Iniciativas Sustentáveis: Brasil Kirin – Gestão Sustentável para promover relações de confiança

Por Karen Pegorari Silveira

Qualquer empresa que tenha um sistema de gestão sustentável é bem-vista no mercado e ganha em competitividade. Por isso, a Brasil Kirin, uma das principais empresas de bebidas do país, decidiu utilizar a metodologia da materialidade¹ em seu processo de avaliação de desempenho sob o olhar da sustentabilidade e encontrou os temas mais relevantes para sua estratégia de negócio. A partir de então, a empresa criou a Vice-Presidência de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade e o Comitê Multidisciplinar, ligados diretamente à Presidência.

Entre as ações dessa nova área está a Escola de Sustentabilidade, dentro da Academia Corporativa, para apoiar a mudança de cultura interna. A escola, que já ofereceu 300 cursos gratuitos aos funcionários, tem quatro pilares: os fundamentos e o conceito do tema na empresa; as boas práticas para dar visibilidade às iniciativas já existentes; as transformações sustentáveis, tendências e inspirações; e o consumo consciente, também vinculado ao consumo responsável de álcool e ao consumo sem desperdício.

Nessa academia corporativa o desenvolvimento dos funcionários e parceiros é promovido e direcionado para as estratégias de educação. Sua missão é implementar um modelo de gestão de conhecimento e educação corporativa sustentável, que agregue valor para a empresa.

Segundo Juliana Nunes, Vice-Presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade, a Brasil Kirin considera a sustentabilidade uma das formas de gestão de negócio. “Entendemos que o tema deve ser transversal a todas as áreas da empresa, de forma a gerar valor compartilhado para toda a cadeia e públicos com os quais a empresa se relaciona”, pondera a profissional.

Diversas outras ações voltadas para a sustentabilidade também estão em andamento, como os projetos de renovação de frotas e de automatização da logística; o lançamento do refrigerante Fibz – bebida inovadora com adição de fibras e sem açúcar; a adoção de fontes de energia renovável com a aprovação do projeto de um parque eólico no Ceará; as medidas relacionadas ao cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a gestão de embalagens e a associação estratégica entre as áreas de Inovação e Marketing.

Em comparação com os dois últimos anos, os resultados já aparecem e mostram que a empresa está no caminho certo. Ela reduziu 2% no consumo de água; 5,6% das emissões de gases de efeito estufa; 96% do seus resíduos sólidos seguiram para reciclagem; e, ainda, os cursos para 100% dos funcionários.

A Brasil Kirin iniciou suas atividades no país em 2011, quando a japonesa Kirin Holdings Company adquiriu o controle acionário da Schincariol, fábrica de bebidas fundada em 1939 na cidade de Itu, interior de São Paulo. Hoje ela é uma empresa de bebidas integrante do grupo global com mais de 46 mil funcionários no mundo, e presente em mais de 15 países. Suas marcas são distribuídas por 19 centros de distribuição e mais de 190 revendas atendem cerca de 600 mil pontos de vendas em todo o Brasil. Entre suas marcas estão a Itubaina, a Baden Baden, a Devassa, Schin, entre outras.

¹ O processo de materialidade permite que a empresa identifique as questões consideradas críticas para o seu negócio.

 

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Iniciativas Sustentáveis: Honda – Com projeto de parque eólico, empresa deixará de emitir mais de 2 mil toneladas de CO2 por ano

Por Karen Pegorari Silveira/ Foto: Divulgação

A iniciativa da fabricante de automóveis Honda de criar um parque eólico na cidade de Xangri-lá, Rio Grande do Sul, é inédita no Brasil e veio para suprir 100% da demanda de energia elétrica da unidade fabril de Sumaré, no interior de São Paulo. O projeto receberá investimento inicial de R$100 milhões e deve iniciar suas atividades em 2015, concretizando o compromisso da empresa em minimizar os impactos ambientais de suas atividades.

Nove turbinas de 3MW, com capacidade instalada de 27MW, representará a geração de 95.000 MW ao ano, o equivalente ao consumo de energia de uma cidade com aproximadamente 35 mil habitantes e a mesma demanda de energia elétrica da planta de Sumaré, que possui capacidade instalada para a produção de 120 mil carros por ano. Com o projeto, a empresa deixará de emitir cerca de 2,2 mil toneladas de CO2 por ano, aproximadamente 30% do total gerado pela fábrica, e diminuirá ainda 45% do custo de energia na unidade com retorno do investimento estimado para pouco mais de sete anos.

O presidente da Honda Energy, Carlos Eigi Miyakuchi, declara estar satisfeito com o início das obras do parque e ressalta que a empresa continuará neste caminho. “Estamos muito satisfeitos em iniciar as obras do parque e avançar mais um passo na utilização de energias renováveis. A Honda continuará trabalhando proativamente em busca de atividades a favor do meio ambiente”, destaca.

De acordo com a empresa, até 2020 a meta é reduzir em 30% as emissões de CO2 de seus automóveis, motocicletas e produtos de força, e também de seus processos produtivos em todo o mundo.

A Honda é uma empresa japonesa, atua no Brasil desde 1971, possui 2 parques fabris nos estados de São Paulo e Amazonas e tem a sustentabilidade como base de seus negócios. Em suas fábricas o nível de CO2 emitido é constantemente monitorado nos processos. Os conceitos de sustentabilidade adotados pela empresa também auxiliam na redução dos impactos ambientais em toda a cadeia produtiva. Das motocicletas produzidas em Manaus (AM), por exemplo, 93% são transportadas em um sistema que reduz o volume de embalagens. Desde a implantação do projeto, em 1997, até o final de 2012, deixaram de ser consumidos 137 mil toneladas de madeira; 2,7 milhões de litros de óleo de proteção; 33 mil toneladas de papelão e 143 mil toneladas de aço.

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Iniciativas Sustentáveis: BRF – segunda maior indústria alimentícia do país, criou programa para monitorar e qualificar sua cadeia de fornecedores

Por Karen Pegorari Silveira

Em uma sociedade na qual os consumidores estão cada vez mais exigentes em relação à qualidade dos produtos e nos serviços, e com os mercados globalizados, dinâmicos e altamente competitivos, há uma crescente preocupação das empresas não só em manter, mas também em incrementar seu desempenho dentro da cadeia de suprimentos na qual se inserem. Isto é especialmente importante para a indústria de alimentos dada à grande diversidade de produtos para atender os distintos segmentos de mercado.

Diante da necessidade de inovação tecnológica e organizacional, as agroindústrias nacionais estão promovendo toda uma reestruturação na rede de suprimentos, evidenciando crescente integração dos fornecedores e de distribuidores à cadeia de suprimento de alimentos processados. Este é o caso da BRF, formada a partir da fusão da Sadia e Perdigão. A BRF nasceu, em 2009, como a maior produtora e exportadora mundial de carnes processadas e a segunda maior indústria alimentícia do país. A união de duas grandes empresas contribuiu para unir esforços e experiências, sobretudo no que se refere à sustentabilidade.

Para a BFR, o compromisso com o desenvolvimento sustentável pode ser demonstrado por meio de um conjunto de diretrizes e ações focadas na obtenção de resultados positivos nos três pilares da sustentabilidade: econômico-financeiro, ambiental e social. Sua gestão estratégica tem como base o fortalecimento de práticas sustentáveis em toda a cadeia de valor e no relacionamento com os principais públicos de interesse.

A estratégia está sendo viabilizada por meio das ações do Programa de Monitoramento da Cadeia de Fornecedores. A iniciativa tem como principal objetivo identificar e minimizar os principais riscos sociais e ambientais para reduzir os impactos negativos das operações relacionadas à empresa. São realizadas capacitação e conscientização de negociadores e fornecedores sobre os padrões de sustentabilidade. A partir desse treinamento, esse público passa a entender detalhadamente o Programa de Monitoramento de Fornecedores e as metas para atendimento do mesmo, que abrangem a assinatura do Código de Conduta para Fornecedores, realização de avaliações socioambientais e auditorias. Essas auditorias são realizadas nos fornecedores mais críticos, priorizadas de acordo com o volume de compras e a sua localização em áreas com maior impacto ambiental, como os próximos do bioma amazônico, terras indígenas, unidades de conservação e focos de desmatamento.

Desde o início, o Código de Conduta para Fornecedores, que tem o objetivo de reafirmar o compromisso com a gestão responsável e sustentável, já foi enviado para mais de 21.500 fornecedores até o final do ano passado.

“O Programa de Monitoramento de Fornecedores permite identificar e minimizar riscos socioambientais que não estão sob a gestão direta da BRF, além de estimular boas práticas em toda a cadeia produtiva da companhia”, diz Luciana Ueda, Gerente de Sustentabilidade da BRF.

A Companhia exige padrões mínimos ambientais e de direitos humanos de seus fornecedores. Há verificação constante de algumas informações públicas, como a Lista do Trabalho Escravo e a Lista de Áreas Embargadas do Ibama. Além desses padrões, há a obrigatoriedade de atendimento a outros critérios, dependendo da particularidade do setor. No caso de compra de grãos, a empresa não adquire insumos de fornecedores que promovam o desmatamento ilegal da Amazônia. Já as propriedades de produtores integrados passam por avaliação constante e, caso ocorra descumprimento de compromissos ambientais e sociais estabelecidos, é elaborado um plano de ação para reverter o quadro.

A BRF tem por prática não se relacionar com fornecedores que descumpram padrões mínimos de direitos humanos (trabalho infantil ou escravo), trabalhistas (liberdade sindical) e de respeito ao meio ambiente e, em 2012, não foram identificados esses riscos nas operações.

Cada diretoria encontra-se em uma fase de implantação e ampliação do Programa de Monitoramento, porém 100% dos novos contratados já seguem os critérios do Código de Conduta para Fornecedores. Como forma de monitoramento, existem o Código de Ética, Código de Conduta para Fornecedores e Políticas específicas para contratação.

Em 2013, não houve ocorrências de trabalho infantil ou trabalho forçado ou análogo ao escravo em fornecedores. Para os casos nos quais são identificados desacordos com algum requisito do código de conduta, dependendo da gravidade, ou são executados planos de melhoria ou o contrato de fornecimento é cancelado. As principais irregularidades causadoras de rompimento contratual são a presença na Lista do IBAMA de Autuações Ambientais e Embargos e na Lista Suja do Ministério do Trabalho e Emprego.

A compra com fornecedores locais também é uma prioridade da empresa, que não vê somente a oportunidade de redução de custos com transporte e em emissões e gases de efeito estufa, mas também uma melhor integração com a comunidade.

 

Iniciativas Sustentáveis: Grupo Votorantim – engajamento reduz 82% de incêndios florestais

Por Karen Pegorari Silveira

O Grupo Votorantim, uma das maiores empresas do país com operações nos setores de cimento, mineração e metalurgia, siderurgia, agroindústria e celulose, está presente em mais de 300 municípios no Brasil.

Votorantim no espírito de "trabalho em equipe"

Ciente de seus impactos na vida de seus stakeholders (funcionários, fornecedores, consumidores, órgãos legisladores, meios de comunicação, instituições financeiras, poder público, ONGs, entre outros), a organização criou uma metodologia de relacionamento chamada de Engajamento com Partes Interessadas (EPI).

Desenvolvido em 2009, o EPI oferece subsídios para as lideranças da empresa, geralmente gestores de operações, a fim de estabelecerem uma estratégia de comunicação qualificada com os públicos de interesse, facilitando a tomada de decisão e a identificação de soluções, em conjunto, para os desafios locais.

“Esse esforço é o que possibilita a criação de vínculos de relacionamento com os diversos públicos que estão ligados às atividades e às operações da empresa, a definição de temas prioritários e um melhor gerenciamento do tempo”, afirma Ana Paula Bonimani, Gerente de Gestão de Programas do Instituto Votorantim.

As etapas do desenvolvimento do EPI incluem uma série de atividades: discussão em grupos de trabalho e validação com representantes das principais áreas; mapeamento e priorização de partes interessadas e assuntos de interesse; levantamento, sistematização e registro de informações relevantes; elaboração do plano de engajamento contemplando iniciativas existentes, metas, indicadores e orçamento, além do acompanhamento e gestão dos planos de engajamento de forma integrada à estratégia da empresa.

Marcelo Monteiro, gerente geral da Votorantim Cimentos de Cantagalo (RJ) acredita que o engajamento é uma ferramenta que possibilita identificar e ‘dar cara’ aos públicos de contato. Segundo ele, permite saber o nome do padre, do prefeito, das pessoas da comunidade, bem como suas demandas e posições, o que é fundamental para conduzir a estratégia da empresa. O Grupo Votorantim tem muitos projetos sociais, ambientais e econômicos e saber o impacto real dessas iniciativas na comunidade é uma das principais preocupações da organização. A ferramenta EPI é uma forma de ter retorno e saber se o caminho escolhido está correto. Com o estabelecimento de uma relação próxima, temos acesso às demandas externas e conseguimos nos estruturar para atendê-las.

O coração do EPI é a comunicação. Desde as primeiras reuniões entre os funcionários para identificação dos públicos relevantes até as ações do plano de engajamento, todas são fundamentadas na comunicação entre a empresa e seus stakeholders. Para facilitar, foi criado um Manual de Engajamento com Partes Interessadas que está à disposição de todos os interessados no site da fundação. Há ainda sete canais de comunicação que foram incluídos na metodologia: newsletter eletrônica, e-mail marketing, intranet, seção especial no site, materiais de apoio, assessoria de imprensa e veículos de comunicação específicos para cada unidade.

Na unidade de Vazante (MG), por exemplo, a Votorantim Siderurgia conseguiu reduzir em 82% o número de incêndios em sua área florestal graças a aplicação do EPI, que resultou na Licença Social Para Operar (LSO). Ao adotar a estratégia, o Grupo de Trabalho identificou que havia uma grande quantidade de incêndios na região e era necessário conscientizar a população local sobre o tema. O plano estabeleceu a prevenção dos incêndios por meio da conscientização ambiental através de seminários com o tema “Incêndio Florestal”. Telefones de emergência para a comunicação de focos de fogo também foram colocados à disposição e ainda uma brigada de incêndio. Além disso, a empresa mostrou à comunidade os cuidados que devem ser tomados para uma queima controlada, conseguindo assim diminuir drasticamente os incêndios florestais.

As queimadas e os incêndios florestais estão entre os principais problemas ambientais enfrentados pelo Brasil. As emissões resultantes da queima de biomassa vegetal colocam o país entre os principais responsáveis pelo aumento dos gases de efeito estufa do planeta. Além de contribuir com o aquecimento global e as mudanças climáticas, as queimadas e incêndios florestais poluem a atmosfera, causam prejuízos econômicos e sociais e aceleram os processos de desertificação, desflorestamento e de perda da biodiversidade.

Em 2012, foram realizadas 60 oficinas sobre o tema, totalizando 480 horas de capacitação para 291 empregados. Todas as empresas do Grupo já operam com a metodologia. No mesmo ano, o EPI foi reconhecido internacionalmente por sua excelência e passou a integrar o Critical Friends International, uma plataforma que reúne as melhores práticas de engajamento no mundo.

Para 2014 o desafio é ampliar, ainda mais, a utilização desta metodologia na rotina de gestão, utilizando como insumo para a tomada de decisões estratégicas e no diálogo e relacionamento com os diversos públicos.

Para ter acesso aos conteúdos disponibilizados no site da fundação, clique aqui.

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Iniciativas Sustentáveis: Grupo Jari – relacionamento com a comunidade é o forte da empresa

Por Karen Pegorari Silveira

O Grupo Jari atua nos segmentos de madeira certificada, celulose, papel e embalagens, minerais e produtos não madeireiros, como óleo e sementes. Suas bases florestais ficam nos estados do Pará, Amapá e São Paulo. A meta da empresa é aliar crescimento econômico, conservação ambiental e desenvolvimento social.

Meta: aliar crescimento econômico com conservação ambiental e relação com a comunidade

Há quase 20 anos, trabalham em parceria com diversas instituições nacionais e internacionais promovendo o desenvolvimento sustentável, mas para garantir a sinergia das empresas do Grupo, os projetos e ações estão concentradas na Fundação Jari que, atualmente, está com um foco maior na área social e no relacionamento com a comunidade.

A entidade elabora e compartilha projetos nas áreas de educação, saúde, cultura e geração de emprego e renda.

Segundo Sergio Amoroso, acionista e chairman, a sustentabilidade é uma das premissas do Grupo. “O desenvolvimento sustentável, na realidade, é procurado por todas as nossas empresas, buscando aliar as demandas econômicas, ambientais e sociais”, declara Amoroso.

Um dos destaques desse trabalho é o projeto Fomento Florestal, que alia benefícios econômicos, sociais e ambientais, e os projetos de geração de renda e educação, destinados a incentivar o empreendedorismo entre as comunicadas locais. Além disso, o manejo florestal e o extrativismo é organizado de forma pioneira em bases empresariais.

Com o projeto de extrativismo das castanhas-do-pará, na cidade de Almeirim, região do Vale do Jari (PA), o grupo conseguiu dobrar o preço pago aos extrativistas após diversificar os derivados da castanha e oferecer o azeite extra virgem, creme e granulado e a castanha-do-pará in natura. Para se ter uma ideia, em 2009, mesmo com a retração do consumo provocada pela crise mundial, o valor pago pelos produtos derivados chegou a aumentar 100%.

Além disso, o grupo envolveu nesse projeto, a capacitação e organização dos extrativistas das comunidades de Almeirim, que estão na base da pirâmide da cadeia de produção, e introduziu as boas práticas de coleta, transporte, seleção, secagem e armazenagem das castanhas, dando mais independência aos extrativistas nas relações com o mercado. Hoje, mais de 100 famílias que participam desse projeto, vivem dessa extração.

Em todas as regiões que o Grupo atua foram implantadas ações de apoio ao desenvolvimento e bem-estar social das comunidades com projetos para capacitar moradores nas atividades relacionadas ao uso sustentável da floresta e programas de geração de renda e educação. Entre esses projetos, destacam-se o Geração Aprendiz, que qualifica e inclui simultaneamente jovens e adolescentes no mercado de trabalho; Estação Digital, que oferece cursos de informática com acesso à internet gratuitamente para mais de 5 mil moradores; o Atleta Solidário, que treina pessoas com deficiência para competições nacionais e estaduais; e a Escola da Madeira, que ensina marcenaria e empreendedorismo a partir do processamento de resíduos de madeira certificada.

Para gerar renda às comunidades, organizou-se cooperativas de mulheres e jovens para fabricar uniformes, biojóias e diversos outros artefatos naturais produzidos com madeira e resíduos de madeira certificada. Além desta iniciativa, há uma outra que orienta agricultores a reaproveitarem áreas já alteradas pela prática tradicional da lavoura (roça), por meio do uso da adubação orgânica, da diversificação e rotação de culturas, do plantio de espécies resistentes e adaptadas às condições do clima local, e do controle eficaz de pragas e doenças, estimulando também o uso de defensivos naturais alternativos, além de vários outros programas para promover a sustentabilidade econômica dessas comunidades.

Sergio Amoroso, acionista e chairman do Grupo Jari, conta que os 13 anos de vivência na região do Vale do Jari foram de aprendizado e experiências riquíssimas. “Atuar em uma região onde 150 mil pessoas são impactadas e grande parte depende de suas ações traz uma nova perspectiva de como a organização se relaciona com o ambiente em que está inserida. Nosso olhar hoje é integrado. Não tem como pensar em qualquer negócio sem pensar nas pessoas e no meio ambiente”, conta Amoroso.

Em 2014, o grupo pretende intensificar as ações de geração de renda nas comunidades. Mas o maior desafio desse ano, segundo a empresa, é entrar no mercado de celulose solúvel e tornar esse projeto totalmente sustentável.

 

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Iniciativas Sustentáveis: Eco-X – destino correto para os entulhos de obras da construção civil

Por Karen Pegorari Silveira

A construção civil é uma das grandes geradoras de impactos ambientais, seja pelo consumo de recursos naturais, pela modificação da paisagem ou pela geração de resíduos.

Apenas em São Paulo são gerados mais de 17 mil toneladas de resíduos sólidos por dia, mais de 50% desse volume é oriundo das construções e demolições.

Meta: Transformar resíduos da construção civil em matéria-prima

Com o trabalho da Eco-X, uma das mais completas usinas de processamento e reciclagem de resíduos do Brasil, quase 150 mil m³ deixaram de ser destinados a aterros.

A Eco-X está há três anos no mercado e chega a processar, por hora, 80 toneladas de entulhos que iriam para aterros da cidade. Os resíduos recebidos pela recicladora em Guarulhos, cidade da região metropolitana de São Paulo, são desde blocos de concreto, argamassas de cimento ou mistas de assentamento e revestimento, até pedra britada e de areia naturais.

Com esses entulhos, a empresa consegue produzir uma série de subprodutos, como areia e brita reciclada, brita 4, pedrisco reciclado e bica corrida, todos de acordo com a norma brasileira NBR 15116/04 e com as especificações técnicas do DER/SP / DNER/ Dnit/ IPT e PMSP, que definem os requisitos dos agregados reciclados para utilização em pavimentos e preparo de concreto sem função estrutural.

A empresa contribui para que grande volume de areia e pedra não seja extraído da natureza

Pierre Ziade, proprietário da Eco-X, conta que apesar do produto ainda ser novo no mercado, ele tem inúmeras vantagens.

“O uso de materiais reciclados gera uma redução significativa no custo das obras com a mesma qualidade final. Ele é livre de impurezas, partículas duras e ásperas, são duráveis e isentos de materiais que possam interferir na reação de endurecimento do cimento. Além de contribuir para que um grande volume de areia e pedra não seja extraído da natureza degradando o meio ambiente”, conta Ziade.

A meta da empresa é ampliar sua área de atendimento com uma nova unidade na região sul da cidade de São Paulo, podendo assim receber resíduos de mais empresas que hoje não utilizam os serviços da Eco-X devido ao valor do frete para Guarulhos.

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Iniciativas Sustentáveis: Bituca Verde – empresa recicla mais de 700 quilos de bitucas de cigarro por ano

Por Karen Pegorari Silveira

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número estimado de fumantes no mundo é de 1,6 bilhão. E de acordo com informações da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), cerca de 12,3 bilhões de bitucas são descartadas diariamente.

Iniciativa recicla retira bituca de cigarros do meio ambiente e transforma em novos produtos

Preocupado com o descarte incorreto desse resíduo e impulsionados pela Lei Antifumo em São Paulo, Fabiano Russo criou a Bituca Verde em 2010, uma empresa de reciclagem de bitucas que recolhe e dá o descarte e uso correto.

Inicialmente a Bituca Verde tinha como proposta a fabricação para venda e locação de cinzeiros externos específicos para coleta de bitucas de cigarro, uma vez que a nova Lei só permitiria fumar em ambientes externos.

“Esta iniciativa se mostrou muito eficaz e passamos então a vislumbrar outra oportunidade de mercado que, mais do que possibilitar a geração de um novo negócio, abriria espaço para ações mais conscientes de preservação ambiental com inclusão social”, diz Fabiano Russo, proprietário e gerente geral. Desde então a empresa e seus parceiros retiraram do meio ambiente aproximadamente 3 milhões de bitucas.

Qualquer um pode se tornar parceiro se tiver um coletor especifico para o resíduo, assim como qualquer pessoa que armazene a bituca numa embalagem plástica pode doar; desta maneira é possível atender o maior número de interessados pela preservação ambiental e contribuir para um futuro mais sustentável.

A Bituca Verde também transforma todo o resíduo e mistura a outros de alto poder calórico. Eles passam por um tratamento químico e é transformado num produto que substitui carvão em fornos de indústrias cimenteiras, contribuindo para a diminuição do desmatamento.

Vale lembrar que o tempo de decomposição de uma bituca descartada incorretamente pode chegar a até cinco anos, principalmente se for jogada no asfalto. Além disso, ela contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas que prejudicam o solo, contaminam rios e entopem tubulações e bueiros.

Essa relativa demora na decomposição se deve ao fato de que 95% dos filtros de cigarros são compostos de acetato de celulose, de difícil degradação.

Em 2013 a Bituca Verde reciclou aproximadamente 750 quilos e para 2014 a empresa fechou uma parceria e pretende dobrar essa quantidade.

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Iniciativas Sustentáveis: Copagaz – Software ajuda empresa a economizar 22% de sua energia primária

Por Karen Pegorari Silveira

A busca pela melhoria contínua no seu desempenho estimulou a Copagaz, uma das maiores distribuidoras de gás liquefeito do país, a adotar na sua estratégia premissas de sustentabilidade e a criarem iniciativas visando: o desenvolvimento de seus funcionários, estabelecimento de relações leais com seus parceiros de negócio, desenvolvimento de mecanismos que garantam a satisfação dos clientes, relacionamento de valor com a comunidade de entorno e aprimoramento cotidiano da Política de Gestão Ambiental, que tem como um dos pilares o consumo consciente de recursos naturais.

A empresa é uma das principais distribuidoras de gás liquefeito no Brasil

Desde então, essas iniciativas e resultados obtidos são divulgados no Relatório Anual de Sustentabilidade que segue as diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI).

Assim, a partir de seu compromisso com a Política de Gestão Ambiental e acostumados a monitorar seus indicadores operacionais, a Copagaz, decidiu estabelecer uma gestão mais detalhada com relação ao seu consumo de energia, água, investimentos ambientais, entre outros.

Após análise dos indicadores GRI, eles sentiram a necessidade de ir mais a fundo nesse controle e implantaram uma ferramenta, customizada exclusivamente para eles por uma consultoria de business intelligence, que coleta e analisa as informações para os Relatórios de Sustentabilidade.

Dessa forma, o trabalho que antes era realizado por meio de planilhas de Excel e enviado de cada filial pela intranet, agora está totalmente reformulado. Hoje o sistema de gestão, que pode ser acessado de qualquer local, permite à Copagaz mensurar e monitorar em tempo real todos os seus indicadores de sustentabilidade. São observados indicadores de diferentes áreas, como: Recursos Humanos, Engenharia, Saúde e Segurança. O novo software trouxe uma flexibilidade que antes não tinham e também permitiu que fossem estabelecidas metas e estratégias a longo prazo a partir da identificação dos impactos gerados pela empresa.

O resultado foi percebido nos acidentes com afastamento, por exemplo. O número de dias perdidos caiu pela metade, de 2005 casos para 1046 entre 2010 e 2012; e as doenças ocupacionais caíram de 5 casos para 0 (zero) entre 2010 e 2012. A facilidade de poder concentrar e gerenciar as informações da empresa numa mesma ferramenta também foi um grande ganho; mas o maior ganho foi conseguir entender os padrões de consumo e monitorá-los de forma mais assertiva.

Gerenciar os gastos das 13 filiais e 14 depósitos avançados e controlar isso também ajudou a garantir redução de custos, pois, em um mês que o gasto de energia, por exemplo, tenha sido maior que a média, todos envolvidos atuam com o objetivo de reduzir e sanar esse problema. O controle é maior. Com essa atitude o consumo de energia primaria diminuiu de 646 gigajoules (GJ) em 2010 para 506 gigajoules (GJ) em 2012. Uma economia de 22%.

Segundo o engenheiro ambiental Claudio Teodoro “O novo software implantado trouxe maior agilidade e fortaleceu a gestão da empresa sobre esses indicadores estratégicos”, avalia o profissional.

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Iniciativas Sustentáveis: Solarium – empresa de revestimentos produz sem emitir gases poluentes ou resíduos

Texto: Karen Pegorari Silveira/ Divulgação

Empresa de revestimentos de cimentos de São Paulo tem a sustentabilidade como um de seus valores institucionais e utiliza método de fabricação não poluente com placas de revestimento que curam sem auxílio de fornos e sem fontes de energia extra (elétrica, gás ou carvão), portanto sem emissão de gases poluentes na atmosfera.

Linha Cobogó Atoll Branco da Solarium. Foto: Divulgação

 

Além disso, a composição de seus produtos também é de material reciclado e durante a fabricação não é gerado nenhum tipo de resíduo. Graças a esse trabalho, a empresa é a única fabricante nacional com patente e produtos testados pelo Instituto Tecnológico Falcão Bauer, certificação que comprova e garante a sustentabilidade dos produtos.

A presidente da Solarium, Ana Cristina de Souza Gomes, conta que o posicionamento da empresa para o mercado não é apenas o de um fabricante de pisos cimentícios. “Temos um laboratório de pesquisas para criar novos produtos e investimos de forma consistente em design e tecnologias de última geração”, diz.

Todas as suas fábricas utilizam também iluminação solar e ainda reaproveitam e captam água fluvial, além de contarem com a ventilação natural das aberturas para troca de ar quente com ar frio.

“Para a Solarium, ser ecologicamente correto é um projeto cultural da empresa. Mas certamente é importante sermos reconhecidos pelo mercado, pois muitos clientes importantes passaram a buscar produtos que sejam ecologicamente corretos”, relata ainda a presidente.

Linha Ruído da Solarium. Foto: Calebe Simões/Divulgação

Outras ações tomadas pela empresa são o reaproveitamento da água usada na produção, utilização de água da chuva, cursos para todos os funcionários e aulas técnicas de computação para trabalhadores das fábricas.

Um espaço que recebeu recentemente os revestimentos cimentícios da Solarium é a Arena Pantanal, no Mato Grosso, que receberá jogos da Copa 2014. Essa linha de produtos possui o selo Sustentax de Qualidade e Sustentabilidade, sendo um dos recursos para atender à Certificação Leed de Sustentabilidade.

Com 15 anos de mercado e cerca de 150 funcionários, a empresa vem crescendo continuamente. Nos últimos três anos, ela atingiu o índice de 10% ao ano. Para 2014, os planos são diversificar as linhas, comprar novas máquinas e criar novos modelos para atingir novos segmentos de mercado e manter o crescimento dos negócios.

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Iniciativas Sustentáveis: Sanphar – Ações de sustentabilidade e responsabilidade social

Texto: Karen Pegorari Silveira/ Divulgação

Ação de educação ambiental da Sanphar

Há três anos, a indústria veterinária Sanphar, localizada na cidade de Campinas, interior de São Paulo, criou o Comitê de Sustentabilidade com o objetivo de propor mudanças de valores na vida das pessoas, da empresa e da comunidade local. Para isso o comitê, formado por 12 funcionários, elaborou diversos projetos embasados nas temáticas de responsabilidade social e meio ambiente.

Os primeiros programas, em parceria com o Sesi-SP, trataram a questão do desperdício de água e a saúde dos trabalhadores. Com palestras em uma escola para crianças de 7 a 12 anos, a ‘Semana do Meio Ambiente’ abordou a questão do uso consciente da água. Com o ‘Indústria Saudável’, os funcionários puderam fazer exames de glicemia, monitorar a pressão arterial, analisar seu IMC e ainda tiveram orientação nutricional para um estilo de vida mais saudável.

A ‘Festa da Árvore’ é outra ação interessante formulada pelo comitê. Em uma área de 1800 m², os filhos e sobrinhos de cada funcionário podem plantar uma árvore nativa, adotar essa árvore e ainda colocar uma plaquinha com seu nome; além disso, essa criança participa periodicamente da sua adubação e irrigação.

Campanhas de corrida de rua, doação de agasalhos, descarte correto de resíduos perigosos ao meio ambiente, coleta seletiva, programas de voluntariado, entre outros exemplos também fazem parte do escopo responsável da empresa.

Outra iniciativa de sucesso é otrabalho de redução de resíduos para incineração que a Sanphar realiza. Além de contribuir para a qualidade do ar e diminuição do efeito estufa, a restrição de itens incinerados proporciona ganho econômico. Essa ação reduziu 18,7% a quantidade destinada a incineração e gerou uma economia de mais de R$28 mil para a empresa em dois anos, graças ao desenvolvimento de uma nova forma de destinação, o coprocessamento, que consiste na destruição térmica dos resíduos com a substituição parcial da matéria-prima e/ou do combustível, o resíduo servirá novamente para uso de produção de energia.

Equipe Sanphar

Ações internas também contribuíram para a inserção da sustentabilidade na estratégia empresa. Programas de conscientização dos funcionários ensinaram a economizar papel e água. Oresultado foi a economia de mais de 100 mil folhas de papel e 940 mil litros de água no período de 1 ano.

O Diretor Geral Marcelo Ziani atesta as ações sustentáveis da empresa. “Nestes quatro anos de atuação do Comitê verificamos a realização de inúmeros projetos ambientais, muitos deles com grande retorno financeiro e que facilmente mostraram os benefícios da implantação das políticas sustentáveis na empresa. No caso das nossas ações sociais, consideradas prioritárias, mas com maior dificuldade de mensuração, também observamos excelentes resultados nas mudanças no comportamento e nas atitudes das pessoas, e principalmente das crianças que participaram dos projetos da empresa”, avalia.

Em 2013, o Comitê de Sustentabilidade Sanphar esteve entre as 11 empresas que receberam o troféu Curuca de Sustentabilidade, premiação promovida pela revista Feed&Food, por ter iniciativas sustentáveis dentro da organização.

Para 2014, o Comitê de Sustentabilidade Sanphar pretende dar continuidade aos projetos iniciados e estuda a viabilidade de ampliação de mais ações na comunidade do Campo Grande e na própria empresa. Também pretende continuar a parceria com o Sesi-SP e a Prefeitura de Campinas.

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Iniciativas Sustentáveis: CPFL – Empresa ensina gestão e zera inadimplência de hospitais filantrópicos

Por Karen Pegorari. Fotos: Divulgação

CPFL em Campinas

Um projeto, criado pela distribuidora de energia CPFL, no interior de São Paulo, conseguiu elevar o desempenho administrativo de 101 hospitais filantrópicos em 83 municípios da área de atuação da companhia e diminuir significativamente a inadimplência desses hospitais.

Alinhado com a missão da empresa de prover soluções energéticas sustentáveis, com excelência e competitividade, atuando de forma integrada à comunidade, o projeto tem o objetivo de profissionalizar a gestão desses hospitais, permitindo que seus recursos financeiros sejam melhores investidos no atendimento aos pacientes.

Com parceira do Centro de Estudos da Santa Casa de São Paulo (Cealag), da Federação dos Hospitais Filantrópicos de São Paulo (Fehosp), da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e Compromisso pela Qualidade Hospitalar (CQH), o programa já permitiu a capacitação de mais de 30 mil profissionais direta e indiretamente.

Santa Casa de Miséricórdia beneficiada pelo projeto

O programa nesse formato de apoio à gestão é pioneiro no Brasil e aplica os fundamentos e critérios de excelência sistematizados e difundidos pela Fundação Nacional da Qualidade (MEG-FNQ), entre eles: Estratégias e Planos, Gestão de Pessoas, Relação com a Sociedade e Gestão por Processos e Resultados. Cada hospital participante recebe o programa com duração de 2 anos e uma consultoria da Cealag.

“Desde 2005, quando iniciamos o projeto, alcançamos ganhos significativos em tempo de espera dos pacientes desses hospitais e uma grande economia no valor de compra de materiais de uso diário, como a gaze e outros curativos, por exemplo, por realizar compras conjuntas com outras entidades do mesmo setor”, afirma Carlo Linkevieius, Gerente de Sustentabilidade da companhia energética.

Em quase dez anos, a companhia investiu cerca de R$ 13 milhões para capacitar 5 mil profissionais de 100 hospitais localizados no interior de São Paulo, cujo fornecimento de energia é realizado pela CPFL.

Os 60 primeiros hospitais que passaram pelo programa de capacitação, que dura dois anos, tiveram uma redução de 13% na taxa de mortalidade dos pacientes e no tempo de internação. Houve também uma queda de 21% no índice de infecção hospitalar e de 40% no tempo de espera no pronto-socorro.

Projetos dessa categoria, não beneficiam somente a comunidade atendida pelos hospitais, eles geram retorno para os profissionais dos hospitais que recebem uma capacitação, para a empresa que, com uma gestão mais profissionalizada dos hospitais e menor inadimplência, tem mais recursos para investir em novas tecnologias, melhoria dos serviços prestados e eficiência operacional. É um projeto ganha-ganha, onde a sustentabilidade é usada como alavanca de valor para a empresa.

VEJA OUTRAS INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS 

Iniciativas Sustentáveis: GE Brasil – plataforma de negócios sustentáveis é uma das maiores inovações da empresa

Texto: Karen Pegorari Silveira/ Divulgação

Ecomagination é uma plataforma de inovações sustentáveis que tem por objetivo auxiliar na resolução de questões ambientais, principalmente da área energética, do uso da água e da redução de emissões de gases de efeito estufa.

Linha de Produção da GE Brasil. Foto: Divulgação

 

Em 2005 – ano de lançamento da Ecomagination – o portfolio da empresa era formado por 17 produtos e hoje já são mais de 90. Em 2010, a GE lançou seu primeiro produto Ecomagination fabricado para o Brasil.

Em parceria com a Petrobras, a empresa viabilizou a comercialização de uma turbina com capacidade de gerar energia a partir do etanol. Trata-se de uma turbina adaptada para as necessidades locais (clima, relevo, etc), que está em operação em Juiz de Fora (MG). No Brasil, mais de 40 produtos já estão chancelados pela plataforma.

Outro exemplo interessante de como essa plataforma gera vantagens importantes para a população brasileira está nas capitais mineira e baiana. Moradores de 50 mil casas das duas cidades recebem energia gerada a partir do gás metano da decomposição do lixo dos aterros sanitários.

Segundo a gerente de Sustentabilidade da GE, Jasmim Eymery, a empresa está comprometida com o desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo. “Globalmente, a GE conta com mais de 40 mil profissionais envolvidos com pesquisa que coloca a inovação a favor da conservação. No Brasil, por exemplo, as soluções Ecomagination contribuem para o crescimento econômico enquanto melhoram a eficiência do uso dos recursos naturais”, ressalta Jasmim.

Desde que lançou, a plataforma Ecomagination é uma das iniciativas comerciais mais bem sucedidas da história da GE, com faturamento de US$ 105 bilhões desde 2005. Os resultados do investimento em inovação e sustentabilidade viabilizaram o crescimento da GE. Em 2011, a GE consumiu 9,1 bilhões de litros de água. Isso representa uma redução de 35% comparado com o consumo em 2005 e 13,5% de redução comparado com 2010.

Além disso, mais de 30 instalações globais da empresa diminuíram o consumo de energia em 805 milhões de BTUs e emissões de gases causadores do efeito estufa em 125 mil toneladas de CO2 desde 2005.

Ecomagination também estabelece metas para dobrar o investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas (de US$ 5 bilhões investidos até 2012 a US$ 10 bilhões investidos até 2015); reduzir em 25%, de 2004 a 2015, a emissão de gases causadores do efeito estufa; crescer em receita com soluções Ecomagination a uma taxa duas vezes maior do que a evolução das vendas totais da GE entre 2010 e 2015 (objetivo atingido em 2012, quando o faturamento obtido somente com soluções Ecomagination atingiu US$ 25 bilhões desde 2010); e reduzir em mais 25% o uso de água doce entre 2008 e 2015.

O alcance das metas retrata o sucesso da iniciativa e mostra que, cada vez mais os consumidores se preocupam em adquirir produtos mais ecoeficientes, que causam menos impacto ao meio ambiente.

 

Iniciativas Sustentáveis: Fibria – a maior empresa de celulose do Brasil promove inclusão social

Texto: Karen Pegorari Silveira. Fotos: Divulgação

Após um longo estudo, com antropólogos e consultorias especializadas, para identificar quais eram seus stakeholders, a Fibria, desenvolveu o Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT) para ser a mais importante prática de engajamento com as comunidades rurais do entorno de suas áreas florestais.

A principal característica de inovação do programa é a construção de um processo de diálogo com metodologias e ferramentas participativas. Um dos objetivos, no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia, era erradicar a extração ilegal de madeiras para a fabricação de carvão, que resultavam em trabalho degradante e exclusão social.

O PDRT criou oportunidades de equacionar demandas sociais, orientar o acesso às políticas públicas, às metodologias e tecnologias produtivas de baixo impacto ambiental, a estruturar as cadeias produtivas inclusivas, além de proporcionar aumento da renda média das famílias atendidas pelo programa.

O programa segue um modelo com quatro tipos de abordagem:

Engajamento: relacionamento estruturado, inclusivo e contínuo. Ocorre nas comunidades mais impactadas pela atuação da empresa.

Diálogo Operacional: forma de relacionamento por meio da qual as comunidades, os vizinhos, as lideranças locais e os representantes do poder público local recebem informação das operações florestais que serão realizadas no seu entorno e possam identificar e discutir os potenciais impactos benéficos e adversos destas operações.

Diálogos Construtivos: tem por objetivo divulgar as ações da Empresa, permitindo a troca de informações de interesse comum, destinados a todas as partes interessadas.

Agenda Presencial: visitas regulares de representantes da empresa nas comunidades para a compreensão da realidade local.

Para qualificar o investimento desse projeto, a Fibria criou um Sistema de Indicadores de Efetividade, que colhe informações gerenciais para definir a gestão de metas e de estratégias de expansão e a correção de rumos do Programa.

“Começamos com 12 e hoje já atendemos 1800 famílias em comunidades no sul da Bahia e norte do Espírito Santo. A renda dessas pessoas aumentou para 2 a 3 salários mínimos por mês e conseguimos extinguir a extração ilegal de madeiras, que antes eram usadas para fazer carvão, diminuindo drasticamente a situação de completa insegurança social, riscos à saúde e ao ambiente, além do trabalho escravo e a exclusão social nessas áreas”, diz Fausto Camargo, gerente de sustentabilidade da Fibria.

De acordo com Camargo, as ações implementadas em 2011 e 2012 contribuíram para a regularização dos documentos de agricultores familiares e suas associações; promoveram a diversificação das cadeias produtivas e a integração das mulheres nas atividades de geração de trabalho e renda; a realização de cursos orientados para o perfil da população diretamente atendida (operação e manutenção de tratores, produção de doces, sucos e salgados derivados de mandioca, entre outros), e também ampliou as alternativas de geração de renda e segurança alimentar.
A meta da empresa é evoluir de 5% de projetos autossustentáveis, em 2011, para 70%, até 2025, por meio de ampliação do modelo PDRT, da capacitação técnica e gerencial e do apoio de parceiros.

 

 

VEJA OUTRAS INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS 

 

 

Iniciativas Sustentáveis: Ambev realiza campanha sobre responsabilidade e consumo excessivo de álcool

Por Karen Pegorari Silveira/ Fotos: Divulgação

Idealizado pela companhia de bebidas Ambev, em parceria com ONGs de todo o país, o Programa Jovens de Responsa, visa prevenir o uso indevido do álcool por menores de 18 anos. Cada uma das ONGs parceiras desenvolve um trabalho específico para a realidade local.

Participante do Programa Ambev Jovens de Responsa. Foto: Divulgação

 

As chamadas ‘ONGs de Responsa’ desenvolvem atividades específicas de inclusão social, cultural ou esportiva, com viés de consumo responsável e o desenvolvimento desses projetos é acompanhado de perto pela Ambev.

Em Heliópolis, maior comunidade da cidade de São Paulo, por exemplo, uma das mais animadas ações é a “Balada Black”, uma festa onde os jovens se divertem sem consumir bebida alcoólica. Toda organização e divulgação é feita pelos jovens do projeto.

Com a ajuda da União de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores (Unas), também é realizada uma pesquisa para analisar o impacto do trabalho e os primeiros resultados mostram como o ‘Jovens de Responsa’ está sendo assimilado pela comunidade. A proporção de jovens que já compraram bebidas passou de 67% para 46%. A frequência de consumo entre os jovens com idade entre 14 e 15 anos também caiu, dentre aqueles que bebiam uma vez por mês, passou de 30% para 21%. A quantidade de doses consumidas passou de nove para sete nos bares, de sete para cinco doses em festas na comunidade e de seis para quatro na casa de amigos. 98% dos jovens consideram importante ter projetos que falem sobre os efeitos de bebidas alcoólicas. 65% dos jovens dizem que gostariam de saber mais sobre o que estes efeitos causam no organismo. O que aponta que o tema ainda não é suficientemente discutido na sociedade.

O Gerente de Responsabilidade Social da Ambev, Rodrigo Moccia, comemora os resultados do projeto. “Não nos interessa o lucro proveniente do consumo indevido dos nossos produtos, queremos construir uma relação duradoura e saudável com os nossos consumidores. Por isso, há 10 anos, desenvolvemos uma série de projetos para promover o consumo responsável”, afirma o gerente.

Palestra do programa Jovens de Responsa da Ambev. Foto: Divulgação

 

Além dos jovens, o programa também envolve os comerciantes das comunidades de baixa renda. As ONGs escolhem quais são os bares que não devem vender bebida alcoólica a menores de idade e que devem orientar sobre o consumo consciente para os clientes.

Os Bares de Responsa que cumprem as premissas do programa são premiados com uma reforma promovida pela empresa. Em 2011, 355 bares foram beneficiados com a iniciativa.

Segundo a empresa, desde sua criação, o ‘Jovens de Responsa’ conseguiu impactar mais de 7,3 mil jovens, reuniu mais de 50 mil pessoas em eventos e impactou 3,7 milhões de pessoas com ações de comunicação.

A Ambev foi a primeira indústria de bebida a participar das discussões da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os efeitos do uso inadequado de bebidas alcoólicas. Em 2003 lançou o Programa Ambev de Consumo Responsável, norteado pelas premissas da OMS, cujos pilares são conscientizar a população sobre os riscos de beber e dirigir e estimular o cumprimento da lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores.

VEJA OUTRAS INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS 

 

Iniciativas Sustentáveis: Lupo – Enxergando o potencial de pessoas com deficiência

Texto: Karen Pegorari Silveira/ Fotos: Divulgação

Instalada na cidade de Araraquara, a fábrica de meias e cuecas Lupo precisava incluir pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários para cumprir a Lei de cotas existente no país.  No entanto, sua intenção não era apenas contratar profissionais com deficiência, mas sim incluir profissionais do entorno de sua fábrica e gozar do potencial de suas habilidades especiais.

Para isso, a empresa elaborou um projeto em parceria com a Apae da cidade e criou o “Deficiente – Eficiente”, projeto que amplia a contratação de pessoas com deficiência e inclui profissionais com deficiência intelectual severa no mercado de trabalho formal.

O resultado foi surpreendente para a empresa, que notou a habilidade manual especial desses trabalhadores e para as famílias, que puderam incluir seus filhos e familiares em um mercado profissional, com benefícios e todos os direitos trabalhistas, como nunca imaginaram antes.

Com o sucesso da parceria, a Lupo e a Apae implantaram uma filial dentro da entidade e todo o trabalho de acabamento dos produtos passou a ser feito por esse grupo de trabalhadores. Atualmente, 150 profissionais com deficiência fazem parte do quadro de funcionários, dos quais 73 têm deficiência mental e os outros 77 possuem outras diferentes deficiências. Segundo Carlos Alberto Gonçalves, gerente de recursos humanos, a produtividade desses profissionais é tão boa quanto à de qualquer outro empregado e as expectativas da empresa é de ampliar mais a oferta de capacitação, conta Gonçalves.

Apesar do caso de sucesso, a empresa ainda não conseguiu cumprir toda a cota, que hoje deveria ser de 5% perante os 5062 funcionários da companhia. Um dos fatores para essa falta de profissionais é a carência de pessoas com deficiência em condições de contratação e, além disso, há trabalhadores que não querem retornar ao mercado formal para não perderem o benefício previdenciário, segundo relatos da empresa.

Segundo o gerente de Recursos Humanos, Carlos Alberto Gonçalves, a Lupo inovou procurando a Apae que assiste pessoas com deficiências graves e severas e que dificilmente teriam oportunidades no mercado de trabalho. “Com isso, ganhamos créditos junto à comunidade e desenvolvemos pessoas produtivas que surpreenderam não só a família como também a própria Lupo. Conseguimos a satisfação de ajudar obtendo produtividade”, conta Carlos.

O Ministério do Trabalho de Araraquara costuma usar como exemplo para outras empresas da região a modalidade de treinamento promovido pela Apae às pessoas com deficiência mental e também o treinamento da própria Lupo.

 

Iniciativas Sustentáveis: Volvo – Qualificando pessoas com deficiência junto com o Senai-SP

Texto: Karen Pegorari Silveira/ Fotos: Divulgação

Cinco por cento dos funcionários – essa era a quantidade de pessoas com deficiência que a Volvo precisaria ter para cumprir a Lei de Cotas imposta pelo governo. Porém a empresa sentia uma grande dificuldade para encontrar profissionais suficientemente qualificados no mercado de trabalho.

Foi então que eles mapearam quais os tipos de deficiência se adequariam mais às posições e funções na fábrica de caminhões e ônibus, buscaram parceiros para capacitar e formar essas pessoas com deficiência e encontraram o Senai-SP e a Universidade Livre para Eficiência Humana (Unilehu). Hoje, o projeto está consolidado e emprega em sua fábrica mais de 180 pessoas com deficiência.

O coordenador de Recursos Humanos, Ricardo Nanami, diz que na área de pintura, por exemplo, há profissionais cegos que fazem parte da checagem. ”Eles têm uma capacidade tátil mais aguçada, consequentemente conseguem identificar falhas que às vezes outros profissionais, sem a deficiência, não conseguiriam perceber a olho nu”, diz Nanami.

Linha de montagem de Volvo

Na empresa, os funcionários com deficiência são tratados da mesma forma que todos os outros. Eles possuem os mesmos direitos, deveres, as mesmas metas e exigências por resultados como qualquer outro.  A única diferença é que a empresa oferece as adequações necessárias para que possam trabalhar com condição de igualdade com os demais funcionários.

“Eu me senti muito feliz e valorizada quando fui contratada pela Volvo. É uma empresa grande e as pessoas me diziam que era uma das melhores para trabalhar. Aqui, as pessoas são unidas, colaboram umas com as outras e há muito respeito”, relata Gislene Muller, funcionária da produção que possui deficiência auditiva.

A empresa tem várias iniciativas que preparam os demais funcionários para receber os colegas com deficiência e promover a inclusão deles no ambiente de trabalho. Estas inciativas vão desde curso de libras e treinamentos de diversidade, até adaptações do espaço físico.

O coordenador de RH diz ainda que é muito gratificante ver esses funcionários engajados no trabalho, participando das discussões, assumindo novas posições, crescendo e exercendo sua cidadania. “O melhor resultado é ver que realmente se sentem incluídos no dia a dia de trabalho da empresa. É perceber que se sentem cidadãos completos”, conta Nanami.

VEJA OUTRAS INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS 

Iniciativas Sustentáveis: DryWash – Menos água, mais lucro

Texto: Karen Pegorari Silveira/ Fotos: Divulgação

A cada carro lavado com os produtos a seco, são economizados 316 litros de água, uma economia de mais de 31 milhões de litros de água por mês, apenas nas lavagens dessa empresa, que atende cerca de 100 mil carros mensalmente.

Para reduzir o impacto no meio ambiente a empresa passou a utilizar luminárias mais econômicas, suportes de pneus reciclados e panos descartáveis e recicláveis em todos os trabalhos.

Esse é o maior ganho da empresa idealizada por Lito Rodrigues, que criou a nova técnica de lavagem na cozinha da casa da sogra usando uma simples batedeira de bolo nas mãos e hoje tem sua própria fábrica de produtos.

A busca por outros processos que também estejam alinhados com a redução do impacto no meio ambiente levou-os a utilizar luminárias mais econômicas, suportes de pneus reciclados e panos descartáveis e recicláveis em todos os trabalhos – que após a utilização são direcionados para a fabricação de produtos de tapeçaria automotiva.

Além disso, a carreira dos seus funcionários também é uma das apostas da empresa. No primeiro emprego eles capacitam a mão de obra, oferecem telecursos para os que não finalizaram o ensino médio e/ou fundamental e ministram aulas técnicas em parceria com o Senai-SP. Assim, muitos dos que começaram limpando automóveis, hoje são supervisores e treinadores.

“A sustentabilidade deve estruturar a missão de uma companhia de tal maneira que passe a ser o seu DNA. Entendo que isso é apenas o início, já que o grande desafio é fazer com que todos os nossos colaboradores estejam conscientes e que as práticas sustentáveis estejam incorporadas ao dia a dia da empresa. Os benefícios são inúmeros, já que a gestão dos negócios depende do desenvolvimento das pessoas, da preservação do meio ambiente e do bom resultado financeiro”, comenta Lito Rodrigues, fundador da DryWash.