação em tempo integral. As obras fazem parte do pacote de investimentos de R$13,2 milhões para reformas na unidade.

Somente para a ampliação da escola e para as novas áreas para prática de esportes e atividades culturais, foram investidos R$ 11 milhões, sendo R$ 1 milhão em equipamentos. Outros R$ 830 mil foram aplicados para a cobertura da quadra e mais R$ 170 mil para aquecimento da piscina.

Durante a inauguração, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, anunciou que a nova escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) em Tatuí deve ficar pronta em breve.

Serão oferecidos cursos para formação de mecânico de usinagem, eletricista, mecânico para manutenção de máquina de cerâmica e soldador. “A unidade do Senai-SP vai ficar pronta no primeiro dia de maio”, afirmou Skaf.

Skaf com os alunos do Sesi-SP em Tatuí: “oportunidade diferenciada” para crianças e jovens. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf com os alunos do Sesi-SP em Tatuí: “oportunidade diferenciada”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Somente na implantação de um laboratório de cerâmica na nova escola do Senai foram investidos R$ 255 mil em equipamentos.  “Não é só escola bonita, é a chance de as crianças terem realmente uma oportunidade diferenciada”, completou.

“O nosso próximo sonho será a inauguração do Senai aqui em Tatuí”, afirmou o prefeito da cidade, José Manoel Correa Coelho.

Homenagem

O campo oficial da escola em Tatuí também foi reformado. Foram investidos de R$ 1,2 milhão para a aplicação de grama sintética.  O ex-jogador de futebol Adhemar Ferreira de Camargo Neto, o Adhemar, artilheiro e vice-campeão brasileiro de futebol em 2000 pelo São Caetano, foi homenageado pela escola, que o declarou como patrono do complexo esportivo.

Adhemar agradeceu a homenagem. E alertou aos pais presentes na inauguração para incentivarem em seus filhos a prática de esportes. “É muito gratificante, estou recebendo essa homenagem em vida, então vou poder curtir. Espero desfrutar desse complexo esportivo com meu nome”, afirmou.

Aos pais, o alerta: “procurem colocar seus filhos para praticar uma atividade esportiva. A qualidade de vida vai vir do esporte e não do hospital”, afirmou.

Ketlin e o futsal

Ketlin Saram, de 14 anos, estuda no Sesi-SP de Tatuí desde o ano passado e, além do ensino regular pela manhã, pratica futsal na unidade das 19h às 20h. Quando questionada porque a escolha da modalidade, ela respondeu do modo mais simples possível: “só porque eu gosto”.

Ketlin influenciou a amiga Tainara Alves da Silva, de 13 anos, a jogar futsal.  “Eu gosto de jogar e também ajuda a manter a forma”, brinca Tainara.

Já Isabella Moura Maciel não pratica mais atividades no Sesi-SP de Tatuí e sente falta. “Minha mãe quer que eu faça outros cursos esse ano então me tirou das atividades. Mas ano passado eu fiz tudo”, diz. “Sinto muita falta do jazz”, relembra.

Da esquerda para a direita: Tainara, Ketlin e Isabella aprovam as atividades oferecidas pelo Sesi-SP em Tatuí. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Da esquerda para a direita: Tainara, Ketlin e Isabella aprovam todas as atividades oferecidas pelo Sesi-SP em Tatuí. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Mesmo com 14 anos, Isabella já percebe a falta que uma atividade física faz na rotina. “Agora eu sou mais dolorida, qualquer movimento que eu faço incomoda mais”. Ela também sente falta dos amigos que fez nas atividades. “Era legal fazer novas amizades, tinha sempre uma novidade”.

Em busca de investimentos brasileiros, Ministro de Cuba tem reunião na Fiesp nesta quinta (21/11)

Agência Indusnet Fiesp

O ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro da República de Cuba, Rodrigo Malmierca Díaz, desembarca na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)  nesta quinta-feira (21/11) para apresentar a empresários brasileiros a nova Zona de Desenvolvimento Especial construída em Mariel (ZEDM).

A ZEDM foi criada para ser um grande polo de atração de investimentos estrangeiros, além de ter a função de posicionar o país como localidade estratégica para o comércio internacional e o transporte marítimo.

Para estímulo à atração de investimentos para a região do Porto de Mariel, o governo cubano oferecerá incentivos e regimes de tratamento especial aos investidores. São esses detalhes que serão apresentados pelo Ministro Malmierca durante seminário na Fiesp.

O Porto de Mariel está localizado a 45km a oeste de Havana, capital de Cuba, ocupando uma área de cerca de 465km². Suas obras devem ser concluídas em 2014. Com apoio de financiamentos do Brasil, o total de investimentos atinge a marca de US$ 900 milhões.

 Serviço

Seminário Oportunidades de Investimento em Cuba – ZEDM
Data: 21/11
Horário: 9h30 às 12h
Local: Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César

 

Presidente da EPL apresenta projetos do governo para infraestrutura brasileira

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, apresentou nesta segunda (13/05), no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado em São Paulo, as ações do governo federal para amenizar o déficit de infraestrutura brasileiro.

Bernardo Figueiredo, presidente da EPL. Foto: Everton Amaro/FIESP

Figueiredo falou das concessões que serão realizadas nos próximos 30 anos nos sistemas de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, com investimento de U$ 121 bilhões.

“É um passo ousado para atacar os gargalos que inibem o crescimento e a competitividade,principalmente na nossa infraestrutura logística”, disse o presidente da EPL.

No sistema rodoviárioestão sendo preparadas as concessões de trechos estruturantes que, segundo ele, vão reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade do país em curto prazo.

Os trechos serão ligados a outras concessões já existentes no país. O investimento será de 21 bilhões de dólares, com um aporte de 12 bilhões somente nos cinco anos iniciais. A expectativa, disse Figueiredo, é iniciar o processo de licitação de todas as rodovias a partir de julho.

Um dos projetos inéditos está na área de ferrovias com a criação de uma malha de 10 mil quilômetros, cortando o Brasil de norte a sul, articulada com outras obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). O objetivo é ligar todos os centros produtores e consumidores do Brasil em condições de interoperabilidade. Até o fim de maio, os projetos estarão disponíveis para discussão pública.

Portos e aeroportos

Assunto em destaque por causa da Medida Provisória 595, o plano para os portos é possibilitar a ampla utilização de costas e rios brasileiros de forma integrada a outros investimentos.

“Consideramos importante criar opções portuárias também nas regiões norte, nordeste e leste do Brasil”, diz Figueiredo. O investimento será de 10 bilhões de dólares em portos públicos, com licitações começando em outubro, e US$ 15 bilhões em terminais privados, nos quais já há projetos em análise.

Com relação ao sistema aeroviário, além das concessões já realizadas dos aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos, o governo está promovendo a concessão para a iniciativa privada do Galeão e de Confins, com leilões programados para setembro. Também vai promover o reaparelhamento de 270 aeroportos regionais.

Também faz parte do programa o Trem de alta velocidade (TAV) que, na primeira etapa,vai ligar as cidades do Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo, atendendo os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Galeão.

“O governo tem absoluta convicção da viabilidade, da oportunidade e da necessidade da implantação desse sistema de transporte nesse eixo”, declarou o presidente da EPL. “Não existe uma alternativa sustentável para atender à demanda de cerca de 35 milhões de pessoas que gere o grau de qualidade de serviço aos usuários. É a solução mais indicada de acordo com todos os estudos técnicos.”

Para o TAV, o governo vai oferecer financiamento de 2,5 bilhões de dólares, o que corresponde a 70% do investimento total. O leilão da concessão do serviço está marcado para setembro.

PIB no 1º tri será maior que o anterior, apesar de dificuldades internacionais, prevê Mantega

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Guido Mantega (segundo da esquerda para a direita) na reunião com empresários na Fiesp. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

“O que para nós interessa é que está havendo uma aceleração do crescimento. O dado exato eu não sei dizer, mas isso está acontecendo em vários setores. Outros setores ainda precisam de mais impulsos ou precisam esperar para que as outras medidas que tomamos surtam efeito”, disse Mantega ao sair da reunião na Fiesp.

No encontro com empresários e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o ministro da Fazenda fez uma avaliação econômica do país.  “Na minha avaliação, nós estamos continuando uma recuperação econômica que começou o ano passado e, portanto, a cada trimestre devemos ter um crescimento um pouco maior que o anterior, mas ainda sofremos problemas oriundos da crise internacional”, ponderou.

Para estimular a recuperação do setor produtivo do país, Mantega afirmou que a prioridade do ministério é impulsionar os investimentos. “O ano passado foi fraco; esse ano começou melhor. No trimestre de dezembro a fevereiro o investimento cresceu, mas não são todos os setores que estão fazendo investimentos.”

Maturação

Da agenda de discussões com os empresários, Mantega destacou as dificuldades do setor exportador do país. Segundo ele, os pacotes de incentivo fiscal, tributário e financeiro lançados até agora pelo governo podem ainda não ter surtido efeito, mas têm um prazo de maturação.

“A principal queixa dos empresários é a questão dos custos. Embora tenhamos reduzido a maioria desses custos, essa medidas demoram algum tempo para surtirem efeito”, disse o ministro.

Entre as medidas mais recentes tomadas pelo governo para incentivar a indústria está a ampliação da desoneração da folha de pagamento em 14 novos setores, o que equivale a uma renúncia fiscal de R$5,4 bilhões. A desoneração já beneficia 42 segmentos produtivos da economia.

No começo da semana, o governo anunciou um novo pacote de incentivo para a produção de etanol. Na ocasião o ministro Mantega anunciou que vai reduzir a incidência de PIS e Cofins para o etanol , que atualmente é de R$0,12 por litro. A renúncia aos cofres públicos com a medida este ano será de R$ 970 milhões e, nos demais anos, de R$ 1,181 bilhão.

 

‘Não aceitarei burocracia’, diz ministro sobre implementação do plano Inova Empresa

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Marco Antonio Raupp: 'Queremos dar agilidade'. Foto: Fiesp

Depois de apresentar a empresários a proposta de criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), em encontro nesta sexta-feira (19/04) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, afirmou em entrevista coletiva que não vai aceitar burocracia e que os benefícios do plano Inova Empresa, lançado pelo governo em março, devem ser sentidos pelo empresariado em 2014.

A criação da Embrapii faz parte do plano Inova Empresa, que prevê investimentos de R$32,9 bilhões para tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global. Os recursos devem ser aplicados entre 2013 e 2014 e beneficiar empresas de todos os portes dos setores industrial, agrícola e de serviços.

“Nosso papel é criar essas condições. Na parte que se refere a políticas, nós vamos estimular fortemente”, afirmou Raupp. “O governo estimula os empresários, mas as ações são deles. A inovação não ocorre só em universidades, muitos menos no governo – é nas empresas”, completou.

Ele participou da reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Fiesp e falou em rapidez na implementação do Inova Empresa e desburocratização.

“Queremos ter agilidade para colocar as condições a disposição”, disse Raupp. “Eu não sou burocrático e não aceitarei burocracia”.

Localização, infraestrutura e mão de obra são atrativos da Pensilvânia para investimentos brasileiros, afirma governador do estado

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Thomas Corbett apresentou as vantagens competitivas do estado americano durante encontro. (Foto: Julia Moraes)

“A Pensilvânia é a melhor opção para empresas brasileiras que querem investir e prosperar no mercado americano”, afirmou o governador do estado, Thomas Corbett, que esteve presente no seminário “Oportunidades de Negócios no Estado da Pensilvânia”, realizado nesta quinta-feira (11/04), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo.

No encontro com empresários, Corbett apresentou as oportunidades de investimentos existentes na região e as possibilidades de cooperação entre o estado e empresas brasileiras. “O objetivo de nossa visita é aproximar as relações entre a Pensilvânia, São Paulo e o Brasil. É uma honra estar aqui falando em nome dos cidadãos e da indústria do meu estado”, disse.

Segundo Corbett, vários motivos fazem da Pensilvânia o lugar ideal para investimentos de empresas do Brasil. “Nossa localização é estratégica, estamos muito próximos dos principais mercados americanos. Temos também um sistema educacional forte, que forma mão de obra não apenas qualificada, como educada e produtiva”, disse.

Logo após o governador, o secretário de comércio Alan Walker procurou demostrar o poder econômico da unidade federativa. “Nossa economia girará, em 2013, em torno de 600 bilhões de dólares. O que faz do nosso estado a sexta maior economia dos Estados Unidos. Se fossemos um país, estaríamos no G20”, disse.

Segundo Walker, o estado é o portão de entrada para qualquer empresa que queira obter sucesso no mercado americano. “Temos o pacote completo para as empresas que querem prosperar. Nossa rede de transportes torna o escoamento da produção eficaz e rápida. Estamos ao lado de importantes faculdades e centros de pesquisa e temos inúmeras assistências e facilidades financeiras para empresas interessadas. A Pensilvânia é um ótimo local para investimentos – e será ainda mais no futuro”, finalizou.

Na abertura do encontro, o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, agradeceu a presença do governador Corbett e de sua delegação. “Em nome do presidente Paulo Skaf, dou as boas vindas. Tenho certeza que as conversas que aqui ocorrerão serão fundamentais para a formação de parcerias proveitosas e para o aumento da interação entre as empresas da Pensilvânia e do Brasil”, disse.

Além de Barbosa, participaram do encontro Dennis Hankins (cônsul geral dos Estados Unidos em São Paulo) e Mauro Oliveira (vice-presidente da Ci&T, empresa brasileira de tecnologia que opera na Pensilvânia).

Apresentações – Oportunidades de Investimentos no Paraguai

OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTOS NO PARAGUAI

Data: 3 de abril de 2013

Local: Auditório do 4º andar – FIESP

PROGRAMA  

9h15                Abertura

Embaixador Rubens Barbosa, Presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP

9h30                Cenário Econômico e Político no Paraguai

Alberto Acosta Garbarino, Presidente da Fundação Desarollo en Democracia – DENDE

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César Barreto, Diretor da Fundação Desarollo en Democracia – DENDE

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10h15               Estudo Comparativo dos Custos de Produção de Têxteis e Confecção no Brasil e no Paraguai

Thomaz Zanotto, Diretor Titular Adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior

10h45               Setor Industrial Paraguaio

Ing. Eduardo Felippo, Presidente da União Industrial Paraguaia – UIP

11h15               Casos de Sucesso – Foro Brasil Paraguai

FUJIKURA – Fornecedor de cabos elétricos para a Volkswagen

Ignácio Ibarra, Presidente

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TECNOMYL – Insumos agrícolas

José Marcos Sarabia, Presidente

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11h55               Debate

12h30               Encerramento

Cerca de 80% dos investimentos nos próximos três anos em SP serão em infraestrutura, diz secretário de Habitação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Silvio Torres, secretário de Habitação do Estado de São Paulo. Foto: Everton Amaro

Cerca de R$ 22 bilhões devem ser injetados no setor de construção civil pelo governo de São Paulo no ano de 2013 e, dos R$20 bilhões anuais de investimentos, em média, para os próximos três anos, 80% serão voltados para obras em infraestrutura. Os números foram divulgados pelo secretário de Habitação do Estado de São Paulo, Silvio Torres.

“São Paulo vai fazer investimentos maciços, agora, na área de ferrovias. Acabamos de firmar uma PPP [Parceria Público-Privada] que vai fazer São Paulo dotado de trens expressos novos que vão mudar a agenda, especialmente no direcionamento das pessoas ao interior”, afirmou Torres ao participar da abertura do 10º Construbusiness, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Sobre habitação, Torres confirmou aporte de ao menos R$ 8 bilhões de reais para a construção de mais de 80 mil moradias populares “nesses próximos anos”.

“Nós também lançamos um projeto inédito de PPP em São Paulo. Serão 50 mil moradias e já iniciamos o processo das 10 mil moradias que construiremos no centro de São Paulo. A iniciativa privada deu uma resposta muito forte. Apresentamos proposta para 10 mil e vieram projetos para 26 mil moradias para o centro da cidade”, afirmou o secretário.

O evento

Carlos Eduardo Auricchio: Compete Brasil sugere medidas para eliminar os gargalos da infraestrutura. Foto: Ayrton Vignola

Para o Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) elaborou um programa chamado Compete Brasil, que sugere medidas de Planejamento e Gestão; Aspectos Institucionais e Segurança Jurídica; Funding; Mão de Obra; Impactos Tributários e Custos Produtivos, além de Sustentabilidade.

Ainda durante a abertura do evento, Carlos Eduardo Auricchio, diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) destacou que o programa Compete Brasil sugere medidas para eliminar os gargalos da infraestrutura, “os vilões reconhecidos que impedem o crescimento e a competitividade sustentável.”

“O Deconcic reuniu a cadeia produtiva da indústria da construção e traz para esse evento propostas eficazes. Estamos aqui, podemos contribuir e contem conosco”, concluiu Auricchio.