Fiesp entrega a presidenciáveis propostas para o desenvolvimento do Brasil

Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp entregou aos candidatos à Presidência da República documento intitulado O desafio de posicionar o Brasil na rota do desenvolvimento, com um amplo conjunto de análises e propostas que objetivam contribuir para a elaboração de um olhar de futuro para a economia brasileira. O estudo tem como meta elevar sensivelmente o ritmo de crescimento econômico brasileiro, levando a expansão do PIB para em média 4,0% a.a. entre 2019 e 2024 e 4,4% a.a. entre 2025 e 2030.

A ideia é que isso seja feito redirecionando a economia brasileira para uma rota de crescimento sustentável. A adoção de uma meta desse tipo é importante, principalmente, como elemento de partida para a definição de estratégias e de medidas de políticas públicas, orientando os esforços do setor público e de toda a sociedade. A execução dessa meta, por sua vez, dependerá do aumento do investimento para 22% do PIB e também do aumento da produtividade da economia, com a ampliação da participação da indústria de transformação e maior eficiência da economia como um todo.

Na apresentação do trabalho, o presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, destaca que o Brasil precisa dar às empresas “capacidade de investimento para gerar empregos de boa qualidade, para as famílias terem poder de consumo e qualidade de vida, o que deve refletir em uma significativa melhora nos indicadores sociais”.

Alguns aspectos são pré-condições para viabilizar o cumprimento dessa meta. Sem um plano de desenvolvimento que corrija os problemas estruturais da economia brasileira, nos quais está inserida não apenas a questão fiscal, mas toda política macroeconômica e outros temas fundamentais (infraestrutura, crédito, tributação, burocracia, tecnologia, capital humano etc), o cenário provável é de baixo crescimento econômico no longo prazo e distanciamento cada vez maior em relação ao nível médio de renda dos países desenvolvidos.

Nos anos iniciais do próximo governo, alguns desafios deverão ser enfrentados com bastante atenção. O primeiro se refere à crise fiscal ainda presente e à dificuldade de cumprir algumas regras já no início do próximo mandato, como a norma do teto dos gastos. Tais dificuldades demonstram a urgência em executar as principais reformas, como a da Previdência e a tributária, firmando um compromisso permanente com o equilíbrio fiscal. Da mesma forma, outras medidas que favoreçam o crescimento, como redução do spread bancário e ampla agenda de investimento em infraestrutura, têm que ser implementadas para que a capacidade ociosa da economia seja aproveitada e se inicie um ciclo de crescimento robusto.

Mas ainda que no curto prazo seja importante nos debruçarmos sobre questões que nos levaram à recessão, como o desequilíbrio fiscal, e as consequências sobre a população e empresas em termos de retração da renda e do investimento, também o contexto em que a economia mundial se encontrará até 2030 é importante para o olhar de longo prazo que esse estudo se propõe. Nesse aspecto, as mudanças trazidas pelas Macrotendências e pela 4ª Revolução Industrial são de grande importância.

As formas de produzir, consumir, de se locomover e se relacionar serão intensamente impactadas pelas tecnologias que integram a Indústria 4.0. Será cada vez mais comum que tecnologias como big data, computação em nuvem, internet das coisas (IoT), impressão 3D e outras formas de manufatura aditiva, inteligência artificial, digitalização e realidade aumentada façam parte da realidade de empresas e consumidores. E, considerando o impacto positivo sobre a produtividade que essas tecnologias propiciarão, é fundamental que os formuladores de políticas públicas direcionem esforços para que o Brasil consiga usufruir desse desenvolvimento tecnológico.

É preciso ter claro que os países desenvolvidos estão muito empenhados na implementação de políticas para a modernização da indústria. E mesmo que os países tenham diferentes objetivos ao pensar seus programas para a Indústria 4.0, é certo que todos eles passam pelo fortalecimento de seu parque industrial, o que nos coloca mais um desafio: solucionar nossas deficiências de ambiente de negócios e nosso desequilíbrio macroeconômico para que as políticas de aumento da produtividade industrial, e consequentemente da economia, sejam efetivas.

E além da dinâmica produtiva, também as demandas da população mundial estão se transformando a uma velocidade cada vez maior, o que exigirá grandes esforços para que a economia brasileira consiga competir e aproveitar as oportunidades dessa nova realidade. No aspecto internacional, destacam-se entre as principais mudanças até 2030 o crescimento das economias de renda média, com destaque para Leste e Sul da Ásia, o crescimento da população mundial, que se dará principalmente nas regiões mais pobres, e o crescimento da renda per capita, que deve alterar o padrão de consumo e criar desafios e oportunidades para mudanças substanciais nos padrões de produção.

Por exemplo, se por um lado o crescimento populacional levará ao aumento na demanda por alimentos nos países menos desenvolvidos (como os da África Subsaariana), o aumento de renda no Leste Asiático e Pacífico impulsionará a procura por produtos manufaturados sofisticados. Em resumo, o próximo governo terá o desafio de superar as dificuldades de curto prazo sem perder a perspectiva das rápidas mudanças que estão ocorrendo no mundo em termos de demanda mundial e novas tecnologias aplicadas no sistema de produção. A forma como o Brasil enfrentará as mudanças definirá se o país terá condições de aproveitar as oportunidades ou se vai se distanciar ainda mais dos países desenvolvidos. É necessário diminuir a presença do Estado e aumentar a qualidade e a eficiência do setor público e melhorar o ambiente de negócios, criando condições para aumentar a competitividade do setor privado, através de soluções de mercado, que serão a chave para que o país aumente os investimentos e crie empregos – e a renda volte a crescer.

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Cooperativas são alternativa em acesso e custo do crédito

Agência Indusnet Fiesp

Alternativa aos bancos convencionais, as cooperativas de crédito foram tema de seminário nesta quarta-feira (26 de setembro) na Fiesp. José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, disse na abertura do evento que as cooperativas têm papel importante no direcionamento do crédito e no aumento da concorrência na oferta de recursos.

Roriz relatou a elaboração, pela Fiesp e pelo Ciesp, de várias propostas enviadas aos candidatos à Presidência do Brasil, ligadas ao aumento da competitividade do país. E o crédito, nas conversas e levantamentos feitos para embasar as propostas, é uma preocupação predominante – tanto o acesso a ele quanto seu custo. “É preciso que o crédito seja pelo menos minimamente atrativo para o investimento.”

Isso, destacou, tem importância fundamental para enfrentar o grave problema do desemprego. Para criar empregos seria preciso crescer de 4% a 5% ao ano, o que exige taxa de investimento mais alta que a atual, indo para algo perto de 23%. Roriz citou a grande concentração em 5 bancos dos recursos oferecidos. “Precisaríamos ter maior concorrência no crédito, com linhas mais dirigidas, e as cooperativas fazem isso.”

O presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp ressaltou a importância de estabelecer um canal direto de comunicação com as cooperativas. Fiesp e Ciesp vão trabalhar em conjunto com as cooperativas por mais acesso a crédito no Brasil, a taxas competitivas, disse Roriz. Não são apenas as empresas que ganham com o menor custo de financiamento, destacou. Os benefícios disso se estendem a áreas como educação e saúde, graças à liberação de parte da renda das pessoas, refletindo-se também na segurança.

Jaime Basso, presidente da Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP e vice-presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, lembrou da origem da instituição no Ciesp ABCD. Ressaltou a importância do cooperativismo daqui em diante. O avanço exponencial da tecnologia leva à necessidade de busca de alternativas, e as cooperativas terão papel importante. Diferenciou a presença nacional das cooperativas da atuação dos bancos dando como exemplo a restrição ao crédito por parte desses últimos, que generalizam o fechamento de linhas. Enquanto o crédito em geral sofreu queda de 0,5% em 2017, o volume nas cooperativas cresceu 34%.

A atuação proporcionalmente mais forte das cooperativas ocorre em cidades do interior. “Estamos em regiões a que bancos não vão.” E segundo Basso, em São Paulo é muito mais baixo o preço da Sicredi para empresas de menor porte.

Marcio Lopes, diretor administrativo da Sicoob, disse na abertura do evento que a instituição em que trabalha atua em diversos ramos da economia. Há mais de 496 cooperativas no Brasil, presentes em mais de 1.000 municípios – e em 200 deles, é a única instituição de crédito. “Nossos cooperados participam dos resultados, e isso é nosso objetivo, o desenvolvimento”.

Sylvio Gomide, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena, Média Indústria e Acelera Fiesp, deu as boas-vindas ao seminário. Lembrou da importância do crédito, destacando que há 400 bancos somente no Vale do Silício na Califórnia, enquanto no Brasil fica concentrada em 5 bancos a oferta de crédito.

Gomide também apresentou os resultados da pesquisa Cooperativas de Crédito: Alternativas aos Bancos Tradicionais, feita pela Fiesp entre 24 e 26 de agosto. Número interessante, destacou, é que 9,8% das empresas participantes participam de cooperativas de crédito. Dois terços das que participam avaliam como positiva a experiência. A mesma proporção aponta como principal motivo para participar das cooperativas as tarifas e taxas diferenciadas. E um terço delas cita a menor burocracia.

O desconhecimento é o principal motivo (48,7%) para não aderir às cooperativas de crédito. “Isso é uma oportunidade”, disse Gomide.

O crédito para operações de giro é insuficiente nos bancos tradicionais, segundo 56,1% das entrevistadas.

Para passar a trabalhar com cooperativas, 51,9% das empresas que ainda não aderiram a elas buscariam menores tarifas, mostra o levantamento.

Seminário Cooperativas de Crédito: Alternativas aos Bancos Tradicionais. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Seminário Cooperativas de Crédito: Alternativas aos Bancos Tradicionais. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Roriz analisa efeitos da greve dos caminhoneiros sobre o desempenho da indústria no 2º trimestre

Agência Indusnet Fiesp

Dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (31 de agosto) mostram que a economia brasileira cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre deste ano. E a indústria encolheu 0,6% no período.

Na análise do presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, a queda da indústria, de 0,6%, elevada na comparação com o que aconteceu com o agronegócio e com serviços, tem como fatores a greve dos caminhoneiros, em maio, e o tabelamento do preço dos fretes, em junho.

Roriz destaca que o frete afeta a indústria de transformação duas vezes – na hora de receber os insumos e na hora de despachar seus produtos. Foram 11 dias em maio sem receber insumos, e depois houve dificuldade na definição do valor do frete.

Também houve no segundo trimestre queda de 1,8% no investimento da indústria, devido à indefinição trazida pela política. “Vão esperar para saber quem é o próximo presidente”, afirma. “As propostas colocadas não convenceram o investidor de que será bom negócio.”

“Estamos empurrando a saída da crise para o segundo semestre de 2019”, diz Roriz, em vez de 2018. Isso depende de haver um presidente com propostas que passem confiança para o investidor. E, lembra, algumas reformas, como a da Previdência, são imprescindíveis.

O presidente da Fiesp e do Ciesp ressalta o peso do Congresso para a aprovação das reformas. O novo presidente precisará ter liderança sobre o Congresso para que as reformas sejam aprovadas com celeridade.

Câmbio indefinido, comércio internacional com ambiente de negócios muito pior que um ano atrás e eleição de novo presidente tornam o momento desfavorável ao investimento. Depois será necessário ver se o novo presidente vai ter punch suficiente para unir o país, motivando o Congresso a acelerar a análise de projetos.

Antes de comprar equipamentos novos, fazer investimentos, as indústrias tentarão reduzir a ociosidade, que está acima de 30%, diz Roriz.

Sondagem da Construção mostra sinais de expansão em janeiro

Agência Indusnet Fiesp

Após registrar 40,3 pontos em dezembro de 2017, o nível de atividade do setor de construção paulista voltou a sinalizar expansão ao avançar na passagem mensal e atingir 52,2 pontos no primeiro mês de 2018. Na comparação interanual, o avanço foi ainda maior: em janeiro de 2017, o indicador registrou 36,0 pontos.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (1º de março).

O indicador número de empregados, quando comparado ao mês anterior, também avançou, saindo de 43,4 para 49,7 pontos em janeiro – um patamar bastante próximo do indicativo de expansão. O mesmo ocorreu com a Utilização da Capacidade de Operação (UCO), que passou de 55,0% em dezembro para 60% em janeiro.

Em termos interanuais, houve avanço para os dois indicadores: em janeiro de 2017, o número de empregados comparado ao mês anterior registrava 36,3 pontos, enquanto a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) estava em 43,0%.

O Nível de atividade em relação ao usual, embora ainda bem abaixo da linha dos 50,0 pontos, também teve alta expressiva na passagem mensal, indo de 30,4 para 35,4 pontos nesta leitura – um patamar bem acima também do observado em igual período de 2017 (25,8 pontos).

O indicador de Expectativas para o nível de atividade para os próximos seis meses, que havia registrado 51,8 pontos em dezembro, voltou a subir. Acima da linha dos 50,0 pontos, ele continua a sinalizar otimismo em relação ao futuro. A variável de Empregados também avançou de maneira expressiva na passagem mensal, de 45,7 para 50,0 pontos, e sinaliza igualmente otimismo do setor. O mesmo ocorreu com os indicadores de Compras de matérias-primas e Novos Empreendimentos e Serviços, que ao passarem de 46,8 e 48,0 pontos para 54,5 e 54,3 pontos, respectivamente, não só registraram suas maiores pontuações em anos como também sinalizaram otimismo no setor de construção paulista. Apesar de também ter apresentado crescimento entre dezembro e janeiro (de 28,7 para 33,7 pontos), o indicador de Investimentos é o único indicador de expectativas que continua a sinalizar pessimismo no setor.

Consic discute investimentos e conflitos no setor da construção

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A reunião nesta terça-feira (10 de outubro) do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) teve pauta extensa, que incluiu a discussão de alternativas para a retomada de investimentos no setor, a análise da necessidade de recursos para adequação da infraestrutura brasileira, formas de proteger investidores e o uso de mediação e arbitragem para resolver conflitos.

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, relatou reunião em 12 de setembro com o ministro Dyogo Oliveira (Planejamento) de que participou junto como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em que foi discutida a necessidade de investimentos na construção. Houve encontro posterior, na Fiesp, em 29 de setembro, para avançar na discussão. Newton Cavalieri, diretor titular adjunto do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic), encarregado do relato da nova reunião, disse que já foi formado grupo de trabalho para tratar do assunto.

Entre os temas tratados na reunião na Fiesp estava o distrato, que Oliveira Lima classificou de questão de sobrevivência. Outro tópico foram as obras paralisadas, das quais é difícil até fazer o mapeamento. O ministro determinou o levantamento das prioritárias, para que sejam retomadas, explicou Cavalieri.

Também foi discutido o problema da morosidade na formulação de projetos de licitação de rodovias e ferrovias, para o que foi montado grupo de trabalho integrado por Deconcic e Sinduscon.

O funding foi o quarto assunto, com a busca de alternativas para que a Caixa volte a financiar. Outro problema debatido, a classificação de risco do Estado de São Paulo, C-, que o impede de tomar empréstimos, será resolvido com a mudança da metodologia de cálculo, a ser feito a partir da capacidade de pagamento, no lugar do endividamento.

Oliveira Lima ressaltou que a retomada do emprego começa pelo setor da construção, comentando a liberação de R$ 9,8 bilhões para obras anunciada pelo governo federal.

Manuel Rossitto, vice-presidente do Consic, lançou a ideia de criar o Código de Defesa do Investidor (CDI). Propôs uma discussão madura sobre o tema, que beneficia o consumidor. Não há planejamento que permita haver previsibilidade nos projetos, principalmente quando passa pelo setor público, lembrou ao fazer a proposta. As regras mudam, destacou. “E o que protege o investidor?”

Rossitto relatou também as atividades do grupo de trabalho Competitividade na Indústria da Construção, do qual é coordenador. Listou os temas propostos para seu ciclo de palestras e sugeriu a discussão das mudanças trazidas pela reforma trabalhista a partir de 11 de novembro. Rossitto destacou que uma preocupação demonstrada pelos participantes é a judicialização do setor.

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Reunião de 10 de outubro do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine


Mediação e arbitragem

Luis Alberto Salton Peretti fez apresentação sobre a Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Ciesp/Fiesp, da qual é secretário-geral, destacando que ela é um instrumento de resolução de litígios que auxilia os negócios.

Explicou que as partes não são obrigadas a aceitar a arbitragem, mas que uma vez tendo aceitado, são obrigadas a acatar a decisão, que é vinculante, da Câmara.

As vantagens da mediação para a indústria da construção, afirmou Peretti, são que ela custa menos que o processo judicial e a arbitragem, além de permitir soluções criativas. No caso da arbitragem há a possibilidade de escolher um julgador no qual as partes confiem. Também no caso da arbitragem o custo é mais baixo que no Judiciário. Fica em torno de 5% do valor da disputa, enquanto o valor de sucumbência varia de 10% a 20%. E a solução sai em 3 anos, contra mais de 5 na Justiça.

A arbitragem, disse, funciona bem para casos complexos e também para os menores. A Câmara, segundo Peretti, trabalha hoje em 120 casos. Ao longo de seu tempo de atuação, tratou de disputas de R$ 35.000 a R$ 900 milhões.

Crédito para pequenas e médias

Ricardo Albano Dias Rodrigues, chefe de Departamento da Área de Operações Indiretas do BNDES, falou sobre “Investimentos para as atividades da indústria da construção, em especial para as MPE – pequenas e médias empresas”. Explicou que o banco sempre quis e continua a querer apoiar o segmento e falou sobre a necessidade de diversificar os canais de distribuição de seus recursos. O BNDES, afirmou, quer se aproximar dos empresários.

Comentando a apresentação de Rodrigues, Manuel Rossitto destacou a velocidade dos programas do BNDES e disse que há espaço grande para seu crescimento. Ressaltou que a alteração da legislação trabalhista vai criar um gargalo muito rapidamente pela impossibilidade de financiamento de mão de obra. As mudanças tendem a levar a sua formalização.

Serviço é uma trilha a ser percorrida pelo BNDES, disse Rodrigues, concordando com a necessidade citada por Rossitto. “Está muito claro que é a fronteira a ser desbravada.”

Infraestrutura

“Investimento em Infraestrutura – Panorama Atual e Perspectivas” foi o tema da apresentação de Newton Cavalieri, representando o Sinicesp – Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. Cavalieri disse que o Estado precisa chamar a iniciativa privada para investir. Deu como exemplo o investimento de R$ 52 bilhões a partir do programa de desestatização de ferrovias, de 1996/98.

Lembrou o encolhimento do PIB brasileiro nos últimos anos e comparou o investimento em infraestrutura no Brasil e no mundo, muito desfavorável. Também é baixo o estoque em infraestrutura, que vai ter efeito negativo quando houver o crescimento do país, explicou.

Para se recuperar nessa questão, o Brasil precisa investir durante duas décadas 5% de seu PIB por ano para chegar ao nível ideal em infraestrutura. O governo, defendeu, precisa atrair investimentos, já que não tem capacidade de fazê-los. Há, ressaltou, sobra de dinheiro no mundo. Cavalieri mostrou exemplos em estradas, aeroportos e hidrelétricas da entrada de recursos estrangeiros.

Mas isso não é suficiente, afirmou. É preciso haver planejamento dos investimentos, feito como programa de Estado, para não ficar à mercê de mudanças de governo. Os projetos precisam ter qualidade. O financiamento para a infraestrutura é outro ponto. A troca de indexador dos financiamentos de longo prazo foi dura para o setor, disse. E as agências reguladoras devem ser independentes, com recursos próprios e profissionais capacitados. Os projetos precisam ter tramitação célere. E nas outorgas a sugestão é vincular o recebimento do valor a investimento no mesmo setor.

Quanto ao ambiente favorável aos negócios, precisa, para ser criado, de transparência do Estado em relação a suas ações. “Acreditamos estar no caminho correto”, afirmou.

Cavalieri ressaltou a situação crítica do saneamento básico no Brasil, com 50% da população sem coleta de esgoto e 34% sem acesso a água tratada. Também resumiu o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), com 54 projetos criados e compromisso de R$ 33 bilhões de investimentos e R$ 21,9 bilhões em outorgas obtidas. O projeto Crescer, em andamento, lista 92 empreendimentos e R$ 102 bilhões em investimentos previstos. Tudo isso ainda fica aquém das necessidades para adequação da infraestrutura do país.

Rossitto destacou da apresentação de Cavalieri o diagnóstico de problemas na energia no caso de retomada. Também ressaltou a importância da segurança jurídica e defendeu comprometimento do setor público, com o estabelecimento de prazos.

Renato Giusti, vice-presidente do Consic, conduziu parte da reunião.

Na Fiesp, BNDES e secretaria de PPI participam de debate sobre financiamento para infraestrutura

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

Para discutir financiamentos na área de infraestrutura a Fiesp realizou na manhã desta quarta-feira (30/11) o seminário “Financiar para Crescer”. O evento aconteceu na sede da entidade e teve a participação de Adalberto Vasconcelos, secretário executivo adjunto da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Em sua apresentação, ele afirmou que é preciso encontrar uma saída para a crise em que o país está. “Temos que refletir e ajudar o Brasil neste momento e tentar achar soluções. Para retornar com o financiamento é preciso ter credibilidade. Quebrar a confiança é fácil, recuperar é complicado. Tem que tentar reverter a curto prazo esse quadro de desinvestimento, desemprego e marasmo”, disse.

Segundo Vasconcelos, para destravar os investimentos em infraestrutura no Brasil é preciso planejamento, priorização e estruturação para o desenvolvimento de uma estrutura institucional responsável pelo planejamento integrado.

Guilherme Montoro, chefe do departamento regional do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também esteve presente no evento e sinalizou que a instituição volta a ter papel central no processo de desmobilização de ativos federais (e estaduais) no PPI. “Estamos atuando como indutor e alavancador de investimentos e do mercado de capitais desde a contratação de estudos até a assinatura dos contratos, com regras claras e estáveis e projeções de retorno realistas.”

Para Alexandre Teixeira, diretor de Project Finance do Itaú BBA, os desafios do banco na hora de investir em infraestrutura são a pouca inserção nos demais setores, como saneamento básico, portos e mobilidade urbana, baixa participação do setor estrangeiro, pouco desenvolvimento do mercado de fundos e pouca participação de fundos de pensão.

José Ricardo Roriz Coelho, diretor titular do Departamento de Competividade e Tecnologia da Fiesp (Decomtec), ressaltou que a crise econômica é grave, e prevalece ainda a deterioração dos indicadores macroeconômicos, sem sinais claros de retomada. “A expectativa de crescimento do PIB está caindo, a taxa de desemprego continua elevada, e demais indicadores continuam se deteriorando. As empresas estão com elevado nível de endividamento, o que sem solução não permitirá a retomada do crescimento”, afirmou.

Roriz aposta na redução mais acelerada dos juros, liberação do depósito compulsório não remunerado vinculado a concessão de crédito para empresas inadimplentes e elevação da concessão de crédito, priorizando o refinanciamento de dívidas, como medidas emergenciais para alavancar os investimentos no país e retomar a competitividade.

A reunião também teve a presença de Rosane Menezes Lohbauer, sócia da Madrona Advogados, com mediação da embaixadora Maria Celina Rodrigues, diretora titular adjunta do Departamento de Infraestrutura da Fiesp.

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“Financiar para Crescer” foi o tema de seminário na Fiesp sobre investimentos em infraestrutura. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Integrado ao mundo, Peru apresenta na Fiesp razões para aproximação do Brasil

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, abriu nesta quarta-feira (26/10) workshop para destacar oportunidades de investimento no Peru, com destaque para projetos regionais.

A interlocução com o Peru tem sido muito extensa, lembrou Zanotto, ressaltando que um novo presidente, Pedro Pablo Kuczynski, assumiu o país (no final de julho). O Peru, explicou, é parte da Aliança do Pacífico e é muito arrojado em tratados de livre comércio.

O diretor do Derex destacou vantagens da integração regional, como a possível criação de um mercado comum de 400 milhões de habitantes, numa região sem conflitos de fronteira.

Interesse no Peru vai muito além da infraestrutura, disse Zanotto. “Temos que tentar avançar em diversas outras áreas, de modo a que quando as tarifas estejam zeradas sejamos uma região de livre comércio, mas também de livre investimento.” Fala-se há 15 anos em integração regional, lembrou, mas pouco saiu do papel.

Zanotto disse esperar que os investimentos cresçam e permitam o desenvolvimento dos 2 países.

Vicente Rojas, embaixador do Peru no Brasil, destacou que a ida de 7 governadores ao workshop na Fiesp mostra o interesse do país em fortalecer as regiões. Ele afirmou que o novo presidente definiu as relações com o país como único. Manifestou a intenção de atacar problemas como o da burocracia nas fronteiras, mencionado por Zanotto. Participação dos empresários é vista pelo Peru como fundamental. Projeto do governo é reduzir a 10% neste mandato o número de pobres. País oferece estabilidade política e ambiente em que se podem fazer investimentos.

Reavivar a economia é um dos temas centrais para o Peru. Nos últimos 20 a 22 anos o país tem crescido sem interrupção, e isso vai continuar, disse Rojas. Experiência mostra que sem investimento não é possível fazer nada.

A preocupação com o bem-estar envolve o saneamento. Peru tem 8 de seus 30 milhões de habitantes sem água potável e sem esgoto. Tema se vincula à saúde e à educação. Sem água potável na primeira infância as crianças não se desenvolvem.

Começando pelas fronteiras há um trabalho a ser feito de conectividade, ligando os peruanos aos brasileiros. País está de portas abertas, disse Rojas, e se esforça para ser um Estado muito mais eficiente. Peru busca a igualdade de oportunidades para todas as pessoas.

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Thomaz Zanotto abriu o workshop na Fiesp sobre oportunidades para investimento no Peru. Foto: Helcio Nagamine/Fiespe

Oportunidades

Os 14 governos regionais presentes apresentaram mais de 136 projetos, com necessidade de US$ 34 bilhões em investimentos.

O governador do Estado peruano do Amazonas (Norte do país), Gilmer Wilson Horna Corrales, foi o primeiro administrador regional a fazer sua apresentação.

Antonio Castillo Garay, conselheiro comercial do Peru no Brasil, fez a apresentação Megaprojetos de infraestrutura no Peru para o investimento privado.

No governo nacional são 25 megaprojetos para promoção em 2017 e 2018, com investimento previsto de US$ 4,6 bilhões. Nos 25 governos regionais, são mais de 44.000 oportunidades em diferentes projetos no mesmo período, que exigem US$ 12 bilhões em investimento.

Um dos nacionais, que busca conectar 12 regiões do Peru, é a Estrada Longitudinal da Serra, em sistema de parceria público-privada (PPP). Outro é a Hidrovia Amazônica, que terá 2.500 km em quatro rios e está em seu trecho final. Com investimento de US$ 70 milhões e concessão por 20 anos e terá licitação ainda este ano. Linhas 3 e 4 do metrô de Lima, com 32 km e 30 km, respectivamente, têm estudos prévios a cargo de empresa brasileira.

Peru trabalha em estrutura de transporte para se tornar hub regional, disse Garay. A projeção de novos investimentos em infraestrutura de transporte supera US$ 10 bilhões sendo US$ 2,8 bilhões em estradas e US$ 6,8 bilhões em trilhos.

Projetos da área de energia incluem térmicas, gás natural. Em saneamento, há projetos importantes em água, especialmente um de US$ 600 milhões para o abastecimento de Lima. E o Peru convocou empresas brasileiras para participar de projetos hospitalares, devido, disse Garay, à experiência com grandes centros hospitalares em São Paulo. Ideia é ter 11 hospitais nacionais, 23 regionais e 170 de menor porte, provinciais.

Negócios sem barreiras

O painel Perspectivas de investimentos no Peru teve apresentação de Edgar Vásquez Vela, vice-ministro de Comércio Exterior do Peru. Ele revelou que em 15 dias o governo divulgaria pacote para eliminar todas as barreiras aos negócios no Peru, com o fim da burocracia e outros fatores que dificultam o investimento. “Isso vai facilitar radicalmente a forma de fazer negócios no país.”

Destacou que o país está entre os 5 principais países da América Latina para investimentos. Disse que é chave para os investidores brasileiros porque é um país aberto. Já há muitos investimentos brasileiros em comércio exterior no Peru, e o país quer que isso se estenda a outros setores.

É integrado ao mundo de maneira sólida e tem grau de investimento, afirmou Vela, e tem teto muito alto de investimentos em diversas áreas, quando se compara o consumo local com o de países vizinhos. Peru está em seu melhor momento para o investimento, pelas perspectivas para o futuro, segundo a maioria das avaliações internacionais. FMI aponta para o Peru taxa de crescimento nos próximos anos acima da dos outros países da América Latina. E o Peru tem crescido a taxas acima das previstas. Este ano deve fechar em 4%, contra 3,7% estimados pelo FMI.

Reformas estruturais iniciadas nos anos 90 foram bem-sucedidas, disse Vela, permitindo excepcional desempenho de sua economia. E há estabilidade fiscal, além de marcos regulatórios que não discriminam o investimento estrangeiro. Há também livre circulação de capitais e a adoção de diversos mecanismos internacionais para resolução de disputas.

A ampla rede de acordos comerciais, 18, com 52 países do mundo, disse Garay, dá ao país a posição de um dos mais avançados globalmente na integração. Meta é 72 países e 98% do comércio sem barreiras. Acordo próximo com a Índia. Relações com Brasil são muito importantes em relação ao comércio de bens. Acordo de aprofundamento comercial estabelece benefícios por exemplo para serviços e investimentos e compras públicas. Destacou que mais de 70 empresas brasileiras estão instaladas no Peru.

Nos próximos dias deve ser modificada legislação sobre ingresso de veículos, o que deve beneficiar quem quiser entrar do Brasil via rodovia do Pacífico. Temos que facilitar também o melhor relacionamento entre pessoas, disse.

Como parte dos acordos de aprofundamento, Peru vai eliminar as tarifas sobre os veículos brasileiros, dando vantagem em relação aos que vem da China, Japão e EUA.

Disse que quando começou, três anos antes, na função, relacionamento entre Brasil e Peru era frio. Não há lógica que Peru vá à China e União Europeia e não tenha as mesmas condições com o Brasil.

Desenvolvimento Regional e a Aliança do Pacífico na Integração Peru-Brasil foi o tema da apresentação de Miguel Veja Alvear, presidente da Capebras (Câmara Binacional de Comércio e Integração Peru Brasil). Vinda de 15 dos 24 governadores ou seus representantes é inédita, destacou. Demonstra a confiança em relação a para onde se vai.

Unir as populações mais distantes do Brasil às do Peru permitiria o desenvolvimento de ambas, gravadas pelo maior custo para comprar e para vender produtos.

Destacou que desde 2003 a Fiesp tem sido a instituição mais ativa na tentativa de integração. Brasil representa 50% do território, 50% da população e 50% do PIB da América Latina. Peru, 7% nos mesmos indicadores. E a fronteira entre ambos é a maior no mundo. Integração é importante, e Aliança estratégica Brasil Peru já permitiu avanço significativo.

Alvear disse que as importações da Suframa teriam redução de 40% em seu frete com a chegada ao Peru e posterior distribuição multimodal. Destacou que por asfalto é possível chegar de São Paulo aos portos do Sul do Peru.

Ele mostrou rotas possíveis do trem Bioceânico Peru-Brasil, que exigiu estudos aprofundados, em razão da preocupação com a proteção da Amazônia. Acordo tripartite, incluindo a China, poderá permitir a construção de ferrovia ligando Santos a Porto Velho no Brasil e daí a Bayobár, no Norte do Peru, ou Matarani, no Sul (devido a interesse da Bolívia). “Teremos que falar de forma transparente para concluir se poderá ser feita na forma de concessão”, disse, argumentando que a ferrovia seria a artéria da América Latina.


Momento de investir no Brasil é agora, diz Paulo Skaf a empresários japoneses

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A crise política é o que mais atrapalha a atividade econômica do país, mas o Brasil deve superá-la no longo prazo, afirmou nesta quarta-feira (2/9) o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao seu reunir com empresários e autoridades do Japão.

“O momento de investir é agora. Quem investe não vê o mês ou o ano seguinte. Os investimentos são pensados no longo – no mínimo médio – prazo”, disse Skaf ao abrir o Seminário Econômico Brasil – Japão, na sede da Fiesp.

O encontro é uma das comemorações dos 120 anos do Tratado da Amizade, Comércio e Navegação entre as duas nações.

O presidente da Fiesp afirmou não ter dúvida ou insegurança com relação ao futuro do Brasil. “Temos uma grande agenda pela frente. E esta casa estará aberta de forma permanente para tudo que representa um maior entrosamento com o Japão”, disse Skaf.

Paulo Skaf em encontro com empresários japoneses na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Paulo Skaf em encontro com empresários japoneses na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Presente ao seminário, que reuniu mais de 300 empresários e autoridades brasileiras e japonesas, o embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda, afirmou que o momento de crise do parceiro sul-americano proporciona uma “oportunidade incomum para uma perspectiva de crescimento”.

“O Brasil tem todas as condições institucionais para superar a crise atual e rumar para um país ainda mais forte e livre de corrupção”, disse Umeda. “Outro ponto positivo que merece destaque é a incrível capacidade brasileira de superar desafios. A receita, os brasileiros já conhecem bem, agora é executá-la”, completou.

Inflação convergindo
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Afonso Arinos de Melo de Franco Neto, representou o ministro Joaquim Levy no seminário na Fiesp.

Ao falar sobre reformas estruturais do governo, Arinos afirmou que as taxas de inflação do país “estão, pouco a pouco, convergindo, o que demonstra o acerto da política monetária comandada pelo Banco Central”.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve anunciar nesta quarta-feira sua decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.

Instituições financeiras consultadas pelo BC esperam uma manutenção da Selic no atual patamar de 14,25% a ano. A Selic é o principal instrumento do banco para o controle da inflação.

Infraestrutura
O secretário da Fazenda também pediu aos japoneses investimentos em obras de infraestrutura anunciadas pelo Programa de Investimentos em Logística (PIL).

“Uma área que oferece imensas oportunidades para a participação japonesa é a logística. Investimentos em infraestrutura permitem reduzir os custos das exportações brasileiras no longo prazo”, disse Arinos, lembrando que 90% das importações japonesas de carne de frango e 60% das compras de suco de laranja são provenientes do Brasil.

Ele aproveitou a ocasião para pressionar pela retirada do embargo japonês à carne suína brasileira. “Precisamos avançar na abertura do mercado para exportações brasileiras”. O Japão mantém embargo ao produto brasileiro desde 2012.

Embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda, em seminário na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda, em seminário na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Temas preocupantes
Da parte japonesa, Koichi Yajima diretor-executivo do JBIC (Japan Bank for International Cooperation, banco de fomento do Japão), destacou alguns temas que preocupam empresas japonesas que desejam investir no Brasil.

Segundo uma pesquisa do JBIC, 45,9% das empresas japoneses acreditam que a instabilidade da segurança pública e social é o maior obstáculo para investir no Brasil, enquanto 31% acreditam ser a falta de clareza do sistema legal o maior impeditivo.

Ele ainda explicou por que o México passou o Brasil no ranking de países promissores para investimento japonês. Segundo um instituto do Japão, o México assumiu a sexta colocação, no lugar do Brasil, que ficou com o sétimo lugar.

“O México tem todo um trabalho de tratados econômicos com outros países. Quando se pensa em produção, esse é um ponto muito importante que o México conseguiu ultrapassar o Brasil”, disse Yajima.

O seminário na Fiesp foi conduzido pelo diretor do Departamento de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Derex) da entidade, Thomaz Zanotto

Indústria corta 32,7% e investe R$ 53 bilhões a menos em 2015

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que a indústria de transformação vai cortar neste ano 32,7% de seu investimento total em relação a 2014. O recuo representa R$ 53,3 bilhões a menos em máquinas, equipamentos e instalações, gestão, inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D). O valor despenca de R$ 163 bilhões no ano passado para R$ 109,7 bilhões em 2015.

Em relação ao faturamento das empresas, o investimento total diminui de 6,9% para 4,8%. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, lamenta a diminuição do investimento da indústria, de 3% para 2% do PIB, em razão do desempenho ruim de todos os seus setores.

“Quando há falta de demanda, falta de perspectiva e há insegurança, com a ameaça de mais impostos, e a indústria já sente falta de competitividade, o resultado disso é travar os investimentos”, afirma Skaf. “E travando investimentos, não há geração de empregos. O país interrompe o círculo virtuoso e entra no círculo vicioso de menos demanda, menos investimento, menos emprego – tudo aquilo que não serve ao Brasil.”

Conforme o levantamento, feito pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, mais do que dobra a proporção das empresas industriais que não farão investimento nenhum – de 19,4% no ano passado para 44,4% neste ano.

O grosso da queda se concentra nos investimentos em máquinas, equipamentos e instalações, com R$ 41,5 bilhões (38%) a menos, indicando que a indústria não pretende aumentar sua capacidade de produção neste ano. Os empresários estão na defensiva, como costuma acontecer em períodos de recessão ou de baixo crescimento econômico. A preocupação com o baixo crescimento atinge 50% das empresas, nível recorde desde a primeira edição do levantamento, em 2009.

Nos investimentos em gestão, o corte deve ser de R$ 3,8 bilhões (23,7%). Inovação perde 18% em relação a 2014, ficando com R$ 3,8 bilhões a menos. P&D tem redução de 25% (recuo de R$ 4,1 bilhões).

Para a indústria, a carga tributária continua a ser o maior obstáculo ao investimento. A razão é apontada por 62% dos entrevistados. “O governo precisa esquecer esse negócio de aumentar impostos”, diz o presidente da Fiesp. “Ele precisa reduzir suas despesas, se possível reduzir os impostos, aumentando a competitividade dos setores produtivos brasileiros, e reduzir juros. É isso que tem que fazer. É justamente o contrário do que está fazendo.”

A pesquisa reflete a análise de Skaf. A maioria (59%) dos empresários entrevistados considera que a diminuição da carga tributária contribuiria para a retomada dos investimentos. E 42% (em questionário que permite resposta múltipla) acham que o aumento da taxa de crescimento da economia estimularia os investimentos.

“Lamentavelmente, o pior desta situação, deste círculo vicioso de menos demanda, menos confiança, menos investimento, é menos emprego. Não há nada que seja pior para o país do que o desemprego. O governo, aumentando juros e aumentando impostos, está realimentando ou alimentando o desemprego”, conclui Skaf.

Pequenas cortam mais

A análise pelo porte da empresa mostra que as pequenas vão cortar mais, em termos relativos. Entre elas, a redução do investimento total será de 42,8%. As médias devem cortar 38,8%, e as grandes, 29,3%.

A pesquisa de campo foi realizada com 1.205 empresas no Estado de São Paulo entre 9 de março e 15 de maio de 2015, envolvendo toda a indústria de transformação, exceto fabricação de coque e produtos derivados do petróleo. Foram ouvidas 501 empresas pequenas, 433 médias e 271 grandes. Para permitir a análise nacional, os resultados da Pesquisa Fiesp de Intenção de Investimento 2015 foram expandidos segundo a Pesquisa Industrial Anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIA/IBGE).

Clique aqui para ler a pesquisa sobre intenção de investimento.

“Falta investimento privado para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil”, afirma cientista

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é destinado à pesquisa e desenvolvimento, sendo que mais da metade dessa parcela provém do setor público, informou nesta quarta-feira (10/6) o professor doutor Mauro Rebelo. Esse percentual, segundo ele, ainda é muito baixo, sobretudo comparado a países como Japão e Estados Unidos, onde destina-se ao menos 4% para essa área de pesquisa.

“O que falta no Brasil é investimento privado para o desenvolvimento de ciência e tecnologia. Para o desenvolvimento de tecnologia a partir da ciência que a gente já faz”, afirmou Rebelo, que também é sócio da Bio Bureau Biotecnologia. Ele participou do Festival Internacional de Biotecnologia (Biofest), organizado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) durante a Semana de Meio Ambiente, também realizado na sede das entidades.

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Professor Mauro Rebelo durante Biofest na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Segundo ele, o potencial de biodiversidade do Brasil tem aumentando exponencialmente nos últimos cinco anos, com a chegada de novas tecnologias e investimentos para essa transformação.  “Biodiversidade é a nossa vantagem competitiva. Biotecnologia é a chave para desbloquear esse potencial competitivo do Brasil. Para isso, a conservação dos ambientes é um pré-requisito”, alertou.

Conservação

É necessário que as discussões sobre o desenvolvimento sustentável considerem os aspectos da conservação dos ambientes naturais e da biodiversidade, tendo em vista minimizar potenciais impactos para os ecossistemas, como o comprometimento de cadeias produtivas, do agronegócio e da própria sociedade.

A análise foi feita pelo diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Nelson Pereira dos Reis, que também participou do Biofest. Nesta quinta-feira (11/6), deve ser apresentado durante o festival, um estudo em bioenergia conduzido pela Fapesp.

Nelson Pereira dos Reis destacou a vantagem competitiva que o Brasil possui no âmbito da biodiversidade, biotecnologia e bioeconomia.

“O Brasil tem ampla biodiversidade, o que nos permite desenvolver de forma bastante competitiva perante os mercados internacionais. Com essa visão, o Biofest busca promover discussões com especialistas, representantes dos órgãos governamentais, agências de fomento à pesquisa, academia e indústria, para fazermos um marco na discussão do assunto também na Fiesp”, disse Reis.


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Nelson Pereira dos Reis (centro), diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp.Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


BioBrasil

Para acompanhar e estimular o setor, a Fiesp criou um Comitê de Biotecnologia (BioBrasil) em 2012. Eduardo Giacomazzi, coordenador da divisão, afirmou durante o evento desta quarta-feira que o objetivo do Comitê é unir indústria, governo e academia na discussão sobre o assunto, que, segundo ele, faz parte de uma mobilização multissetorial.

“Em relação à biodiversidade, mais do que esse tema ser importante para a indústria ou para a academia, ele é importante para a humanidade, acho que essa é uma contribuição da nossa geração, que agora assume a responsabilidade de como conduzir esse processo a partir dessa mobilização”, comentou Giacomazzi.

Sesi-SP anuncia investimento de R$ 40 milhões em unidade em São José do Rio Preto

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp, de São José do Rio Preto

O presidente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, anunciou, na manhã desta quinta-feira (24/04), um investimento de 40 milhões de reais na nova unidade da instituição na cidade de São José do Rio Preto, a aproximadamente 440 quilômetros da capital. O anúncio foi feito durante a visita ao Centro de Atividades (CAT) Jorge Duprat.

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Paulo Skaf: escola receberá dois mil alunos de ensino fundamental, em tempo integral, e ensino médio. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Na solenidade que reuniu alunos e professores da unidade, o presidente da Fiesp e do Sesi-SP assinou ordem de serviço autorizando o início da obra da nova escola do Sesi-SP na cidade, unidade que será chamada de Yolanda Bassitt, personalidade conhecida na região.

“Essa escola, um investimento de 40 milhões de reais, receberá dois mil alunos de ensino fundamental, em tempo integral, e ensino médio. É uma de obra erguida em uma área de 40 mil metros quadrados”, explicou Paulo Skaf.

A obra da nova escola do Sesi-SP em São José do Rio Preto: área de 40 mil metros quadrados. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A obra da nova escola do Sesi-SP em São José do Rio Preto: área de 40 mil metros quadrados. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Os alunos sabem que estão estudando na melhor escola aqui de São José do Rio Preto. Estou muito orgulhosa do trabalho do Sesi-SP e do Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo] aqui na nossa cidade”, disse a patrona Yolanda, bastante emocionada.

Além da nova escola, Skaf visitou as obras de ampliação do CAT. Com as obras, o complexo educacional ganha um prédio vertical com dois pavimentos e três novas quadras. A nova estrutura adicionará ainda ao CAT dois laboratórios de informática, um laboratório de física, um laboratório de química e biologia, um laboratório de ciência e tecnologia, novo refeitório e cozinha, sala de artes cênicas, sala de música, sala múltiplo uso, sala multidisciplinar e recreio coberto.

Segundo Skaf, a previsão de entrega da obra é de meados de 2015.

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Presidente fez visita às obras da unidade. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Ainda no CAT, o dirigente renovou o convênio do Programa Atleta do Futuro (PAF) com o município de José Bonifácio e formalizou o início da cooperação esportiva com Tabapuã.

De acordo com Skaf, 600 alunos serão atendidos nos dois municípios, em três modalidades: futsal, vôlei e capoeira. “O Programa é uma forma de envolver milhares de jovens que não são alunos do Sesi-SP. Assim ajudamos alunos além dos nossos muros”, disse Skaf.

Ao todo, contando o investimento na nova unidade, na ampliação do CAT e nas reformas na unidade do Senai-SP, o investimento das entidades em São José do Rio Preto é de cerca de 100 milhões de reais.


>> Unidade do Senai-SP em São José do Rio Preto celebra 50 anos

Unidade do Sesi-SP de Bariri recebe R$ 15 milhões em investimentos

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp, de Bariri

Depois de inaugurar uma unidade do Sesi-SP em Igaraçu do Tietê, na manhã desta quinta-feira (06/02), o presidente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, fez uma visita para acompanhar o andamento das obras da nova escola de Bariri, também no interior paulista.

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Unidade do Sesi-SP de Bariri recebe R$ 15 milhões em investimentos. Foto: Ayrton Vignola/FIESP

 

Segundo Skaf, o total de investimento previsto para a unidade é de R$ 15 milhões, ds quais R$ 14 milhões em obras e infraestrutura e R$ 1 milhão em equipamentos e laboratórios. A unidade, que deverá ser inaugurada em julho deste ano, está sendo construída em um terreno de 20 mil metros quadrados.

A projeção para 2014 é de 288 matrículas para o ensino fundamental, período integral, e 96 para o ensino médio na unidade. O total é de 538 alunos somente em 2014.

Em Guarulhos, escola do Senai-SP celebra investimento de R$ 14 milhões

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Guarulhos

É como se uma fosse uma nova escola. Depois de uma grande reforma e da compra de novos equipamentos, em um investimento de R$ 14 milhões, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) celebrou nesta quarta-feira (05/02) uma nova fase da unidade de ensino profissionalizante em Guarulhos.

Skaf em Garulhos: oportunidade para as pessoas por meio do conhecimento e da educação. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Skaf em Garulhos: oportunidade para as pessoas por meio do conhecimento e da educação. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O evento contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São (Fiesp), do Senai-SP e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Paulo Skaf, que destacou os investimentos feitos pelas instituições no município de Guarulhos.

“Renovamos, reestruturamos, revitalizamos toda a escola. Por isso, é como um relançamento. Mas temos outra escola do Senai-SP em construção em Guarulhos que, dentro de um ano, vamos inaugurar”, adiantou. “O Sesi-SP também tem investimento, com um novo prédio que vai acolher todas as escolas antigas, com um moderníssimo campus, com todas as modalidades esportivas, ensino em tempo integral, ensino médio articulado com o Senai-SP. Tudo isso para dar oportunidade para as pessoas por meio do conhecimento e da educação.”

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Investimento no Senai-SP Guarulhos: equipamentos modernos e mão de obra qualificada. Everton Amaro/Fiesp

Skaf  destacou a atuação dos profissionais do Senai-SP. “São pessoas que trabalham não apenas pela remuneração ou pela rotina de trabalho, mas também porque sabem o que estão realizando para o país”, afirmou o presidente, que contou ter sido abordado por um ex-aluno do Senai-SP quando tomava café em uma padaria em Guarulhos.

“Ele veio até mim para dizer que devia a vida dele ao Senai-SP. Foi emocionante. Um depoimento espontâneo de alguém que guarda no coração uma formação que vai além da escolaridade e da formação técnica. O Sesi-SP e o Senai-SP formam cidadãos, formam bons brasileiros.”

O diretor regional do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, falou sobre o orgulho de fazer parte dessas instituições. “Nesse período da história brasileira, em que tanto se discute como melhorar a educação, o Senai-SP e o Sesi-SP têm uma contribuição muito importante a dar. São exemplos a serem seguidos e a escola de Guarulhos é a mostra disso”, declarou.

“Nesta escola, os alunos aprendem a viver e conviver com mais tolerância, realização pessoal e profissional, aprendem o valor da perfeição, da solidariedade, do ideal do trabalho como fonte de riqueza, dignidade e bem-estar. Mas os docentes têm muito mais a ensinar. O aluno que conclui o curso do Senai-SP ganha uma identidade, torna-se um profissional”.

No fim da solenidade, o presidente do Senai-SP recebeu das mãos do aluno Diego Salviano Costa, de 20 anos, um retrato dele feito a lápis. Diego faz parte da turma do Senai-SP de assistente administrativo, criado em parceria com a empresa Bardela, formada exclusivamente por jovens deficientes.

Esporte

Em conversa com os alunos presentes ao evento, o presidente do Senai-SP ouviu elogios e sugestões. Entre os pedidos, eles solicitaram a cobertura da quadra de esportes e o uso livre do espaço. Skaf afirmou que as solicitações serão atendidas – a cobertura da quadra deve ser finalizada em sete meses – , no entanto cobrou mais dedicação ao esporte. “Os alunos podem frequentar o CAT de Guarulhos, que tem piscina e quadras. É fundamental praticar atividade física para a vida de vocês. Tenho certeza que daqui a 20 anos vocês vão se lembrar dessa nossa conversa”, disse.

Skaf também parabenizou a equipe de basquete feminina sub-17 do Sesi-SP, campeã da liga paulista e terceiro lugar no sul-americano, que estavam presentes no evento. Além da equipe sub-17, em 2014, o Sesi-SP de Guarulhos ganhou uma equipe sub-19 de basquete feminino.

Santa Isabel

Ainda na escola de Guarulhos, também foi assinado com a Prefeitura de Santa Isabel um acordo de cooperação para a implementação do Programa Atleta do Futuro. O objetivo é atender 300 crianças em um polo poliesportivo e, até o fim do ano, chegar a cinco polos e um público de 1000 alunos.

O acordo foi assinado pelo vice-prefeito de Santa Isabel, David de Lucena e representantes das empresas parceiras De Tommaso e Plastimobile.

Inaugurada nova escola do Sesi-SP em Mococa; centro de ensino beneficia 1.163 estudantes

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Em cerimônia com a presença de estudantes, familiares e autoridades locais, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Paulo Skaf, inaugurou na manhã desta sexta-feira (01/03) a nova escola do Sesi-SP no município de Mococa (nordeste do Estado).

A unidade de ensino, que recebeu um investimento de R$ 10,2 milhões, foi projetada com 16 salas de aula, duas áreas de convivência cobertas, uma biblioteca escolar com acervo atualizado, dois laboratórios de informática educacional com 37 computadores, um laboratório de ciência e tecnologia, um laboratório de química e biologia, um laboratório de física, três salas de convivência, uma sala de música, uma sala de artes cênicas e quadra poliesportiva coberta.

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Paulo Skaf durante o descerramento da placa de inauguração. Foto: Junior Ruiz.

Estrutura

A estrutura agradou pais e alunos, como a estudante do 1º ano do Ensino Médio, Ana Luiza de Moraes. “Temos professores de alto nível e uma estrutura perfeita, com laboratórios completos”, disse, entusiasmada com a novidade. “Acredito que terei muito mais chance de concorrer em uma faculdade federal, com o ensino de qualidade que estou aprendendo”, completou.

Além dessa estrutura, a nova escola passa a oferecer ensino fundamental em tempo integral, permitindo que os alunos permaneçam nos períodos da manhã e tarde na escola realizando vivências complementares de esporte, arte, cultura e tecnologia, além das refeições diárias compostas de café da manhã, almoço e lanche da tarde.

A unidade também passa a contar com o ensino médio, para alegria de pais como a microempresária Rosilene Maria Guisso, mãe de dois alunos da instituição. Ela considera a organização da escola e a metodologia de ensino quesitos fundamentais para aprendizagem dos alunos. “É um orgulho para nós, pais, ter filhos que estudam ou que estudaram no Sesi”, enfatizou.

Metodologia

O Sesi-SP desenvolve seu próprio material didático, um diferencial da metodologia conhecida como “Sistema Sesi-SP de Ensino” que engloba processos de ensino, aprendizagem e pesquisa. Essa concepção educacional parte da perspectiva de que toda criança ou adolescente é capaz de aprender se lhe forem oferecidas boas situações de aprendizagem.

Na opinião do ex-aluno do Sesi-SP e professor, Tiago de Jesus Pereira, a educação de qualidade oferecida pela instituição foi decisiva para o seu sucesso profissional: “Trabalho com cinema e Literatura, e foi na escola que tive a oportunidade de escrever pequenas textos, dirigir algumas peças. Foi uma época em que tudo estava aflorando na minha vida e os professores me incentivaram muito nesta fase. Sinto que se não tivesse esse estímulo, poderia ter tomado outro rumo”, disse Pereira, que além de educador é coautor do livro Mococa Doces Histórias (Editora USP).

Após a inauguração da escola, o presidente da Fiesp e do Sesi-SP participou na tarde de hoje de uma clinica de natação, ministrada pelo técnico de natação do Sesi-SP e da seleção brasileira de natação feminina, Fernando Vanzella.

Confira outras inaugurações do Sesi-SP em todo o Estado.


Francini lista ações promissoras do governo para estimular indústria em reportagem da Carta Capital

Agência Indusnet Fiesp

A reportagem “Investimento em câmera lenta. Por quê?”, da revista Carta Capital, edição nº  737, de 27/02, traz a análise de grandes empresários, economistas e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, sobre a economia e os empecilhos que limitam o crescimento do país.

Segundo a reportagem, é decisivo destravar o investimento para acelerar a inclusão social e espantar o “dragão da inflação”.

Um dos entrevistados, o diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) do Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, listou cinco ações recentes consideradas promissoras pelos empresários: o corte da taxa Selic, taxa de câmbio (que foi de RS 1,75 para a casa dos R$ 2), desoneração de tributos, maior capacidade de financiamento do BNDES e redução do custo das tarifas elétricas.

Na avaliação de Francini, no entanto, “a crise nos países desenvolvidos joga contra e deprime a demanda mundial por manufaturados”.

Clique aqui e veja reportagem na íntegra.

Governo anuncia R$ 54,2 bilhões de investimentos na infraestrutura do setor portuário

Agência Indusnet Fiesp, com informações do Blog do Planalto

Ao lançar nesta quinta-feira (06/12), no Palácio do Planalto, o Programa de Investimento em Logística: Portos, a presidente Dilma Rousseff anunciou um volume de R$ 54,2 bilhões em investimentos do governo para modernizar a infraestrutura do setor portuário brasileiro.

“Nós queremos inaugurar uma nova era com a modernização da infraestrutura e da gestão portuária. Nós queremos expandir os investimentos baseados numa parceria entre o setor privado e o público, e queremos que isso se dê pelo aumento da movimentação de cargas. (…) O objetivo do programa é ter a maior movimentação de carga possível, com o menor custo possível. O volume de cargas é a nossa orientação”, afirmou Dilma.

Até 2014/2015, serão aplicados R$ 31 bilhões em novos investimentos em arrendamentos e Terminais de Uso Privativo (TUPs). E entre 2016/2017, o aporte é de mais R$ 23,2 bilhões.

O programa estabelece ainda a retomada da capacidade de planejamento portuária, com a reorganização institucional do setor e a integração logística entre modais.
A Secretaria de Portos ficará responsável pela centralização do planejamento portuário, além de portos marítimos, fluviais e lacustres; e o Ministério dos Transportes pelos modais terrestres e hidroviários.

“Os portos brasileiros são responsáveis pelo fluxo de 95% das cargas de exportação do país, o que mostra uma importância muito grande como elo da cadeia logística. (…) Portos que operem de forma mais eficiente e com custos mais baixos e com maior volume de carga contribuirão para tornar as exportações brasileiras ainda mais competitivas. Mais exportação vai resultar em mais produção, mais emprego, mais investimento e mais crescimento. Por isso nós vamos fortalecer o planejamento do setor portuário, porque ele tem de estar integrado aos demais modais”, explicou a presidente da República.

Ainda estão previstos outros R$ 2,6 bilhões para investimentos em acessos hidroviários, rodoviários, ferroviários e em pátios de regularização de tráfego nos 18 principais portos públicos brasileiros, sendo R$ 1 bilhão do Ministério dos Transportes.

O restante será executado principalmente pelos Estados e iniciativa privada. Os portos beneficiados na Região Sudeste são: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Itaguaí e Santos; no Nordeste, Cabedelo, Itaqui, Pecém, Suape, Aratu e Porto Sul/Ilhéus; no Norte, Porto Velho, Santana, Manaus/Itacoatiara, Santarém, Vila do Conde e Belém/Miramar/Outeiro; e no Sul, Porto Alegre Paranaguá/Antonina, São Francisco do Sul, Itajaí/Imbituba e Rio Grande.

Programa de Investimento em Portos from BlogDoPlanalto

David Cameron: ‘Estou aqui para encorajar o investimento do Reino Unido no Brasil’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

(640x440)David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido. Foto: Ayrton Vignola

David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, discursa em encontro com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o 1º vice-presidente da entidade, Benjamin Steinbruch, autoridades britânicas e empresários

“Se você não pode vencê-lo, junte-se a ele”. A citação foi feita pelo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron,  ao se referir ao fato de que, no ano passado, o Brasil se tornou a sexta maior economia do mundo. “Estou aqui para encorajar o investimento do Reino Unido no Brasil”.

Cameron visitou a Federação Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), na manhã desta quinta-feira (27/09), e demonstrou grande entusiasmo com as possibilidades de negociações entre os dois países.

“Acho que há muitas oportunidades para a Inglaterra investir no Brasil”, afirmou destacando alguns dos setores de maior interesse, como o energético, que possui grande potencial de desenvolvimento; infraestrutura, em que acredita ter expertise para acrescentar muito;  indústria da defesa, pois a Inglaterra tem uma das maiores indústrias de defesa do mundo; educação, com parcerias nas universidades e instituições de ensino; além da ciência, tecnologia e em todas as indústrias em que o Reino Unido têm sido tradicionalmente forte.

“Eu também acredito que este é um momento brilhante para o Brasil investir no Reino Unido”, afirmou o líder britânico, enfatizando que seu país possui um governo amigável e aberto a negócios, além de ser e uma das economias mais flexíveis e de fácil investimento. “Estamos entre as dez principais indústrias de manufatura do mundo e os negócios do Brasil serão muito bem-vindos no Reino Unido”, afirmou.

Cameron assinalou outras vantagens do Reino Unido, como o fato de fazer parte da União Europeia e da língua inglesa. Agradeceu à Fiesp pela hospitalidade e se disse honrado com a visita: “Estou muito honrado em estar aqui em São Paulo, em estar aqui no Brasil”, disse, e acrescentou ter certeza de que os Jogos Olímpicos no Brasil, em 2016, serão um grande sucesso.

Ao concluir, o primeiro-ministro do Reino Unido se disse ansioso pelo encontro de amanhã (27/09) com a presidente Dilma Rousseff. “Há muitas discussões a serem feitas de governo para governo. Ambos os países têm interesses em mostrar para o mundo que a nossa economia está caminhando”.

Tocantins busca novos investimentos em São Paulo

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

“Terra de oportunidades e da livre iniciativa”. Foi assim que o secretário da Indústria e Comércio de Tocantins, Paulo Ferreira Massuia, apresentou seu Estado aos empresários paulistas durante o seminário “O Brasil no Tocantins”, realizado nesta quarta-feira (26/09), na sede das Federações das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O Brasil no Tocantins - Paulo Massuia. Foto: Everton Amaro (640x440)

Paulo Massuia, secretário da Indústria e Comércio de Tocantins aponta vantagens de investimento no Estado

Ao expor as vantagens de investimento no Estado, Massuia ressaltou que as empresas que aplicam ali contam com um dos menores encargos tributários do país – estimado em 2% –, linhas de crédito especiais com juros negativos e formação local de mão de obra especializada para os mais variados segmentos do setor produtivo.

“Trata-se de uma região promissora no setor de agronegócio, com uma área disponível de sete milhões de hectares”, destacou o secretário que apontou, ainda, a farta oferta de energia elétrica. “Nos próximos anos, o rio Tocantins abrigará sete usinas hidroelétricas. Destas, quatro já estão em funcionamento. E o Estado consome apenas 6 ou 7% da energia que as usinas produzem”, frisou Massuia.

Também presente no seminário, José Roberto Fernandes, chefe do gabinete da presidência dos conselhos do Sistema da Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto), sublinhou o desenvolvimento local contínuo.

Segundo dados apresentados por ele, entre 2002 e 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado registrou um crescimento acumulado de 52,6%, enquanto a média nacional foi de 27,5%.

“Estamos em busca de novos parceiros, competências e recursos. Por isso, é fundamental que a indústria aproveite este momento de desenvolvimento do Estado e da parceria com o governo do Tocantins”, enfatizou Fernandes.

Investimentos

Nos últimos anos, Tocantins recebeu empreendimentos como a Braxcel (papel e celulose), que deve investir cerca de R$ 4 bilhões no Estado; a Itafós (mineração e produção de super fosfato), com investimento de R$ 500 milhões; e BR Distribuidora (centro de distribuição da Petrobrás), o maior em pátios de ferrovia do país, com aporte previsto de R$ 125 milhões.

Para Marcelo Chammas, diretor do grupo Votorantim – outro empreendimento presente no Estado –, a posição geográfica e os recursos minerais disponíveis ali foram os grandes atrativos para implantação da fábrica na cidade de Xambioá (região norte), cujo investimento foi de R$ 300 milhões. Em funcionamento há pouco mais de três anos, a unidade fabril é responsável pela fabricação de um milhão de palais de cimento por ano.

“Consideramos a experiência no Estado extremamente positiva. A fábrica trouxe o retorno dos investimentos que nós realizamos. Retorno este sólido e não oportunistas. Além disso, à medida que a indústria cresce e se consolida, percebemos que o mesmo acontece com o entorno. Essa posição geográfica e mais o sistema logístico nos dá segurança de que vale a pena estudar com muita profundidade um novo investimento”, concluiu Chammas.

Paulo Skaf anuncia investimentos de R$ 90 milhões em educação na Baixada Santista

Rosângela Gallardo e Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP), Paulo Skaf, anunciou nesta sexta-feira (21/09), em solenidade na prefeitura de Santos, investimentos na educação básica e profissional do município na ordem de R$ 90 milhões.

O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, oficializou a doação do terreno no bairro Jardim Santa Maria, onde já funciona o Centro de Atividades (CAT) da unidade Paulo de Castro Correia do Sesi-SP.

Após a assinatura da cessão, Paulo Skaf afirmou que o terreno do CAT do Sesi, de 40 mil metros quadrados, terá um novo prédio escolar que vai atender os mil alunos do antigo prédio e mais 500 alunos do Centro Educacional do Sesi, do bairro Jardim Radio Clube. O investimento totaliza R$ 40 milhões e contempla também a infraestrutura de esportes da unidade.

“Estou contente de voltar a Santos após quatro meses e anunciar novos investimentos na área de educação”, afirmou Skaf, que na ocasião passada anunciara aportes em cursos técnicos para atender o setor portuário e retroportuário.

Assinatura escritura doação terreno escola Sesi-SP em Santos. Paulo Skaf e João Paulo Tavares Papa. Foto: Junior Ruiz

Skaf (à esq.) e Tavares Papa assinam escritura de doação de terreno para escola Sesi-SP em Santos


Paulo Skaf anunciou outros R$ 50 milhões para a modernização da Escola Senai Antonio de Souza Noschese, e a criação da faculdade de tecnologia e instrumentação industrial na unidade. O curso tem início previsto para março de 2013.

“Santos merece esses investimentos não só por ser uma referência paulista, mas uma referência nacional, em função da importância de seu porto, um dos maiores do país”, completou o presidente da Fiesp e do Senai-SP.

Papel social

O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, considerou o acontecimento como um “dia histórico” para a Baixada Santista, já que Fiesp e administração municipal santista consolidaram a promessa de doação do terreno feita ainda na década de 1980.

“O Sesi-SP e o Senai-SP são entidades que, cumprindo seu papel social, atendem milhares de pessoas na educação básica e profissional, e isso resulta para as pessoas ingresso profissional e o sustento de suas famílias”, considerou Tavares Papa.

Walter Vicioni, superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, disse que os investimentos em educação na gestão de Paulo Skaf vão além das obras. “Eles proporcionam o crescimento das pessoas, focados na qualidade e na atenção que o ser humano merece, com ensino integral, alimentação balanceada e professores motivados, além de prática de esportes e atividades culturais”, ressaltou Vicioni.

Assinatura escritura doação terreno Sesi-SP em Santos. Foto: Junior Ruiz

Da esquerda para a direita: Walter Vicioni, Paulo Skaf e João Paulo Tavares Papa

Reconhecimento

Após a solenidade na prefeitura de Santos, Paulo Skaf foi cumprimentado por Margarida Regina Menezes, mãe de quatro filhos que estudaram no Sesi – dois deles também passaram pelo Senai do município. Ela contou que dois deles se profissionalizaram no Senai de Santos e em São Paulo após concluírem o ensino regular no Sesi.

“Agradeço ao Paulo Skaf pela atenção nas escolas do Sesi e do Senai, pois meu filho mais novo hoje é engenheiro graças à educação de qualidade oferecida à sociedade”, disse Margarida, emocionada.

Pré-sal

Terminados os compromissos na prefeitura, Skaf visitou o canteiro de obras da Petrobras em Santos, no bairro Valongo, local que vai abrigar a primeira unidade administrativa fora do Rio de Janeiro. Serão três edifícios que irão abrigar 6.600 funcionários da estatal no gerenciamento da Bacia de Santos, que irá explorar o petróleo na área do Pré-sal.

Baixar juros não basta para elevar investimento da indústria, diz economista da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

André Rebelo, assessor para assuntos estratégicos da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

André Rebelo, assessor para assuntos estratégicos da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

Reduzir a taxa básica de juros Selic não é suficiente, por si só, para alavancar o investimento no setor produtivo do país. A avaliação é do economista André Rebelo, assessor para assuntos estratégicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Rebelo participou nesta terça-feira (18/09) do 9º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), evento coordenado em parceria com a Fiesp, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“A indústria não está investindo porque ninguém aumenta a exposição em um negócio que dá retorno negativo”, afirmou Rebelo, citando a taxa de câmbio e o custo Brasil como principais entraves para o crescimento da atividade industrial no país. “Não adianta baixar a taxa de juros achando que vai aumentar [a atividade] porque não vai. O dinheiro da indústria é em função também da rentabilidade. E a realidade esperada não está indo bem em nenhum setor”, concluiu.

Segundo o economista, o Brasil experimentou, desde 2004, a valorização contínua do câmbio por oito anos consecutivos. “Esse ano deu um certo refresco”, referindo-se à elevação do valor do dólar, no segundo trimestre de 2012, para patamares ao redor de R$ 2.

Na avaliação de Rebelo, as reduções da taxa básica de juros Selic anunciadas pelo Comitê de Politica Monetária (Copom) do Banco Central – a taxa caiu para 7,5%, menor patamar da história – devem proporcionar uma desvalorização cambial. “Mas o câmbio muito acima de R$ 2 vai ser difícil de produzir”, avalia Rebelo.

Segundo cálculos da Fiesp, a indústria brasileira corresponde a pouco mais de 15% do PIB e é responsável pelo recolhimento de mais de 37% dos impostos cobrados no país. “A carga tributária em cima da indústria é muito grande. Na discussão de energia, por exemplo, os agentes do setor elétrico disseram que o problema do Brasil é a carga tributária que é muito elevada”, afirmou ele.

Energia

André Rebelo classifica a redução da tarifa de energia elétrica – em 16,2%, para residências e comércio, e entre 19,7% e 28%, para a indústria – como “passo importante” dado pelo governo, mas ressalvou que alguns detalhes ainda “estão em aberto.”

“A Fiesp defendia redução da energia para todo mundo, não só para indústria porque essa redução de energia vai devolver para o bolso dos consumidores algo na ordem de R$ 10 bilhões/ano”, afirmou Rebelo, acrescentando que a entidade está preparando estimativas. “A hora que colocar esse valor na mão da baixa renda, isso tem um efeito muito forte no consumo e vai dinamizar os setores”, concluiu.