Para diretor do COB, disputa e interesses comerciais facilitam entrada do doping nos Jogos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Eduardo De Rose, diretor do Depto. Antidoping do COB

O diretor do Departamento Antidoping do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Eduardo De Rose, afirmou nesta segunda-feira (29) que não só a competição entre os países, mas também os interesses comerciais, criaram a entrada do doping nos Jogos Olímpicos.

“Essas duas coisas exigem muito que o atleta ganhe. De um lado há interesse do atleta em representar bem o seu país e de outro, o interesse em vender o seu produto e mostrar um sistema de governo”, disse Eduardo De Rose, que também é membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Ele acrescentou que as sanções do esporte ao atleta barrado no exame antidoping não dependem da substância, e sim de quanto determinado componente vai interferir no desempenho ou não, e do grau de culpa e negligência do atleta.

“Há situações em que o atleta não tem culpa; outras em que ele tem culpa mediana e, ainda, outras em que tem muita culpa”, reforçou.

Segundo o diretor do COB, substâncias anabólicas oleosas podem ser detectadas no organismo do atleta até um ano após a suspensão do uso. No caso de anabólico oral, o componente ainda permanece no organismo até três meses depois.