Fiesp apresenta demandas ao secretário Júlio Semeghini

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

Levar o modelo de gestão da iniciativa privada para o serviço público foi o principal assunto discutido no almoço que reuniu diretores da Fiesp e o secretário de Estado de Gestão Pública, Júlio Semeghini, nesta quinta-feira (9), na sede da entidade.

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Nildo Masini, vice-presidente do Ciesp

O vice-presidente do Ciesp, Nildo Masini, apontou o excesso de burocracia dos serviços públicos e sugeriu a criação de comitê, acatada pelo secretário, para discutir experiências do setor privado e melhorar a gestão pública.

O secretário também ouviu dos empresários a necessidade de se buscar eficiência no consumo de energia e água por parte do estado de São Paulo, no

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Júlio Semeghini, secretário de Estado de Gestão Pública

sentido de reduzir custos. Semeghini concordou e disse que levará proposta ao governador Geraldo Alckmin.

Júlio Semeghini explicou que seu principal desafio à frente da Secretaria de Gestão Pública é promover políticas públicas de maneira efetiva. Ele se comprometeu a levar e discutir com o governador os pleitos da Fiesp.

Em relação à guerra fiscal que existe entre os distintos estados e prejudica a indústria, o secretário disse que “este é o momento correto” de a Fiesp e o Governo pressionarem a presidente Dilma Rousseff a promover a Reforma Tributária.

Ficou acertado, ainda, que também será criado de um grupo de trabalho conjunto entre a Fiesp e a Secretaria para discutir assuntos ligados à infraestrutura de Telecomunicações no Estado, além de uma parceria para o projeto de inclusão digital que está a cargo da Secretaria de Gestão Pública.

Governo federal, investidores, indústria e financiadores tratam da construção do trem-bala

Agência Indusnet Fiesp

Os principais agentes envolvidos na construção do trem de alta velocidade – que ligará Campinas/São Paulo ao Rio de Janeiro – se encontrarão, nesta quinta-feira (03/09), na sede da Fiesp, para divulgar aspectos técnicos, econômicos, financeiros e de transferência de tecnologia do projeto de implantação da linha.

O projeto que pretende unir São Paulo e Rio por trilhos e túneis será o tema de encontro que pretende provocar a interação entre governo federal, iniciativa privada, agências de fomento e investidores para debater a concessão, a segurança e a rentabilidade na construção do trem de alta velocidade (TAV).

A ideia é também discutir oportunidades do projeto para a indústria nacional e a apresentação de uma visão de potenciais interessados no TAV Brasil. A linha se estenderá por 518 quilômetros e tem custo estimado de cerca de R$ 68 milhões por quilômetro construído. O gasto total previsto é de R$ 35 bilhões.

“A implantação do trem de alta velocidade é uma iniciativa inovadora, que abre ao Brasil a oportunidade não apenas de oferecer a seus cidadãos uma nova e moderna alternativa de transporte como também à indústria nacional um novo nicho de mercado”, avalia o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, um dos participantes do seminário.

No entendimento de Passos, um dos aspectos mais importantes do projeto é a transferência de tecnologia, que terá impacto muito positivo para as empresas brasileiras, especialmente as que atuam no setor ferroviário.

O seminário contará ainda com a participação de Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).