No Senado, Fiesp defende criação de autoridade nacional de proteção de dados na internet

Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp foi ao Senado Federal nesta terça-feira (17 de abril) defender a criação de um marco regulatório de proteção de dados pessoais. O diretor do Departamento de Defesa e Segurança da Fiesp, Rony Vainzof, participou da bancada de especialistas da sessão temática para a votação do PLS 330/2013, que cria um marco regulatório para o tema. Para Vainzof, caso essa legislação nasça sem uma autoridade do setor, ela será manca e provavelmente sem eficácia.

Ele afirmou ainda que uma lei que estabeleça sanções administrativas sem identificar quem vai aplicá-las pode ser um convite para imposição de multas injustas. “A ausência de uma autoridade também impedirá o Brasil de se adequar às normas de outros países”, completou.

Na tribuna do Senado, o diretor do Departamento de Defesa e Segurança da Fiesp, Rony Vainzof. Foto: Pedro França/Agência Senado

Especialistas defendem a educação digital para blindar crianças e adolescentes contra os riscos da internet

Roseli Lopes, Agência Indusnet da Fiesp

Pesquisa da MMA Mobile Report Brasil elaborada no ano passado concluiu que os brasileiros passam em média quatro horas por dia na internet. Seja para navegar, ler notícias, acessar e-mails ou conversar. Num mundo em que essa conexão começa cada vez mais cedo, falar de educação digital nunca foi tão atual para o uso seguro e responsável das redes de comunicação. O tema ganhou mais relevância dentro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com o 1º Congresso de Educação e Cidadania Digital promovido pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp e realizado em sua sede, nesta terça-feira (19 de setembro).

“Fomentar o debate sobre educação digital, sobre a forma como interagimos nas redes, como nos relacionamos, levando para o ambiente online as mesmas cautelas e precauções da vida offline é fundamental para que possamos enfrentar a vulnerabilidade contida nas redes”, diz Ricardo Lerner, vice-presidente e diretor titular do Deseg. Para Lerner, os riscos presentes nesse meio de comunicação podem ter um impacto negativo sobre as gerações mais novas”.

Nessa linha, a educação é defendida como o meio mais eficaz para proteger os usuários da internet e redes sociais e ao mesmo tempo ajudar crianças e adolescentes a fazer o bom uso dessa ferramenta de comunicação presente no nosso dia a dia”, na avaliação de Alessandra Borelli, advogada, diretora e coordenadora do Núcleo de Educação Digital do Deseg.

Diretor de Educação do Sesi-SP, rede com 160 unidades espalhadas pelo estado atendendo o ensino fundamental, médio e uma unidade de educação infantil, Fernando Carvalho de Souza falou da convicção do Sesi a respeito da importância de se conscientizar alunos e principalmente a comunidade educacional sobre a necessidade do uso ético, seguro e responsável das tecnologias da informação. Falou sobre os programas de capacitação de sua equipe pedagógica com foco na educação do uso saudável da internet.

No Senai-SP, a questão da segurança cibernética é voltada para ajudar empresas, com base no estudo de que a maioria dos ataques se dá por problemas com pessoas e não dos sistemas. “Temos 13 módulos de educação a distância com temas variados e preparamos o 14º módulo com foco na Educação e Cidadania Digital, conta Ricardo Terra, diretor técnico do Senai-SP.

Na fiesp, especialistas apontam os riscos que ouso abusivo da internet pela geração mais nova traz à saúde física e emocional. Foto; Ayrton Vvignola/Fiesp

Uso abusivo

Martha Gabriel, professora e consultora de Marketing, Inovação & Educação, falou sobre as mudanças na forma de se viver após as novas tecnologias. Chamou a atenção para as alterações na vida de todos com a tecnologia das redes. “A tecnologia digital não é apenas um instrumento facilitador de nossa vida no dia a dia. Ela mudou nosso modo de pensar e, principalmente, nossa maneira de agir”, diz.

Um dos problemas, e ao mesmo tempo desafio, apontados pela educadora diz respeito ao impacto não apenas na vida dos internautas, mas na educação como um todo, da explosão de conteúdo veiculado na internet, que gera um problema de validação da informação. “Está cada vez mais difícil validar as informações veiculadas, segundo a professora. Outro ponto para o qual Martha chamou atenção é a mudança no ritmo biológico de adolescentes que usam muito a internet.

Nessa mesma linha, “estudo recente, de 2015, comprovou que pessoas que ficam muito tempo online aceleram o ritmo biológico. Mas talvez a principal preocupação em relação à internet diz respeito ao uso abusivo por adolescentes e ao crescente número de crianças conectadas. Na avaliação do Dr. Cristiano Nabuco, psicólogo e coordenador do Núcleo de Dependências Tecnológicas do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Hospital das Clínicas, a dependência digital se tornou hoje um problema de saúde pública. Há 30 anos Nabuco trabalha com saúde mental e nos últimos 15 tem se dedicado a pesquisar indivíduos que se valem da tecnologia de forma abusiva. “As pessoas perderam totalmente o bom senso de como usar as redes, especialmente por meio do smartphone”, diz.

Para o especialista, hoje, o que preocupa é a chamada geração digital, nascida a partir de 1995, criada sob a exposição a algum tipo de mídia digital. Essa geração diz ele, pode ter surfado na internet sem nenhum propósito 10 mil horas até os 18 anos de idade e 20 mil horas apenas com jogos de viodeogame. “É muita vida não vivida, fazendo com que os impactos comecem a aparecer de forma extremamente preocupante”, diz o psicólogo. Tudo isso, continua, tem criado um deslumbramento, uma sedução imensa e aquilo que tinha a perspectiva de ser bom de informação começa a se tornar um problema.

Essa preocupação em estar conectadas, estar passando coisas boas, começa a criar problemas de dependência, conta Nabuco. “Há casos de adolescentes atendidos por nós que chegam a ficar 45 horas conectados”, por mais absurdo que isso possa parecer, relata o médico. É como se esses jovens começassem a trocar a vida real pela vida da internet, diz ele.

Unicef

Essa “troca” está na mira do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), responsável por garantir os direitos de crianças e adolescentes. Adriana Alvarenga, chefe do escritório do Unicef em São Paulo, destacou que as mídias digitais se transformaram em um campo de interações, experiências e conhecimentos que podem contribuir muito com as crianças e  adolescentes para que ampliem seu universo de relações, suas fontes de conhecimento e formas de expressão. Usadas de forma errada, no entanto, expõem o adolescente a um ambiente nocivo.

Um estudo de 2015 realizado com crianças de 9 a 17 anos mostrou que quase 80% das crianças e adolescentes são usuários de internet. Isso representa 23,4 milhões de meninas e meninos. Adriana fala da preocupação em relação aos pais que acham normal crianças cada vez mais novas, ainda bebês, já brincando com tablets e smarthphones, quando os estímulos necessários nessa fase da vida para seu desenvolvimento pleno estão bem distantes desses aparelhos.

O desenvolvimento é o ponto central da avaliação de Evelyn Eisenstein, médica pediatra e coordenadora da Rede Esse Mundo Digital. Ela é crítica feroz do uso abusivo da internet pelos adolescentes e pior, de forma errada. “Não é só viver o mundo acelerado não, não é só passar imagem. Crescimento de criança e adolescente leva 20 anos. A internet pode ser uma arma digital. A gente tem hoje uma arma poderosa na mão de uma criança que não sabe o que está fazendo. Estamos vivendo em um mundo violento, não podemos querer educar os filhos usando a tecnologia com a desculpa da aparência e da imagem tecnológica. É preciso pensar o que queremos para nossos filhos e netos, qual o sentido da vida. É sobre isso que devemos refletir”, fala.

Segundo a médica, há pesquisas com evidências científicas mostrando que crianças que passam mais tempo em frente à tela da televisão são hiperativas. Diz que a saúde digital das crianças está sendo esquecida. que as crianças e adolescentes estão acessando a violência na internet e isso está causando medo, ansiedade. “O principal problema que estamos vendo são crianças com transtorno de sono por causa de jogos violentos na internet. Além disso, desenvolvem problemas de crescimento, de audição, de falta de apetite e problemas de postura, lesão de esforço repetitivo entre outros.

Pornografia infantil

A médica também citou a pornografia online com um fator de enorme preocupação, lembrando que a pornografia infantil no Brasil é atualmente o crime online mais frequente. E de que não há por que ter dúvidas de que se está diante de um problema de saúde pública. “Não basta dar oportunidade à criança de acesso à internet, é preciso fazer o alerta, falar sobre os riscos da tecnologia. Temos de falar sobre isso e proteger por meio da educação.

Outro perigo embutido nas redes foi lembrado por Fabiana Vasconcelos, psicoterapeuta e representante do Instituto Dimicuida. Ressaltou as brincadeiras disseminadas entre jovens na internet,  como o jogo de asfixia, o desafio do desmaio, o jogo do enforcamento ou a ingestão de canela em pó. “Crianças de 9 a 17 anos todos dentro desse  quadro perderam a vida para essas práticas”, disse. Esse é um dado estatístico dos EUA entre jovens do mundo inteiro. A pesquisa detectou mais de 1.300 crianças e jovens que perderam a vida no mundo inteiro com essas práticas.

Fiesp debate gestão de tráfego de dados no Brasil

Agência Indusnet Fiesp

Para debater perspectivas sobre a gestão de tráfego de dados no Brasil, o Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra) realizou um workshop com especialistas na última terça-feira (29 de agosto) na capital paulista.

O diretor de Telecomunicações do Deinfra, Milton Kashiwakura, falou sobre os avanços da mudança do perfil de tráfego no país a partir de 2013, a importância dos acordos de tráfego entre os sistemas autônomos de internet locais e as tendências de distribuição de conteúdo na rede.

Além disso, Kashiwakura explicou que por conta da grande concentração de pessoas nas grandes cidades, 70% dos serviços de internet disponíveis nessas regiões são utilizados pelos usuários finais.

Também participaram do evento o coordenador de Programas de Infraestrutura de Banda Larga do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcelo Romão, o engenheiro da Cisco Brasil, Emerson Moura, o gerente da divisão de Marketing e Pré-Vendas da Telefônica-Vivo, Fernando Duschitz e o executivo de Marketing Vertical da Equinix, Felipe Brites.

Workshop na Fiesp sobre gestão de tráfego de dados. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

‘A internet é um espelho que reflete a sociedade’, diz presidente do Nic.Br em abertura do II Congresso Internacional de Segurança Cibernética da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

É preciso estar alerta. E tentar melhorar o que não está bom. Nesse sentido, pensando nos rumos da internet daqui por diante, foi realizado, nesta segunda-feira (28/11), na sede da Fiesp, em São Paulo, o II Congresso Internacional de Segurança Cibernética. Participaram da abertura do evento o vice-presidente e diretor do Departamento de Segurança da Fiesp (Deseg), Ricardo Lerner, e o secretário da Educação do estado de São Paulo, José Renato Nalini, entre outros convidados.

“O avanço da tecnologia tem mudado com grande velocidade a forma como interagimos e avançamos em nossas relações”, afirmou Lerner. “Temos que saber como lidar com as vulnerabilidades que acompanham esse processo”.

Segundo ele, o crime se organiza com muito mais agilidade, o que “tem que acabar”.

“Não há escolhas, já estamos imersos na vida digital”, afirmou o secretário da Educação do estado de São Paulo, José Renato Nalini.   “O desenvolvimento das novas gerações passa pela lógica digital”.

Para Nalini, a educação é um direito de todos e um dever do estado, da sociedade e das famílias.

Lerner na abertura do congresso: o crime se organiza com mais agilidade. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.Br), Demi Getschko, lembrou a importância de os eventos na área terem uma continuidade, o que a Fiesp faz. “A internet é um espelho que reflete a sociedade”, disse. “Se você olha para o espelho e não gosta do que está vendo, a solução não é quebrar o espelho, mas tentar melhorar o que não está bom”.

Para Getschko, a internet “muda radicalmente tudo”. “Mudou a forma de atuação do comércio”, disse. “Se estamos nesse barco, temos que protege-lo para que ele não afunde”.

Solução de conflitos

Secretário nacional do Consumidor, Armando Luiz Rovai destacou o uso da internet para o desenvolvimento de mecanismos alternativos de soluções de conflitos. “Temos no Brasil hoje 120 milhões de processos no âmbito do direito do consumidor”, afirmou. “Por isso é tão importante oferecer serviços como o site Consumidor.gov (www.consumidor.gov.br), que promove a automediação entre clientes e empresas”.

De acordo com Rovai, o comércio eletrônico cresce 17% ao ano no país, de modo que não pode ser ignorado no que se refere à oferta de serviços de suporte ao consumidor na rede.

General e comandante de Defesa Cibernética, Ângelo Kawakami Okamura lembrou que a segurança cibernética é uma “preocupação mundial”. “O que nós conhecemos da internet é apenas a ponta do iceberg”, destacou.

A tecnologia que ajuda as polícias a combater o crime em debate no II Congresso Internacional de Direito Digital na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O compliance e o combate à corrupção estiveram no centro dos debates do segundo painel do II Congresso Internacional de Direito Digital, realizado na sede da Fiesp, nesta terça-feira (27/9), e seguindo até amanhã, quarta (28/9).

Delegado Federal e Professor da Escola Nacional de Polícia Judiciária, Edson Garutti, destacou que o padrão digital está sendo implantado aos poucos na investigação criminal no Brasil. E nem sempre do modo mais eficiente. “Por baixo, temos que ter 12 senhas parar abrir o computador e trabalhar num inquérito”, disse. “Sendo que algumas são alteradas a cada 30 dias”.

Outros sistemas, como o cartorário, já são, segundo Garutti, eletrônicos. “Mesmo que o inquérito policial seja em papel”.

Há outros pontos que, para o delegado, precisam ser aprimorados. “O servidor da Polícia Federal de São Paulo não comporta a quantidade de dados que temos ali”, explicou.

E isso num contexto em que o auxílio que o meio digital traz para as investigações criminais é tão importante. “Assim mapeamos manchas criminais, tendências e padrões”.

Sobre compliance, que na verdade é seguir normas legais e regulamentares para evitar desvios e fraudes, a prática ajuda na intermediação da governança corporativa com o poder público. “A experiência das instituições financeiras em anos de compliance auxilia na interação com o poder público”.

Delegada de Polícia Civil em São Paulo, Fernanda Herbela citou o exemplo de uma funcionária do setor de compliance de uma empresa que foi demitida ao apontar uma falha aos gestores. “Precisamos pensar em formas de proteger e valorizar quem trabalha na área”, afirmou.

Em relação à tecnologia que ajuda a desvendar crimes, Fernanda destacou que a Polícia Civil de São Paulo está em fase adiantada de implementação do inquérito eletrônico. “Será um grande ganho para todo o sistema de justiça criminal”, disse.

E isso para não falar no aumento da segurança jurídica. “Uma vez feito no sistema digital, o inquérito não pode ser mais alterado, não dá para abrir o processo e arrancar uma folha”, explicou.

O painel sobre compliance e corrupção: pontos a avançar em matéria de polícia e tecnologia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Diante de tantas possibilidades, o desafio é justamente saber o que priorizar. “Há um excesso de informação”, disse. “Na investigação do atentado na Maratona de Boston, em 2013, foram enviados mais de 100 mil vídeos para a polícia. Mas quem consegue analisar 100 mil vídeos?”.

Contra meninas e mulheres

E por falar em prioridades, a promotora de Justiça em São Paulo Valéria Scarance aproveitou a sua participação no congresso para destacar o fato de que a internet “virou arma letal contra meninas e mulheres”.

“Temos pesquisas que mostram que 80% das mulheres temem o estupro, que há um estupro a cada 12 segundos no Brasil e que 30% dos brasileiros acham que a mulher é culpada pelo estupro”, disse.

Um cenário em que a internet virou um instrumento a serviço desse tipo de crime. “Estamos falando de práticas como a divulgação de fotos sensuais por adolescentes, por exemplo”, disse. “São imagens repassadas, repassadas e repassadas. Há jovens que nunca superam esses traumas”.

Segundo Valéria, outra prática muito comum é o chamado revenge porn ou “pornografia da vingança”. “É quando os homens postam fotos reais ou montadas da intimidade de suas parceiras depois do rompimento da relação”, contou. “As mulheres são julgadas porque fizeram as fotos e vivem um verdadeiro ‘feminicídio virtual’. É uma morte em vida”, afirmou. “O meu dia a dia é lidar com famílias devassadas por esse tipo de coisa, a gente tem que mudar essa realidade”.

A promotora informou ainda que os homens divulgam essas fotos principalmente nas empresas, com ameaças feitas no ambiente de trabalho. “Em 49% das publicações, junto com a foto aparecem informações de trabalho das mulheres, em 59% o endereço completo da empresa, em 26% o e-mail e em 14% o endereço do trabalho”, disse. E isso não é tudo: “39% das vítimas tiveram a sua carreira completamente prejudicada e 51% delas agora pensam em suicídio”.

Sim, ainda pode ficar pior: “38% dessas mulheres foram assediadas na rua ou no trabalho. As pessoas repassam as imagens das conhecidas”, disse Valéria. “Em vez de avisar as colegas, repassam as fotos”.

Como podemos mudar essa realidade? “Primeiro, não julgando essas mulheres. Precisamos informar e sensibilizar as pessoas com campanhas educativas e informativas”.

 

 

‘A cidade inteligente é feita de processos interligados’, diz diretora do Ministério da Ciência na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Que venha a inclusão digital e o maior uso da tecnologia nas cidades brasileiras. Os dois temas estiveram no centro das discussões do Workshop Infraestrutura Telecomunicações Cidades Inteligentes, realizado na manhã desta terça-feira (20/09), na Fiesp.

Diretora do Departamento de Infraestrutura para Inclusão Digital do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), Eloá Jane Fernandes Mateus explicou como funciona o programa Cidades Digitais, do Governo Federal.

A iniciativa é baseada em três pontos: implantação de infraestrutura de redes de fibra ótica nos municípios, formação na área para agentes municipais e para a população e oferta de aplicativos em áreas como saúde e gestão. “Queremos dar base para que as cidades se tornem digitais”, explicou.

A região Nordeste será a mais contemplada com as ações do projeto, que terá abrangência nacional e está em fase de implantação.

Agora, segundo Eloá, o foco está no estímulo às cidades inteligentes. “A cidade inteligente é a evolução da cidade digital, no sentido de agregar serviços à população”, disse.

Assim, conforme o Decreto 8776, de 11 de maio de 2016, foi lançado o programa Brasil Inteligente, com uma série de ações voltadas para as áreas de comunicações e tecnologia. “Para o exercício de 2016, 172 municípios concretizaram suas propostas para participar do programa”, afirmou. “A cidade inteligente é feita de processos interligados”.

CCO da Tacira, empresa que ajuda as cidades a se tornarem inteligentes, Kátia Galvane explicou que o grupo oferece projetos integrados na área. “É preciso ter critérios técnicos bem definidos, pensar nas melhores práticas para a troca de informações”, disse. “Por isso temos tanto foco em áreas como educação e saúde nos municípios”.

No que se refere à saúde, Kátia destacou a importância de ter sistemas eficientes de identificação de usuários antes mesmo de pensar em serviços como os prontuários e sistemas de agendamento eletrônico. “Mas o conceito de inteligência é amplo e muito focado também em educação e segurança nas cidades”.

O workshop sobre cidades inteligentes: tecnologia que traz mais qualidade de vida. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

A empresa tem projetos na área em municípios como Águas de São Pedro, Itatiba e Limeira, no interior paulista.

Cada vez mais

Diretor de IoT da Ericsson do Brasil, Alberto Rodrigues explicou que a criação de cidades inteligentes é, cada vez mais, uma demanda dos cidadãos. “Nos próximos 15 anos, teremos 26 bilhões de coisas conectadas”, disse.

E mais: “70% da população mundial viverá em cidades em 2050, 76% desses moradores querem sensores em locais públicos para rastrear e evitar tráfego, 70% querem comparar a utilização de energia com seus vizinhos”, explicou Rodrigues. “Cidades inteligentes são aquelas com uma qualidade de vida superior, obtida de modo sustentável por meio do uso inteligente da tecnologia”.

De acordo com Rodrigues, os pilares dessas cidades são resiliência, sustentabilidade, eficiência, competitividade e segurança. “Em um país com 10 milhões de habitantes, para cada minuto economizado no tempo de salvamento de alguém pelos serviços de resgate, a economia pode chegar a 70 milhões de euros por ano em custos com atendimento e hospital”, disse. “Essa economia de tempo no resgate pode ser feita com o suporte da tecnologia, facilitando o acesso a quem precisa de ajuda, por exemplo”.

Prontuário eletrônico

E por falar em ajuda, o gerente executivo da Prodesp, que é a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo, João Gilberto Pinheiro, destacou o trabalho de Inteligência feito nos hospitais públicos do estado.

Com o Projeto S4SP – Saúde para São Paulo, em parceria com a Fundação Zerbini. “Fizemos uma parceria em que a Fundação Zerbini e a Prodesp trabalharam juntas para a implantação de um novo sistema de gestão nos hospitais do estado”, disse Pinheiro. “Agora agora temos o registro eletrônico de saúde, prontuários eletrônicos e assim por diante”, disse. “Fazemos controle de materiais e medicamentos e integramos o sistema com outros de gestão na área de saúde”.

Segundo Pinheiro, a meta é ter 48 unidades interligadas ao sistema em 2018. “Já registramos 1,2 milhão de consultas ambulatoriais, 2,7 milhões de pronto atendimentos e 5,9 milhões de pacientes cadastrados”, disse. “Os gestores têm acesso a tudo por meio de um aplicativo”.

Representante da área de desenvolvimento de Negócios para a América Latina da Cisco System, Renato da Silveira Pazotto lembrou que a tecnologia da Informação tem impacto no desenvolvimento das cidades, que já entram num círculo virtuoso de transformação em centros de desenvolvimento. “Para isso é preciso investir em processos, ter visão de longo prazo”, afirmou. “Ter plataformas de serviços disponíveis para os cidadãos”.

Ainda na seara de benefícios, o diretor do SindiTelebrasil, Francisco Carlos, lembrou que na Europa já existem 328 cidades consideradas inteligentes. E que, para que um município chegue a se esse patamar, é preciso primeiro ter presença digital, depois sistemas eletrônicos de gestão do governo, cidadãos que de fato tenham acesso a serviços digitais e infraestrutura de cidade inteligente.

No Brasil, segundo Carlos, os investimentos nos próximos dez anos na consolidação das cidades inteligentes estão estimados em R$ 1,3 bilhão no cenário atual e em R$ 4,3 bilhões num cenário “com redução de barreiras”. “Temos uma carga tributária alta que impacta a conectividade e vivemos um cenário macroeconômico pouco favorável”, disse. “Hoje há 100 milhões de objetos conectados no Brasil. Removendo barreiras, chegaremos a 200 milhões em 2025”.

Anatel defende OTTs e propõe desregulamentação nas operadoras

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou, nesta quinta-feira (24/3), que não consegue imaginar uma regulamentação para as OTTs (Over-The-Top) – promovedoras de conteúdo digital e aplicativos, como Netflix e Whatsapp, por exemplo. “Não há uma fundamentação técnica para isso. Faz mais sentido promover uma desregulamentação das operadoras, sem haver um retrocesso adquirido pelo consumidor”, disse Carlos Baigorri, superintendente de competição da Anatel. A declaração foi dada durante o workshop “O novo comportamento dos usuários frente aos serviços inovadores da internet”, do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra).

As OTTs tornaram-se essenciais, conquistando diariamente milhares de usuários e exigindo acessos de banda larga com velocidade cada vez maior, gerando, assim, um aumento significativo de tráfego de dados na rede. Diante disso, as operadoras de telecomunicações têm questionado a competição desigual das provedoras de aplicativos. Segundo Baigorri, há pedidos por parte das operadoras de criar um ambiente justo, já que há competição nele.

O superintendente explicou que quando as OTTs surgem, a tecnologia por trás delas elimina as barreiras de entrada no setor e acaba com a justificativa para a regulamentação. Ele destacou que a inovação delas não vem do processo produtivo, mas dos modelos de negócios. “O Uber não inventou o carro e nem o motorista, inventou um novo modelo de negócios. Precisamos estar atentos para garantir a conquistas dos consumidores e entender que tem indústria por trás, onde todos estão atuando com foco no resultado econômico”, falou.

Presente no evento, Gilberto Sotto Mayor, diretor de regulação da NET Serviços de Comunicação, defendeu normas para ambos os lados. “Serviços similares têm que ter regras similares”, disse. O diretor deu um panorama da atuação da Claro e Net no Brasil e alertou sobre a pouca atividade que as OTTs têm no país. “Não tenho nada contra, mas eles não investem, não empregam. Nós pagamos R$ 12 bilhões de impostos, em 2015. Geramos mais de 45 mil empregos diretos e 82 mil indiretos”, destacou.

Sotto explicou também que as teles investem bilhões na construção da rede de banda larga no país, ao contrário das provedoras. “As OTTs trafegam em cima dessa rede que construímos. Por um lado é bom porque faz o setor girar, por outro lado é ruim, pois se essa rede entupir e arrebentar, quem paga a conta?”, questionou. Na visão dele, para o setor avançar é preciso desregulamentar o setor de telecomunicações, analisar essas assimetrias dentro da estrutura regulatória da Anatel PGMC (Plano Geral de Competição) incluindo serviços OTT na análise competitiva e mudar a estrutura legal e regulatória para que os mesmos serviços (teles e OTTs) tenham as mesmas regras e a mesma carga tributária. “Todo o peso regulatório recai sobre as prestadoras de telecom, que são hoje sobrerreguladas”, completou.

João Moura, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), também participou do encontro e também defende a desregulamentação das operadoras. “Entendo que a solução para este cenário não é regulamentar ou impor impostos as OTTs, mas sim diminuir a regulamentação e as taxas sobre os serviços de telecom, atraindo o consumidor a voltar a utilizá-los.” O mercado, disse, vai se ajustar de acordo com a preferência do cliente.

Moura também acredita que é preciso haver união entre operadoras e provedoras. “As teles não podem discriminar nem escolher que serviços podem usar sua rede, portanto precisam conviver harmonicamente com seus hóspedes”, disse. Segundo ele a gratuidade também é um fator perturbador. “Quando o serviço não é cobrado do usuário, toda a percepção de valor dele se altera, inclusive de qualidade. Se fizermos uma ligação e não completar, reclamaremos, mas se a mensagem no Whatsapp não chegar, a tendência é sermos condescendentes e compreensivos com aquele elemento”, explicou.

Mesa do workshop “O novo comportamento dos usuários frente aos serviços inovadores da internet”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Como fazer sua empresa crescer usando as redes sociais

Patricia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“É importante que sua empresa esteja na internet?”, questionou Ariadne Mecate, especialista do Sebrae-SP, durante o seminário “Como fazer sua empresa crescer usando as redes sociais”, promovido pelo Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quinta-feira (16/7).

“Se 107,8 milhões de brasileiros estão na internet, significa que entre metade da população brasileira, pode estar o seu cliente em potencial. Imagina se melhorarmos nossa estrutura?”, afirmou Ariadne.

De acordo com a especialista, 90% dos consumidores confiam em informações que estão na internet, 67% gastam mais quando têm recomendações e 83% dos usuários têm interesse em compartilhar informações, principalmente quando a experiência é boa. “Os clientes são influenciadores e o maior benefício das redes sociais é fazer relacionamento. Então, não percam tempo´.”

Mariana Moreira Matias, especialista em mídia social do Facebook, abordou como fazer uma empresa crescer usando o Facebook. “Nossa missão é tornar as pessoas mais abertas e conectadas. Criar uma página para uma empresa, significa mostrar sua vitrine de negócios para um público-alvo correto”, enfatizou.

“Quando mais informações da sua empresa, mais próximo fica do cliente. Afinal o Facebook possui 94 milhões usuários brasileiros, sendo 80% deles conectados a uma pequena empresa”.

 

Cliente valorizado

Ruy Barros, especialista do Sebrae-SP, apresentou o Modelo de Excelência de Gestão (MEG) como ferramenta para a gestão eficaz de uma empresa. “Se não sei quem é o cliente, como vou vender pra ele? É fundamental identificar as necessidades do cliente, estabelecer critérios para executar uma ação com excelência. Essas são algumas das ações que o MEG propõe aos micro e pequenos empresários.”

Um dos usuários do programa MEG, Matheus Haddad, fundador da Webgoal, empresa participante do Prêmio MPE Brasil (Case Webgoal Aplicações e Soluções), dividiu com os participantes o seu modelo de negócios. “É importante entender que gestão vai muito além e por isso não deve ficar apenas nas mãos de poucos. É imprescindível dividir tudo com a equipe.”

Segundo Haddad, é preciso ouvir o cliente para construir melhor o produto. Para isso a Webgoal visita com frequência os clientes para ter feedbacks que possam instrumentalizar a empresa nas mudanças dos processos. “Nesse sentido, o Sebrae nos deu um ótimo direcionamento e, por isso, conseguimos construir uma empresa de software diferente. Não temos cargos, nossas funções e salários são compartilhados, decisões são coletivas, processos são criados por todos. Este é nosso orgulho!”, disse.

Hannover Messe: o Senai-SP e a indústria 4.0

Isabela Barros

Bem vindos à era da indústria 4.0. Ao tempo em que as ferramentas digitais integram todas as etapas da produção nas fábricas, permitindo a automação e a integração dos processos de modo nunca visto antes. Foi com esse mundo novo que três representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) tiveram contato no último mês de abril, quando visitaram a Hannover Messe, considerada a mais importante feira do setor manufatureiro. Realizado em Hannover, na Alemanha, o evento apresentou soluções e produtos os mais variados, apontando tendências para o presente e para o futuro.

“A indústria 4.0 é aquela na qual sistemas inteligentes de manufaturas integram o chão de fábrica e os bancos de dados de todas as plantas industriais, com qualquer informação sendo acessada a qualquer hora, de qualquer ponto”, explica o gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP Osvaldo Maia.

Um dos gerentes da instituição que visitaram a feira, Maia destaca também o monitoramento interno das máquinas feito com sensores, outra tendência apresentada em Hannover. “Assim, é possível saber, de outro país, informações completas a respeito do desempenho de uma máquina específica, inclusive a tempo de prevenir eventuais danos, evitando que o equipamento pare de funcionar”.

A Hannover Messe: sistemas inteligentes de manufaturas integram o chão de fábrica e os bancos de dados de todas as plantas industriais. Foto: Osvaldo Maia

 

Para o gerente regional do Senai-SP José Carlos Dalfré, também presente no evento, o aumento da eficácia das linhas de produção está no centro do debate a respeito do futuro da indústria. “O objetivo é reduzir custos e falhas humanas”, explica.

Nesse cenário, a internet está disponível até mesmo nos objetos. “São máquinas que ‘conversam’ com outras máquinas por meio de internet sem fio, por exemplo”, diz Maia.

Novas energias, materiais e tecnologias

Outro ponto de debates na feira, segundo Dalfré, foi o uso de energias renováveis. “A discussão envolve até a possibilidade de armazenamento de energia para uso futuro”, diz. “Tudo pensado para um mundo no qual faltará petróleo um dia”.

Entre essas inovações, materiais diferenciados também ganham espaço. Como o polímero que, capaz de se distender, controla a umidade e a quantidade de raios ultra violeta que entram numa estufa, por exemplo. “O material se estica ou se fecha para permitir a maior entrada de luz, tudo controlado por sensores”, explica Maia.

A chamada super condutividade foi outra novidade apresentada, com peças de aço que se movem flutuando no ar a partir do controle de campos magnéticos. “Isso ainda permite a colocação dessas peças no ponto certo, com toda a precisão”, diz Dalfré.

O equipamento no qual peças de aço flutuam no ar a partir do controle de campos magnéticos. Foto: Osvaldo Maia

 

Outra tendência tecnológica importante, o uso das impressoras 3D veio para ficar. E ajuda a indústria a reduzir custos na medida em que não há descarte de materiais no processo de produção. “Cerca de 30% do Boeing 787 já é feito com impressão em 3D”, afirma Maia.

Motor de mudanças

Diante dessas tendências, diz Maia, o Senai-SP tem a missão de ser motor de tantas mudanças. “Queremos que o Senai-SP seja indutor dessas modificações”, diz. “Precisamos estar prontos para preparar mão de obra para essa indústria de vanguarda, levar essas tecnologias para os nossos cursos e para os serviços que prestamos”.

Nesse ponto, a Hannover Messe teve um setor exclusivo para a aprendizagem industrial, discutindo como as empresas, internamente, preparam as suas equipes. “A formação técnica é reconhecida, respeitada na Alemanha, na Europa”, explica Maia.

Com tantas novidades na bagagem de volta ao Brasil, o Senai-SP não terá outro caminho a seguir que não o de ser referência para a manufatura nacional. “Vem muita evolução por aí”, diz Dalfré.

Grupo de Estudos de Direito Empresarial e Regulatório debate Marco civil da internet

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Pelo menos num ponto, há consenso: não é simples estabelecer leis e regras para o uso da rede mundial de computadores. Dando voz aos prós e contras da questão, foi realizado, na tarde desta terça-feira (27/05), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, um debate sobre o recém-aprovado marco civil da internet. O evento foi organizado pelo Grupo de Estudos de Direito Empresarial e Regulatório da federação, ligado ao Departamento Jurídico (Dejur) da entidade.

Para discutir o assunto, foram convidados o advogado, economista e coordenador do curso de extensão em Direito Digital da Escola Paulista de Magistratura Renato Opice Blum, e o membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) Cassio Vecchiatti. Para completar o debate, estiveram presentes o coordenador do Grupo de Estudos de Direito Concorrencial da Fiesp e professor das Faculdades de Direito da USP e da PUC – SP, Celso Campilongo, e o advogado especialista em Direito Econômico Pedro Dutra. A coordenação ficou a cargo do diretor titular adjunto do Dejur Oziel Estevão.

“Há muita dificuldade em legislar nessa área”, afirmou Blum. “As questões técnicas ficam defasadas, são superadas muito rapidamente para entrar em leis ordinárias, devem ficar nas regulamentações”, explicou. Segundo o advogado, nem o Brasil nem nenhum outro país tem, na legislação, a agilidade necessária para acompanhar, de igual para igual, o avanço da tecnologia.

Em sua análise do marco civil, que entra em vigor no próximo dia 23 de junho, Blum apontou questões como o artigo 7º da lei, que se refere à proteção de dados pessoais, com determinações como a simplificação dos longos termos de uso hoje apresentados pelos sites, portais e redes sociais. “No Facebook, por exemplo, a maioria das informações de privacidade são usadas de forma inadequada, expõem os internautas”, disse.

Blum em sua apresentação no debate: informações usadas de forma inadequada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Blum em sua apresentação no debate: informações usadas de forma inadequada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Sobre os chamados IPs (Protocolos de Internet), usados para identificar computadores, o advogado destacou que não necessariamente servem para “identificar pessoas”. “Ninguém sabe qual é o IP do seu computador”, afirmou. “E olhe que, no Brasil, as quebras de sigilo de IPs costumam ser rápidas, de um dia para o outro”.

Educação digital

Ponto elogiado por Blum no marco civil, a inclusão de disciplinas de educação digital em escolas e universidades deve ajudar a alimentar o debate sobre o tema. Assim como as “garantias de neutralidade de conteúdo” diante das escolhas dos pais que usam softwares para controlar aquilo que é acessado pelos filhos na rede. Ou seja, não pode haver bloqueios aos filtros adotados por esses responsáveis.

Segundo o especialista, um ponto não tratado, mas que também valia a discussão, diz respeito à “neutralidade do conteúdo em pesquisas em sites de busca”. “É difícil avaliar a apresentação dos conteúdos feita pelos sites e se há interesses envolvidos nisso”, afirmou.

Apego aos smartphones

Tendências vista com facilidade em qualquer tipo de ambiente, o apego aos smartphones ou celulares inteligentes foi destacada por Vecchiatti. “É uma mudança de cultura”, disse o membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). “Vemos as pessoas agarradas aos seus smartphones nos restaurantes, reuniões, salas de aula, até no trânsito. Não temos a facilidade de acesso apenas, somos obrigados a usar a internet”.

De acordo com Vecchiatti, a rede mundial de computadores é a “melhor e maior ferramenta de informação que existe”, mas seus usuários “desconhecem o alcance que a internet tem”.

Vecchiatti: “É uma mudança de cultura”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Vecchiatti: “É uma mudança de cultura”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Nessa linha, o CGI.br foi criado para que representantes de diversos setores da sociedade pudessem se manifestar sobre temas ligados ao desenvolvimento da internet.

O grupo tem como linhas de debate conceitos como liberdade, privacidade e direitos humanos; governança democrática e colaborativa; universalidade; diversidade; inovação; neutralidade da rede e funcionalidade, segurança e estabilidade, entre outros.

 

Evento da Fiesp vai abordar aprovação do Marco Civil da Internet e próximos passos

Agência Indusnet Fiesp 

A lei do Marco Civil da Internet, sancionada no dia 23/04 pela presidente Dilma Rouseff, define os direitos e deveres de usuários e provedores de serviços de conexão e aplicativos na internet. A aprovação abre caminho para que os internautas brasileiros possam ter garantido o direito à privacidade e à não discriminação do tráfego de conteúdo. Mas e agora, o que vai mudar na internet brasileira? O tema será discutido na Semana da Infraestrutura (LETS) realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), de 19 a 22 de maio, no hotel Unique, das 8h30 às 18h30. O encontro unifica os tradicionais eventos anuais da Fiesp sobre infraestrutura.

“As recentes notícias de espionagem global na rede que abalaram a confiabilidade entre os Governos e as discussões geradas pelo Marco Civil da Internet provocam, em todo o mundo, preocupações no que se refere à governança, segurança e neutralidade. Esta discussão, que estará nos painéis dedicados para a área de telecomunicações, busca esclarecer conceitos e práticas que favorecem a liberdade de expressão e de acesso à rede com segurança”, afirma Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp.

O Brasil ocupa o 62º em um ranking de 157 países mais conectados à internet, segundo a UIT (União Internacional de Telecomunicações). Atualmente, o número de usuários de banda larga fixa e móvel é de aproximadamente 134 milhões de pessoas. Nesses quase 20 anos existentes no Brasil, a internet se tornou ferramenta indispensável para a maior parte das pessoas e o Marco Civil traz um pouco de segurança aos internautas que utilizam a web diariamente.

“A internet é um ambiente com um enorme potencial econômico, o que significa que grandes grupos tendem a se apoderar deste espaço e se não tivermos regras, o caráter público e a finalidade social das redes podem ser prejudicados de modo que a internet se transforme em apenas um negócio. O Marco Civil é que vai garantir que governos e empresas não se apropriem de um espaço público comprometendo a democracia e a inclusão digital. Estamos tratando de um direito fundamental reconhecido como tal pela ONU [Organização das Nações Unidas] e que está na pauta de regulamentação tanto na Europa quanto nos EUA [Estados Unidos da América]”, ressalta Cavalcanti.

Para mais informações sobre o LETS acesse: www.fiesp.com.br/lets

Serviço
Semana da Infraestrutura (LETS)
9º Encontro de Logística e Transporte
15º Encontro de Energia
6º Encontro de Telecomunicações
4º Encontro de Saneamento Básico

Data: 19,20,21 e 22 de maio – das 8h30 às 18h30
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo

Paulo Skaf: consumidor dos serviços de telecomunicações tem que pagar somente pelo que recebe

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Está na hora de adotar providências no sentido de melhorar a qualidade dos serviços de telecomunicações, defendeu o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, nesta quarta-feira (06/08), em breve discurso na abertura do 5º Encontro de Telecomunicações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Paulo Skaf: é importante criar mecanismos para que o consumidor possa fiscalizar e reclamar sobre a qualidade dos serviços em telecomunicações. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Enquanto não se tomam as providências no sentido de criar a infraestrutura [de telecomunicações] necessária, exigir e fiscalizar, o consumidor realmente tem o direito de pagar e de receber o que paga. Se não receber, no mínimo tem que ter um desconto”, disse Skaf, em referência ao pronunciamento feito momentos antes pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sobre a tolerância na fiscalização dos serviços de banda larga, que deve aumentar de 60% para 70% em relação ao que é contratado.

Skaf disse ainda que é importante criar mecanismos para que o consumidor possa fiscalizar. “O que precisa saber é como o consumidor consegue reclamar se isso [a prestação eficiente de serviços] não acontecer. Como as pessoas podem reclamar?”, questionou, afirmando que a Fiesp está desenvolvendo uma ferramenta com o sentido de criar essa facilidade.

Relembrando a década de 80, quando a sociedade ainda não contava com serviços de telefonia móvel e de internet, Skaf disse que ficou impressionado quando, já na última década, visitou a base brasileira na Antártida, e, em questões de segundos, conseguiu falar com o Brasil.

Mas lembrou que a evolução tecnológica cria novas necessidades e que as pessoas passam a ver serviços como telefonia móvel e internet como importantes na vida contemporânea.  “Acaba que o conforto gera desconforto”, disse o presidente da Fiesp, ao mencionar as falhas de sinal em celulares e os problemas de velocidade nos serviços de internet.

Ainda no discurso, Skaf disse ter ficado feliz ao ouvir Paulo Bernardo criticar a alta carga tributária no setor. “Gosto muito quando ouço da boca de um ministro falar de redução da carga tributária”, assinalou.

O presidente da entidade novamente lamentou o veto da presidente Dilma ao projeto de lei que tentava derrubar a cobrança sobre as empresas do adicional de 10% sobre o FGTS para demissões sem justa causa. “O objetivo [do adicional] foi cumprido e continua [sendo cobrado]. Além dos 40%, mais 10%. Esses 10% não vão para o trabalhador.”

“A sociedade reclama muito dos serviços públicos. Nós queremos pagar menos e receber mais [qualidade de serviços].”

Especialistas mostram técnicas para geração de lucro pela internet

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

[640x440] Reunião conjunta Comtextil e Comcouro. Mathias Susemihl e Carlos Eduardo Raia. Foto: Julia Moraes

Mathias Susemihl e Carlos Eduardo Raia, da Reweb apontam técnicas de geração de lucro pela internet. Foto: Julia Moraes

A geração de lucro pela internet. Este foi o tema da primeira reunião conjunta dos Comitês da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil e de Couro e Calçados (Comtextil/Comcouro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizada na terça-feira (26/02), na sede da entidade.

Convidados pelos coordenadores Elias Miguel Haddad (Comtextil) e Samir Nakad (Comcouro), os sócios da empresa Reweb, especializada em faturamento pela internet, Carlos Eduardo Raia e Mathias Susemihl, mostraram técnicas para os industriais aumentarem os lucros aproveitando ferramentas pagas e gratuitas, disponíveis na rede mundial de computadores.

“A maioria dos empresários brasileiros ainda utiliza a internet apenas para divulgar o histórico da empresa, através do site institucional, quando o potencial para gerar lucros é altíssimo”, explicou Raia. “O faturamento por e-commerce no Brasil está estimado em mais de R$ 23 bilhões, somente para o ano de 2012.”

Na opinião do diretor da Reweb, o sucesso em lucrar com a internet está baseado em ter um site amigável, um atendimento eficiente e uma entrega rápida, além de marcar presença nas mídias sociais – o que gera indicações e visibilidade para a empresa.

ICMS

[601x318] Reunião Comtextil e Comcouro. Foto: Julia Moraes

Da esquerda para a direita: Ramiro Sanchez Palma, Rafael Cervone Netto, Samir Nakad, Elias Miguel Haddad, Oswaldo de Oliveira Filho, Heitor Alves Filho e Joao Luiz Martins Pereira. Foto: Julia Moraes

Outro tema debatido entre os participantes dos comitês foi a aplicação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o setor calçadista e de vestuário paulista, que vem sofrendo com a perda de competitividade para indústrias de outros Estados.

Os incentivos fiscais recebidos por indústrias situadas fora do Estado de São Paulo geram uma diferença no preço nominal do produto de 5,63%, se comparado com mercadorias fabricadas aqui.

De acordo com Elias Haddad, foi solicitada, na última semana, à Secretaria da Fazenda, a aplicação de crédito outorgado nas compras de produtos de indústrias paulistas, realizadas por empresas de lucro real.

“Dessa forma, recuperamos um pouco o fôlego”, explicou Haddad. “Foi possível notar que o governo ficou sensibilizado com nosso pedido, principalmente porque o beneficio que a mudança gerará na economia dos setores será maior do que o impacto da renúncia fiscal.

Acessibilidade digital nas favelas e tema de palestra do CJE na Campus Party 2013

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Claudia Raphael, coordenadora estadual da Cufa-SP). Foto: Talita Camargo

O paradigma existente entre acessibilidade e comunidade foi o tema da palestra ministrada pela coordenadora estadual da Central Única das Favelas de São Paulo (Cufa-SP), Claudia Raphael, que aconteceu na tarde dessa quinta-feira (31/01), no estande do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Campus Party 2013, na capital.

A coordenadora citou a favela da Paraisópolis – a segunda maior favela de São Paulo  com 120 mil habitantes e onde é sediada a Cufa – que não tem direito a internet de qualidade. “Ainda precisamos recorrer as lan houses, que também tem uma conexão lenta”, explicou. Claudia reconhece que a acessibilidade digital esta crescendo em números, mas está longe da ideal. “Temos wi-fi para acessar serviços públicos, mas não é o suficiente”, afirmou.

Para a coordenadora, a classe C esta na moda pelo crescimento do seu poder de consumo, mas ela acredita que também há a ascendência de jovens conectados na rede.  “Será que existe um direcionamento para que os jovens, esse grande elemento transformador, use a internet não só para o lazer, mas para ter benefícios com essa ferramenta?”, questionou.

Público no estande do CJE durante palestra na Campus Party 2013. Foto: Talita Camargo

‘Tuitaço’

Claudia explicou que a Cufa se utiliza muito das redes sociais para atingir objetivos comuns em busca de melhorias para as comunidades em todo o pais. “Fazemos o chamado ‘tuitaço’, que são tuites organizados na rede, em um determinado horário, para o Brasil inteiro movimentar-se em prol de uma determinada campanha.

Case de sucesso

A coordenadora estadual da Cufa-SP apresentou na Campus Party a Rede Cufa Brasil Internet, uma rede que atua em favelas de todo o país, em mais de 400 cidades e em todas as capitais. “É a única rede nacional formada por pessoas da comunidade e para a comunidade”, concluiu.

Campus Party: CJE/Fiesp terá estande com programação exclusiva

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) participa da Campus Party 2013 – considerado o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede do mundo.

Nesta segunda-feira (28/01), o diretor do CJE/Fiesp, Sylvio Gomide, participa da solenidade de abertura do evento.

Ao longo desta semana, o CJE terá atividades gratuitas em seu estande no evento, localizado na Zona Expo, ao lado do Espaço Inclusão Digital.

As apresentações começam no horário da tarde e vão até o horário da noite, com uma hora de duração, em formato livre: Talk Show, bate-papo, palestra, entre outros. A iniciativa conta com o apoio do Núcleo de Jovens Empreendedores do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

A Campus Party vai até sábado (02/02) no Pavilhão do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1 – São Paulo). Mais informações sobre a feira no link www.campus-party.com.br/2013/index.html

Veja a programação do estande do CJE

29 de janeiro (terça-feira)
15h – Ivan Azouri Bermudes: O impacto da tecnologia no convívio condominial – Case CondLink
16h – Felipe Baeta, Victor Maluhy e Adriana Cury: Branding para startup
17h – Cristiano Miano: Case Agência Digi
18h – Pedro – Case DigiPronto.
19h – Edson Borelli: BlackDoor – Segurança da informação na indústria.
20h – Otávio Yamanaka: A mobilidade na indústria E-lemento.
21h – Marco Lopes – Projeto Sonhar.


30 de janeiro (quarta-feira)
16h – Rafael Art – Sustentabilidade Dimensão e Evolução.
17h – Ricardo Sodre: Empreendedorismo no Vale do Silício.
18h – Bruno Ghizoni: Investimento anjo.
19h – Roosevelt: UOL – Inovação e modelos de negócio.
20h – Augusto Gomes: Crowdsourcing.
21h – Guilherme de Mauro Favaron – Inovação.

31 de janeiro (quinta-feira)

17h – Claudia Cuffa: Rede Cufa Brasil Internet.
18h – Paola Caiuby e Manuela Colombo: Projeto Conexão Cultural – Como conectar os brasileiros com a nossa cultura.
19h – Wagner Marcelo: Empreendedorismo universitário.
20h – Nathália Britto: Aspectos jurídicos das startups.
21h – Daniel Egger e Marina Miranda: Novas lógicas de negócios – visões de futuro.

1 de fevereiro

17h – Marcella Barros e Juliana Ramalho: Empreendedorismo Endeavor.
18h – Marcus Vinicius: Aprendendo a investir – Terra Nova Investimento.
18h30 – Joni Galvão: Case SOAP.
19h – Daniel Gatti – PUC-SP: Cooperação mútua Indústria-Universidade.
20h – Alexandre Ribeiro de Sá: Vortex Studios – Oportunidades e panoramas da indústria de games.
21h – Gisela Kassoy – Como Vender Inovações.


2 de fevereiro

15h – Marcos Lorenzani: Case Lorenzani – Atitude empreendedora, criação e gestão de uma pequena empresa.
18h – Lucas Foster – Incubadoras para Empreendedores da Economia Criativa: Transformando suas ideias em realidade.
19h – Daniela Moreira: A importância da imprensa no mercado de startups.
20h – Deborah Magnani: PictoCity – Criatividade e indústria – Inovações em comunicação multimídia.

UOL exibe campanha da Fiesp pela aprovação da MP 579

Banner expansível traz vídeo com Paulo Skaf.

Agência Indusnet Fiesp

Maior provedor de acesso e conteúdo na Internet na América Latina, o UOL exibe nesta terça-feira (11/12), no topo de sua página principal, um banner da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O banner, expansível, traz o vídeo da campanha lançada na TV pela aprovação da Medida Provisória 579, com uma mensagem do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

“Há mais de dois anos lutamos contra o preço da conta de luz, uma das mais caras do mundo”, diz Skaf no vídeo, que pede a mobilização da audiência para aprovar a medida que reduz o tarifa de energia.

A campanha, de duração de 24 horas por dia de veiculação, prossegue nesta quinta-feira (13/12) e na terça da semana que vem (18/12), com um banner no canal UOL Notícias e em todas as suas páginas (cotidiano, economia, eleições, internacional, jornais, política, saúde, tecnologia, entre outras).

Segundo o Ibope, o UOL é o portal líder no país, alcançando uma audiência superior a 34,3 milhões de visitantes únicos e mais de 4,9 bilhões de páginas vistas por mês. O portal conta com mais de 2 milhões de assinantes pagantes para os serviços de acesso, conteúdo e produtos.

Empresas que não se atualizam na era digital correm risco de desaparecer, alerta docente da ESPM

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Com o crescimento da internet, as empresas brasileiras precisam investir os seus esforços na criação de estratégias de comunicação digital para atrair novos clientes. Pelo menos está é a opinião do professor e coordenador do curso de Comunicação e Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Pimenta.

Marcelo Pimenta, da ESPM

“Há uns anos atrás o investimento em marketing digital não era uma preocupação das empresas. Hoje, as empresas precisam pensar em como colocar as suas marcas na internet”, disse Pimenta, emendando com um alerta: “A empresa que não aderir a esta nova onda [digital] corre o risco de desaparecer”.

Durante a sua apresentação, Pimenta alertou os pequenos empreendedores sobre os benefícios de inserir a sua marca na rede virtual. Segundo o especialista, a estratégia permite uma interação maior entre a empresa e o cliente, que estimulam a troca de informações valiosas para o crescimento do negócio.

O docente da ESPM foi um dos convidados do painel “Micro e Pequena Empresa no Comércio Eletrônico e nas Mídias Sociais”, agenda da tarde desta quarta-feira (10/10) no VII Congresso da Micro e Pequena Indústria Fiesp, realizado no Hotel Renaissance, em São Paulo.

O painel foi moderado pelo diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), Augusto Boccia, e contou com a participação do gerente de negócios da Google Brasil, Paulo Cabral; do diretor executivo sênior de Produtos da Visa do Brasil, Percival Jatobá; do diretor de Pequenas e Médias Empresas no Facebook, Partick Hruby; e do diretor da Digipronto, Cristiano Miano.

Google e Facebook: marketing digital

Paulo Cabral, da Google Brasil

O gerente de negócios da Google Brasil, Paulo Cabral, apresentou aos participantes ferramentas de baixo custo disponíveis na internet: o SEO (Search Engine Optimization) e o SEM (Search Engine Marketing), que possibilitam uma visualização privilegiada ne sites no sistema de busca do Google.

“Quanto mais pessoas estiverem conectadas, a gente vai ter um comércio eletrônico muito mais ativo, ainda mais nas grandes cidades onde você não tem muito tempo de comprar. Cada vez mais a gente vai usar o meio eletrônico como forma de comércio”, avaliou.

O diretor de Pequenas e Médias Empresas do Facebook Brasil, Patrick Hruby, lembrou aos participantes que 60 milhões de brasileiros estão conectados ao Facebook. Segundo ele, a página de relacionamento permite que as empresas conheçam melhor os clientes e conquistem novos consumidores. “Estejam onde os seus consumidores estão. Participem deste diálogo e vocês vão ver os resultados”, afirmou.

Entre as alternativas apresentadas por Hruby está a criação de páginas, mais conhecidas como fanpages. Os empresários que desejam conhecer um pouco mais sobre a ferramenta devem acessar o Facebook Empresa.

Segurança em operações com cartões

Patrick Hruby, do Facebook

O diretor executivo sênior de produtos da Visa Brasil, Percival Jatobá, acredita que a internet é uma forma segura e cômoda do consumidor realizar as suas compras. Para isso, Jatobá aconselha que as empresas desenvolvam páginas com sistema acessível que facilite a navegação do cliente no processo de escolha e compra de produtos.

“Segurança, conveniência e educação é um tripé fundamental para que qualquer iniciativa digital possa ter sucesso. Se um deles falhar provavelmente você demorará muito mais tempo para alcançar o seu objetivo”, avaliou.

Opinião compartilhada por Cristiano Miano, diretor da Digiponto que há anos realiza compras na internet. “Compro na internet há 14 anos, sempre com o mesmo cartão. E a única vez que clonaram meu cartão foi no caixa eletrônico. A internet é uma ferramenta segura”, afirmou.

Além disso, o diretor da Digiponto acredita que a internet pode ser uma excelente ferramenta de comunicação entre a empresa e o consumidor: “Hoje o consumidor quer ser ouvido. E com a internet as empresas têm a oportunidade de ouvir ideias dos clientes que gostam da sua marca e, quem sabe, criar novos produtos”, disse.

Fundador do site Veduca fala sobre democratização da educação por meio das redes sociais

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Carlos Souza, sócio-fundador do site Veduca. Foto: Julia Moraes

Vontade de contribuir com a sociedade na democratização dos melhores conteúdos gerados por professores e universidades. Esse foi o ponto de partida do Veduca, site que reúne vídeo aulas de diversas áreas das 13 melhores instituições de ensino do Brasil e do mundo.

“Os países que mais precisam de informação são os que menos falam inglês, e o Brasil é um dos que mais precisam de educação no mundo”, afirmou Carlos Souza, um dos quatro sócio-fundadores do Veduca, que participou do Social Media Week, promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, na sede da entidade nesta sexta-feira (28/09).

Com o propósito de socializar o conhecimento por meio da internet com o Veduca, Carlos Souza estreou o serviço em março deste ano. O site, que conta com cinco mil vídeos aulas gratuitas legendadas em português já atraiu mais de um milhão de visitantes sem investir um real sequer em publicidade.

Segundo o fundador do site, 66% dos 80 milhões dos internautas no Brasil acessam mensalmente a internet em busca de educação e treinamento. “Os brasileiros querem aprender e falta opção de qualidade. Por isso, criamos o Veduca. Passamos o Reino Unido em termos econômicos, mas em educação ainda estamos longe”, ressaltou Souza.

Outra iniciativa do Veduca é a legendagem colaborativa, na qual pessoas com conhecimentos em inglês e com vontade de ajudar na democratização da educação pode se cadastrar gratuitamente. A ideia surgiu a partir da resposta do público.  “Pessoas nos procuravam se oferecendo para traduzir as aulas, e decidimos por isso em prática”, revelou.

E a distribuição do saber a quem quer aprender utilizando a internet é o diferencial, segundo o fundador do Veduca. “Essa é a prova de que quando se trabalha uma boa ideia com paixão, utilizando bem as mídias sociais como um boca a boca digital, se consegue disseminar o resultado. E os números provam isso”, concluiu o fundador do Veduca.

Gerente de contas do Facebook fala sobre empreendedorismo nas mídias sociais

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

CJE SMW12 - midias sociais. Maggie Louise Sander. Foto: Julia Moraes

Maggie Louise Sander, gerente de contas do Facebook

Jovens estudantes, empreendedores e geeks (apaixonados por tecnologia) animados para um grande debate sobre mídias sociais e como transformá-las em empreendedorismo.

Foi esse o clima amistoso da tarde desta sexta-feira (28/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no evento “Mídias sociais, colaboração e empreendedorismo”, promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da entidade, e que faz parte do SMW/Shared – atividade do evento oficial “Social Media Week”, que acontece desde o dia 24 até hoje (28/09) no Museu da Imagem e do Som (MIS), na capital paulista.

Na Fiesp, o painel de abertura “Cases de empresas que usaram o Facebook para empreender”, contou com a participação da gerente de contas do Facebook, Maggie Louise Sander. Ela explicou como essa plataforma mudou a maneira de compartilhar informações no mundo e como os negócios são melhores em um mundo conectado. “A vida dentro do Facebook é reflexo da vida real”, afirmou, ao ressaltar que essa plataforma é uma oportunidade para empresas de todos os portes, inclusive as pequenas, que podem compartilhar informações com milhares de usuários.

Desafio para as marcas

“O Facebook é feito de pessoas reais que fazem coisas reais e, por isso, é um desafio para as marcas”, enfatizou ao lembrar que a plataforma serve também como um novo SAC, e é sempre importante ouvir as reclamações e opiniões dos consumidores. “Temos que lembrar este poder que temos nas mãos”, afirmou.


“Compartilhamos [na timeline] momentos íntimos para mostrar quem realmente somos”, acrescentou Maggie Louise. Segundo ela, essa é a grande oportunidade para a marca, pois pode unir-se à força que já existe, uma vez que o Facebook possui, atualmente, 1 bilhão de usuários ao redor do mundo. Além disso, sublinhou a gerente de contas, permite a vantagem de entender e dialogar diretamente com o consumidor e filtrar o público-alvo.

“Antes, a informação era solitária. Mas a web social permite que a internet seja construída ao redor de pessoas”, afirmou, lembrando que essa mudança de comportamento social gerou um grau de exigência maior dos usuários e consumidores, que não se satisfazem mais com qualquer tipo de informação: “As pessoas esperam que as marcas entreguem conteúdos tão relevantes para elas, como seus amigos o fazem em suas timelines”.

Na visão da gerente de contas, esse é o momento de os negócios mostrarem suas caras: “Qualquer marca pode ter espaço no Facebook para compartilhar suas ideias”. Maggie Louise ressaltou, ainda, que a ferramenta permite usar de informações pessoais dos curtidores para construir informações focadas em públicos-alvo fortalecidos. “O Facebook pode dar legitimidade e confiança à marca, além de facilitar a vida do usuário”, concluiu.

Marco civil da Internet é tema de debate na Fiesp com um dos pais da rede

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Na próxima quinta-feira (09/08), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove debate com tema de interesse de toda a sociedade: o marco civil da Internet. O Projeto de Lei nº 2.126/2011, em trâmite na Câmara Federal, estabelece princípios, garantias, direitos e deveres, além de disciplinar seu uso no país.

O assunto será foco da reunião do Grupo de Estudos de Direito Concorrencial da Fiesp/Ciesp, com a participação de três especialistas que deverão responder, por exemplo,  como pode se dar a regulação da neutralidade da rede e a responsabilidade civil dos provedores. Outro ponto de interesse é o uso da Internet em campanhas eleitorais, além da elaboração de Anteprojeto de Lei para Proteção de Dados Pessoais.

Um dos convidados para a discussão é Demi Getschko, considerado um dos pais da Internet no Brasil devido à primeira conexão TCP/IP, em 1991, estabelecida entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a americana Energy Sciences Network (ESNet).

Engenheiro da Politécnica da USP, Getschko esteve à frente das áreas de tecnologia da Agência Estado e do iG, é membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br).

Os outros debatedores integram o Centro de Tecnologia e Sociedade, da Fundação Getúlio Vargas-Direito Rio: Carlos Affonso Pereira de Souza participa dos principais fóruns internacionais sobre governança Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann) e Internet Governance Forum/IGF da ONU; Bruno Magrani coordena o Observatório da Internet.

Serviço
Marco Civil da Internet
Data/horário: 9 de agosto, quinta-feira, a partir das 14h
Local: Avenida Paulista, 1313, auditório do 10º andar
Mais informações no site da Fiesp