Setor de plástico precisa se organizar para aumentar competitividade

Representantes do governo, entidades e empresários do setor da indústria de transformação de plásticos reuniram-se, nesta segunda-feira (27) durante rodada de encontros setoriais promovido pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) na Fiesp.

Para o diretor-titular do Decomtec, José Ricardo Roriz, a organização no setor o tornará mais competitivo. Além disso, conhecer os exemplos de sucesso na área ajudará a definir o caminho a ser seguido. “É imprescindível ver onde o plástico está forte e em evolução, como na China, Oriente Médio e Leste Europeu”, disse.

Sobre a questão de gestão das empresas, Roriz afirma faltar incentivos para melhorar a qualidade. “Seria interessante criarmos prêmios que gratifiquem boas gestões, especialmente para melhorar esse fator em micro e pequenas empresas”, explicou.

O diretor sugeriu também mais envolvimento dos industriais nas discussões de meio ambiente. “Projetos de sustentabilidade como o ‘Saco é um Saco’, do MME, (Ministério do Meio Ambiente) faz parte do nosso setor. Temos que aproveitar para mostrar no Congresso Nacional propostas de lei que levam a um consumo mais responsável”.

“A questão da tecnologia como elemento transformador é fundamental para a competitividade. A modernização do parque industrial, além de englobar assuntos de grande importância como o sucateamento, serve para consolidar o setor e combater a informalidade”, explicou Alexandre Lopes, do comitê executivo do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio (MDIC).

Segundo ele, essas medidas precisam de agilidade e para isso será preciso uma definição de metas. “A avaliação da Fiesp coincide muito com o que estamos ouvindo no Fórum dos empresários e essa convergência sinaliza que estamos indo no caminho certo. Ou seja, é uma avaliação externa que é similar à interna”, ressaltou.

Já para o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico, Merheg Cachum, os desafios como inovação, modernização e exportação são básicos para fazer com que o setor de plásticos seja uma cadeia competitiva.

“Uma característica do setor é o número muito grande de empresas, porém, com instrumentos obsoletos. Isto é um retrocesso, ou nos fundimos e formamos um número menor de empresas fortes e modernas, ou muitas empresas não sobreviverão”.

“O trabalho preparatório foi longo, de muitos anos para nos prepararmos para essa fase, mas ficar reclamando não adianta. Se nós (empresários) fizermos nossa parte isso vai acontecer. O mais importante que errar é fazer, e corrigir. Esse é o maior objetivo para nós desse setor”, concluiu.

O evento, que durará cerca de dez dias, é constituído de workshops sobre desafios e oportunidades da política de desenvolvimento produtivo e trata de áreas como nanotecnologia, têxtil e confecções, petróleo, gás e petroquímica, bens de capital, aeronáutica, naval, madeira e biotecnologia.

Participaram também do workshop, representantes da Braskem, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas (ABIEF/SINDIPLAST), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Associação Brasileira de Indústria Química (ABIQUIM), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Odebrecht, Financiadora de Pesquisas e Projetos (FINEP), entre outras.