Tecnologia na segurança contra incêndios é tema de workshop na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Especialistas em tecnologias contra incêndios reuniram-se na manhã desta terça-feira (19/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para a discussão de temas relevantes ao setor durante a realização do workshop “O uso de conceitos de desempenho e tecnologia da informação na tomada de decisão na segurança contra incêndio”.

O evento foi realizado pelo Departamento de Segurança (Deseg) da instituição em parceria com o Instituto Sprinkler Brasil.

Ricardo Coelho, diretor do Deseg, abriu a manhã de debates. De acordo com Coelho, o departamento procura fomentar discussões que possam contribuir para as práticas de segurança pública e privadas.  “Segurança é um esforço conjunto. E a prevenção de incêndios tem um papel muitíssimo relevante”, afirmou.

Para o diretor do Deseg, o custo de não tomar medidas nessa área pode levar uma empresa a desaparecer.

Coelho: custo pode ser alto demais para empresas que não investirem na segurança contra incêndios. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Coelho: custo pode ser alto para empresas que não investirem em segurança. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Depois de Coelho, foi a vez de Marcelo Lima, diretor geral do Instituto Sprinkler Brasil, instituição criada há três anos, ressaltar a necessidade de avanços em relação à segurança contra incêndios.

“Um dos pilares é a educação. Educação aprimorada e formal contra incêndios é fundamental. Engenheiros e arquitetos com educação nesse sentido se faz necessário”, opinou.

Sprinklers

Um dos convidados do workshop, Robert Till, consultor da área de segurança, destacou algumas tecnologias importantes na área.  “A tecnologia contra incêndios tem que ser durável, resistente, confiável, previsível, de fácil manutenção, uma tecnologia à prova de balas”.

Entre as principais tecnologias de combate a incêndio, Till destacou a sprinkler, equipamento que “impede a proliferação rápida do fogo”. “A tecnologia sprinkler de combate ao fogo é 96% confiável, segundo pesquisas realizadas nos Estados Unidos”, disse. “A tragédia em Santa Maria poderia ser evitada caso a boate Kiss tivesse a tecnologia”, acrescentou.

Till: “A tecnologia contra incêndios tem que ser durável, resistente, confiável, previsível, de fácil manutenção”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Till: “A tecnologia contra incêndios tem que ser durável, resistente, confiável, previsível, de fácil manutenção”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Além disso, Till deu dicas de como se comportar diante de incêndios. “Não tente fazer nada, não tente combatê-lo. Saia do local e chame os bombeiros”, aconselhou.

Boas práticas

Em seguida, abordando a utilização dos conceitos de desempenho na tomada de decisão, Dayse Duarte, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ressaltou a importância dos métodos de avaliação de engenharia, apesar de “os métodos de avaliação de desempenho estarem hoje fracamente integrados com a prática”.

“Precisamos pensar uma nova forma de gerenciar riscos. A atenção a incêndios em transformadores deve ser maior”, disse.

Dayse ressaltou a importância da prevenção de incêndio para o bem estar da indústria. A professora citou incêndios que ocorreram no Japão e prejudicaram toda cadeia produtividade automotiva do país.  “Acidentes acontecem porque os tomadores de decisões não compreendem a natureza do risco”, encerrou.