Inova Senai: aberta a temporada de projetos criativos nas escolas da rede

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Uma janela para dar vazão à criatividade. E o que é melhor: levando essa criatividade para o mundo empreendedor. Criado em 2005 pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), o Inova Senai incentiva o desenvolvimento de soluções e produtos de interesse da indústria e da sociedade. Um desfile de boas ideias que reconhece, todos os anos, o talento de professores e alunos da instituição. Em 2015, já são 50 projetos selecionados em sete categorias, com premiação no próximo dia 12 de novembro.

De acordo com o gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Maia, o Inova Senai surgiu a partir de um concurso de criatividade para professores. E deu tão certo no estado que, em 2008, passou a ser adotado pelo Senai Nacional. “O Inova é muito mais do que uma feira de invenções”, explica Maia. “Apresentamos todos os elementos do mundo empreendedor aos participantes”.

Assim, já foram reconhecidos pela iniciativa projetos como o desenvolvimento de fraldas especiais para prematuros extremos, uma estante cujas gavetas se movimentam para o uso por cadeirantes, um sorvete especial de quinoa,  o uso de sacos de cimento vazios em placas de forro, entre muitas outras criações.

A estante para deficientes foi alvo de reportagem do programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo, e foi doada para a instituição Caminho Suave, de Ribeirão Preto, São Paulo.

Os projetos são organizados nas seguintes categorias: alimentos, processo inovador, produto inovador, tecnologias educacionais, tecnologias inclusivas, design e empreendedorismo, sendo essas duas últimas novidades de 2015.

Segundo Maia, os vencedores de cada segmento recebem posteriormente todo o suporte para tentar viabilizar a produção de suas ideias. “Ajudamos a avaliar a viabilidade técnica e econômica de cada projeto”, explica. “Ajudamos com tarefas como licenciamento, propriedade intelectual e patente”.

E isso com todo o apoio e envolvimento das escolas da rede. “As escolas se mobilizam em torno do Inova, há toda a ajuda para a aquisição de materiais, por exemplo”, afirma. “Sem falar que a iniciativa é um instrumento de motivação forte para os alunos”.

Participam todos os estudantes interessados em elaborar um projeto de criação de um produto. Muitos dos trabalhos inscritos são atividades de conclusão de curso. Escolhem os melhores um time de avaliadores internos, externos e representantes do Comitê Acelera Fiesp, de apoio à abertura de startups. “O Inova Senai desmistifica a inovação científica”, diz Maia.

Os campeões de cada área recebem troféus e certificados, sendo ainda classificados para o Acelera Startsup, de incentivo ao empreendedorismo, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Além do impulso de carreira que representa ter uma ideia com o selo de inovação do Senai.

As fraldas para prematuros extremos desenvolvidas no Senai-SP. Foto: Divulgação

Equipes de São Paulo comemoram conquistas de prêmios no Inova Senai

Ariett Gouveia e Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Belo Horizonte (MG)

Depois de muita dedicação, estudo e trabalho, as equipes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) que participaram da mostra Inova Senai comemoraram os resultados, na cerimônia de premiação realizada neste sábado (06/09), em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Dos 15 prêmios entregues no evento, as equipes de São Paulo ficaram com sete troféus. Entre eles, o primeiro lugar na categoria Tecnologias industriais (produtos e processos), conquistado pelo projeto “Fraldas hospitalares para prematuros”, criado pela equipe do Senai-SP Francisco Matarazzo, na capital paulista.

A equipe campeã foi formada por Lia Souza Costa, Dilara Rubia Pereira, Natalia Alves de Toledo, Fernanda Marinho Pereira da Silva.

As campeãs com o projeto projeto “Fraldas hospitalares para prematuros”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“A gente só consegue criar projetos como esse porque na nossa unidade do Senai temos uma área voltada para inovação e temos apoio da diretoria. Estamos muito felizes porque sabemos que inovar é tudo que o Brasil precisa para crescer”, disse Dilara, que revela terem sido procuradas por muitos investidores durante a feira Inova Senai.

A ideia de criar uma fralda para prematuros extremos surgiu da aluna Lia, que é enfermeira. Além do tamanho adaptado para esses bebês e nas suas condições fisiológicas, a fralda é produzida com material adequado às suas necessidades.

“Já trabalhei na UTI neonatal e observei essa necessidade. No Senai-SP, comecei a estudar e procurar os meios para desenvolver o melhor produto.”


Voto do público

Na categoria voto popular, o Senai-SP ficou com o segundo e o terceiro lugares. O projeto vice-campeão foi a Palmilha Clean Energy, que converte a energia mecânica que a pressão dos pés exerce sobre o solado do calçado em energia elétrica.

Um dos idealizadores do projeto, Lucas Ferreira dos Santos, não segurou as lágrimas depois da premiação. “Durante o processo de desenvolvimento do produto, eu passei por uma grande dificuldade financeira que eu não conseguia nem ir para o Senai-SP. Por isso é muita alegria conseguir esse prêmio hoje.”

“Estou tão emocionado que as palavras falham. Mas espero que muitas pessoas possam ser ajudadas com o nosso projeto.”

O coordenador do projeto, Giovane Chiato, disse que o projeto foi criado para 89% da população: pessoas que utilizam celular ou outro aparelho eletrônico.

“Quando mais a gente precisa do aparelho, muitas vezes não pode utilizar por falta de energia. Como a escola de Jaú é especializada em calçado e temos também cursos de eletroeletrônica, unimos as áreas para criar essa palmilha.”

Vice-campeões

Na categoria Tecnologias Inclusivas, o projeto da “Cadeira odontológica para cadeirantes”, do Senai-SP de Piracicaba, ficou em segundo lugar. O equipamento possui duas posições de atendimento: uma que permite o uso por paciente não cadeirante e outra para paciente cadeirante em sua própria cadeira de rodas sobre uma plataforma.

José Augusto Brunet Marques de Almeida, que é dentista e ex-aluno do Senai-SP, foi o idealizador do produto. “Eu atendo muitos pacientes cadeirantes e senti a dificuldade para fazer esse atendimento”, contou.

“Fizemos contato com muitas pessoas interessadas e empresários dispostos a colaborar com a produção. Provavelmente, meu consultório será o primeiro a ter essa cadeira.”

“Sabemos que todos os projetos que participaram da mostra são inovadores. Por isso estamos muito contentes pelo prêmio e esperamos que ajude a tornar esse produto viável no mercado”, completou Milton Antonio Scarpelin, que fez parte da equipe.

Os premiados pelo projeto "Cadeira odontológica para cadeirantes". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Também ficaram com o vice-campeonato a equipe de Fernando Saran e Geraldo Gomes Andrade Junior, do Senai-SP de Sertãozinho, com um projeto de sistema digital de eficiência energética.

Por meio dele, é possível controlar as grandezas medidas e faturadas pelas concessionárias de energia e todas as demais fontes de energia dessa unidade, evitando multas e desperdícios e estabelecendo uma alta eficiência energética.

“A gente está percebendo que a inovação está fazendo parte do dia a dia do Senai hoje. Isso faz com que a gente cresça, se sinta cada vez mais empolgado e continue pensando em outras formas de inovação”, comentou Saran.

Autores do projeto "Sistema de eficiência energética", que permite controlar as grandezas medidas e faturadas pelas concessionárias de energia e todas as demais fontes de energia dessa unidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Projetos do Senai-SP levam sete de 15 prêmios no Inova Senai

Alice Assunção e Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Belo Horizonte (MG)

São Paulo tem muito o que comemorar. Dos 15 projetos premiados no Inova Senai, mostra que incentiva e premia ideias inovadoras e com potencial de mercado, sete são de alunos e professores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). A cerimônia de premiação aconteceu na noite deste sábado (06/09), em Belo Horizonte (MG), como parte da programação da Olimpíada do Conhecimento.

Destaque para o trio Lia Costa, Márcia Boiko e Natália de Toledo, da Escola Senai “Francisco Matarazzo”, no Brás. Elas receberam o primeiro lugar em Tecnologia Industrial de Produto, uma das cinco categorias da mostra, com a criação da “Fralda hospitalar para pré-maturos extremos”, confeccionada para atender às necessidades anatômicas, fisiológicas e de conforto de bebês prematuros extremos (que nascem com menos de 1 kg de peso) em unidades de terapia intensiva neonatais.

A comemoração das autoras do projeto “Fralda hospitalar para pré-maturos extremos”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

O Senai-SP também foi reconhecido com a segunda e a terceira colocação na categoria Tecnologias Indústrias de Processo.

A segunda posição ficou com o grupo formado por Abel Mendes, Bruno Beveari, Letícia Braga e Marlene Dely, da escola Senai “Theobaldo de Nigris”, na Mooca. Eles apresentaram o “Print Test”, equipamento capaz de produzir mancha de tinta sobre o papel, criando uma “prova de cor” – instrumento vital para todos os profissionais envolvidos na produção do material gráfico.

Já o terceiro lugar é de uma equipe do Centro de Treinamento Senai “Ettore Zanini”, em Sertãozinho. O quarteto formado por Tarso Tristão, Daniel Saran, Renato Bolsoni e Geraldo Andrade Junior desenvolveu o “Sistema Digital de Eficiência Energética”, que permite controlar as grandezas medidas e faturadas pelas concessionárias de energia e todas as demais fontes de energia de uma unidade, evitando multas e desperdícios, propiciando uma alta eficiência energética.


Projetos inclusivos

Na categoria Tecnologias Inclusivas, mais dois projetos paulistas ganharam troféus.

Em segundo lugar ficou a “Inclusion-Cadeira Odontológica para Cadeirantes”, de Milton Scarpelin, José Augusto de Almeida, Filipe Florêncio e Giovane Coletti, da escola Senai “Mário Dedine”, de Piracicaba. A cadeira é girada, permitindo o uso da plataforma pelo paciente cadeirante, atendido em sua própria cadeira de rodas.

Em terceiro, a equipe de escola Senai “Ítalo Bologna, de Itu, integrada por Murilo Gianotto, Lucas Pranstete, Henrique Mitsugui e Arthur Dias, com “Estante para PCD”, artefato com prateleiras móveis automatizadas que se movimentam em sentido vertical, sistema similar ao de uma roda gigante.

No Voto Popular, escolha dos visitantes do ExpoMinas, outros dos projetos do Senai-SP foram reconhecidos: “Palmilha Geradora de Eletricidade”, em segundo, e “Processo de Automação Residencial para as Classes C e D”, em terceiro.

Criado por Antonio José Cleto, Rafael Fernandes Leme e Lucas Ferreira dos Santos, do Centro de Treinamento Senai “Edward Sávio”, em Jaú, a “Palmilha Geradora de Eletricidade” aproveita a energia mecânica que a pressão dos pés exerce sobre o solado do calçado para conversão em energia elétrica, armazenada em baterias, as quais podem ser utilizadas posteriormente para as mais diversas finalidades.

Já o “Processo de Automação Residencial para as Classes C e D”, de Anderson Oliveira, Rafael Pereira, Amanda Fernandes e Daniel Xavier, da escola Senai “Manuel Garcia Filho”, de Diadema, proporciona segurança e acessibilidade a idosos e deficientes físicos ao controlar portas, portões, iluminação, por meio de um celular, reduzindo a ocorrência de acidentes domésticos. Seus diferenciais são simplicidade e baixo custo, sendo acessível a pessoas de baixa renda.

O Inova Senai

Leal: Todos podem desenvolver sua capacidade de se tornar mais criativos". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Nesta edição, o Inova Senai recebeu 240 inscrições de ideias inovadoras para indústria e selecionou os 50 projetos mais exequíveis no mercado e criativos.

Durante a premiação, o diretor de operações do Senai, Gustavo Leal, avaliou que a mostra tem evoluído nos últimos anos.

“[O Inova Senai] vem trazendo o DNA do que queremos fazer. O Senai tem uma enorme preocupação em formar bem seus técnicos, mas também em difundir metodologias de desenvolvimento de produtos”, explicou Leal.

“Todos podem desenvolver sua capacidade de se tornar mais criativos. Estamos preocupados em preparar as pessoas para trabalhar nessa indústria do futuro, moderna e competitiva”, disse o diretor.

Ele ponderou, no entanto, que o Brasil ainda não conseguiu “chegar lá” em termos de inovação. Mas “para chegar lá, a gente precisa de gente que faz a diferença”.

País atrasado

Bel Pesci: “A sorte só abre as portas para os preparados”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Integrante da banca avaliadora de projetos e representante de um fórum de investidores, John Jackson Buttier, afirmou durante a premiação que o Senai tem feito sua parte para estimular a inovação no país.

“Muitos falam que nosso país está atrasado, mas quem faz a sua parte? O Senai está fazendo sua parte. A melhoria contínua da indústria é uma ode a insatisfação, é uma característica do inovador”, avaliou.

Também participou da cerimônia Bel Pesci, fundadora do programa educacional Faz Inova. No evento, a empreendedora contou sua trajetória profissional, o desafio estudar no MIT e sobre os projetos que fracassaram.

“A sorte só abre as portas para os preparados e para quem corre atrás”, disse Bel.

Senai escolheu ser agente transformador, diz representante dos investidores do Inova

Alice Assunção e Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, Belo Horizonte

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) está dando sua contribuição para que o Brasil desenvolva a cultura de inovação, afirmou neste sábado (06/09) o investidor John Jackson Buttier, um dos integrantes da banca de avaliadores de projetos do Inova Senai.

Ele participou da premiação da edição de 2014 da mostra que incentiva a criação de projetos inovadores e viáveis no mercado brasileiro.

“O Senai fez uma escolha de ser agente transformador, partícipe, ativo da mudança desse país”, disse Buttier ao parabenizar os autores dos projetos – foram 50 escolhidos de um total de 240 inscritos – pela iniciativa.

O investidor John Jackson Buttier. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Segundo ele, “todos aqueles que vieram aqui também fizeram uma escolha de serem protagonistas” de uma cultura de inovação que ainda engatinha no país.

O Inova Senai, que acontece este ano em Belo Horizonte (MG), reuniu projetos de todo o país que tem potencial para atingirem o mercado. A disputa premia as melhores ideias nas categorias Tecnologias Industriais, Tecnologias Educacionais e Tecnologias Inclusivas.

Na categoria Voto Popular, o público, que visitou as instalações do Inova no ExpoMinas, também escolheu o melhor projeto.

De 50 ideias escolhidas pelos organizadores do Inova, 19 são de São Paulo. Entre eles está a Cadeira Odontológica para Cadeirantes, projeto que possibilita o atendimento de paraplégicos em sua própria cadeira.

Flan de chocolate sem leite é um dos competidores do Inova Senai

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Belo Horizonte

Um flan de chocolate para a intolerantes à lactose e para consumidores que buscam alimentos de baixa caloria. A diferença: em vez de leite, a sobremesa é feita a partir do extrato de quinoa, uma semente que completa a mesa dos alimentos mais saudáveis, funcionais e baixo teor calórico. Esse é o projeto do professor e orientador do projeto Marcos Roberto Ruiz e da aluna Patrícia Rodrigues, ambos da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) em Presidente Prudente, cidade do oeste paulista a aproximadamente 558 quilômetros da capital.

Flan a base de quinoa para atender a população com intolerância à lactose, desenvolvido por alunos da Escola Senai “Santo Paschoal Crepaldi”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

A iniciativa pode ser conhecida pelos visitantes que passam pelo espaço do Inova Senai, uma competição de projetos de inovação que ocorre paralelamente à Olimpíada do Conhecimento, em Belo Horizonte (MG).

“Vamos apresentar no Fórum de Investidores que vai acontecer aqui amanhã [05/09]”, disse o professor na manhã desta quinta-feira (04/09) ao se referir a um encontro com investidores organizado pelo Senai para divulgar os projetos a possíveis interessados.

Para fazer a sobremesa, a dupla não usa nenhum tipo de leite, exceto o extrato de quinoa.

Marcos Roberto Ruiz: há um segredo para que o flan de quinoa não fique amargo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

De acordo com o professor, um diferencial desse projeto em relação a outras sobremesas com base nesse extrato é uma determinada temperatura que a equipe conseguiu atingir no momento da extração que não torna a substância amarga.

“Alguns já tentaram fazer doces a partir do extrato da quinoa por ser um alimento muito rico em nutrientes e cálcio, mas eles não conseguiram porque, quando misturado, o extrato fica muito amargo. Mas tem um segredo no processo de cozimento”, explicou.

Ele também contou que o flan pode ser feito em outros sabores. Em sua descrição do projeto, a dupla explica que “o flan mantém as características no que diz respeito aos flans comercializados atualmente”.

O preço também pode ser igualado aos produtos que já existem nas prateleiras dos supermercados. Segundo Ruiz, uma embalagem de 70 gramas do flan de quinoa pode ser vendida a R$ 1,90, com um custo de produção de R$,0,57 cada unidade. O projeto do Senai-SP de Presidente Prudente já teve o seu pedido de patente encaminhado pela escola.

Sobre o Inova Senai

Mostra e concurso de projetos de inovação tecnológica de alunos do Senai, o Inova reúne este ano 50 projetos que foram escolhidos finalistas entre 240 propostas em todo o país. Das 50 ideias escolhidas, o Senai-SP é representado em 19.

Os projetos são apresentados para o público geral e especialistas em prospecção de mercado que avaliam o potencial comercial dos produtos desenvolvidos. O evento premia neste sábado (06/09) as melhores criações desenvolvidas para atender demandas da indústria e do mercado.

Site da Olimpíada do Conhecimento 2014 traz notícias e informações sobre o evento

Agência Indusnet Fiesp

Já está no ar o site da Olimpíada do Conhecimento 2014, evento aberto nesta quarta-feira (03/09) em Belo Horizonte, Minas Gerais. Trata-se de uma competição realizada a cada dois anos, desde 2001, sendo a maior na área de educação profissional nas Américas. Participante do evento, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) tem 53 alunos entre os competidores, disputando medalhas em 48 modalidades das 58 existentes.

No site, é possível encontrar informações sobre o evento em si, notícias com os estudantes do Senai-SP e reportagens sobre as provas.

Outro assunto destacado é o Inova Senai, realizado como parte das atividades da Olimpíada, que destaca projetos desenvolvidos pelos alunos de escolas técnicas de todo o país, em áreas variadas. Na edição 2014 da iniciativa, dos 50 projetos selecionados, 19 têm origem nas escolas do Senai-SP.

Para acessar o site da Olimpíada, só clicar aqui.

Entrevista: gestores falam sobre a participação paulista no Inova Senai 2014

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Dos 50 projetos selecionados para a próxima edição do Inova Senai, competição que premia as melhores criações desenvolvidas em escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de todo o Brasil, um total de 19 tem origem na regional de São Paulo – o Senai-SP.

De acordo com o gerente de Inovação e de Tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Lahoz Maia, o número representa um crescimento de 14% na participação paulista ante 2012. “Podemos afirmar que esse aumento é fruto de maior consciência de professores e alunos para a inovação bem como o desenvolvimento de novos produtos e processos”, analisa Maia.

Osvaldo Maia (gerente de Inovação e de Tecnologia do Senai-SP) e Renata Ponçano (coordenadora) lideram o Inova Senai na regional em São Paulo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

No Inova Senai, que acontece de 3 a 6 de setembro, como parte da Olimpíada do Conhecimento, em Belo Horizonte, os projetos são apresentados ao público geral e a um grupo de especialistas em prospecção de mercado que avaliam o potencial de se tornarem um produto comercial.  O evento premia as criações mais bem avaliadas.

Os 50 projetos foram selecionados em um universo de 240 ideias analisadas por uma banca que levou em consideração critérios como viabilidade do projeto e inovação. E disputam prêmios, no valor de R$ 2 mil, nas categorias tecnologias industriais (produto e processo), tecnologias educacionais, tecnologias inclusivas e voto popular.

Nessa entrevista, Osvaldo Lahoz Maia e Renata Ponçano, coordenadora do Inova Senai do Departamento Regional de São Paulo (DR-SP), falam sobre a participação do Senai-SP na iniciativa.

Dezenove projetos desenvolvidos pela regional São Paulo foram selecionados para o Inova Senai. Houve um aumento do número de projetos em relação à edição de 2012? Esse aumento é representativo do investimento do Senai-SP no estímulo à prática inovativa em suas escolas? 

Osvaldo Lahoz Maia – Em relação à última edição da etapa Nacional do Inova Senai, ocorrida em 2012,  houve um crescimento de 14% na quantidade de projetos aprovados. Nesta edição, o Departamento Regional de São Paulo (DR-SP) [o Senai-SP] representa 38% do total da exposição, sendo a maior delegação de São Paulo já participante e a maior delegação desta edição no Inova Nacional. Com base nestes dados, com certeza, podemos afirmar que esse aumento é fruto de maior consciência de professores e alunos para a inovação bem como o desenvolvimento de novos produtos e processos.

A qualidade dos projetos melhorou em relação a anos anteriores? E em que aspectos?

Renata Ponçano –  Sim, sensivelmente. Pois houve melhor entendimento das necessidades da indústria e isso se refletiu na melhoria dos projetos e no desenvolvimento de suas tecnologias. A inserção e absorção de conceitos de inovação em toda a cadeia envolvida no desenvolvimento dos projetos proporcionou um aumento qualitativo nos resultados provenientes das ideias dos alunos que, cada vez mais, mostram-se aplicáveis à realidade das corporações.

Osvaldo Maia e Renata Ponçano: inovação e empreendedorismo fazem parte do esforço do Senai-SP em formar melhores profissionais em nossos cursos. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Quantos projetos já tiveram ou estão em vias de pedir registro de patente? 

Renata Ponçano –  Atualmente contamos com 53 pedidos de patentes (invenção e modelo de utilidade) e/ou registros de desenhos industriais de projetos provenientes do Inova Senai. Dos projetos apresentados na edição Estadual de 2013, temos 29 em processo de proteção, dos quais 10 estarão presentes na etapa nacional do Inova Senai deste ano.

Como o Senai-SP tem incentivado, entre alunos e professores, uma mudança de visão na formulação de projetos, de um formato mais acadêmico para uma visão de mercado? 

Osvaldo Lahoz Maia – O Senai-SP tem feito diversas ações de incentivo neste sentido. Uma delas e de maior destaque são os cursos de recesso para docentes nas áreas de propriedade intelectual, projetos, criatividade e inovação que têm contribuído significativamente na melhoria da qualidade dos projetos e no melhor entendimento e direcionamento das tecnologias desenvolvidas às necessidades do mercado. Outra ação, desenvolvida no âmbito no Inova Senai Nacional e proporcionada pelo Departamento Nacional, é a participação de alunos e professores dos projetos classificados para a exposição em cursos de empreendedorismo desenvolvidos por empresas como a Endeavor e customizados para o público do Senai que prepara os envolvidos para a apresentação em um Fórum de Investimentos que ocorre durante o evento e do qual fazem parte grandes empresários.

Um dos objetivos do Senai-SP é preparar esses profissionais para integrar equipes de inovação nas empresas?

Osvaldo Lahoz Maia – Inovação e empreendedorismo fazem parte do nosso esforço em formar melhores profissionais em nossos cursos. Como resultado disso, nossos alunos, futuros profissionais, estão capacitados a compor equipes de Pesquisa e Desenvolvimento e gestão das empresas.

A ideia é que no futuro a indústria origine a demanda por inovação nas escolas do Senai-SP? De que modo?

Renata Ponçano –  Sim, em verdade isso já está acontecendo pois muitas das ideias de alunos e professores são inspiradas em demandas atuais e reais da indústria.

Vencedor do Inova Senai, dispositivo para troca automática de baterias poupa até 20% do tempo gasto com reposições manuais

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em 320 horas, Andréa Silva Pinto, Bruno Ribeiro Barbosa, Felipe Barros Rojo e Tatiane Lourenço de Siqueira arquitetaram e produziram um dispositivo para a troca de baterias de empilhadeiras que reduz em até 20% o tempo de troca pelo meio convencional. Os quatro jovens, com idades entre 17 e 19 anos, são alunos do Senai Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, e venceram o Inova Senai deste ano na categoria Processos. A premiação envolve invenções dos alunos e professores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

A iniciativa foi realizada em setembro de 2013, no Anhembi, durante a São Paulo Skills, maior competição do ensino profissionalizante do estado.

Os alunos desenvolveram o equipamento para a montadora Mercedes-Benz. O processo que antes era feito manualmente, com a ajuda de uma talha para suspender a bateria e levá-la ao recarregador, foi substituído por uma espécie de carro com rodas e trilhos fixados em uma mureta, além de quatro cilindros pneumáticos que erguem e encaixam a mesa de recarga na altura desejada e roletes que garantem um movimento mais livre das baterias de acordo com a altura e tamanho dos recarregadores.

O professor Valdir José Espíndola, orientador do grupo, explicou que o dispositivo é fruto de um projeto que o Senai de São Bernardo do Campo tem há  alguns anos com as fabricantes da região.

A equipe campeã da categoria Processos durante premiação no Inova Senai 2013, no Anhembi, com Paulo Skaf e Walter Vicioni. Foto: Arquivo Pessoal

A equipe campeã da categoria Processos durante premiação no Inova Senai 2013, no Anhembi, com Paulo Skaf e Walter Vicioni (ao centro). Foto: Arquivo Pessoal

 

“A gente identifica um problema na empresa e analisa se os nossos alunos têm condições de trabalhar com esse problema. Feito isso, chegamos a uma conclusão com o grupo”, afirmou Espíndola.  Ele calculou que a escola produz ao menos oito projetos por semestre, envolvendo cerca de 50 alunos no total.

Andréa é uma das 15 alunas da turma de Mecânica Produção Veicular que se forma em dezembro deste ano. De 48 alunos, 15 são meninas.

“Nosso projeto foi voltado para a Mercedes e a patente fica com a fábrica”, afirmou a aluna. “Provavelmente vou ser efetivada de aprendiz para funcionário na empresa”, completou.

Assim como Andréa, Tatiane também é aprendiz na montadora alemã e vislumbra uma posição melhor na empresa após vencer o Inova Senai. O pai e a irmã de Tatiane também trabalham na montadora.  “Eu espero ser efetivada também”, disse ela, que já se sente beneficiada por participar da disputa e ainda vencer o Inova Senai. “E a gente achou que não ia conseguir participar, pensamos que não daria tempo aprontar as máquinas”, disse ela sobre o equipamento que está sendo usado pela Mercedes-Benz desde 2012.

O dispositivo

A bateria de uma empilhadeira deve ser trocada a cada oito horas. Cada bateria pesa entre 350 e 480 quilos. Na operação manual, o funcionário conta apenas com uma talha para erguer a peça até uma espécie de raque onde elas são recarregadas.

Com o carro, o tempo de troca é reduzido em 20%. Além disso, contribui para que o “operário não corra riscos de acidentes”, segundo disseram os criadores.

De acordo com os cálculos dos alunos, o projeto do dispositivo automático para a troca de baterias custou R$ 15.351,14. Os gastos com materiais foram estimados em R$ 4.349,54, enquanto a mão de obra foi calculada em R$ 11.001,60.

Glossário eletrônico para surdos é premiado no Inova Senai

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Entre as categorias premiadas no Inova Senai 2013, uma das mais importantes, sem dúvida, é aquela dedicada aos projetos de Responsabilidade Social. Nela, o grande vencedor foi o Glossário eletrônico de libras/português para surdos, desenvolvido pela Escola Senai Manuel Garcia Filho, de Diadema, na Grande São Paulo.

O Inova Senai ocorreu durante o São Paulo Skills, maior campeonato do ensino profissionalizante do estado, em setembro, na capital paulista. A premiação tem como objetivo criar soluções para diversos setores da indústria, incentivando o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento de tecnologias.

Responsabilidade Social

Nessa categoria específica, exige-se ainda que o projeto traga benefícios a minorias que enfrentam dificuldades de conviver na sociedade. E esse sem dúvida parece ter sido o objetivo principal do grupo vencedor.

Orientado pelo professor Rafael Costa e composto por cinco alunos surdos, Bruno de Souza Veríssimo, Diogo dos  Santos, Fabio Batista, Jessica de Souza e Juliana Cardoso da Silva e pela professora Geane Botarelli, que ajudou na tradução e revisão do projeto escrito pelos surdos, o grupo responsável pelo glossário afirma que, após a conclusão do projeto, pretendem “disponibilizá-lo para todos os interessados”.

Glossário eletrônico

A criação, idealizada pelos surdos para o seu próprio benefício, também se diferencia pela sua lógica de funcionamento, que ao invés de apresentar uma lista de termos pré-existentes, permite que o usuário crie o seu banco de dados de acordo com as suas necessidades. “A pesquisa é realizada por meio da captura da imagem do sinal ou de um objeto e esse é o seu maior diferencial”, afirma Costa.

Da esquerda para a direita: Juliana Cardoso, Rafael Costa e Jessica Cunha, da equipe do Glossário. Foto: Arquivo Pessoal

A partir da esquerda: Juliana Cardoso, Rafael Costa e Jessica Cunha, da equipe do Glossário. Foto: Divulgação

 

Um glossário ou dicionário tradicional organiza as palavras em ordem alfabética para as quais são dados significados escritos e, em alguns casos, o sinal respectivo na Língua Brasileira de Sinais (Libras). As pessoas que nascem surdas, no entanto, têm como língua nativa a linguagem de sinais, que não é organizada em ordem alfabética, o que torna o acesso as ferramentas tradicionais bastante complicado e a criação do Glossário eletrônico de libras/português para surdos ainda mais relevante.

Independência para os surdos

Segundo o grupo, a proposta poderá dar autonomia ao surdo para produzir textos sozinhos, sem depender de um intérprete ou de algum familiar que entenda libras e conheça a tradução dos sinais para ajudá-lo e isso foi percebido imediatamente não só pelos desenvolvedores, mas também por todos os que testaram o serviço.

Segundo o professor Costa, ao apresentar o projeto em uma sala de alunos surdos do Senai Manuel Garcia Filho, a reação foi muito positiva. “Eles notaram a importância que teria este glossário na vida deles e as possibilidades de aumentar seu vocabulário, com mais autonomia. Ao término da demonstração, todos perguntaram quando o nosso glossário estaria disponível” disse o orientador.

Para ser finalizado, o projeto ainda precisa de alguns investimentos e por isso mesmo premiações como o Inova Senai fazem tanta diferença “Foi uma ótima surpresa, além de conseguir divulgar a nossa ideia, ganhamos um prêmio importante para escola e para os surdos, que tiveram a oportunidade de mostrar a sua capacidade”, afirmou Costa.

Gostoso, saudável e leve, sorvete de extrato de arroz garante primeiro lugar em Alimentos no Inova Senai

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Tatiane Michele Bonavita é educadora física, Thayse Cristine Fernandes Nunes é bióloga e Paula Fernanda da Silva Irenti é fisioterapeuta. Em comum, a idade, 29 anos, e o desejo de fazer chegar ao consumidor uma opção diferente de sorvete, mais saudável e que pode ser consumida por quem tem intolerância à lactose. Tudo isso com muito sabor, claro.

Ex-alunas da escola Senai de Barra Funda, na capital paulista, Tatiane, Thayse e Paula criaram, ao lado de Killian Colombo Maciel, o gelado comestível simbiótico elaborado com extrato de arroz. Ou seja, um sorvete sabor chocolate preparado com o leite do grão em vez do leite de vaca.  A ideia se destacou e venceu a edição 2013 do Inova Senai na categoria Alimentos. A premiação foi realizada em setembro, no Anhembi, durante a São Paulo Skills, maior competição do ensino profissionalizante do estado.

Detalhe do sorvete de extrato de arroz sabor chocolate. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O sorvete de extrato de arroz sabor chocolate: opção para intolerantes à lactose. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

“A ideia é não caracterizar esse sorvete como um remédio ou uma alternativa para intolerantes à lactose, mas sim como uma opção saudável de alimento”, conta Thayse.  “A gente tentou chegar o mais próximo possível do sabor de um sorvete comum”, explica.

E parece ter chegado. O gelado comestível tem a textura de um sorvete à base de leite de vaca, mas o sabor do chocolate nessa versão, por exemplo, é mais encorpado, com massa de cor mais escura.  O grupo optou pelo sabor chocolate por essa ser uma “preferência nacional”. “Pesquisamos e descobrimos que 70% do público brasileiro prefere o sabor chocolate”, afirma Tatiane.

A educadora física explica que a substituição do leite de vaca pelo extrato de arroz aumentou a eficiência do gelado na garantia de saúde e do bem estar. “A ideia era criar um alimento funcional também. A gente optou pelo leite de arroz por ele ser rico em cálcio e fibras”, diz. “Além disso, a gente adicionou fibra de milho, aumentando o valor de fibra do sorvete e reduzindo o teor de gordura”, diz Tatiane.

Segundo a orientadora do grupo, a professora de alimentos no Senai Bárbara Mesquita, se comercializado, o sorvete com extrato de arroz faria parte da “categoria premium” de gelados. “Até porque o sabor dele é diferente dos tradicionais de chocolate, tem mais fibras e menos gordura”.

A equipe responsável pelo sorvete na escola do Senai-SP da Barra Funda. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A equipe responsável pelo sorvete na escola do Senai-SP da Barra Funda. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A loja de doces

Apesar de terem outras profissões, as meninas do sorvete de arroz também possuem formação em Técnico de Alimentos pelo Senai. Isso como forma de agregar valor à carreira.

A fisioterapeuta Paula, por exemplo, decidiu não seguir na área depois da experiência com manipulação de alimentos. Influenciada pela mãe, uma doceira que estava prestes a abrir sua loja, a mais tímida integrante do grupo resolveu ficar com o negócio da família e ser empreendedora.

“Minha mãe trabalha há 30 anos com doces. E quando eu estava me formando na faculdade ela montou uma loja. Comecei a ajudar na loja e a fazer algumas coisas com chocolate”, lembra.

Para vencedor do Inova Senai, prêmio é reconhecimento pela vontade de transformar por meio da educação

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Depois de conquistar a segunda colocação no Inova Senai em 2011, nem mesmo o pouco tempo para a criação de um novo projeto impediu o professor Carlos Ortega de finalmente conquistar o primeiro lugar na disputa. Mais que um prêmio, para o professor da Escola Orlando Laviero Ferraiuolo, no Tatuapé, em São Paulo, vencer a edição 2013 do Inova é o reconhecimento de sua vontade de “fazer melhor e transformar por meio da educação”.

Seu projeto, “Sambladuras Metálicas, a Carpintaria da Madeira ao Metal por Meio Geométrico”, considerado o melhor na categoria Processo Inovador, foi finalizado em menos de dois meses.

Em entrevista, o docente conta que o projeto, além de já estar na mira de grandes empresas, deverá ser publicado em breve pela Senai-SP Editora.

O professor Carlos Ortega: depois do segundo lugar em 2011, a vitória em 2013. Foto: Arquivo Pessoal

O professor Carlos Ortega: depois do segundo lugar em 2011, a vitória em 2013. Foto: Arquivo Pessoal

 

A premiação foi realizada em setembro, no Anhembi, durante a São Paulo Skills, maior competição do ensino profissionalizante do estado.

Confira abaixo a entrevista completa como o professor:

Portal Fiesp – Como foi o processo de criação até o recebimento do prêmio no Inova Senai?  Quais foram as maiores dificuldades?

Carlos Ortega – O processo foi difícil. O prazo para a conclusão do projeto inovador foi muito curto até a apresentação. Tive apenas 51 dias para escrever, revisar e produzir as maquetes eletrônica e física do projeto. Minha maior dificuldade foi a disponibilidade de tempo.

Portal Fiesp –Em linhas gerais, no que consiste o projeto? Por que ele é inovador?

Carlos Ortega – Neste projeto é desenvolvido um gabarito com referencial nos ângulos semelhantes e na geometria das coberturas de pequeno e médio porte. Esse gabarito é aplicado para o desenvolvimento das ligações (sambladuras) das estruturas de telhados. O projeto revoluciona os sistemas construtivos, viabiliza a padronização, informatização e industrialização das coberturas. Além disso, acelera o processo tradicional de construção e possibilita o uso de materiais sustentáveis. É uma solução de alcance mundial.

Portal Fiesp – O que representa esse prêmio para um professor? Você acreditava que podia vencer?

Carlos Ortega – O prêmio representa o reconhecimento pela vontade de fazer melhor e transformar por meio da educação. Fiquei satisfeito com o prêmio e sempre acreditei no potencial do projeto.

Portal Fiesp – O que você espera de agora em diante? Você acredita que o projeto pode “ganhar o mundo”?

Carlos Ortega – Agora estamos em fase de apresentar a ideia às empresas com capacidade para produção do projeto. Espero despertar o interesse de algumas delas e transferir a tecnologia para que esta inovação tenha alcance mundial.

Portal Fiesp – Como foi voltar a dar aula na escola depois de vencer o prêmio?

Carlos Ortega – A volta ao Senai foi tranquila. Em três anos e dez meses na unidade, já participei da modernização e implantação de cinco cursos em minha área e também fui 2º lugar no Inova 2011, com o projeto “Equacionamento de formas de escadas por meio de traçado geométrico”. Essa ideia, aliás, já implantada nos cursos de carpintaria. Creio que já acreditavam no potencial das sambladuras metálicas.

Portal Fiesp – Quais os seus próximos planos? Tem algum novo projeto inovador em mente?

Carlos Ortega – Pretendo ainda participar da implantação e modernização de mais cursos. O próximo será “Carpintaria de Escadas”, devido à procura dos alunos. O projeto “Sambladuras metálicas, a carpintaria da madeira ao metal por meio geométrico” deve virar um tratado sobre estruturas de telhados que a Senai-SP Editora provavelmente irá publicar.

Portal Fiesp – Há quanto tempo você é professor? O que a instituição representa para você?

Carlos Ortega – Ingressei em meados de 2008. Desde então fui instrutor primeiro nas áreas de hidráulica e carpintaria. Neste ano, estou dando aulas de armação de ferros. O Senai-SP representa a oportunidade de fazer a diferença na vida das pessoas por meio da educação. E isso não tem preço.

Sistema que aumenta a segurança dos trabalhadores de vias de trens é premiado no Inova Senai

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Durante um período de estágio na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), quatro alunos do Centro de Formação Profissional Engenheiro James C. Stewart, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), na Lapa, em São Paulo, perceberam que, mesmo entre funcionários experientes e que usavam os equipamentos de segurança necessários, era relativamente frequente a ocorrência de acidentes durante a manutenção dos trens.

Não demorou para que essa percepção se transformasse em projeto. Os alunos Bruna Sousa, Elaine Lopes, Felipe Naves e Wilian Rodrigues discutiram o tema em sala de aula e se juntaram aos professores Robinson Tomageski, Gilberto Arruda e Márcia Helena Lopes, para desenvolver o Sistema de Alerta de Aproximação de Trens (SAAT). A invenção nada mais é do que uma forma simples e criativa de avisar os funcionários que um trem está se aproximando.

Colete sinalizador

O SAAT adapta o colete usado por aqueles que são autorizados a trabalhar nas vias e o equipa com um receptor de rádio frequência codificado, capaz de identificar a presença do veículo a 800 metros de distância. A partir daí, o sistema desencadeia um alerta luminoso e sonoro pelos leds e pela sirene que também estarão acoplados ao uniforme.

A equipe responsável pelo desenvolvimento do SAAT: confiança na vitória. Foto: Divulgação

A equipe responsável pelo desenvolvimento do SAAT, da esquerda para direita: Robinson Tomageski Morales, Bruna de Freitas Sousa, Felipe Naves, Wilian Rodrigues, Elaine Lopes e Miguel Vanni. Foto: Divulgação

A ideia foi inspirada em um capacete para motociclista equipado com leds visto pelo professor Tomageski em uma feira. Nesse caso, eram apenas as luzes que piscavam quando era dada seta, chamando a atenção dos motoristas.

A vitória

Para os criadores do SAAT, a expectativa pelo prêmio era grande. “Estávamos muito confiantes. Nós tínhamos consciência de que estávamos com os ingredientes na medida correta para que tudo corresse bem”, admite Tomageski, professor orientador do grupo.

Nem por isso a emoção de ver sua criação em primeiro lugar foi menor. Segundo o professor, a premiação mostra, tanto à escola quanto aos alunos, que eles estão no caminho certo e que isso colabora para a formação pessoal de cada um dos envolvidos.

Planos para o futuro

Por se tratar de um equipamento de segurança, a criação, antes de ser testada em situações reais, deve ser analisada por um órgão responsável para vários outros testes, que vão além do de funcionamento.

Mesmo assim, o grupo admite ter pensado em comercializar o protótipo de laboratório. Para isso, são diversos os desafios, que vão desde a falta de tempo até a identificação de empresas que tenham interesse em usar e fabricar o sistema. 

Inova Senai

O prêmio Inova Senai é  promovido pelo Senai-SP com objetivo de criar soluções para diversos setores da indústria, estimulando o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento de tecnologias.

A iniciativa reuniu, entre os dias 25 e 29 de setembro, no Anhembi, na capital paulista, durante a São Paulo Skills, 80 projetos de inovação desenvolvidos por alunos, professores e funcionários de 46 unidades de todo o estado de São Paulo.

Dentre eles foram eleitos os três melhores de cada categoria. Esses, além do prêmio, serão convidados a se inscreverem na etapa nacional do Inova Senai, que ocorrerá em 2014.

 

Com simulador, alunos e professores conquistam o primeiro lugar em equipamentos didáticos no Inova Senai

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Não teve para ninguém: o grande vencedor do Inova Senai 2013 na categoria equipamentos didáticos foi o projeto Mecânica Gráfica Móvel, um simulador para dar aulas de mecânica gráfica desenvolvido por professores e alunos da Escola Senai Theobaldo de Nigris, na Mooca, em São Paulo.

Assim, com o apoio dos estudantes, os docentes Rafael Melo Pedreira e Marcelo Henrique Villa, construíram uma versão mais leve e portátil de uma das partes da impressora gráfica utilizada no curso em que lecionam.

O Inova Senai 2013 foi realizado durante a última edição da São Paulo Skills, entre os dias 25 e 29 de setembro, no Anhembi, na capital paulista. A iniciativa tem como objetivo a criação de soluções inovadoras para diferentes setores da indústria e o envolvimento de todos que colaboram com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). O prêmio é dividido em nove categorias que vão de alimentos a serviços.

O simulador

Enquanto o equipamento original fica dentro de uma máquina de 270 quilos, é feito de aço e dificilmente é visto pelos alunos, o simulador de mecânica gráfica foi construído em acrílico, pesa 40 quilos e está fixado em uma bancada móvel, o que permite ser usado dentro das salas de aulas e evita que o equipamento fique parado enquanto os alunos aprendem como ele funciona.

“Muitas vezes os alunos têm dificuldade de visualizar o sistema dentro do equipamento. Na bancada fica fácil e todos os alunos podem realizar a mesma situação de aprendizagem”, diz Rafael, que também admite que com a invenção suas aulas ficaram muito mais dinâmicas.

O simulador: peso de 40 quilos permite o uso em bancada, na sala de aula. Foto: Divulgação

O simulador: peso de 40 quilos permite o uso em bancada, na sala de aula. Foto: Divulgação

 

Para o desenvolvimento do projeto os docentes enfrentaram diversos desafios. Desde a adaptação do material até a aprovação das ideias pelos alunos, que testaram e opinaram para que a criação fosse feita da melhor maneira possível.

Planos para o futuro

O trabalho em conjunto não foi fácil. Até mesmo os professores sentiram a dificuldade de conciliar o novo projeto com as atividades escolares do dia a dia. No fim, deu certo. E agora, após o prêmio, os autores do simulador sonham com um futuro bastante promissor. “Acreditamos que isso pode se tornar uma escola móvel, temos unidades que podem desenvolver este tipo de curso”, afirma Rafael.

A ideia, que surgiu da dificuldade de disponibilização do equipamento para o treinamento dos alunos dentro de uma empresa e da dificuldade de ilustrar uma aula de manutenção dessa máquina, já é a terceira criação premiada da Escola Senai Theobaldo de Nigris. E o que é melhor: os criadores do projeto não querem parar por aí. “Foi, sem dúvida, uma experiência profissional muito intensa e diferente de tudo que já fiz, espero participar mais vezes e, quem sabe, ganhar”.

Sapato para lá de versátil ganha dois prêmios no Inova Senai

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Entre os vencedores do prêmio Inova Senai de 2013, com prêmios em duas categorias, Produto Inovador e Inova Design, chamou a atenção o calçado customizável. O produto, aparentemente simples, revoluciona no design e promete deixar o dia-dia de muitas mulheres mais prático. Afinal, está se falando de um sapato com solado removível e que, por isso mesmo, é capaz de se transformar em nove modelos diferentes.

A premiação do Inova Senai 2013 foi feita durante a última edição do São Paulo Skills, maior campeonato do ensino profissionalizante do estado, em setembro, no Anhembi, na capital paulista.

Segundo Alberto Eurípedes, criador do calçado customizável e professor da Escola Senai Márcio Bagueira Leal, de Franca, “o projeto é pensado para a mulher que tem diversos compromissos durante o dia e muitos outros à noite, aquela que não tem tempo de ficar escolhendo e mudando de sapato de acordo com a ocasião.”

Do scarpin à anabela

Com o solado removível e opções que vão do scarpin preto de salto baixo à anabela com salto alto e estampado, o projeto permite que, ao adquirir apenas um par, o consumidor ganhe nove pares diferentes. E a um preço que está “na média dos calçados femininos de boa qualidade”, garante Eurípedes.

 

Opção de modelo do calçado customizável com solado estampado: um par que vira nove. Foto: Divulgação

Opção de modelo do calçado customizável com solado estampado: um par que vira nove. Foto: Divulgação

 

Segundo ele, o design também fez parte do processo de criação. A inspiração veio de outro grande evento promovido pelo Senai-SP: o Senai Mix Design. “Utilizamos o Senai Mix Design, projeto que antecipa as tendências de moda. Ali identificamos o verão de 2013 e tiramos a nossa inspiração.”

Correndo contra o relógio

O professor, que contou com a ajuda de outras sete pessoas, entre docentes e designers, afirma que o projeto nasceu e foi manufaturado em três meses. Um período curto, que o deixou várias noites sem dormir, mas que se tornou uma experiência “enriquecedora” e mostrou “a força de uma grande ideia”. “Dizem que quando uma ideia é boa ela já nasce pronta”.

 

Modelo de produção do calçado customizável, desenvolvido em escola do Senai-SP em Franca. Foto: Divulgação

Modelo de produção do calçado customizável, desenvolvido em escola do Senai-SP em Franca. Foto: Divulgação

 

Por conta do tempo apertado, Eurípedes afirma que quase ninguém viu o projeto antes da exposição. Com poucas opiniões, embora sempre positivas, e sem conhecer os concorrentes, o professor lembra que não tinha como contar com a vitória no Inova Senai. “As pessoas que viram o projeto falaram que era uma excelente proposta, mas a gente não sabia quais eram os concorrentes. É sempre uma incógnita”.

O futuro

Eurípedes lembra que o calçado customizável não é só uma proposta inovadora para o consumidor, mas também para a indústria. Segundo ele, a padronização de suas peças facilita muito o processo de produção. “Uma vez que você só troca as cores e estampas, a produção em massa é facilitada”.

Com tantas vantagens, e dois prêmios no currículo, o que não falta são investidores interessados em levar o projeto adiante. Segundo o professor, três reuniões já foram marcadas para discutir parcerias. Isso além da torcida forte para que o sapato customizável seja tendência no próximo verão.

‘Parabéns a todos os que buscam a criação, a novidade, o desafio’, diz presidente da Fiesp na premiação do Inova Senai

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp 

“Parabéns a todos os que buscam a criação, a novidade, o desafio. Estamos no século da inovação”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf, na solenidade de premiação do Inova Senai 2013 no São Paulo Skills, na manhã deste sábado (28/09), no Anhembi. A iniciativa envolve o reconhecimento de projetos apresentados durante a feira tecnológica aberta nesta quarta-feira (25/09). Ao todo, foram 80 trabalhos de nove categorias, vindas de 46 escolas do Senai no estado.

Paulo Skaf entregou pessoalmente os prêmios aos alunos, a quem não economizou elogios. “A premiação fala por si, parabéns a todos”, disse.

Também presente à cerimônia de premiação, Walter Vicioni, superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e diretor regional do Senai-SP, lembrou que o Inova começou em 2005 e que já tem quase 2 mil projetos. “O objetivo é estimular a articulação entre professor e aluno, buscar projetos novos, inovar”, disse. “Como costuma dizer o Paulo Skaf, fazer as coisas do mesmo jeito e esperar resultados diferentes é uma insanidade”.

Skaf (ao centro) e Vicioni, à direita: inovação reconhecida e premiada na rede Senai-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Skaf (ao centro) e Vicioni, à direita: inovação reconhecida e premiada na rede Senai-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para Vicioni, o que “move o mundo não são as respostas, são as perguntas”. “E o Inova busca isso, deixar claro o exercício prático de que as perguntas são importantes”.

Os vencedores

Em Alimentos, o projeto vencedor foi o “Gelado comestível simbiótico elaborado com extrato de arroz”, da Escola Senai Horácio Augusto da Silveira, na Barra Funda, São Paulo. O trabalho foi focado nas pessoas que têm intolerância à lactose, além da redução de gordura feita no alimento.

Em Equipamentos, o escolhido foi o “Sistema de alerta de aproximação de trens – SAAT”,  do Centro de Formação Profissional Engenheiro James C. Stewart, do bairro da Lapa, em São Paulo. O projeto é  voltado para quem trabalha com manutenção na via férrea, ou seja, que alerta o funcionário quando o trem se aproxima, evitando acidentes.

Na categoria Produto Inovador, venceu o “Calçado com design customizável”, da Escola Senai Márcio Bagueira Leal, de Franca. A ideia permite que um único par seja, na verdade, nove pares diferentes, mudando apenas a parte de baixo da peça a cada uso.

Em Materiais e Produtos, o projeto escolhido foi a “Cadeira odontológica adaptada com plataforma para cadeirante”, da Escola Senai Mário Dedini, de Piracicaba. O trabalho é voltado para pacientes cadeirantes, que têm dificuldades sempre que vão ao dentista, precisando ser transferidos para a cadeira convencional. Assim, com uma plataforma específica, os cadeirantes podem ser atendidos em suas próprias cadeiras, sem a necessidade de ninguém para ajuda-los nessa transferência.

Já em Responsabilidade social, venceu o “Glossário eletrônico de libras/português para surdos”, da Escola Senai Manuel Garcia Filho, de Diadema, que mostra os sinais de libras por fotos.

Na categoria Processos, o campeão foi o projeto “Dispositivo para a troca de baterias”, do Centro de Formação Profissional Senai Mercedes Benz, de São Bernardo do Campo. A iniciativa facilita a troca de baterias de empilhadeiras elétricas.

Em Processo Inovador, garantiu o primeiro lugar o trabalho “Sambladuras metálicas: a carpintaria da madeira ao metal por meio geométrico”, da Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, do Tatuapé, na capital paulista, que ajuda na padronização de telhados para a indústria.

Na modalidade Equipamento Didático, ganhou o projeto “Mecânica Gráfica Móvel – MGM”, da Escola Senai Theobaldo de Nigris, da Mooca, São Paulo, com desenvolvimento de um simulador para dar aulas de mecânica gráfica.

Em Serviço Inovador, venceu a “Análise e Diagnóstico em eficiência energética”, da Escola Senai Frederico Jacob, no Tatuapé, São Paulo.  A iniciativa oferece, entre outros pontos, uma gestão energética dos processos industriais.

O Inova teve ainda quatro premiações especiais: Inova Design, Segurança, Ambiente e Voto Popular. Os vencedores foram:

Inova Design: “Calçado com design customizável”, da Escola Senai Márcio Bagueira Leal, de Franca.

Inova Segurança: “Limpador de filtros”, da Escola Senai Manoel José Ferreira, de Rio claro.

Inova Ambiente: “Estante para PCDs”, da Escola Senai Ítalo Bologna, de Itu.

Voto Popular: “Robô bioinspirado para adaptação de caminhada em ambientes não estruturados”, da Escola Senai Roberto Simonsen.

Após a entrega dos prêmios, Skaf sugeriu separar os primeiros colocados de cada categoria, identificar o perfil das empresas ligadas às áreas de cada projeto e marcar de os alunos apresentarem os trabalhos para as diretorias das corporações. Isso sem descuidar das patentes, um trabalho a ser feito previamente. “O meu gabinete vai agendar para que os alunos tenham esse contato com as empresas”, afirmou, encerrando a cerimônia de premiação.

Inova Senai: Sorocaba fatura primeiro lugar na categoria Produto Inovador

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Depois de vencer e etapa estadual, no ano de 2010, o projeto “Entalhe Automatizado para Instalação de Fechaduras em Portas de Madeira”, de alunos e docentes da Escola Senai Gaspar Ricardo Júnior, de Sorocaba (SP), conquistou neste sábado (17/11), em São Paulo, o primeiro lugar na categoria Produto Inovador do Inova Senai.

O aluno Djeilson Santos e Rodrigo Jacomini, da Escola do Senai-SP em Sorocaba. Foto: Everton Amaro

Depois de fixada e ligada, a máquina trabalha sem intervenção do operador até a conclusão de todo processo. A inovação permite reduzir de 30 minutos para apenas 60 segundos o tempo de procedimento de instalação de fechaduras em portas de madeira. Além da agilidade, outras vantagens prometidas são o aumento da segurança do trabalho, precisão e redução do risco de perda da porta causada por falha profissional.

De acordo com o professor Rodrigo Jacomini, docente orientador do projeto, a ideia foi um sucesso porque partiu da necessidade de uma empresa da região que atua no segmento de portas.

“A ideia surgiu pela dificuldade que as pessoas apresentam na hora de fazer instalação na fechadura. É uma dificuldade que o empresário tinha. A gente desenvolveu”, explica o professor do curso de Mecatrônica do Senai de Sorocaba.

O produto já está no mercado e a empresa vende cerca de oito máquinas por mês. “A ideia, até o ano de 2014, é vender 10 vezes mais porque ele [o empresário] já tem clientes como construtoras e carpintarias. O objetivo é vender para grandes varejistas. É um produto de muita produtividade e muito retorno financeiro para quem vender a máquina”, resume Jacomini.

O Inova Senai é o programa em que alunos, docentes, técnicos e consultores dos departamentos regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai) em todo o país podem inscrever processos e projetos inovadores em gestão e tecnologia que tenham alinhamento com interesses e necessidades da indústria brasileira.

Unidade de alimentos de Campinas tem dois projetos eleitos pelo voto popular no Inova Senai

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Mirlei Melo fazendo uma demonstração do "Petit Gateau de Café com Leite". Foto: Helvio Romeiro/CNI

Dois projetos da unidade de alimentos do Senai em Campinas, da Escola Senai Professor Dr. Euryclides de Jesus Zerbini do Senai-SP, caíram literalmente no gosto do público que visitou os estandes do Inova Senai, programa em que alunos, docentes, técnicos e consultores dos departamentos regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em todo o país podem inscrever processos e projetos inovadores em gestão e tecnologia alinhados com interesses e necessidades da indústria brasileira.

O primeiro lugar, na votação popular, foi o projeto “Petit Gateau de Café com Leite”, dos alunos Mirlei Dias Melo, Muslim Paulino Gonçalves e Odila Ribeiro Carvalho e da docente Eniceli Rodrigues Moraes Pinto.

A unidade também arrebatou o terceiro lugar, com o projeto “Salsicha curada pelo uso da beterraba”, da professora Alessandra Palazzo e do aluno Jefferson Santos.

O “Petit Gateau de Café com Leite”, inovação para o mercado de sobremesas congeladas, tem uma embalagem que já vem com sorvete de nata. Para prepara-lo, basta colocar alguns minutos em um aparelho de micro-ondas.

Salsicha com beterraba. Foto: Helvio Romeiro/CNI

De acordo com a aluna Mirlei Melo, boa parte do processo de desenvolvimento teve base em análises sensoriais até encontrarem os ingredientes ideais, que utilizam soro do leite e café solúvel. O sorvete de nata foi considerado o ideal para que a combinação não ficasse demasiadamente doce.

Já o projeto “Salsicha curada pelo uso da beterraba” substitui corantes e conservantes artificiais por componentes naturais, o nitrato e o nitrito existentes na própria beterraba. O produto usa ainda carnes nobres no recheio.

A professora Alessandra Palazzo e alunos da unidade de alimentos de Campinas. Foto: Everton Amaro.

Senai-SP tem dois projetos em primeiro lugar no Inova Senai

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Em resultado anunciado na manhã deste sábado (17/11), em São Paulo, dois projetos paulistas ficaram com o primeiro lugar na edição 2012 do Inova Senai, nome do programa em que alunos, docentes, técnicos e consultores dos departamentos regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em todo o país podem inscrever processos e projetos inovadores em gestão e tecnologia que tenham alinhamento com interesses e necessidades da indústria brasileira.

O grupo da Escola Senai Professor Dr. Euryclides de Jesus Zerbini , de Campinas, vencedor na categoria voto popular. Foto: Everton Amaro

Os projetos paulistas agraciados são: “Petit Gateau de Café com Leite”, de alunos e docentes da Escola Senai Professor Dr. Euryclides de Jesus Zerbini do Senai-SP, em Campinas, mais bem colocado na votação popular; e “Entalhe Automatizado para Instalação de Fechaduras em Portas de Madeira”, de alunos e docentes da Escola Senai Gaspar Ricardo Júnior, primeiro lugar na categoria Produto Inovador.

Na categoria Serviço Inovador, única a distribuir prêmio em dinheiro, venceu o projeto “Certificação ambiental de edifícios”, do Senai-ES, que receberá R$ 300 mil em incentivos para a implantação. Nas outras duas categorias, Produto Inovador e Processo Inovador, cada integrante das equipes que ficaram nos três primeiros lugares ganharam equipamentos eletrônicos – notebooks (1º lugar), tablets (2º lugar) e smartphone (3º lugar).

Ao todo, 50 projetos de 15 estados concorreram. Os competidores foram premiados ainda com medalhas e troféus em cerimônia no hotel Holiday Inn, anexo ao Pavilhão de Exposições do Anhembi, onde acontece a 7ª Olimpíada do Conhecimento. A animação ficou por conta do humorista Fábio Porchat, mestre de cerimônias do evento.

Em pronunciamento antes da premiação, o diretor regional do Senai-SP, professor Walter Vicioni Gonçalves, parabenizou os participantes em nome do presidente do Senai-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ausente em função de compromisso internacional.

Walter Vicioni, o docente Rodrigo Jacomini e o aluno Djeilson Santos - ambos da unidade Sorocaba do Senai-SP. Foto: Everton Amaro.

Citando os 70 anos da instituição, Vicioni disse que tradição e progresso não são inimigos. Segundo ele, o Senai continua fiel aos propósito dos seus fundadores, de servi-la, servindo de instrumento de aperfeiçoamento do trabalhador brasileiro, mas procura novos meios de atender às demandas de renovação tecnológica da indústria. “Isso é curvar-se ao progresso. Sob inspiração permanente, o Senai se renova, perseverando, e isso é inovação.”

A classificação final das categorias:

Processo Inovador:
1° lugar: Simulador Didático de Soldagem Industrial TIG e MIG/MAG (Alagoas)
2° lugar: Resíduo de Pó de Rocha para Coagulação no Tratamento de Efluentes industriais (Paraná)
3° lugar: Estudo de Aplicação do Biogás gerado em Curtumes, no Ambiente Urbano (Rio Grande do Sul)

Produto Inovador:
1° lugar: Entalhe Automatizado para Instalação de Fechaduras em Portas de Madeira (São Paulo)}
2° lugar: Elaboração de Queijo tipo Petit Suisse a partir de Proteínas do Soro de Leite (Santa Catarina)
3° lugar: Espectrofotômetro Portátil com LED RGB para Análises Químicas e Biológicas (Santa Catarina)

Serviço Inovador:
1° lugar: Certificação Ambiental de Edifícios (Espírito Santo)
2° lugar: Plataforma WEB 2.0 para Projetos de Crowdsourcing (Paraná)
3° lugar: Estudo Quantitativo da Poluição Atmosférica em Curtumes (Rio Grande do Sul)