Brasil precisa melhorar condições para que mais empresas participem do mercado global

Thiago Eid, Agência Indusnet Fiesp

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Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Foto: Kênia Hernandes

Ganhar competitividade, essa é uma das maiores preocupações da iniciativa pública e privada para os próximos anos. Para atingir esse objetivo, uma das estratégias assumidas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, é criar uma estrutura que não só incentive a internacionalização de empresas brasileiras, como também diminua os entraves do processo.

“A internacionalização reflete na imagem positiva de um país, que aproveita a oportunidade para apresentar sua modernização, capacidade produtiva e de prestação de serviços”, disse Miguel Jorge, durante abertura do evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (7).

Segundo o ministro, apesar de poucas multinacionais, o Brasil já possui forte representatividade com suas empresas no exterior, mas é necessário gerar condições para se aumentar esse contingente.

“Muitas outras organizações brasileiras têm potencial para ampliar sua atuação em outros países e multiplicar os casos de sucesso observados até agora. Precisamos de mais companhias como Embraer, Marcopolo, Gerdau, Petrobras, Ambev, JBS, entre outras”, exemplificou.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Foto: Kênia Hernandes

Para o presidente da entidade, Paulo Skaf, em se tratando de um ano pós-crise, o momento é muito oportuno.

“Hoje o mundo enxerga o Brasil como uma verdadeira pérola. Deixaram de nos ver como um país do futuro e passamos para um país do presente”, afirmou.

Segundo ele, é preciso entender que a internacionalização não é um movimento no qual a empresa brasileira investe no exterior por não ter oportunidades equivalentes em território nacional.

“Levar para fora do país uma empresa é um movimento estratégico para ocupar novos mercados, ficar mais arrojado e aumentar nossa competitividade. Dessa maneira podemos tirar o máximo de proveito dessa fase de crescimento que o Brasil se encontra”, completou.

Termo de Referência

O estudo “Termo de Referência: Internacionalização de Empresas Brasileiras”, lançado no encontro, é fruto do trabalho que tem sido desenvolvido há cinco meses sob comando da Camex, por representantes do Ministério da Fazenda, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

O documento contempla aspectos macroeconômicos que vão direcionar políticas públicas de facilitação do processo. O documento analisa também a criação de postos de trabalho no país de origem, saída de divisas e relação entre investimentos realizados pelas empresas país de origem e os investimentos no exterior.