Interconexão energética avança e reduz desigualdades na América Latina

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

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Norberto Medeiros, presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Mundial de Energia

“Em uma coisa nós todos concordamos: a disponibilidade de energia a preços adequados é um pré-requisito para o desenvolvimento econômico e prosperidade”. Com estas palavras, Norberto Medeiros, presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Mundial de Energia, definiu a importância de se desenvolver o intercâmbio energético mundial e salientou a importância das interconexões regionais neste processo na América Latina.

O tema foi debatido no painel Avanços na Integração Eletroenergética, durante o 12º Encontro Internacional de Energia e II Seminário Internacional de Interconexões, promovido pela Fiesp e a Comissão de Integração Energética Regional (CIER).

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José Vicente Camargo, coordenador internacional de Geração e Transmissão do CIER

O coordenador internacional de Geração e Transmissão do CIER, José Vicente Camargo apresentou um balanço dos projetos e dos sistemas já implantados de interconexão na AméricaLatina. “Agora, com a entrada em operação da linha Guatemala–México e a próxima interconexão Panamá–Colômbia, que se conclui até 2014 – além da iniciativa do corredor andino  para o Pacífico – praticamente teremos um corredor eletroenergético que vai do México até o Chile”.

Segundo o especialista, de 2005 a 2010, a capacidade latino americana de interconexão de energia cresceu dez vezes, passando de 500 MW de capacidade para 5 mil MW.

Camargo demonstrou 12 estudos de intercâmbio energético entre países da America Latina, até 2015. Alguns deles envolvem a interconexão do Brasil com países como Peru e Bolívia. Atualmente, o país se conecta com apenas três países: Paraguai, Argentina e Uruguai.

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Acompanhe a cobertura do 12º Encontro de Energia