Folha de S. Paulo destaca estudo sobre investimento na indústria de transformação

Agência Indusnet Fiesp

Investir em uma aplicação financeira, como um fundo de renda fixa, entre 2008 e 2012 pode ter gerado um retorno de 62%, enquanto os investimentos feitos na indústria de transformação no mesmo período podem ter rendido embolsos de 47%. A margem de lucro líquida da indústria também vem mostrando uma trajetória de queda e chegou ao menor patamar em 2012, a 2,6%.

Os números são da pesquisa “Implicações do Desempenho da Rentabilidade e da Margem de Lucro nos Investimentos da Indústria de Transformação”, elaborada pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O levantamento foi divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (11/09).

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O diretor do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho, afirmou ao jornal que “há um desestimulo para investir” por parte da indústria. Ele também citou questões que apresentam como risco para potenciais investimentos no setor manufatureiro, entre eles a pesada carga tributária.

“Não há sinal de mudança nem no longo prazo. O país não tem plano para resolver questões que poderiam ter impacto na decisão de investir”, completou o diretor.

Ainda de acordo com a pesquisa do Decomtec, para cada R$1 bilhão investido na indústria, os rendimentos gerados chegaram a R$469 milhões, descontado o pagamento do Imposto de Renda.

No que se refere aos investimentos em aplicações financeiras, os rendimentos gerados a partir da mesma quantia chegaram a R$624 bilhões, lucro maior em R$155 milhões em comparação com os rendimentos da indústria.

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Indústria de Defesa brasileira precisa aumentar exportações, afirma diretor da Abimde

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Segundo Lemos, expectativa é de crescimento do mercado interno. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O cenário interno é positivo, mas é preciso estabelecer parcerias para o crescimento das exportações da indústria de defesa nacional, disse o Coronel Armando Lemos, diretor técnico da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), nesta sexta-feira (05/04), durante o último dia do Defense Industry Day, evento que acontece na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O diretor da Abimde, entidade criada em 1985 que congrega 185 empresas de alta especialização tecnológica de segurança e defesa, alertou para a pouca expressividade das exportações brasileiras no cenário global. “Na década de 1980, o Brasil estava entre os dez maiores exportadores do mundo. Hoje estamos em 76º lugar. Exportamos 1,7 bilhões de dólares. O que é pouco para um mercado grande como esse”, disse.

Para Lemos, o caminho para o crescimento das exportações é a criação de parcerias, principalmente com os Estados Unidos. “O Brasil não abre mão de sua soberania, mas é necessário criar parcerias com os Estados Unidos. O Brasil é um bom parceiro e temos grandes oportunidades.”

Entretanto, na visão de Lemos, o futuro do setor é positivo devido ao aumento da demanda interna.  “O futuro é favorável. Há grande expectativa de crescimento interno e de geração de empregos. A sociedade brasileira entendeu que a questão de segurança não é responsabilidade apenas do governo e das forças armadas”, afirmou.

Lemos apontou as razões para o crescimento do setor nos próximos anos. “As recentes descobertas de reservas na camada do pré-sal criaram a necessidade de investimentos na indústria petrolífera, o que demandará maior consumo de produtos de segurança. Grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas também fomentarão o crescimento do setor nos próximos anos.“

O diretor destacou a importância do crescimento do setor para o desenvolvimento da nação. “O crescimento contribui para o desenvolvimento nacional e promove uma maior independência do país. Gera capacitação, autonomia e crescimento”, encerrou.