Inmetro discute na Fiesp barreiras técnicas ao comércio de alimentos

Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp hospedou nesta quinta-feira (3/11) a 7ª Reunião Ordinária do Comitê Brasileiro de Barreiras Técnicas ao Comércio (CBTC), comitê assessor do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro). Eduardo Ribeiro, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) fez a abertura do evento, ao lado da presidente do CBTC, Vera Thorstensen, e do coordenador-geral de Articulação Internacional do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Jorge Cruz. O debate se concentrou no setor de alimentos.

Participaram também André Luis de Sousa Santos, coordenador nacional do Comitê Codex Alimentarius do Brasil; Helena Müller Queiroz, coordenadora do Departamento de Negociações não Tarifárias (DNNT) da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura (Mapa); Antônia Maria de Aquino, gerente da Gerência Geral de Alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); João Paulo Ortega Terra, chefe da Divisão de Acesso a Mercados da Subsecretaria-Geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE); Cleber Sabonaro, economista da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia)

Leia mais no site do Inmetro.

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Reunião do Comitê Brasileiro de Barreiras Técnicas ao Comércio realizada na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Fiesp assina com Inmetro convênio para manter exportadores atualizados sobre barreiras técnicas

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinou, na manhã desta terça-feira (15/3), acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O documento prevê a difusão das exigências técnicas impostas pelos parceiros comerciais do Brasil, permitindo, assim, a adaptação ágil do exportador brasileiro e o reconhecimento, em estágio inicial, de eventuais restrições desproporcionais no comércio internacional.

A assinatura foi realizada durante a abertura da reunião mensal do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex), com a presença do presidente do conselho, o embaixador Rubens Barbosa, e do presidente do Inmetro, Luis Fernando Panelli Cesar.

“É algo muito importante e que irá beneficiar todo o setor privado”, reforçou Barbosa ao expor que, segundo o acordo, as duas entidades se comprometem a acompanhar e analisar conjuntamente as tendências e práticas regulatórias internacionais, bem como promover o intercâmbio de subsídios técnicos.

As ações visam facilitar e estimular a obtenção de informações sobre barreiras técnicas. “A exportação virou fundamental para o Brasil, por isso a necessidade das convergências regulatórias, por exemplo”, explicou Cesar.

Dando sequência à reunião do Coscex, ele fez uma exposição sobre o instituto e as dificuldades que enfrenta. Também explicou regulamentações e técnicas de metrologia. César falou sobre a multiplicidade do instituto, que testa “desde cocaína, boa noite cinderela, metanfetamina – para que a Polícia Federal consiga determinar os produtos durante uma apreensão – até próteses para implantes.”

Já o coordenador geral de Articulação Internacional do Inmetro, Jorge Antonio da Paz Cruz, falou sobre o trabalho constante de aproximação com os Estados Unidos em prol da convergência regulatória. Apresentou os resultados do diálogo comercial entre o Ministério de Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC) e o Departament Of Commerce (DOC), como o plano de implementação do portal de normas e regulamentos técnicos entre Inmetro, ABNT e American National Standards Institute (Ansi) e assinaturas de memorandos de intenção que visam a padronização.

“Também já iniciamos o diálogo com a União Europeia e não deixamos de lado o trabalho com o Mercosul”, finalizou Cruz.

Barreiras técnicas e o TPP

“A palavra ‘convergência’ irá mudar completamente a diplomacia mundial”, declarou Vera Thortensen, presidente do Comitê de Barreiras Técnicas de Comércio e professora da Fundação Getúlio Vargas. “Hoje, toda a área de negociação passa não só pelo comércio, mas também, e principalmente, por coerência e convergência regulatória. Esqueçam tarifas e antidumping. É um novo mundo!”

A implementação do Tratado Transpacífico (TPP na sigla em inglês), ela diz, irá definir um novo padrão de regra de comércio, o qual será multiplicado pelo resto do mundo. Um mundo “sem fronteiras”, define Thortensen, no qual a “maior tragédia é a inserção de padrões privados, que estão fora da Organização Mundial de Comércio (OMC), [padrões] sem dono e manejados por grandes cadeias privadas”.

“O Brasil ainda está preocupado com tarifas, regras de origem. São coisas importantes, mas não dá mais. O MDIC e o Itamaraty não estão preparados”, alertou Thortensen. “Temos que fazer com que as instituições, como o Inmetro e Anvisa, se juntem para criar um novo modelo de negociação. É preciso reciclar tudo o que já fizemos, ou ficaremos de fora”, finalizou.

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Reunião do Coscex em que foi firmado convênio entre Fiesp e Inmetro para auxiliar exportadores. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Fiesp realiza curso sobre superação de barreiras técnicas ao comércio exterior

Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp, em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), realiza no dia 25 de agosto, das 9h às 17h30, o 1º Curso de Superação de Barreiras Técnicas ao Comércio Exterior. A exposição do tema fica a cargo de Rogerio de Oliveira Corrêa, chefe da Divisão de Superação de Barreiras Técnicas do Inmetro.

O curso tem o objetivo de difundir os conceitos a respeito das exigências técnicas e seu impacto no acesso brasileiro a terceiros mercados; apresentar as principais discussões e iniciativas brasileiras visando à harmonização de exigências técnicas com parceiros comerciais; esclarecer dúvidas frequentes no processo de exportação a respeito da necessidade de atendimento a exigências técnicas em mercados de destino; e apresentar os principais mecanismos destinados à superação de eventuais entraves regulatórios.

Outra ação da Fiesp em relação ao tema das barreiras técnicas ao comércio é a realização, no dia 3 de setembro da 3ª Reunião Extraordinária de 2015 do Comitê Brasileiro de Barreiras Técnicas ao Comércio (CBTC). O CBTC tem como principais objetivos coordenar as ações do governo e do setor privado relacionadas à participação do Brasil no Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio da OMC e analisar e compatibilizar programas regulatórios, com vistas a superar “barreiras” impostas a produtos brasileiros no comércio internacional.

Também fazem parte das iniciativas da Fiesp para auxiliar as exportações brasileiras:

Diálogos sobre Exigências Regulatórias: Iniciativa de interlocução setorial com o objetivo de estreitar o canal de comunicação com os associados a fim de ampliar a compreensão sobre os principais entraves regulatórios enfrentados pelos diversos setores no acesso a mercados externos, bem como auxiliar no reconhecimento de entraves dessa natureza, apresentando-se os principais canais de interlocução disponíveis para sua superação.

Guia de Medidas Regulatórias: Lançado em outubro de 2014, o documento tem como objetivo contribuir para o fomento das discussões relativas ao tema e para a conscientização dos exportadores brasileiros sobre os canais de comunicação pelos quais eventuais restrições desta natureza podem ser superadas.

Panorama de Medidas Regulatórias: Boletim periódico (quadrimestral) que contém informações a respeito das principais iniciativas de natureza regulatória empreendidas no âmbito do comércio internacional. O documento também dispõe sobre as discussões relevantes tratadas em fóruns multilaterais de comércio sobre o tema ou em negociações internacionais em curso.

Fiesp cria ‘Guia de Medidas Regulatórias’; objetivo é familiarizar empresários com o tema

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544578435Com a finalidade de ampliar o conhecimento do exportador brasileiro sobre as chamadas barreiras regulatórias, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) desenvolveu um guia que traz informações sobre as exigências técnicas, sanitárias e fitossanitárias no comércio internacional.

“Com o mundo entrando em um ritmo de desaceleração, os países buscam maneiras diferentes para proteger seus mercados internos além de tarifas”, disse o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto, em reunião do Comitê de Barreiras Técnicas ao Comércio (CBTC) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) – ocasião em que a publicação foi lançada.

Elaborado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade, o “Guia de Medidas Regulatórias” traz um histórico dos acordos sobre barreiras técnicas ao comércio e acordos sobre medidas sanitárias e fitossanitárias, bem como a nova regulação do processo produtivo, custos das exigências regulatórias e o Princípio da Precaução.

Apresenta ainda os tipos de barreiras: as não regulatórias e as regulatórias – estas divididas por categorias. E os pontos focais brasileiros –órgãos do governo responsáveis por receber as consultas de outros membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), como o Inmetro – e como se dá a articulação internacional. Também aborda como acontece o desenvolvimento e a uniformização de padrões regulatórios.

O guia traz ainda uma lista de siglas utilizadas, os órgãos mencionados e um glossário.

Na visão do Derex/Fiesp, cada vez mais, o cumprimento das exigências regulatórias é o fator determinante para o acesso a outros mercados.

De modo diferente das tarifas de importação, conforme explica texto de introdução do “Guia de Medidas Regulatórias”, as exigências podem incidir sobre diversas etapas do processo produtivo e em geral possuem objetivos legítimos, como a proteção da vida, dos quais os governos não estão dispostos a abrir mão.

“Em determinadas circunstâncias, as medidas regulatórias são injustificadas e podem provocar restrições ao comércio, com efeitos diretos sobre os custos de produção dos setores”, ressalta texto do guia.

>> Veja o “Guia de Medidas Regulatórias” na íntegra

Barreiras técnicas estão entre as principais variáveis do comércio internacional

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Thomaz Zanotto: “Preocupa o fato de o país não estar engajado em negociações e acordos plurilaterais, nos quais são negociados acordos e regras que têm relação com áreas estratégicas brasileiras como agronegócio e fármacos”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou, na tarde desta quinta-feira (30/10), uma reunião do Comitê de Barreiras Técnicas ao Comércio (CBTC) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Na visão do diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto, um dos participantes do encontro, a questão das barreiras técnicas é uma das principais variáveis do comércio internacional.

Segundo ele, o mundo passa por um momento de enfraquecimento econômico. Por isso, entender a questão é fundamental para compreender o estágio atual das relações internacionais.

“Com o mundo entrando em um ritmo de desaceleração, os países buscam maneiras diferentes para proteger seus mercados internos além de tarifas”, disse Zanotto. “Preocupa o fato de o país não estar engajado em negociações e acordos plurilaterais, nos quais são negociados acordos e regras que têm relação com áreas estratégicas brasileiras como agronegócio e fármacos”, acrescentou.

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Vera Thorstenssen: barreiras técnicas preocupam. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

No julgamento da presidente do CBTC, Vera Thorstensen, barreiras técnicas são uma questão preocupante do comércio internacional. “Com a redução das tarifas, existe uma proatividade na criação de padrões regulatórios obrigatórios”, disse.

Para Rogério Correa, chefe da Divisão de Superação de Barreiras Técnicas do Inmetro, o “tema está ligado à competitividade e à saúde das empresas e indústrias”.

Durante a reunião, o Derex/Fiesp apresentou dados sobre os entraves regulatórios às exportações brasileiras, obtidos em pesquisa realizada entre julho e setembro deste ano, com mais de 700 empresas. O levantamento apontou que cerca de 80% dos entrevistados não foram capazes de responder o questionário formulado.

De acordo com o departamento da Fiesp, os recursos para amenizar esses prejuízos existem e estão disponíveis – basta apenas que o exportador tome conhecimento.

Para José Augusto Corrêa, diretor adjunto do Derex, que apresentou o estudo, normas são importantes para uma padronização, mas tornam-se barreiras quando são impraticáveis. “Dentro desse contexto, notamos que a palavra chave é capacitação, seja de pessoas, de empresas e sindicatos”, afirmou Corrêa.

Outro ponto defendido pelo diretor é a necessidade de aprofundar a familiaridade do exportador brasileiro com as exigências regulatórias. “As empresas brasileiras precisam estar preparadas para enfrentar essa questão e desenvolver uma interlocução com autoridades nacionais e entidades multilaterais”, opinou.

No encontro, a Fiesp lançou o “Guia de Medidas Regulatórias”, que explica como reconhecer restrições abusivas e quais os principais canais para levá-las ao conhecimento das autoridades brasileiras e superar estes entraves.

Ainda durante a reunião, o professor Armando Caldeira Pires, da Universidade de Brasília, apresentou trabalho sobre a caracterização do desempenho ambiental de produtos e mostrou como apresentar ao cliente uma informação de qualidade nesse quesito.

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No evento, Fiesp lançou o “Guia de Medidas Regulatórias”, que explica como reconhecer restrições abusivas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Fiesp sedia, dia 30/10, reunião do Comitê de Barreiras Técnicas ao Comércio do Inmetro

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de seu Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), sedia nesta quinta-feira (30/10) uma reunião do Comitê de Barreiras Técnicas ao Comércio do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Na ocasião, o Derex/Fiesp vai apresentar dados sobre os entraves regulatórios às exportações brasileiras, obtidos em pesquisa realizada entre julho e setembro deste ano.

O levantamento apontou que cerca de 80% dos entrevistados não foram capazes de responder o questionário formulado para a pesquisa. O motivo, desconfia o departamento, é o desconhecimento sobre a definição do que configura uma exigência regulatória.

“Muitos exportadores confundem medidas administrativas que afetam as exportações com as barreiras de fato, que podem assumir a forma de exigências técnicas, sanitárias ou fitossanitárias”, explica o diretor do departamento, Thomaz Zanotto.

“Embora as prescrições regulatórias sejam permitidas e legítimas, sua aplicação pode produzir restrições injustificadas aos fluxos do comércio internacional. Por isso é importante segregarmos e mensurarmos esses obstáculos”, conclui Zanotto.

De acordo com o Derex, os recursos para amenizar esses prejuízos existem e estão disponíveis –basta apenas que o exportador tome conhecimento.

Atenta a isso, a Fiesp também aproveitará a reunião para lançar o “Guia de Medidas Regulatórias”, que explica de maneira didática, porém detalhada, como reconhecer restrições abusivas e quais os principais canais para levá-las ao conhecimento das autoridades brasileiras e superar estes entraves.

Serviço

Reunião do Comitê de Barreiras Técnicas ao Comércio do Inmetro
Data: 30/10 (quinta-feira)
Horário: 14h30 às 18h

Curso da Fiesp e Inmetro ensina a elaborar requisitos de avaliação da conformidade técnica de produtos

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Apresentar o mecanismo de avaliação da conformidade, contribuindo para a justa concorrência com produtos importados e para o aumento da competitividade da indústria brasileira. Esse é o objetivo do 3º Curso de Elaboração de Requisitos para Avaliação da Conformidade, realizado na terça (05/11) e quarta-feira (06/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento foi uma realização da parceria do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) e do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da entidade com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

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O especialista do Decomtec, Paulo Sergio Pereira da Rocha, e o diretor titular adjunto do Derex, Eduardo Ribeiro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Para o diretor-titular-adjunto do Derex, Eduardo Ribeiro, a iniciativa é de importância fundamental para a área de defesa comercial. “Nem todas as empresas que importam no Brasil têm o cuidado de ver se os produtos importados atendem às exigências técnicas que são obrigatórias”, afirmou Ribeiro.

Ribeiro enfatizou a importância de que as exigências técnicas aplicáveis à indústria brasileira também sejam observadas pelos produtos estrangeiros. “Neste sentido, está tramitando há 10 anos no Congresso Nacional um projeto de lei (PL nº 717/03) que pretende submeter todos os produtos importados pelo Brasil à verificação das exigências técnicas previamente ao seu ingresso no Brasil”, afirmou o diretor.

Na visão do especialista do Decomtec da Fiesp, Paulo Sergio Pereira da Rocha, este curso ressalta a importância da parceria do Inmetro com as associações e sindicatos do setor produtivo para a orientação e o desenvolvimento dos regulamentos técnicos. “O objetivo é a ampliação do rol de produtos sujeitos à avaliação de conformidade e a Fiesp defende esta posição”, disse.

Os dois lados da história

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Ana Valéria de Freitas Silva, do Inmetro, acredita que trabalhar em parceria melhora a solução. Foto: Beto Moussali/Fiesp

Para a gestora de processo de orientação e incentivo da cultura da avaliação de conformidade do Inmetro, Ana Valéria de Freitas Silva, a indústria é um importante ator no processo de regulamentação. “Não adianta o Inmetro regulamentar sem ter como parceiro a indústria, o comércio e o consumidor. Esse produto só vai ter o aprimoramento contínuo implementado se todos esses atores estiverem envolvidos na busca da melhoria da indústria e do produto final consumido no país.” Na visão dela, “compartilhar com a indústria a nossa forma de pensar é envolvê-la no problema e, consequentemente, na solução”.

Ana Valéria ainda destacou a importância da parceria com a Fiesp e dos trabalhos práticos desenvolvidos nas oficinas do curso. “Ter a Fiesp como parceira neste momento, trazendo os sindicatos e montando um grupo de trabalho que envolve diversos setores da indústria, é muito importante”, ressaltou.

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3º Curso de Elaboração de Requisitos para Avaliação da Conformidade. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O pesquisador do Inmetro, Fabio Real, destaca a importância de que a indústria entenda como funciona a regulamentação feita pelo Inmetro, pois isso contribui para que o processo ocorra de modo mais assertivo. Segundo ele, “a regulamentação é fundamental para o negócio deles”, afirmou.

Para o diretor administrativo da Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (Abilux), Marco Poli, a aproximação da Fiesp e do Inmetro é muito interessante. “A Abilux já atua em parceria com o Inmetro, mas essa iniciativa é muito boa porque dissemina o procedimento para complementar as normas, a fim de termos produtos de confiança e qualidade no país”, afirmou.

Inscrições abertas para o 3º Curso de Elaboração de Requisitos para Avaliação da Conformidade

Agência Indusnet Fiesp

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) sediarão, nos dias 5 e 6 de novembro, o 3º Curso de Elaboração de Requisitos para Avaliação da Conformidade.

O evento visa destacar a importância da avaliação de conformidade e da regulamentação técnica para assegurar a justa concorrência do produto nacional em relação ao produto importado, além de fortalecer o mercado interno. As vagas para o curso são restritas a entidades filiadas à Fiesp e empresas associadas ao Ciesp.

O curso será ministrado por representantes do Inmetro. As inscrições são realizadas pelo e-mail defesacomercial@fiesp.org.br.

Serviço

Local: Edifício-sede da Fiesp – Avenida Paulista 1.313, São Paulo – SP
Data: 5 e 6 de novembro de 2013


Em curso com o Inmetro, sindicatos das indústrias aprendem como fazer avaliação de conformidade técnica

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) promoveram um curso de dois dias, na terça (14/05) e quarta-feira (15/05), para capacitar representantes de sindicatos de indústrias  no desenvolvimento de minutas de requisitos de avaliação da conformidade.

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Segunda turma do Curso do Inmetro de Elaboração de Requisitos para a Avaliação da Conformidade, na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Segundo Eduardo de Paula Ribeiro, diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, já está sendo cogitada a realização de uma terceira edição, ainda neste ano, devido à alta procura de interessados vinculados a sindicatos e associações. A parceria com o Inmetro, que se iniciou em 2011 com um acordo de cooperação entre as duas entidades, terá desdobramentos até o ano de 2015.

A importância deste evento também se deve à tramitação no Congresso  Nacional do projeto de lei nº 717/03 que, se aprovado, submeterá produtos importados à mesma avaliação técnica de conformidade aplicada atualmente ao produto nacional  “É um ganho para todos. E o Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, que tem como foco o aumento da competitividade da indústria, é também nosso forte parceiro nessa iniciativa”, afirma Eduardo Ribeiro.

O diretor titular do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho,  diz que a Fiesp defende a ampliação do rol de produtos  sujeitos à avaliação de conformidade sendo este o objetivo do curso. E ressalta a importância da parceria do Inmetro com as associações e sindicatos do setor produtivo para a orientação e o desenvolvimento dos regulamentos técnicos.

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Leonardo Rocha,do Inmetro, ministrou uma das palestrs do curso. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Inmetro e indústria

Para Leonardo Rocha, representante da divisão de programas de avaliação de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o curso visa principalmente uniformizar o entendimento sobre as áreas de competência do Inmetro e identificar de que maneira o Instituto poderia contribuir com as necessidades da sociedade.

Rocha relembrou que os conceitos apresentados no curso são válidos para qualquer setor e destacou a forte relação entre o Inmetro e os fabricantes. “Embora a gente [Inmetro] regulamente a indústria, a ideia é de sempre construir uma relação de parceria”.

Nesse sentido, as associações de indústrias poderão enviar sugestões de produtos que devam ser regulamentados.  Segundo Leonardo Rocha, a maior parte das demandas por regulamentação que o Inmetro recebe vem do setor produtivo.

“Estamos abertos a qualquer tempo e hora a receber demandas para desenvolver novos programas, principalmente pelas associações. (…) Então, nada mais justo do que, depois, a indústria nos ajude no acompanhamento disso no mercado, nos enviando denúncias e informações de onde possa estar havendo desvios de conduta.”

Formando multiplicadores

A gestora de processo de orientação e capacitação da Diretoria de Qualidade do Inmetro, Ana Valéria de Freitas Silva, elogiou a diversidade do público selecionado pela Fiesp. “Tem pessoal da área médica, da área brinquedos, da área ferroviária, enfim,  há uma mescla e esses setores se somam.”

Essa convergência é ainda mais presente nos exercícios práticos realizados durante o curso. “A oficina é um espaço que não é de domínio comum deles. Então, eles terão que se entregar à construção dos requisitos de uma forma intensa”, disse a gestora do Inmetro.

A visão dos participantes

Luis Carlos Renaux, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Fósforos (Snifos), também elogiou a iniciativa. “É uma excelente oportunidade para troca de conhecimentos entre o Inmetro e a indústria. Além disso, é uma chance para estar atualizado com a legislação.”

Para Fernando Filizola, presidente do Sindicato da Indústria de Balanças, Pesos e Medidas de São Paulo (Sibapem), o curso permite conferir a evolução do Inmetro. “Foi aberto esse canal com os fabricantes e com a sociedade e interessados.”

Filizola também disse acreditar que o Inmetro está mais sensível hoje à realidade das empresas: “No meu segmento estão acontecendo mudanças nos regulamentos e até estamos conseguindo modificar as minutas”.

Ele também informou que pretende levar essas informações aos associados do Sibapem, que podem avaliar a necessidade do setor em encaminhar a demanda ao Inmetro.

Fiesp realiza curso de elaboração de requisitos para avaliação da conformidade

Patricia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove  nos dias 14 e 15 de maio, na sede, um curso de elaboração de requisitos para avaliação da conformidade. O curso é uma iniciativa conjunta dos Departamentos de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Derex) e de Tecnologia e Competitividade (Decomtec) da entidade.

O objetivo do encontro é capacitar representantes de sindicatos para o desenvolvimento de requisitos técnicos que possam participar do plano de certificação de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Durante o curso, sindicatos e empresários vão aprender como adequar seus produtos para a inspeção de qualidade do Inmetro – requisitos que contribuem para o aumento da competitividade da indústria brasileira, estabelecem parâmetros para uma concorrência mais justa e estimulam a melhoria da qualidade dos produtos importados e o fortalecimento do mercado interno.

Também estão programadas oficinas ministradas por técnicos do Inmetro, que distribuirão material de apoio e promoverão atividades em grupo.

Serviço

Curso de Elaboração de minutas de Requisitos de Avaliação da Conformidade
Data: 14 e 15 de maio de 2013
Horário: De 9h às 17h
Onde: Avenida Paulista, 1313 – São Paulo (estação de metrô Trianon-Masp)
Carga horária: 16 horas (2 dias).
Capacidade: 30 pessoas.
Programa: Principais atividades do Inmetro; Implantação Assistida de Programas de Avaliação da Conformidade; Elaboração de Requisitos de Avaliação da Conformidade e Oficina de construção de RAC.

2ª edição do Parcerize, do Inmetro, busca apoiar inovação no setor automotivo

Agência Indusnet Fiesp

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) promove nesta sexta-feira (28/09), em Duque da Caxias (RJ), a 2ª edição do Parcerize – evento que apresenta as tecnologias e serviços do Instituto a empresários e representantes do setor automotivo.

Nesta edição, empreendedores e empresas poderão interagir com especialistas em design automotivo, biocombustíveis, metrologia química e de materiais. Além disso, receberão apoio em possíveis projetos de inovação tecnológica, com destaque para incubação de projetos e parque tecnológico.

Durante o Parcerize, pesquisadores do Inmetro atenderão individualmente os empresários, a fim de buscar soluções para as demandas tecnológicas das empresas. Também estarão presentes representantes das agências de fomento, que darão orientações sobre financiamento de projetos.

Para obter mais informações, acesse o site http://www2.inmetro.gov.br/palestras/parcerize/.

Serviço:
2ª Edição do Parcerize – Inmetro
Data: 28 de setembro de 2012, sexta-feira
Horário: Das 8h30 às 13h
Local: Auditório do Centro Operacional do Inmetro
Endereço: Av. Nossa Senhora das Graças, 50 – Xerém – Duque de Caxias (RJ)
Contato: telefone (21) 2679-9341 ou e-mail nit@inmetro.gov.br

Fiesp e Inmetro debatem desafios à competitividade nas indústrias

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) promoveram, na sede da federação, um programa de capacitação do empresariado para o desenvolvimento de requisitos de avaliação da conformidade – considerada, atualmente, uma ferramenta estratégica para a indústria.

Ocorrido nos dias 18 e 19 de abril, o curso contou com representantes de 16 sindicatos e associações, que debateram os desafios de natureza técnica enfrentados pela indústria brasileira para assegurar a qualidade de seus produtos.

De acordo com Leonardo Rocha, chefe substituto da Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro, o instituto desempenha um papel estratégico e fundamental na regulação de mercados por meio da Avaliação da Conformidade, alinhado às políticas do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro) e às práticas internacionais.

“O Inmetro visa à promoção da competitividade, concorrência justa e proteção à saúde e segurança do cidadão e ao meio ambiente, tendo como público-alvo os setores produtivos, as autoridades regulamentadoras e os consumidores”, explicou Rocha.

Além disso, ele ilustrou que o Inmetro vem experimentando um aumento significativo, tanto em quantidade, quanto em complexidade, de demandas pelo estabelecimento de Programas de Avaliação da Conformidade.

“Desta forma, entendemos que a capacitação das partes envolvidas neste processo, em especial o empresariado, torna-se fator fundamental para o sucesso desta atividade, proporcionando maior agilidade no estabelecimento destes programas, como forma de dar o retorno esperado pela sociedade”, completou o chefe do DPAC do Inmetro.

“A Fiesp acredita que a busca contínua da melhoria da qualidade, em parceria com o Inmetro, possibilitará o aumento da competitividade dos produtos brasileiros, proporcionando uma concorrência mais justa”, afirmou Eduardo de Paula Ribeiro, Diretor da Área de Defesa Comercial do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

Barreiras técnicas

Em complemento aos trabalhos voltados para o mercado interno, a Fiesp e o Inmetro renovaram no início do ano o acordo de cooperação para o monitoramento de barreiras técnicas às exportações brasileiras.

Com validade até setembro de 2015, o acordo busca fortalecer a aproximação entre o setor privado e o governo para identificar e superar obstáculos de natureza técnica prejudiciais às vendas brasileiras ao exterior.

Para o 2º semestre do ano, as entidades pretendem promover outros treinamentos para empresários sobre barreiras técnicas e sobre os serviços de apoio aos exportadores oferecidos pelo Inmetro.

Fiesp e Inmetro firmam parceria para monitorar barreiras às exportações brasileiras

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) assinaram convênio para monitorar as barreiras técnicas às exportações brasileiras. O acordo visa à aproximação entre o governo e o setor privado para identificar e superar os obstáculos às vendas externas do País.

Segundo a Fiesp, o acordo possibilitará a participação de empresas brasileiras na elaboração ou revisão de exigências técnicas criadas por outros países, possibilitando manifestar seus interesses por meio do governo brasileiro.

Outra vantagem à indústria, conforme a Fiesp, é que a partir de agora as empresas poderão se antecipar para se adaptar às exigências técnicas e aumentar sua participação no mercado externo. “Este monitoramento ajudará as empresas brasileiras a se tornarem mais competitivas no mercado externo”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Alerta Exportador

O convênio entre os dois órgãos também possibilitou a implementação, a partir de desta terça-feira (8), no site da Fiesp, do mecanismo “Alerta Exportador”.

Trata-se de um serviço gratuito oferecido pelo Inmetro, em que o empresário brasileiro escolhe os países e os produtos de interesse e passa a receber por e-mail as novas exigências técnicas notificadas à Organização Mundial do Comércio (OMC), de acordo com os países e categoria de produtos selecionados.

“O Alerta Exportador ajuda as empresas antecipando a solução de problemas, dando conhecimento sobre o nível de exigência técnica relacionada ao seu produto. E fornece instrumentos para que uma barreira técnica possa ser negociada e removida”, explicou o presidente do Inmetro, João Alziro Herz da Jornada.

“No atual cenário econômico, onde a crise econômica ainda está muito presente, as empresas não têm problemas decorrentes somente por questões cambiais, de logísticas e tarifárias”, completou.

O Inmetro explica que quando uma barreira técnica é detectada, tanto pelas empresas quanto por qualquer outra parte interessada no comércio internacional, será possível ao governo brasileiro tomar as providências para que esta barreira seja removida por meio de um processo de negociação comercial na OMC.

Projeto de Lei

Para Paulo Skaf, a assinatura do convênio vai ao encontro do Projeto de Lei nº 717/03, de autoria do deputado Mendes Thame (PSDB-SP), que permite fiscalização mais rigorosa no cumprimento dos regulamentos técnicos nacionais por parte dos produtos importados, promovendo, neste aspecto, isonomia competitiva para a indústria brasileira.

Após o parecer favorável do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o projeto ainda precisa ser votado pelas Comissões de Assuntos Econômicos e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.

“Mais uma medida para evitar uma concorrência predatória e selvagem com a invasão de mercadorias de fora, sem os padrões técnicos aceitáveis”, avalia Skaf.

Petrobras e Inmetro apresentam veículos com etiquetas que indicam consumo de combustível

Agência Indusnet Fiesp

A Petrobras e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) apresentam nesta sexta-feira (17), na Fiesp, os primeiros veículos que receberão a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) com dados sobre o desempenho em relação ao consumo de combustível na cidade e na estrada.

Durante o evento serão etiquetados os primeiros modelos das cinco fabricantes de automóveis que aderiram voluntariamente ao Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBE Veicular).

O evento terá as presenças do gerente executivo de Desenvolvimento Energético da área de Gás e Energia da Petrobras, Mozart Schmitt de Queiroz, e do presidente do Inmetro, João Jornada, que representará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Representantes dos Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente, da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e da Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotivos (Abeiva) também participarão.

O PBE Veicular – coordenado pelo Inmetro em parceria com o Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet) –, implementado pela Petrobras, tem participação do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb), do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Melo da Petrobras (Cenpes) e da indústria automobilística.

O programa conta ainda com o apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e da Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotivos (Abeiva).

Serviço

Lançamento da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) do PBE Veicular

Data: 17 de abril de 2009, sexta-feira

Horário: 15h

Local: Fiesp – Av. Paulista, 1313, São Paulo, SP