Sul-africanos pedem aproximação com Brasil em visita à Fiesp

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A fim de promover uma cooperação mais intensa entre o Brasil e a África do Sul, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) recebeu em 8 de junho uma delegação sul-africana para identificar novas oportunidades de intercâmbio.

Segundo o diretor titular adjunto do Derex Newton de Mello, ambos os países possuem raízes multiculturais fortes e mais pontos em comum do que divergências, o que facilita a perspectiva de novos acordos.

Na visão do embaixador da África do Sul no Brasil, Ntshikiwane Mashimbye, é importante que as duas economias encontrem negócios de benefício mútuo. “Já temos uma boa interação com brasileiros, seja para estudos ou turismo; temos em comum nações bonitas e vibrantes. Além disso, a África do Sul é a economia mais sofisticada de seu continente, sabemos que podemos oferecer parcerias interessantes e queremos estar mais próximos”, afirmou.

O diretor titular adjunto do Derex Antonio Fernando Bessa, por sua vez, apresentou os dados econômicos brasileiros dos últimos anos, destacando as preocupações da Fiesp com uma agenda de integração regional consistente.

Do Ministério da Agricultura da província de Northern Cape, a mais extensa de sua região, Norman Shushu elencou seus principais setores industriais. São mineração, fabricação e desenvolvimento de equipamentos automotivos, desenvolvimento de cidades e processamento agropecuário focado em segurança alimentar no longo prazo, conectando os produtores e os mercados, por exemplo.

Já Saki Zamxaka, da agência de desenvolvimento da província de Gauteng, falou da possibilidade da África do Sul usar serviços e companhias brasileiras como um complemento para sua indústria. Nesse sentido, o gerente de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Casemiro Taleikis, introduziu representantes de mais dez empresas brasileiras do segmento de maquinário agrícola, interessadas em obter novas oportunidades de negócios com o país.

Para além dos acordos comerciais, o diretor de Relações Externas do Senai-SP, Roberto Spada, detalhou as experiências de cooperação técnica do serviço de formação profissionalizante da indústria no exterior. De acordo com Spada, um novo projeto do Senai, desenvolvido especialmente para sul-africanos, irá receber novos alunos no Brasil para trabalhos com duração de até 10 meses.

Atualmente, a África do Sul figura como principal indústria e economia da região, é responsável por 24% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente e possui 11 línguas oficiais, com o inglês para negócios. O país também faz parte da cúpula dos países em desenvolvimento, os chamados Brics, e figura como único país africano no grupo das 20 maiores economias do mundo, o G20.

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Newton de Mello: África do Sul e Brasil possuem raízes multiculturais fortes (Foto: Everton Amaro/Fiesp)

Diretor da Fiesp propõe que Brasil seja base para lançadores de satélites do Japão

Katya Manira e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

José Augusto Corrêa, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) apresentou nesta segunda-feira (22/2) uma proposta surpreendente durante o seminário Intercâmbio Brasil-Japão em Perspectiva. Corrêa sugeriu que o Japão faça no Brasil o lançamento de seus foguetes de transporte de satélites. É um acordo em que todos ganham, disse, lembrando que a enorme extensão (3.000 km) de território na linha do Equador torna o Brasil ótimo local para o lançamento. O Japão, com um dos programas aeroespaciais mais avançados do mundo, ganharia com o corte de custos. Ter base no Brasil permitiria ao Japão economizar 30% de combustível no lançamento, ou levar 30% mais carga, explicou Corrêa. Atualmente a China se encarrega do lançamento dos satélites brasileiros.

O seminário

Na abertura do evento, promovido pela Fiesp em parceria com o Centro de Estudos Nipo-Brasileiros e o Consulado Geral do Japão em São Paulo, o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, destacou a importância de olhar para o Japão neste momento em que o Brasil está “numa fase clara de transição de um ciclo político econômico para outro”, uma vez que os nipônicos são conhecidos por sua visão a longo prazo e projetos que miram o futuro. O apoio japonês no início dos anos 80, ele diz, foi um exemplo dessa percepção aguçada. O Brasil estava sem reservas, com hiperinflação e mesmo assim empresas japonesas acreditaram no país, fazendo investimentos na mina de Carajás e no setor de papel e celulose.

“Isto é algo que falta ao Brasil: perspectiva de longo prazo. Quando vemos os projetos do Japão em que houve participação japonesa, são sempre projetos grandes e de sucesso”, lembrou Zanotto. “Não podemos mais pensar no máximo na próxima eleição ou no orçamento deste ano, apenas. Temos que pensar no longo prazo, e o Japão, nesse sentido, é um forte exemplo para nós.”

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Abertura do seminário Intercâmbio Brasil-Japão em Perspectiva, realizado na sede da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


O presidente do Centro de Estudos Nipo-Brasileiro, Shozo Motoyama, também falou sobre parcerias passadas de sucesso, como por exemplo o aproveitamento do cerrado para a extração de celulose. “Temos muito que aprender com esse passado, que deve servir de inspiração para os novos. E chamo a atenção para as duas variáveis que devem ser pensadas: cooperação técnico científica e o fortalecimento da comunidade nikkei. Tenho certeza que as discussões tratadas nesse seminário dignificarão nosso passado e inspirarão nosso futuro.”

Já o cônsul geral do Japão no Brasil, Takahiro Nakamae, lembrou que a visita do primeiro-ministro de seu país ao Brasil, em 2014, foi de extrema importância para as relações bilaterais. Nessa mesma visita, ambos os países acordaram uma estratégia global de posicionamento na questão do clima, por exemplo, além de concordarem em impulsionar alguns setores específicos, como agrícola, infraestrutura, saúde e capacitação em recursos humanos. “Já na área econômica, assinamos o memorando de facilitação de visto de múltiplas entradas para curta permanência, estamos preparando a instalação da Japan House em São Paulo e esperamos contribuir cada vez mais.”

Brasil e Japão na COP 21

Abrindo o primeiro painel do seminário, “COP 21 e Cooperação Nipo-Brasileira em Meio-Ambiente, o presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, Edson Emanoel Simões, ressaltou que os dois países possuem vários aspectos que se complementam. “O Japão é a terra da tecnologia avançada, dos computadores. Já o Brasil dispõe de recursos naturais em abundância, criatividade e expertise inovadora para soluções cotidianas. Por isso acredito que a parceria [bilateral] seria exitosa em todos os temas.”

Por sua vez, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Goldemberg, fez um relato histórico da participação de ambas as nações em diversas edições da Conferência do Clima (COP).

“O Brasil representa 2,6% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, o Japão 2,9%. No entanto, este segundo vem há tempos reduzindo suas emissões. Já a situação do Brasil é radicalmente diferente, as emissões estão crescendo”, compara. Contudo, ele acredita em uma cooperação mútua significativa nesta área entre os dois países.  “Podemos contribuir fazendo com que eles [japoneses] reconheçam a utilização dos biocombustíveis e eles podem nos auxiliar ensinando às industrias a operarem, efetivamente, com maior eficiência energética.”

Mundo em mudança

No segundo painel do seminário, José Augusto Corrêa, diretor titular adjunto do Derex, destacou a transformação das relações internacionais. “Existe uma mudança completa, que inclui o ambiente de comércio internacional. É como se estivéssemos jogando futebol e, de repente, dissessem que agora se pode jogar com as mãos. Temos que mudar”, disse, para ressaltar a importância do Tratado Transpacífico (TPP na sigla em inglês), que une EUA e Japão.”

Corrêa lembrou que a Fiesp defende a análise de se integrar ao acordo, que deve ditar o padrão dos futuros pactos norte-americanos. E está em gestação o Tratado Transatlântico (TPIP), que vai incluir Estados Unidos e União Europeia, no que pode ser o maior acordo de livre comércio do mundo. “Ou a gente negocia agora, ou no futuro só vamos poder aderir.”

Paulo Eduardo Rocha Brant, diretor presidente da Cenibra -Celulose Nipo-Brasileira S/A, disse que uma das faces mais funestas da crise atual do país é o seu quase isolamento do ponto de vista das relações econômicas internacionais. “Infelizmente o Brasil está ficando à margem” da atual revolução tecnológica.

A Cenibra completou 40 anos em 2013 e atualmente tem capital 100% japonês. Trabalha a 101% da capacidade de produção e planeja expansão, tendo como maior entrave um decreto do Governo Federal que obriga à criação de um projeto a ser enviado ao Incra para cada fazenda que quiser comprar. Brant diz que depois de um ano de envio do primeiro projeto, a Cenibra não teve resposta. Para dobrar a produção, a Cenibra precisaria de 100.000 hectares a mais de florestas plantadas. Isso, ressaltou , para viabilizar um investimento de US$ 3 bilhões em área em que Brasil é muito competitivo, graças a, entre outras coisas, “ciência da boa”.

Frisou a enorme complementariedade entre Brasil e Japão. O Japão poupa mais do que investe, porque já tem infraestrutura pronta, ao passo que o Brasil ainda precisa de muita coisa. “Trabalhar no aprofundamento e na ampliação das relações entre os dois países é crucial.” Disse que a Cenibra e seus acionistas estão muito satisfeitos com a parceria com o Brasil. “Queremos ampliá-la, se deixarem.” A declaração foi comemorada por Ruy Martins Altenfelder Silva, presidente do Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp (Consea), coordenador da mesa redonda. Ele convidou Brant a participar do grupo da Fiesp dedicado às discussões sobre remoção dos entraves ao investimento.

Passado e futuro

Akihiro Ikeda, que foi presidente da Alunorte (1977-1978), citou o modelo, com incentivos fiscais e parceria com o governo, que permitiu por exemplo o surgimento da Cenibra. Exibiu gráfico que mostra a evolução da corrente de comércio entre Brasil e Japão em relação ao comércio mundial do Brasil, que teve pico entre 1971 e 1975 (8,3%). “Murchou, não é desprezível, mas caiu para 3,1%” entre 2011 e 2015. Explicou que o Japão estava em expansão na década de 79, e o Brasil precisava exportar. Foram criadas condições (inclusive a implantação de indústrias) para o comércio. Crises posteriores, no Brasil e no Japão, prejudicaram o fluxo. Além de fábricas de celulose e alumínio, a agricultura do cerrado ficou como herança da época, frisou.

Nos investimentos, o pico ocorreu entre 71 e 80 (11,4% do capital estrangeiro no Brasil era japonês). Depois de cair a 0,9% entre 91 e 2000, chegou a 6,5% entre 2011 e 2014.

“E agora?”, perguntou. O Japão tem sérios problemas, como o demográfico, que limita a demanda e lhe tira a energia para o futuro. O Brasil deve sair da crise em talvez dois anos, mas depois tem baixa chance de crescer mais que 3% ao ano. Também começa a enfrentar problema demográfico. Não se sustenta crescimento baseado apenas em aumento da produtividade da mão de obra. O Brasil tem mercado, com 200 milhões de pessoas, com demanda em transformação, e o Japão tem tecnologia. Há espaço para aumentar muito as trocas.

Akira Homma, assessor científico e tecnológico sênior da Bio-Manguinhos/Fundação Oswaldo Cruz, ressaltou a interação de longa data na área biomédica entre Brasil e Japão. Destacou memorando de cooperação entre Brasil e Japão assinado em agosto de 2014, com foco em populações em envelhecimento, estímulo à qualidade de vida e prevenção de doenças.

Apesar de seu avançado sistema de saúde, o Japão tem alta incidência de doenças imunopreveníveis – e até “exporta” vírus. Homma apresentou proposta de intercâmbio entre Brasil e Japão na prevenção de doenças. O Brasil usaria o conhecimento acumulado com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), e o Japão forneceria expertise na medicina preventiva e assistencial. Outra área de grande potencial é a capacitação científica e tecnológica em vacinas, em que o Japão é forte, e o Brasil ainda tem carência. O intercâmbio na área de produção de vacinas traria ganho no desenvolvimento comum de vacinas – por exemplo, contra dengue, zika e chikungunya.

Ao encerrar o painel, Ruy Altenfelder destacou entre os objetivos do seminário a revisão do sucesso dos projetos conjuntos, para, com base naqueles bem-sucedidos, pensar no futuro. Creditou à tecnologia trazida pelo Japão parte do sucesso no cerrado. Entre os desafios atuais, mencionou as doenças viróticas e o aedes aegypti. Também citou a complementariedade entre os cientistas japoneses e os brasileiros como algo a ser seriamente considerado em relação ao Sistema Único de Saúde.

Delegação da Suécia debate relações com o Brasil em visita à Fiesp; Skaf propõe intercâmbio na área educacional

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) recebeu nesta segunda-feira (11/11) a visita da Academia Real Sueca de Ciências e Engenharia. O patrono da academia, o rei da Suécia Carl XVI Gustaf, esteve presente no encontro. Além de participar de debates sobre inovação e competitividade nas relações entre o Brasil e a Suécia, a delegação se reuniu com a diretoria e com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

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Ao lado do rei da Suécia Carl XVI Gustaf (à direita na foto), Paulo Skaf disse que o Brasil precisa de muitos parceiros. “Tenho certeza que a Suécia pode ser um grande parceiro brasileiro.” Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Skaf agradeceu a presença da delegação, em nome de todos os setores produtivos brasileiros, e reforçou a importância de aumentar os negócios entre os dois países.

“A corrente de comércio da Suécia em 2012 foi de US$ 340 bilhões. A brasileira ficou em torno de US$ 500 bilhões. Isso nos estimula a procurar as razões pelas quais a nossa troca de comércio é tão modesta. Deveríamos estar comprando muito mais da Suécia e também vendendo mais para eles, assim como deveria ser maior o investimento de um país para o outro”, afirmou o presidente da Fiesp.“O Brasil tem um grande potencial e precisa de muitos parceiros. E tenho certeza que a Suécia pode ser um grande parceiro brasileiro.”

Ao falar dos investimentos da indústria paulista em educação, o presidente da Fiesp aproveitou a oportunidade para propor um intercâmbio entre as universidades da Suécia com as entidades da indústria como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

O presidente do Conselho da Academia e líder da delegação, Leif Johansson, disse que a Suécia tem muito interesse no Brasil. “Nossa meta é fazer a imersão profunda em coisas brasileiras, comparar o Brasil e a Suécia e avaliar como os países podem se desenvolver de forma independente e também em conjunto”, declarou. “Temos muito interesse em participar na economia crescente do Brasil, promovendo a ciência em áreas como estrutura energética, inovação, empreendedorismo e sustentabilidade. Sem dúvida, a Fiesp é uma organização importante para chegar a esse objetivo.”

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Leif Johansson (2º da esquerda para a direita): “Temos muito interesse em participar na economia crescente do Brasil”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Perguntas

Os principais temas questionados pelos membros da delegação sueca foram competitividade, infraestrutura, pré-sal e investimentos do país em educação.

Sobre a competitividade, o diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), José Ricardo Roriz Coelho, citou alguns dos entraves que o Brasil precisa enfrentar nessa questão. “Um dos problemas é o câmbio, porque durante um tempo tivemos o real sobrevalorizado, o que desorganizou os preços relativos no Brasil e perdemos a competitividade para exportar e no mercado interno. Também temos o custo de produzir no Brasil, que é muito caro”, explicou Roriz, que incluiu nesse custo as questões da infraestrutura e da baixa qualidade dos serviços públicos.

Roriz falou ainda que o Brasil precisa fazer um grande trabalho na área de inovação e tecnologia, para melhorar sua competitividade, além de fazer as reformas – tributária, jurídica e política.

O impacto dos investimentos do pré-sal para o Estado de São Paulo também foi tema de uma pergunta da delegação sueca. “De 2012 a 2016, o investimento do estado na área de petróleo e gás vai ficar na casa de R$ 175 bilhões. Em termos de serviços e produtos, São Paulo é responsável por 50% de tudo que se faz nessa área, mas, hoje, representa só 2% da produção. Esse número vai crescer para cerca de 20%, depois de desenvolvidos os campos do pré-sal”, disse Roriz, que avalia o pré-sal como uma grande oportunidade para São Paulo.

O diretor do Decomtec falou ainda sobre a questão da infraestrutura. “Embora o Brasil tenha imensos desafios pela frente, também é um país de grandes oportunidades. E pode trabalhar em conjunto com a Suécia para desenvolver esse potencial.”

Fiesp e governo esloveno firmam entendimento para cooperação mútua

Nina Proci, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de estreitar relações comerciais com o Brasil, o vice-primeiro-ministro do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico da Eslovênia, Radovan Zerjav, esteve nesta terça-feira (19/06) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), acompanhado por autoridades e empresários de seu país.

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Na Fiesp, governo esloveno discute oportunidades de negócios

A comitiva eslovena foi recebida pelo diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Newton de Mello. Durante a reunião, Mello e o diretor de Relações Internacionais da Câmara de Comércio da Eslovênia, Ales Cantarutti, assinaram um memorando de entendimento entre a Fiesp e o governo esloveno.

“Existe muito campo para cooperação e desenvolvimento mútuo”, destacou Newton de Mello, acrescentando que os dois países podem trocar experiências na área tecnológica, além do intercâmbio técnico-científico.

Radovan Zerjav disse que saiu satisfeito e otimista do encontro: “Fico contente. Hoje estamos provando que a distância não é empecilho para estreitar relações entre Brasil e Eslovênia”.

Também participaram do encontro o diretor-geral do Departamento de Turismo e Internacionalização do ministério do Desenvolvimento Econômico e Tecnologia da República da Eslovênia, Marjan Hribar; a embaixadora da República da Eslovênia para o Brasil, Milena Smit; e o diretor da Investe São Paulo, Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, Sérgio Rodrigues Costa.

Rodada de negócios

Após o encontro, empresários eslovenos participaram de uma rodada de negócios com representantes brasileiros dos setores de energia, eletrônico, tecnologia da informação, bancário, farmacêutico, químico e automotivo. No total, mais de 50 empresas trocaram informações sobre produtos e serviços oferecidos por elas.

Com aproximadamente 2 milhões de habitantes, a Eslovênia é um país europeu que faz fronteira com quatro países: Áustria, Hungria, Croácia e Itália. Sua capital é Liubliana.

Empresas e gestores disputam ranking dos campeões das Melhores Práticas

Agência Indusnet Fiesp (com informações de Instituto Mais)

A apresentação do Ranking Benchmarking 2011 dos Detentores das Melhores Práticas é uma atração à parte na 4ª FIBoPS – Intercâmbio Internacional Pró-Sustentabilidade, que se realiza no Centro de Eventos São Luiz, em São Paulo, de 26 a 28 de julho.

Os 28 cases divulgados nesta semana (www.benchmarkingbrasil.com.br) serão compartilhados nos miniboxes montados na Ilha Benchmarking, aberta à visitação, e também no BenchMais2, livro que será lançado no encerramento da Feira (dia 28) com presença da ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e apresentação da Orquestra Bachiana Senai-SP. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, também está convidado para a cerimônia de abertura.

“Mais do que um selo que certifica as melhores práticas, o Programa Benchmarking compartilha conhecimento aplicado em eventos e publicações técnicas”, explica Marilena Lavorato, presidente do Comitê de Sustentabilidade do Instituto Mais. Para a especialista em gestão socioambiental, o Programa Benchmarking é um contraponto ao greenwashing – práticas maquiadas que já entraram na mira do Conar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária.

“A exemplo do que ocorreu com movimentos legítimos por sua universalidade e racionalidade nos seus fundamentos e valores, a sustentabilidade também se de tornou alvo da pirataria”, acrescenta Marilena Lavorato.

Programa Benchmarking

O Selo Benchmarking surgiu há nove anos com uma pesquisa em mais de 300 empresas devidamente estruturada na área socioambiental. Desenvolveu metodologia própria baseada na ferramenta de gestão benchmarking (aprender com os detentores das melhores práticas) e, a partir dos resultados, selecionou mais de 200 boas práticas de sustentabilidade com critérios rigorosos e total independência. “É um selo plural, inclusivo, e com o apoio das mais respeitadas instituições do País”, completa Marilena.

O modus operandi do Programa é exclusivo e compreende uma comissão técnica de especialistas de vários países, ligados a instituições representativas, academia e mídia especializada que pontuam os quesitos das práticas sem ter acesso ao nome da organização.

Os mais bem pontuados, acima do índice técnico, são reconhecidos como Benchmarking, ou seja, detentores das melhores práticas de sustentabilidade em uma das temáticas gerenciais: arranjos produtivos, energia, emissões, resíduos, recursos hídricos, educação e comunicação, ferramentas de gestão, manejo e reflorestamento, proteção e conservação, Pesquisa e Desenvolvimento, etc. Este ano, a comissão técnica reuniu 15 especialistas de seis diferentes países que ranqueou, pela metodologia Benchmarking, 28 organizações brasileiras.

Serviço
Feira e Congresso Internacional para Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais (Fibops/Cibops)
Data – De 26 a 28 de julho de 2011
Local – Centro de Eventos São Luiz (Avenida Paulista) – São Paulo, SP. Mais informações: 3257-9660/ 3637-4457 e www.fibops.com.br

Julho Sustentável na Paulista

Agência Indusnet Fiesp (com informações de Instituto Mais)

O anúncio das 34 empresas selecionadas no Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, previsto para a primeira semana do mês, gera expectativa entre as mais de 100 inscritas na nona edição do prêmio.

A classificação no ranking, porém, só será conhecida em 28 de julho, Dia do Benchmarking, solenidade que encerra a Feira Internacional para Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais (FIBoPS), na capital paulista, e que contará com as presenças de autoridades de Governo, entidades da Indústria (Fiesp e Senai), lideranças e especialistas em gestão ambiental no Brasil e Exterior.

“Esses cases foram avaliados por uma comissão internacional, integrada por especialistas de sete países, que não tiveram acesso aos nomes dos autores dos projetos nem das organizações que representavam”, explica Marilena Lavorato, presidente do Comitê de Sustentabilidade do Instituto Mais, entidade organizadora do Programa Benchmarking e da Fibops.

“O Ranking Benchmarking é um reconhecimento merecido ao gestor e a instituição, que faz a diferença com suas práticas de excelência”, acrescenta Marilena, lembrando que essas organizações vão se somar a outras 150 empresas que fazem o maior banco de boas práticas socioambientais do País e que são publicadas nos livros da série BenchMais, que terá seu segundo volume lançado na solenidade de premiação.

Na edição passada, entre os cinco primeiros ficaram o Programa Sambaíba, da Sama Minerações Associadas, o case Sustentabilidade Ponta a Ponta, da rede Walmart, o projeto de Promoção Florestal, da Duke Energy, o case Otimização na Gestão de Resíduos Sólidos, da Souza Cruz, e o projeto Energia Verde, da NeoEnergia.

O BenchMarking Day integra programação da Feira Internacional para Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais (FIBoPS), de 26 a 28 de julho, no Centro de Eventos São Luiz, em São Paulo, Capital.

O Instituto Mais é uma organização não governamental sem fins lucrativos com a missão de construir uma nova cultura pró-sustentabilidade. O Programa Benchmarking e a FIBoPS são atividades do calendário 2011 – CiBoPS (Compromisso Empresarial pelas Boas Práticas Socioambientais).

Senai exporta tecnologia e conhecimento para El Salvador

Elcio Cabral, Agência Indusnet Fiesp

No começo de setembro, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, veio ao Brasil, onde reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro, que ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Lula afirmou que “o Brasil tem o dever de ajudar países parceiros e vizinhos”.

Um dia após o encontro, Benjamin Steinbruch, no exercício da presidência da Fiesp, levou Funes para conhecer a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo – Mariano Ferraz, na Vila Leopoldina.

Na visita, o presidente salvadorenho reconheceu a qualidade da escola e assinou um protocolo de intenção para cooperação internacional na área de educação, a fim de estreitar laços com o Senai e levar ao seu país a experiência da entidade na capacitação e qualificação de mão de obra do setor industrial, além da expertise na prestação de serviços.

Para acertar os detalhes sobre o assunto, na quinta-feira (9) a primeira-dama de El Salvador, Vanda Pignato, veio à sede da Fiesp.

Visita técnica

Já no domingo (12), dois profissionais do Senai-SP foram enviados para iniciar os estudos técnicos em El Salvador. José Carlos Dalfré e Marcelo Verde de Souza estão pesquisando um local para construção ou reforma do centro de formação até o final dessa semana.

Eles também verificarão quais são as áreas vocacionais – uma já aventada é a têxtil, pela tradição do país – e estudarão as características dos profissionais que serão treinados para trabalhar no local, tanto na área de educação quanto nas administrativas. Além disso, também irão checar quais os equipamentos disponíveis no país e um relatório técnico será encaminhado à Agência Brasileira de Cooperação, no Distrito Federal, que analisará e dará continuidade ao projeto. Somente após esse procedimento serão estabelecidos prazos para a construção do centro.

Khow-how

Esta não é a primeira vez que o Senai-SP exporta conhecimento e tecnologia. A Diretoria de Relações Externas trabalha em parceria com a Angola, Guiné-Bissau, Timor Leste, Marrocos e República Dominicana.

Os projetos visam cooperação técnica e possuem dois objetivos:

  • Implementar centros de formação profissional;
  • Estimular o intercâmbio de conhecimento técnico.

Na Costa Rica e Colômbia, por exemplo, já ocorreu intercâmbio no setor de Artes Gráficas. No Equador, o foco foi a Gestão de Qualidade e no continente africano, o centro de formação do Senai ministra os seguintes cursos:

 Angola

Guiné Bissau

Timor Leste

Construção Civil

Construção Civil

Construção Civil

Eletricidade predial e industrial

Eletricidade predial

Eletricidade predial

Costura industrial

Refrigeração

Costura industrial

Informática

Reparos de eletrodomésticos

Marcenaria

Mecânica diesel

Hidráulica

Artesanato

Informática

Panificação

Mecânica de motocicletas

Refrigeração residencial

Panificação e refrigeração

Serralheria