Workshop apresenta demandas para produção de equipamentos navais para petróleo e gás

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Começou na manhã desta quinta-feira (5/12) o workshop “Tecnológico –Equipamentos Especiais para Barcos de Apoio” na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O objetivo da oficina é apresentar meios de financiar e produzir maquinários utilizados na exploração de petróleo e gás.

Organizadores do encontro, o Comitê da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás (Competro) da Fiesp e a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) pretendem acelerar o processo de nacionalização de equipamentos e serviços para o setor.

O workshop sobre meios de financiar e produzir maquinários utilizados na exploração de petróleo e gás. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O workshop: meios de financiar e produzir maquinários para o setor de petróleo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Segundo o Competro, serão apresentados ao menos 10 equipamentos selecionados na carteira de projetos do Plataformas Tecnológicos (Platec) para elétrica e eletrônica, automação e metal-mecânica na indústria naval e offshore.

As empresas devem apresentar ao longo da programação suas demandas tecnológicas às indústrias fornecedoras participantes, com o objetivo de desenvolve projetos de fabricação de equipamentos utilizados em barcos de apoio, em parceria com empresas nacionais.

“A partir desse momento, o evento começa a ganhar um cunho bem mais técnico, onde estaremos investigando as tecnologias. E o principal objetivo é encontrar para cada equipamento a formação de uma equipe em torno desse projeto para que possamos rumar  para nacionalização dos equipamentos que serão apresentados”, explicou Jorge Bruno, gerente de tecnologia da Onip.

Roriz Coelho fez a abertura do evento na Fiesp nesta quinta-feira (05/12). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Roriz Coelho fez a abertura do evento na Fiesp nesta quinta-feira (05/12). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O chefe do Departamento de Operações Descentralizadas Reembolsáveis da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Rodrigo Coelho, apresentou os programas de financiamento e crédito do órgão para projetos ligados à exploração de petróleo e gás.

O workshop foi iniciado com palavras de boas vindas do coordenador do Competro, José Ricardo Roriz Coelho.

Crescimento da indústria é assunto de destaque em novos investimentos no pré-sal

Alice Assunção e Rose Matuck, Agência Indusnet Fiesp

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Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão

A preocupação com a competitividade da indústria brasileira potencializada pela descoberta do pré-sal deu o tom dos discursos do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, durante seminário na manhã desta segunda-feira (8) na capital paulista.

Representantes do governo, da indústria e da sociedade participaram do seminário Pré-sal – Uma transformação da cadeia produtiva do petróleo e gás, promovido pela série Diálogos Capitais, da revista Carta Capital, em São Paulo.

Os investimentos da Petrobras no setor petrolífero saltaram de 5,8 bilhões de dólares entre 2003 e 2007 para 42,5 bilhões de dólares entre 2011 e 2015, e o encontro desta manhã debateu como os setores da economia brasileira devem encarar o novo cenário de energia do País.

“Para explorar e produzir petróleo na área do pré-sal é preciso incorporar inovações tecnológicas. Ampliar a participação da indústria nacional com avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental. Seus investimentos serão geradores de milhares e milhares de novos empregos”, afirmou o ministro Lobão.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, enfatizou que o pré-sal é uma grande oportunidade para a expansão econômica do Brasil, mas as riquezas que serão geradas com as reservas devem ser direcionadas principalmente para a indústria brasileira e para a população, de forma transparente.

“Todos esses investimentos têm que se transformar em oportunidades para a indústria brasileira”, enfatizou Skaf ao discursar durante o seminário. Ele ainda salientou a necessidade de a indústria operar com preços mais competitivos no mercado internacional, “com educação, infraestrutura de qualidade e juros baixos”.

Ao salientar que o pré-sal é uma oportunidade de mão de obra que não pode ser perdida, Skaf acrescentou que o Senai trabalha na formação de 40 mil trabalhadores para atender à crescente demanda por parte dos fornecedores da Petrobras em meio a acelerada atividade de expansão e produção de petróleo e gás.

Indústria Naval

Durante seu discurso, Lobão chamou atenção para a atividade da indústria naval que, segundo sua avaliação, “foi praticamente exterminada nos últimos anos ficando com cerca de 4.000 funcionários”.

O ministro projeta um reposicionamento do Brasil como um dos 10 maiores exportadores de petróleo do mundo em 2020. E para atender a demanda internacional a indústria naval deve ganhar um estimulo, o qual já tem sido sentido pelo setor. “Hoje nós temos mais de 40 mil operários, e vai crescer mais.”

Segundo Lobão, até 2019 os investimentos em produção e exploração na área de petróleo e gás chegarão a 932 bilhões de reais, riquezas que, na avaliação de Paulo Skaf, “devem ser dadas a cadeia produtiva do País”.