Primeiro trimestre registra queda de 11% da atividade industrial paulista em relação a 2015

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539656410Nos três primeiros meses deste ano o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 11%, sem o efeito sazonal, em comparação com o mesmo período de 2015. Em 12 meses o acumulado de queda foi de 8,4%.

Os resultados divulgados nesta sexta-feira (29/4) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), responsável pelo levantamento, indicam que no mês de março a queda da atividade industrial foi de 1,3% em relação ao mês anterior. A maior influência foi a queda de 3,4% do Total de Vendas Reais, além das Horas Trabalhadas na Produção, que caíram 0,4%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou crescimento de 1,7 ponto percentual, descontada a sazonalidade.

Segundo o gerente do Depecon, Guilherme Moreira, ainda não é possível enxergar alguma melhora no setor, o que faz com que a projeção do INA para 2016 fique em -5,3% “O índice do primeiro trimestre está muito abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, que já foi horrível para a indústria. Mantemos a projeção que divulgamos em fevereiro. Um número ruim se considerarmos que em 2015 a queda foi de 6,2%.”

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Setores

Dois setores se destacam pelo resultado negativo em março. Um deles é o de borracha e material plástico, segmento que fornece insumos, principalmente para a cadeia automobilística – que se mantém em forte crise este ano – e cuja atividade teve retração de 0,7% em relação ao mês anterior, já sem os efeitos sazonais, registrando a queda de 1,8% no Total de Vendas Reais e no NUCI (-0,7 ponto percentual), enquanto o item Horas Trabalhadas na Produção teve  variação de 0,2%.

Outro setor que registrou resultado negativo foi o de metalurgia, com recuo de 4,6% no nível de atividade, sem influências sazonais, registrando todas as variáveis em queda: Horas Trabalhadas -3,4%, NUCI -3,3 pontos percentuais e Total de Vendas Reais com forte recuo de 15,1%.

O destaque positivo foi o setor de Alimentos, que avançou 4,1% em março, já dessazonalizado, em comparação ao mês de fevereiro, com o aumento de 5,1% do Total de Vendas Reais e 2,6% das Horas Trabalhadas na Produção, além do NUCI, que registrou variação positiva de 0,5 ponto percentual.

Mas, de acordo com o gerente do Depecon, o resultado positivo é pontual e não impediu que o nível de atividade do setor fechasse este trimestre em queda de 3%, em relação aos três últimos três meses de 2015, na comparação livre de influências sazonais. Ele explica que, em março, o crescimento da exportação de carnes e derivados de soja, além da antecipação da safra do setor de açúcar e álcool são fatores que podem estar ligados ao bom desempenho do segmento alimentício. “Não sabemos ainda como vai ser o comportamento daqui para frente, porque é um setor que, apesar dessa recuperação no mês, no trimestre está negativo. Mas, pode ser que isso signifique uma melhora lá na frente”, pondera Moreira.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de abril fechou em 46,1 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 43,7 pontos de março, mantendo-se abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza expectativa de queda da atividade industrial para o mês.

Guilherme Moreira explica que, apesar da melhoria da maioria das variáveis de perspectivas do Sensor – pesquisa que traz as expectativas dos empresários – não é possível considerar que haja otimismo.

“Ainda não podemos afirmar que esteja havendo uma recuperação, porque as variáveis ainda estão abaixo dos 50,0 pontos e apontam um pessimismo, mas melhoraram em relação ao mês passado. Achamos que isso tem a ver um pouco com a esperança que a mudança da condução da política econômica brasileira traga melhorias e aumente a confiança.”

No item condições de mercado o indicador apontou melhora pelo segundo mês consecutivo, de 44,6 pontos em março para 46,9 em abril, descontada a sazonalidade, ainda ficando abaixo dos 50 pontos e sinalizando piora das condições de mercado.

O indicador de vendas, por sua vez, recuou 1,1 ponto e chegou a 45,9 pontos  em abril, o que representa redução de vendas para o mês por ficar abaixo de 50. Já o nível de estoque melhorou e ficou em 45,4 pontos este mês, contra 42,9 pontos registrados no mês de março.

O indicador do nível de emprego avançou em 1,1 ponto e ficou em 44 pontos em abril, já que em março o índice registrado foi de 42,9 pontos. Por estar abaixo dos 50,0 pontos, a expectativa é de demissões para o mês.

No caso do indicador de investimentos a variação foi de 8,0 pontos em relação ao mês de março e ficou em 48,8 pontos. Por estar abaixo dos 50,0 pontos a indicação é de redução dos investimentos no mês.

2016 começa com perda de 14.500 vagas na indústria paulista

Destaques da Pesquisa de Nível de Emprego de São Paulo da Fiesp e do Ciesp em janeiro de 2016

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O emprego na indústria paulista começou 2016 com perda de vagas. Foram 14.500 empregos a menos na passagem de dezembro de 2015 para janeiro deste ano, queda de 0,63% (sem ajuste sazonal). Somente em 2009, ano de forte crise mundial, a baixa num mês de janeiro foi maior (-1,38%) em toda a série histórica da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, levantamento feito desde 2006 pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

“Começamos com os dois pés esquerdos”, diz Paulo Francini, diretor do Depecon, ressaltando que janeiro, normalmente um mês de crescimento do emprego, teve redução do número de vagas. Na variação acumulada de 12 meses, a queda foi de 7,89%.

“O Brasil”, diz Francini, “vai ter que se acostumar em 2016 a ouvir ‘o pior da história’. Desde 1900 não temos crise tão grave, que vai produzir efeitos nunca antes vistos”.

Setores e regiões

Dos 22 setores pesquisados, 14 tiveram saldo negativo de vagas. Em 5 houve mais contratações que demissões, e 3 ficaram estáveis. Entre os positivos, destaque para Couro e Calçados, com saldo de 1.424 vagas. Francini alerta que esse número tem que ser visto com cautela. “É preciso esperar algum tempo para saber se não é algo efêmero.”
>> Ouça comentários de Paulo Francini sobre a pesquisa

Empresas de Açúcar e Álcool foram responsáveis por dois terços da redução no emprego (4.820 vagas a menos). Isso contribuiu para fazer do setor de Produtos Alimentícios o que mais demitiu (6.079 vagas eliminadas). Metalurgia (-2.223) vem a seguir, com demissões concentradas em Cubatão, dando a essa diretoria regional o pior desempenho no mês, com variação negativa de 8,85% no nível de emprego. Jacareí (-6,7%) fica em segundo.

Das 36 diretorias regionais, 24 tiveram variação negativa no índice de emprego em janeiro, 3 ficaram estáveis e 9 contrataram mais do que demitiram.

Comparação interanual

A variação interanual (janeiro de 2016 sobre o mesmo mês em 2015) do nível de emprego foi de -9,96%. Francini destaca o desempenho interanual negativo também em todos os setores e em todas as diretorias regionais.

Perfil Exportador Paulista

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O Perfil Exportador Paulista (PEP) é um relatório anual que oferece uma perspectiva mais detalhada das exportações do Estado, por meio de uma abertura setorial e também regional.  O estudo classifica os produtos conforme seu nível de intensidade tecnológica e tem por objetivo contribuir para a elaboração de políticas públicas, que aumentem a competitividade do comércio exterior paulista. As informações foram cedidas pelo Departamento de Estatística e Apoio à Exportação (Deaex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). A elaboração da análise é do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Atividade da indústria paulista deve encerrar o ano com queda de 4,4%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O desempenho da atividade industrial de São Paulo deve cair 4,4% até o final de 2014 e não há de onde tirar um sinal de recuperação do setor, avalia o diretor da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini.

Segundo ele, os fundamentos que compõem o Indicador de Nível de Atividade (INA), elaborado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, corroboram o persistente cenário de baixa performance industrial.

“De algum lado teria de vir o sinal de recuperação e nós não o encontramos. Pelo contrário, as variáveis apontam para baixo, portanto a situação da indústria no ano é muito pior do que o cenário mais pessimista que nós poderíamos ter”, afirma Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), responsável pela elaboração do índice.

Francini reforça que fundamentos como a queda do emprego, a baixa demanda interna e externa pelo setor automotivo, sobretudo por parte da Argentina, e a falta de disposição em novos investimentos da indústria de máquinas e equipamentos continuam abatendo o desempenho da indústria paulista.

Ele acrescenta ainda que o aumento da taxa de juros e a falta da correção da taxa câmbio são fatores que agridem ainda mais o setor manufatureiro.

“Portanto você olha para a indústria e não vê por onde  ela vai sair. Num ano eleitoral em que o fantasma da inflação existe, você tem aumento da taxa de juros e  uma taxa de cambio que não está se corrigindo”, explica.

Na leitura mensal, o INA caiu 0,9% em maio versus abril, com ajuste sazonal. Mas, no acumulado de janeiro a maio de 2014, o desempenho da indústria paulista despencou 7,3% na comparação com igual período do ano anterior, o pior valor da série histórica da pesquisa com exceção de 2009, quando houve queda de 16,3%.

O diretor da Fiesp e do Ciesp ressalta, no entanto, que os números da indústria em junho podem apresentar “uma queda importante” graças aos feriados e paralisações ocorridas no transporte público no mês passado. “Nesse caso tivemos 12 dias úteis se contadas todas as paralisações, feriado, Copa e etc”.

No levantamento de maio, a variável que mais puxou o índice para baixo foi o total de vendas reais da indústria, com uma queda de 3,8% com relação a abril.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu para 79% em maio contra 79,8% em abril.

Setores

Entre os setores apurados pelo INA, a indústria de Veículos Automotores apresentou queda de 3,4% em maio versus abril, com ajuste sazonal, abatido pela queda de 7,6% no total das vendas reais.  De acordo com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), as exportações do setor automotivo para a Argentina caíram 26,3% no acumulado do ano até maio.

Também se destacou entre as baixas performances o segmento de Máquinas e Equipamentos, com queda de 1% na leitura mensal com ajuste sazonal, também puxado pelo declínio no total de vendas reais e também nas horas trabalhadas na produção, sendo 4,6% e 3,4% respectivamente.

A baixa mais expressiva, no entanto, foi registrada pelo setor de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos ao computar queda de 6,4% em meio a perdas de 3,1% do total de vendas reais.

“O setor que mais cai é o de Equipamentos Elétricos, na esteira da crise das distribuidoras pressionadas por uma redução de preço de venda de um lado e aumento de custo do outro”, afirma Francini.

Economia preocupa

O diretor da Fiesp e do Ciesp reitera que o desempenho da economia brasileira preocupa ao passo que as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) começam a gravitar em torno de 1% , “que é um resultado muito rim e passa a ser o teto possível de expansão da economia”.

Segundo ele, tendo em vista as dificuldades que se colocam para a atividade econômica no segundo semestre de 2014, “quem for eleito terá uma missão difícil no ano de 2015, espero que seja superável”.

Percepção

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de junho, medida pelo Sensor Fiesp, ficou estável em 47,2 pontos, ante 47,4 pontos em maio.

Já a percepção quando o item Emprego mostrou uma forte piora em junho para 41,4 pontos contra 47,7 pontos em maio. “O emprego apresenta no mês de junho a variação mais negativa ocorrida nos últimos dois anos”, informa Francini.

A variável Estoque subiu de 32,9 pontos no mês anterior para 44,5 pontos em junho. Enquanto o item Mercado ficou estável em 49,5 pontos em junho ante 48,6 pontos em maio.

O componente Investimento também ficou estável em 53,6 pontos em junho contra 54,7 pontos em maio.

A percepção dos empresários com relação a Vendas, no entanto, piorou para 46,7 pontos versus 52,9 pontos em maio.

Indústria deve encerrar 2013 com a criação de até 15 mil empregos, mas não recupera perdas do ano de 2012

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon). Foto: Julia Moraes/Fiesp

A indústria paulista encerrou o mês de julho com 5,5 mil empregos a menos em comparação com o quadro de funcionários em junho, o equivalente a uma variação negativa de 0,36% na comparação com junho, com ajuste sazonal.  Este é o pior desempenho para o mês da série histórica da pesquisa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O resultado foi mais pressionado por um fato isolado do que pela conjuntura econômica, explicou o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini.

No mês passado, uma indústria do setor de couro e calçados da cidade de Franca foi encerrada por ordem judicial. Cerca de mil funcionários foram demitidos.

“É um fator episódico, e não daria destaque a isso dentro de uma conjuntura econômica. Se não fosse por isso, os 0,36% negativo não ganharia essa medalha de pior julho de todos os anos”, afirmou Francini, diretor do Depecon.

Segundo o levantamento, o emprego na indústria de Franca com queda de 5,89%, foi pressionado pelo segmento de Artefatos de Couro e Calçado, que anotou baixa de 10,86% em seu quadro de funcionários.

Francini manteve a previsão de ganho de 10 a 15 mil empregos para a indústria ao final de 2013. “Recuperar é bom, mas para quem perdeu 53 mil vagas o ano passado, isso não dá tanta alegria”, ponderou.

A Fiesp e o Ciesp projetam um crescimento de 0,4% do emprego industrial em 2013, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) deve encerrar o ano com crescimento de 1,9%, antes a entidade previa uma expansão de 2,5%, e a atividade industrial deve chegar ao final de 2013 com variação positiva de 3,2%.

Câmbio

Francini avaliou que a valorização do dólar ante o real é favorável para a indústria, mas os resultados positivos disso só serão percebidos em 2014.

“Devemos retomar certa competitividade em função da taxa de câmbio que nos abre uma perspectiva para 2014, mas necessitamos de tempo para que isso se estabeleça melhor, do que 2013”, afirmou o diretor.

Para ele, o câmbio de R$2,30 a R$2,40 deve se firmar como o patamar mais adequado para a competitividade da indústria brasileira, mas para promover os esperados efeitos positivos é necessário que essa taxa “seja crível como sendo algo que veio para ficar”, explicou.

 Pesquisa

De janeiro a julho deste ano foi gerado pela indústria paulista 53,5 mil empregos, com variação positiva de 2,08%. Mas a pesquisa também revelou que nos últimos 12 meses foram fechados 34,5 mil postos de trabalho, o equivalente a uma queda de 1,29% no mês passado em relação a julho de 2012.


Do total de demissões no mês passado, a indústria de açúcar e álcool foi responsável pelo fechamento de 2.403 vagas, enquanto os setores da indústria de transformação demitiram 3.097 trabalhadores.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 30.096 vagas. Já os outros segmentos do setor manufatureiro criaram 23.404 novos empregos desde janeiro até o mês passado. Segundo Francini, o setor deve devolver até o final os 30 mil empregos gerados para temporada de colheita da cana-de-açúcar, enquanto a indústria devolverá cerca de 10 mil vagas em 2013, o que chegaria a saldo de 10 a 15 mil postos de trabalho criados neste ano.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, 11 computaram queda, 10 fecharam o mês em alta e uma ficou estável. O emprego no setor de Artefatos de Couro, Calçados e Artigos para Viagem registrou a maior queda do mês com 3,8%, o que representa a demissão de 2.913 empregados. Outro desempenho negativo foi o da indústria de Produtos Minerais Não-Metálicos, que encerrou o mês com perdas de 0,9% ao fechar 1.003 vagas em junho.

Indústria cria 26,5 mil empregos em abril, revela pesquisa da Fiesp e do Ciesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depcon). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A indústria paulista criou 26,5 mil postos de trabalho em abril na comparação com o quadro de funcionários verificado em março, mostrou pesquisa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) nesta terça-feira (14/05), em meio a expectativas das entidades de recuperação mais tímidas do emprego no setor manufatureiro bem como na atividade industrial.

Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), a Fiesp e o Ciesp devem revisar para baixo as projeções de crescimento para a atividade industrial, o emprego na indústria e para o Produto Interno Bruto (PIB).

“Na verdade, o ano 2013 chegou com um grau de recuperação menor do que o que estava sendo esperado. As previsões, sem exceção, têm sido revisadas para números menores e a nossa não vai fugir da regra”, afirmou Francini.

Mais pessimistas, analistas do mercado não estão mais apoiando a previsão do Banco Central de expansão de 3% do PIB. Algumas consultorias já projetam crescimento em torno de 2,5%.

A pesquisa

Embora tenha indicado geração de vagas, a Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo apontou uma variação negativa para o emprego no mês em 0,40%, com ajuste sazonal, porque o desempenho do mercado de trabalho para o mês de abril costuma ser melhor, explicou Francini.

O resultado de abril foi o pior da série, iniciada em 2006, com exceção das fortes perdas registradas em 2009 e 2012, 0,79% e 0,89% respectivamente.

Nível de Emprego – Abril 2013 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

No acumulado do ano foram gerados pela indústria paulista 60 mil empregos, com um crescimento de 2,34%. Apesar de positiva, a taxa de criação de vagas do mês continua apresentando o menor desempenho desde 2006, início da pesquisa, com exceção da crise de 2009, quando o índice apurou perdas de 1,30% no acumulado daquele ano, e de 2012, quando a leitura apontou ganhos de 0,70% para o mesmo período.

Nos últimos 12 meses foram fechados 12 mil postos de trabalho, ou seja, um recuo de 0,46% em relação a abril de 2012.

“Uma recuperação vem ocorrendo no mesmo tom e ritmo da indústria: moderado”, avaliou o diretor do Depecon. “Isso faz com que continuemos com uma visão positiva de 2013 menos pelo mérito do ano e mais pela grande queda ocorrida em 2012”, completou.

Setores e regiões

Do total de empregos gerados em abril, o setor de açúcar e álcool contribuiu com a criação de 18.207 postos no mês, o equivalente a uma taxa positiva de 0,70% na comparação com março. Os outros setores da indústria de transformação geraram 8.293 vagas, o equivalente a um ganho de 0,32%.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 32.993 vagas enquanto os outros segmentos da produção brasileira abriram 27.007 novos postos de trabalho.

Das atividades analisadas no levantamento, 13 apresentaram efeitos positivos, seis fecharam o mês em queda e três ficaram estáveis. O emprego no setor de Produtos Alimentícios registrou a maior alta do mês com 5,9%, seguido pelo desempenho positivo na indústria de Fabricação de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis, que encerrou o mês com ganhos de 5,2%.

Já o emprego na indústria de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos e de Móveis apuraram perdas no mês de 0,8% e 0,6% respectivamente. A pesquisa da Fiesp e do Ciesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 23 apresentaram quadro positivo, seis ficaram negativas e sete  encerraram o mês estáveis.

Jaú foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 4,91% em abril, impulsionada por Produtos Alimentícios (14,01%) e Produtos de Madeira (6,73%). A região de Araçatuba registrou ganho de 4,51% sob influência positiva dos setores de Produtos Alimentícios (13,27%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (10,97%). Enquanto Botucatu subiu 3,78%, influenciado por Produtos Alimentícios (10,06%) e Produtos Minerais não Metálicos (3,46%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Santo André, que computou a queda mais expressiva do mês com 1,34%, abatida pelas perdas em Produtos Alimentícios (-27,6%) e Confecções de Artigos do Vestuário (-5%). Santos fechou o mês com baixa de 1,10%, pressionado pelo desempenho ruim dos setores de Confecção de Artigos e Vestuário (-5,05%) e Impressão e Reprodução de Gravação (-1,66%). O emprego em São Caetano caiu 1,08%, com perdas mais expressivas em Produtos Diversos (-32,62%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-3,12%).

Site do Sesi-SP tem nova seção dedicada à Educação

Emilse Bentson, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539656410Informações sobre o sistema educacional do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), uma das maiores redes de ensino particular do país, com 175 escolas presentes em 111 municípios do Estado, podem ser obtidas a partir desta quarta-feira (17/04) na nova seção do site da instituição, exclusivamente dedicada ao tema.

Para acessar a página, basta clicar no menu Educação no site do Sesi-SP (www.sesisp.org.br) ou digitar no navegador o endereço www.sesisp.org.br/educacao.

Além do visual contemporâneo, a seção ganhou uma nova organização de conteúdo. O objetivo é facilitar a vida do usuário que busca informações sobre educação no site do Sesi-SP.

Uma das novidades está na facilidade de navegação, que permite visualizar os temas de interesse a partir de um menu horizontal no topo da página principal. As chamadas, sempre ilustradas por fotos que mostram os alunos do Sesi-SP nas mais variadas atividades, também são um caminho para conhecer todas as ações desenvolvidas pela instituição vinculada à indústria paulista.

Dúvidas sobre como fazer parte desta rede? A resposta pode ser encontrada tanto no item “Perguntas Frequentes”, localizado no rodapé da home, quanto na opção “Como ingressar”, no submenu de cada modalidade de interesse: Educação infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio…

Também é possível conhecer a pedagogia de ensino do Sesi-SP e saber como funciona o processo seletivo e quais os cursos oferecidos para jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de concluir seus estudos anteriormente.

A seção Educação traz ainda informação sobre oportunidades oferecidas aos estudantes da rede pública por meio de parcerias da entidade com prefeituras de diversos municípios do Estado.


Indústria paulista cria 9,5 mil vagas em fevereiro; Fiesp estima recuperação de 1,6% do emprego em 2013

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Departamento de Economia da Fiesp: ainda existem dúvidas quanto ao grau da recuperação da indústria de transformação. Foto: Helcio Nagamine.

Puxada pelos setores de Produtos Alimentícios, Couro e Calçados, Coque e Derivados de Petróleo e Biocombustíveis, a indústria paulista criou 9,5 mil postos de trabalho em fevereiro, de acordo com dados da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgada nesta quinta-feira (14/03) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

A Fiesp projeta uma recuperação de 1,6% do emprego em 2013, embora ainda existam incertezas quanto à força dessa retomada.

“Ainda existem dúvidas quanto ao grau da recuperação da indústria de transformação. Temos dados positivos, mas estamos com certa reserva a algumas características”, afirmou Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.

Francini se refere ao crescimento de 17,3% da produção de bens em fevereiro, número apurado pelo índice Produção Indústria Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), puxado principalmente pela fabricação de caminhões.

“O destaque no setor de caminhões está muito mais vinculado ao fracasso do setor no ano passado. Então, o grande crescimento deste ano está apoiado na grande perda do ano passado”, explicou.

Francini afirma que a recuperação da indústria de transformação – e, consequentemente, do emprego – está em curso, mas “falta vigor”. Segundo o diretor, a recuperação de 1,6% em 2013 deve contrabalançar em 50% as perdas de mais de 2% apuradas pelo índice de emprego no final de 2012.

Para a atividade industrial, a Fiesp projeta uma recuperação de 2,3%, ante queda de ao menos 4% verificada no ano passado.

Bom desempenho

Destaques em fevereiro, os setores que mais contrataram no mês passado foram os de Produtos Alimentícios, com a criação de 3.548 vagas, Preparação de Couros e Fabricação de Calçados, com 2.609 novos postos de trabalho, e o segmento de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis, que contratou 2.097 trabalhadores.

O setor de Máquinas e Equipamentos, destaque da pesquisa anterior ao responder por duas mil das contratações registradas em janeiro, criou 655 vagas. “Mas de qualquer maneira é um número positivo e não derruba nossa expectativa de que o setor está em processo de recuperação”, ponderou Francini.

Segundo Francini, a indústria de calçados é a principal responsável pelas contratações no segmento de Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro, Artigos para Viagem, sobretudo na região de Franca. “É um município com boa concentração e está ocorrendo certa recuperação efetiva da fabricação doméstica de calçados. E isso é uma boa noticia”, afirmou.

Comparada ao mês de janeiro, a criação de vagas em fevereiro ficou praticamente estável, com variação ligeiramente negativa de 0,04% na leitura com ajuste sazonal.

No acumulado de 2013, a indústria paulista gerou 20,5 mil empregos, com variação positiva de 0,80%. A indústria paulista, no entanto, demitiu 38 mil funcionários nos últimos 12 meses, o equivalente a uma queda de 1,44% na comparação com o período imediatamente anterior.

Do total de contratações ocorridas em janeiro, a indústria foi responsável pela contratação de 3.243 mil vagas. O setor de açúcar e álcool criou 6.257 vagas, o equivalente a um ganho de 0,25% em comparação com fevereiro.

Setores e regiões

Dos 22 setores cuja situação de emprego foi analisada no levantamento de fevereiro, 12 apresentaram efeitos positivos, sete fecharam o mês em queda e três ficaram estáveis. O emprego no setor de Fabricação de Coque, Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou o crescimento mais expressivo, com 5,1% na leitura mensal, seguido pelo bom desempenho da indústria de Couros e Fabricação de Artigos de Viagem e Calçados, com 3,6%.

Já o emprego no segmento de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos registrou a queda mais significativa com 0,7% em fevereiro contra janeiro. A indústria de Produtos Diversos também encerrou o mês em baixa, com variação negativa de 0,5%.

A pesquisa da Fiesp e do Ciesp mostrou ainda que, das 36 regiões analisadas, 18 apresentaram quadro positivo, 12 ficaram negativas e seis regiões encerraram o mês estáveis.

Franca foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 5,03% em fevereiro, impulsionada por Artefatos de Couro e Calçados (8,34%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (3,53%). A região de São Carlos registrou ganho de 2,68%, sob influência positiva dos setores de Produtos Alimentícios (14,92%) e Máquinas e Equipamentos (6,63%). Enquanto São José do Rio Preto subiu 2,11%, influenciado por Coque, Petróleo e Biocombustíveis (7,13%) e Produtos Alimentícios (3,69%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Santos, que computou a queda mais expressiva do mês com 3,02%, abatida pelas perdas em Confecções de Artigos do Vestuário (-14,29%) e Impressão e Reprodução de Gravações (-3,39%). Matão fechou o mês com baixa de 2,79%, pressionado pelo desempenho ruim dos setores de Produtos Alimentícios (-7,44%) e Máquinas e Equipamentos (-1,27%). O emprego em Campinas caiu 0,54%, com perdas em Produtos Alimentícios (-1,25%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-0,57%).

Vídeo: veja a íntegra da coletiva de divulgação do Índice de Emprego de fevereiro de 2013

Impulsionada pelo setor de Máquinas e Equipamentos, atividade industrial sobe 2,1% em janeiro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou alta de 2,1% em janeiro, com relação a dezembro de 2012, na série com ajuste sazonal. O desempenho foi estimulado pela alta de 3,3% do setor de Máquinas e Equipamentos no mês passado.

Esses dados indicam que a indústria de transformação pode estar em trajetória de melhora, conforme mostraram os números divulgados pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) nesta quinta-feira (28/02).

Segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos, Paulo Francini, o bom desempenho da atividade indústria no segmento de Máquinas se configura como boa notícia para a produção e confirma o anúncio feito pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de que as consultas para investimento na indústria aumentaram nos últimos meses.

“Finalmente, Máquinas e Equipamentos começa a se mover. Há uma recuperação de investimento dando razão a expectativa do próprio BNDES, de um acréscimo importante quanto a consultas para investimento no setor”, explicou Francini. “Parece que aquilo que era consulta transformou-se em realidade de renda e de produção no mês de janeiro”, avaliou.

Dos setores analisados pela pesquisa em janeiro, o desempenho do segmento de Máquinas e Equipamentos se destacou ao registrar ganhos 3,3% na leitura mensal, considerando os efeitos sazonais, seguido por Metalurgia Básica com alta 1,3%, com ajuste. O setor de Minerais não Metálicos anotou crescimento de 0,8% na leitura mensal com ajuste sazonal.

A pesquisa de Emprego, divulgada pela Fiesp e o Ciesp na semana passada, apontou que o setor de Máquinas e Equipamentos criou  2.080 postos de trabalho em janeiro, movimento considerado por Francini como um “bom sinal”.

O diretor da Fiesp manteve os prognósticos de crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB), ganho de 2,8% para o PIB da indústria e alta de 2,3 para o INA em 2013.

“O mês de janeiro se afigura para nós como excepcional, positivamente diferente. Temos dúvida quanto a tal ímpeto de se manter, porém, de qualquer maneira, estamos numa trajetória de melhora da indústria de transformação”, afirmou o diretor da Fiesp.

Atividade industrial

Na leitura sem ajuste sazonal, o índice apresentou variação positiva de 3,7% na comparação mensal. Em comparação com janeiro de 2012, a atividade industrial durante o primeiro mês de 2013 cresceu 6,5%. No acumulado de 12 meses, o desempenho do setor manufatureiro paulista apresentou alta de 3,2%, na leitura sem ajuste sazonal, em relação ao período imediatamente anterior.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) manteve-se praticamente estável em 82,6% em janeiro, versus 82,4% em dezembro do ano passado, com ajuste. Na comparação sem ajuste sazonal, o componente também apresentou estabilidade, ficando em 80,6% contra 79,4% em dezembro.

Expectativa

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de fevereiro, medida pelo Sensor Fiesp, melhorou: 52,2 pontos contra 49,8 pontos em janeiro.

A sondagem com relação ao item Mercado também apontou uma melhora para 55,5 no mês corrente, versus 52,8 pontos em janeiro. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas, que avançou para 52 pontos, ante 49,8 pontos no mês passado.

O indicador de Estoque ficou em 43,3 pontos em fevereiro, ante 44,4 pontos em janeiro, indicando reservas acima do desejado pela indústria. O item Emprego também se manteve estável em 50 pontos no mês corrente, contra 50,6 pontos no mês anterior.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou forte melhora, passando de 51,5 em janeiro para 60,3 em fevereiro.  “Isso para nós é muito positivo porque significa que a indústria está com uma nova percepção e isso é o que move o seu investimento”, afirmou Francini.

Com exceção do item Estoque, resultados do Sensor acima de 50 pontos revelam expectativas positivas.

Indústria paulista cria 10 mil empregos em janeiro, mas sinais de recuperação ainda não são claros

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp

A indústria paulista criou 10 mil postos de trabalho em janeiro na comparação com o quadro de funcionários verificado em dezembro, mostrou pesquisa da Fiesp nesta terça-feira (19/02). O destaque do mês foi a contratação de ao menos dois mil empregados pelo setor de Máquinas e Equipamentos. Os números são positivos, mas ainda não mostram com clareza que a esperada recuperação do parque produtivo brasileiro vai acontecer este ano.

A avaliação foi feita pelo diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, durante apresentação do Nível de Emprego do Estado de São Paulo, levantamento divulgado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em coletiva de imprensa.

“Não nos dá nenhum sinal de euforia nem de pânico. Se comparamos o crescimento de janeiro 2013 com outros janeiros, vemos que ele está abaixo daquilo que tem sido nos anos anteriores, portanto, não dá pra afirmar que tenha sido um mês incentivador de uma recuperação que nós esperamos”, explicou Francini.

No acumulado de 2013, considerando ainda apenas o mês janeiro, a indústria paulista gerou 10 mil empregos, com uma variação positiva de 0,38%, mas demitiu 46 mil funcionários nos últimos 12 meses, o equivalente a uma queda de 1,75% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Do total de contratações ocorridas em janeiro, a indústria foi responsável pela criação de 11.835 vagas. Mas o setor de açúcar e álcool abateu o quadro ao eliminar 1.835 vagas, o equivalente a uma queda de 0,07% em comparação com dezembro.

“Tivemos um ano de 2012 um pouco anormal para o setor de açúcar e álcool, já que [a safra] prolongou-se além do tempo que normalmente ocorre e isso fez com que parte dela terminasse de ser colhida ainda no mês de janeiro”, esclareceu Francini. “Então, houve uma queda em função disso, mas ela é sazonal”, completou.

Sinal

O diretor da Fiesp afirmou que os 2.080 empregos criados pelo setor de Máquinas e Equipamentos em janeiro podem ser considerados como um “bom sinal”. Mas ponderou que vale aguardar comportamento do mercado de trabalho da indústria nos próximos meses para confirmar se o setor começa a “se mover de maneira positiva”.

“No final do ano passado, o BNDES já havia informado um aumento do número de consultas para aquisição de máquinas e equipamentos e isso pode ser um sinal de que aqueles comentários feitos na época estejam se fortificando como maior atividade do setor”, disse Francini sobre as contratações do segmento e janeiro. “Vamos aguardar o que o futuro nos reserva.”

A Fiesp estima que o emprego industrial deve encerrar o ano de 2013 com crescimento de 2% com relação a 2011. O prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) é de uma expansão de 3% este ano.

“O ano de 2012 foi tão terrível. Perdemos quase 60 mil empregos da indústria de transformação de São Paulo. Repetir 2012 seria uma tragédia. Nós não queremos e não esperamos que aconteça isso”, concluiu Francini.

Setores e regiões

Dos setores cuja situação de emprego foi analisada no levantamento, 14 apresentaram efeitos positivos, três fecharam o mês em queda e cinco ficaram estáveis. O emprego no setor de Couros e Fabricação de Artigos de Couro, Viagem e Calçados registrou o crescimento mais expressivo com 3,2% em janeiro versus dezembro, seguido pelo bom desempenho da indústria de Produtos Têxteis, com 1,2%.

Já o emprego no segmento de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a queda mais significativa com 5,8% em janeiro contra dezembro. A indústria de Bebidas também encerrou o mês em baixa, com variação negativa de 0,6%.

A pesquisa da Fiesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 23 apresentaram quadro positivo, oito ficaram negativas e cinco regiões encerraram o mês estáveis.

Sertãozinho foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 2,76% em janeiro, impulsionada por Produtos Alimentícios (2,53%) e Máquinas e Equipamentos (7,08%). A região de Franca registrou ganho de 2,49%, sob influência positiva dos setores de Artefatos de Couro e Calçados (4,66%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (2,80%). Enquanto Araçatuba subiu 2,31%, influenciada por Celulose, Papel e Produtos de Papel (4,87%) e Artefatos de Couro e Calçados (3,36%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para São João da Boa Vista, que computou a queda mais expressiva do mês com 1,28%, abatida pelas perdas em Produtos Alimentícios (-8,52%) e Confecções de Artigos do Vestuário (-3,70%). Presidente Prudente fechou o mês com baixa de 0,91%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Produtos Minerais Não Metálicos (-8%) e Produtos Alimentícios (-0,76%). O emprego em São José do Rio Preto caiu 0,70%, com perdas mais expressivas em Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-11,99%) e Confecção de Artigos do Vestuário (-2,49%).

Fiesp e Ciesp divulgam Índice de Nível de Emprego referente a janeiro

Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini, divulgará nesta terça-feira (19/02) o  Índice de Nível de Emprego da Indústria Paulista de Transformação – Estado e Regiões, referente ao mês de janeiro.

O resultado do estudo será anunciado à imprensa em entrevista coletiva partir das 11h, na sede das entidades, à avenida Paulista, 1313,  10º andar.


Atividade industrial cai 4,5% em 2012; Fiesp reavalia crescimento para 2013

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos. Foto: Júlia Moraes

A atividade da indústria paulista registrou queda de 4,5% em 2012 na comparação com 2011, mostrou nesta quinta-feira (31) o Indicador de Nível de Atividade (INA) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). A queda foi maior que o previsto pelas entidades, de -4,1%, e sugere uma revisão para baixo da estimativa de crescimento da atividade em 2013.

“A perda de vitalidade ocorrida no final de 2012 fez com que revíssemos o desempenho para 2013: antes prevíamos crescimento de 3,9%; agora acreditamos que ficará em 2,3%”, afirmou Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos e Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.

“Temos uma expectativa de que as coisas melhorem, porém, não temos clareza de como isso vai acontecer”, acrescentou o diretor do Depecon, citando informações do Banco Nacional do Desenvolvimento e Social (BNDES) sobre o aumento de consultas para investimento. “O BNDES aponta que o volume de consultas para novos investimentos cresceu bastante no segundo semestre, porém, isso ainda ocorre em um estágio prévio de ser sentido pela indústria de transformação.”

Frustração
Paulo Francini avaliou que houve no segundo semestre de 2012 uma tendência de recuperação “não vigorosa, porém ocorrendo”, mas o fraco desempenho dos últimos meses do ano passado frustraram as expectativas.

Na leitura mensal, o INA registrou quedas de 0,3% em dezembro, ante novembro, e 0,8% em novembro, versus outubro, na comparação com ajuste sazonal. Sem o ajuste, no entanto, a atividade da indústria caiu 12,7% em dezembro e 4,7% em novembro, em relação ao mês imediatamente anterior.

Atividade Indústria Nov-Dez/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

O diretor do Depecon pondera, contudo, que as recentes medidas tomadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff são positivas no sentido de tentar recuperar o fôlego da indústria brasileira, mas ainda não foram suficientes para revitalizar a produção.

Francini reconhece que as medidas do governo, como a redução da taxa Selic e a elevação do câmbio a um patamar mais competitivo, “objetivaram a melhoria da indústria. No entanto, os estragos anteriores causaram mais danos que os imaginados e agora estamos percebendo isso na prática”.

Segundo ele, ainda há espaço para a taxa de câmbio ser elevada a um patamar mais confortável para a produção nacional. “O governo também tem essa sensação, mas a discussão é sobre qual o momento de fazer o reajuste. Tomara que isso ocorra em 2013”.

Atividade
Segundo o levantamento de conjuntura da Fiesp e do Fiesp, a queda do indicador em 2012 na comparação com 2011 foi acompanhada por perdas de 3,5% no item Horas Trabalhadas na Produção, 3,3% em Horas Médias Trabalhadas e 0,7% no Total de Horas Pagas.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) manteve-se praticamente estável em 82% em dezembro, versus 81,7% em novembro do ano passado, na leitura com ajuste sazonal. Sem ajuste, o componente apresentou ligeira queda de 82,8% em novembro, versus 79,6% em dezembro.

Na comparação de dezembro com novembro, a atividade industrial nos setores de Produtos Têxteis, de Veículos Automotores, de Celulose, Papel e Produtos de Papel e de Produtos Químicos, Petroquímicos e Farmacêuticos apontaram ganhos de 7,4%, 1,3%, 0,3% e 4,3%, respectivamente.

Já na leitura de novembro ante outubro, os quatro segmentos apresentaram queda. A atividade no grupo Produtos Têxteis caiu 1,8% no mês, enquanto o item Veículos Automotores diminuiu 2,8%. O segmento de Celulose, Papel e Produtos de Papel registrou variação negativa de 0,2% em novembro, enquanto a atividade em Produtos Químicos, Petroquímicos e Farmacêuticos anotou baixa de 2,5%.

Expectativa
A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de janeiro, medida pelo Sensor Fiesp, melhorou: 49,8 pontos, contra 45 pontos em dezembro.

A sondagem com relação ao item Mercado também apresentou uma melhora de cinco pontos e chegou a 52,8 pontos, versus 47,2 pontos em dezembro. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas, que subiu de 38,9 pontos no mês passado para atuais 49,8 pontos.

Sensor Janeiro/2013 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

O indicador de Estoque caiu para 44,4 pontos em janeiro, ante 45,7 pontos em dezembro, enquanto o Emprego subiu para 50,6 no mês corrente, contra 44,8 pontos no mês anterior.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento também apresentou melhora, passando de 48,4 em dezembro para 51,5 em janeiro.
Com exceção do item Estoque, resultados do Sensor acima de 50 pontos revelam expectativas positivas.

Indústria deve encerrar 2012 com 60 mil empregos a menos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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'Pequena queda pode ser prenúncio de melhoria em 2013', segundo Paulo Francini. Foto: Julia Moraes

A indústria paulista perdeu 8.500 postos de trabalho em novembro na comparação com o quadro de funcionários verificado em outubro, de acordo com pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgada pela Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), nesta quinta-feira (13/12). O levantamento aponta, no entanto, uma variação positiva para o emprego no mês em 0,53%, com ajuste sazonal.

A Fiesp estima que a indústria deva encerrar 2012 com 60 mil vagas de trabalho a menos. “O emprego não vai terminar bem, considerando o ano de 2012”,  disse o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp/Ciesp, Paulo Francini.

Na avaliação de Francini, a variação positiva do mês de novembro se deve ao fato de usinas produtoras de açúcar e álcool retardarem a devolução de empregos por questões climáticas. O mesmo comportamento foi sentido nos demais setores da indústria, que registraram uma redução menor de seu quadro de funcionários em comparação com outros novembros.

Em novembro de 2011, a variação do emprego na indústria ficou negativa em 1,77% na comparação mensal, o equivalente ao fechamento de 47.500 vagas.

“O setor de açúcar e álcool em 2012 apresentou certa anormalidade porque começou a colheita tardiamente em relação aos mesmos anos anteriores, ou seja, demorou mais tempo do que de costume”, explicou o diretor.

Segundo Francini, em novembro do ano passado, a indústria de açúcar e álcool devolveu 28 mil postos de trabalho, contra 2.407 em igual período deste ano. No caso dos setores da indústria de transformação, em novembro de 2011 foram fechadas 18 mil vagas, comparado a 6.093 mil no mesmo período de 2012.

“A pequena queda neste mês, comparativamente aos outros anos, pode ser o princípio de um sinal positivo. Isso pode ser um prenúncio de melhoria em 2013 na trajetória de recuperação da indústria de transformação”, afirmou Francini. No entanto, ele pondera: “Os meses que virão a seguir nos confirmarão ou não”.

Apesar de perspectivas mais otimistas, o diretor reitera que 2012 “não vai terminar bem para o emprego na indústria” e que a devolução de empregos não ocorrida em novembro poderá acontecer em dezembro A federação estima uma queda de 2,4% do PIB da indústria brasileira neste ano.

A pesquisa

from Fiesp

No acumulado do ano, a indústria paulista gerou 13 mil empregos, com variação positiva de 0,49%. Apesar de positiva, a taxa de criação de vagas do mês continua apresentando o menor desempenho desde 2006 – início da pesquisa –, com exceção da crise de 2009, quando o índice apurou perdas de 1,02% no acumulado daquele ano.

Nos últimos 12 meses foram fechados 23,5 mil postos de trabalho – um recuo de 0,91% em relação ao mesmo período imediatamente anterior.

Do total de demissões ocorridas em novembro, o setor de açúcar e álcool contribuiu com o fechamento de 2.407 postos no mês, o equivalente a uma taxa negativa de 0,09% para o mês na comparação com outubro.

Já no acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 39.181 vagas enquanto os outros segmentos da produção brasileira fecharam 26.181, deixando um saldo de 13 mil empregos gerados entre janeiro e novembro deste ano.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, 15 apresentaram efeitos negativos, quatro fecharam o mês em alta e três ficaram estáveis. O emprego no setor de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a maior queda, com 2,6% em novembro versus outubro, seguido pelo desempenho ruim na indústria de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos, que encerrou o mês com queda de 1,7%.

Já os segmentos de Bebidas e Produtos Farmacoquímico e Farmacêuticos apuraram ganhos no mês de 0,8% e 0,5%, respectivamente. A pesquisa da Fiesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 22 apresentaram quadro negativo, nove ficaram positivas e cinco regiões encerraram o mês estáveis.

Santo André foi a cidade que mostrou a maior alta, com taxa de 1,21% em novembro, impulsionada por Produtos Alimentícios (6,61%) e Máquinas e Equipamentos (4,31%). A região de Matão registrou ganho de 1,07%, sob influência positiva dos setores de Confecção de Artigos do Vestuário (1,96%) e Produtos Alimentícios (1,40%). Enquanto Santos subiu 0,75%, influenciado por Produtos Alimentícios (2,04%) e Produtos Químicos (1,49%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Presidente Prudente, que computou a queda mais expressiva do mês com 1,78%, abatida pelas perdas em Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-11,10%) e Confecções de Artigos do Vestuário (-2,24%). Araçatuba fechou o mês com baixa de 1,77%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Celulose, Papel e Produtos de Papel (-4,86%) e Artefatos de Couro e Calçados (-3,10%). O emprego em Jundiaí caiu 1,25%, com perdas mais expressivas em Móveis (-4,03%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-1,61%).

Unidade do Sesi-SP Belenzinho receberá 1ª turma do projeto ViraVida

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Projeto ViraVida, do Sesi, Jair Meneguelli. Foto: Helcio Nagamine

Jair Meneguelli: 'Queremos oferecer uma oportunidade a estas crianças'. Foto: Helcio Nagamine

A inserção de jovens e crianças carentes, vítimas de abuso sexual, no mercado de trabalho, por meio de cursos profissionalizantes e acompanhamento psicossocial é um compromisso de todos. A afirmação é do presidente do Conselho Nacional do Serviço da Indústria (Sesi), Jair Meneguelli, que participou, nesta terça-feira (04/12), do seminário de lançamento do projeto ViraVida, em São Paulo.

Criado em 2008, o programa já atendeu mais de 2.700 jovens de 16 Estados, abrangendo 19 cidades. O objetivo é dar oportunidade de formação profissional e emprego a adolescentes e jovens, com idade entre 16 e 21 anos, vitimas de exploração sexual. No total, 1.373 alunos concluíram os cursos e 927 estão em sala de aula. Dos formados, 966 estão inseridos no mercado de trabalho, enquanto o restante participa de processos de seleção e aperfeiçoamento profissional. A unidade do Sesi Belenzinho, será a primeira a abrigar  o ViraVida na capital paulista e a expectativa é que o projeto atenda, a partir do mês de janeiro, 100 jovens vítimas de abuso sexual.

“Essas crianças têm talento e inteligência; só não tiveram uma oportunidade”, salientou Meneguelli. “Dados estatísticos mostram que 80% destes jovens foram abusados sexualmente dentro das suas próprias famílias, depois ganham as ruas, violência, drogas e depois a morte precoce – sem ter tido uma oportunidade. É isso que nós queremos oferecer a estas crianças: uma oportunidade. E quando elas têm isso agarram com unhas e dentes”, afirmou.

Projeto ViraVida, do Sesi. Jair Meneguelli e Walter Vicioni. Foto: Helcio Nagamine

Walter Vicioni: 'VivaVida;tem o objetivo de resgatar pessoas'. Foto: Helcio Nagamine

Nesse sentido, o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, enfatizou que a Fiesp e o Sesi-SP adotaram uma política de colocar as pessoas como centro de suas iniciativas. E citou como exemplo os investimentos da indústria paulista na área de educação e na formação profissionalizante.

“O VivaVida tem o objetivo de resgatar pessoas. Por isso, o Sesi-SP se alia ao Sesi Nacional para criar oportunidades por meio da formação profissional e educação básica, proporcionando dignidade e a inserção dos jovens que sofrem abuso no mercado de trabalho”, destacou Vicioni.

Violência sexual

A secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, Eloísa Arruda, relatou algumas ações realizadas pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que trata especificamente da exploração sexual de jovens, crianças e adultos. No seu entendimento, o projeto ViraVida contribuirá para a redução dos altos índices de prostituição registrado no país.

“O Brasil não pode mais ser reconhecido internacionalmente como destino de exploração sexual de meninas e travestis. Nós precisamos mudar esta imagem”, frisou a secretária.

Projeto Viravida, do Sesi. Alda Marco Antônio. Foto: Julia Moraes

Alda Marco Antônio: 'Este programa é absolutamente importante e dará frutos". Foto: Julia Moraes

Opinião compartilhada pela vice-prefeita e secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Alda Marco Antônio, que mostrou os resultados de alguns projetos realizados no Estado de São Paulo no combate a prostituição.

“Posso dizer, com convicção, que este programa é absolutamente importante e dará frutos. Os jovens de zonas muito pobres perdem o espaço do sonho, da esperança e não têm a certeza de que existe um lugar adequado na sociedade, por isso são ganhos pela marginalidade. Vamos produzir seres humanos diferentes, para ter uma sociedade justa e que poderá, um dia, dar oportunidade igual para todos”, afirmou.

Desenvolvimento socioeconômico

Projeto Viravida, do Sesi. Miguel Barbosa Fontes. Foto: Julia Moraes

Miguel Barbosa Fontes: 'Investir no ViraVida não é apenas um gasto social, mas investir na sustentabilidade socioeconômica do país, além de salvar vidas'. Foto: Julia Moraes

O diretor-presidente da John Snow Brasil Consultoria, Miguel Barbosa Fontes, lembrou que mais de 1 milhão de crianças e adolescentes sofrem exploração sexual em todo o mundo, o que faz com que este seja o terceiro crime mais lucrativo do planeta. Diante disso, argumentou que o projeto ViraVida deve ser considerado pelos empresários e representantes do governo como uma “ação de desenvolvimento socioeconômico”.

Conforme números apresentados por Fontes, para cada R$ 1 investido no projeto, houve um retorno econômico de R$ 1,26. Nos últimos quatro anos, o programa registrou 78% de eficácia em todas as metas estabelecidas. E seu custo médio por aluno é de R$ 1,5 mil, por mês – valor este superior aos gastos do governo do Estado de São Paulo com jovens retidos na Fundação Casa, que são, em média, de R$ 7 mil.

“O programa ViraVida não é um programa a fundo perdido, mas mexe com eixo da sustentabilidade econômica e social do país. E, para isso, nós precisamos do auxílio dos empresários, porque investir no ViraVida não é apenas um gasto social, mas investir na sustentabilidade socioeconômica do país, além de salvar vidas”, reforçou o executivo da John Snow Brasil.

Nível de atividade industrial paulista deve cair 4% em 2012, projeta Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon). Foto: Julia Moraes

A atividade da indústria de transformação paulista deve encerrar 2012 negativa em 4%, apontou a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) em sua última divulgação do Indicador de Nível de Atividade (INA) este ano. Mas as perspectivas para 2013 são mais otimistas, pondera o diretor do departamento de economia da entidade, Paulo Francini.

“Vemos estabelecido um sinal de melhora. Claramente o ano de 2013 será melhor que 2012, o qual se encerra com o desejo de esquecê-lo”, afirmou Francini, diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp.

A Federação projeta, para 2013, uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% e um crescimento de 2,8% para a indústria de transformação.

No caso da recuperação da atividade industrial prevista para 2013, Francini avalia que “não é brilhante, mas de qualquer forma, para quem está caindo, deixar de cair é sempre um consolo”.

O diretor do Depecon reafirmou que o conjunto de medidas adotadas pelo governo com relação a taxa básica de juros Selic, câmbio, spread bancário e incentivos fiscais para determinados setores produtivos deve impulsionar de forma mais expressiva uma retomada da atividade no ano de 2013, já que os reflexos a tais ações levam tempo para serem sentidos.

“Sair de 12,5% para 7,25% na Selic, conviver com taxa real de juros de 2%, isso é extremamente significativo. Mas é como na arte da culinária: não adianta jogar tudo dentro da panela, precisa deixar aquilo ter um cozimento adequado e há um tempo de espera”, explicou Francini. “Eu diria que vários ingredientes adequados foram jogados, agora, vamos esperar um pouco.”

Ele ainda destacou efeitos que estão por vir a partir de 1º de janeiro, quando entra em vigor a aplicação de 4% das alíquotas interestaduais do ICMS nas operações com produtos importados, colocando fim à chamada guerra dos portos. Outra medida é a continuidade da desoneração do INSS na folha de pagamento para dezenas de setores. “São dois motivos para promover alguma melhora no desempenho da indústria de transformação.”

Atividade em outubro

Em outubro, o indicador registrou alta de 0,6% na série com ajuste sazonal. Na leitura sem ajuste sazonal, o índice apresentou variação positiva de 5,2% na comparação entre outubro e setembro.

Atividade Industria Outubro/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

A variação do período de janeiro a outubro deste ano, no entanto, é negativa em 5% – a maior queda desde 2003, ano de início da pesquisa, com exceção de 2009, quando o indicador chegou a -10%.

No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria sem ajuste sazonal também apresenta queda, de 4,8%, ante o período imediatamente anterior. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (29/11), pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) manteve-se praticamente estável em 81,1% em outubro, versus 81,4% em setembro deste ano, com ajuste. Na leitura sem ajuste sazonal, o componente também mostrou estabilidade, ficando em 82,9%, contra 82,3% em setembro.

Dos setores avaliados pela pesquisa em outubro, o segmento de Alimentos e Bebidas anotou queda 1,2% na leitura mensal considerando os efeitos sazonais, seguido pelo item de Produtos Têxteis, com baixa de 0,8%.

Já o setor de Veículos Automotores registrou ganhos de 1,6% sobre setembro, em termos ajustados. Enquanto a atividade da indústria de Produtos Químicos, Petroquímicos e Farmacêuticos registrou alta de 0,5%, com ajuste, na comparação com setembro.

Expectativa

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de novembro, medida pelo Sensor Fiesp, ficou praticamente estável: 51,3 pontos, contra 50,6 pontos em outubro.

A sondagem com relação ao item Mercado apresentou uma piora de quatro pontos e chegou a 51,1 pontos, versus 55,5 pontos em outubro. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas, que também desacelerou de 55,9 pontos no mês passado para atuais 51,5 pontos.

Sensor Novembro/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

O indicador de Estoque passou para 46,7 pontos em novembro ante 44,7 pontos em outubro, enquanto o Emprego subiu para 48,5 no mês corrente, contra 46,2 pontos no mês anterior.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou forte melhora, passando de 50,7 pontos em outubro para 58,5 pontos em novembro.

Indústria paulista deve fechar 65 mil vagas de emprego em 2012

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Depecon/Fiesp, durante coletiva de divulgação do índice de emprego. Foto: Mauren Ercolani

A indústria de transformação do Estado de São Paulo deve encerrar o ano com 65 mil empregos a menos. Essa é a projeção de Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp). De acordo com a pesquisa divulgada pelas entidades nesta terça-feira (13/11), a indústria paulista fechou 3.500 postos de trabalho em outubro na comparação com o quadro de funcionários verificado em setembro.

Apesar dos resultados negativos verificados na indústria ao longo do ano, Francini projeta um cenário mais otimista para 2013. A Fiesp/Ciesp manteve projeção de queda de 2,4% para a atividade da indústria em 2012, mas prevê um crescimento de 2,8% no desempenho industrial no próximo ano.

“Teremos um carregamento estatístico muito positivo para 2013. Um crescimento trimestral da ordem de 0,8 ponto percentual haverá de nos levar a uma expansão do Produto Interno Bruto de 3,5% para o próximo ano”, afirmou o diretor.

O índice de emprego da Fiesp/Ciesp também deve mostrar recuperação no mercado de trabalho da indústria no próximo ano, mas os ganhos não devem compensar as perdas de 2012, alerta Francini. Segundo ele, o emprego industrial deve fechar o ano em baixa de 2,3 pontos percentuais e apresentar alta de 1,8 ponto percentual em 2013, o que significa uma recuperação de aproximadamente 50 mil postos de trabalho.

Segundo a pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, a variação do emprego ficou negativa em 0,05% no mês com ajuste sazonal.

No acumulado do ano, a indústria paulista gerou 21,5 mil novos postos de trabalho, com uma variação positiva de 0,81%. O estudo aponta, no entanto, que esta é a menor taxa de criação de vagas desde 2006, início da pesquisa, com exceção da crise de 2009, quando o índice apurou perdas de 1,10% no acumulado daquele ano. Nos últimos 12 meses foram fechadas 62,5 mil vagas, ou seja, um recuo de 2,35% em relação ao mesmo período imediatamente anterior.

Nível de Emprego – Outubro 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Surpresa negativa

Francini avalia que 2012 foi um ano surpreendentemente negativo tanto para indústria quanto para o governo, o qual tem anunciado ao longo do ano medidas de incentivo à produção nacional, como a redução ou isenção do IPI para diversos setores, o corte da taxa básica de juros Selic para o menor patamar da história do Comitê de Política Monetária do Banco Central e a elevação do câmbio a um patamar mais competitivo.

“Acredito que nem o próprio governo esperava que o desempenho fosse tão ruim. Foram dados vários mecanismos e estabelecidas providencias para recuperar a indústria de transformação. Acreditamos que está respondendo, porém em um ímpeto e vigor muito menor do que o desejado e o necessário”, avaliou o diretor.

Açúcar e Álcool

Do total de demissões ocorridas em outubro, o setor de açúcar e álcool contribuiu com o fechamento de 1.302 postos no mês, o equivalente a uma taxa negativa de 0,05% para o mês na comparação com setembro. Segundo Francini, o setor sucroalcooleiro ainda não devolveu as vagas criadas para a temporada de colheita da safra por uma questão climática.

“Um retardamento motivado por chuvas fez com que a colheita se prolongasse e, por causa disso, não houve ainda queda acentuada no mês de outubro dos empregos gerados, mas é esperada para acontecer até o final do ano”.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 41.588 vagas, enquanto os outros segmentos da produção brasileira fecharam 20.088, deixando um saldo de 21,5 mil empregos gerados entre janeiro a outubro deste ano.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, nove apresentaram efeitos negativos, nove fecharam o mês em alta e quatro ficaram estáveis. O emprego no setor de Produtos Diversos registrou a maior queda, com 1,2% em outubro versus setembro, seguido pelo desempenho ruim na indústria de Metalurgia, que encerrou o mês com queda de 1%.

Já os segmentos de Bebidas e Produtos de Borracha e Material Plástico apuraram ganhos no mês de 2% e 0,4%, respectivamente. A pesquisa mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 16 apresentaram quadro negativo, 12 ficaram positivas e oito regiões encerraram o mês estáveis.

Santa Bárbara do Oeste apresentou a maior alta, com taxa de 2,54% em outubro, impulsionada por Produtos Têxteis (5,12%) e Produtos de Borracha e Plástico (3,62%). A região de Franca registrou ganho de 0,94%, sob influência positiva dos setores de Máquinas e Equipamentos (2,64%) e Artefatos de Couro e Calçados (1,40%). Enquanto Botucatu subiu 0,91%, influenciado por Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (3,28%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (1,95%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Araçatuba, que computou a queda mais expressiva do mês, com 1,11%, abatida pelas perdas em Produtos de Madeira (-3,57%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-2,30%). Jacareí fechou o mês com baixa de 0,99%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-2,64%) e Produtos Têxteis (-0,84%). O emprego em Cubatão caiu 0,65%, com perdas mais expressivas em Metalurgia (-2,01%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-0,35%).

Confira aqui a íntegra do estudo da Fiesp/Ciesp.

Atividade industrial paulista interrompe trajetória de queda e fecha 3º tri em alta de 1,2%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Diretor do Departamento de Economia da Fiesp/Ciesp, Paulo Francini. Foto: Julia Moraes

Depois de cair por cinco trimestres seguidos, a indústria paulista encerrou o terceiro trimestre de 2012 em alta de 1,2% em relação ao período anterior, motivada principalmente pela indústria automobilística, em meio a incentivos concedidos pelo governo – como a redução do IPI para veículos, que contribuiu em 34% para crescimento da atividade econômica entre maio e agosto.  O mês de setembro registrou uma elevação de 0,2%.

O diagnóstico é fruto da pesquisa Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria, realizada mensalmente pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e o Centro das Indústrias do Estado São Paulo (Fiesp e Ciesp), e divulgada nesta quarta-feira (31/10).

Apesar da alta no trimestre acima do esperado, as projeções para a atividade da indústria em 2012 e para o desempenho da economia em geral continuam pessimistas, uma vez que a persistente crise financeira no mundo, principalmente nos países da Europa, minimiza o impacto positivo de políticas de incentivo do governo sobre a produção nacional.

“Existe uma indústria de transformação com capacidade excedente para o atual nível de demanda do mundo”, disse Paulo Francini, diretor do Depecon.

Segundo a Fiesp/Ciesp, o nível de atividade da indústria paulista deve encerrar o ano de 2012 negativo em 4,5%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer apenas 1,4% no mesmo ano e o PIB industrial deve apresentar uma variação negativa de 2,5%.

Para Francini, medidas como a redução da taxa Selic para níveis mais baixos da história, controle sobre o spread bancário e intervenções para elevar o patamar do dólar versus o real estão na direção correta, mas a indústria não conseguiu reagir este ano com a força que se esperava dado o aprofundamento da desindustrialização no país.

“Todos estes fatores estão na direção correta. Nós esperávamos que a indústria reagisse a eles com um pouco mais de vigor. Os resultados não têm o vigor que teriam se o mundo estivesse bombando. Nós temos que lembrar que o mundo bombava no inicio dos anos 2000”, afirmou.

Segundo o diretor da Fiesp/Ciesp, a recuperação da atividade industrial em 2013 deve acontecer e será “resistente”.

Menor Participação da indústria no PIB

De acordo com cálculos da Fiesp/Ciesp, a participação da indústria de transformação no PIB, atualmente em 14,6%, deve diminuir em 0,6 ponto percentual até o final de 2012 para 14%.

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“Se em 2012 ocorrer o que nós estamos prevendo em relação ao PIB e à evolução do PIB da indústria de transformação, a participação há de ser 14%, aprofundando o processo de desindustrialização”, afirmou Francini. A participação industrial no PIB já chegou ao patamar de quase 25% no início dos anos 1980.

Atividade em São Paulo

INA – Setembro/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Segundo o Depecon, a atividade industrial paulista aumentou 0,2% em setembro. Já o desempenho do setor produtivo entre janeiro e setembro deste ano foi negativo em 5,9%, sem ajuste sazonal – a maior queda desde 2003, ano de início da pesquisa. A exceção foi registrada em 2009, quando o INA chegou a -10,6%. No acumulado de 12 meses, o nível atividade da indústria, sem ajuste sazonal, foi negativo em 5,3%. 

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) se manteve estável na comparação mensal, permanecendo em 81,3% em setembro. Já na leitura sem ajuste sazonal, o componente caiu um ponto percentual para 82% no mês passado, contra 83,1% em agosto.

Dos setores avaliados pela pesquisa em setembro, o segmento de Máquinas e Equipamentos apresentou queda de 3% na leitura mensal, considerando os efeitos sazonais. Já o de Celulose, Papel e Produtos de Papel registrou ganhos de 1,3% sobre agosto, em termos ajustados, enquanto a atividade da indústria de Artigos de Borracha e Plástico anotou variação positiva de 1,5%, com ajuste, na comparação com agosto.

Expectativa

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de outubro, medida pelo Sensor Fiesp, ficou em 50,6 pontos no mês corrente, contra 52,3 pontos em setembro, indicando estabilidade na expectativa do empresário.

Pesquisa Sensor – Outubro 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

O item Mercado caiu quase quatro pontos no mês corrente e chegou a 55,5 pontos, versus 59,3 pontos em setembro, enquanto o indicador Vendas manteve-se estável em 55,9 pontos no mês corrente, ante 55,8 no mês passado.

O indicador de Estoque passou para 44,7 pontos em outubro, ante 40,8 pontos em setembro. O grupo Emprego registrou queda de mais de três pontos percentuais para 46,2 este mês, versus 49,8 no mês passado.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou queda de mais de quatro pontos, passando de 54,7 em setembro para 50,7 pontos em outubro.

Atividade da indústria paulista deve encerrar 2012 com queda de 5%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Diretor de Economia da Fiesp, Paulo Francini, durante coletiva do INA

Diretor de Economia da Fiesp, Paulo Francini, durante coletiva do INA. Foto: Everton Amaro

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 0,3% em agosto sobre julho, na série com ajuste sazonal, e despencou 5,3% no acumulado dos 12 meses, em relação ao período imediatamente anterior.

A dificuldade do setor produtivo em se recuperar da queda sinaliza que o prejuízo que sofreu é mais intenso que o esperado, avalia Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

“Isso mostra que a indústria estava realmente muito ofendida pelo tempo pregresso”, afirmou Francini, nesta quinta-feira (27/09), em coletiva de imprensa, ao divulgar a pesquisa da Fiesp e do Ciesp.

Sem o ajuste sazonal, o índice de atividade avançou 5% na comparação com julho. Entre janeiro a agosto de 2012, no entanto, o indicador acumula variação negativa de 6,6% em relação ao mesmo período de 2011, descontando o ajuste à sazonalidade. Esse é o pior resultado desde 2003, com exceção de 2009, quando o índice chegou a -11,3% durante o mesmo período.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) manteve-se praticamente estável em agosto: 81,1% ante 81,3% em julho, no dado com ajuste sazonal. O mesmo comportamento foi apresentado no resultado sem ajuste 83% no mês passado, contra 82,4% em julho. Segundo Francini, esse patamar demonstra um padrão “abaixo do nível razoável de eficiência” da produção. “Para atingir o patamar de eficiência, o indicador precisa operar em 85%”, argumentou.

INA – Agosto/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Inesperado

A Fiesp revisou  para -0,3% o índice de atividade de julho, ante variação positiva de 0,3%.

A queda do indicativo enfraquece o otimismo quanto ao início de uma recuperação da indústria ainda este ano, apesar dos benefícios tributários para setores como o automotivo, linha branca e materiais de construção, de um ano de redução contínua da taxa Selic e da elevação do patamar do câmbio para R$ 2. Para a federação, a recuperação deverá acontecer de forma moderada.

“A situação do mundo e seus efeitos no Brasil ocorreram pior do que pensamos que iria ocorrr. Isso se verifica na redução da nossa balança comercial, especialmente do lado das nossas exportações”, explicou Francini.

De acordo com estimativa da Fiesp, o índice de atividade da indústria paulista deve fechar o ano de 2012 negativo em 5% na comparação com 2011. No mês passado, a entidade previa uma taxa negativa em 4,4% para o indicador.

“Rasgar é fácil, consertar é mais difícil, mas ainda acreditamos que vamos ingressar num processo de recuperação suave”, avaliou Francini.

Dos setores avaliados pela pesquisa em agosto, o segmento de Minerais Não Metálicos apresentou estabilidade, com 0,8% na leitura mensal, considerando os efeitos sazonais.

Por outro lado, a atividade industrial no segmento de Outros Equipamentos de Transporte computou forte queda de 7,9% sobre julho, em termos ajustados.

O desempenho da indústria de Alimentos e Bebidas também foi fraco em agosto. O setor registrou uma baixa de 1,3% em relação a julho, na série com ajuste sazonal, pressionado também pela quebra das safras de soja e de milho dos Estados Unidos, o que elevou os preços para as commodities utilizadas por produtores de carne de frango, bovina e suína.

Expectativa

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de setembro, medida pelo Sensor Fiesp, apresentou ligeira melhora: 52,3 pontos, contra 50,5 pontos em agosto.

Pesquisa Sensor – Setembro 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Já o item Mercado registrou alta de mais de três pontos no mês corrente e chegou a 59,3 pontos em setembro, versus 55,8 pontos em agosto, enquanto o indicador Vendas subiu levemente para 55,8 pontos no mês corrente, ante 55 pontos no mês passado.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou forte melhora, passando para 54,6 pontos em setembro, contra 49,3 pontos em agosto. Já o item Estoque continua elevado, chegando a 40,8 em setembro, ante 45,3 pontos em agosto.

O segmento Emprego registrou ligeira alta de 49,8 pontos em setembro, versus 47,4 em agosto.

Paulo Skaf: Try Rugby SP é contribuição da indústria paulista ao Brasil para Rio-2016

Edgar Marcel e Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP, fala por que a indústria paulista abraçou o projeto Try Rugby


No evento de lançamento do Projeto Try Rugby, cooperação do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) em parceria com o British Council e a Premiership Rugby (liga do esporte na Inglaterra), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, explicou por que a indústria paulista abraçou o programa.

“O rúgbi no Brasil ainda está engatinhando e o Sesi-SP dará esta contribuição, até porque nos Jogos Olímpicos de 2016 [Rio de Janeiro] esta modalidade esportiva estará de volta. E os atletas brasileiro competirão com atletas de todo o mundo. Então, o Sesi-SP e a indústria paulista pretendem ajudar o Brasil com o maior número possível de atletas para defender as cores brasileiras nas Olímpiadas de 2016”, afirmou o presidente das instituições.

Skaf incentivou os técnicos britânicos a conhecer a rede de ensino do Sesi-SP e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). “Acho fundamental que vocês passem pelas unidades do Sesi e do Senai do nosso Estado para que saibam o que essas entidades fazem pelas pessoas”, afirmou Skaf, destacando as 12 modalidades de esporte de rendimento mantidas pelo Sesi-SP.

Em clássico do voleibol paulista, Sesi-SP vence Vôlei Futuro no masculino

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

O Sesi-SP manteve na noite de quarta-feira (29/08), no ginásio do Sesi Vila Leopoldina, sua invencibilidade no campeonato paulista de vôlei masculino. Em jogo válido pela sexta rodada, diante do Vôlei Futuro, de Araçatuba, quem levou a melhor foi o time da casa: 3 sets a 2 (25/19, 25/27, 25/18, 18/25 e 15/08).

Com o resultado, o Sesi-SP permanece na liderança isolada da competição, com 16 pontos – seis vitórias em seis partidas. O segundo colocado é o Medley/Campinas, com 15 pontos. Já o Vôlei Futuro segue na 6ª colocação.

O central do Sesi-SP, Tiago Barth, foi o maior pontuador da partida, com 20 pontos, seguido pelo seu companheiro de equipe, Eder, 18 pontos. Já o oposto Leozão e o ponteiro Léo Mineiro permanecem fora das quadras, ambos em tratamento de lesões.

O jogo

A partida começou bastante equilibrada. Durante a preliminar, o Sesi-SP manteve o bom rendimento nos pontos de saque e, com boa a atuação do centrais Tiago Barth e Eder, a equipe da indústria fechou a parcial em 25/19.

No segundo set, o oposto Lorena teve um mal estar e foi substituído. Sem uma de suas principais estrelas, a equipe do técnico Giovane Gávio não conseguiu sustentar o mesmo volume de jogo e acabou perdendo as duas parciais seguintes para o time da Araçatuba.

Com a volta de Lorena, no 4º set, a equipe do Sesi-SP se reorganizou. Venceu a parcial por 25/18, levando a disputa para o tie-break.

No 5º e último set, a equipe da indústria paulista manteve um bom volume de jogo. O bom desempenho no saque foi decisivo para fechar o parcial (15/08) e a partida por 3 sets a 2.

Neste sábado (1º/09), o Sesi-SP enfrenta o Medley/Campinas, às 17h, no ginásio do Taquaral, em Campinas. A partida, outro clássico do voleibol paulista, vale a liderança do campeonato.