Empresários e economistas questionam saída chinesa com investimentos em urbanização

No debate realizado nesta segunda-feira (28) durante o Congresso da Indústria, logo após a conferência de Murilo Portugal (diretor-adjunto do FMI), Roberto Lavagna (ex-ministro da Economia da Argentina) e Zhang Ping (vice-presidente do Instituto de Economia da China), o economista José Roberto Mendonça de Barros discordou da intervenção de outros palestrantes quanto aos investimentos feitos pelos Estados Unidos.

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José Roberto Mendonça de Barros

Categórico, Mendonça de Barros afirmou que “os estímulos fiscais dos EUA foram muito altos”, analisando que acreditar na recuperação do que foi gasto na crise é ingenuidade.

A saída chinesa para a crise foi apostar em projetos de urbanização. Foram realizados altos investimentos em infraestrutura junto aos governos locais. Houve questionamento sobre o risco de endividamento.

Zhang Ping, vice-presidente do Instituto de Economia da China, rebateu as críticas afirmando que os investimentos podem ser recuperados, após a implementação dos projetos, com a cobrança de taxas, obtendo-se lucro, portanto.

Outro questionamento em relação à realidade chinesa é que o rápido processo de urbanização pode elevar a demanda de alimentos industrializados. Ping lembrou que a China tem área cultivável reduzida, mas a preocupação central agora não é o abastecimento e sim o estabelecimento de políticas de segurança alimentar, pois muitas leis do país não são eficientes.